História Hospital Psiquiátrico Kousei - Capítulo 2


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Denki Kaminari, Eijirou Kirishima, Katsuki Bakugou, Midoriya Izuku (Deku), Shouto Todoroki, Toga Himiko
Tags Bnh, Bnha, Deku, Kacchan, Katsuki Bakugou, Romance, Tododeku, Toga Himiko
Visualizações 33
Palavras 1.138
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Uma praia?


Fanfic / Fanfiction Hospital Psiquiátrico Kousei - Capítulo 2 - Uma praia?

De certa forma, Katsuki não conseguia se esquecer da imagem da moça, se tornando completamente distraído.

Ela é louca de pedra… — Falava sozinho, olhando sua comida sem interesse algum. Ainda corava quando lembrava da palavra “bonitão” saindo dos lábios da moça de dentinhos pontiagudos.

O que? — Perguntou Denki, que ficava um tanto irritado por achar que o loiro prestava atenção no que ele dizia anteriormente.

Ainda pensando naquela garota, Katsuki? Tsc. É só uma garota. — Kirishima intervia, claramente dopado de novos medicamentos que tinha recebidos.

O QUE? SÓ PORQUE NÃO É UM GAROTO COMO VOCÊS GOSTAM, SEUS LIXOS? — Acontece que eles muitas vezes tinham tentado empurrar Katsuki para os garotos bonitinhos do hospital. Até mesmo Kirishima já tinha investido algumas vezes no passado, antes de Denki. Não havia alternativa a não ser concordar que o loiro não levava jeito pra coisa. Mas o que não havia percebido, é que ele praticamente tinha confessado que sim, estava pensando na menina.

Se levantou fingindo fúria intensa, mas aquilo só servia como uma desculpa para andar por aí. “POR QUE DIABOS ESTOU PENSANDO NAQUELA MALUCA?”, ele tentava repreender a si mesmo. Nunca gostou de se aproximar de ninguém, tocar ninguém, ser dependente de ninguém. Considerava que isso fosse sua fraqueza caso fosse o herói numero um. Muitos heróis por aí já tinham se dado mal tentando defender a família, mas o sonho de ser um já havia acabado para Bakugou, embora ainda existisse uma chama de esperança nele.

Malditos. Tsc. Agora só porque todo mundo que eu conheço resolveu que gosta de um pau, eu também tenho que… Hum? — Em sua frente, uma figura de uniforme colegial e dois toquinhos nos cabelos brincava com um pincel. Ela estava rabiscando um papel com tinta, sentada pelo chão. Parecia diferente agora, controlada. Deviam ter dado remédios em grandes quantidades.

Colocou as mãos nos bolsos e sentou-se num banco que embora fosse um pouco distante, permitia que ele olhasse pra ela. A loira tinha olhos vazios e movimentos lentos, como um robô. Claramente estava medicada. Mas ela tinha uma beleza curiosa. Qual será a peculiaridade dela? Seria uma estudante? Uma aspirante a heroína? Vilã? Katsuki chegava a tombar a cabeça para olhar melhor pra ela, se surpreendendo como essa garota parecia diferente da que viu antes. Ele tentou desviar o olhar quando Toga olhou para frente e encontrou seu olhar. Os dois novamente se encararam por segundos, mas os olhos dela estavam distantes e menos vivos do que da primeira vez, o suficiente para que Kacchan não quebrasse o contato.

Toga apontou o muro com o indicador e depois fez menção de que queria falar algo. Pela distância, ela teria que gritar. E ele entendeu que ele deveria se aproximar. Ficou um pouco relutante, mas caminhou até perto das artes da garota e fez um gesto com a cabeça que meio que o impedia de soltar o que estava em sua mente, que era “O QUE VOCÊ QUER, PORRA? EU NEM CONHEÇO VOCÊ!”.

O que tem… Lá?

É um muro. Não consegue reconhecer um?

Fora.

Kacchan só deu de ombros, nem ele sabia que tipo de lugar era aquele e onde ficava. Na primeira vez, foi trazido desacordado pra cá. Mas não ela. Ela não tinha prestado atenção no caminho?

Você deveria saber, você veio acordada pra cá.

Vim dentro de um porta-malas.

Aquela violência tinha surpreendido um pouco o loiro. Parecia tão indefesa.

Quem trouxe você assim?

Ela balançou a cabeça em negativa indicando que não conhecia ou não sabia como tinha sido levada. Meio triste, porque ele recebia visitas de seus pais e também de Izuku. Alguma fagulha de herói ainda vibrava dentro dele, embora todos sempre pensassem que ele teria aspirações a vilão quando estava na UA.

O que você tem, Bakugou Katsuki? — Kacchan quase deu um pulo quando ouviu seu nome completo sendo pronunciado. — Não se assuste, todos viram você na TV no festival esportivo. — Agora ele ficou surpreso porque ela o reconhecia, mas não reconheceu mais cedo quando ele a levou para dentro do consultório. E desde o festival esportivo… Já fazia muito tempo.

Eu tenho… EU NÃO TENHO NADA DE ERRADO. — A mão da garota foi até a boca, tampando um sorriso travesso.

Claro que não.

E essa atitude pareceu deixar o loiro ainda mais esquentadinho. Porém, sua individualidade não passava de pequenas bolinhas na palma das mãos, nada que pudesse machucar. Era sempre controlado com remédios que diminuem o seu poder. Ele suspirou, se dando por vencido. Odiava ter que ficar ignorando a realidade que se encontrava.

Você parece… Diferente.

Como?

De antes, quando te levei para… O… Doutor Sato. Hm.

Toga balançou a cabeça de uma forma que tentava se lembrar mas só dava um sorriso amarelo.

Desculpe, eu não me lembro das coisas que acontecem quando estou com crises.

Crises?

De acordo com o médico tenho transtorno bipolar e esquizofrenia. Antes disso, eu trabalhava para a Liga dos Vilões. Só me lembro de ter tomado algumas injeções e ser estimulada a sempre viver entre a crise e a calmaria. — Ela falava tranquilamente, e essa era a parte assustadora. — Quando eu entrava na lucidez, me trancavam numa sala. Quando precisavam de mim, jogavam em minha mente meus medos e meus problemas e eu saía como uma assassina em série. Consegui escapar fingindo uma crise, corri para o mais longe que pude e depois só me lembro de… Agora.

Aquela garota tinha passado por muitas coisas. Mas perto dela, Katsuki se sentia calmo como os remédios não lhe faziam há muito tempo. Era adulto o suficiente para ter amadurecido em alguns pontos, e até criou certa empatia pela moça que teve um distúrbio mental explorado. Ele suspirou e se sentou no chão, ao lado dela. Só então pode observar seu desenho: ela pintava um muro. Para dentro, tudo era cinza e sem graça, a parte de fora ainda estava vazia.

Acho que eu vi uma vez. — Mentiu, mas conseguiu a atenção da moça. — Tem uma praia. Uma praia com um deque de madeira, mas é completamente vazia. Não vai ninguém lá.

Imediatamente os dentinhos pontiagudos lhe sorriam, e ela molhava bem o pincel no azul que daria lugar ao céu e o mar em seu desenho. Era quase relaxante ficar ali com uma companhia que ele não queria matar o tempo todo. Talvez por ter sido a primeira garota que realmente deu atenção em muitos anos, e não seus amigos idiotas que o irritavam o tempo todo. Ela só queria pintar, só queria se distrair.

Ao fim do desenho, esticou o papel pintado na face do loiro que havia fechado os olhos. Ele arregalou e viu a praia, o deque, como tinha descrito. Prendeu um sorriso de aparecer, afinal, não sorria facilmente, mas parecia um lugar que ele gostaria de visitar.

É assim mesmo. — Respondeu por fim.

 


Notas Finais


Até o próximo capítulo, gente. Obrigada a todos que favoritaram e leram.
Qualquer sugestão ou dúvida podem deixar nos comentários. Beijos~♥


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