História Hotel California - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens Byun Baek-hyun (Baekhyun), Do Kyung-soo (D.O), Huang Zitao (Tao), Kim Jong-dae (Chen), Kim Jong-in (Kai), Kim Jun-myeon (Suho), Kim Min-seok (Xiumin), Lu Han (Luhan), Oh Se-hun (Sehun), Park Chan-yeol (Chanyeol), Personagens Originais, Wu Yifan (Kris Wu), Zhang Yixing (Lay)
Tags Chanbaek!kids, Hunhan!kids, Kaisoo!kids, Sulay, Taoris, Xiuchen!kids
Visualizações 29
Palavras 7.444
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Cá estou eu de novo, eu sei que tenho mais duas fics pra atualizar mas a inspiração me veio e eu criei essa, era pra ser uma short fic, mas decidi que vou prolongar um pouco mais.

Não desistam das minhas outras duas fanfics, please, eu vou atualizar, é que eu tava ocupada todo esse tempo.

Beijos de luz, espero que curtam.

Capítulo 1 - Viajem para Califórnia


Fanfic / Fanfiction Hotel California - Capítulo 1 - Viajem para Califórnia

O dia havia começado cheio para Kim Junmyeon. Seu filho caçula; Sehun, estava chorando desde as três da madrugada por conta de cólica. Desde então o mais velho embalava a criança no colo tentando fazê-la se acalmar, havia saído do quarto de Sehun e o levara para o seu, estava sentado na cama de casal com seu segundo filho mais velho, Baekhyun, esse que dava indícios de que ia acordar se Sehun continuasse com seus choramingos.

Não que Baekhyun não tivesse quarto, pelo contrário, dividia o cômodo com o irmão mais velho. Porém, às vezes ficava de manhã e pedia para dormir com  pai.

Resolveu se levantar e ir para outro canto da casa tentando destrair o filho. Ao chegar na cozinha sentiu mãozinhas puxarem seu samba-canção, deu um pulinho de susto mas quando viu que era seu terceiro filho; Kyungsoo, se sorriu para o menor. Ele estava com o rostinho inchado de sono e seus olhinhos grandes estavam entreabertos.

— Papai, o Sehun está com dor? — Sua voz estava embargada pelo sono porém Suho conseguiu entender o pequeno.

— Desculpa se te acordamos. — Segurou o caçula num braço enquanto levava a mão livre até o outro, arrumando sua franja. — Ele só está com cólicas, vão passar logo, volte a dormir.

— Eu posso ficar aqui, fazendo companhia. — Puxou o pai até a sala e o empurrou levemente para que se sentasse. Logo subiu no sofá e encostou a cabeça no ombro do mesmo, e começou a brincar com as mãozinhas do irmão.

— Ainda está de madrugada, pode descançar um pouco, Kyung.

— Não... Eu vou ficar acordado... — Mal terminou de falar e caiu no sono, encostado no pai. Junmyeon riu com a cena, e quando percebeu, Sehun já havia parado de chorar e agora estava entretido com seus próprios dedos. 

— Agora você fica quieto né. — O bebê apenas riu para ele, mostrando seu sorriso banguela com alguns dentes da frente quase nascendo. — Vou fazer gagau para você, fica quietinho. — Pôs o menor no chão e com cuidado deitou Kyungsoo no sofá, andou até a cozinha e pôs um pouco de água no fogão. Olhou no relógio de pinguim — escolhido por Kyungsoo — que ficava ao lado da geladeira e viu que ainda era quatro e vinte e três da madruga, então pegou o leite em pó em um dos armários e colocou junto à água, em seguida adicionou açúcar e chocolate em pó. Ouviu as risadinhas do caçula perto de si e sentiu ele abraçar sua perna esquerda.

— Papa. — Sua voz aguda soou pelo cômodo.

— Papa ‘tá fazendo seu chocolate. — Adicionou à mistura amido de milho misturado com leite e mexeu até ficar pronto. — Você quer tomar gelado ou quente?

— Gelado. — O mais velho colocou a mistura na geladeira e pegou a mamadeira de Sehun. Esterelizou o bico de silicone e esperou mais um pouco para que o mingau pudesse esfriar um pouco, abriu a geladeira e pegou a mistura de dentro. Pôs tudo na mamadeira e deu ao caçula, que assim que pegou o objeto correu para o sofá e subiu no mesmo, sentando ao lado de Kyungsoo.

Andou até Sehun e falou baixinho para não acordar o outro.

— O papai vai tomar banho, ‘tá bom, não faça barulho e não saia do lado do Soo. — Recebeu apenas um aceno do filho.

Saiu da sala indo até seu quarto e pegando uma muda de roupa, foi ao banheiro fazendo sua higiene e sem demorara muito, pois tinha deixado uma criança de dois anos sozinha na sala. Se vestiu e pôs as roupas de dormir num cesto de roupas sujas. Voltou para o quarto para pegar seu celular e viu que eram quase seis da manhã, ou seja, hora de fazer o café dos meninos. Era o último dia de aula de Minseok, seu filho mais velho e Baekhyun; os dois estudavam na mesma escola, Kyungsoo já estava de férias há uma semana, mas continuava a acordar cedo para ver os irmãos indo para a escola. 

Já na sala o Kim viu Sehun deitado em cima de Kyungsoo, seria uma cena linda se o caçula não estivesse quase se jogando, junto com o irmão, em direção ao chão. Os arrumou, os deixando mais confortáveis.

Na pia da cozinha terminava o lanche dos  meninos, um sanduíche natural e um suco de laranja. Sentiu um abraço por trás, e ao se virar viu o filho primogênito de uniforme e com os cabelos bagunçados, esfregando os olhos.

— Bom dia, papai. — Finalmente abriu os olhos felinos, encarando o pai.

— Bom dia, último dia de aula, preparado? — Sorriu encorajador, porém o menino apenas fez uma cara tediosa.

— Tenho mesmo que ir? Ninguém faz nada no último dia mesmo.

— Min, não quer ver seus amigos mais uma vez, antes das férias? — Colocou os lanches nas lancheiras dos filhos.

— Exato. — Sentou à mesa e esperou o pai servir o café, Junmyeon riu com a sinceridade do filho. 

— Onde está Baekhyun? — Falou servindo suco de uva e tirou do armário algumas torradas de grãos, em seguida pegou um copo para colocar o suco e servir à mesa.

— No banho, ele deve estar saindo.

— Pode chamar o Soo para tomar café? — Minseok murmurou um ''sim'' e foi até o sofá acordando o irmão. Kyungsoo se levantou e Sehun também acordou, seguindo o irmão. — Kyung coma e depois  tome um banho, vamos deixar os meninos na escola

— ‘Tá bom, papai. — Junmyeon saiu da cozinha trazendo Sehun consigo, foram atrás do segundo filho. 

Entraram no banheiro porém não tinha ninguém, então o Kim mais velho presumiu que ele estaria no quarto pondo o uniforme. Ao chegar no quarto dos filhos viu Baekhyun de cueca e colocando as meias.

— Ah, papai! Bom dia, oi Sehunnie. — Disse animado. Sabia que Baek gostava dos colegas de turma, pensou que ele estaria abatido por se separar da classe por certo período.

— Baek. — Sehun balbuciou, gostava do irmão, principalmente das brincadeiras que faziam juntos. — Baek.

— Último dia de aula, pensei que estaria triste por ficar sem ver os colegas.

— Que nada, eu vou ficar sem ter que acordar cedo, isso é bem mais legal. E eu vou poder dormir tarde, assistir desenho e comer um monte de besteira, não é papai? — Sorriu sapeca colocando a calça do uniforme e em seguida a camisa.

— Não exagere Baekhyun, e você é muito pequeno 'pra dormir tarde.

— Eu já tenho sete anos, pai. — Fez birra e logo voltaram para a cozinha para que pudesse tomar café.

Kyungsoo já estava arrumado, Sehun também então saíram de casa indo em direção ao ponto de ônibus. Por conta das dificuldades Suho ainda não havia conseguido comprar um carro, mas isso não significa que não desejasse o automóvel. Ao subir no ônibus Minseok e Baekhyun correram para as cadeiras altas, Kyungsoo foi atrás se sentando no colo do último citado. Junmyeon pediu para que Min carregasse Sehun no colo. O caçula ficava entretido vendo a paisagem andar de dentro do ônibus.

Ao chegar num ponto próximo à escola dos mais velhos, desceram e andaram até seu destino. A escola não era tão grande, mas a qualidade de ensino era boa. As crianças se despediram do pai e correram para dentro, e Junmyeon como sempre, reclamava para que eles não corressem, poderiam se machucar ou machucar alguém.

Se afastaram da escola indo em direção ao mercado. O mais velho precisaria reabastecer sua despensa e comprar alguns mordedores para Sehun, e talvez comprasse algumas besteiras para comerem de noite.

— Kyung vamos fazer compras, não desgrude de mim entendeu? —  Falou pegando uma cesta para colocar os produtos dentro. O menor apenas acenou com a cabeça e segurou no bolso da bermuda do pai, era o único lugar que alcançava, não via a hora de ficar mais alto; como os irmãos mais velhos.

Após certo tempo, Junmyeon estava escolhendo algumas carnes, já havia colocado na cesta produtos de limpeza, fraldas para Sehun, leite e chocolate para fazer o ''gagau'' do caçula e Soo, algumas verduras, cereais, frutas e certas guloseimas para as crianças. Faltava apenas a carne e o mordedor de Sehun, o menor chegava a chorar por conta dos dentinhos nascendo.

Pôs a cesta no chão e segurou o filho menor com um braço, escolhendo com a outra, carne vermelha ou branca.

— Papai, é o tio Kris ali, olha. — Apontou Kyungsoo, porém o outro Kim não havia escutado, estava escolhendo as carnes, optou por fazer frango frito para o almoço. Quando ia colocar as duas bandejas de frango na cesta percebeu que Kyungsoo não segurava mais o bolso da sua bermuda. Rapidamente levantou a cabeça procurando pelo filho, não era horário de pico, mas o super mercado estava cheio. Kyungsoo era miúdo, há poucos segundos estava com ele perto de si.

Suho sentiu as pernas tremerem de pânico, e se tivessem roubado sua cria? Jamais iria se perdoar por tal descuido.

— Soo.

— O quê? -- Ao ouvir a fala do menor Junmyeon ficou alerta. — Diz de novo, bebê.

— Soo. — Apontou para um lugar não tão distante. Estava ali a pouco tempo atrás; o balcão de horti-fruti. Percebeu uma figura alta com seu filho, reconhecia bem, era seu irmão por parte de mãe; Kris. Suspirou aliviado, tentou se recompor, um peso enorme saiu de suas costas. Pegou a cesta do chão e foi até o irmão mais novo.

Os dois ainda não haviam sentido sua presença, apenas quando Suho tocou no ombro do irmão ele se virou para vê-lo.

— Suho. Oi, Kyungsoo me viu e veio fazer companhia.

— Kim Kyungsoo, eu disse para não sair de perto de mim.

— Mas é só o tio Kris.
 
— Mas e se fosse um estranho que você confundiu com o tio? — Perguntou um pouco alterado, fazendo o menor se encolher atrás de Kris. — Kyungsoo. Só... Não repita o que fez. — Suspirou novamente, sentindo que mais tarde uma dor de cabeça viria.

— Ei, relaxa, ele ‘tá bem, viu? — Abraçou Suho. — Oi, Hunnie. — O pequeno riu ao reconhecer o tio, e logo esticou seus bracinhos gordinhos pedindo o colo de Kris e rejeitando o de Junmyeon.

— Seu desnaturado. — Disse do caçula logo após entregá-lo para o irmão. — Você veio sozinho? Ou com a Joy?

— Não estou com ela faz quase um ano. Eu tô com um carinha aí. — Era verdade que Kris e Joy viviam brigando, tinham um gênio forte, mas no final sempre voltavam, parece que agora os dois resolveram se tocar e terminar o que tinham de uma vez. — Ele é chinês, que nem eu.

— E a Joy, que fim levou?

— Daquela água jamais voltarei a beber. Sabe com esse carinha é tudo diferente. E é até bom assim, a Joy com outras pessoas e eu com ele.

— E qual o nome do indivíduo?

— Huang Zitao. — Sorriu fazendo Junmyeon também sorrir. — Ah, é ele ali. Taozi!

Um rapaz de quase mesma altura de Kris se aproximou, tinha olhos marcados pelas olheiras fundas. O rosto era bem desenhado, o nariz fino era o toque final em sua aparência, era magro e tinha cochas bem marcadas pelas roupas. E que cochas, Suho quase sentiu inveja, mas aí lembrou que todo o trabalho que tivera esses últimos anos cuidando dos filhos, havia ajudado ele à ganhar certa massa muscular.

— Oi. Quem é esse? — Perguntou sorrindo e entregando uma sacola com algumas maçãs dentro.

— Meu irmão. Aquele que eu te falei.

— Oh, Junmyeon, certo? -- Nem esperou o Kim confirmar. — Kris falou muito de você, disse que é  um bom irmão, que é responsável e que cuida dos seus filhos muito bem. Inclusive falou que o admira, não é mesmo, Kris? — Sorriu para o mais alto o fazendo se envergonhar. — E essas gracinhas, são seus filhos?

— Sim, os mais novos, Kyungsoo, meu terceiro filho e Sehun, meu caçula. — Apontou respectivamente para suas crias. — Digam 'oi' crianças.

— Oi, sou o Kyungsoo. — Estendeu a mãozinha para o chinês recém chegado, e logo seu aceno foi retribuído.

— Oi. — Sehun falou rápido. Sua voz aguda fez Zitao rir, gostava de crianças, as achava uma graça. O mais novo dos Kim estendeu os braços novamente, só que dessa vez para Zitao. Ao ir para o colo dele, pegou a coisa que mais havia lhe chamado atenção; o óculos escuro de Zitao, encaixado no topo de sua cabeça.

— Você gostou? — Fez uma voz fofa para falar com o bebê.

— Você já acabou de fazer compras? Poderíamos ir juntos até a sua casa, eu pretendia passar lá de qualquer forma. — Deixou de lado a conversa sem sentido entre Tao e Sehun.

— Eu estava indo para o caixa pagar tudo, vamos nessa. — Partiram para o caixa, na volta do supermercado, pegaram carona no carro de Kris. Zitao carregava o caçula Kim, enquanto Kyungsoo ia quieto ao lado do pai. Ainda acuado pelo mínimo sermão ainda pouco. Não era um filho trabalhoso, e achou que ir ver o tio era algo que não ia alarmar seu pai. Porém pensou o contrário.

A viajem foi curta, logo estavam na residência de Junmyeon. Kris ajudava Suho a tirar as compras do carro e pôr elas para dentro, enquanto Zitao carregava Sehun e conduzia Soo. Ao passar pela porta Kyungsoo correu para o quarto que dividia com o irmão mais novo. Sehun pediu para descer do colo e Zitao foi ajudar Suho a guardar as compras feitas.

— Não reparem na bagunça. — Pediu mesmo a casa estando arrumada o suficiente. — Sehun estava com cólica desde madrugada — Guardou as frutas, verduras e o frango na geladeira e tirou da embalagem o mordedor de Sehun, entregando ao mesmo em seguida.

— Parece que ele gostou. — Kris disse ao terminar de colocar o resto de compras no armário.

— Yifan, o que você queria comigo? Disse que iria passar aqui de qualquer forma.

— Ah bem, é que eu, Zitao e os pais dele tínhamos uma viajem ‘pra Califórnia, iríamos passar as férias lá.  — Caminharam até a sala se sentando no sofá.

— Sim, mas a minha mãe ficou doente esse final de semana e resolvemos não viajar, ela mesma disse que não iria poder aproveitar a Califórnia doente.

—  Sendo assim, achamos que você poderia ir no nosso lugar, poderia levar as crianças e assim vocês iriam se divertir. — Sugeriu. — E eu sei o quanto você precisa de um descanso.

— Eu não sei, o Sehun ainda é muito pequeno e-

— Não se preocupe, já compramos a passagem do Sehun, considere isso como um presente, por ser um bom pai e irmão. — Entregou as cinco passagens para o Kim.

— Kris...

— Só queremos que você e os meninos aproveitem as férias.

— Por favor, Junmyeon. — Pediu Zitao. — Aceita.

Sem ter saída, e após certo tempo de insistência Suho aceitou as passagens. Após ficarem conversando mais um pouco na sala Kris e Zitao decidiram voltar para o apartamento que dividiam, e Junmyeon decidiu fazer o almoço, frango frito e algumas verduras. Viu que a casa estava quieta demais, passou o olho pela sala e viu Sehun deitado no sofá com o mordedor de gatinho na boca. Faltava Kyungsoo, lembrou que o menor havia corrido para os quartos, sendo assim foi atrás dele.

Ao entrar no cômodo encontrou Kyungsoo sentado no chão, entretido com os lápis de cor e uma folha branca. Desenhava uma paisagem com seis pessoas juntas, o mais velho se sentou ao lado o menor passando as mãos em seus cabelos cor de ébano. O menor agia como se não o visse ali, Junmyeon sabia que era seu jeito de dizer que estava chateado com o pai.

— Quem são? — Perguntou ao menor apontando até a superfície lisa do papel.

— Nós. — Disse unicamente, o pai murmurou um pedido de desculpas próximo à Kyungsoo, que em resposta virou-se para Suho e o abraçou forte. Mas em seguida o largou pegando o papel e mostrando melhor para o outro. — Esse é o Xiumin. — Chamou o apelido do irmão mais velho mostrando o pequeno homenzinho no canto da folha. — Esse é o Baekhyun, esse sou eu e esse é o Sehun.

Apontou para cada desenho na folha, sorridente o pai via os rabiscos do filho, que mesmo com pouca idade dava indícios de que seria bom com desenhos.

— E esses dois aqui? Quem eles são? — Apontou para os dois desenhos maiores na folha.

— Esse é você! E essa é... É a mamãe. — Sorriu triste para Junmyeon. — Papai, você acha que a mamãe lembra de mim?

— Soo, eu tenho certeza que ela lembra de você e dos seus irmãos.

— Eu quase não lembro dela, não lembro do rosto dela e nem dos abraços. — Botou o papel no chão novamente. — Porque não temos fotos com ela, papai?

— Ela... Ela não gostava muito de bater foto, então não tínhamos nenhuma. — Mentiu. A verdade era que resolveu se livrar de tudo que lembrasse sua ex-mulher, fotos, alguns móveis, algumas roupas, perfumes. Desde então era como se tivesse uma vida nova, sentia que aos poucos os filhos iam se esquecendo da mãe.

Minseok e Baekhyun eram os únicos que mais tinham convivido com a mulher, logo, eram os que mais tiveram dificuldades de desapegar, principalmente Baekhyun. Ele passava noites e noites perguntando da mãe, por onde ela estava, se ela ia demorar para voltar. Junmyeon sentia o peito apertar quando escutava aquilo do filho. O primogênito não fazia o mesmo que o irmão, sentia saudades, Suho sabia porém Minseok nunca demonstrava, nunca demonstrava sua fraqueza ao lembrar da mãe, invés disso ele sempre se isolava, lia um livro ou procurava passar um tempo com os irmãos mais novos.

— Você acha que ela gostava de mim e dos meus irmãos?

— Claro. — Kyungsoo brincava com seus próprios dedinhos.

— Então, porque ela foi embora? — Fez um bico chateado.

— Ela era alguém que gostava de ser livre, Soo. E ela se sentia presa à mim, então eu resolvi deixá-la ir. — Viu o outro baixar o olhar. — Mas porque estava querendo saber dela? Não está querendo ficar comigo? Eu estou começando a ficar com ciúmes.

— Não papai, eu sempre vou querer ficar com você. — Empurrou o desenho para longe e pulou no colo do pai o abraçando, novamente, forte. — Não precisa ficar com ciúmes, eu sempre vou querer você, papai.

— É mesmo? — Sorriu com a declaração. Kyungsoo em resposta apenas balançou a cabeça e murmurou o "sim". — Eu te amo, você sabe, não é?

— Eu sei, e eu também te amo, papai, muito. — Beijou a bochecha do pai.

— Mais um beijo. — Pediu dando a bochecha para o filho, que pegou o rosto do pai com as duas mãos e lhe beijou a bochecha novamente. Ouviram pequenos passinhos se aproximando, e risadinhas foram escutadas vindas do corredor dos quartos. — Sehunnie quer se juntar à nós. — Riu.

— Papa! — Gritou o caçula, passando pela porta e correndo até os dois. — Gatinho!

— Gatinho, Hun. — Concordou Kyungsoo.

— Você pode ficar desenhando com ele? Eu vou começar a fazer o almoço. Se quiser leve-o para a sala e fiquem assistindo algum desenho.

— Vamos buscar Min e Baek?

— Sim, mas só depois. Ainda vou fazer nosso almoço e vou tomar um banho.

—Papai, você não ‘tá mais bravo por eu ter ido atrás do tio Kris, né? — Tentou pegar o irmão no colo, desistindo e o puxando pela mão para se sentar ao seu lado.

— Soo, foi só um susto, eu não ‘tô bravo com você.

O Kim saiu dali, deixando seus filhos desenhando. E foi preparar o almoço, tratou de separar algumas verduras das outras, e cozer por mais tempos as mesmas para Sehun, afinal seus dentinhos estavam nascendo. Já estava até se acostumando a fazer sempre coisas pastosas para o caçula.

Assim que feito o almoço, Suho correu para seu quarto, pegando uma muda de roupa e sua toalha, se dirigiu ao banheiro se despindo e tomando outro banho. Ao sair deu uma olhada no quarto onde seus mais novos estavam, os dois se ocupavam com a variedade dos lápis de cor e os papéis no chão. Após ter conferido suas crias voltou para seu quarto, para se vestir.

Colocou uma bermuda jeans simples e uma camiseta social rosa, calçou um par de sandálias e saiu atrás das crianças. Ao entrar novamente no quarto sentiu um forte fedor ali, identificou que seu filho mais novo havia enchido a fralda que usava e o resultado não fora nada bom.

— ‘Tava demorando, né, Hun?

Pegou Sehun no colo e foi até o pequeno balcão no quarto, onde usava para trocar o menino. Deitou o menor, tirou-lhe a fralda suja, colocando no lixeiro de plástico e pegou um pacote de lenços umedecidos e o talco, não muito longe.

— Meu Deus, isso ‘tá horrível, Sehun. — Torceu o nariz por conta do fedor tomando conta do local. O que obteve em resposta foram as risadas de Kyungsoo e Sehun. — Vamos mudar algumas coisas na sua refeição, sem mamão e manga por um tempo, deve ser isso que solta seu intestino.

Kyungsoo saiu do quarto indo até a cozinha beber água, sabia como pegá-la do filtro. É só subir na cadeira e pegar o copo, pensou. Sendo assim, arrastou uma das cadeiras e se pôs em cima delas, esticou os bracinhos e pegou um copo. Segundos depois estava bebendo água, quase quente pelo fato do pai ter esquecido de trocar a água e pôr gelo, mas estava bebendo. Aliás, sempre escutava Suho dizendo que não o deixava beber água absurdamente gelada, pois, fazia mal para a garganta.

Já tendo terminado de beber água, Kyungsoo olhou para o relógio de pinguim, que escolheu para a decoração, no canto da cozinha. Os dois palitinhos, como dizia, estavam juntos apontando para o doze. O menino sabia que era naquele horário que os irmãos saiam da escola. Correu para o quarto vendo o pai abrindo as janelas e Sehun no chão.

Andou até o mais velho puxando sua bermuda, esperou Junmyeon se virar para que dissesse algo.

— Papai, os palitinhos estão no doze. — Ergueu os bracinhos em direção ao céu, os unindo no fim, querendo imitar os ponteiros do relógio. — Os meninos devem estar saindo, papai.

— Sim, vá logo calçar seus sapatos, e já estou indo com Sehun. — Kyungsoo correu até o guarda-roupas e de dentro do mesmo tirou uma caixa, onde estavam todos os seu sapatinhos, pegou o que sempre usava para sair. Eram práticos e tinham elásticos invés de cadarços o que dava mais praticidade ao pequeno.

Assim que os calçou correu até a sala sentando-se no sofá e esperando o pai.

Junmyeon ainda no quarto pedia para que todo aquele odor, que as fezes do filho caçula tinham provocado, saísse logo dali através da pequena janela no quarto dos meninos. Resolveu deixar a janela aberta até que voltassem com Minseok e Baekhyun, o bairro não era perigoso, e a família dos Kim era conhecida de todos, então poderia sair tranquilo e voltar descansado.

Pegou a bolsa canguru que antes usava para carregar Kyungsoo, e a vestiu, pegando em seguida Sehun e o colocando na bolsa de frente para si. Ao chegar na sala pegou a mão de Kyungsoo e assim foram até a escola de Min e Baek.

O caminho que fizeram de manhã estava sendo refeito, desceram do ônibus e andaram mais um pouco, a escola já podia ser vista, alguns pais também já buscavam seus filhos. Ao chegarem perto do portão, avistaram os dois Kim sentados nos bancos, não muito longe. Quando conseguiram avistar Suho, os dois correram até o mesmo, como sabiam, o último dia de aula era só enrolação. Veriam os coleguinhas e a professora, não teriam aula então poderiam ficar brincando e conversando, sem exaltações,  e logo bateria o horário indicando o fim das aulas.

— Como foi?

— Como sempre, pai, ficamos sem fazer nada, só conversando. — Disse Baekhyun.

— Então quer dizer que queriam aula? — Perguntou ao primogênito.

— Não. — Arregalou os olhos.

— Encontramos o tio Kris, hoje.

— É mesmo, Soo? — Baekhyun segurava a mão do mais novo. Kyung balançou a cabeça explicando que os encontraram no supermercado. — E ele estava com a chata da Joy?

Bem lembrado, Kyungsoo não gostava da ex-namorada do tio, ele por sua inocência achava que ela passava tempo demais com Kris, e que por isso o mais velho não tinha tempo para brincar consigo.

— Não, ele estava com um moço, muito bonito. — Disse com um sorriso. — Acho que agora ele terá mais tempo para brincar comigo, não acho que o moço vai passar muita tempo com o tio Kris, que nem a Joy.

— Kyungsoo eles são namorados, é normal que Kris passe mais tempo com ele do que com você ou seus irmãos. — Junmyeon explicou tentando fazer o pequeno entender.

— Papai, podemos ir tomar sorvete? — Perguntou Minseok recebendo gritinhos animados de Sehun, o menor gostava de sorvete. O primogênito estava animado lembrando-se do que aconteceu ainda pouco. Chanyeol, o melhor amigo de Baekhyun, havia o convidado para ir tomar sorvete na sorveteria do Senhor Park, que ficava somente à dois quarteirões dali, porém Baekhyun disse que só iria se o irmão também pudesse ir, e assim Chanyeol teve que convidar Minseok.

— E porquê quer sorvete agora?

— Porque o amigo do Baekhyun convidou eu e ele para tomar um. Fica perto daqui, vamos.

— Quem é, Baek? — Suho perguntou seguindo o seu primogênito, assim como os outros Kim.

— É o Chanyeol, ele senta do meu lado. — Deu de ombros. — Não precisamos ir se o senhor não quiser. — Apertou a alça da mochila. Minseok sabia que Chanyeol

— Vamos sim, mas pediremos para viagem, vocês podem comer depois do almoço.

— Moço? — Sehun disse com um bico nos lábios.

— Almoço, Hun. — Riu do filho. — Almoço.— Repetiu lentamente.

— Eu quero um de chocolate belga. — Kyungsoo disse olhando para o pai e para Baekhyun.

— E eu um de limão. — Sehun concordou com Minseok, dando risadas para o mesmo. — Sim, Hunnie, limão para nós dois.

— Ainda nem chegamos lá, seus esfomeados. — Baekhyun ralhou como se tivesse alguma autoridade.

— Vamos Baekhyun, eu sei que você não recusará o sorvete.

— Posso pedir um de morango? — Sorriu pidão para o pai. Ao chegarem na sorveteria Baekhyun viu o amigo, Chanyeol. Ele estava sentado próximo ao balcão e conversava com um senhor, que os Kim deduziram ser seu pai. Chanyeol parecia estar o esperando já que quando o viu se animou e correu em sua direção.

— Baek! Não achei que fosse vir! — Abraçou o pequeno Kim.

— Oi, Chanyeol. — Enquanto era quase sufocado pelo orelhudinho, Baekhyun sentia seu rosto ficando vermelho.

— Eu trouxe os meus irmãos e o meu pai.

— Oh, olá, sou o Chanyeol. O amigo do Baekhyun. — Fez uma reverência para o mais velho.

— E eu sou Junmyeon, o pai dele.

— Você já me conhece, esse é Kyungsoo e esse, Sehun. — Disse Minseok.

Suho deixou que os filhos ficassem com o pequeno Park enquanto trazia Soo e Sehun até o balcão, para que fizessem os pedidos. Fora o senhor Park quem os atendeu, e como tinha dito pediu para viajem, já com os sorvetes embalados voltou para perto dos filhos e do menino Chanyeol.

— Vamos indo crianças, vocês têm que almoçar.

— Tudo bem. — Disse o primogênito se levantando da mesa em que estava. — Vamos Baekkie, vai ficar aí a vida toda?

— Não enche, Xiumin. — Protestou o outro, também se levantando. — Tchau, Chany. Até depois das férias.

— Até, Baekkie. — Respondeu sorrindo e abraçando o Kim, e sem demora, o gesto foi retribuído.

Baekhyun saiu do local com um sorriso bobo no rosto, os Kim foram até a parada mais próxima e esperaram por um ônibus. Suho desejava que o veículo viesse logo, afinal era quase meio-dia e meia e seus filhos ainda não tinham almoçado, e também se continuassem naquele sol os sorvetes iriam derreter.

— Ele gosta de você.

— Claro, somos amigos, ué.

— Não como amigo, Baekkie, ele gosta de você assim como o papai gostava da mamãe. — Riu o mais velho tentando perturbar o irmão.

— Não enche, Xiumin! — Exaltou o segundo filho. Não demorou muito para que um veículo de metal de aproximasse, subiram e se sentaram na parte traseira do ônibus. O resto do caminho fora seguido pelas picuinhas entre Xiumin e Baekhyun, ambos se provocavam, Min era incentivado por Sehun que ria de suas palhaçadas, Junmyeon ria do comportamento dos filhos e os repreendia quando passavam dos limites.

Ao chegarem em casa Suho pediu para que os mais velhos fossem tomar um banho antes de almoçar, enquanto isso ia dar um banho em Sehun e em Kyungsoo, no pequeno banheiro no quarto deles. Mesmo sem ter feito esforço, os meninos estavam melados de suor por conta do sol na pele. Guardou os sorvetes na geladeira e seguiu para o quarto.

— Papa, fome. — O caçula reclamou pondo as mãos na barriguinha depois do pai ter lhe tirado a camiseta com estampa do pororo.

— O papa já vai esquentar a comida. — Tirava com cuidado os sapatinhos de Sehun, deixando-o como veio ao mundo. — Vem, Kyung, vou tirar suas roupas.

Despiu o outro filho completamente e pegou os dois pelas mãos, os levando até o banheiro. Pôs Sehun na banheira para bebê e pegou o shampoo usando primeiramente em Kyungsoo. O caçula estava entretido com os adesivos grudados na banheira de cor rosa, também tinham alguns desenhos de canetinha feitos pelos irmãos.

Junmyeon estava quase acabando de ensaboar o filho, estava colocando um pouco do sabonete líquido na mão e passando nas perninhas e pés de Kyung, ligou o chuveiro e pediu para que o menor se lavasse. Enquanto isso enchia com a mangueirinha a banheira  de Sehun, que fazia ondinhas com o pouco de água que ali tinha.

— Soo, já pode ir se vestir. Eu vou só esquentar a comida e já já a gente almoça.

— Tá bom. — Pegou a toalha que, agora, Suho estendia para si. Saiu do quarto enrolado e subiu na sua cama, se deitando esperando o pai voltar.

Sehun gargalhava pelas cócegas que sentia no corpo, o pai lhe passava sabonete e tentava não acertar seus olhos com a espuma, pegou o shampoo e delicadamente passou nos fios de cabelo do bebê.

— Fique quieto, Hun.

Repreendeu mesmo não conseguindo ficar muito tempo bravo com os filhos, o lavou terminando o banho e buscou a toalha para então carregar a criança no colo. Ao voltar para o quarto viu Soo na cama com a toalha, foi até o guarda-roupa dos dois e pegou uma muda de roupa para o pequeno, já que o mesmo não o fizera, e uma cueca limpinha. Fez o mesmo com Sehun, pegou um macacão leve, uma cueca e uma fralda, deitou o pequeno na cama e o vestiu, passou talco e pomada para assaduras no bumbum gordinho e em seguida vestiu a fralda.

Kyung lentamente se vestia, talvez estivesse com muita fome. Após ambos estarem devidamente apresentáveis foram para a cozinha Junmyeon ligou novamente o fogão e esquentou o alimento nas panelas. Baekhyun e Xiumin chegaram um pouco depois, serviu comida à todos e assim começaram a almoçar.

Junmyeon ainda não havia tocado no assunto da viagem, mas sabia que os meninos aceitariam, afinal, era uma viagem para Califórnia. Claro que lhe custaria um pouco caro, por conta das despesas, por sorte Kris tinha o avisado de que a viagem não incluía um hotel e que teria que arranjar onde ficar por lá.

— Meninos. — Chamou enquanto limpava a sujeira que Sehun fez no seu lado da mesa. — Tenho uma surpresa ‘pra vocês.

— Vamos ganhar um bichinho de estimação? — O primogênito perguntou.

— Não. É algo melhor. — Sorriu para as crianças. Se levantou da mesa e pediu para que eles esperassem um pouco, foi até a geladeira e de cima dela pegou as passagens, ao voltar para a companhia dos outros o mais velho colocou o tinha em mãos, na mesa. As três crianças olhavam curiosas, e Sehun esticava os bracinhos brincando com o resto de comida no prato.

Os três garotos ainda olhavam incertos para os papéis na mesa, até que Baekhyun pegou um dos papéis e leu em voz alta. As palavras viagem e Califórnia vagavam pela cabeça do pequeno, que franzia a testa e mantinha um bico adorável nos beiços.

— Papai, o que isso significa?

— O que você entendeu?

— Bom, está escrito Califórnia. — Virou o papel do avesso. — E também passagem e viagem.

— Pois é exatamente isso. — Sorriu quando viu Minseok espantado encostando-se em Baekhyun, tentando também ler o papel.

— Vamos viajar? — Kyungsoo indagou. — Quando?

— É quando. — Baekhyun sorriu.

— Amanhã de tarde. — Terminou a comida em seu prato. — Ganhei a passagem hoje, do tio Kris, ele disse que era um presente. Vamos viajar nas férias.

— Como nos filmes, nós vamos ‘pra Califórnia!

— Eba! — Sehun disse após ver o irmão, Minseok, sorrir com os braços para cima.

Após a pequena comemoração das crianças, Suho tirou a mesa com a ajuda dos filhos, lavou as louças e resolveu tirar os sorvetes da geladeira e dar aos filhos. Os chamou para a sala e se sentaram no sofá, ligando a TV afim de ver um filme.

Sehun estava indeciso sobre descansar no colo do pai, ou comer o resto do sorvete. Kyungsoo assistia animado o filme de animação, Lorax, achava bonito o modo que todas as cores eram vivas e se misturavam perfeitamente na paisagem. Minseok e Baekhyun decidiram misturar seus sorvetes, colocando metade de um no pote do outro. Suho comia o seu de flocos vendo o filho mais novo deixar o pote de lado e se deitar no seu colo, Kyungsoo se apoiava entre suas pernas e os outros dois ficavam sentados no chão rindo das bobagens vistas nos filmes.

— Papai, não devíamos fazer as malas?

— Nós vamos, mas depois que o filme acabar. — Respondeu à Kyungsoo.

— Papai, podemos assistir Aristogatas depois? — O primogênito indagou ao mais velho.

— Quando o filme acabar iremos fazer as malas para a viajem, Seok, depois assistiremos outro filme.

Voltaram a prestar atenção na tela da TV, quando deram por si a TV apresentava os créditos do filme. Suho lentamente se levantou, pegou Sehun numa posição confortável e o levou para seu quarto, o deitando no berço. Ao voltar para a sala recolheu a bagunça e chamou os filhos para que fizessem suas bagagens.

Ao ver que os três estavam diante de si o Kim mais velho deu as ordens:

— Vou separar umas roupas de vocês e em seguida irão colocá-las nas suas malas. — Trouxe três malas consigo, as dos respectivos filhos.

— Sim! — Os três falaram em couro. — Posso levar a minha bóia de peixinho? — Kyungsoo disse abrindo sua mala.

— E eu o meu boneco do Batman? — Xiumin perguntou vendo o pai assentir e sumir pelo corredor dos quartos e em seguida aparecer com uma montanha de roupas nos braços. Como ainda estavam na sala Junmyeon jogou as roupas no sofá.

— Posso levar meu minigame?

— Baekhyun, não vamos viajar ‘pra que você fique o dia todo no minigame, se for levá-lo iremos estabelecer regras, tudo bem?

— Tudo bem. — Sorriu correndo até sua penteadeira, lugar onde guardava seu joguinho.

— Isso é o suficiente, guardem suas roupas nas malas e quando estiverem prontos me avisem. — Disse saindo da sala, logo os pequenos pegaram suas mudas as separando e dobrando devidamente, para em seguida guardá-las.

Junmyeon entrou novamente no quarto de Sehun, pegou a mala do menor e pôs algumas roupas dentro, junto com as fraldas, talco, pomada, termômetro — caso o menor tivesse febre —, etc. Logo que terminasse de arrumar as coisas de Sehun iria para seu quarto, para por fim fazer suas malas.

Antes de ir para o seu cômodo, Suho, deu uma última olhada no filho caçula que descansava no berço. Mexeu nos cabelos do menor e saiu do quarto em que estava.

[...]

— Papai, vamos, é o nosso vôo. — Minseok andava animado na frente do pai, e trazia Kyungsoo consigo.

— Vem logo papai. — Kyungsoo ria acompanhado do irmão mais velho.

— Não corram, eu já falei isso para vocês. — Suho repreendeu balançando seu caçula no colo. Carregava a mala de Sehun junto com a sua, reparava em Baekhyun ao seu lado e tentava não perder de vista os outros dois filhos.

— Avião. — Sehun apontou quando viu o veículo aéreo pela grande janela de vidro.

— É o avião, Hunnie. — Baekhyun pegou no pé do irmão.

Era onze e quarenta e sete da manhã, seu vôo sairia às doze e meia, estavam com medo de se atrasar. Não queriam de forma alguma perder o vôo, Zitao se ofereceu para levá-lo até o aeroporto, já que Kris estava ocupado demais pondo suas coisas na casa do irmão. Eles cuidariam da casa do Kim enquanto Junmyeon estivesse fora.

— Deixa que eu pego eles. — Huang saiu atrás dos menores.

— Baekkie vamos sentar e esperar o tio Zitao. — Andaram até algumas cadeiras vazias, o aeroporto estava um tanto cheio, era até fácil se perder naquele tanto de gente junta.

Zitao voltou, porém apenas com Kyungsoo, Junmyeon sentiu a pressão baixar quando não viu seu primogênito junto ao chinês.

— Cadê o Seok?

— Ele foi ao banheiro, não se preocupe, é perto daqui. — Tentou se acalmar. O filho só tinha ido ao banheiro, apenas isso.

Minutos depois Minseok voltou, porém acompanhado, um homem alto e loiro, vestia uma jaqueta de couro e tinha uma expressão que nem Huang o Kim conseguiram reconhecer. O homem segurava pelo ombro do menino Kim.

— Papai. — Minseok se soltou do toque do outro e correu até Junmyeon. — Esse é o Lay.

— Lay? — Zitao e Suho indagaram ao mesmo tempo, com o cenho franzido.

— Sou eu, anjo, prazer. — Sorriu para os maiores. — O banheiro ‘tava cheio e ele apertado, eu deixei ele entrar no box comigo.  — Junmyeon percebeu o que Lay havia falado, “entrar no box comigo”, já estava paranóico pensando que o outro poderia ter feito algo com o seu filho. — Calma, não fiz nada do que você tá pensando, eu não saio por aí abusando de crianças.

— Desculpe, e obrigado por ajudá-lo. — Queria morrer após ter feito o outro se explicar. Provavelmente teria feito uma cara surpresa e preocupada.

— A seu dispor, anjo. Aliás, como se chamam?

— Eu me chamo Huang Zitao, e ele Kim Junmyeon, ou Suho. — Logo foi anunciado a chamada para o vôo para Califórnia. Suho pegou as malas novamente e virou-se para Huang e Lay.

— Até mais Zitao, já podemos embarcar. — Deu um abraço no cunhado, ainda com Sehun no colo.

— Até, tome cuidado. — Deixou um selar na testa do caçula dos Kim.

— Tchau tio Tao. — Disse Baekhyun acenando.

Em seguida os Kim saíram andando, Junmyeon não percebeu que um certo loiro de casaco de couro e cordões o seguia.

— Você também vai para Califórnia?

— Como assim, também? — Reparou nas suas crias brincando com o pequeno joguinho de Baekhyun.

— Eu vou pegar o mesmo vôo, estou indo fazer uma visita aos meus tios. — Só então Suho percebeu a mochila grande em suas costas, parecia pesada.

— E eu estou indo para tirar umas merecidas férias.

— Com quatro filhos não deve ser fácil. — Comentou puxando Baekhyun e Kyungsoo para perto de Suho, já estavam um pouco para trás por estarem prestando atenção no minigame, e Minseok ajudava o pai carregando a malinha de Sehun e a sua.

— Nem me fale, tudo piora quando você é pai solteiro. — Riu de nervoso. — Você não tem a quem recorrer.

— Viúvo ou divorciado?

— A segunda opção, mas não gosto de falar da sobre isso perto das crianças. — Sussurrou.

Passaram pelo portão de embarque e entraram no veículo aéreo. Por coincidência, descobriram que a poltrona onde Lay viajaria era ao lado da de Kyungsoo. Após terem começado a decolar, Sehun dava sinais de que sua fralda estaria cheia, Suho no mesmo instante foi ao banheiro com a mochila do filho, para trocá-lo, deixando os filhos na vigilância de Lay.

— Qual o seu nome?

— Lay, e o seu rapaz?

— Kyungsoo, sou o terceiro filho. — Olhou para o mais velho.

— Eu sou Baekhyun. — Disse ficando de joelhos na sua poltrona e virando-se para falar com o desconhecido.

— Você tem irmãos Lay? — Soo perguntou se ajeitando e ficando de frente para o outro.

— Sou filho único. Mas eu tenho primos.

— Agora podemos te apresentar o Sehun. — Minseok olhou para o final do corredor, Junmyeon voltava com o bebê no colo. No fim a fralda estava cheia de xixi, e aquilo causava agonia no pequeno. — Esse é o nosso irmãozinho mais novo.

Apontou para os braços do pai, onde Sehun se mexia querendo voltar para a poltrona onde estavam.

— É um prazer Sehun. — Tocou a mão do bebê. — Eu posso ficar com ele um pouco, ‘pra você descansar. O que acha?

— Não precisa, eu posso ficar com ele. — Não sabia se devia confiar em Lay, afinal o conhecia há poucos minutos, então porque deixar seu filho no colo dele? Porém tudo foi para o ar quando Sehun se jogou para o loiro pedindo colo.

— Acho que ele quer meu colo agora, vai deixa, assim você sossega um pouco.

— Tudo bem. — Mal terminou de falar e o caçula se jogou para os braços do que vestia a jaqueta de couro. — Se comporte Sehun.

— Ele vai, não é Sehun, não é? — Lay fez uma voz fofa para a criança sentada em suas pernas.

— Sehun costuma ser um pouco agitado, ainda mais com quem ele não conhece. — Olhou desacreditado para seu filho no colo do outro homem; Sehun havia ficado quietinho mexendo numa das correntes douradas de Lay.

— Eu estou achando ele quieto comigo. — Riu deixando suas covinhas aparecerem.

Suho presumiu que o indivíduo seria uma boa pessoa para deixar seu filho enquanto descansava, voltou para o seu lugar, ao lado de Minseok e Baekhyun, e inclinou a poltrona para que pudesse cochilar um pouco.

Minseok e Baekhyun deixaram o minigame de lado e viraram para trás, para conversar com o recém conhecido. Kyungsoo também estava animado, apesar de ser o mais tímido dos irmãos. Junmyeon só esperava que os filhos não se aproximassem tanto de Lay, afinal ao pisarem em solo estadunidense iriam se separar de qualquer forma. Mesmo que ambos seguissem para a Califórnia iriam se separar, Suho e as crianças iriam para um hotel enquanto Lay partiria para a casa dos tios, Junmyeon sentiu o corpo inteiro relaxar, membro por membro. Sentia que estava caindo num sono profundo, precisava daquilo, afinal estaria viajando para relaxar. Algo que não fazia há um bom tempo, desde que seus filhos nasceram, para ser mais exato.

O Kim começou a imaginar, em seu sonho, em como seria a praia e o hotel em que ficariam. Conheceriam novas pessoas, novos pontos turísticos, e aproveitaria para tirar muitas fotos de si e dos filhos. A viajem assim seguiu, com Sehun e Kyungsoo sendo mimados por Lay, e Xiumin e Baekhyun ficando encantados a cada história que o mais velho contava sobre sua vida.

Pelo jeito que a viagem estava animada, os meninos sentiam que a mesma passaria mais rápido do que esperavam. 


Notas Finais


Obrigada aos que leram, espero que nas próximas atualizações eu consiga agradar a todos.

Obrigada de novo.


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