História Hotter Than Hell - Capítulo 35


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Categorias 50 Tons de Cinza, Barbara Palvin, Dakota Johnson, Jamie Dornan, Justin Bieber
Personagens Anastasia Steele, Christian Grey
Visualizações 154
Palavras 4.567
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 35 - Bon Voyage


Fanfic / Fanfiction Hotter Than Hell - Capítulo 35 - Bon Voyage

Anastasia Steele

No dia seguinte, pela manhã eu e Christian estávamos na cama conversando, tínhamos acabado de acordar e estávamos falando sobre tudo o que tinha acontecido ontem. Foi bem louco por que eu não sabia que era capaz de fazer tudo aquilo, não sabia que era capaz de ferir alguém tão cruelmente e não sentir remorso algum, ver o sofrimento daquela pessoa, a assistir se contorcendo em agonia e sentir prazer. Eu não sei explicar direito o que eu senti no momento, mas o único sentimento que eu poderia nominar era prazer, eu senti satisfação em causar toda aquela dor a Leila, seu sofrimento me alimentava, vocês podem me classificar um monstro, uma pessoa sem coração, mas eu realmente não me importo. A vadia realmente mereceu aquilo, por tudo que ela me fez passar, ela mereceu, na verdade eu achei até que foi pouco. E o mais engraçado é que antes da minha vida se tornar um inferno, eu não era assim, eu era perfeita, meiga, carinhosa, delicada, mas como nem tudo sai como a gente quer, as circunstâncias da vida e tudo o que aconteceu comigo, me fizeram ser quem sou hoje. Sinto muito se decepcionei vocês, mas essa sou eu.

Agora estamos pensando sobre o próximo passo, o que eu farei com Carla e Bob? Não sei, não consigo pensar a respeito, eles foram os que mais me fizeram mal e mesmo assim eu não consigo pensar em nada para fazer com eles, eu sei que tem que ser tão doloroso quanto foi com a Leila, por tudo o que eles me fizeram no passado, mas ainda sim eu não consigo pensar em como agir. Não queria ficar pensando nisso agora, eu queria sumir para algum lugar e relaxar, com Christian ao meu lado obviamente, não pensar em mais nada, além de nós dois.

— Eu preciso pensar em relação a isso com mais calma, não posso dar a louca e fazer tudo por impulso.— digo enquanto ele faz carinho nas minhas costas.— Você se lembra do que aconteceu na última vez que eu agi assim.

— Tem razão, eles são os que mais fizeram mal a você então, tem que calcular bem seus próximos movimentos.— Christian me diz e eu dou um beijo em seu peito.— Logo você irá pensar em algo para colocar em prática.

— Você vai me ajudar? Eu preciso de você nessa comigo.— digo apoiando o queixo em seu peito.— Não posso fazer isso sem o meu parceiro.

— Mas é claro que sim, eu estou com você para tudo gatinha.— ele diz óbvio.— Não tem a menor chance, de você embarcar nessa sem mim.

— Obrigada.— abro um sorriso e lhe dando um selinho.— Agora, eu só queria ir para um lugar distante e ficar com você.

— Então quer dar uma fugida daqui? — ele me pergunta abrindo um sorriso maroto.— Eu acho que posso dar um jeito nisso.

— Como assim? — pergunto sem entender.— O que você teria em mente?

— Sair um pouco daqui, vamos viajar, ontem foi uma loucura e você precisa recarregar suas energias.— ele diz calmo e eu abro um sorriso, ele pensa tanto em mim.— Então, você aceita?

— Mas e a escola? — pergunto sorrindo.— Você tem aulas!

— Dane- se a escola, aquele lugar é um saco sem você! — ele diz reclamando.— Então o que me diz? Vamos?

— Vamos.— digo animada.— Então pra onde vamos?

— Surpresa, arrume uma mochila com roupas e coloque um biquíni também. O resto pode deixar que eu resolvo.— ele fala tudo com rapidez, me dá um selinho e vai em direção ao banheiro.— Seja rápida.

— Ok.— digo rindo e me levanto indo em direção ao closet. Solto um gritinho animado.— Vamos viajar!

Começo a arrumar uma mala com tudo o que eu vou precisar para onde quer que ele me leve, arrumo a mala dele também, eu não tenho obrigação de fazer isso mas como eu sou uma ótima namorada, eu resolvo fazer isso por ele. Eu estava muito animada para essa viagem decidida de última hora, para onde será que ele vai me levar? Será um outro país, ou pelos arredores de Seattle mesmo?

Christian entra no closet enrolado em uma toalha e eu saio indo para o banheiro, entro no chuveiro e começo a tomar o um banho, lavo meus cabelos e depois tiro o shampoo, passo o condicionador e depois enxaguo. Depois de mais alguns minutos, eu termino o banho.

Enrolo uma toalha na cabeça, outra no corpo e vou escovar os dentes, quando acabo saio do banheiro e vou até o closet e escolho uma roupa, Christian não está mais aqui e nossas malas também não estão, acho que ele foi para a sala.

Sem saber onde estamos indo, opto por uma roupa simples e confortável mas ao mesmo tempo arrumada, um vestido cinza de mangas longas pretas, uma camisa xadrez vermelha amarrada na cintura e um tênis branco.

Prendo meus cabelos em um coque e coloco um óculos escuro no rosto. Pego uma bolsa colocando documentos, carteira e celular e todos eletrônicos dentro dela. Já pronta,saio do quarto e vou até a cozinha, Christian está arrumando uma bolsa grande com comidas, acho que para levar.

— Você não vai mesmo me dizer onde a gente vai? — pergunto chamando a sua atenção.— Não me deixa na curiosidade Christian, você sabe que eu não gosto.

— Nem pensar! Eu não posso estragar a surpresa.— ele diz abrindo um sorriso.— Mas eu prometo que você irá gostar.

— Um dica só vai! — falo fazendo biquinho.— Não vou mais te perguntar.

— Tá bom lá vai uma dica, tem água.— ele diz misterioso.— Adivinhou?

— Até no esgoto tem água, Christian. Qual é! — levanto as minhas mãos para o alto.— Vai precisar ser mais específico que isso.

— Já dei a minha dica, você não acertou.— Christian dá de ombros.— Paciência. Vai ficar sem saber.

— Ah por favor me fala! — digo implorando.— Te pago um boquete se me falar.

— Tentador, mas não vou falar, logo você vai saber.— ele diz terminando de fazer o café.— Está com fome? Fiz um café rápido para nós.

Sentamos no balcão e começamos a comer e eu tentei de todas as formas tirar alguma informação dele, mas Christian sempre arranjava um jeito de desconversar. Eu já estava impaciente por querer saber onde será o nosso destino e ele não me contar nada. Quando terminamos de comer, Christian leva as louças até a pia e eu o ajudo a lava-las.

— Não é possível que você vai me deixar no escuro.— digo secando as minhas mãos.— Isso pode se classificar como sequestro, sabia?

— Você vai adorar ser sequestrada por mim.— Christian me lança um sorriso malicioso.— E não adianta Ana, não irei falar.

— Chato.— resmungo e Christian ri.— Você é muito chato.

— Você não vai me achar chato quando souber para onde eu vou levar você.— Christian sorri para mim.— Tudo pronto, podemos sair agora? — ele pergunta me olhando nos olhos.— Não quero perder nosso vôo.

— Vôo? Nós vamos sair do país? — pergunto animada dando alguns pulinhos.— Vamos, mas primeiro, eu preciso ligar para o meu pai, tenho que avisar que eu vou viajar, não é? — pergunto pegando o meu celular na bolsa.— Ele ficaria louco se eu saísse do país sem avisar.

— Isso avisa mesmo, por que se ele descobre que viajamos sem você falar com ele, o velho me mata.— ele diz e eu começo a rir.— Não ri, é sério.

— Palhaço.— digo colocando o celular no meu ouvido.— Espere um segundo.

Ouço o toque da chamada e me encosto no balcão esperando que o meu pai atenda a televisão, Christian se vira para mim e me olha divertido, arqueio uma sombrancelha e faço um sinal para ele não falar nada. Depois de um tempo, papai atende.

— Alô? — meu pai diz.— Quem está falando?

— Oi pai, sou eu, Ana.— digo calma.— Esse é o meu novo número, como o senhor está?

— Minha princesa, que saudade! — papai diz animado.— Eu estou muito bem, e você como está?

— Eu estou bem, é que eu liguei pra te falar uma coisa.— digo um pouco nervosa.— Eu não diria que estou pedindo permissão, porque eu não estou. Acho que estou comunicando a você.

— O que? — pergunta alarmado.— Foi aquele safado, não foi? Ele aprontou alguma coisa.

— Não, não. Não tem nada a ver com o Christian.— digo rindo um pouco.— Quer dizer, até tem, mas não do jeito que está pensando.— respiro fundo.— Eu estou indo viajar com o Christian para um lugar que eu não sei qual é, e queria te avisar para você não se preocupar.

— Viajar? Onde esse irresponsável vai levar a minha filhinha e sem ela saber? — pergunta indignado.— Isso é sequestro, sabia? Eu vou denunciar!

— Papai, não seja exagerado, já basta a sua filha.— digo divertida.— Como eu já disse eu não sei para onde ele irá me levar , mas não se preocupe papai, nós vamos ficar bem. Só queremos uns dias para relaxar.

— Passa esse telefone para ele.— papai diz entre dentes.— Vamos, preciso falar com ele!

— Pra quê? — pergunto revirando os olhos.— Você já está falando comigo papai, não tem por que conversar com ele!

— Passa Anastasia! — papai diz estressado.— Palhaçada, onde já se viu viajar para um lugar desconhecido. Não discuta comigo e dê esse telefone a ele.

— Está bem, saco.— resmungo.— Que ridículo.

— Eu ouvi isso.— papai diz.— E me respeita, eu sou seu pai. Dá o telefone ao Christian.

— Meu pai disse que quer falar com você.— digo emburrada estendendo o celular em sua direção.— Até parece que sou criança.

— O que que ele quer? — pega o celular e coloca no ouvido.— Fala velhote. Estou levando ela para um lugar.— dá uma pausa ouvindo o que meu pai fala.— Não posso falar por que é surpresa.— meu pai desata a falar do outro lado da linha e Christian me olha entediado.— Ray relaxa, ok? Eu só quero levar a Ana em um lugar especial, quero fazer uma coisa legal para a minha namorada. Fica tranquilo, eu irei cuidar muito bem dela. Tchau.

E desliga, o Christian ama provocar meu pai, mas os dois são unha e carne, mesmo se provocando constantemente eu sei que eles se gostam. É bom saber que os dois homens da minha vida tenham uma boa relação, não sei o que faria se os dois se odiassem. Christian devolve o meu celular e eu o coloco na bolsa.

— Linda, pegue a Safira e a coloque na caixa de transporte, ok? — pergunta olhando para e eu concordo.— Vou pegar os documentos dela.

— Ok.— digo e saio gritando pelo apartamento.— Safira! Cadê você filha?

— Ela não irá te responder! — Christian grita de volta e em seguida ri.— Maluca.

Caminho até a lavanderia onde Safira estava deitada em sua caminha, pego a sua caixa de transporte e coloco os seus brinquedinhos para que ela possa se distrair. Chamo Safira para entrar na caixa e ela me obedece, fecho a porta e seguro a alça saindo da lavanderia em seguida. Quando chego na sala, Christian está falando ao celular e conferindo os documentos, ele me vê e em seguida encerra a ligação. Me aproximo dele.

— Então já podemos ir? Eu estou ansiosa pra conhecer esse lugar.— pergunto ansiosa.— Tudo pronto?

— Podemos.— ele diz guardando o celular em seu bolso.— Me ajuda com essas coisas?

— Não posso.— abro um sorrisinho.— Estou segurando a minha filha, acho que você vai ter que carregar isso tudo sozinho.

— Folgada.— Christian diz pegando as malas e colocando sua mochila nas costas.— Que mala pesada, o que você colocou aqui?

— O necessário.— digo apenas.— Agora pare de reclamar e vamos logo.

Pego a minha bolsa e nós caminhamos até o elevador, quando chegamos na garagem, Christian abre o porta malas do carro colocando as nossas malas, abro a porta traseira e coloco Safira no banco. Abro a porta do passageiro e entro no carro, prendo o cinto de segurança e deixo a bolsa no meu colo. Christian se acomoda no banco do motorista, coloca seus óculos escuros no rosto e dá a partida no carro, saímos do prédio e ele dirige em direção ao aeroporto. Ligo o rádio em um volume baixo e em seguida encosto a cabeça na janela, o caminho foi silencioso, tirando as vezes que eu sussurrava a letra de algumas músicas conhecidas. Sinto Christian levar a sua mão livre até uma das minhas coxas e apertando delicadamente, penso que ele iria tirar em seguida mas isso não acontece, ele acaricia a região só se afastando quando precisava trocar a marcha. Sorrio sem tirar o meu olhar da janela.

Quando chegamos ao aeroporto, Christian estaciona o carro e nós saímos, coloco a minha bolsa no ombro e pego Safira, Christian pega um carrinho colocando nossas malas e em seguida ponho a caixa com a minha bebê no topo. Ele empurra o carrinho, eu seguro em um de seus braços e nós entramos no aeroporto. Caminhamos em direção ao local onde são feitas as compras das passagens, ficamos um tempo esperando em uma fila até que é chegada a nossa vez. A atendente pede os nossos documentos e passaportes, abro a minha bolsa e passo para ela, Christian também passou os seus. Como também iremos levar Safira, ela também pediu os documentos dela, como se ela tem as vacinas em dia, atestado de saúde e controle de raiva, Christian mostra tudo a ela. A atendente tem a audácia de dizer que a minha bebê teria que ir no compartimento de carga por que a porra da companhia aérea não permitia animais na primeira classe. Não preciso dizer que eu fiquei louca, não é?

— O quê? Você está de sacanagem com a minha cara, não é? — bato com força no balcão e a atendente se assusta.— Você não quer que eu coloque a minha bebê, a minha filha naquele lugar, sim? Me diga que eu entendi errado. Vamos!

— Ana por favor, calma.— Christian ri nervosamente.— Está todo mundo olhando.

— Foda-se.— digo estressada e olho para o Christian.— Christian, eu juro por Deus, que se eu tiver que colocar a minha bebê naquele lugar, eu faço um escândalo! Faça alguma coisa! Você é o pai!

— Ana! Pelo amor de Deus.— me olha constrangido, em seguida se vira para a atendente.— Não teria como você abrir uma exceção? O que precisamos fazer?

— Animais só são permitidos na primeira classe, se o cliente pagar uma taxa extra.— a atendente disse e eu revirei os olhos.— 1000.00 dólares.

— Isso é extorsão.— digo indignada.— É só uma filhote de Husky! Ela ir comigo na cabine não pode valer tanto assim.

— Você quer ir de classe econômica? — Christian segura o meu braço com força e sussurra raivoso.— Por que é para lá que nós vamos se eu não pagar essa porra de taxa. Na classe econômica permitem animais na cabine. Então, ou você para com o escândalo e deixa eu pagar essa merda, ou a Safira vai na carga. Você escolhe.

— Que seja.— rosno puxando o meu braço com força.— Idiota.

Me afasto dele e Christian conversa com a atendente fazendo tudo o que tem que fazer, não ouço o que eles falam por que estou concentrada no meu celular, também não ouço o destino que nós vamos, não me importo, só estou pensando em como eu queria cortar o pau do Christian por ter sido um babaca comigo. Pensando bem, se eu cortar o pau dele, quem irá sair perdendo serei eu, não é? Vamos esquecer isso é substituir por cortar um dedo, o mindinho que não tem utilidade alguma. Conecto os meus fones de ouvido no celular e começo a ouvir música no volume máximo, mando uma mensagem ao meu pai dizendo que cheguei ao aeroporto, papai manda de volta me desejando boa viagem e mandando eu me comportar. Mando um emoji de diabinho.

Depois de despachar as malas, Christian se aproxima de mim com as passagens e Safira em mãos, pego a caixa e olho para ele séria. Christian faz sinal para eu tirar os fones, abaixo os headphones deixando em volta do meu pescoço e o espero falar. Arqueio uma sombrancelha.

— O quê? — pergunto petulante.— Resolveu a porra do problema?

— Abaixa a sua bola.— Christian aponta para mim e eu reviro os olhos.— Tudo resolvido. Já comprei as passagens e Safira vai conosco. Temos que ir para a sala de embarque, nosso vôo sai daqui a meia hora.

— Ótimo. Para que lado? — pergunto e Christian indica.— Vamos ter escalas em algum lugar?

— Sim.— Christian diz enquanto andamos.— Em Calgary e Toronto.

— São 10:30 da manhã.— digo olhando no celular.— São quantas horas de vôo?

— Aproximadamente, 1:32.— Christian me olha, ele ajeita sua mochila nas costas.— Apresse seus passos, não podemos nos atrasar.

Saio andando na frente sem falar com ele, subo na escada rolante e Christian vem atrás. Quando chegamos ao andar superior, caminhamos até a nossa sala de embarque, mostramos nossas passagens para o funcionário do aeroporto e depois colocamos nossos pertences e Safira na esteira e em seguida passamos pelo detector de metais, graças a Deus Christian não trouxe aquela arma que ele carregava para todo o lugar com ele, ele não foi burro a ponto de trazer para cá. Passamos pelo detector tranquilamente, pegamos nossas coisas e entramos na sala.

Caminho até um assento e coloco a caixa com Safira no chão, cruzo as minhas pernas e volto a minha atenção no celular, coloco os fones de ouvido novamente. Christian senta ao meu lado, um garçom vem até nós perguntando se queríamos champanhe, Christian recusa mas eu aceito bebendo um grande gole em seguida. Antes que eu me desse conta, eu já tinha acabado a primeira taça e estava indo para a segunda.

— Pelo amor de Deus Ana! — Christian chama a minha atenção.— Vai ficar bêbada a essa hora da manhã?

— Eu não fico bêbada com champanhe, Christian.— eu reviro os olhos e bebo mais um gole de champanhe.— E eu preciso relaxar, não gosto muito de voar. Se eu tiver sorte, dormirei o vôo inteiro.

— Tudo bem, faz o que quiser.— Christian se recosta na cadeira.— Só não fique bêbada.

— Eu não fico bêbada.— resmungo terminando o champanhe.— Outra!

Christian me olha feio mas não fala nada, eu bebi quatro taças de champanhe e eu estava bastante relaxada, não bêbada, relaxada. Estou ouvindo música com a cabeça apoiada no ombro de Christian e minutos depois, ele se levanta colocando a mochila em suas costas. Parece que o nosso vôo foi chamado e eu não percebi, pego minha bolsa e Safira e caminhamos até o local de embarque, Christian passa um braço por meus ombros e nós esperamos a nossa vez de entrar. Quando embarcamos, as comissárias de bordo nos cumprimentam, procuramos por nossos assentos até que encontramos, coloco a minha bolsa e Christian a sua mochila no bagageiro acima de nós. Ponho a caixa de Safira acomodada embaixo do assento da frente, olho para ela e está tudo bem, está tirando um cochilo.

Me acomodo no meu lugar e afivelo o cinto, Christian senta ao meu lado e faz o mesmo que eu. Desligo o meu celular e fecho a persiana da pequena janela ao meu lado, tiro os óculos escuros o pendurando na gola do meu vestido. Encosto a minha cabeça no ombro do Christian e ele encosta a sua na minha, uno uma de nossas mãos e entrelaço os nossos dedos. As portas do avião se fecham e nos preparamos para a decolagem, as comissárias de bordo dão todas aquelas instruções que eu não tenho o trabalho de escutar, fecho os olhos e solto um suspiro. O avião começa a correr pela pista e em pouco minutos nós saímos do chão e vamos tomando altitude.

— Baby.— o chamo baixo.— Me acorde quando pousarmos.

— Tudo bem amor.— Christian dá um beijo em minha testa.— Não quer transformar o seu assento em uma cama? Você vai ficar mais confortável.

— Não.— resmungo.— Está bom assim.

E depois de alguns minutos, eu adormeço nos braços de Christian. Prefiro dormir do que ter um ataque, eu detesto voar. Até Calgary vai levar um tempinho, então eu irei poder dormir tranquilamente. Vai ser um longo caminho até o destino final, que eu ainda não sei qual é.

*****

Sou acordada com carícias em meu rosto, pisco os meus olhos lentamente e os abro. Christian está me olhando carinhoso e avisa que nós já iríamos pousar, me endireito no meu assento e passo uma das mãos em meu rosto, vejo pela tela do celular que estou com uma cara horrível de sono. Coloco os óculos rapidamente para disfarçar a cara horrenda e em seguida bocejo, me abaixo para ver se estava tudo bem com a Safira e ela estava brincando com seus brinquedos de morder. Aperto meu cinto e me preparo para o pouso, posso me senti suar frio, essa parte sempre deixa nervosa, Christian percebendo o meu nervosismo, puxa o meu rosto para ele e me dá um beijo calmo.

Levo uma das mãos até a sua nuca e puxo alguns fios de seu cabelo, nossos beijos vão se tornando mais intensos mas não nos importamos, sabemos que tinha pessoas ao nosso redor mas não era importante. Mordo o seu lábio inferior e Christian sorri entre o beijo, quando a falta de ar se fez presente, ele se afastou de mim dando selinhos delicados em meu lábios. Abro os olhos e percebo que já tínhamos pousado e os passageiros estão saindo da cabine aos poucos, olho para o Christian surpresa e o mesmo me lança um sorriso.

— O quê? — pergunto desnorteada.— Mas como?

— Usei as minhas técnicas de distração e você se esqueceu que estávamos pousando.— Christian diz divertido.— Eu sou demais, eu sei. De nada.

— Você nem se acha não é mesmo? — pergunto rindo e em seguida lhe dou um selinho.— Obrigada por isso, Daddy.

— Sempre as ordens babygirl.— olha para mim com ternura.— Vamos? Todos já desembarcaram.

Concordo e solto os cintos, pegamos nossas coisas e em seguida saímos do avião, caminhamos pelo corredor e quando entramos no aeroporto, Christian vai procurar saber que horas será o nosso próximo vôo para Toronto, fico esperando por ele. Quando Christian volta, diz que nosso vôo será daqui a duas horas, solto um suspiro de descontentamento. Vamos ficar aqui esse tempo todo?

— Ok, já que vamos ficar aqui, é melhor Safira andar um pouco.— coloco a caixa no chão e me abaixo.— Você trouxe a coleira dela?

— Sim, está na minha mochila.— Christian abre a mochila e pega a coleira.— Aqui.

— Obrigada.— pego a coleira.— Vamos filha, vamos sair daí e esticar um pouco as pernas.

— Para com isso, Ana! — Christian reclama.— Ela não vai te responder.

— Christian, deixa eu falar com a minha filha por favor? — digo colocando a coleira em Safira.— Pronto meu amor, vamos andar um pouquinho. Christian, estou morrendo de fome, onde achamos um lugar para comer?

— Eu acho que é para lá.— Christian aponta para uma direção.— Podemos achar algum lugar para comer.

Christian pega a caixa de Safira, damos as nossas mãos e nós começamos a andar, minha bebê está está agitada mas eu seguro a sua coleira com firmeza para ela não fugir de mim. Quando chegamos a uma praça de alimentação, sento em uma das mesas e o Christian vai pegar a nossa comida, coloco Safira em meu colo e lhe dou um de seus biscoitinhos especiais.

— Isso bebê, come tudinho.— digo com uma voz fina.— Quando chegarmos ao lugar que eu não sei qual é, você vai ter a sua ração, tudo o que você quiser.— ela me olha sem deixar de mastigar o biscoito.— Ah como você é linda amor, mamãe ama você.

Christian volta com a nossa comida e se senta próximo a mim. Meu prato é massa ao molho de camarão e o de Christian é espaguete a bolonhesa. Comemos enquanto trocamos algumas palavras, mas não muitas por que eu estava com muita fome. Bebo um gole do meu chá gelado com limão, olho para o Christian.

— Última chance.— chamo sua atenção.— Não vai mesmo me dizer onde estamos indo?

— Não vou Ana, esquece.— Christian ri.— É surpresa e você irá descobrir na hora.

— Desisto! — levanto as minhas mãos.— Vou voltar a comer.

Quando terminamos de comer, Christian pede a sobremesa, tenho vontade de ir ao banheiro então deixo Safira em seu colo e me levanto na mesa. Olho as placas de sinalização, e sigo para onde fica o banheiro feminino, entro e caminho até uma das cabines. Faço minhas necessidades, me limpo e em seguida saio para lavar as mãos, as enxugo com papel toalha o amasso e jogo no lixo em seguida. Saio do banheiro e volto para onde estava, vejo Christian brincando com Safira em seu colo e conversando com ela, abro um sorriso de lado e me aproximo silenciosamente de onde ele estava.

— Peguei você.— digo o assustando.— Para com isso Christian, ela vai responder você.

— Ok. Você me pegou.— Christian diz risonho.— Mas olhe essa carinha, parece que ela entende tudo o que eu falo.

— Que fofo.— digo irônica.— O que é isso? Cheesecake de morango? Ah eu te amo.

— Eu também amo você.— Christian me olha.— Vamos comer nossas sobremesas e ir para a sala de embarque.

— Não vejo a hora de chegar logo.— recosto na cadeira.— Viajar cansa.

— Nós vamos chegar logo logo.— Christian me tranquiliza.— Paciência.

Continuo comendo o meu cheesecake, e Christian o seu petit gateau, ele queria dar um pouco para Safira mas eu neguei, isso não poderia fazer bem a ela, e não teríamos como levá-la a um veterinário, caso ela passasse mal. Estou distraída com a minha torta, que não percebo quando o Christian tira uma foto minha com a máquina fotográfica que eu tinha comprado, olho para ele o questionando. Christian sorri para mim.

— Primeiro registro da viagem.— Christian ri.— Você está linda.

— Você me pegou distraída.— pego a câmera e olho a foto.— Pelo menos eu fiquei bonita.

— Não tem a mais remota chance de você parecer feia.— ele me lança uma piscadela.— Terminamos? Precisamos ir.

— Sim.— como a última fatia e me levanto pegando a minha bolsa.— Vamos.

Christian se levanta e coloca Safira no chão, seguro a sua coleira e nós começamos a andar rápido em direção a sala de embarque. Chegando lá, eu me abaixo tirando a coleira de Safira, a coloco dentro da caixa e fecho a porta. Colocamos nossas coisas na esteira, Christian mostra as passagens e nós entramos na sala, nos acomodamos nos assentamentos e esperamos até o nosso vôo ser chamado.

Depois de 15 minutos de espera, o nosso vôo é anunciado. Pegamos tudo e caminhamos em direção a aeronave, já nos nossos assentos, eu afivelo o cinto e Christian faz o mesmo. Fico conversando com o Christian enquanto o avião decolava, a decolagem e o pouso eram os movimentos que mais me afligiam e ele fazia de tudo para eu esquecer disso. Quando o uso de aparelhos eletrônicos tinha sido liberado, pego o meu iPad na bolsa e o ligo, conecto os meus fones nele e leio um livro enquanto ouço músicas. Christian está ao meu lado fazendo vendo alguma série na pequena TV do seu assento, o vôo será longo, então precisamos nos distrair de algumas forma. Isso já estava se tornando cansativo, eu só queria chegar logo nesse lugar misterioso, não conseguia conter minha ansiedade.



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