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História Hoseok, o babá - sope. - Capítulo 4


Escrita por: scenerybella e godhope

Capítulo 4 - 004


 Hoseok estava sentado no sofá junto com Kwan e Eun-ji, assistindo a um desenho qualquer na TV.

— Isso é tão chato. — O garoto comentou, cruzando os braços. — Eu quero sair.

— Sair pra onde? 

— Não sei, talvez na praça? — Olhou o maior.

— Não é uma idéia ruim. O que você acha, Eun-ji? — Olhou a garota.

— Só se você prometer que vamos poder tomar sorvete. 

— Por mim tudo bem, eu adoro sorvete. — Sorriu. — Bom, então vamos á praça?

— Sim! — Se levantaram juntos.

— Ok, ok. — Também se levantou, desligando a TV. — Vão lá calçar seus sapatos.

— Tá bem, tio! Vem oppa! — Puxou o irmão escadas á cima.

— Você não deveria levá-los a lugar nenhum. — Jina indagou, aparecendo de repente na sala.

— Não vamos muito longe, a praça é aqui perto. Então não precisa se preocupar.

— Não estou preocupada. Só não quero que você quebre a regra número setenta e três. — Parou na frente do Jung. 

— Eu sei, eu sei. "As crianças não podem sair da casa antes de terminarem as lições." — Recitou uma das regras. — Mas dá um desconto, Jina! Hoje é sábado, está de manhã. Eles só querem dar um passeio.

— Você sabe bem quais são as regras, e quebra-las traria grandes consequências.

— Mas-

— Não é não! — Ditou séria, dando as costas para o acastanhado e voltando para o lugar que estava antes.

— Tsc. — Bufou. — Odeio regras. — Cruzou os braços.

— Já estamos prontos! — Os mais novos desceram as escadas com seus pés calçados, indo em direção á Hoseok. 

— Ah, crianças... — Segurou as mãos de ambos, se ajoelhando. — Tivemos um pequeno probleminha e não vamos poder ir á praça.

— Por que não? — A menina perguntou, desmanchando o enorme sorriso que tinha nos lábios. — Você não quer mais ir, tio?

— Não, princesa. É claro que eu quero ir, mas o problema é que a ‘bruxa’... — Disse baixinho — ...falou que só podemos sair depois de fazer as lições de casa.

— Hm. — A pequena cruzou os braços e formou um pequeno biquinho. — Velha feia. — Sussurrou.

— Ainda podemos ir depois que vocês terminarem as lições, o que vocês acham?

— Mas aí o sorveteiro já vai ter ido embora. — Kwan suspirou. — Regras são tão chatas.

— Pois é. — Concordou. — Mas nós podemos fazer sorvete aqui mesmo.

— Eh?! Você sabe fazer sorvete?!

— Não, mas acho que deve ter algum tutorial na internet que ensina. Então podemos aprender. — Sorriu mínimo. — Que tal?

— Podemos mesmo? 

— Claro. Não é como se fossemos incendiar toda a casa. — Riram. — Então, vamos tentar fazer sorvete?

— Por mim tudo bem. — O Min mais novo deu de ombros.

— Se o oppa vai, eu vou. — Assentiu.

— Ótimo, então vamos. — Se levantou, seguindo com ambos para a cozinha.


•••


Yoongi respirava um pouco ofegante, sentindo a língua quente de Nina lambuzando seu pênis. Não era bom, mas também não era ruim. Só queria que aquilo acabasse logo pra poder voltar pra casa e ter uma boa noite de sono.

— Está gostando, senhor? — A mulher perguntou manhosa, encarando o rosto suado do Min.

— Só... Continua. — Segurou em seus cabelos, incentivando seus movimentos. Não é querendo ser superior nem nada, mas ela claramente não era boa naquilo.

Não demorou para se desfazer na boca da secretaria, que tratou de engolir tudo, passando o polegar pelos lábios borrados de batom, na tentativa de limpar todo o "vestígio" do chefe de seu rosto.

— Você.. Pode ir agora. — Fechou o zíper de sua calça, ajeitando sua postura na poltrona.

— Isso foi muito bom pra mim. — Sorriu de canto. — Você gostou, oppa?

— Gostei, Nina. — Mentiu, forçando um mínimo sorriso. — Agora vá, está tarde e seria perigoso estar na rua á essa hora sozinha.

— Eu vou só porque você está pedindo, oppa. — Pousou as mãos em seus ombros, exibindo o decote de sua blusa.

— Certo, então vá logo. Eu também preciso ir, meus filhos devem estar me esperando. — Se levantou, ajeitando sua gravata. — Eu vou chamar um táxi pra você.

— Por que você não me leva em casa, oppa? Não vai ter ninguém lá.. — Deslizou a mão pelas costas largas.

— Eu prometi que ficaria com as crianças hoje, então não vai ter como. Deixa pra próxima, ok? 

— Jura? 

— Juro. — Afagou seus cabelos ruivos. — Agora vamos indo, ok?

— Ok. 


•••


— Boa noite, princesa. — Hoseok deixou um beijo demorado na testa de Eun-ji. — Dorme bem.

— Boa noite, tio Seok. — Alcançou seu ursinho azul, se deitando de bruços. — Boa noite, oppa.

— Boa noite, Jiji. — Afagou os cabelos da irmã, que fechou os olhos, não demorando para pegar no sono.

— Agora é a sua vez. — Se levantou da cama ao perceber que a garota já dormia.

— Seok, meu pai não vem hoje? — Perguntou assim que saíram do quarto de Eun-ji, adentrando o seu. — Ele disse que viria mais cedo.

— Kwan... — Ajudou o a deitar na cama, o cobrindo. — Eu não sei, mas tenho certeza que se o seu pai não veio, é porquê ele deve estar muito ocupado.

— É... — Suspirou. — Ele sempre está ocupado e sem tempo para ficar com a gente. 

— Oh, meu amor. — Acariciou seu rosto com o polegar. — Seu pai não tem culpa. Ele trabalha para tentar dar a melhor vida que vocês poderiam ter. Tenta entender o lado dele, ok?

— É muito difícil. Nem mesmo nos nossos aniversários ele vem, e sempre temos que ficar em casa. — Se virou para o lado contrário do Jung. — As vezes eu esqueço que a gente tem pai. 

— Não fala isso, Kwan. Vocês têm um pai sim, não importa se ele está ausente. — Afagou os cabelos do menino. — Não ter um pai é uma coisa horrível, eu já passei por isso. E eu daria tudo para ter o novamente, e vocês dois tem esse privilégio. — Suspirou. — Então nunca mais diga algo assim, ok?

— Você é tão legal, Seok. Queria que papai fosse assim. — O olhou novamente. — Sua família deve amar você.

— É, eles me aturam. — Riram baixo. — Eles são como eu, adoram crianças. 

— Você podia levar a gente lá. Seria bem legal.

— Você acha? — Assentiu. — Hn, talvez não seja uma má idéia. — Deu de ombros. — Mas agora chega de papo, você tem que dormir porquê amanhã acordamos cedo.

— Boa noite. — Sorriu sem mostrar os dentes.

— Boa noite, dorme bem. — Beijou sua testa, se levantando. — E nada de ficar acordado, seu pai já deve estar vindo.

— Tá bom, até amanhã. — Se virou novamente.

— Até amanhã. — Saiu do quarto após ver o menino fechar os olhos.

Suspirou aliviado, descendo as escadas. Foi em direção á sala, mas antes que pudesse sentar, a porta foi aberta por Yoongi, que estava claramente exausto.

— Boa noite, senhor. — Se curvou minimamente. 

— Cadê as crianças? Não me diga que eles já foram dormir. — Largou sua maleta.

— Já, eu acabei de descer. — Assentiu devagar, vendo o homem se sentar no sofá, afundando as mãos nos próprios cabelos. — Eu.. posso falar uma coisa?

— Que eu sou um pai horrível que não consegue nem cumprir uma mísera promessa que fez aos filhos? Obrigada, mas não precisa. Eu já sei disso. — Suspirou, vendo o Jung se sentar ao seu lado. 

— O senhor não é um péssimo pai, só está um pouco ausente. Talvez o trabalho esteja te cansando e tomando suas energias, mas isso não significa que seja um péssimo pai, muito pelo contrário. As crianças me falam super bem de você, sempre dizendo o quão carinhoso o senhor é quando está em casa. 

Viu o Min o olhar um pouco surpreso.

— Eles... falam isso..?

— Não só isso, como muitas outras coisas boas. — Sorriu. — O que eles mais gostam de falar é de quando vocês foram tomar sorvete e terminaram em uma festa de alguém desconhecido.

— Esse dia foi incrível. — Riu um pouco, encarando o chão.

— Viu? Até o senhor sabe o quão bom pai é. — Tocou seu ombro. — Só tenta ser um pouco mais presente na vida dos seus filhos, isso vai ser muito bom, além de ajudar na relação de vocês.

— Eu tento ser mais presente, só que parece impossível. Toda vez que eu tento, parece que mais trabalhos chegam e tomam todo o meu tempo.

— Talvez você devesse sair mais. Respirar ar fresco, dar um passeio, ou sei lá. — Deu de ombros. — Eu sei que trabalho é importante, mas a família precisa vir em primeiro lugar. Isso é essencial para uma boa relação familiar.

— Eu sei, mas é que é muito difícil, sabe? Os papéis, as reuniões, os contratos.. Tudo isso acaba comigo e me deixa super cansado. — Tombou a cabeça para trás e Hoseok pôde notar uma marca recente de batom vermelho em sua pele. — Eu sinto falta dos meus filhos..

— Olha, não é querendo ser invasivo e nem nada, mas... — Passou o indicador sobre a marca, trazendo um pouco do batom em seu dedo. — Talvez isso aqui também esteja te afastando dos seus filhos. — Ergueu na frente do maior, que bufou, fechando os olhos. — Eu não quero julgar, até porquê você é adulto e tem a sua própria vida. Mas se for isso que está te afastando dos seus filhos, talvez devesse parar ou reduzir um pouco. 

— Eu-

— Está tudo bem se relacionar com outras pessoas, mas talvez esteja esquecendo um pouco de quem deveria ser prioridade. 

— Você... Tem razão, tem toda a razão. — Suspirou. — Eu preciso me afastar um pouco do trabalho e pensar mais nos meus filhos.

— Isso, já é um bom começo. — Sorriu grandemente.

— Obrigada, Hoseok. Você é um bom conselheiro e um bom ouvinte. — Também sorriu.

— Que nada. Ajudar a família também está nas regras do treinamento de babá. — Se levantou. — Bem, agora eu vou indo. O dia foi longe e amanhã tenho que ir para o curso.

— Eu posso te acompanhar até o ponto de ônibus. — Também se levantou.

— Não, não precisa, senhor. Eu posso ir sozinho. 

— Mas está tarde, não é perigoso?

— Que nada. Eu já peguei tá tanto ônibus que os motoristas e passageiros já até me conhecem. E se alguém tentar alguma coisa, eu sei me defender, então o senhor não precisa me acompanhar.

— Certo, se você diz. — Pegou sua carteira, tirando uma grande quantia em dinheiro e entregando nas mãos do menor. — Pelo menos aceita isso.

— Minha nossa, mas tem muita coisa aqui. O que eu vou fazer com tanto dinheiro? 

— Não sei. Paga a passagem, compra alguma coisa pra você comer ou só guarda, sei lá. Faz qualquer coisa, ele é seu agora. 

— Mas senh-

— E eu não aceito "não" como resposta, então nem adianta tentar devolver. Ele é todo seu.

— O senhor tem certeza? Eu não preciso de tanto assim, a passagem não é tão cara.

— Tenho certeza sim, Hoseok. — Pôs as mãos nos bolsos da calça. — Agora é melhor você ir, antes que fique mais tarde e mais perigoso.

— Certo então, mas é só dessa vez. — Pegou sua mochila, se dirigindo para a porta. — Tenha uma boa noite, senhor.

— Você também. E tenha cuidado, ainda precisamos de você aqui amanhã. — Acenou.

— Pode deixar que eu venho. — Lançou uma piscadela para o Min, saindo da casa.


Notas Finais


Oi, pessoal.
Esse foi o capítulo de hoje.
Espero que tenham gostado.
Lavem as mãos e se cuidem.
Até a próxima.
Beijos.
♥️

(e perdão pelos erros)


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