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História Hot Wheels Acceleracers: Um Novo Começo - Capítulo 7


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Notas do Autor


Voltamos de novo, pessoal. A saga dos AcceleRacers está de volta, com um capítulo muito mais do que emocionante. Preparem-se para testemunhar algo diferente de tudo que já viram antes. Agora mais do que nunca, fiquem atentos, sentem-se em suas cadeiras e liguem seus motores! Aproveitem!

Capítulo 7 - A Mensagem


Alguns anos antes...

Pelas ruas da Califórnia, Ângela Eiss e Tone Pasaro corriam um contra o outro, demonstrando um gesto de amizade que era revelado nas ruas e corridas. Ao mesmo tempo, Nolo observava a corrida dos dois como um todo, demonstrando uma alegria em ver seu irmão correndo com tanta disposição.

(Nolo) – Você até que está indo bem, Tone. – Dando um drift, ele assume a liderança da corrida, com Ângela vindo logo atrás. Aos poucos, ela e Tone sentiam que a rivalidade era algo que os motivava a darem tudo de si nas pistas, ainda mais naqueles momentos.

(Ângela) – Não se esqueça de mim, Nolo. Eu também estou na cola de seu irmão. – Engatando a oitava marcha, Ângela ficou na frente, enquanto Tone olhava para a pilota, com um sorriso em seu rosto. Vendo uma outra curva se aproximando, Ângela puxou o freio de mão, no entanto, do nada, seu carro acabou capotando, batendo com tudo até parar, virado de cabeça pra baixo.

(Tone) – Ângela! – Ela jazia-se desmaiada, enquanto Tone estava parado. Nolo e Tone tentaram correr até o Chicane, até que do nada, o carro explode. Suspirando, os dois olham um para o outro, caindo de joelhos, ao verem que uma tragédia tinha se abatido entre eles. Ângela Eiss estava morta.

(Nolo) – Ela pode ter conseguido sair. Temos que ver se ela-

(Tone) – Não podemos, Nolo. Eu sinto muito...

Em um movimento súbito, Nolo acordou em seu dormitório, tendo tido um pesadelo, diferente de tudo que já tinha visto. Por um breve momento, ele se lembrava da morte de seu irmão, mas a morte da irmã de Karma parecia ser algo que tinha dificuldades de esquecer. Sendo um dos únicos que sabiam da irmã dela, Nolo parecia carregar uma espécie de fardo com tudo o que aconteceu. Ele colocava uma de suas mãos no pescoço, se esquecendo que não tinha mais o colar de seu irmão, que tinha deixado na placa da Via 35. Andando, Nolo olhava para os integrantes dos Azuis, que estavam se habituando aos dormitórios, com cada um se preparando para um cochilo. Indo em direção até a garagem, Nolo pega o SpecTyte, e começa a dar uma volta, sem chamar muita atenção. Indo em direção até a placa da Via 35, ele se pergunta o que estaria acontecendo com ele naquele momento. Suas lembranças o assombravam de um jeito totalmente diferente do que a morte de seu irmão tinha provocado. Olhando para a placa, vendo o colar de Tone nele, Nolo suspirou.

(Nolo) – Sei que você achava que eu poderia ser um líder, Tone. Desde que tudo isso começou, eu me perguntei se ficaria no seu alcance. Acredito mesmo que posso. Culpei o Tork por algo que ele poderia ter feito. – Suspirando, ainda de noite, Nolo olhava para o colar na placa, visando conseguir alguma coisa. – Mas agora percebo que estava errado o tempo todo. Perdi um dos meus, e pra piorar, não sei nem onde ele está. Agora comecei a ser assombrado por pesadelos de novo. Você acha mesmo que eu conseguiria viver a sua altura? Ser um líder melhor do que você já foi? Acho que até eu estou duvidando disso. – Olhar para a placa e o colar de seu irmão o fazia lembrar de tudo que ele tinha vivido ao lado de Tone. Era algo que ele nunca seria capaz de esquecer, ainda mais naquele momento. Por um breve período, ficava a dúvida do que deveria fazer. – Tenho fé de que conseguiremos encontrar o Vert. Mas ao mesmo tempo, tento entender o que fazer agora.

Nolo então, vê o Civic com o piloto que estava observando o Acceledrome parado do lado de seu carro. Nisso, o piloto faz o mesmo gesto que fez a Karma quando ela ainda tinha 13 anos, surpreendendo Nolo. Entrando no SpecTyte, ele começa a seguir o carro, que corre na mais alta velocidade possível. Dando tudo de si, Nolo tenta colar no Civic, que vira em uma curva na direita. Disposto a descobrir quem é a pessoa por trás do capacete, Nolo começa a colar no vácuo, tentando reduzir a resistência do ar de seu carro. Assim, o líder da Teku fica do lado do Civic, ficando surpreso.

(Nolo) – Quem é você? – O piloto do Civic, com seu capacete preto, apenas olhou para o líder da Teku, sem falar nada, e começou a bater no carro de Nolo, que fez a mesma coisa, como se houvesse uma espécie de ocultar algo.

O SpecTyte então, saiu da pista, com Nolo batendo no volante de raiva. Olhando para o Civic, ele correu atrás mais uma vez, e usando o nitro, colou no carro da forma que pôde. No entanto, ao ver uma outra curva se aproximando, Nolo tentou usar o freio de mão, mas antecipando seus movimentos, o piloto bateu na frente do carro e o tirou da pista, e nisso, a Fera fugiu do alcance de Nolo, que estava surpreso com o que estava acontecendo.

Alguns anos antes...

Nolo olhava para Ângela, antes da corrida com Tone começar, enquanto os dois estavam se preparando, junto com seus carros para o que estava prestes a vir. Aquela era a fatídica corrida que Ângela teria sido dada como morta quando o carro foi destruído. Pouco a pouco, Nolo sentia a tensão crescendo, mais do que poderia admitir.

(Nolo) – Tem certeza de que está pronta pra isso, Ângela? – Ela deu um sorriso, junto com um tapinha nas costas de Nolo.

(Ângela) – Eu nasci pronta pra isso. Além do mais, isso aqui vai ser só uma corrida amistosa. Não tem com o que se preocupar. – Nolo então, olhou para Ângela, suspirando e nisso, apontando seu dedo indicador, ela simulou que puxou o gatilho de uma pistola, fazendo Nolo dar um sorriso. – Nessa pista, ninguém me segura.

(Nolo) – Tenho que admitir que esse seu gesto está ficando meio conhecido entre os outros.

(Ângela) – Faço isso com minha irmã o tempo todo. Ela adora quando nós duas ficamos juntas. Isso aqui vai ser rápido, Nolo...

Voltando ao presente...

Retornando ao Acceledrome, pouco a pouco, Nolo saiu do carro, ficando meio surpreso com o que tinha visto. Aquele gesto realmente era algo familiar. Colocando seu capacete no carro, ele foi em direção a escadaria, voltando ao dormitório, suspirando. Sem que Nolo soubesse, Lani olhava para ele das janelas da sala de controle. Antes que pudesse entrar mais uma vez, Nolo suspirou, com seus pensamentos se tornando algo meio complicados. Isso foi o suficiente para Lani chegar perto e olhar para ele.

(Lani) – Pelo visto, alguém não está conseguindo dormir. – Ele olhou para o lado, vendo que Lani realmente parecia estar meio preocupada.

(Nolo) – Estou tendo certos pesadelos. Tive que sair um pouco para clarear as ideias.

(Lani) – Você saiu do Acceledrome sem ninguém ver. Isso pode chamar atenção um pouco indesejada. – Os dois ficam um do lado do outro, enquanto percebem uma certa tensão crescendo de um jeito meio diferente do que o esperado.

(Nolo) – Estou me perguntando se estou fazendo a coisa certa como líder da Teku. Precisava espairecer um pouco. Sentir que poderia ser eu mesmo depois desses últimos dias. – Nolo deu um sorrisinho, enquanto Lani se apoiou em uma das paredes, percebendo que ele estava com algo que estava o afetando de um jeito bem diferente e difícil do que ele poderia perceber. – Quando o Tone morreu, me perguntei se realmente tinha as habilidades de um líder. Sem contar o fato de que por um bom tempo, essa rivalidade que a Teku e a Metal Maniacs tinham uma com a outra parecia ser baseada no ódio. Eu me deixei cegar por isso. Acreditando que meu irmão nunca seria capaz de cometer erros. E ainda assim, estou cometendo alguns erros como líder.

(Lani) – Nem todos são perfeitos, Nolo.

(Nolo) – Você acredita em fantasmas? – Lani parecia ficar meio surpresa com o que estava ouvindo. Era como se Nolo estivesse sentindo não só dúvida, mas também a incerteza diante da realidade. – É que na estrada, podia jurar ter visto um. – O líder da Teku suspirava, e ao mesmo tempo, tentava encontrar as respostas para o que queria dizer. – Ninguém sabe disso, mas nós já tivemos um outro integrante na Teku alguns anos antes. O nome dela era Ângela. Poderíamos dizer que na época, ela e o Tone eram inseparáveis. Assim como eu. Formávamos uma espécie de trio que corria junto pelas ruas, como se fosse algo diferente.

(Lani) – Parece que é algo pessoal.

(Nolo) – Eu sou o único que sabe disso. Agradeceria se não contasse isso. Pelo menos, não agora. – Nolo suspirou de novo, enquanto fechava seus olhos. – Ela era a irmã mais velha da Karma. – Lani ficou meio surpresa em ouvir uma confissão dessas. Mas ao mesmo tempo, tentando entender o que Nolo queria dizer. – Ângela ocupava o posto de estrategista da equipe e era ela que pilotava o Chicane antes. Houve um tempo que as duas faziam muita coisa juntas. Karma idolatrava a irmã, mais do que tudo. No entanto, teve um dia que acabou em tragédia. Ângela e Tone estavam disputando uma corrida, era uma disputa amigável. Até que quando ela foi tentar entrar numa rua com o freio de mão, ela perdeu o controle e capotou. O carro pegou fogo e acabou explodindo. Não conseguimos salvar ela. Ela era meio que um dos pilares da equipe. Quando a Karma se juntou a nós, ficou bem claro que ela desejava a perfeição, mais do que tudo. Se espelhando na irmã, pilotando em memória dela. Ela gostava de dizer que corria como se a Ângela estivesse ao seu lado, a guiando como nos velhos tempos.

(Lani) – A Karma nunca contou que tinha uma irmã.

(Nolo) – Ela não era muito de se abrir. Preferia mais disputar as corridas ao invés de falar alguma coisa. No fundo, podia sentir que tinha alguma coisa incomodando ela, e isso me preocupou um pouco. Apesar de não se expressar e de sua personalidade, a Karma tem um bom coração. Só não é de demonstrar muito. Estou falando isso porque eu vi um piloto que fez um gesto que apenas a irmã dela faria antes de uma corrida. Mas eu não quero dar falsas esperanças de que ela possa ter sobrevivido. – Nolo então, olhou para Lani, com a tensão crescendo cada vez mais do que o esperado. – Mas agora, estou preocupado conosco.

(Lani) – Sabe que pode sempre contar comigo, Nolo. – Ele então, foi para o dormitório, enquanto Lani voltou para a sala de controle, suspirando de preocupação com o líder da Teku, que parecia estar sendo consumido pelo passado mais uma vez, sendo que poderia ser pior do que o esperado.

Ao mesmo tempo, em um outro dormitório, Karma meditava, como se estivesse contendo um pouco de calma e controle em seu corpo. Suspirando, ela se manteve na posição de Flor de Lótus, enquanto sentia a calma crescendo cada vez mais em seu corpo. Uma serenidade crescia, ao mesmo tempo que ela dava um sorriso em seu rosto. Enquanto ela meditava, seus pensamentos voltavam para tudo o que enfrentou até agora nos Reinos. Mantendo seu desejo de perfeição, parecendo ser guiada por forças além de sua compreensão, Karma sentia a incerteza crescendo. Mas ao mesmo tempo, conseguia ouvir a voz de sua irmã mais uma vez diante da dificuldade. Sem que ela percebesse, Taro estava olhando para ela, e nisso, ela apenas levantou um de seus dedos, como se estivesse sentindo a presença do membro dos Metal Maniacs, apesar de estar com os olhos fechados. Desse jeito, ele se sentou, ficando em uma posição de meditação, idêntica a de Karma, enquanto os dois começaram a encontrar o equilíbrio de corpo e alma em seus corpos.

No deserto, o Iridium, sendo pilotado por Dresden, continuava no modo camuflagem, enquanto ele analisava alguns traços das habilidades de cada Reino em seu carro.

(Dresden) – Cada Reino que nós adentramos houve uma oposição. Diante da dificuldade, conseguimos nos adaptar a cada uma delas. – Analisando uma das transmissões que tinha, ele olhava para os Accelechargers que tinham conseguido através de um monitor, sabendo que tudo estava correndo como o planejado. – Não importa o que aconteça, estaremos prontos para o que acontecer. Mesmo que acabemos lidando com certas dificuldades, nós precisamos demonstrar nossa força de vontade. – Dresden falava consigo mesmo, como se fosse uma espécie de lembrete que deveria manter caso quisesse conseguir manter o controle na pista.

De repente, dois carros RD-02 dos Racing Drones surgem atrás de Dresden, para a surpresa dele. Certamente era algo que nem mesmo o antigo piloto da Corrida Mundial esperava. Por um breve momento, ele pensava que a maior ameaça já tinha acabado. Mas estava enganado. Tentando ativar o modo camuflagem, um dos carros dispara uma esfera que desestabiliza os controles e habilidades do Iridium, obrigando Dresden a tentar se livrar dos Drones com suas próprias habilidades como piloto. Dando tudo de si, ficava bem claro que as coisas estavam se complicando mais do que o esperado. Puxando o freio de mão de seu carro, Dresden começou a despistar cada vez mais os carros RD-02, mas eles continuavam atrás do Silencer, um sinal de que eles estavam se adaptando as habilidades de pilotagem dele.

(Dresden) – Problema interessante. – Ativando o comunicador, ele tentou contato com a base dos Silencerz, ao mesmo tempo em que ficava bem claro que as coisas estavam se complicando. – Aqui é Dan Dresden, número de série 165265, solicitando com o Major Wheeler!

(Major Wheeler) – Qual o problema, Dresden?

(Dresden) – Os rumores são verdade! Tem dois carros dos Drones atrás de mim! Estou tentando despista-los, mas eles danificaram uma parte dos equipamentos do meu carro.

(Major Wheeler) – Alguns dos nossos operativos estão por perto da região. Isso é tudo que eu posso dizer. – Desativando a comunicação, Dresden viu a curva se aproximando mais perto do que o esperado. Ativando a camuflagem holográfica, ele conseguiu ocultar sua presença, mas ainda assim, os Drones ainda estavam atrás dele. Do nada, dois Technetium surgiram atrás dos carros, e usando um pulso eletromagnético, esses pilotos fazem os veículos dos Racing Drones capotarem. Nisso, Dresden para o Iridium, e nisso, os pilotos dos Technetium retiram seus capacetes, revelando a si mesmos como Tono e Griffin, mais dois integrantes da Corrida Mundial.

(Tono) – Você quer entregar a localização da base para nossos inimigos, Dresden? – Tono o agarrou pelo pescoço, enquanto Dresden empurrou o antigo competidor da Corrida Mundial, mantendo uma certa distância.

(Dresden) – Eles apareceram do nada. – Do nada, eles viram que uma das cabeças dos Drones ainda estava funcionando. Dresden então, foi em direção a um dos carros e pegou a cabeça, com uma raiva em seu rosto. – Me digam o que querem! Agora!

-Vocês não sabem de nada... São tolos em acreditar que com a derrota de Gelorum, não existimos mais. Como se fôssemos sombras do passado. Mas não. Isso é só o começo. – O Drone começou a falar, como se estivesse entregando uma mensagem para o trio de pilotos.

(Griffin) – Do que será que ele tá falando?

-Vocês devem ter muito cuidado com suas ações. A passagem do mundo dos Accelerons é algo um tanto diferente. Mesmo que tentem, vocês estarão fadados ao fracasso. Não se pode impedir as mudanças e mesmo que consigam... Sucumbirão ao nosso poder. O legado de Gelorum se reerguerá... – As palavras frias e gélidas do Racing Drone demonstrava a mais pura frieza e o calculismo diante do que estava acontecendo. Dresden soltou a cabeça da máquina no chão, com uma raiva em seu rosto. – E quando isso acontecer, nada poderá nos deter...

(Dresden) – Verei vocês no inferno, seus desgraçados! – Dresden pisou na cabeça do Drone, destruindo ele. Mas ao mesmo tempo, deixando o trio intrigado com o que estava acontecendo. No entanto, era a prova que precisavam. A prova de que os Racing Drones tinham voltado...

QG dos Silencerz...

O Major Wheeler olhou para o monitor e a câmera do carro de Dresden, vendo as filmagens de tudo o que estava acontecendo, praticamente confirmando que o que ele tanto temia aconteceu: Os Racing Drones estavam de volta. Mas ele não esperava que eles fossem capazes de emboscar sua própria equipe. Sem contar o fato de que poderia haver um traidor entre as fileiras dos Silencerz que teria devolvido os Accelechargers dos pilotos das duas equipes, e isso era algo que estava o deixando meio nervoso. Nisso, Esmeralda Sanchez se aproximou do Major, enquanto ele olhava os monitores.

(Esmeralda) – Isso é um sinal de que devemos nos preocupar. – Analisando as filmagens mais uma vez, o Major Wheeler se perguntava sobre qual seria o próximo passo de seus inimigos.

(Major Wheeler) – Os Racing Drones sempre visaram a perfeição e o desejo de conquista nas corridas. A ambição de Gelorum pode ter chegado ao fim, mas isso apenas demonstra que a maior ameaça para nossos planos ainda não foi detida. – Analisando os Accelechargers que tinham com eles, ele olhou através de uma janela os cientistas que comparavam e analisavam o círculo de Vert com o Anel do Poder que tinham conseguido. – Nós temos tudo o que Gelorum já teve em mãos. Mas agora, parece que não conseguimos entender como eles funcionam.

(Esmeralda) – Os Accelerons tinham muitos segredos que os seres humanos não conseguiriam descobrir. – Olhando para os cientistas, Esmeralda apenas suspirou, demonstrando incerteza. – Parece que o segredo por trás do Anel do Poder era um deles.

(Major Wheeler) – Nós começamos isso, mas não podemos parar. Não agora que temos tudo em mãos. – O Major Wheeler olhava os arquivos de cada piloto, enquanto suspirava de preocupação. – Eu só não consigo entender uma coisa. Quem daria teria coragem de sumir com os Accelechargers que nós tínhamos? Ainda mais os que eram dos pilotos do Tezla?

(Esmeralda) – Não devemos julgar quem fez isso, Major. Você sabe que no fundo, tanto os pilotos da Teku quanto da Metal Maniacs precisam deles, porque no fundo, caso eles estivessem nos Reinos sem um Accelecharger, provavelmente eles seriam mortos. No fundo, você pode até acreditar que os pilotos conseguiriam correr sem eles, mas a verdade é que até mesmo alguém precisa de ajuda. – Os dois então, olham um para o outro, sentindo a incerteza em seus corpos, por causa dos recentes eventos. – Desde que começamos a entrar nos Reinos, o senhor foi quem mais colocou fé na conquista não só dos Accelechargers, mas de todos os Reinos.

(Major Wheeler) – E agora, meus superiores querem a minha pele por ter deixado que alguém escapasse da base com Accelechargers. Isso está se tornando um desastre diante de tudo que eu já enfrentei antes. – Pouco a pouco, ele olhou para a foto de sua esposa na mesa, enquanto pensava no que mais poderia vir. – Esse pelotão já enfrentou muita coisa, mas agora, mesmo que eu queira ou não queira, os meus superiores querem saber quem é o possível traidor.

(Esmeralda) – Nós somos leais a causa dos Silencerz, Major. Mesmo que não pareça que estamos no nosso melhor momento, ainda temos um bom motivo para agir. – De repente, o anel começa a emitir um brilho, revelando o que parece ser um mapa holográfico, surpreendendo o Major Wheeler. Olhando para o que estava em sua frente, ele, Vert e Banjee olharam para as localizações que estavam aparecendo, ficando meio surpresos.

(Vert) – O que é isso?

(Major Wheeler) – Parece que o Anel do Poder está nos mostrando um mapa dos Reinos que cada um dos pilotos apareceu. É como se fosse o Anel mostrando partes desse Multiverso criado pelos Accelerons. – Nisso, os pontos começaram a se unir, um do lado do outro, formando uma espécie de frase que ficou visível para todos os pilotos. – Mas o que?

(Vert) – Tem um aviso: Para todos aqueles, pilotos que almejam os segredos do universo. A Corrida Final entre os mundos dos Reinos de Corrida não significa o fim de tudo. Quando vocês correm pelos Reinos, vocês renascem como Acceleracers. Mas o que não mostramos a vocês, ainda é algo a seus critérios. Julguem ou não julguem. Falem ou não. Nos apoiamos em nossos segredos e mistérios, mas os Reinos sempre visaram testar o piloto perfeito. Aquele que poderia ser capaz de se tornar mais do que os olhos podem ver. A Via 35 mostrou a capacidade do ser humano de se superar a cada corrida. A cada realidade e trajetória. Nosso Multiverso é extenso, transcendendo barreiras e realidades impostas por nossa autoridade. – Vert lia tudo o que estava escrito, demonstrando que ele realmente estava entendendo o que estava acontecendo. Os Accelerons pareciam ter deixado uma espécie de mensagem oculta no Anel depois do fim da Corrida Final. – Mas acima de tudo, está a chance do Recomeço. Do renascimento definitivo. Então tomem cuidado, porque vocês estarão lidando com forças além de sua compreensão. – O holograma então, se dissipou e ao mesmo tempo, cada um dos que estavam analisando ficaram completamente espantados e perplexos com o que tinha acontecido.

(Banjee) – Mas o que que foi isso?

(Major Wheeler) – Um sinal. Um sinal de que os Accelerons deixaram muito mais para nós. A Corrida Final não foi o fim de tudo. Isso deixa bem claro que os Reinos de Corrida irão se abrir muito em breve. Mas isso será uma jornada meio perigosa, ao que tudo indica.

(Vert) – Eles deixaram essa mensagem por um motivo. Agora devemos a eles cumpri-la. Quando os Reinos se abrirem, ficaremos prontos para o que vier.

A mensagem foi lançada no ar. O desejo dos Accelerons e a vontade deles agora se mostrava mais do que um desejo. Era a mensagem oculta que eles precisavam. A mensagem que os Silencerz precisavam saber para descobrir que ainda havia Reinos que não foram completados. Agora ficava mais do que claro que um novo conflito estava prestes a começar.

Continua...


Notas Finais


Agora ficou claro? Esse é o caminho do recomeço. De uma nova jornada além da compreensão. O que vocês verão nos próximos capítulos será algo totalmente diferente do que o imaginado. Pouco a pouco, veremos alguns segredos sendo revelados, inclusive algumas corridas emocionantes. Espero que tenham gostado e até a próxima!


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