História Hot Summer - imagine Lucas - Capítulo 1


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Lucas, Personagens Originais
Tags Hetero, Imagine Lucas, Imagine Nct, Pwp, Romance, Yukhei
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Palavras 1.787
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


hmm essa é só uma ideia básica que eu tinha em mente há muito tempo, e só recentemente tomei coragem de colocar em prática.

como eu disse na sinopse, esse vai ser um short imagine, provavelmente vai ter entre três e cinco capítulos dependendo do meu humor~

POR FAVOR LEIAM AS NOTAS FINAIS É IMPORTANTE!!!!!!!

espero que gostem <3

Capítulo 1 - Hello, trouble


— Talvez, se fingimos estar possuídas, a gente não precise ir. — sussurrou Yerim, tão baixinho que apenas eu, estando há apenas alguns centímetros de distância, era capaz de ouvir.

Em qualquer outra situação, uma sugestão dessa vinda de Kim Yerim teria me feito revirar os olhos, talvez até mesmo tentar causar algum dano físico no garota para despertar os neurônios que certamente estavam dormindo de toda a maconha que ela fumava, mas, naquele instante, eu realmente estava considerando levar em frente aquele plano ridículo. Dizer que eu estava desesperada, portanto, era o eufemismo do século— se fingir uma possessão demoníaca fosse me livrar do meu destino, então fingir uma possessão demoníaca era o que eu faria.

Claro, ao contrário da minha melhor amiga, eu era mais inteligente do que isso, e sabia que aquela seria uma medida que resultaria em uma solução temporária; me jogar no chão, revirar os olhos e gritar palavras em latim me tirariam daquele ônibus? Com certeza. Mas me livraria daquele bando de idiotas influenciados por um livro escrito há dois mil anos atrás que provavelmente não passava de um monte de merda tirada da cabeça de um cara muito louco? Dificilmente. No mínimo, ficaríamos presas o verão inteiro em nossos respectivos quartos, sendo afogados em água benta e rodeado de cruzes e padres, o que na verdade era muito parecido com o que nós faríamos de qualquer jeito, só que estaríamos separadas.

— Eu acho que você precisa parar de andar com Seo Changbin, Yeri. — resmunguei, ganhando um olhar alarmado do menina, o que me fez soltar uma risadinha.

— Por que você não fala um pouco mais alto? Acho que os meus pais não ouviram lá do estacionamento. — o sussurro dela era nervoso, e eu precisei me segurar para não rir um pouco mais alto. Claro, a relação dela com o seu vizinho era um segredo que deveria ser guardado a sete chaves, caso contrário seus pais realmente tentariam um exorcismo. Pra falar a verdade, Changbin nem era a pior das pessoas que eu já conheci, e na verdade era um garoto muito doce e divertido, mas o fato dele ser de fora da Igreja, estar sempre vestido de preto e, o pior de tudo, namorar abertamente um menino, era mais do que o suficiente para que os pais de Yerim o vissem como o próprio diabo.

Eu nem consigo imaginar a reação deles se eles soubessem que aquele perdido na vida (sim, eles usavam essa expressão) era, além de um dos melhores amigos de sua preciosa filha, seu fornecedor de maconha, álcool e várias outras coisas que uma menina como ela nem deveria cogitar colocar na boca.

Mal sabiam Sr. e Sra. Kim que não tinha muita coisa que Yerim não colocasse na boca.

— Relaxa, ninguém está nem aí pra gente. — respondi, mantendo um sorriso tranquilo e doce em meu rosto. — Você sabe que nós somos as melhores meninas do mundo, não causamos problema nenhum. Por que alguém prestaria atenção na gente?

Não contive a zombaria em minha voz, a ironia ridícula daquela situação não falhando em arrancar uma risada de Yerim, seu corpo relaxando ao meu lado.

Desde que eu me entendia por gente, as palavras mais usadas para me descrever era “uma boa garota”. Com uma rápida conferida no meu histórico escolar na Escola Católica YeongHwa, onde eu estudo desde os meus treze anos de idade, é fácil conferir que eu sou o epítome dos bons valores que a instituição prega, com minhas notas excelentes, frequência perfeita e comportamento impecável— e, por mais que fosse um saco tentar manter essa imagem, eu tinha que admitir que me era muito vantajoso. Os adultos raramente desconfiavam das minhas palavras e minhas ações sempre eram tidas como puras e inocentes, de modo que eu podia dar as desculpas mais estúpidas do mundo para minhas ocasionais escapadas e chegadas tardias que todo mundo acreditava sem pestanejar.

Ninguém jamais poderia dizer que eu, a Miss Perfeição, costumava pegar o metro para o centro da cidade depois das aulas, andar com meninos de escolas laicas, beber e fumar na casa de garotos gays com minha melhor amiga lésbica, mas, ao mesmo tempo, a minha fachada de santinha exigia que eu me submetersse à inúmeras situações que me faziam pensar muito seriamente em me jogar daquele ônibus em movimento.

Como, por exemplo, o Retiro da Juventude Cristã.

Organizado pela própria escola, aquela foi a pior coisa que a humanidade já criou. Quatro longas semanas de um bando de adolescentes machistas, homofóbicos e cabeça de vento tendo seus cérebros ainda mais sugados pela equipe de “Orientadores da Luz”, realizando atividades recreativas “saudáveis para o corpo e para a alma”.

Desnecessário dizer que tudo aquilo me dava vontade de vomitar.

Naquele exato instante, sentada naquele ônibus prestes a partir para a puta que pariu da Coréia do Sul, todos os meus meios de comunicação com o mundo herege em casa e sabendo que nada no mundo poderia me salvar do meu destino, eu considerei mais uma vez a ideia da possessão demoníaca. Eu até que era uma atriz bem boa, e quem sabe…

— Ah, olha lá aquela desgraçada da Tzuyu. — a voz de Yerim me arrancou de meus devaneios, e eu quase imediatamente localizei a pessoa de quem ela estava falando,entrando no ônibus com o uniforme do Retiro (uma camiseta com  símbolo do colégio e uma saia azul até o joelho, porque meninas de respeito não mostram o corpo e nem usam calças), os cabelos presos em um rabo de cavalo e um sorriso que fazia parecer que ela estava indo para a Disney. Por alguns segundos, os olhos de Tzuyu pousaram em Yerim e então em mim, e o mais leve dos rubores subiu pelo seu pescoço, mas ela rapidamente disfarçou ao abanar o rosto, sentando-se em um dos bancos na parte posterior do ônibus.

— Vocês estão brigadas? — perguntei, tomando cuidado com o meu tom de voz e com a minha expressão.

Yerim suspirou, desviando o olhar para suas mãos.

— Não de verdade. — uma careta amarga retorcia seu rosto bonito enquanto ela esclarecia a situação. — Mas é  muito irritante que ela aja como se não estivesse gozando na minha boca há dois dias atrás.

Revirei meus olhos.

— O que você quer que ela faça, Yeri? Sente no seu colo e rebole? Ela está tentando não dar bandeira.

— Eu sei que não dá pra fazer isso! Mas ela podia pelo menos sorrir pra mim, sei lá, ou parar de fingir que eu não existo. Poxa, eu fodo ela tão bem toda terça e quinta, será que ela não pode me dar um “oi”?

Abri a boca para responder, mas fui interrompida pelas palmas animadas da professora Lim Yoona, que, na frente do ônibus, esperava com um sorriso pateticamente animado enquanto as conversas cessavam e a atenção se voltava para ela.

— bom dia a todos, e sejam todos bem vindos ao sexto Retiro da Juventude Cristã! O ônibus está prestes a partir, e, antes de irmos, eu gostaria que todos conferissem se possuem água, comida e estão se sentindo bem, pois a viagem até o camping pode ser bem longa!

Que maravilha.

Sem muita atenção, abri a mochila em meu colo para conferir se tudo o que eu poderia precisar para as próximas horas a caminho do inferno estava lá, mais por ter sido orientada a fazê-lo do que por precaução mesmo.

Nem havíamos partido ainda e eu já estava absolutamente cansada daquela besteira toda; pra falar a verdade, eu já estava cansada desde muito antes de acordar naquela manhã, o sol ainda oculto no horizonte e um sentimento de resignação sufocante na boca do meu estômago, já estava cansada antes de chegar no estacionamento do colégio e me despedir de meus pais.

Desnecessário dizer, o Retiro da Juventude Cristã não era o meu plano número um para o verão, mas infelizmente era o único.

— Você sabe quem é…? — a pergunta de Yerim me fez erguer a cabeça, confusa.

— Quem é quem?

Sem falar nada, ela ergueu o queixo na direção da entrada no ônibus, a testa franzida. Segui o olhar dela para encontrar um rosto que eu nunca havia visto antes entrando no ônibus, vestindo o devido uniforme e hesitando brevemente diante do corredor. Ele estava vestido como se fosse da escola, mas eu definitivamente lembraria dele se eu o visse por aí; ele era pelo menos uma cabeça mais alto do que a maioria da sala, ombros largos e pernas que pareciam ter quilômetros, um rosto um tanto único, com olhos muito grandes, lábios cheios cor de rosa e traços fortes e masculinos.

Deus caprichou nesse aí.

— Oh! Mais um recado! — anunciou a professora Lim, chamando o garoto mais para o centro do corredor. — Esse é Wong Yukhei, um aluno transferido da China. Ele se transferiu nos últimos dias antes das férias de junho, por isso não atendeu às aulas, porém estará participando do Retiro com a gente! Sr. Wong, por favor, se apresente.

Aluno transferido? Interessantíssimo. Deixei meu olhar vagar por seus mais de um metro e oitenta de altura da maneira mais discreta que eu pude; se eu tivesse que construir o homem mais bonito do mundo, não seria muito diferente daquele de pé diante da turma, e eu nem tinha como negar que a ideia de segurar naqueles ombros largos e beijar aquela boca de aspecto tão macio surgiu na minha mente com tanta naturalidade quanto fazer a lição de casa ou levar o cachorro para caminhar.

— Olá, eu sou Wong Yukhei, mas a maioria das pessoas me chama de Lucas. Espero que possamos ser amigos, por favor, cuidem bem de mim.

Ah, meu amor, cuido sim.

— Você pode sentar do lado esquerdo, Yukhei, o lado dos meninos. — orientou a professora. Foi inevitável seguir seus movimentos com o olhar enquanto ele se movia pelo corredor para ocupar o único assento livre, ao lado de Mark Lee.

Notei, com curiosidade, que a confiança que ele exalava era um tanto singular para um adolescente. Com toda aquela altura, era inusitado que ele se movesse com tamanha graça, todos os olhos presos em sua figura magnética. Reparei brevemente na maneira como a camiseta abraçava seus bíceps e seu peito, como seus cabelos caiam em ondas castanhas macias por sobre sua testa e, principalmente, como ele tinha um meio sorriso nos lábios que parecia inocente a primeira vista, mas que eu conhecia muito bem; era o mesmo sorriso que eu dava, um sorriso de quem mente e não sente o mínimo remorso, de quem sabe que está enganando todo mundo.

Exceto que ele não conseguia me enganar.

Wong Yukhei era problema, e nada nem ninguém conseguiria me convencer do contrário; sorte a dele que eu também era.

Talvez esse verão seja mais divertido do que eu esperava, no final das contas.


Notas Finais


hmm Lucas so pode ser problema mesmo.
Uma pergunta rápida: vocês preferem que eu dê um nome para a personagem (nesse caso, vocês escolheriam as ações que ela toma, por exemplo, se ela estivesse sozinha com o Lucas em um capítulo, vocês decidiriam o que ela faria, entende? Porque se não, qual a graça?) ou vocês preferem que eu mantenha o termo "s/n" e, nesse caso, vocês não escolheriam o caminho, seriam apenas leitoras?
Gostaram?
xoxo💕


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