História Hostage - KaiSoo - Capítulo 6


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Notas do Autor


Ok não me matem kkkk
(Esse capítulo pode ser um pouco pesado, então me perdoem)

Gente milhões de desculpas pela demora, não era minha intenção, de verdade!

Bem... espero que vocês realmente gostem desse capítulo, será um pouco dos acontecimentos passados que vão gerar acontecimentos no futuro.

Boa leitura ❤️

[lembrando que o Kai tem 21 anos, e o soo tem 20]

Capítulo escrito ao som de "Skyfall - adelle" e "love in the dark" também da adelle.

Capítulo 6 - 06 - O passado e dúvidas


Fanfic / Fanfiction Hostage - KaiSoo - Capítulo 6 - 06 - O passado e dúvidas



12 anos atrás... [PVO: Kai]




Era um tarde de inverno muito fria quando eu saí da escola indo para casa, minha mamãe não vinha me buscar, como as outras crianças da minha escola, então eu tinha que ir sozinho, já sabia o caminho de casa. Fui pela calçada andando alguns minutos até chegar na minha casa, ficava numa rua normal, quando entrei em casa vi meu pai deitado sobre o chão da sala, ele sempre fazia aquilo, bebia e depois se jogava no chão da sala, a casa estava uma bagunça e tinha muito lixo espalhado, tirei meu casaco subindo para o andar de cima.

- Mamãe? - Chamei ela, mas ninguém respondeu.

Fui até meu quarto deixando minhas coisas lá, e vi pela janela que estava começando a nevar e estava cada vez mais frio, desci as escadas indo até a cozinha, e lá vi minha mãe.


Ela estava com a roupa um pouco rasgada, seus braços estavam roxos e seu rosto muito machucado. Apesar de ter apenas 9 anos eu já sabia bastante oque era.


- Foi ele denovo não foi? Mamãe? - perguntei me sentando ao lado dela


Ela chorava pesadamente enquanto fungava sobre um pequeno tecido. Ela nada respondeu, e eu já sabia oque ela queria dizer. Então voltei para meu quarto.


Aquilo já aconteceu outras vezes, ele sempre batia nela quando bebia, eu também já apanhei dele uma vez, eu fiquei muito machucado, minha mãe sempre brigava com ele, ela sempre quis ir embora daquela maldita casa, mas ele sempre prendia ela, dizia que aquilo era amor e que ela só iria embora quando morresse, eu sempre quis ter uma família normal, onde no lugar de lágrimas fossem sorrisos, e que eles fossem me buscar na porta da escola...


Era tarde da noite quando eu ouvi um barulho na cozinha que me fez acordar assustado, calcei meus chinelos e abri a porta indo para a cozinha, eles estavam brigando, novamente. Comecei a descer as escadas lentamente parando no meio dela, tinha a visão do que acontecia alí, e me sentei em um degrau.

Ela gritava com os olhos cheios de lágrimas, suas mãos tremiam e seu vestido azul claro estava totalmente sujo, e ele estava com os braços apoiados sobre a mesa, ele respirava ofegante e suas sobrancelhas estavam unidas. Estava com raiva.


- Esse é o seu problema, você só é uma vadia que só reclama!


- OQUE VOCÊ ACHA QUE SERÁ DO NOSSO FILHO? OQUE VAI ACONTECER COM ELE COM UM PAI COMO VOCÊ?


- ENTÃO VOCE ESTÁ DIZENDO QUE EU NÃO SOU UM BOM PAI? - Ele gritou.


- E VOCE É UM BOM PAI??


Ele bateu com força na mesa, fazendo eu me assustar, meus olhinhos já tinham pequenas lágrimas nos cantos.


Ele levantou a mão para acerta-la, foi quando eu corri das escadas indo em direção aos dois, fiquei na frente da minha mãe, ele parou antes de me dar o tapa.


- Jongin, vá para seu quarto filho, eu e o seu pai só estamos conversando. - disse mamãe com sua voz era trêmula e seu rosto vermelho.


- Saia da frente garoto.


Permaneci no mesmo lugar.

Foi então que ele me pegou pelo braço dando murros no meu rosto, só estava sentindo a dor e os impulsos enquanto minha mãe gritava freneticamente e tentava me tirar dos braços dele.

Senti meu corpo ser jogado ao chão, meu nariz sangrava e meu rosto estava cheio de manchas, estava sem forças para mais nada. Só vi ele indo em direção a minha mãe e agarrando o pescoço da mesma, espamos surgiam do seu corpo magro, eu gritei, mas nenhuma voz saia do meu corpo, eu já estava encharcado...de lágrimas, e só sabia chorar enquanto ele apertava o pescoço dela. 

Foi então que ela olhou para mim, com os olhos arregalados, sua boca estava aberta e transparecia algo terrível, seus dedos se armaram contra mim e eu senti meu coração doer, o corpo dela foi perdendo estabilidade, e então ela fechou os olhos e caiu ao chão, e ele não soltou o pescoço dela, mesmo ao chão, ele ainda mantinha suas mãos apertando com ódio o pescoço de sua própria esposa, minha mãe. 

Seu rosto estava pálido, e já sem vida.

Não sei ao certo de onde tirei forças para me levantar daquele chão e ir em direção a mamãe que já estava morta no chão, ele soltou ela e saiu andando até a sala, eu corri para o corpo da mulher e chorei, chorei muito. Aquilo era muito apenas para uma criança de 9 anos! Dei um beijo no rosto dela ainda chorando, minhas mãos tremiam, ele veio até nós e sua mão estava segurando um cinto.


- Isso é tudo culpa sua, seu bastardo de merda.


Ele levantou os braços para o ar com o cinto em mãos, antes de me acertar eu havia corrido dali, só queria ir para um lugar longe daquele monstro. Abri a porta rapidamente enquanto ele berrava meu nome correndo atrás de mim.

A noite estava escura, as ruas vazias e um frio absurdo passeava por minhas costelas, a neve fazia uma pequena camada sobre o chão, eu havia corrido muito, e já estava em um lugar onde eu nem sabia onde era, ele tinha me perseguido e eu corri como se não tivesse outro dia, até que consegui sumir de vista dele.


Eu não sabia pra onde ir, não poderia voltar pra casa, tudo parecia tão assustador agora, o vento, o frio, o escuro. E novamente a imagem de minha mãe veio na minha cabeça, e eu senti vontade de chorar. Entrei em um pequeno beco que dava acesso para a outra rua, meu estômago doeu e eu cai no chão sujo daquele beco, havia um som alto ao lado, deveria ser uma casa noturna, mas derrepente apareceu um homem, ele não era tão velho.


- Oque está fazendo aí a essa hora? Menino?


Eu não respondi nada, estava com medo.


- Calma, não tenha medo, pode me chamar de P.D. onde estão seus pais?


- E-Eu N-não sei


- Você sabe onde fica sua casa?


Eu balancei a cabeça negativamente.


- Então quer ir comigo? Depois levo você pra casa.


- Eu não tenho mais casa.


- Pois bem, vamos. - ele estirou a mão para mim, hesitante eu peguei na mão dele.




Então foi aí que minha vida mudou completamente.




[PVO KAI OFF]




Kai estava chorando, era a primeira vez que o homem chorava em alguns anos, era feito de ferro, mas ali, ao lado de kyungsoo dormindo parecia se sentir pequeno, olhar o rosto de kyungsoo ali de perto lhe trouxe vários flashback do passado, coisas que o mesmo realmente queria apagar da memória.

Sua respiração estava acelerada e seu rosto avermelhado, suas bochechas estavam molhadas daquele líquido salgado que continuava a desabar, sua mão foi lentamente até a lateral do rosto de kyungsoo, o rosto do menor lembrava o mesmo formato do rosto de sua mãe, os detalhes, os olhos, os lábios. Tudo em kyung lembrava sua mãe, e junto disso uma memória triste era acompanhada. Era como estar em um carrossel em alta velocidade, sentia que estava preso em um dos cavalos e que sempre daria voltas e voltas.

Seus dedos deslizaram pelas bochechas de kyungsoo lentamente, sentindo cada pedaço. Sorriu em meio o seu choro silencioso enquanto fazia um carinho no rosto de kyungsoo, não sabia como fazer aquilo, era meio bruto por não ter experiências com esse tipo de afeto e proximidade. Kyungsoo estava se remexendo, estava prestes a acordar, dito e feito, abriu os olhos devagar observando o vulto ao lado, sentou-se na cama e esfregou seus punhos nos olhos se assustando com oque estava vendo. 

Kai estava deitado ao seu lado, dormindo. Kyungsoo estava sem entender, também não raciocinava direito talvez pelo medo do maior, e não soube como reagir, estaria trancado naquele quarto com um homem que havia tentado lhe matar e que agora estava deitado junto a si na mesma cama? Era muita informação. Quis sair de perto de Kai, e fez isso saindo lentamente da cama, outra pessoa no caso de kyungsoo aproveitaria para fugir, mas kyungsoo sabia do terrível perigo que estaria correndo se pensasse em fugir, então apenas foi até a mesa que havia naquele quarto, antes que pudesse realmente chegar a mesa ouviu Kai resmungar algo, coisas sem nexo, quis ignorar aquilo, mas a ouvir outra palavra seu coração parou alí mesmo.


- Ahn, kyungsoo... - Aquilo era um sonho? Kai estava sonhando com kyungsoo?


Impossível. 


Como alguém sonharia com uma pessoa que acabara de tentar matar?


E aquilo não saiu da cabeça de kyungsoo, em nenhum segundo, até que Kai acordou chorando, ofegante e com uma feição de medo.


- Kyung...



        

                               🌙



O policial yixing e seu júnior junmyeon estavam na residência dos d.o, haviam chegado a poucos minutos e todos se encontravam dentro da casa, inclusive baekhyun, minseok e até mesmo o park que evidentemente tinha um caso com o Byun.


Minseok estava inquieto, parecia incomodado com àquilo tudo, e isso atraiu a atenção de junmyeon que apenas ouvia e observava tudo oque estava acontecendo, o rosto de Shinny preocupada, o senhor kyen desesperado, baekhyun sem saber oque falar, o park apenas sério e o minseok inquieto. É claro que em uma situação daquelas era fácil ficar inquieto, mas junmyeon desconfiou. Por que diabos minseok estava a tantas vezes desbloqueando o celular?


- Sr Byun, poderia nos dizer oque exatamente lembra? Tudo oque aconteceu no dia.

Baekhyun suspirou, e o park colocou sua mão sobre a do mesmo, mostrando um certo apoio.


- Era de costume a gente sair às sextas a noite, sempre foi tudo seguro e tranquilo, e naquela sexta não foi diferente, ele ficou no balcão enquanto eu tive que dar um saidinha rápida - Park o olhou - então eu voltei ele já não estava mais lá. 


Yixing afirmou com a cabeça e olhou para junmyeon que não parava de encarar minseok.


Então junmyeon tomou a frente, deixando de lado seu bloco de anotações.


- E você, senhor min, oque estava fazendo no momento em que o kyungsoo sumiu?

Minseok engoliu em seco.


- É-Eu estava ocupado... E não estava com kyungsoo. 


- Ocupado com oque? - Junmyeon pressionou 

- Estava resolvendo alguns assuntos! 


Junmyeon cruzou os braços e suspirou, se sentando novamente no sofá da sala, e deixou que yixing tomasse as rédeas da situação com outras perguntas, mas junmyeon sabia que algo estava errado, quem ficaria tão nervoso com só algumas perguntas? Se ele não tivesse algo envolvido não teria se exaltado naquela forma. 

A verdade era que havia muita sujeira por baixo daquele tapete, e junmyeon faria de tudo pra descobrir. 













Continuo?






Notas Finais


Desculpem a demora, oque vocês acharam? Por favor me digam oque estão achando.

Até o próximo.


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