História Hostage - Capítulo 7


Escrita por:

Postado
Categorias Ashley Benson, Bella Thorne, Chaz Somers, Christian Beadles, Ezra Miller, Jennifer Aniston, Julianne Moore, Justin Bieber, Mark Ruffalo, Ryan Butler, Selena Gomez
Personagens Justin Bieber, Personagens Originais, Selena Gomez
Tags Anorexia, Drama, Jelena, Justin Bieber, Romance, Selena Gomez
Visualizações 415
Palavras 3.344
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


💞

Capítulo 7 - Sou mais solitário do que você imagina.


Fanfic / Fanfiction Hostage - Capítulo 7 - Sou mais solitário do que você imagina.

Sou desastrada desde sempre e deixei claro aqui, em Denver. Tomei dois ganhos de refrigerante em público e para piorar, fiz questão de quebrar um copo de maneira mais ridículo possível. No entanto, a dor era suportável. Justin me ajudou, há uma hora atrás e decidimos apenas estudar de uma vez. O conteúdo apenas fluiu, de forma que ele conseguisse entender o que era proposto.

— Tente entender, é mais conceito e fórmula do que qualquer outra coisa. Para cada número real b, positivo e diferente de 1, podemos construir uma função chamada função exponencial com base b, cujo domínio é o conjunto de todos os números reais. — puxo uma folha de caderno branca e anoto a fórmula. — Estou falando grego, não é?

— Não é isso, é só que eu perco muito a atenção, foi mal. — Justin esfrega a mão no cabelo e respira fundo.

— Apenas faça como eu.

Resolvo passo a passo a fórmula do exemplo na folha e ele acompanha, de forma que faça a mesma coisa, porém com números diferentes. Por fim, escrevo alguns exercícios para ele e espero que o faça. Corrijo logo em seguida, satisfeita com o seu desempenho. Foi pouco, mas bom o suficiente.

— Você está progredindo, pelo menos.

— Mas ainda não é bom o suficiente. — revira os olhos.

— Você não vai se tornar um Einstein em um dia de estudo. — decido rir e olho para o relógio. São um pouco mais de seis da tarde. — Acho melhor eu ir agora. Já vimos um tópico inteiro de matéria, podemos continuar outro dia.

— Tudo bem, vou pegar as chaves da moto.

Justin se levanta. Aproveito para organizar os materiais da mesa para ficar mais fácil dele guardar os seus e eu guardar o meu. Junto tudo na minha mochila e o observo voltar. Ele ergue uma revista e me entrega.

— O que é isso? — levanto uma sobrancelha. A revista era de anos atrás.

— Quer saber como a sua banda favorita se separou? Aí está. — ele aponta para o canto do editorial que fala sobre a notícia.

— Você quer me ver sofrer novamente? Eu estava quase esquecendo. — ele solta uma risada nasal e anda na frente. — Eu poderia pesquisar na internet.

— Sabe fazer isso?

— Não, mas…

— Foi o que eu pensei. — ele debocha, de novo, só para variar.

Entramos no elevador que chega bem mais rápido do que encomenda. Vou na frente e Justin anda devagar. Ele aperta a própria mão em punho e fecha os olhos, como esperei que fizesse. O encaro até chegar no andar da portaria. Ele fica rígido com o local apertado e morde os lábios, mas depois age como se nada tivesse acontecido.

Decido respeitá-lo. Odiaria que alguém ficasse me observando a ponto de descobrir tudo o que eu sou e tento não ser.

A moto na rua está completamente intacta. Ele se senta primeiro e coloca o capacete. Eu faço o mesmo, em completo silêncio. Justin coloca a chave e brinca poucos segundos com o motor, mas depois não ouço mais nada. Ele refaz a mesma ação cerca de quatro vezes até soltar um suspiro.

— Há algum problema com esse motor. — diz, enraivecido. — Merda, vou ter que pedir o amigo do Ryan para consertar.

— Pode fazer isso hoje?

— Ele não trabalha nas segundas, precisa ajudar a mãe na cozinha do restaurante que eles têm. — Justin bate a mão no painel, mas não me assusto. — Foi mal, cara. Prometi que iria deixá-la em casa.

— Podemos ir a pé. — sugiro. Não tenho nenhum dinheiro na mochila, não o suficiente e não iria querer que ele me desse algum.

— Você é nova por aqui, sabe como ir pra sua casa? — ele desce da moto e eu retiro o capacete, logo depois ele faz o mesmo, com uma pontada de expectativa.

— Eu tenho uma memória boa, acredite.

— É algo pelo qual você gosta de se vangloriar? — Justin possui um tom malicioso e zombeteiro. Decido apenas não responder e reviro os olhos.

— Vamos logo. É melhor você gravar o caminho pra voltar para casa andando também.

Ele não responde, mas solta uma risada em puro deboche. Pelo o que entendi, a sorveteria, há uma quadra de distância, é o melhor ponto de referência. Ao passar do local, algumas ruas eram o único caminho até a loja de surfe, na então esquina da minha casa.

— O que está achando da banda que recomendei? — ele joga as mãos para dentro do bolso e olha apenas para o caminho.

— Eu gosto. Poderia dizer até que virei uma viciada em rock alternativo. — movo os ombros.

— Pensei que seria mais difícil. Você parece alguém que vive por surpreender.

— Posso concordar. — solto uma risada sem muito som.

— Ei, você quer parar aqui?

Levanto a cabeça. A doce de verão está com a placa de aberto e tem promoções escritas com giz de cera em um milkshake com um quadro dentro. Penso apenas nas calorias que memorizei e a bomba de novas gramas que juntaria ao meu corpo. Lentamente.

— Eu não quero tomar nada. Tive uma gripe esses dias e não quero piorar. — esfrego os meus braços por cima do casaco que utilizo.

— Você não sabia que sorvete não piora a gripe? É só um mito. — ele solta uma risada e puxa a minha mão para dentro do estabelecimento. — Eu pago.

Engulo em seco. Tento parecer normal diariamente mas me deparo com isso. É horrível ter que me esquivar de coisas como essa. Eu odeio a sensação que se apossa de mim após comer doce. E sorvete é meu principal refúgio quando estou em estado vegetativo. É doloroso quando volto a realidade e percebo o quão compulsivamente eu agi.

— O que vai querer? — ele aponta para os sabores atrás do vidro.

— Justin, eu realmente…

— Deixa disso, escolhe algo. — o loiro parece querer mais do que eu, mas não se sentiria bem se comesse na minha frente.

— Um picolé de limão.

Justin não intervém na minha decisão. Na verdade, ele pede outro picolé, porém de morango. A moça atrás do balcão nos entrega os dois, protegido com um guardanapo no palito. O loiro tira uma nota para pagar os dois. Bolo o plano de enrolar para tomar e oferecer ao meu pai, ou jogá-lo no fundo do lixo.

Penso bastante no meu dia enquanto caminho. Justin parece tão determinado em ir bem no colégio, mas não só para fechar o ano. O futebol parece ser importante para ele.

— Posso te fazer uma pergunta? — minha voz acaba soando baixa.

— Uhum.

— Por que quer tanto a vaga de capitão no time? O lance é o título?

O doce quase derrete na minha mão. Uso a língua para impedir que escorra. Justin respira fundo e dá um sorriso de lado. Seus pensamentos parecem voar até o destino da resposta.

— Eu não dou a mínima em ter o título de capitão ou para uma popularidade momentânea. — ele garante e morde o topo do picolé. — A questão é o que o time significa para mim. Quando entrei, eu estava no primeiro ano e não demorou para o próprio capitão me dar a posição. Ele disse que o que importava era quem conseguia se portar como líder, e que um capitão de verdade consegue reconhecer quando vê alguém melhor para o cargo. Ele confiou o time à mim e desde então se tornou a única coisa em que eu realmente era bom. — ele faz um pequena pausa para respirar, às vezes me olhando para responder. — Eu não teria problema em passar o cargo para frente, mas não pra aquele cara.

— Ele te fez algo? — aperto os olhos, movida a curiosidade.

— Ele tentou fazer mal à uma amiga minha e eu tomei as dores, foi só isso.

— Elle?

Justin diminui o passo até parar. Ele joga as coisas no lixo e respira fundo. Então continua a andar, sem tocar mais no assunto e aparentemente decidido a não falar nada sobre isso. Apresso o passo até estar na rua da minha casa.

— É ali. — aponto e ele para de andar.

— Então eu acho que vou indo. — Justin balança a cabeça.

Eu o chateei?

— Justin, você…

— Está tudo bem, é melhor eu ir.

Sem que eu pudesse dizer mais alguma coisa, o loiro se vira para refazer o caminho de volta. Ele ficou ressentido, isso é claro. Sou uma idiota insensível, para dizer o mínimo. Eu mal o conheço e interferi na sua vida, quando na verdade, não tenho nenhum direito sobre isso.

A ansiedade corrói o meu corpo inteiro. Daniel abre a porta, diz para eu levar a chave da próxima vez e eu digo que vou, sabendo na verdade que não irá acontecer. Deixo a mochila apoiada à porta e me sento no sofá.

O palito está vazio. A mistura de pensamentos me empurrou na maior impulsividade que eu sabia que viria. Me levanto e abro a porta do banheiro. Jogo o palito fora e tranco a porta. Encho a boca de água da torneira várias vezes, sem me preocupar tanto com beber água não estando potável.

Tudo é fácil.

Após o dedo na garganta o meu estômago sofre um colapso e eu vomito tudo o que posso. Minha pele está aquecida, portanto mesmo só de sutiã eu ainda sinto a pele suar. Minha testa transborda e a sensação de leveza me acalma.

Me visto antes que olhe para o espelho e vomite mais. Odiava tê-lo aqui, mas não quero dar trabalho adicional ao meu pai, não nessas circunstâncias.

O toque rápido do telefone ecoa pelo quarto. Seguro-o em mãos e leio a única mensagem que recebo.

Fui um babaca hoje, não fui?”

Há um minuto atrás. Era o Justin, sei disso porque salvei seu contato assim que ele me enviou ontem.

“Não, eu ia tentar falar com você no colégio amanhã. Fui muito invasiva, desculpe.”

Quase como todas as unhas dos dedos esperando a resposta.

Não justifica ter sido seco dessa forma. Para todos os efeitos, você pode me encontrar hoje a noite?”

“Eu não sei como isso poderia acontecer.”

Em meus livros de romance, isso costuma ser um encontro. E eu estava falando sério com a Amber de que eu e Justin não teríamos nada, o que incluía uma amizade. Ashley parece ter problemas reais com ele e eu não gostaria de vê-la se afastando.

“É só parte do trato.” ele adiciona uma risada ao lado. “Esteja pronta às oito.”

“O quê? Justin, eu acho melhor não.”

Você quem sabe. Se conseguir viver com a curiosidade, tudo bem.”

Eu sinto que o odeio cada vez que ele me provoca dessa forma. Sou curiosa e isso não é surpresa pra ninguém. E eu queria tanto conhecer mais de Denver. O internato me mantinha presa por tempo demais e agora tenho a oportunidade de recuperar o tempo perdido.

Não acho que fará mal.

“Oito e trinta. Você parece impor coisas demais.”

Solto uma risada, me divertindo às custas disso. Até faz bem, para ser sincera.

Quer me por no eixo? Acho que posso gostar disso.”

*

Minha janela dá uma visão de toda a rua na lateral da casa. Inclusive o carro do meu pai que se esvai pelas ruas em uma velocidade respeitosa, assim como ele demonstrava ser com Alice. Ele parece feliz com ela e eu gostaria que isso fosse preservado.

O telefone toca no primeiro andar. Enfio os pés dentro da pantufa lilás e desço as escadas. Agarro o telefone sem fio e me sento no primeiro degrau.

— Alô?

Selena, minha filha!”

Ouvir a voz da minha mãe me acalma. Apesar da nossa pouca convivência após entrar no colégio interno, a melhor parte da minha semana era me deitar no seu colo e ser sua menina uma vez mais. Daniel poderia dizer qualquer coisa sobre ela, eu nunca iria parar de amá-la.

Eu estou tão feliz por ouvir sua voz. Não me liga há uma semana, fiquei preocupada.”

Muitas coisas aconteceram por aqui, mãe. Como está a senhora?

Ah, minha filha. A casa está cada vez mais vazia, mas não estou sozinha. O Senhor está comigo e me dá ânimo para trabalhar todos os dias. Ainda assim, a falta que sinto de você é quase insuportável.”

Eu ouço-a chorar, como ouvi no dia que eu fui embora. Isso parte o meu coração e também sinto vontade de fazer o mesmo, mas não poderia. Por muito tempo fui a rocha da minha mãe e eu nunca me preocupei com isso.

— Eu estou muito bem aqui, mamãe. É para o bem de nós duas, acredite. E eu irei visitá-la assim que puder, tudo bem? Nunca vou esquecer a senhora.

Seu pai acha que eu sou louca, Selena. Eu não sou louca, ele que não reconhece as vontades de Cristo e como ele me usa. Eu não tenho crença, eu tenho um Deus.”

— Ninguém contesta isso, mamãe. Lembre-se que eu também estou indo ver a mulher de blusa social. É assim que você a chama até hoje?

“É, é sim.”

— Eu converso com uma daqui também. É bom, não há problemas nisso.

Fico feliz que construa algo com o seu pai. Mas não o deixe fazê-la pensar coisas sobre mim. Eu nunca te deixei, pelo menos.”

Fico sem fala, não consigo rebater isso. Daniel nos deixou, sim. Ele quis uma nova vida para si e foi embora. Não o culpo, ele queria que eu fosse junto, mas não podia fazer isso com a minha mãe. Eu não me deixei abater tanto pela sua decisão, mas ela sim.

— Daniel não faz isso. Apesar de tudo, ele se preocupa com nós duas. Eu preciso ir agora, mamãe. Eu ligo pra senhora assim que puder.

Não demore, Selena. Vamos rezar o pai nosso juntas?”

Eu o faço junto com ela. Nossas vozes parecidas se misturam em uma só e ao final, sem outra despedida, encerro a chamada.

Olho o relógio e me ergo. Sou uma garota sem graça, não sei o que vestir quando já usei quase todas as opções que comprei com Miles.

Me visto com a calça jeans e uma blusa brega amarelada. Os detalhes em branco na manga e o desenho de estampa a deixa ainda mais ridículo para alguém com mais de dez anos de idade. Mas ao menos tenho tempo.

Justin chega, no exato minuto que eu havia mencionado. Isso me faz sorrir, afinal.

Denver fica ainda mais frio a noite, principalmente nessa época do ano. Porém, não levo nada que possa me aquecer. Tampouco espero que dure muito tempo.

— Você parece irritada comigo. Diz aí todas as coisas que pensa de mim agora, deve ser aliviador. — Justin levanta o segundo capacete.

— Não gostaria de esmagar o seu alto ego.

— Não vai ter outra chance. — ironiza.

— Nem você acredita nisso, Justin. E saiba que tenho que estar em casa antes de dez horas. — com a mão ferida, fica um pouco mais difícil de pôr o capacete.

— O seu pai?

— Meu pai saiu com a namorada, mas eu gosto de dormir cedo.

Ele está pronto para soltar uma piada nova, mas não o faz, não quando balanço seu capacete para frente.

Eu não faço ideia do que estou fazendo aqui. Me pergunto isso enquanto Justin sai com uma velocidade imensa pela minha rua vazia. Encaramos poucos sinais vermelhos, mas nem eles reduzem a velocidade de Justin que, provavelmente, já ganhou alguma multa por causa disso.

Não contenho meus braços. A maneira com que a moto se move só faz com que eu trema mais de frio. Sem nem querer eu abraço o garoto em minha frente e posso jurar que ele riu por conta disso.

Justin estaciona de qualquer jeito e desde da moto. Retiro o capacete, organizando os fios do cabelo com a ponta dos dedos.

— É essa a moto que te impediu de me deixar em casa hoje? — cruzo os braços, apenas para o próprio benefício.

— Ryan arrumou ela pra mim. O filho da puta é bom em tudo.

— E você não? — dessa vez, eu sou irônica. Ele ri e bate no peito.

— Tem razão.

Rolo os olhos pela milésima vez no dia. Justin vai na frente. Não entendo exatamente onde estamos, porém passamos por uma grade entreaberta. Eu o sigo, com cuidado onde eu piso pois a iluminação é péssima. Por um segundo mesmo fico com medo.

No entanto, vale a pena. Mesmo.

É o Jardim Botânico de Denver, um dos mais bonitos de todos os Estados Unidos. Eu sabia de sua existência por causa das minhas pesquisas nos livros do colégio antigo. O lago é grande, mas completamente artificial. Dentro, há luzes azuladas que deixa a água ainda mais transparente. As flores de diferentes cores flutuam na água e ao redor há inúmeras delas, ajustadas em grandes vasos ou diretamente no solo. O aroma que vem do local é completamente natural, como me disseram. Nem os fertilizantes tinham cheio. A ponte dentro do local é grande, assim fica mais fácil de observar a calmaria do lago da ponta dele.

— É tão lindo. — só consigo dizer isso. Estou maravilhada demais. — O jardim fechou há uma hora atrás, como conseguiu aquela passagem?

— Eles só colocam segurança durante o dia. Descobri que vir à esse lugar durante a noite é melhor do que qualquer coisa.

Justin ultrapassa o meu corpo e se senta no fim da ponte. Um impulso e seu corpo inteiro iria cair na água. Respiro fundo e me sento ao seu lado também, com as mãos no colo.

— Justin, porque eu estou aqui?

— Eu pedi pra você vir.

— Não, eu quero saber porque estou aqui.

Ele parece pensar bem antes de dizer qualquer coisa. Justin cruza os braços, amarrotando o moletom e me olha de soslaio.

Sou mais solitário do que você imagina.

Arregalo os olhos. Ele não tem coragem de me responder mais do que já fez.

Como posso simplesmente responder isso ou dizer que nossa proximidade era um erro? Eu não gostaria de perder uma amizade.

E no entanto, também não gostaria de perder o Justin.

— Fico feliz em estar aqui, então.

Ele ri de deboche. E isso torna a situação mais conhecida por mim.

(...)

Nunca vou chegar a me esquecer o quão bom é receber o ar gelado no pescoço e o cabelo voando. É como uma sensação infinita de adrenalina que não vai passar. Sinto como se meu corpo tivesse adormecido mas acorda, em uma sensação de agito completamente boa.

— Obrigada por me deixar em casa. — entrego-lhe o capacete.

— Não há de quê. — Justin ergue o vidro que está em sua frente e me deixa ver seu rosto. — O quão interessada você estaria em aprender a andar de moto?

— Ah, não. — balanço a cabeça inúmeras vezes. Que cara louco. — Andar é uma coisa, aprender é outra.

— Você ainda vai mudar de ideia. — garante, porém, nego com a cabeça. — Até depois, garota de Salém.

Justin abaixa o vidro de novo e sai bem depressa pelas ruas. Ele contorna, como imaginei.

Dessa vez eu trouxe a chave. Meu pai poderia não estar em casa e ficar na porta até esperá-lo não é a minha ideia mais genial.

Empurro a porta e largo as chaves na mesa da cozinha. Decida em tomar água, ligo as luzes, me arrependendo logo em seguida.

— Que nojo! — grito e me viro para a parede branca.

Alice estava por cima dele, só de sutiã e a saia. Ele, apenas de calça. Aquilo iria parar em outras proporções, justo na sala.

Não penso em mais nada. Subo as escadas rapidamente e ouço seus passos atrás de mim.

— Selena, eu não sabia que tinha saído de casa. — ele está sem fôlego e parece bem desesperado.

— É, eu saí e gostaria de ter voltado sem essa visão!

— Isso ainda não anula que você não me pediu pra sair. — ele tenta mudar de assunto e eu reviro os olhos.

— Você tem alguma moral agora?

Ele coloca as mãos no quadril. Daniel respira fundo e abre a boca algumas vezes.

— Não vamos falar mais sobre isso. Eu não te dou bronca e você não fica chateada.

— Meu Deus. — respiro fundo e massageio as têmporas. — Está bem, fechado.

O dia parece me render muito mais do que eu mereço.

 


Notas Finais


Oi, sensações. Tudo bem com vocês?
O capítulo ficou BEM monótono mesmo, mas o achei importante para desenvolvimento de várias coisas. Como eu disse, o relacionamento da Selena com todo mundo é importante. Ela está descobrindo um mundo que lhe foi privado, então acaba que tudo fica essencial.
Sentiram saudades da mãe da Selena? Hora ou outra ela pode aparecer em ligação, mas será muito raro mesmo. E se querem o Miles e a Ashley novamente, próximo capítulo terão.
Muito obrigada pelos comentários do capítulo passado. Responderei todos assim que puder. Um beijo!
Conversem comigo pelo twitter!
Twitter: www.twitter.com.br/feattebayo.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...