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História Hospício - Capítulo 4


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Notas do Autor


quem some, sempre aparece não é mesmo?!

nada a declarar aqui, só pesso boa leitura 🤭

Capítulo 4 - Capítulo quatro.


Changbin estava fazendo sua vigia matinhal no quintal do fundo do manicômio com sua lanterna iluminando o caminho, quando ouviu um grito do andar de cima. Até pensou em ignorar, já que podia ser uns dos pacientes que deu crise, mas quando viu as luzes acendendo e apagando de uns dos quartos, foi correndo desesperado para o andar de cima. 

Claro que tinha a possibilidade de ser um paciente, mas conhece aquele manicômio como a palma da sua mão e sabe muito bem que naquele quarto não tinha paciente algum.

Subiu com dificuldades a escada, já que estava correndo, até que finalmente chegou no andar e correu para a porta do quarto. Ficou de frente para a mesma que estava fechada, colocou a cabeça encostada na porta e pôde ouvir alguns soluços.

— Ei? Pode me ouvir? — falou alto o suficiente para que a pessoa do outro lado pudesse escutar.

— Seo? É-é você? 

— Felix! — falou um tanto desesperado ao reconhecer a voz. — O que aconteceu? Abre, por favor, a porta! 

— E-eu não sei! Eu t-to com medo Changbin! —o Lee fala assustado.

— Abre, por favor, a porta, Felix! — pediu novamente.

— E-ela não abre! — afirmou Félix, mais assustado ainda.

Changbin tentou abrir a porta e não conseguiu. Então jogou seu corpo contra a mesma com a esperança de abrir, mas foi falho. Tentou várias e várias vezes, mas não tava resultado. Parou com a ação, pensou como podia tirar seu colega da sala. Ficou assim alguns segundos pensando, até que lembrou do pé de cabra que tinha no armazém de fora.

— Eu vou tentar achar algo que abra a porta, por favor não se desespere!

— Só n-não me deixe sozinho!

— Volto logo, eu prometo Felix! Só aguenta um pouco mais. — dito isso, saiu correndo pelo corredor.

Assim que chegou na escada, foi pulando em dois em dois degraus para chegar logo no andar de baixo. Nos últimos degraus perdeu um pouco do equilíbrio, o que fez se jogar contra a parede com as duas mãos na frente. Se jogou para trás com os apoio das mãos e voltou a correr até chegar no corredor da entrada principal, que dava acesso aos fundos. Chegando no corredor, se virou para trás e foi até a porta que estava aberta, seguindo em direção ao armazém.

— Droga! Está fechado! — disse, assim que apoiou a mão na maçaneta. — Merda! — bateu a mão na porta.

Suspirou, precisava manter a calma e achar um jeito de abri-la. Sentia raiva de si mesmo por tê esquecidos as chaves em cima da mesa. E agora, pegar estava fora de cogitação!

Começou a andar em volta da casa de madeira, até ver que na parte de trás tinha uma janela pequena com barra de ferro. Olhou para o chão, pegou a única pedra que tinha ali e jogou diretamente no vidro que fez um rachado, pegou novamente a pedra e jogou de novo no vidro, que fez um estrago maior.

Seo deixou a pedra de lado e foi em direção à janela, olhando em volta até que finalmente achou o pé de cabra perto da janela, afastou um pouco e colocou a mão dentro do buraco feito no vidro e pegou a ferramenta e foi correndo apressado para o quarto onde Felix se encontrava.

Em poucos minutos já se encontrava no corredor do quarto onde seu colega se encontrava. 

— Felix, voltei! — disse Seo. — Quero que se afaste da porta, e que relaxe, irei te tirar da aí agora!

— Só faz isso logo por favor! — disse.

Changbin suspirou e logo arrumou o pé de cabra no vão da porta, puxou com toda a força, e em poucos minutos finalmente conseguiu abrir a porta. Abriu-a devagar e se assustou com o que via. As paredes estavam com mancha de sangue e a cama encharcada de sangue, que caía lentamente no chão de madeira, com isso pode saber o motivo de Felix ter ficado desesperado e com medo. Foi em direção de Lee que se encontra sentado no chão com os braços abraçando suas pernas e com a cabeça baixa, quando soluçava baixinho. Sentou do seu lado, o abraço e falou:

— Calma, já está tudo bem! — disse Seo.

— Eu ainda estou com medo Changbin, e-eu n-nã…

— Shhh... Relaxe agora, ok? – disse, tentando lhe acalmar. — Primeiro vamos nos acalmar, e depois limpar esse lugar e conversar sobre isso. — disse, recebendo apenas um aceno positivo de Felix.


{...}


Era quase 06h quando Felix, junto da ajuda de Changbin, terminou de limpar o quarto. O trabalho todo foi feito em silêncio, que de vez em quando era quebrado por algum soluço do ruivo.

— Quer tomar novamente água com açúcar, Felix? — perguntou Seo, recebendo um aceno negativo do ruivo. — Certeza? 

— Eu só quero ir pra casa agora, Seo. — disse, pegando sua mochila e indo em direção a área de serviço.

Felix estava traumatizada com o terror que passou naquele quarto, ninguém sabia o terror que era ficar num quarto trancado com sangue na parede e toda segundo sofrendo alucinações e tento vozes falando com você sobre seus medos e traumas.

Terminou de se arrumar e saiu em direção a saída do hospício, mas antes que partisse, foi em direção a recepção, onde pediu à uma enfermeira que estava ali para que avisasse o gerente que foi embora mais cedo por não estar bem, mas que tinha feito tudo e foi em direção ao ponto de ônibus.


{...}


Estava ficando louco, só podia ser isso, não tinha outra alternativa para Felix. Desde que chegou em casa para dormir, a cada quinze minutos acordava de um pesadelo novo com as cenas que vivenciou na madrugada de hoje. 

Agora estava tendo uma paralisia do sono, onde seu quarto estava todo vermelho com alguma espécie de demônio feminino dançando em sua parede quando ria. Felix estava tão atormentado com isso que não tinha outra solução a não ser se esconder embaixo da coberta rezando em seus pensamentos.

Quando finalmente saiu de baixo das cobertas, ouviu seu celular despertar. Deu o horário de ir se arrumar pra trabalhar, de ir novamente para o lugar que tirou seu sono e trouxe traumas e pesadelos. Lembra muito bem das palavras escritas na parede antes do colega chegar, era intrigante, mas queria saber o motivo. Óbvio que estava com medo, mas as palavras me ajude marcava sua mente a todo o momento. 

Por mais que não quisesse ir trabalhar, não podia deixar esse assunto de lado, ele iria até o inferno, mas iria saber da verdade por trás daquele pedido de socorro, ou ele não era Felix Lee!  


Notas Finais


eu amo um beta 👌🏻 @jarvispiper


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