História Hotter Than Hell - Capítulo 37


Escrita por:

Postado
Categorias 50 Tons de Cinza, Barbara Palvin, Dakota Johnson, Jamie Dornan, Justin Bieber
Personagens Anastasia Steele, Christian Grey
Visualizações 60
Palavras 5.922
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 37 - Forever Yours


Fanfic / Fanfiction Hotter Than Hell - Capítulo 37 - Forever Yours

Anastasia Steele

Christian tira as malas do táxi enquanto eu pago o motorista, seguro Safira e saio do carro. Estamos em um cais, vamos pegar uma lancha para chegarmos até a ilha. Era fim de tarde quase noite, alguns raios de Sol iluminavam o céu o que deixa a paisagem daquele lugar incrível com um toque diferente, as praias daqui são incríveis. Cumprimentamos o homem que iria pilotar a lancha e Christian me ajuda a entrar, vou para a frente da embarcação e coloco a caixa de Safira no chão, minha bebê já deve estar cansada de ficar presa. Christian vem para o meu lado e aos poucos a lancha vai deixando o cais. Observo o mar e sinto a brisa tocando o meu rosto, em poucos momentos na minha vida, eu senti paz, tranquilidade, posso dizer que essas sensações são novas para mim, mas tão bem-vindas, faz com que eu queira nunca mais ir embora daqui. E olha que nós acabamos de chegar!

— Você definitivamente escolheu um ótimo lugar Chris.— digo sem abrir os olhos.— Nós mal chegamos e eu não quero ir embora.

— Eu sabia que você iria gostar.— ele diz calmo.— Vamos aproveitar muito esse paraíso.

— Tenho certeza que sim.— olho para ele.— Ouvi dizer que aqui tem ótimas festas, será que podemos voltar para a cidade em algum momento e ir em alguma?

— Claro que sim.— Christian se aproxima de mim e segura os dois lados do meu rosto.— Mas antes, quero aproveitar ao máximo você só para mim.

Abro um sorriso e Christian une os nossos lábios em um beijo, seguro a sua nuca e retribuo. Estamos aproveitando o passeio de barco e tiramos algumas fotos, depois de um tempo, Christian aponta em direção a ilha que nós iríamos ficar, o abraço e encosto a cabeça em seu peito esperando o momento de desembarcar. Quando finalmente ancoramos na ilha, pego Safira e minha bolsa saindo da lancha em seguida, Christian vem logo atrás com as nossas malas. Aquele lugar era maravilhoso e a casa então nem se fala, uma mansão de apenas um andar, janelas de vidro enormes que davam visão privilegiada da praia, nos arredores tinha uma vasta vegetação, palmeiras, coqueiros, flores coloridas, eu definitivamente estava no paraíso. Olho ao redor completamente encantada.

Christian tira um molho de chaves do bolso e abre a porta da frente, entramos e quando ele acende as luzes da sala, eu posso ver tudo com mais clareza. Os móveis são claros, tudo em tons de bege, branco e azul, uma parede que na verdade era uma janela e uma porta dupla que dava para uma varanda com acesso direto a praia. Um balcão dividia a cozinha da sala, decorada com os mesmos tons, acho que era assim na casa inteira. Tiro o meu tênis ficando descalça e largo a minha bolsa no sofá, abro a caixa e tiro Safira a colocando no chão e ela começa a correr e explorar os cômodos da casa. Christian me mostra tudo a o cômodo que eu mais gostei foi o quarto que nós iríamos ficar, ele era enorme, com uma cama de dossel branca e cortinas transparentes da mesma cor, a cama ficava em frente as portas duplas da varanda que dava acesso a praia, eu conseguia ver as pequenas ondas quebrando de onde eu estava e a lua no horizonte.

Saímos do quarto depois de deixar nossas coisas e Christian me leva para a área dos fundos, tinha uma piscina que estava iluminada por suas luzes internas, tinham espreguiçadeiras, duas mesas com sombreiros, um bar e uma churrasqueira. Não preciso dizer que fiquei maravilhada com tudo ao meu redor.

— Incrível.— digo sorridente.— Essa casa é maravilhosa, Christian. Como conseguiu alugar em tão pouco tempo?

— Eu não aluguei.— olho para ele sem entender e Christian logo esclarece.— A ilha é nossa.

— O quê? — pergunto sem acreditar e em seguida solto um riso.— Por quê? Como você conseguiu comprar?

— Porque somos parceiros, esqueceu? Tudo o que é meu, é seu também. Mais seu do que meu, na verdade. — ele se aproxima de mim e me dá um selinho.— Eu tinha um bom dinheiro guardado, e comprei. Vai ser o nosso refúgio, ninguém tem conhecimento desse lugar, só eu e agora você.

— Eu não sei o que dizer.— digo rindo.— Você é maluco! E se a gente terminar um dia?

— Não tem a menor chance disso acontecer.— Christian roça o seu nariz no meu.— Mas se acontecesse, o que eu acho muito difícil, não seria um problema. Tudo isso aqui está em seu nome.

— Você definitivamente é louco.— abraço seus ombros.— Não acredito que fez isso!

— Eu sou louco por você, já falei.— ele acaricia o meu rosto.— Gostou da surpresa?

— Se eu gostei? Eu adorei isso.— digo sorrindo.— Eu te amo. Obrigada por isso.

— Eu também te amo, minha princesa.— reviro os olhos divertida.— Vamos tomar um banho e relaxar? Depois, vou fazer fondue para nós.

— Eu gosto da forma que você pensa.— lhe dou um selinho.— Eu estou mesmo precisando de um banho.

— Então vamos nessa.— Christian de repente me pega no colo e eu enrolo minhas pernas em sua cintura começando a rir.— Eu vou cuidar de você.

Entramos na casa e Christian vai em direção direção ao quarto. Chegando lá, nós tiramos as nossas roupas e entramos no banheiro, tomamos banho juntos, Christian me lavou e eu o lavei, mas não passou disso, claro que trocamos alguns beijos apenas isso, estávamos exaustos demais para fazer qualquer outra coisa. Quando acabamos, me enrolo em uma toalha e pego outra começando a secar meu cabelo, saio do banheiro e vou até onde está minha mala a abrindo em seguida. Pego uma calcinha e uma blusa curta que deixava a minha barriga a mostra e me visto em seguida. Saio do quarto e vou em direção a cozinha, abro a bolsa que estava em cima do balcão, nela tinham as coisas de Safira, pego suas tigelas e a ração. Coloco água em uma e sua comida em outra, deixa em um canto na cozinha.

— Safira, baby.— a chamo alto.— Vem comer!

Safira sai do corredor vai direto para a sua tigela de ração. Christian entra na cozinha e começa a olhar o que tinha nos armários, vou até a dispensa e vejo que ela estava toda abastecida, pego as panelas de fondue que ele tinha me pedido. Volto para a cozinha e vejo Christian no fogão preparando algo, deixo as panelas no balcão e me aproximo dele o abraçando por trás.

— Já está preparando o fundue? — pergunto apoiando o meu queixo em seu ombro.— Precisa de ajuda?

— Na verdade sim.— Christian vira um pouco o rosto para me olhar.— Preciso que coloque frango para grelhar e corte esses pães aqui.

— Tudo bem.— dito me afastando dele.— Em cubos?

— Isso.— Christian balança a cabeça.— Depois você lava as frutas para a sobremesa.

Começo a cortar os pães da maneira que ele me disse, quando termino, coloco em uma tigela. Em seguida preparo o frango, Christian se afasta do fogão e eu tomo o seu lugar, coloco o frango para grelhar, pego um garfo para virar os pedaços. Com o frango já pronto, eu o coloco em outra tigela. Christian retoma o seu lugar no fogão e eu vou em direção ao balcão, vejo que em uma panela já estava o queijo derretido, espeto um pedaço de pão e em seguida mergulho no queijo, assopro um pouco e em seguida como, gemo em completo sinal de satisfação e Christian reclama comigo dizendo que não era para eu comer ainda. Vou até a geladeira e pego as frutas, levo até a pia e começo a lava-las, logo terminei.

Christian já tinha colocado o chocolate na outra panela de fondue, ele me pede para pegar o vinho na geladeira e em seguida o ajudar a levar tudo para a sala. Faço o que ele pediu e em seguida vamos para a sala, Safira estava deitada no tapete toda preguiçosa, colocamos tudo perto das almofadas que tinham no chão e Christian se senta, vou em direção ao nosso quarto e pego uma manta. As lentes de contato estavam incomodando os meus olhos então pego a minha bolsa tirando a caixinha de dentro, tiro as lentes e guardo, pego meus óculos de grau e coloco no rosto, volto para a sala. Parece que Christian tinha posto música e tinha abaixado a intensidade das luzes, sento no chão a sua frente.

— Voltei.— abro um sorriso.— A propósito, isso está ótimo.

— Claro, fui eu que fiz.— chuto o seu pé com o meu.— O que? Mas é verdade!

— Ok Christian, você é um cara de muitos talentos.— digo irônica. Espeto um pedaço de frango e mergulho no queijo, levo a boca.— Humm. Isso definitivamente está maravilhoso.

— Toma.— me passa uma taça de vinho.— Queria propor um brinde.

— Tudo bem.— pego a taça e olho para ele.— Vamos brindar a quê?

— A nossa primeira viagem.— Christian sorri.— A primeira de muitas que ainda vamos fazer.

— Nossa primeira viagem.— batemos nossas taças e em seguida eu bebo um gole do vinho.— Sabe, eu tenho um sonho bobo.

— E que sonho é esse? — ele me olha com atenção.— Pode me contar.

— Eu ia fazer isso agora.— rio e deito de bruços no tapete, me apóio nos cotovelos.— Você sabe que eu quero dar uma volta ao mundo depois que eu me formar, não é? — pergunto olhando para ele que concorda.— E se, você fosse comigo?

— Espera, você está incrível nessa posição.— Christian pega a câmera que estava no sofá.— Não se mexa. Vou tirar uma foto.

— Vai ser a viagem inteira assim? — pergunto gargalhando.— Eu sendo feita de modelo por você?

— Isso! Olha só esse sorriso, mantém ele.— ouço os cliques da câmera.— Você fica incrível de óculos. Já te falei isso? Sexy nerd?

— Para! — digo rindo.— Vai me sacanear agora? Chega de fotos, amor!

— Parei, mas eu tinha que registrar, está mais linda do que nunca.— Christian coloca a câmera no sofá novamente.— Então, deixa eu ver se entendi.— Christian levanta uma mão.— Você quer sumir no mundo, e quer que eu vá junto, é isso?

— É.— concordo sorrindo mas depois meu sorriso some.— Por quê, é uma ideia ruim?

— Não, longe disso.— ele balança a cabeça negativamente.— É só que, é isso o que você quer? Viver a vida sem destino, sempre em um lugar diferente?

— E por que não? — o olho sem entender.— Viver a vida como nômades, sempre em um país novo, conhecendo outras culturas, comendo comidas exóticas, tudo isso no mais alto luxo.— espeto um frango e depois mergulho no queijo, como em seguida.— Se existe melhor forma de viver a vida, eu não sei. Somos ricos, Christian. Não temos que nos preocupar com nada, poderíamos viver sem rumo tranquilamente.

— Você está enganada.— Christian bebe um gole do seu vinho e em seguida me olha.— Meus pais são ricos, seu pai é rico, Ana. Não nós, nós não temos quase nada.

— Ah é mesmo? — pergunto desconfiada.— E como você comprou essa ilha, como você tem aquela cobertura se pelo o que eu sei, seus pais não bancam você? Como você tem todos aqueles carros e três motos?

— Eu tinha uma reserva. Do tempo que eu trabalhava para o Jack.— me olha com atenção.— Mas está quase acabando, até a formatura eu vou estar sem nada.

— Mas isso pode mudar! — insisto.— Podemos ficar muito mais ricos que os nossos pais, ter muito mais poder que o Jack e a The Legion tem. E eu sei como fazer isso.

— Eu tenho até medo de perguntar.— Christian olha para o teto e em seguida me olha.— O que você tem em mente?

— Não vamos falar disso agora.— dou um gole no vinho.— Nossas férias foram justamente para deixarmos todos os problemas em Seattle, lembra? Vamos cumprir isso.— olho para ele.— Mas, você iria comigo ou não? Digo, viver ao redor do mundo.

— Eu iria para você pra qualquer lugar.— Christian se aproxima de mim e me dá um selinho.— Não tem nem o que contestar, para onde você for, eu vou.

— Vai ser incrível.— digo imaginando.— Vamos ganhar o mundo e seremos muito felizes, eu mal posso esperar para o próximo verão.

— Não, não.— Christian nega e em seguida sorri.— Seremos muito felizes agora, o futuro vai ser muito melhor.

Christian me vira deitando as minhas costas no chão e em seguida me beija calmamente, nós trocamos alguns selinhos e em seguida voltamos a comer. Estou encostada em algumas almofadas com a manta sobre minhas pernas e Christian está ao meu lado dando comida em minha boca, solto um riso e depois ele me dá um selinho. Conversamos sobre assuntos banais e ele sempre me fazia rir, mesmo que suas piadas fossem sem graça, ele me fazia rir por conta da forma que ele contava. Estávamos fazendo guerra de polegar, ideia boba de Christian, ele sempre ganhava de mim.

— Não vale! — digo gargalhando.— Você sempre ganha de mim, isso não é justo!

— Eu não tenho culpa se você tem esses dedinhos minúsculos.— Christian morde o meu dedão e depois chupa.— Vamos de novo.

— A gente é tão bobo.— faço um biquinho e depois sorrio, nossos polegares se movimentam.— Quantos anos, de idade mental você acha que temos?

— Fale por você por que eu sou bem maduro.— Christian dá de ombros e em seguida seu polegar captura o meu.— Ganhei! Você perdeu. Eu sou demais.

— Foda-se.— digo rindo e largo a sua mão.— Sabe o que eu vou fazer? Comer esse fondue de chocolate, é o melhor que eu faço.

— Eu tenho uma idéia melhor.— Christian me olha malicioso.— Deite e deguste.

Tiro os meus óculos colocando no sofá, me acomodo melhor entre as almofadas e aguardo o que ele irá fazer. Christian pega um morango, mergulha no chocolate e depois se volto para mim, ele se aproxima e fica apoiado em um braço ficando um pouco acima de mim. Ele leva o morango até os meus lábios e os lambuza com o chocolate, indica para que eu morda a fruta e eu o faço, Christian abaixa a cabeça e une nossos lábios em um beijo, o sabor da fruta junto ao chocolate explode em nossas bocas, as línguas se entrelaçavam e o beijo era o mais malicioso possível, tinha gosto gosto de pecado, um pecado delicioso. Quando nos separamos, Christian olhava para mim, seu rosto estava perfeito nas sombras, eu podia ver os seus olhos brilhando, ele me fitava intensamente, ele come a outra metade do morango e acaricia meus cabelos. Todo aquele clima estava tão bom, era tão simples mas tão intenso, não dava para ignorar a intensidade do momento.

— O que foi? — pergunto baixo e abro um sorriso fraco.— Por que está me olhando assim?

— Eu te amo, Ana.— Christian diz baixo.— Eu nunca me senti dessa forma. Você foi a primeira por quem eu me permiti realmente sentir, a primeira que eu deixei entrar.— ele faz carinho em meu rosto e eu fecho os olhos aproveitando a sensação.— Eu sei que sou complicado, não sou fácil como você também não é, não vou dizer que não vamos brigar, nós vamos brigar muito. Mas não vamos nos deixar, sabe por que? — Christian pergunta e eu nego.— Porque um amor como o nosso, não se encontra facilmente. Foi através dos nossos demônios e das nossas fraquezas que nos tornamos feitos um para o outro. E foi através desse amor que estamos sentindo agora, que nós encontramos a salvação que precisávamos. Eu estou viciado em você, Ana. E não consigo parar, e nem sei se um dia irei conseguir.

Eu abro um sorriso enorme, puxo o Christian para um beijo calmo, sabe aquele momento em que o coração transborda? Que você não consegue controlar os sentimentos de tão fortes e intensos que eles são? Era assim que eu me sentia. Eu não tinha palavras certas para expressar o que eu sentia, mas ele sempre sabia o que dizer, não importava a ocasião, ele sabia. E não eram só suas palavras, também eram as suas ações, tudo o que Christian falava ou fazia, eu me sentia especial, a garota mais privilegiada do mundo, ele fazia eu me sentir a única no mundo para ele. E na verdade eu era. Nunca achei que poderia ter isso algum dia, que eu iria merecer isso. Os garotos só queriam uma coisa de mim, eles só queriam me usar. Mas eu me permiti ser usada, tudo por que eu achava que era a única coisa que eu merecia, ser feita de brinquedo pelos rapazes. Eu não poderia me contentar só com isso, não é? Eu sou muito mais que isso. Eu sou digna de ser amada, não sou? Não uma pessoa nojenta, que merecia tudo de ruim em sua vida, mesmo que as pessoas ao meu redor dissessem isso o tempo inteiro. E percebi isso, quando o Christian apareceu, a primeira pessoa que me enxergou de verdade, que cuidou de mim e me amou como ninguém antes. É tão incrível que em um mundo com tanta gente, com tantos desencontros, nós fomos capazes de nos encontrar, não tenho palavras para descrever o quão grata eu sou, por isso ter acontecido. Finalmente sinto que encontrei a felicidade.

— Eu estou tão feliz, nunca me senti assim na vida, Christian. Nem sequer imaginei que iria me sentir assim algum dia, nunca me achei merecedora de algo tão puro. Eu sou tão suja.— digo com a voz embargada e Christian nega imediatamente.— Principalmente depois de tudo o que eu passei, é muito bom me sentir como se nada pudesse estragar essa felicidade. Eu não quero que estrague, não quero perder você.— levo uma mão ao seu rosto e começo a acariciar. Christian leva a minha mão os lábios e dá um beijo.— Por mais que as vezes eu seja irracional, que não seja fácil lidar comigo, e por mais que eu não diga sempre, eu te amo de verdade, Christian. E estou tão feliz por você ter entrado na minha vida, porque você se tornou o homem dela.

— Você não é suja, nunca mais diga isso por que não é verdade.— Christian olha em meus olhos com firmeza.— Me prometa, que nunca mais irá pensar dessa forma sobre si mesma.— concordo com a cabeça, eu queria chorar.— Prometa, Ana. Eu preciso ouvir você dizer.

— Eu prometo.— digo com a voz embargada.— Por mais que seja besteira, eu sei a verdade. Você que pensa demais de mim.

— Besteira é o que você diz! — Christian me olha sem acreditar.— Anastasia quando você irá colocar na sua cabeça que é perfeita? E toda aquela autoconfiança, onde foi parar?

— Não é real.— dou ombros e desvio o olhar.— É apenas um escudo para me parecer superior, sabemos que não sou nada disso.

— Ana, olha para mim.— Christian pede suave. Nossos olhos se encontram.— As pessoas acham que te conhecem, por conta da imagem que você mostra a elas, mas não sabem a metade do que você realmente é, você é uma garota incrível.— nego e Christian segura o meu rosto.— Sim. Você é tão forte, passou por tanta coisa e ainda sim está aqui. Você é uma sobrevivente, Ana! É algo para se orgulhar.— encosta a sua testa na minha.— Não se desmereça assim dizendo coisas desse tipo, você é maravilhosa, maluca, malvada, cruel na maioria das vezes, mas ainda sim, maravilhosa. E você sabe disso. Está falando essas coisas só para me ouvir te enchendo de elogios.

— Seu bobo! Estragou todo o clima.— bato em seu braço gargalhando. Quando paro, ficamos nos olhando. Sussurro.— Acha mesmo tudo isso de mim?

— Cada palavra dita, é verdadeira babygirl. Você é incrível.— Christian sussurra de volta.— Você é a imperfeita mais perfeita que eu conheço.— ele diz colocando uma mecha do meu cabelo atrás da orelha e me olha profundamente.— E eu também te amo. Até o infinito.

— Até o infinito.— eu digo sorrindo. Fecho os olhos.— E agora? O que a gente faz?

— E agora.— Christian se aproxima da minha orelha e sussurra.— Eu irei fazer amor com você. Vou venerar seu corpo, do jeito que você merece. Centímetro por centímetro. A. Noite. Toda.— e com a sua fala, minha respiração se acelera.— E não irei parar, não até o meu cheiro e o meu gosto estarem impregnados em você, não até você gritar o meu nome a plenos pulmões.— morde o lóbulo da minha orelha.— Irei devorar você inteira, com morangos e chocolate para acompanhar. Você gostaria disso?

— Oh sim.— eu gemo baixo.— Eu gostaria muito.

Abro os olhos e nós nos fitamos sem pretensão de desviar o olhar, Christian afasta a coberta deixando o meu corpo a mostra, ele tira a minha blusa me deixando apenas de calcinha, a brisa entrava pela porta aberta da varanda deixando os bicos dos meus seios arrepiados, mordo os lábios suavemente e o olho com expectativa. Christian pega um morango o mergulhando no chocolate derretido e se volta para mim, ele passa o morango na pele do meu pescoço e vai deixando um rastro por todo lugar, chega nos seios e passa a fruta ao redor dos mamilos, seu olhar encontra o meu e ele sorri, aquele sorriso sensual que só ele sabia dar. Desce a fruta para o meu abdômen e depois para a barriga, deixando tudo lambuzado. Eu pensei que havia acabado alí, mas estava enganada, Christian tira a minha calcinha e leva a fruta até a minha intimidade e passa entre os meus lábios, arregalo os olhos.

— Humm.— Christian morde o morango e fecha os olhos em satisfação.— Definitivamente, o seu gosto é bem melhor do que o chocolate.— me lança um sorriso safado.— Seu rosto está vermelho. Você está chocada, consegui te escandalizar, Ana?

— Poucas coisas na minha vida foram capazes de me chocar.— levo as mão ao rosto e solto uma risada.— Agora eu estou com vergonha. Grande feito, Christian. O que eu faço com você?

— Você, eu não sei.— Christian se aproxima de mim com um olhar predatório.— Mas eu, vou fazer infinitas coisas com você.

Christian coloca a outra metade do morango na minha boca, mordo a fruta mastigando em seguida, ele aproxima a sua boca da minha iniciando um beijo, levo uma mão até sua nuca e sorrio entre o beijo, os sabores se misturavam tornando tudo mais gostoso e intenso. Christian desce os lábios para o meu pescoço e começa a chupar o chocolate da região, fecho os olhos e solto um gemido, seguro a sua nuca e viro minha cabeça para o lado dando mais acesso a região. Seus lábios vão para os meus seios, chupa cada um limpando o chocolate do local, mordo o meu lábio inferior sentindo sua língua em contato com os meus seios, sinto a minha excitação escorrer entre minhas pernas.

Quando Christian deixa os meus seios, e sua atenção vai para a minha amiga barriga, ele chupa todo o chocolate da minha pele até chegar a minha intimidade, fica entre as minhas pernas e me olha malicioso.

— Agora, vem a melhor parte.— Christian sussurra, abre um sorriso de lado.— Meu doce preferido.

Christian leva a boca até a minha intimidade, seguro os seus cabelos, meu corpo se arqueia, fecho os olhos e solto um gemido ao sentir ele me chupar. Sua língua me penetra e eu grito, o prazer que estou sentindo é impossível de ser controlado. Puxo os seus cabelos com delicadeza e Christian continua a me chupar, dessa vez com mais intensidade, ele não olhava para mim em nenhum momento, acho que ele estava mais concentrado no seu trabalho com a sua boca e língua.

Sinto uma pequena mordida em meu clitóris e solto um grito arqueando ainda mais o meu corpo. Minha respiração estava ofegante e meu coração acelerava cada vez mais, o prazer enorme, tudo o que eu queria era gozar o mais rápido possível, mas que aquilo não acabasse nunca. Confuso, não? Mas eu não conseguia pensar claramente quando estava em momentos assim com o Christian, eu só pensava em chegar a libertação. O que não iria demorar para acontecer, sentia que estava chegando perto.

— Oh sim! — gemo alto.— Não para, Christian.

— Eu sinto que você quer gozar.— afasta os lábios e penetra dois dedos começando a movimenta-los.— Acha que consegue segurar por mais tempo?

— Não.— minha respiração está fora de controle.— Eu não vou aguentar mais que isso, termina logo.

— Irei levar isso no meu ritmo.— Christian me olha e abre um sorriso provocador.— Só vai gozar, quando eu quiser.

— Eu te odeio.— digo gemendo.— Mais do que você pode imaginar.

— É mesmo? Seus gemidos me dizem ao contrário.— abre um sorriso lento.— Bela tentativa. Tente novamente.

Seus lábios voltam para a minha intimidade e Christian me chupa com rapidez, jogo a minha cabeça para trás e solto um gemido alto. Seguro os seus cabelos e rebolo em sua boca, ele volta a penetrar os seus dedos dentro de mim, Christian chupa o meu clitóris e eu mordo o lábio inferior em busca de conter os meus gemidos. Eu não estava mais conseguindo suportar todas aquelas sensações que se apoderaram dentro de mim, aqui ia crescendo, crescendo, e tomando proporções tão grandes, que tudo o que eu quero, é chegar ao clímax.

Meus olhos rolam fora das órbitas e eu abro um sorriso de satisfação, levo uma mão até os lábios e mordo um dedo. Christian aumenta a velocidade das chupadas e eu estou chegando lá, meu peito sobe e desce por conta da respiração pesada, Christian abraça as minhas pernas me puxando mais para a sua boca. Meu coração bate forte no peito, tudo o que é ouvido, são os sons dos nossos gemidos e das nossas respirações pesadas. Finalmente, eu chego ao orgasmo e Christian bebe cada gota soltando gemidos roucos, ele afasta seu rosto das minhas pernas e olho para mim sem sair do lugar, descanso elas em seus ombros e solto um suspiro relaxando o meu corpo nas almofadas.

— Já cansou? — Christian pergunta brincalhão.— Mas eu ainda nem comecei.

— Isso foi...— levanto meus braços acima da cabeça e sorrio.— Inebriante. É, essa é a palavra.

— E sabe o que mais é inebriante? — Christian sobe o corpo e seus lábios ficam próximos dos meus.— Você.

Nós começamos a nos beijar de modo selvagem, abraço o seu pescoço e o puxo mais para mim. Enrolo minhas pernas em sua cintura, e quando ele menos espera, nos viro montando em seu corpo, apóio minha mão em seu peito e o beijo novamente, Christian acaricia os meus cabelos para trás e morde o meu lábio inferior, ele leva as suas mãos até os meus seios e começa a aperta-los, rebolo em seu colo e corro as minhas unhas pelos seus ombros. Desço os beijos para o seu queixo e dou algumas mordidas, minha atenção é voltada para o seu pescoço onde eu dou alguns chupões que podem ficar marcados. Christian puxa meu cabelo com força e me faz olhar para ele.

— Você ainda vai me enlouquecer.— Christian sussurra, me aproximo dele e roço os meus lábios nos seus. Nossas respirações descompassadas se misturam.— Eu te desejo tanto. Essas curvas me deixam louco. Cada pedacinho seu, me leva a loucura babygirl. Você é tão linda.

— Como é possível, a cada dia que passa, eu querer mais e mais de você? — pergunto no mesmo tom, Christian segura a parte de trás do meu pescoço.— Acho que você se tornou um vício para mim, daqueles que se tornam impossíveis de largar, ou de viver sem. E eu não quero parar de me sentir assim, nunca.

Christian sorri de lado e em seguida me puxa para outro beijo, me apóio em seus ombros e retribuo o beijo com mais intensidade. Quando nos separamos, começo a abrir a sua bermuda tirando junto com a cueca em seguida, lanço um sorriso malicioso em sua direção e em seguida pego um pouco de chocolate e coloco em seu pescoço, peito e abdômen. Me preparo para tirar o doce de sua pele, mas Christian ri.

— Espera aí.— Christian ri.— Agora eu serei a sua sobremesa, é isso?

— Direitos iguais, você não acha, Daddy? — pergunto maliciosamente.— Apenas aprecie.

Começo a chupar seu pescoço com vontade, em seguida chupo o seu peito, seus mamilos se arrepiam, olho para ele divertida e nós começamos a rir. Quando chego em seu abdômen, minha língua passeia por todos os seus gominhos, ouço a voz rouca de Christian gemer. Eu tenho um verdadeiro Adonis em minhas mãos e nunca me dei conta disso? Ele parece tão bem a meia luz, suado, ofegante e o melhor de tudo, nú. É realmente uma bela visão e o melhor de tudo, ele é meu. Saindo do seu colo, eu me ajoelho sob as minhas pernas, seguro o seu pau com firmeza e em seguida coloco um pouco de chocolate no topo. Christian está me olhando com expectativa e eu lhe lanço um sorriso, e sem dar tempo para ele raciocinar, eu abaixo a minha cabeça em uma velocidade espantosa e começo a chupa-lo.

Minha cabeça sobe e desce em uma velocidade impressionante, tento levar tudo o que eu posso dele, Christian é grande, mas eu conseguia tirar de letra sem engasgar. Ele leva uma das mãos até os meus cabelos e segura com força, meus olhos capturam os seus e eu faço uma expressão de menina inocente, os caras adoram. E realmente teve o efeito esperado, por que Christian fecha os olhos e solta um gemido alto. Quando os meus lábios deixam o seu eixo, eu continuo o masturbando com as mãos, olho para ele com atenção, Christian respirava com dificuldade e não conseguia controlar os seus gemidos.

— Ei.— chamo a sua atenção. Christian abre os olhos e me fita.— Onde quer gozar? Rosto, seios ou boca? Aproveite que estou te dando opções.

— Ahn o quê? — pergunta confuso sem deixar de gemer.— Qual foi a pergunta?

— Perguntei onde quer gozar.— aumento os movimentos das mãos.— Rosto. Seios. Boca. Sua escolha.

— Você inteira.— Christian ofega.— Posso ter isso?

— Poderemos pensar a respeito, ainda temos a noite toda.— arqueio uma sombrancelha e sorrio de lado.— Mas já que você não quer escolher, eu escolho por você.

— Não, não. Eu escolho.— ele diz apressado.— Boca.

Sorrio satisfeita e em seguida volto a chupa-lo com rapidez. Masturbo o que não cabe e levanto a cabeça para olhar em seus olhos, Christian acaricia meu cabelo e não desvia seu olhar de mim, ele está pegando fogo, intenso, perigoso, só esse olhar estava fazendo coisas inexplicáveis comigo. Sinto suas veias engrossarem em minha boca e sou membro inchar, sinto um pouco do gosto do seu líquido. Christian ejacula em minha boca, engulo tudo e meus lábios deixam o seu pau. Olho para ele que estava tentando normalizar a sua respiração, limpo os cantos da minha boca com o dedo indicador e em seguida o chupo, me ajoelho e coloco as mãos em cima das coxas o observando se recompor.

Christian segura a minha cintura e em seguida me puxa para baixo subindo em cima de mim, solto um gritinho e depois começo a rir. Ele me beijou interrompendo o som e eu levo uma mão até o seu rosto e acaricio sua mandíbula. Estava distraída aproveitando os seus beijos que não percebo quando Christian me penetra com tudo, largo os seus lábios e solto um gemido alto, meus olhos fecham automaticamente. Meu corpo se movimenta com as estocadas rápidas que ele dava, arqueio as coisas e mordo os meus lábios com força. Enrolo minhas pernas em sua cintura e o puxo para mais perto, minhas mãos vão até às suas costas e eu começo a arranhar. Christian leva os lábios para o meu pescoço e começa a chupar a região, ele sugava com força o que com certeza deixará marcas.

Seguro os cabelos de sua nuca e arfo, estava tão bom, a cada dia ficava ainda melhor. Suas estocadas vão se tornando mais firmes e até violentas, consigo sentir dor, mas uma dor tão prazerosa que faz com que eu queira que nunca acabe. Nossos corpos estão em chamas, nem a brisa é possível fazer com que eles esfriem, estamos suados, com o cheiro do outro impregnado em nossas peles. Quando eu menos espero, Christian me põe de quatro e me penetra com muito mais intensidade, solto um gemido alto e mordo os lábios quando ele segura os meus cabelos com força, fecho os olhos e o sinto cada vez mais profundamente dentro de mim.

— Sim, oh Chris.— gemo alto.— Mais! Eu estou quase lá.

— Isso baby, assim.— geme baixo.— Você está perto? Eu também estou. Vamos juntos.

Ele aumenta suas investidas e eu aperto os meus olhos o quanto posso, a carga elétrica que percorria os nossos corpos era insana, eu não aguentava mais, minha respiração estava tão alterada que eu sentia que me faltava ar, lutava para recuperar o fôlego mas o esforço era tanto, que isso estava se tornando impossível. Eu estava a caminho, a beira do precipício. Quando Christian e eu gozamos, nossos líquidos se misturaram, caímos exaustos no tapete com as respirações descontroladas, meus cabelos estavam encharcados de tanto que eu estava suada, afasto os fios do rosto e solto um suspiro. Aos poucos, nossas respirações vão se acalmando.

Pego a manta e nos cubro da cintura para baixo, deito no peitoral de Christian e ele começa a acariciar as minhas costas. Isso tinha me deixado tão exausta que eu poderia dormir agora mesmo, mas eu ainda não queria me entregar ao sono, estava tudo tão incrível que eu ainda temo que seja só um sonho. Dedilho o peito de Christian.

— Obrigada.— digo baixo e lentamente.— Por essas férias incríveis, por essa primeira noite nesse paraíso maravilhosa e pela ilha. Você realmente sabe como fazer uma garota se sentir especial.

— Você é especial.— Christian olha para mim.— E isso não foi nada. Eu faço tudo para te fazer feliz.

— Eu só preciso de você.— apoio meu queixo em seu peito e o olho.— Não me deixe.— balanço a cabeça negativamente.— Só assim eu serei feliz.

— Então você será feliz para sempre.— Christian nos vira e sobe em cima de mim.— Por que eu nunca vou deixar você.

— Isso é bom.— digo rindo.— O que você acha de darmos um mergulho, agora?

— Agora? Mas está tão bom aqui.— Christian beija meu nariz.— Mas tudo bem, vamos. Eu estou com calor.

Levantamos e saímos porta a fora, saio correndo pela areia e Christian e eu apostamos uma corrida, quando ele consegue me alcançar, me pega pela cintura e me leva para o mar. Solto uma gargalhada tentando me soltar, mas Christian não permite. A noite estava agradável, a brisa era suave e as ondas eram calmas, uma lua cheia e brilhante iluminava o céu e era possível nós vermos um ao outro. Nadamos um pouco e em seguida eu vou para Christian enrolando minhas pernas em sua volta e abraçando o seu pescoço, trocamos beijos, sussurramos o quanto nos amávamos e em seguida, ele me fez flutuar no momento em fizemos amor na água. Lento, calmo, cuidadoso. Aquela noite ficaria para sempre marcada em minha memória, eu nunca em um milhão de anos, poderia me esquecer do que aconteceu aqui, de como nossas almas foram despidas e os nossos sentimentos foram escancarados, sem medo. E foi nessa noite, que eu foi dormir com um sorriso bobo estampado no rosto. Tudo está perfeito. Christian e eu. Do jeito que tem que ser.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...