História Hotel Feliz - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Uma recepção odiosa


— Bem vindos ao Hotel Feliz! — O anfitrião apareceu através de arco de flores coloridas da entrada do prédio azul. 

Suas roupas não pareciam condizer com aquele tempo frio e cinza. O terno de cauda longa e as luvas brancas não poderiam esquentar suficientemente seu corpo, mas nem por isso deixou-se abater pelo frio, mais parecia que a cada minuto que passava seus olhos de cor ébano aumentavam de tamanho junto do sorriso de coelho, e a alegria estranha e assustadora. 

— Meu nome é Jeon Jungkook, por hoje serei o guia de vocês. — Se curvou elegantemente. — Aqui você farão uma reabilitação, e se tornaram novas pessoas, com boa conduta e cheias de arrependimento para ir ao céu .— Suas palavras eram tão confiantes e cheia de certeza que virou motivo de piada para os novos hóspedes do hotel feliz, mas o sorriso do dono da hospedaria não se abalou, parecia gostar daquele tipo de clima. 

— Obviamente todos terão o básico para sobreviver, água, comida e roupa quentinhas tudo o que um humano precisa. — Após o último comentário só o deixa mais suspeito ao meus olhos. 

— Mas como toda a sua hospedaria temos regras. — Nesse momento um quadro com pedrarias brancas nas borras, sua cor amarela neon totalmente chamativa. O quadro escondido de todos os olhos foi descoberto perto do palco improvisado, debaixo de um pano branco grosso e velho bem perto de onde o recepcionista animado estava.

— E vamos a primeira regra! — Deu um giro na bengala preta. — regra número um: É proibido qualquer residente do Hotel Feliz tentar fugir ou sair da hospedaria sem que sua conduta seja boa ou esteja pronto para viver em sociedade. — As bochechas daquele garoto pareciam duras, tanto tempo a sorrir que chegava a assustar. — regra número dois: Os horários de Desjejum, almoço e jantar devem ser respeitados e caso todos não estiverem no refeitório haverá punições. 

Regra número três: Todos devem estar em seus devidos aposentos a partir da meia noite e meia. 

— Regra número quatro: Nenhum dos funcionários aconselha que saiam durante o período das 3:03 da madrugada até às 4:56 se algo acontecer não nós responsabilizamos

— Regra número cinco: Todos os pacientes só poderão sair daqui apenas com sua recuperação completa, nem que para isso tenha que levar anos. 

— Regra número seis: Destruir, roubar, danificar ou sujar propositalmente o estabelecimento é proibido, tendo em vista que acontecerá punições.

—Regra número sete: Por um pagam todos.

—Regra número oito: Todos, absolutamente todos do hotel feliz incluindo funcionários são proibidos de usar drogas, bebidas alcoólicas entre elas; cachaça, cerveja, energéticos não naturais, loló, maconha, cocaína, fumar e etc entre as demais drogas, tipos de cigarros e bebidas batizadas que estão com o uso proibido. ilícito ou lícito. 

— Regra número nove — Tentar matar qualquer outro morador do hotel feliz está proibido. Tentar afogar, queimar, enforcar, esfaquear, envenenar, atirar e outras causas de podem tirar a vida de alguém não são permitidas. 

— Regras básicas que são fáceis de serem seguidas, ou talvez não...— Suas palavras foram deixa as no ar e seus olhos moraram na sola dos pés por alguns segundos, pensativos. 

— Agora vamos para o que mais interessa! Venham vamos conhecer o Hotel Feliz!


****


Pela janela de madeira branca e o vidro limpinho eu podia ver o sol se escondendo entre as nuvens cinzas e os portões negros sendo fechados por dois seguranças, privando todos da liberdade, uma liberdade que pode demorar quem sabe meses ou anos para usufruir-la. Aparentemente aqueles dois únicos funcionários pareciam ser a pequena segurança do local. 

A grama verdinha artificial e as flores cultivadas em vasos de plantas coloridas de porte médio a pequeno davam um ar mais infantil, apesar de não ter nenhum animal ou coisa parecida, apenas uma árvore com provavelmente minhocas em sua raízes. A atmosfera do jardim para o mundo lá fora era totalmente diferente, parecia que a luz do sol somente aparecia naquela relva e o resto vivia em escuridão e imerso ao frio.

Realmente parecia um lugar agradável para crianças brincarem, um pequeno paraíso de conto de fadas com direito a brilho e purpurina no ar, pensando bem esse último elemento poderia matar as crianças.

— Obviamente pela decoração e móveis aqui é o salão principal. — Assim como por fora, a decoração por dentro não fugia do padrão azul, mas o que dava contraste era as flores e almofadas amarelas nós sofás e mesas de vidro fosco espalhados pelo canto da sala. Eu detestava esse traço observador que carrego comigo desde muito novo, mas era inevitável parar tudo que me rodeia somente para analisar o local e apreciá-lo. 

A sala de tamanho oval e bem no centro da entrada tinha um quadro de borda de madeira branca, a pintura de crianças brincando em um gramado verde dava um ar diferente, mais alegre.

Tudo variava em tons de azul e quase mínimos em amarelo. O tapete felpudo no chão é de cor branca e os lustres no teto seguiam o mesmo padrão de cores claras. 

As tábuas de madeira creme no chão pareciam pouco desgastadas, porém não deixava de combinar com o lugar de aparência moderna.

— Passarão boa parte do tempo aqui, desde reabilitação ou até mesmo lazer e hobbies. — Se virou um pouco para verificar se todos estavam ali, pelo menos seus atos fizeram transparecer isto. Em específico suas orbes negras pousaram em mim e o sorriso que antes alegre agora aparenta algo aterrorizante, cheio de significados e longe dos meus conhecimentos. 

— Mais a frente podem ver nossa recepcionista, Nana. — a garota que apresenta em sua fisionomia menos de dezenove anos de idade apenas acenou em tédio para os hóspedes, voltando-se a descansar a coluna reta na poltrona amarela que quase não podia ser vista pela mesa larga posta em sua frente, de cara com a porta da entrada. 

— Se tiverem uma dúvida recorram a ela, se tiverem problemas no pátio também recorram a ela e se uma criança pedir para brincar após a nove horas da noite ao lado esquerdo do jardim, gritem por ela também. — Todos estranharam o aviso, mas não era algo que alguém realmente iria questionar, era apenas para assustar, queria que todos ficassem assim, reprimidos e com a opressão subindo em nossas costas lentamente.

— O segundo andar contém seus quartos. — Apontou para cima com o mesmo sorriso de antes. — cada hóspede tem um quarto diferente de acordo com sua ficha e histórico criminal . Não estranhem se o quarto for totalmente feito de acolchoado branco ou com pouco móveis. Sabemos que são e o que fizeram então não se preocupem! Segurança e conforto está nos princípios do Hotel Feliz. — Saiu da frente de todos para andar um pouco pelo salão sendo observado a cada passo. — Por favor, façam fila em frente a mesa de nossa recepcionista. Nana irá entregar um ficha que de acordo com o número de seu histórico, é o mesmo número no quarto em que irão residir a partir de hoje. Não se esqueçam deste número, é algo bem importante para acessar seus fundos bancários, cartões de crédito e por vai por aí. 

Naquele momento percebi que todos os funcionários dali carregavam sempre uma aura boa, e ao mesmo tempo totalmente esquisita, transparência que sua natureza era diferente da nossa. 

Antes mesmo do anfitrião falar outra coisas foi empurrado para longe de nós, para não dizer que estava jogado por algum canto. Abandonou o protagonismo e dando lugar a outro mais esquisito que si.

Este era incrivelmente alto e a pele absurdamente branca, sendo facilmente comparada a um papel ou neve. O sorriso de gengiva expostas era rasgado para cima de forma brutal e assustadora. Suas roupas eram divergentes do anfitrião, muito mais chamativas. 

O casaco bordô longo com alguns brilhos um tanto irritantes lhe deixam em um aspecto de ser festeiro e o deixava mais alto do que já era. A camisa preta de gola aberta quase mostrando quase metade do peito extremamente branco. A calça parecia ser de seda, das caras, tinha a mesma cor do casaco fino de marca que usava. O detalhe mais chamativo era um cordão que carregava um broche de cor de sangue em seus pescoço. Sua cor era o vermelho. 

— Olá! — Suas voz é tão alegre quanto a de Jeon, o dono da hospedaria. — Vejo que estão prestes a conhecer o quarto de vocês, por favor, permitam apresentar onde cada um irá ficar. 

A bengala em suas mãos era diferente da outra que o garoto mais novo usava. Um cetro de cor vermelha com uma flor desabrochada em cima, totalmente negra e brilhante. 

Após todos recebermos a ficha de plástico o seguirmos, rindo das piadas elaboradas e a boa lábia do desconhecido ignorando o fato de que o anfitrião original estava sentado no chão com uma cara raivosa, quiçá odiosa. 



Notas Finais


Não betei mesmo, fodaseseeee


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