História Hot Like Fire - Capítulo 6


Escrita por:

Postado
Categorias Jérôme Boateng, Julian Draxler, Marco Reus, Mats Hummels, Mesut Özil, Thomas Müller
Visualizações 90
Palavras 4.425
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oláaaaaa meus amores <3 <3 <3
Quero agradecer pelos comentários e favoritos! *___* Sempre fico felizinha! :D
Tem sécçu nesse capítulo :X

Capítulo 6 - Gostosuras ou Travessuras?


Fanfic / Fanfiction Hot Like Fire - Capítulo 6 - Gostosuras ou Travessuras?

 

 

 

 

― Amiga, eu preciso muito da sua ajuda! ― Mari entrou que nem um furacão na minha casa.

― Que foi? ― perguntei fechando a porta.

Eu estava de pijama, descabelada e com os olhos pequenos de sono. Devia ser umas dez da manhã. Era revoltante pensar que meu organismo não entendia que hoje era sábado e eu não deveria acordar cedo.

― O departamento de letras da faculdade vai organizar uma festa temática e eu preciso levar alguma comida brasileira típica. O problema é que não vou ter tempo pra cozinhar porque estarei o dia todo organizando o evento! Me ajuda por favor !― Mari falava sem nem respirar direito.

― Mas hoje é sábado! ― franzi o cenho.

― E? ― não entendeu o meu espanto ― Eu faço parte do Diretório Acadêmico e é minha obrigação ajudar nesse tipo de atividade, independentemente de dia e horário ― explicou.

O mais estranho é que ela se mostrava animada até demais com os afazeres.

― Que saco hein? Por que você entra nessas coisas? ― foi impossível não imaginar o tédio que era fazer parte daquilo. Lembrei vagamente dos meus tempos de faculdade e o quão eu odiava atividades extracurriculares.

― Vai ajudar ou não? ― me respondeu com outra pergunta.

― Eu até ajudaria, mas você sabe que eu sou um zero à esquerda na cozinha. Só sei fazer miojo e brigadeiro ― dei um sorriso fraco me desculpando de antemão.

― Brigadeiro! Faça brigadeiro! É fácil, gostoso e não tem erro! ― Mari praticamente suplicou com os olhinhos brilhando.

― Mas onde eu vou arranjar leite condensado por aqui, sua louca? ― perguntei o óbvio. Era extremamente raro achar esse tipo de coisa fora do Brasil.

― Não se preocupe. Pode deixar que eu consigo os ingredientes. Só preciso de sua mão de obra gratuita!

Eu não tinha nada programado para o fim de semana, então resolvi ser uma boa menina e ajudá-la. Ela ficou super empolgada e começou a falar loucamente sobre o evento e a faculdade. Eu tinha muita preguiça de falação na minha cabeça e cortei-a da melhor forma possível.

― Já tomou café?

― Aham ― assentiu.

― Bom que eu não tenho que te alimentar então ― provoquei.

― Só por causa dessa grosseria eu vou aceitar uma xícara de café ― ela me jogou uma almofada e eu ri.

― Nem me fale em café ― pensei alto, balançando a cabeça para afastar as memórias do último café que eu havia tomado. Um café com sabor de toco.

― O que? ― Mari estava completamente alheia aos meus pensamentos tortos. Pelo jeito Mario havia cumprido com o combinado de não comentar com ninguém.

― Não tem café ― desviei o assunto.

― Não seja por isso. Aposto que tá cheio de Toddynho escondido no seu armário ― falou se levantando e indo até a cozinha xeretar minha despensa.

Fiz o mesmo que ela, temendo deixá-la sozinha na minha cozinha.

― Só tem miojo e pão de forma aqui! Como você ainda está viva e magra? ― a indignação em seu rosto era quase palpável. Eu achei engraçado.

― Devia ser proibido vender esse tipo de alimento pra mim. Eu já to enjoada de comer pão com requeijão e jantar miojo de tomate ― meu rosto se contorceu em uma careta só de pensar no gosto daquelas coisas.

Eu passava o dia todo fora e não mandava bem na cozinha, então só comprava coisas prontas ou instantâneas.  A anemia mandava beijos e abraços.

― Isso aqui tá mofado ― minha amiga retirou uma vasilha com tampa de dentro do armário. Seja lá o que estivesse no interior do pote, havia ficado tão verde que eu nem tive coragem de abrir.

― Mofada ta a minha vida, isso sim ― rolei os olhos e fui até o lixo me livrar do potinho lotado de bolor.

― Pelo menos você vai ter o fim de semana livre. Não reclama ― Mari me respondeu sem desviar a atenção da torrada que ela inundava de geleia.

― Não se depender de você, né? ― fui rápida e roubei a torrada que ela havia preparado. Recebi um olhar entediado como resposta.

― Você devia colocar mais móveis nessa cozinha, tipo uma mesa ― puxou uma cadeira e se sentou em frente à bancada com o prato lotado de torradas.

― Não ― balancei a cabeça ― Quanto mais móveis, mais coisas pra limpar.

― É, pensando por esse lado faz mesmo sentido ― encheu um copo de suco e me ofereceu mais uma torrada.

― Pra que horas você precisa dos doces? ― perguntei de boca cheia. Meu medo era ela precisar dos brigadeiros para muito em cima da hora.

― O evento vai começar às sete da noite. Pode me encontrar na Universidade nesse horário?

― Só se eu puder participar da festa ― não escondi a felicidade de uma possível boca livre à noite.

― Claro, é um evento aberto ao público ― piscou.

Depois que Mari foi embora eu voltei para o sofá e fiquei zapeando a programação da TV. Não tinha nada que prestava naquele horário, então deixei em um canal esportivo mesmo e acabei cochilando. Acordei com o celular apitando uma nova mensagem.

 

Asioc amugla rezaf amina? (Mesut – enviado 09:36)

Não sei falar turco u.u (Cíntia – enviado 09:36)

Sempre gentil e delicada essa moça <3

Leia de traz pra frente, ô inteligência rara :p (Mesut – enviado 09:37)

Suspirei. Eu tinha me esquecido que o jogador adorava uma gracinha sem graça. ‘Anima fazer alguma coisa?’ era o que dizia a mensagem.

Que tipo de coisa? (Cíntia – enviado 09:39)

Dar uma volta, por exemplo. Eu preciso comprar um presente e não sei o que comprar D: Pode me ajudar? (Mesut – enviado 09:39)

Eu não presto pra comprar presentes :S (Cíntia – enviado 09:40)

Então não prestaremos juntos :D (Mesut - enviado 09:40)

Tá. Você passa aqui ou nos encontramos em algum lugar específico? (Cíntia – enviado 09:41)

Passo aí em meia hora. Pode ser? (Mesut – enviado 09:41)

Pode! (Cíntia – enviado 09:41)

 

Eu me apressei para tomar um banho e me livrar da cara de quem tinha acordado há pouco tempo. Estava meio frio, então vesti um casaco, calças jeans e botas de cano curto. No horário combinado, Mesut me mandou uma mensagem dizendo que estava me esperando na calçada. Uma qualidade que eu apreciava em Mesut Ozil era a pontualidade.

Quando desci do prédio encontrei um carrão estacionado e presumi que fosse dele. Não era o mesmo modelo que ele usava em Munique, o qual provavelmente devia ter sido alugado, mas era igualmente chique.

― Bom dia flor do dia! ― cumprimentou alegre, destravando a porta para que eu entrasse. Ele vestia uma camisa de malha com mangas compridas, calças escuras e usava um relógio chamativo no pulso.

O cheiro de seu perfume inundava todo o carro.

― Bom dia. Como vai? ― respondi bem menos empolgada que ele.

― Surpreso por você ter aceitado meu convite ― me ofereceu um sorriso amigável. Reparei no pequeno rastro de barba que crescia em seu rosto.

― É, eu poderia estar dormindo ou assistindo desenhos, mas resolvi ser legal e te ajudar. Espero que você não seja muito indeciso ― alfinetei.

― Um pouco ― assumiu meio sem graça.

― Librianos ― ri, pensando em como ele fazia jus ao signo dele.

― Você não cansa de dormir não? ― a mão que ele usava para passar a marcha esbarrou na minha coxa e atraiu o meu olhar. Ele também olhou, mas rapidamente desviou os olhos para a avenida.

― Não ― sorri de canto.

― Eu acho uma perda de tempo. Vamos ter muito tempo pra dormir quando morrermos ― fez uma careta bonitinha.

― Bom que eu já vou treinando então ― dei de ombros e ele riu.

Mesut havia nos trazido ao shopping mais caro da cidade. Ele manobrou o carro e o estacionou em um local mais afastado. Antes de sair, colocou um boné e óculos escuros, certamente para não ser reconhecido.

― E aí, o que você está pensando em comprar? ― já estávamos dentro do elevador que nos levaria do estacionamento até o primeiro andar.

― Preciso encontrar algo pra minha sobrinha ― seus olhos sorriram junto com seus lábios ao falar da menina.

― Não sabia que tinha uma sobrinha! ― me surpreendi, já que não sabia muito sobre a família dele. Mesut era tão reservado quanto eu e raramente tocava nesse tipo de assunto.

― Tenho sim. Olha ― tirou o celular do bolso e me mostrou a foto de uma garotinha sorridente comendo um pedaço de melancia. Ela era loirinha e não se parecia muito com o tio.

― Que carinha de sapeca! Como se chama? ― sorri também.

― Mira. Ela é um amor! ― sorriu para a foto antes de guardar o telefone de volta e segurar a porta para que eu saísse antes de dele.

― E qual a idade dela?

Fomos andando lado a lado por um shopping lotado de pessoas. Era sábado, dia oficial de compras e passeios familiares. Eu não gostava muito de lugares cheios, mas era inevitável.

― Vai fazer dois anos ― Mesut respondeu calmo.  Ele mantinha as mãos nos bolsos e um sorrisinho displicente nos lábios.

― Criança dessa idade costuma gostar de brinquedo que faça algum barulho ― sugeri.

― É, ela gosta bastante dos joguinhos do meu celular ― ele pareceu pensativo e eu o encarei incrédula.

― Não tá pensando em dar um celular pra ela, né?

― Claro que não ― sorriu como se eu tivesse contado uma piada.

― Ali tem uma loja de brinquedos. Vamos dar uma olhada ― pousou uma das mãos nas minhas costas e me direcionou até a loja.

Passamos por alguns corredores lotados de brinquedos dos mais variados tipos, até que paramos no setor de bonecas. Mesut estava parado há uns cinco metros de mim e ria alto de alguma coisa. Eu fiquei curiosa e me juntei a ele para saber o que era tão engraçado.

Fechei a cara quando descobri. Aff!

Mesut estava parado em frente a uma prateleira e eu nem precisei perguntar nada para entender o que se passava.

Boneca Cindy. Ela dorme e chora.

― Eu to só essa boneca ― acabei sorrindo. Era muita ironia.

― O que tá fazendo? ― perguntei ao vê-lo retirar o celular de dentro do bolso e posicionar em frente à boneca.

― Tirando uma foto pra mandar pro Reus ― respondeu risonho, enquanto procurava o melhor ângulo para bater a foto.

― Idiota ― bati a minha bolsa nas costas dele e continuei olhando os outros brinquedos.

― Você é pequena demais pra ter tanta preguiça assim ― rapidamente voltou a andar ao meu lado.

― Agora tamanhos definem preguiças? ― ergui uma sobrancelha.

― No seu caso eu acho que sim. Você só não é mais preguiçosa porque não é mais alta ― fez a comparação mais bizarra que eu já tinha ouvido.

A chegada de uma vendedora me poupou de precisar respondê-lo a altura.

― Bom dia. Posso ajudá-los? ― perguntou sorridente.

― Por favor! O que você recomendaria para uma criança de dois anos? ― Mesut respondeu tão perdido quanto eu. Passaríamos o resto da vida naquela loja e não encontraríamos nada.

― Menino ou menina? ― questionou amigável.

― Menina.

― Venham comigo então ― nos guiou por entre os vários departamentos da loja.

Saímos de lá com um enorme embrulho colorido. Mesut havia escolhido um unicórnio de pelúcia gigante por recomendação da vendedora. Confesso que por pouco não comprei um pra mim também, porque era uma pelúcia linda e super fofinha. A embalagem chamativa servia para abrir caminho entre a multidão.

― Tá com fome? ― me olhou quando eu não o respondi.

― Ah, desculpa. Eu achei que fosse uma pergunta retórica.

Mesut revirou os olhos. Eu apenas sentia o estômago revirando de tanta fome.

― O que acha de comermos um japa? ―sugeriu apontando para uma tenda oriental.

― Eu não gosto muito de peixe. Acho que vou de comida italiana ― mirei um restaurante italiano bem convidativo.

― Beleza! Acho que vou te acompanhar então ― sorriu aprovando a minha escolha.

Fomos até lá e um garçom prontamente nos atendeu. Eu pedi um ravióli de quatro queijos e Mesut optou por um nhoc ao ragu de calabresa.

― Seus pais não ficam cobrando que você case e tenha filhos não? ― comecei o assunto mais aleatório do mundo. O olhar que o alemão me lançou comprovava isso.

― Ainda não. Eu tenho mais dois irmãos para dividirem cobranças comigo. Por quê? ― devolveu a pergunta.

Realmente era um assunto muito estranho de se tratar durante o almoço.

― Eu devo estar velha mesmo, porque é só isso que minha família sabe fazer ― suspirei ao capturar um macarrão com o garfo e levá-lo à boca.

Não era o tipo de assunto que eu queria ter com o jogador, mas já era tarde demais pra voltar as palavras.

― Mulheres mais velhas são sexy ― brincou e recebeu um olhar torto meu.

― Que engraçado ― ironizei.

― Quantos anos você tem? ― pareceu interessado.

― Muitos ― fui evasiva.

Não gostava desse assunto. Era bem idiota, mas me incomodava bastante falar sobre idade. Mas se me incomodava, porque eu havia tocado no assunto?

― Mais de 30? ― arriscou.

É claro que ele não deixaria isso pra lá.

― Por que esse interesse todo?

― Você tornou isso interessante quando se recusou a responder ― riu do meu desconforto com o rumo da conversa.

― Sou mais velha que você. Isso já é informação o suficiente.

― Eu tenho 24 anos, não acredito que seja tão mais velha assim.Você não deve ter mais de 30 anos ― afirmou pensativo.

Eu apenas revirei os olhos, impaciente.

― E seu aniversário Quando é? ― insistiu no interrogatório.

― Fevereiro. Meu signo é o paraíso astral do seu, sabia? ― sorri desviando o assunto.

― Não entendo nada de signos. Desculpe ― deu de ombros ― Você andou me estalkeando por acaso?

― Tá escrito no seu Insta ― seu sorriso convencido murchou com a minha resposta e eu sorri vitoriosa. Eu já tinha procurado sobre ele no Google sim, mas nunca diria a ele.

― Eu vou começar a cuidar da minha saúde, porque da minha vida já tem muita gente cuidando, credo ― balançou a cabeça, mas sorria com impertinência.

― Depois eu que sou grossa ― fiz sinal para o garçom trazer a conta.

 

 (...)

 

Mesut parou o carro na frente de uma casa enorme e muito bonita. Se o exterior já impressionava, o interior conseguia ser ainda mais luxuoso. As paredes eram brancas e a decoração moderna, embora a personalidade do jogador estivesse presentes em cada canto. Sobretudo nos quadros com imagens do Império Otomano e em objetos que eu julgava serem turcos.

― Tá morando bem, hein? ― comentei olhando para a enorme TV de sua sala.

― A casa é bonita, mas muito grande para uma pessoa só. Dá até pra me perder aqui dentro ― sorriu meio desconcertado. Um fato que eu tinha percebido sobre ele: Mesut se mostrava tímido quando o assunto era a sua riqueza. E isso era bem inusitado.

― Porque não traz um de seus irmãos pra morarem com você? 

― Não seria uma boa ideia, acredite ― ele franziu as sobrancelhas, parecendo incomodado com a ideia.

 Eu me fiz de boba, não me intrometeria em seus assuntos pessoais.

― Eu moraria feliz numa casa assim ― sorri e me joguei em seu sofá macio.

― É uma indireta? ― cruzou os braços e me lançou um sorriso sugestivo. Senti meu rosto esquentar quando entendi a ambiguidade de sentido que a minha fala denotava.

― Que? Claro que não! ― me apressei em negar. Mesut riu alto e eu tive vontade de sumir no meio daquele sofá fofinho.

― Quer beber alguma coisa? ― mudou de assunto.

― Tem sorvete? Tô afim de algo doce! ― senti a minha boca se encher de água só de pensar em tomar sorvete.

― Acho que tem sim ― disse antes de sumir por um corredor iluminado.  Voltou pouco tempo depois com duas taças grandes de sobremesa. Ele me entregou uma e se serviu da outra.

― Sorvete de pistache! ― exclamei com a colher dentro da boca ― Eu amo! ― sorri igual a uma criança.

― É o favorito da minha mãe ― ele riu da minha empolgação quase infantil com a sobremesa. Quando terminamos de comer, ele recolheu as taças e deixou-as sobre a mesinha de centro.

      Depois ligou a TV em um canal que passava um documentário sobre a Índia e sentou-se bem próximo a mim. O sofá era gigante, mas ele fez questão de ficar perto o suficiente para passar seu braço por meus ombros e sua mão brincar com as pontas do meu cabelo.

Eu não sei muito bem quem tomou a iniciativa, só sei que no instante seguinte nos beijávamos com vontade. O jogador pressionava meu corpo contra o sofá e se ajeitava sobre mim. Embora ele fosse bem maior que eu, não era ruim sentir parte de seu peso apoiado em meu corpo. Sua mão fria tateou a minha barriga e eu me arrepiei todinha, era uma das regiões mais sensíveis do meu corpo. Ele parecia saber disso, já que demorou os dedos por ali e sorriu provocativo. Ele queria brincar comigo, mas quem darias as cartas seria eu.

Forcei meu corpo para frente e o obriguei a inverter as posições até que eu estivesse sobre ele. Friccionei meu quadril contra o dele e ouvi-o gemer rouco, investindo sua ereção contra mim. Aproximei o rosto de seu pescoço e fiz uma trilha de beijos até chegar a sua orelha e prendê-la entre os dentes. Ele sorriu sacana e me puxou novamente para um beijo demorado. Suas mãos seguravam meu cabelo com força, me prendendo a ele.

Aproveitei que ainda estava por cima para acariciar seu peito e passar as unhas de leve na pele de sua barriga, fazendo um carinho ousado ali. Mesut partiu nosso beijo quando minha mão alcançou o botão de sua calça, cravando seus olhos grandes em mim. Havia certa expectativa em seu olhar escuro e eu sorri marota, descendo sua calça e deixando-o apenas de boxer preta.

O jogador umedeceu os lábios no momento em que inclinei o rosto perigosamente sobre sua intimidade. Resolvi brincar um pouco ali, raspando os dentes por seu membro escondido pelo tecido. Mesut ficou inquieto e inconscientemente levou a mão a minha cabeça, forçando-a para baixo. Ele estava ansioso por aquilo tanto quanto eu.

Retirei o tecido que já se esticava e passei a língua bem de leve sobre aquela região sensível. O toque sutil bastou para deixá-lo ainda mais agitado. Segurei em suas coxas musculosas e me ajeitei melhor antes de fazer o que eu me propunha. Usei as mãos, a língua e os dentes para dar o máximo de prazer possível a ele. Os palavrões e sussurros que saíam de sua boca me incentivavam a continuar os movimentos com mais velocidade. A todo o momento mantínhamos contato visual e era interessante ver como o rosto sereno do alemão se alternava em expressões que iam desde a fúria até o deleite. Sua respiração tornou-se mais urgente e sua mão tentou me afastar quando ele não suportou mais segurar o que viria a seguir. No entanto, eu me recusei a deixar o trabalho inacabado. Se eu tivesse nojo dele não teria nem começado.

­― Uou! ― ele abriu um sorrisão enquanto respirava alto e permanecia imóvel sobre o estofado. Seu rosto estava corado e parecia relaxado. Eu passei a língua sobre os lábios para limpá-los e encontrei os olhos de Mesut me obervando fixamente. Ele ficou assim durante alguns minutos, enquanto se recuperava.

― Vem cá ― chamou rouco.

Ele me puxou pela mão e eu caí sobre seu colo. Enquanto apertava minhas coxas, sua outra mão subia minha blusa sem nenhuma delicadeza. Interrompi o beijo e arranquei o tecido, aproveitando para retirar também o sutiã. Logo o restante de minhas roupas se juntava àquelas peças, da mesma forma que Mesut se juntava a mim. Ele apertava meus seios com vontade, ao mesmo tempo em que investia seu quadril com força em mim. Eu mordia os lábios para não gemer como uma atriz pornô, mas estava se tornando uma tarefa cada vez mais difícil. Perdi completamente o controle quando o alemão umedeceu os dedos com saliva e me estimulou, enquanto penetrava bem fundo. Perdi as forças e caí ofegante sobre ele, que sorriu satisfeito. Ele continuou investindo por mais algum tempo até parar e gozar novamente.

― Senti sua falta ― disse encarando o teto. Estávamos os dois deitados no tapete felpudo de sua sala terrivelmente branca.

― Falso. Aposto que você nem se lembrava mais de mim ― dei um tapinha de leve no peito desnudo dele.

― Impossível esquecer esse seu piercing ― mordeu o lábio ao encarar meus seios.

― Coloca um, já que gosta dele tanto assim ― ri imaginando o alemão com piercing no mamilo. Seria bem estranho.

― Não mesmo. Esse negócio aí deve doer demais pra cicatrizar ― fez uma careta, talvez pensando o mesmo que eu.

― Frouxo.

― Vou te mostrar quem é o frouxo aqui ― abriu aquele sorriso safado.

Meu celular, infelizmente, tocou justamente no momento em que ele rolou pra cima de mim. No visar o nome de Mari piscava sem parar.

‘Empata foda’ ― pensei desgostosa.

― Amiga cadê você? ― foi logo me bombardeando com perguntas assim que atendi.

― Não to em casa ― respondi de má vontade, torcendo para que ela entendesse que eu não queria papo naquele momento.  Que timing horroroso ela tinha!

― Tá aonde? ― ô curiosidade.

― Com o Ozil ― falei impaciente.

Mesut riu da minha irritação e eu me segurei pra não rir também. A situação era bem engraçada mesmo. Um homem pelado e curioso prestava atenção na conversa que eu tinha sobre ele ao telefone.

― Hum... ― riu maldosa e eu acabei rindo junto.

― Para de máfia e fala logo o que você quer.

―Já tá chegando com meu brigadeiro? ― meu sorriso congelou no rosto. O brigadeiro! Puxei o braço de Mesut e tive vontade de me bater quando vi que já se passava das cinco da tarde.

―Daqui a pouco eu chego aí, relaxa! ― tentei passar uma segurança que eu não sentia. Se Mari desconfiasse que eu nem havia começado ainda, ela me enforcaria via telefone mesmo.

― Okay. Juízo aí ― finalmente desligou.

O meu nervosismo era tanto que nem me despedi de Mari. Tudo o que eu conseguia pensar era no tempo que eu gastaria para chegar em casa, preparar os doces e ir até a Universidade, que ficava bem longe da minha casa.

― Por que você tá com essa cara? ― devo ter ficado uns cinco minutos viajando. O alemão me encarava com a sobrancelha arqueada.

― Eu preciso fazer brigadeiro pra Mari e esqueci completamente ― dei um tapinha na testa e me levantei.

― Brigadeiro. O que é isso? ― perguntou sem entender sobre o que eu falava.

― Um doce brasileiro ― respondi enquanto vestia minhas roupas ―Vou chamar um táxi.

― Nada disso. Eu te busquei, eu te levo ― Mesut se levantou também e vestiu as roupas rapidamente.

― Okay ― resolvi aceitar a carona. Quanto mais rápido eu chegasse, melhor.

Ele voltou com as chaves do carro e fomos até a minha casa. Mesut estacionou na porta do meu prédio e eu me apressei pra sair do carro. Só percebi que ele me seguia ao vê-lo através do espelho da portaria.

― O que foi? ― estranhei a presença dele ali.

― Quer ajuda? ― sorriu solícito.

― Você cozinhando? ― desdenhei. Ele não tinha cara de quem fazia nem ovo frito!

― Qual o problema? Você me subestima muito ― fechou a cara e eu rolei os olhos. A demora do elevador me deixava impaciente.

― Tá, desculpa. Eu tenho que entregar isso daqui a pouco, se quiser ajudar vai ser ótimo ― cedi e ele pareceu menos chateado. O elevador finalmente apareceu e Mesut entrou junto comigo.

― Lava essa mão ― recomendei a ele assim que pisamos na cozinha. Encontrei os ingredientes que Mari avisou que traria e comecei a preparar o brigadeiro. Logo o cheiro de chocolate invadia todo o meu apartamento e também o paladar de Mesut, que permaneceu o tempo todo observando o processo de fabricação do doce brasileiro.

― É maravilhoso! ― exclamou quando eu o ofereci a colher de pau que havia usado pra mexer a panela. Ele a enfiou na boca e fechou os olhos.

Era engraçado vê-lo reagir assim a um doce tão simples. Principalmente por ele sempre frisar que era um atleta e não podia comer besteiras. Alguns minutos depois o chocolate esfriou um pouco e nos dividimos para enrolar os docinhos e passá-los no granulado.

― Mesut Ozil na minha cozinha enrolando brigadeiro ― ri da visão improvável que eu tinha naquele momento.

― Eu sou bom em tudo que faço, garota ― mostrou um brigadeiro enrolado e salpicado com granulados. Depois jogou o docinho pra cima e pegou-o com a boca.

Eu relutei um pouco no início, mas com a ajuda do alemão o serviço foi bem mais rápido e divertido. Em quarenta minutos já tínhamos terminado tudo e lavado as louças. Eu aproveitei o tempo que me restava para tomar um banho e me aprontar. Quando voltei, encontrei Mesut no meu sofá e com a televisão ligada em uma luta livre.

― Acho que já vou então.  Eu tenho jogo amanhã. ― ele se levantou me encarou de cima abaixo. Eu até pensei em chamá-lo para a festa, mas desisti. Ele podia entender aquilo errado. Nós transávamos de vez em quando. Apenas.

― Obrigada pela ajuda, alemão ― acompanhei-o até a porta. Ele sorriu com o canto dos lábios. Aquele mesmo sorriso de quem estava aprontando alguma travessura.

― ‘Obrigada’ não. Eu vou cobrar por isso, Cindy ― piscou antes de sair pela porta.

― Só que não. É você quem está me devendo, campeão ― me referia ao que havia acontecido na casa dele. Mesut entendeu o recado e sorriu concordando.

 


Notas Finais


Bjunda :*


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