História Hot Hot Hot (Malec) - Capítulo 2


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Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane, Simon Lewis
Tags Malec
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Palavras 5.385
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Fantasia, Festa, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Depois de 84 anos saiu a parte 2 de HHH que algumas amadas me pediram ^^
Aqui começará pela boate na visão do Alec, capítulo enorme, mas feito com todo amor e espero que vcs gostem!

Cap 18+ (o nome da fic já avisa, mas não custa reforçar hehe)
Escrito em primeira pessoa, não sou muito boa em escrever assim, peço desculpas se não tiver ficado muito bom.

have fuuun ;)

Capítulo 2 - The heat from your love


Finalmente meu chefe aceitou sair comigo. Eu estou nas nuvens de tão radiante, mas, ao mesmo tempo, estou tão nervoso que tenho medo de acordar e ver que tudo não passou de um sonho.

Hoje, no tribunal, eu ignorei totalmente minha timidez e fui ousado. Não sei se para ele pareceu um flerte morder os lábios e corar, mas eu prefiro acreditar que sim, já que depois de cinco meses, ele aceitou meu convite.

Temendo levar um outro não na cara, inventei que outras pessoas do escritório iriam também, assim ele não desconfiaria que eu estava afim dele e desistiria de ir ao meu encontro.

Depois que falamos com Lily e a deixamos em casa, eu inventei uma desculpa e corri para meu apartamento.

Liguei desesperado para Clary e Simon, pedindo, melhor ordenando, que eles fossem comigo para a Pandemonium e levassem Jace e Isabelle.

No meio das ligações por socorro, recebi uma mensagem de Marcelo, se auto convidando para ir junto – ele tinha ouvido a conversa de Simon comigo – Marcelo está claramente afim de mim, mas eu não quero mais ninguém além do meu chefe gostoso. Mas talvez provocar um pouquinho me faça perceber se tenho chance com Magnus ou não. Não é do meu feitio agir assim, mas essa noite será tudo ou nada. Meu estágio está acabando e o temor de nunca mais ver Magnus se torna cada vez mais angustiante.

Neste momento estou encarando meu guarda-roupa sem saber o que vestir. Magnus se veste tão bem e é tão elegante, eu realmente não sei o que fazer para o impressionar. Resolvo ligar para minha salvadora de todas as horas.

- Oi maninho! Já estou saindo de casa com Simon – diz minha irmã de forma animada.

- Izzy, eu não tenho o que vestir!  – Grito – o Magnus tem que me olhar e querer me comer... e eu estou surtando...

Sou interrompido pela risada de Isabelle.

- Meu deus Alec, que fogo! Cadê meu irmão tímido e careta?

- Sumiu desde que aquele pedaço de mal caminho apareceu na minha vida – digo com sinceridade.

- Ai que romântico – ela ironiza.

- Você sabe muito bem que me apaixonei por Magnus à primeira vista e agora é minha primeira oportunidade real de conquistá-lo. Tenho que estar perfeito!

- Calma, Alec – ela faz uma pausa – coloque um jeans preto, seus coturnos novos e aquela camisa vermelha que te dei no natal passado.

- Hum... aquela camisa é muito chamativa e apertada - fico na dúvida.

- Ué, você acabou de dizer que quer ser devorado pelo seu chefe. – diz, divertida.

Eu suspiro, inseguro.

Minha irmã entende meu silêncio.

- Alec, eu sei que você deixou se abater por causa daquele maldito do seu ex que nem vou dizer o nome – ela respira fundo – mas você é lindo e interessante o suficiente para conquistar o homem que quiser. E não vai ser uma roupa que vai mudar isso.

- Eu sei, Izzy, é que... eu realmente gosto dele...

- E você quer esse homem de qualquer jeito, certo?

- Muito.

- Ótimo. Vista a roupa que lhe disse e aguarde o resultado. Ele vai ficar louco.

Não posso evitar um sorriso. Minha irmã é demais.

- Obrigado, Izzy. Em vinte minutos encontro vocês lá.

- Ok, até depois – ela se despede e eu desligo.

Localizo as roupas escolhidas por minha irmã e me visto rápido. A camisa vermelho vivo deixa minha pele mais pálida do que já é, cola nos meus bíceps generosos e me sinto como se estivesse nu. Quando eu ver Magnus, aposto que meu rosto vai ficar da mesma cor da camisa.

Analiso meu visual mais uma vez no espelho e faço uma careta, insatisfeito. Odeio chamar atenção, mas se quero que Magnus seja meu, eu tenho que jogar pesado e é isso que farei.

 

Ao entrar na boate, uma chuva de olhares masculinos e femininos recaem sobre mim e minha confiança aumenta consideravelmente, espero despertar o mesmo olhar em meu chefe tentador.

São oito e quarenta. Magnus não disse a hora exata que viria, mas não posso evitar de procurá-lo pelo ambiente. Estico meu pescoço e olho por onde minha vista alcança, mas não vejo nenhum sinal dele. Fico desanimado. Penso em ligar para ele, mas acho que seria um sinal claro de desespero e mudo de ideia.

Mas talvez uma mensagem seja mais discreta. Estou discando o número dele quando sinto mãos na minha cintura. Meu coração dispara na esperança que seja ele, mas logo a ilusão me abandona.

- Oi, gato – cumprimenta Marcelo.

Me afasto dele, deixando claro que não gostei de sua atitude.

- Oi, Marcelo. Por favor, nunca mais me chame assim – sou curto e grosso.

- Nossa, foi mal. Só foi um elogio. Você está lindo. – Ele me analisa, mordendo os lábios.

- Eu sei – digo voltando a olhar para meu celular, desisto de mandar a mensagem e guardo o aparelho no bolso.

Marcelo ignora minha frieza.

- Vem, vamos subir – ele diz, estendendo a mão para mim.

Rolo os olhos sem ele ver e sigo na sua frente.

Por que diabos eu seguraria a mão dele?

Já conheço o caminho; eu e meus amigos sempre reservamos o mesmo lugar. É menos movimentado e dá para ficar à vontade. Até cabines particulares tem pelo local, caso um casal queira privacidade, não é barato, mas vale a pena.

Chego na mesa e encontro apenas Jace e Simon discutindo algo sobre Star Wars. Isabelle e Clary estão dançando na pista próxima, fazendo vários homens babarem. Clary me vê chegando e grita:

- Alec! Vem dançar com a gente!

Meu sorriso se alarga, esqueço de Magnus por um momento e corro para me juntar as meninas. Dançar é meu fraco e nessas horas esqueço totalmente minha timidez. Me entrego a música e aos movimentos do meu corpo e o resto fica de lado.

- Eu também vou! – Marcelo se oferece, já no meu encalço.

Isabelle fecha a cara. Ela o detesta.

- Se você for, dance sozinho ou com outra pessoa, agora vou dançar com as meninas.

Ele não se abala.

- Ok, mas depois você vai dançar comigo, hoje você não me escapa – ele tenta sorrir sedutoramente, mas não faz nem cócegas na minha virilha.

Lhe ofereço um sorriso amarelo e o deixo para trás.

Quando me aproximo de Clary e Izzy, já estou me balançando no ritmo da música, me enfio entre elas e formamos um “sanduíche”. Nossos movimentos atraem muitos olhares desejosos.

- Cadê seu chefe? – Izzy pergunta por sobre meu ombro.

Apenas balanço a cabeça negativamente e suspiro.

- Ainda está cedo – Clary me tranquiliza – ele virá.

- Como você pode saber? – eu abaixo a cabeça para olhar para ela que está de frente para mim.

- Magnus nunca deixa de cumprir com a palavra – a ruiva diz – ele vem.

- Relaxa, maninho – diz Izzy – você acha que ele vai dispensar um partido como você?

Eu sorrio, nervoso, mas resolvo seguir os conselhos das meninas. Esvazio a mente e me entrego a batida da música. Vários homens se aproximam de mim, mas não dou a menor chance para nenhum. Quero dançar sozinho e criar coragem para confessar meus sentimentos por Magnus.

Magnus. Ah! Esse nome que não sai da minha boca nas horas íntimas em que ele invade meus pensamentos e perco o controle do meu corpo. Já me toquei tantas vezes querendo a boca dele no lugar da minha mão. Nunca o chamei por seu primeiro nome na sua frente. Ele já pediu diversas vezes que o tratasse de maneira mais informal, mas na hora eu travo. 

A porra da timidez é uma merda.

Pensar nele, me lembra que ainda não tenho notícias se ele virá ou não ao meu encontro. Decido tomar uma atitude. Paro de dançar e me sento perto de Marcelo, no sofá de veludo vermelho.

Ele está bebendo, de cara emburrada. Provavelmente por que ainda não aceitei dançar com ele. Eu o ignoro. Pesco meu celular do bolso e digito uma mensagem para meu chefe.

“O senhor não vem”

A resposta vem mais rápido do que eu esperava e quase deixo o aparelho cair no desespero de ler a mensagem.

“Estou no bar, perto da entrada”

Meu sorriso se alarga tanto que minhas bochechas ficam doloridas.

Na velocidade da luz eu digito de volta.

“Estou indo aí”

Levanto praticamente correndo, mas algo me impede de dar mais um passo.

Marcelo está segurando meu pulso. Olho para ele, confuso.

- Onde você vai?

Franzo a testa e puxo meu braço.

- Buscar o Magnus lá embaixo.

Ele fecha a cara.

- O que aquele mauricinho está fazendo aqui? E por que você tem que ir buscá-lo, ele não sabe vir sozinho?

A vontade de encher Marcelo de tapas vem tão depressa que tenho que respirar fundo várias vezes para manter o controle. Eu nem sei por que o aturo.

- Primeiro: Você não deveria falar assim do seu chefe. Você aceitando ou não ele é filho do dono da advocacia que você trabalha e consequentemente, seu chefe...

- Mas eu sou secretário da Tessa...

- Eu ainda não terminei – prossigo com a voz falsamente calma. Ele se encolhe no sofá – e segundo: ele está aqui por eu o convidei, então se você quer continuar sendo meu amigo, tenha mais respeito, ok?

Marcelo engole em seco.

- Me desculpe, Alec, eu não sabia que você iria reagir assim – ele parece sincero.

Eu sorrio. Não gosto de ter desavenças com ninguém.

- Tudo bem – eu o tranquilizo e vou ao encontro de Magnus.

 

Desço rapidamente as escadas e vou empurrando o mar de gente, um pouco impaciente. Leva uma eternidade para eu atravessar o outro lado da boate e bufo irritado. Finalmente sou recompensado com a visão do homem dos meus sonhos, na minha frente. Meu coração pula feliz e reflete no meu sorriso.

Magnus está sentado no bar, com uma taça em uma das mãos e a outra está entre os cabelos negros, bagunçando os levemente.

Ah! Como eu queria fazer isso. Meus dedos coçam só de imaginar sentir a textura dos fios macios.

Já não bastava o sorriso devastador que ele me lança, ainda está vestindo uma combinação matadora. Ele está com uma camisa branca social com as mangas enroladas até os cotovelos por dentro de uma calça jeans presa por um cinto de couro. Para completar ele está usando delineador nos olhos deixando suas pupilas verdes douradas ainda mais maravilhosas.

Porra! Eu poderia gozar apenas admirando essa visão do paraíso.

Tiro forças não sei de onde e consigo falar sem gaguejar.

- Você veio!

Ele estreita os olhos como se estivesse ofendido.

- Você duvidou de mim, Lightwood?

Solto um riso nervoso.

- Bem, só um pouquinho. – Ele se contagia e ri também.

Eu o convido para me acompanhar até a área VIP. Ele hesita por um momento, mas logo cede.

O guio pela boate e subimos as escadas de mármore em silêncio.

Ao chegar na mesa, anuncio a chegada de Magnus e todos o cumprimentam com simpatia, inclusive Marcelo. Fico satisfeito ao ver sua mudança de comportamento.

Izzy o puxa para seu lado, e me contento em sentar no sofá menor, do lado de Marcelo, já que o outro não sobrou um mínimo espaço.

Minha irmã me lança um olhar significativo e percebo que fez de propósito, ela quer ver a reação de Magnus me vendo ao lado de outro homem.

Fico dividido entre me afastar de Marcelo – pois ele pode entender que estou dando liberdade para suas investidas – e entrar no jogo e saber se provoco alguma reação no meu chefe. Deixo meus instintos me guiarem e quando percebo, Marcelo passou um braço ao redor dos meus ombros.

Minha vontade é de lhe dar um safanão, mas me controlo e tento parecer natural, como se tivéssemos intimidade para tal coisa, mas eu sei que não vou sustentar essa farsa por muito tempo.

Meu Deus, Magnus, me nota!

- Quando você vai aceitar dançar comigo? – Marcelo sussurra no meu ouvido e tento não revirar os olhos.

- Depois – bebo mais um gole da minha cerveja.

Arrisco olhar para Magnus. Ele está me encarando seriamente. Um arrepio percorre minha espinha. Tento sustentar seu olhar, mas falho miseravelmente.

Sou um desastre na arte da paquera.

Nos olhamos mais algumas vezes e em todas às vezes eu desvio o olhar primeiro, nervoso pra cacete. Seus olhos verdes não revelam nada e fico frustrado. Chega. Levanto de supetão e anuncio que vou dançar, coloco o nome do Marcelo na frase e ele pula do sofá, animado.

O ignoro. Fito Magnus, eu quero que ele dance comigo.

Por favor, eu te ensino. Suplico mentalmente. Ele mal me olha, está mais interessado na sua bebida.

- Você não vem? – Insisto.

- Acho que vou passar – ele responde esvaziando seu copo.

- Só uma música – não posso desistir ainda.

- Vem Alec, ele não quer dançar – quem diz é Marcelo.

Eu cedo. Acho que ele não quer mesmo, e não me refiro a dança.

- Pode ir, Alexander, eu vou ficar bem – ele sorri lindamente e ergue a garrafa.

Junto os cacos da rejeição e lhe ofereço um sorriso calmo.

- Ok! – digo e saio de perto dele antes que desabe.

Não foi uma rejeição direta e talvez eu esteja exagerando um pouco, vai ver ele só ficou com vergonha porque não sabe dançar.

De qualquer forma, tento esquecer o toco educado e me entrego a música.

Não sei se passaram minutos ou segundos, mas desperto por um calor que se instala de repente na pele da minha cintura. O tecido sendo irrelevante diante de tal sensação.

Cada pelo do meu corpo se arrepia ao ouvir a voz melodiosa e conhecida em meu ouvido.

- Alexander, com licença. Tem algo que gostaria de lhe falar.

A surpresa vai embora tão rápido quanto veio e meu sorriso é tão grande que sei que estou parecendo patético.

É ele. Ai. Meu. Deus.

Meu cérebro se compadece do meu coração bobo apaixonado e resolve agir.

- Claro, senhor Bane – digo sem gaguejar. Lembro da existência de Marcelo, que está parado e bufando na minha frente. Ignoro seu ciúme ridículo – eu já volto – digo para ele antes de seguir Magnus.

Mas eu realmente espero não ter que voltar para a companhia de Marcelo tão cedo. Quem eu quero está bem na minha frente e não posso deixar escapar essa chance.

 

Magnus me guia até uma das cabines privativas e estremeço em antecipação. Aguardo que ele se manifeste primeiro.

Quando ele respira fundo e suas pupilas se dilatam, meu coração palpita esperançoso.

Eu pensei que estaria preparado para suas palavras seguintes, mas eu estava errado.

- O jeito que seu corpo balança é enlouquecedor. Está me deixando maluco.

Eu arregalo os olhos e sinto meu rosto esquentar. Quero acreditar que estou entendendo certo, mas, no entanto, não consigo fazer absolutamente nada a não ser o encarar.

- Você lambe os lábios e me deixa desejando-os. Eu poderia ser sua fantasia?

Será que tinha alucinógeno na minha cerveja?

- Senhor Bane, pare com isso... – eu digo, sem ar. Isso é mesmo real?

Ele se aproxima mais de mim e me empurra no sofá que tem no local.

Eu apenas sigo seus movimentos com os olhos. Se eu estiver sonhando, não quero acordar tão cedo.

- Eu tentei fugir, tomei muitos banhos gelados e tentei pensar em algo diferente além do seu lindo traseiro. – Fico boquiaberto. Não sei se rio ou pulo em seu pescoço. - Você me pegou no flagra, por que não tem como esconder isso, você me pegou tropeçando e caindo por você...

Que declaração... inesperada.

- Ai, meu Deus, o que o senhor está dizendo? - A vontade de ri me invade, mas me controlo. Magnus pode entender errado e me deixar sozinho, e isso é a última que quero nesse momento.

- Você está me deixando louco, eu não aguento mais – ele continua, seu corpo balança um pouco e seus olhos semicerram, meu sorriso murcha.

- Você está bêbado – levado pelo momento, fico de pé, coloco uma mão sobre seu peito e sussurro em seu ouvido -  como eu queria que fosse verdade, Magnus.

Ele me puxa pela cintura e nossos corpos se chocam. Arfo e mordo os lábios ao sentir seu membro duro cutucando minha pélvis.

- Eu estou sóbrio o suficiente para saber o que estou fazendo – ele acaricia minha nuca e se ele não tivesse me segurando, com certeza eu teria caído.

Embriagado de desejo, eu esqueço tudo e todos e me deixo levar.

- Me beije antes que eu acorde desse sonho.

Magnus não hesita e ataca meus lábios. Sua boca pequena e afoita me enlouquecendo. Ele me beija como se eu fosse a coisa mais preciosa do mundo, mas sem deixar seu evidente tesão de lado. Eu me agarro em seu pescoço e me derreto, envolvido pelo beijo que esperei por meses a fio.

Quando meus pulmões imploram por ar, parto nosso beijo e jogo a cabeça para o lado para que Magnus tenha acesso ao meu pescoço.

- Você é mais doce que chocolate – ele morde minha pele sensível e fico todo arrepiado.

Eu rio com a comparação inusitada.

Meus dedos percorrem suas costas por baixo da sua camisa e o aperto para ter certeza que não estou sonhando.

- Magnus... você está mesmo aqui? Isso está mesmo acontecendo?

- Sim, baby e você não tem ideia de quanto eu desejei isso.

Um estremecimento me percorre e meu coração já acelerado, dispara ainda mais. Sinto como se fosse explodir de felicidade.

É real. O cara que sou apaixonado está aqui, dizendo que é louco por mim e eu quero me entregar para ele de corpo e alma.

Antes de verbalizar meus desejos, Magnus me empurra e caio sentado no sofá. Ele se senta no meu colo e se inclina para sussurrar em meu ouvido:

- Você é a sobremesa que quero provar – mais um estremecimento toma conta de mim ao ouvir sua voz rouca e sexy me provocando ao extremo.

Ele captura minha boca novamente, sua língua faminta e exigente na minha.

- Ah! – Arfo quando ele rebola sobre meu membro rígido.

- Eu te quero tanto, Alexander...

Chego ao meu limite, sempre que ele me chama de Alexander tenho vontade de pular no pescoço dele, mas dito agora, quase em forma de gemido é demais para minha sanidade.

- Eu também... – falo e ataco sua boca sem piedade.

O beijo já quente, ferve, fazendo com que percamos o resto de racionalidade que existia entre nós. Tiramos nossas camisas as pressas, para voltamos a nos beijar mais uma vez, Magnus se esfrega em meu membro me levando ao extremo da loucura.

Ele separa nossas bocas e se abaixa na beira do estofado, no meio das minhas pernas, beijando minha barriga no processo, ele tira minha calça sem demora e delirando em expectativa, seguro sua nuca para ele entender o que eu quero. Ele lambe meu membro ainda coberto e arranho a pele de seu pescoço, ele tira minha cueca e gemo alto quando ele me suga.

Enlouqueço e agarro seus cabelos, tomando o controle e fazendo ele me chupar do jeito que eu quero. Ah, como eu sonhei com essa boca, e como eu desconfiava, ela é perfeita.

Magnus me chupa com extrema habilidade, observo sua face corada e os olhos lacrimejantes.

Que visão deliciosa.

Antes que eu chegue ao limite, Magnus me tira da boca e se senta ao meu lado, ele quer que eu suba nele. Sem demora, vou para o seu colo, escondo a cabeça na curvatura de seu pescoço e me afundo nele quando ele agarra minhas bandas me ajudando no encaixe.

- Ah! – gememos ao mesmo tempo.

Eu começo a rebolar, deliciado por estar sendo possuído pelo homem dos meus sonhos.

Magnus diz algo, com a respiração falha, mas não entendo por que estou perdido demais nas sensações que ele provoca no meu corpo.

- Hã?

- Eu disse... baby, você é quente, quente, quente... ah.

Sua voz provocadora me deixa à beira do abismo, quero falar algo, mas só murmúrios saem da minha boca, então me concentro em quicar nele mais veloz.

Jogo a cabeça para trás, gemendo e gritando, ter aquele homem me preenchendo tão divinamente, com certeza se tornou minha coisa preferida no mundo.

Ele morde e suga meus mamilos e me sinto mole, caindo e derretendo.

- Geme meu nome – ele pede.

- Mag... Magnus! Ah! – Acelero os movimentos e cavalgo nele num ritmo frenético, perseguindo meu ápice. Tomo sua boca, mordo seus lábios, chupo sua língua. Nenhum dos meus exs, me deixou assim tão louco, alucinado. Sinto como se fosse explodir de amor e tesão.

- Me toca – ordeno. Magnus começa a me masturbar e não me reprimo nos gritos. Não ligo para o lugar que estamos, só o que importa é estar com o homem mais incrível que já conheci.

Continuo a subir e descer em Magnus, sem diminuir o ritmo, mas do nada ele me tira de dentro dele e senta ao meu lado. Fico confuso por alguns segundos.

Observo fascinado seus movimentos seguintes. Ele vira de costa, se encosta no sofá e expõe sua bunda durinha para mim.

- Me fode, pelo amor de Deus – ele implora, meu membro fica ainda mais duro.

Não perco tempo, me inclino sobre seu corpo dourado, beijo suas costas e me enterro nele de uma vez.

Tão quente e apertado. Fico imóvel esperando ele se acostumar com a invasão. Não demora muito e ele começa a rebolar, eu me movimento, saindo e entrando nele devagar, sem deixar de beijar suas costas e boca.

- Mais rápido, baby – ele sussurra.

Eu atendo seu pedido prontamente, acertando nele fundo e firme. Ele grita e seus gritos e gemidos me deixam ainda mais perto de um orgasmo avassalador.

- Ah! Alec! Ah!

- Você gosta assim, não gosta? – choco nossas peles freneticamente.

- Porra! Muito! Aah! Mais!

Cacete! Esse homem vai me fazer ter um infarto.

O penetro mais intensamente, se é que é possível. Ele me aperta em torno de si e eu não aguento, grito e me derramo dentro dele. Ele vem logo em seguida, convulsionando e gritando.

Estou exausto e extasiado. Me jogo no chão, ignorando que ele talvez não seja tão limpo quanto aparenta. Meu peito sobe e desce e um sorriso se forma em meus lábios.

Eu estou tão feliz.

Magnus se aproxima e se acomoda em meu peito. Meu coração palpita ainda mais.

- Isso foi surreal – digo, por que para mim é essa a sensação. Jamais imaginei que um dia ele estaria ao meu lado, dessa maneira.

- Maravilhoso, foi maravilhoso – ele diz, dedilhando pelo meu peito.

Eu rio, mas logo a preocupação com nosso futuro me consome.

- E agora? -  Pergunto.

- Que tal um primeiro encontro? – ele nem hesita.

Não consigo controlar um sorriso.

- Eu adoraria – respondo e lhe dou um leve beijo.

De repente ele se senta e parece apreensivo.

- Alec?

- Sim? – eu o encaro esperando o que ele tem a me dizer. – Diga.

- Eu sei que não sei muito sobre você... mas acho que estou apaixonado por você, baby.

Meu coração parece bater na minha garganta e lágrimas queimam por trás dos meus olhos.

É real! Ele gosta de mim!

Puxo suas mãos para ficarmos de pé e olho dentro de seus lindos olhos puxados.

- Eu também acho que estou apaixonado por você, há cinco meses para ser mais exato.

Sou pego de surpresa quando ele pula no meu pescoço e beija todo o meu rosto.

- Não acredito nisso, Alexander! Perdemos cinco meses!

Eu gargalho, fascinado e apaixonado.

- Se você tivesse me convidado para sair antes... saberia a mais tempo – eu brinco.

- É verdade, eu sou um idiota – ele finge irritação e morde meu queixo.

- O idiota mais incrível do mundo – deixo o amor que sinto por Magnus transbordar através das minhas palavras. Fito seus olhos maravilhosos e sei que os mesmos sentimentos estão refletidos em suas írises esverdeadas.

Ele desce do meu colo, terminamos de nos vestir e ele estende a mão para mim.

- Vem.

- Para onde?

- Para o nosso primeiro encontro de verdade – sorrio com o coração saltitando.

- Espero que goste de parque de diversões – ele diz.

- Ah, senhor Bane – digo com a voz sedutora – você realmente sabe como agradar um homem.

Seguro sua mão e saímos da cabine trocando sorrisos cúmplices.

 

Na nossa mesa, meus amigos ainda estão bebendo e namorando. Passamos rapidamente por eles que acenam e sorriem para nós, satisfeitos. Também vejo Marcelo, ele está de boca aberta e os olhos quase saltados das órbitas.

Eu e Magnus nos olhamos rapidamente e rimos de novo. Corremos para a saída e quando estamos fora da boate, ainda segurando minha mão, Magnus me guia até seu Audi. Ele abre a porta para mim e sinto como se tivesse entrando em seu carro pela primeira vez. Engulo em seco e limpo uma lágrima teimosa que desce pelo meu rosto.

É real, Alec. Ele é diferente. Ele não vai te magoar.

Repito esse mantra antes de Magnus sentar no banco do motorista.

Ele me olha com a sobrancelha franzida.

- Está tudo bem? – ele segura minha mão e beija meus dedos, esperando uma resposta.

- Está, claro que está – respondo, sorrindo. – Então... que parque nós vamos?

- Tem um perto daqui – ele diz girando a chave na ignição – e a montanha russa é assustadora! Vai ser o primeiro brinquedo que iremos.

Estremeço. Não sou fã de altura e muito menos de montanhas russa assustadoras.

- Não sei se é uma boa ideia.

Magnus franze a testa, com um sorriso divertido dos lábios.

- Você está com medo, Lightwood?

- Claro que não, só acho que teremos opções melhores.

- Como o quê?

- Os carrinhos, a xícara maluca, tiro ao alvo...

Magnus gargalha gostosamente.

Finjo uma cara ofendida.

- Até chegarmos lá, eu te farei mudar de ideia quanto a montanha russa – digo, mordiscando sua orelha.

Ele arqueja.

- Como um bom advogado, eu estou aberto a negociações, Alexander.

Magnus morde meu pescoço e pega minha mão esquerda, esfregando em seu generoso volume escondido dentro da calça.

Dou um sorriso safado, e enquanto ele dá partida no carro, eu me abaixo e faço ele delirar mais uma vez.

 

- Magnus, eu quero descer! – Olho apavorado para os lados, enquanto lentamente a montanha russa vai subindo cada vez mais.

- Baby, se acalme, eu estou aqui, eu te protejo – Magnus pega minha mão, tentando não ri da minha cara de pânico.

- Como diabos você me arrastou até aqui?! Me drogou ou algo parecido?  - Eu estou furioso, mas mais comigo que com ele.

- Hum... deixa eu lembrar – Magnus toca o queixo e faz uma cara pensativa – acho que tem haver com uma posição do kama sutra que você está louco para experimentar e...

Eu coro e olho nervosamente para as pessoas na nossa frente e as do banco de trás também.

- Tá ok! Fale baixo, por Deus!

Magnus ri, jogando a cabeça para trás. Ele é lindo. Sua alegria e beleza me distrai pelo restante do percurso lento.

Ele me pega no flagra.

- O que foi?

- Nada, só estou admirando o homem mais lindo e incrível que eu conheço.

Surpreendentemente Magnus fica vermelho, tenho vontade pular em seu colo e o beijar até perder o ar.

- Eu vou ter que discordar – ele diz, olhando fundo nos meus olhos – eu sei que você tem espelho em casa.

Dou uma risada quase infantil e abaixo a cabeça. Magnus me desconcerta, aposto que estou parecendo um adolescente virgem e desajeitado.

- Vamos lá!

Alguém atrás de mim dá um berro e dou um pulo do assento. Minhas pernas começam a tremer, o coração batendo contra as costelas.

Os carrinhos aceleram. Vejo a primeira queda a frente e pego a mão de Magnus, com os olhos arregalados de medo.

Arrisco uma olhada para Magnus, ele está sorrindo abertamente, olhando a paisagem em volta, como se não estivéssemos a incontáveis metros de altura do chão.

Fecho os olhos e meu estômago se revira quando meu carrinho empina, como se estivesse em queda livre.

Um grito de horror sai da minha garganta e esmago a mão de Magnus. Ele está rindo, os cabelos no rosto e o brilho noturno deixando sua pele ainda mais bonita.

Bem, é o que eu imagino, já que estou muito ocupado me borrando de medo.

O brinquedo sobe e desce inúmeras vezes e em todas eu grito desesperado. Ao meu lado Magnus ri da minha desgraça.

- PARE DE RI, SEU IDIOTA! – Grito de olhos fechados. Minha vingança é continuar esmagando a mão dele pelo resto do percurso que parece não ter fim.

Não sei como fui parar a salvo em um banco daquele parque, o que sei é que minhas entranhas estão reviradas e a vontade de vomitar vem de minuto a minuto.

- Alec, beba isso - focalizo Magnus sentado ao meu lado me oferecendo água mineral.

– O que aconteceu? – pergunto tomando um gole da água reconfortante.

- Você desmaiou assim que o brinquedo parou – Magnus expressa uma preocupação sincera com meu bem-estar.

- Sério? Ai que vergonha – eu enterro minha cabeça no peito dele. Ele alisa minhas costas delicadamente.

- Ai meu Deus! – me levanto de supetão – eu vomitei em você?

Magnus olha para os lados com a boca franzida.

- Porra, eu vomitei em você – Coloco as mãos nos cabelos.

Que belo primeiro encontro. Ele nunca mais vai querer olhar na minha cara depois desse vexame.

- Só foi um pouquinho e só pegou no meu braço – ele se levanta e tenta enlaçar minha cintura, mas me afasto.

Estou mortificado, não sei como encará-lo. Mas de repente me lembro de algo.

Como um touro enfurecido vou até ele e deixo minhas digitais em seu antebraço com um tapa violento. Ele faz uma careta de dor.

- Alexander!

- A culpa foi sua! – aponto um dedo na cara dele – você me obrigou a subir naquele brinquedo do demônio.

Magnus me encara boquiaberto, eu o encaro de volta, com minha melhor expressão de ofensa. Ficamos nessa batalha de olhares até que ele relaxa os ombros e começa a ri.

- Do que você está rindo? – protesto indignado.

- Ah baby, você é adorável até bravo.

Meu coração se derrete e minha fachada de durão também.

- Você não vai me chutar?

- O quê? – ele pega minha mão e voltamos a nos sentar no banco. É madrugada e o parque está praticamente vazio – eu acabei de me declarar para você, por que eu faria isso?

Dou de ombros.

- Você acabou de me ver gritando de pavor, vomitando e desmaiando. Achei que seriam bons motivos para espantar um candidato a namorado.

Arregalo os olhos assim que a palavra escapa da minha boca. Olho nervosamente para Magnus que me devolve um olhar quente e brilhante.

- Namorado, é?

- Talvez... – olho para meu colo para evitar que ele me veja corado.

- Comigo não tem talvez, baby – ele levanta meu queixo e rouba um beijo – é sim ou não e para você, Alexander – ele entrelaça nossas mãos e me fita com os olhos sorridentes – é sempre sim.

Acho que meu coração está à beira do colapso, minhas pernas estão bambas e meus olhos embaçados pelas lágrimas. As palavras me fogem e então faço a única coisa que mais sonhei em todos esses cinco meses. Eu o envolvo em meus braços e o beijo ardentemente.

Quando o ar falta para nós dois, Magnus se levanta e me oferece a mão, como fez na cabine da boate.

- Vem.

- Para onde dessa vez?

- Eu soube que tem rodas gigantes cobertas e vazias lá do outro lado – ele aponta com a cabeça para um ponto distante – e com estofados grandes e confortáveis.

- Sr. Bane – eu levanto e entrelaço nossos dedos – o que você tem em mente? – Faço uma cara de falsa inocência.

- Você já vai descobrir, baby - ele me puxa e mais uma vez partimos para mais uma aventura.

E mais aventuras viriam e que se seguiriam por anos e anos de felicidade.


Notas Finais


Lemon na roda gigante? Será?!! rsrs

Obrigada amores! Até a próxima!
Se não conhecem deem uma olhadinhas nas minhas duas fics em andamento
CYM: https://www.spiritfanfiction.com/historia/change-your-mind-malec-13820883
BF: https://www.spiritfanfiction.com/historia/boyfriend-malec-12703011

Grata <3


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