História Hot Drink - Capítulo 1


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Categorias Naruto
Personagens Boruto Uzumaki, Sarada Uchiha
Visualizações 57
Palavras 2.659
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, oi;

>História de total autoria minha, plágio é crime;
>Capa feito pelo meu xuxu lindo, MoMo;
>Borusara, óbvio;
>Contém hentai;
>Espero que gostem rs

Capítulo 1 - Prólogo


> Prólogo <

Os dedos batucaram a mesa de madeira. 

A voz do homem soava na sala de duzentos e trinta alunos. O único som além do timbre masculino, grosso e alto, era o som das lapiseiras riscando ferozmente os livros. 

Era óbvio, os alunos das cadeiras do fundo dormindo, trocando mensagens ou com fones de ouvido, alheios a aula e focados no relógio de parede que avançava os ponteiros. 

Ele estava de mau humor. A começar, que dormiu de mal jeito e sentia como se alguém tivesse socado suas costelas durante seu sono. Depois, que não havia comido nada o dia inteiro e isso se dava ao fato de que quando abriu a geladeira de manhã, dentro só havia cerveja, água e uma meia fatia de pizza. Esse era o doloroso fato de morar em uma república masculina, nunca havia comida. Então, depois de pegar trânsito e perder a primeira aula, pegou 3 horas diretas tendo aula de Direito Constitucional porque um professor faltou. 

E ali estava ele, preso na sala, com fome, desconfortável e entediado. Porém, seus ouvidos estavam atentos ao que o professor dizia, afinal, ele sempre foi um aluno que, sem muito esforço, tinha excelentes notas e queria permanecer nesse status. 

Uma pergunta. 

O rapaz só sentiu seu corpo responder, automaticamente, o braço foi levantado antes que sua mente raciocinasse direito.

Ele olhou para o professor que não tinha os olhos presos nele. Os olhos castanhos do homem fitavam uma garota, algumas fileiras abaixo, que tinha o braço erguido da mesma maneira que o Uzumaki.

Duas respostas. 

-Srt. Uchiha, por favor.

A garota lançou um olhar pelo canto de olho para o Uzumaki, a mensagem era clara: eu venci. A atenção de seus olhos escuros foram voltadas para o senhor de meia idade que a observava em expectativa. 

-O MEC possui o monopólio do modelo educacional, ou seja, qualquer escola que seja, pública ou privada, é subordinada ao modelo educacional dele. O MEC institucionaliza, por decreto, que toda criança deve ser matriculada pelos pais, a partir dos 4 anos, se não, os pais podem ser presos por abandono de incapaz.- ela sugou o ar, respirando fundo com uma pequena pausa- Se um menor de idade parasse de ir à escola, o MEC ameaçaria seus pais e ele não poderia entrar na faculdade, e sem faculdade, sem diploma, sem diploma do MEC, sem emprego. É uma cadeia.

O homem sorriu para a resposta inteligente da aluna. Logo seus olhos se voltaram para a outra mão erguida, que se abaixou lentamente em desânimo ao ouvir a resposta da garota. 

-Alguma oposição, Sr. Uzumaki?

O rapaz de cabelos loiros sorriu constrangido, enquanto negava. 

-Eu iria responder o mesmo que ela. 

O homem riu baixinho, enquanto encostava os quadris na mesa e cruzava as pernas. O terno marrom xadrez justo revelava seus tornozelos cobertos por uma meia preta.

-Tenho certeza que iria.

O loiro deu um meio sorriso torto, enquanto passava a caneta em um caminho tortuoso pela borda de seu bloco de anotações. 

Seus olhos foram para a garota que o observava do outro lado da sala. Os olhos escuros por baixo da armação vermelha, o fitava de maneira ladina com uma sobrancelha erguida. A camiseta de botões era coberta por um suéter vinho e já poderia imaginar a saia de crepe marrom que ia até os joelhos e as sapatilhas antiquadas.

 Ele revirou os olhos azuis enquanto voltava a riscar as laterais do bloco de notas.

O professor suspirou profundamente, erguendo os olhos para os alunos e voltando a ter a atenção do menino. 

-Faltam dez minutos, nem eu, nem vocês estão afim de continuar. Que tal fazermos o seguinte, vocês estão dispensados e semana que vem vocês me apresentam um seminário sobre o Ministério da Educação? 

Os murmuros em degosto foram audíveis, ignorados pelo professor que se virou e se concentrou em folhear o livro. Logo, o som de bolsas, cadeiras e materiais sendo arrastados preencheu a sala, junto com as vozes que já começam conversas. 

O rapaz loiro resmungou um palavrão baixo enquanto jogava seus livros de maneira desleixada na mochila. Passou a alça por um dos ombros e começou a subir os degraus do anfiteatro. O fluxo de alunos era intenso, porém ele conseguiu perceber os cabelos escuros atravessarem as portas duplas em direção aos corredores. 

-Boruto, festa, sexta que vem. Você vai.

A voz masculina o chamou. Os olhos azuis de Kawaki o observavam em expectativa enquanto o menino terminava de juntar suas coisas.

Era um rapaz que não combinava com a seriedade de direito. As roupas despojadas e estilosas. Um corte moderno, piercings na sobrancelha esquerda e orelhas. A pele morena com tatuagens tribais e olhos azuis claros cobertos com grossas camadas de cílios. Era o tipo de rapaz que os pais protegiam suas filhas e era necessário tomar várias dosagens de alucinógenos para imagina-lo em um terno.

O loiro bagunçou os cabelos.

-Não tô afim.

O menino abaixou os ombros.

-Você diz como se tivesse opção. A festa vai ser em casa.

Boruto resmungou um palavrão enquanto acompanhava o amigo.

-Não seja um filho da puta. Eu ainda não tô nesse clima. 

Kawaki deu os ombros adentrando os corredores. 

-Já faz três meses, Uzumaki. É tempo demais. Já está na hora né?

O loiro revirou os olhos. O fluxo de alunos ocupados, conversando entre si, nas diversas faixas etárias, passavam entre eles. Ver pessoas mais velhas com barba fazia o rapaz, que naquele ano era um calouro, se sentir uma criança brincando em parquinho de adultos. Até pensou em deixar a barba crescer mas descartou por acreditar que o estilo jamais combinaria com seu perfil. 

-Kawaki, eu fiquei com ela por dois anos. Me dê tempo.

O amigo pareceu indignado.

-Por esse exato motivo você deve aproveitar e cair de vez na farra! Qual é, são festas da faculdade, não é isso que todo adolescente do colegial sonha? 

Boruto deu uma risada seca.

-Não seja um mala. Você não veio para a universidade só por festas. 

Kawaki sorriu ladino.

-Por garotas também. 

O loiro riu, o empurrando levemente com o cotovelo. 

O som do sinal tocou, fazendo os rapazes trocarem um olhar e começarem a correr no corredor, ambos atrasados para o próximo tempo. 

>×××××<

Tocava blues no rádio. 

Os dedos frenéticos do rapaz digitavam na tela do seu celular em sua tentativa de ensinar a sua mãe a usar redes sociais, tentativa falha e cômica. Estava alheio a bagunça que acontecia no restante do carro. Não que cinco rapazes de quase vinte anos dentro de um carro rumo a um bar afastado da cidade passasse sentimento de tranquilidade. 

Não estava afim de sair de casa, tampouco se isso fosse com o objetivo de festejar. Mas seu desconforto foi ignorado pelos rapazes quando chegaram em sua república com um fardo de cerveja naquela sexta.

-Você não está falando com ela, está?- os dedos compridos de Shikadai Nara invadiram a tela do celular do rapaz puxando o aparelho com força. O Uzumaki tentou alcançar o menino que estava no banco de atrás, mas Inojin o impediu. O moreno deu uma risada divertida- Então quer dizer que a Dona Hinata fez um Facebook? 

O rapaz bufou empurrando o amigo loiro que o segurava.

-Para com graça, Nara. Devolve.

O rapaz semicerrou os olhos verdes escuros quando ouviu a voz do amigo mais autoritária e séria. Deu uma risada seca alisando o cabelo negro e depois colocou o aparelho de maneira desleixada dentro do console do carro.

-Uzumaki, você está solteiro. Agradeça que eu impedi você de ficar chorando e stalkeando sua ex como um mala nessa sexta-feira.

O rapaz loiro revirou os olhos, jogando as costas contra o acento. 

-Vá se fuder. 

O Nara sorriu ladino.

-Bem, não vai ficar com o telefone então pelo resto da noite. 

O loiro revirou os olhos, achando a atitude dos amigos infantil e imatura. Inojin soltou um risinho, intervindo na conversa. 

-Hoje você vai ver bundas, não as fotos do verão da Tofu.

O Uzumaki olhou para o amigo descrente.

-Você esqueceu que namora? A minha irmã por sinal? 

Ele deu os ombros. 

-Sua irmã foi quem deu a ideia. E bem, convenhamos, eu gosto da bunda dela o suficiente para não ligar para outras. 

O rapaz loiro fitou o cunhado de olhos arregalados e uma expressão de nojo.

-Eu vou vomitar. Que horror. E, eu acho que isso é uma péssima ideia. Vocês vão ver, vamos chegar lá e vão ser velhas de quarenta anos com bolsas de gordura em vez de bunda. 

Shikadai riu irônico.

-Shinki já esteve lá no aniversário de Araya. Moças escolhidas a dedo, com melhor perfil e corpo. É como uma agência de modelos, tem que ter as medidas para trabalhar lá. Não é um bordel, Boruto.

O rapaz loiro ergueu uma sobrancelha.

-Acho difícil.

O Nara deu os ombros.

-Você vai ver. Vodca com Pernas é o melhor clube da região, senão o do estado.

O loiro deu os ombros, se afundando no banco do carro novamente.

Quarenta minutos de viagem de carro para ir ver pernas. Valeria a pena? Ele via pernas todos os dias, as das garotas de sua faculdade que iam com shorts mais curtos que seu palmo. E nenhuma lhe parecia atraente. 

Sua mente vagou no seminário para a próxima semana. Depois para o livro de Sociologia do Direito que precisava comprar. Logo, calculou o número de noites que passaria em claro na semana para poder passar o fim de semana na casa de seus pais no próximo sábado sem acumular matéria.

Ele não queria sair de casa. Passaria aquela sexta sem problemas estudando, assistindo alguma besteira na TV ou indo dormir antes das 19 horas. Mas a insistência dos seus amigos para tirá-lo do seu estado pós término era incrível. E ele confessava, eles estavam certos. 

Nunca foi dedicado nos estudos, tampouco era um filho exemplar. A adolescência regada de farra, garotas e  problemas. Até entrar em um relacionamento e sua vida nas festas sair do eixo. 

Três meses era o tempo que ele tentava superar seu término com Kiri Tofu. Uma garota bonita, que apesar de ser um tanto superficial, era bastante simpática e gentil. No começo do relacionamento dos dois, ele tentou se acostumar a não olhar para qualquer rabo de saia e evitar o máximo possível os decotes generosos das atendentes de bar. Agora, após o término, ele se esforçava para sentir todo aquele calor íntimo que seu corpo sentia sempre que via um par de seios alheio ou recebia um olhar nada inocente. 

Boruto Uzumaki sempre foi um canalha. Antes do namoro, era. A intenção era que esse seu lado pervertido continuasse depois. Mas não continuou. Talvez o término não tinha sido um dos melhores e talvez isso estivesse refletindo em sua vida sexual. Não só nela porque nem mesmo o álcool tinha o mesmo efeito que antes. 

O silêncio do carro o estava deixando pensativo, depressivo e propenso em pedir para Shinki fazer o retorno e deixá-lo em casa.

Bufou, encostando o rosto no vidro.

-Shinki, demora muito?

O rapaz, que sequer se pronunciou, lançou um olhar ao loiro pelo retrovisor.

-Já chegamos. Próxima curva. 

O loiro suspirou aliviado. Parecia uma criança impaciente e que fora levada a um passeio contra a sua vontade pelos pais. 

Shikadai revirou os olhos para a infantilidade do amigo.

-Boruto, dê um sorrisinho pelo menos. Não vai ser uma tortura. Eu sei que você está nessa apatia sexual insana mas, como sou seu amigo e eu nunca erro, posso afirmar que isso acaba hoje, e amanhã você vai estar com uma vontade do inferno de foder.

-Amém- a pronúncia uníssona veio de Shinki e Inojin, quase de modo automático. O loiro revirou os olhos.

O carro parou e as portas foram abertas com resmungos. Shikadai geralmente era o racional, o que respeitava o espaço alheio. Mas era fraco com bebidas e uma única dose de cerveja foi o suficiente para ele guiar as conversas que o Uzumaki evitava e se irritava.

Ele desceu do carro, olhando para a fachada do lugar. Tinha tetos altos, janelas altas de vidro escuro que incapacitação sua visão de dentro. Ouvia música e o estacionamento estava bastante cheio, o que era uma surpresa para o rapaz, levando em consideração que o lugar era um tanto afastado da cidade. Em luz neons as palavras "Vodca com Pernas" se destacavam em vermelho e azul, e ao seu lado uma taça de Martini com um par de pernas pendendo de dentro dela, como se uma dançarina estivesse imersa. 

Ele bufou, chegando a conclusão que a entrada lembrava as fachadas de motéis baratos da estrada. 

-Vamos Uzumaki, se você continuar com cara de merda eu te arregaço. 

O loiro revirou os olhos se encolhendo em sua jaqueta. Havia chovido a tarde inteira daquele dia, portanto o clima úmido, o céu coberto por nuvens e a brisa fria tinham justificativa. Além do que, estavam longe da cidade, próximo de uma outra pequena cidade que se situava em uma orla de floresta densa. 

Ele acompanhou os amigos que se aproximavam do clube. Inojin e Shikadai conversavam descontraídos, o Nara tagarela (por conta das doses de álcool) e Inojin o incentivando com pequenas provocações que faria o amigo em sua versão sóbria ignorar e ele em sua versão semi bêbada, fazer um escândalo.

Estava escuro, e o Uzumaki só sabia encarar as pontas de seus coturnos estilo militar enquanto pondeirava sobre como a franja loira de seu cabelo estava ficando comprida. 

-Boruto.- a voz de Shinki o chamou, ele que ficou alguns metros para trás quando foi trancar o carro, se aproximou.

-Sim? 

O No Sabaku arqueou as sobrancelhas.

-Você está estranho. 

O rapaz suspirou.

-É o que se espera. 

Shinki o olhou torto. 

-Não, não é. De qualquer maneira, aproveite a noite. Ou pelo menos finja isso. Shikadai está bêbado e fala besteiras, mas ainda sim está preocupado com você. 

Boruto ergueu o rosto, ignorando os fios loiros que caíram sobre seu rosto. Definitivamente, um corte seria necessário.

Ele não respondeu o amigo, apenas continuou o caminho pelo asfalto do estacionamento até a entrada do lugar. O prédio deveria ter três andares, as cores neons piscavam e havia uma pequena fila na entrada. Dois seguranças protegendo a entrada e uma cabine de cobrança na lateral do lado esquerdo das portas duplas. 

Shikadai tentou se aproximar, mas Inojin se adiantou em frente a mulher. Definitivamente, seria muito vergonhoso caso o amigo semi bêbado falasse ou fizesse alguma besteira.

A mulher loira encarou o Yamanaka. E Boruto chegou a conclusão de que se a atendente quarentona tinha os seios maiores que sua própria cabeça, estampados com um decote nem um pouco comportado, definitivamente aquilo não seria um lugar aprovado por sua mãe. 

Havia uma janela que dividia o ambiente de fora com a cabine de vidro. A mulher loira, com os lábios próximos de um pequeno microfone, fez sua voz soar de maneira robótica com a intervenção do rádio. 

-Quantos ingressos? 

Inojin, juntou suas mãos ao corpo 

-Quatro.

Ela separou as pulseiras roxa florescente. 

-Identidade, por favor- De maneira bagunçada e desorganizada, os rapazes se apressaram em pegar suas carteiras e pegar o documento. O Uzumaki achou estranho o fato dele precisar ser de maior para entrar em um clube de stripper mas, segundo Shikadai Nara, aquele lugar era diferente dos outros. Ela semicerrou os olhos verdes escuros para os documentos- Certo, todos de maior…. São trinta por pessoa. 

Novamente, o processo de contar notas de dinheiro, fazer alguns trocados foi desorganizado até o valor chegar nas mãos da cobradora. 

Certo, ele nunca tinha ido a um clube de stripper onde tinha que pagar a entrada mesmo que não bebesse nada lá. 

A mulher sorriu guardando o dinheiro. Ergueu os olhos, demonstrando uma feição amistosa e receptiva. 

-Sejam bem vindos ao Vodca com Pernas! 

Ele engoliu seco, sentindo um frio na barriga, e entrou na boate.


Notas Finais


Opa, opa, como vcs tão.
Então, fanfic nova, não vai ter a mesma frequência que O Acordo, mas eu vou tentar não priorizar e igualar as duas no tempo de postagem.
Espero que vocês gostem!
A capa foi feita pelo meu xuxu, ficou um arraso.
Aqui tá o grupo Borusara, no WhatsApp, para os leitores que estão interessados, a autora de Busca Implacável (eu vou te colocar na roda tbm Duda rs) tá nele, eu tô, a Thais, minha assessora de divulgação fodastica que me trouxe favoritos até a alma tá nele, só tem gente linda e maravilhosa, participem: https://chat.whatsapp.com/0rFgqgUWCK22YJOaTkkmhL (quando entrarem, se apresentem rs)

Enfim, espero que tenham gostado! Comentem!


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