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História Hotel Room - Frerard - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Oneshot.


Chaves chacoalhando, a porta batendo, tudo num borrão de visão que eles possuíam. Talvez tivessem bebido um pouco mais que o recomendado e talvez estivessem chapados. Apenas talvez, eles não podiam ter certeza de nada do que não conseguiam se lembrar, e naquele exato momento, a única coisa que tinham na mente era o calor que os corpos exerciam um contra o outro, enquanto as mãos seguravam firmemente a roupa alheia.

Era noite de sexta, e todos sabemos que nas noites de sexta fazemos coisas que iremos nos arrepender durante o final de semana.

Terminaram o beijo, ofegantes, olhando fixamente um para o outro. Gerard então afagava os cabelos alheio, começando a guiar o outro pelo quarto barato de motel até a cama, sentindo a pressão dos dedos pela sua cintura. Tropeçaram nos próprios pés algumas vezes, antes de caírem na cama.

— Essa camiseta. — A frase desconexa saiu da boca de Frank, que tentava arrancar a roupa de Way.

Eles já estavam cansados de tanto tecido, que agora era totalmente inútil e irrelevante, sendo jogados no chão e na beira da cama conforme se despiram. E finalmente as peles já úmidas pelo suor se encostaram, dando um rápido choque pelo estômago dos dois.

As bocas se movimentavam juntas de novo, com os corpos enroscados um no outro, e mãos possessivas que os deixavam ainda mais perto. Frank rolou a si e a Gerard, ficando por cima enquanto encerrava outro beijo. Ele tentava entender como alguém podia ser tão lindo, o encarando fixamente por alguns segundos, quando sentiu as mãos de Way em sua cintura, o girando novamente para baixo, e ele não tinha motivos algum para reclamar.

Os lábios do mais velho percorreram devagar a derme sensível do pescoço de Frank, mordendo e puxando levemente. As mentes pareciam ter saído dos próprios corpos, se movimentavam quase num piloto automático, levados pelo prazer que envolvia seus pensamentos.

Iero sentiu a mão morna tocar sua quase-ereção, contraindo o corpo como reação, e logo deixando um gemido rouco escapar-lhe os lábios, forçando os olhos abertos para encarar a expressão perversa que Gerard tinha em seu rosto, mordendo os lábios inferiores enquanto mantinha a mão num vai-e-vem constante.

— Caralho. — Iero gemeu baixo, movendo os quadris para cima, fodendo a mão do outro. — Por que você não me chupa? — Gerard sorriu com o pedido. Falando a verdade? Ele estava salivando para chupar Frank Iero, era tudo o que se passava em sua cabeça enquanto assistia a palma de sua mão ser fodida.

Frank ajeitou melhor o corpo na cama, assistindo Way abaixar sua cabeça vagarosamente, fazendo questão de ficar com a cabeça parada ao lado da ereção do mais novo, deixando sua respiração quente bater contra ela, aumentando a ansiedade dos dois por aquilo. Olhou fixamente para Iero, que não conseguia desviar o olhar das íris verdes de Gerard.

Ele fechou os olhos rapidamente e reprimiu um gemido no fundo da garganta, que soou como um grunhido abafado. Gerard era uma puta por completo. Ele chupava sem nem lacrimejar, ainda com os olhos vidrados em Frank, não enrolando para fazer uma garganta profunda, sentindo os pêlos do outro tocarem seu nariz. Ele ainda fazia aquele negócio com a língua que fazia Frank pensar exclusivamente no quanto ele gostaria de morrer ali mesmo, com seu pau enterrado na boca quente do mais velho, pois essa seria a melhor forma de morrer que ele conseguia imaginar.

— Cacete, Gerard. — Disse em alto em bom som, finalmente cerrando os olhos e deixando a cabeça cair para trás. Sentia o quadril ser pressionado para baixo, sem que pudesse ter controle sobre o boquete que recebia, suas pernas se reviraram, tentando fechar por impulso alguma vezes, mas sendo impedidas pelo corpo de Gerard.

Frank levou sua mão aos cabelos alheios, apertando fortemente, e puxando algumas vezes. Aquilo era fantástico. Gerard podia sentir o prazer correr por cada centímetro de si a cada puxão que recebia nas suas mechas, e cada vez mais, Iero emaranhava seus dedos ali. O mais novo sentia sua respiração tão rarefeita, que ele começou a questionar se não seria melhor segurar o ar de uma vez.

Vendo o outro já a beira de seu orgasmo, Way começou a diminuir a intensidade, tirando o pau de sua boca algumas vezes e deixando a sua língua escorregar pelas laterais, subindo devagar, antes de começar o vai-e-vem de novo. E Frank não estava com cabeça para aquilo, agarrando mais agressivamente os fios do outro e o empurrando contra sua ereção, num ritmo rápido e fundo.

Gerard pela primeira vez havia fechado seus olhos de verdade, se concentrando em deixar a língua relaxada e respirar pelo nariz, abrindo a boca da melhor forma que ele podia. Ele adorava aquela fricção rápida contra seus lábio e como Iero ficava agressivo quando estava perto de gozar. Uma obra de arte. O jeito que ele xingava baixo e o cheiro do seu suor fazia o mais velho se contorcer e sentir a sua ereção latejando de tanto tesão que envolvia o ambiente.

O mais baixo não controlou o gemido alto que deixou sua garganta, mordendo os lábios fortemente em seguida enquanto tentava empurrar ainda mais a cabeça de Way contra seu ventre, se deixando gozar na boca dele. Gerard se afastou, tossiu três vezes e cuspiu um pouco porra na lençol da cama. Frank ainda estava com a boca totalmente aberta, respirando fundo, seu coração parecia que iria saltar fora de seu peito. E, caralho, como Frank ficava ainda mais lindo daquele jeito.

Way parecia não se importar com a falta de ar do mais novo, pois ele se abaixou alguns poucos segundos depois para o beijar, sentindo no mesmo momento a respiração forte de Frank contra seu rosto. A mão pesada e foi direto a cintura de Gerard, apertando forte, e mesmo cansado, o girou contra a matriz da cama, quebrando o beijo para respirar. Tomou um pouco do ar, em seguida passando a fazer o que ele chamaria de terceira coisa que ele mais amava na vida, ficando atrás apenas de tocar guitarra e montar quebra-cabeças. Sua língua percorreu todo o lado esquerdo do pescoço claro de Way, deixando mordidas e chupões por todo lugar e ele amava aquela sensação da pele salgada contra sua boca.

— Porra. — Gerard sussurrou ao sentir Iero esfregar o corpo contra a seu pau. Ele estava duro pra caralho, era algo surreal, era uma dor física e mental o tanto que ele precisava de Frank por inteiro naquele momento. A língua dele, que agora estava em algum lugar de seu ombro, não supria suficientemente todo o contato que ele precisava. Deslizou as mãos por toda a textura da derme do mais baixo até sua cintura, e começou a projetar seu quadril para cima, se esfregando contra o outro.

E Iero não pode evitar de sorrir com aquilo, era simplesmente maravilhoso estar no comando e ter um Gerard totalmente desesperado em baixo de si. Esticou-se até a beira da cama e puxou sua calça, tirando a carteira dalí e procurando uma camisinha que sabia que estava ali. Puxou o pacote vermelho e sorriu para o mais velho, jogando a carteira preta perto da calça.

Abriu rapidamente, olhando de maneira intensa para o outro, sentindo a sua mão molhar um pouco com o lubrificante dentro do pacote. Era algo tão prático e comum para ele, não teve a mínima dificuldade para deslizar o látex em Gerard, vendo ele segurar ainda mais na cama, dando pequenos soquinhos pelo contato na sua pele sensível. E Frank não esperou mais antes de vagarosamente começar a deixar cada centímetro invadir a si.

Era torturante, simplesmente torturante o jeito que Frank subia e descia devagar, mexendo o seu corpo e fazendo Gerard abrir a boca tentando tomar um pouco de ar. Era cheiro de sexo no ambiente, misturado com algum produto de limpeza barato que utilizaram para limpar o quarto. O suor escorria por todo o corpo dos dois, se misturando, fazendo a pele ficar grudenta enquanto gemiam baixo e alto, sussurrando ou gritando pelo nome do outro, xingando e amaldiçoando.

Tudo aquilo se assemelhava mais uma competição de vida ou morte para saber quem conseguia deixar mais marcas no corpo um do outro. Frank mordia os lábios já avermelhados de Gerard sem medir forças, sentindo todo seu tronco ser arranhado enquanto prendia os ombros do mais velho contra a cama. Havia o alto e viciante barulho das peles se chocando, que preenchia todo o cômodo, se misturando ao som das respirações descompassadas.

Os dois possuíam feições quase dolorosas de todo aquele clímax se aproximando, e aquele momento era o melhor, pois se sabia qual seria o final, e mal podiam aguardar para finalmente chegar nele.

Frank enfiou a cabeça contra o espaço do travesseiro ao lado da cabeça de Way quase imediatamente, ao sentia a mão dele o masturbar rapidamente. Intenso. Gerard era o filha da puta mais gostoso que Frank já havia transado, aquilo era tão excitante que ele já estava se revirando na mão dele para não gozar. Mas chegou num ponto que não conseguiu mais se controlar, sentindo o orgasmo o atingir forte.

E Gerard não parou de empurrar o seu corpo, fodendo Frank enquanto ouvia ele gemer sensível ao lado de seu ouvido, ele não queria que aquele momento acabasse, não queria que a noite de sexta-feira acabasse, não queria passar sábado e domingo com dor de cabeça e se revirando em sua cama, mas era impossível aguentar aquela tensão. Mordeu a boca tentando abafar um gemido fino e sôfrego, finalmente gozando.

Ficaram parados ali por um minuto. As mentes corriam sem restrição, pensando sobre tudo e nada ao mesmo tempo. Ainda estavam bêbados, e talvez por isso parecesse uma boa ideia Frank descansar apoiado em Gerard, apenas fechar olhos um pouco. Eles se sentiam acabados. Os machucados começavam a arder e eles sabiam que seria muito pior no dia seguinte.

— Tá dormindo? — Perguntou Gerard, batendo no ombro do mais novo, que esfregou os cabelos encharcados em seu peito para olhar para o outro.

— Acho que não. — Respondeu e riu baixo. — O que foi?

— Eu não sei eu achei que precisasse falar algo. — Respondeu, suspirando. — Eu acho que eu vou dormir. Tá tudo girando eu não consigo mais ficar acordado.

— Eu também. — Replicou. — Tem problema se eu ficar assim? — Gerard pensou alguns segundos, antes de apertar o outro ainda mais contra si mesmo.

— Não. — Virou o pescoço pro lado, estalando. — Eu gosto de ter você perto. — Ao fechar a boca, abriu os olhos para encarar Frank. — Desculpa eu ainda tô meio bêbado.

— Eu também gosto de ter você perto. — Frank respondeu e nenhum dos dois disse mais nenhuma palavra.

Iero fechou os olhos o mais forte que conseguiu, se concentrando no som do coração de Gerard batendo, ele estaria tão fodido no outro dia, mas, afinal, todos sabemos que durante os finais de semana nos arrependemos das coisas que fazemos nas noites de sexta.


Notas Finais


Também publicada no wattpad.
@G0THFRANK, nas outras redes sociais.


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