História Hourglass - Capítulo 1


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Categorias Elsword
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Visualizações 2
Palavras 1.308
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Musical (Songfic)
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom, minha primeira fic de Elsword.
Fazer o que, é a vida.
Também é a minha primeira fanfic não envolvendo qualquer relação amorosa. Isso é bem estranho, mas nada que não possa se resolver.
Link do clipe da música nas notas finais.
Enfim, fiquem com a fic e agradeço por terem entrado aqui.

Capítulo 1 - Ampulheta - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Hourglass - Capítulo 1 - Ampulheta - Capítulo Único

Mais uma vez. Já havia perdido as contas de quantas vezes a mesma cena havia se repetido diante de si.

Saía de mais um de seus portais com a cara fechada. Não adiantava olhar para trás, afinal, tudo o que restava do outro lado da energia violeta é apenas nada. Por mais que a sensação de falha queimasse como ácido em suas veias, a sensação de ver todo aquele cenário que nunca poderia ser parte de suas próprias memórias se desmanchar e se destruir de forma indefesa sob os seus poderes era de forma igual prazerosa. Já não sabia mais o que esperar do outro lado quando atravessasse novamente, talvez não quisesse mais ver aquelas desesperadoras cenas que então gravadas em suas memórias, mas sim apenas aquelas belas cenas de todo um universo se contorcendo e distorcendo apenas em sua presença.

Uma pontada de dor atravessa o seu tronco de uma forma excruciante, tornando difícil até mesmo permanecer de pé. Não era primeira vez que sentia isso. Desde que começou a viajar e destruir onde passasse, essas dores haviam começado a aparecer. Cada vez mais fortes e sempre depois de uma viagem.

How did we get so jaded? I don't know


Was it the white lies feeding our egos?

Seu corpo parecia gritar para parar, em desespero junto de seu próprio estado mental. A qualquer momento poderia quebrar, afinal, rachaduras não eram o q faltavam naquele já frágil corpo. Aqueles que um dia chamou de companheiros haviam cansado de serem afastados com todas as forças por sua obsessão. Mas nada que lhe fizesse alguma diferença, afinal, logo poderia acabar com tudo de uma vez por todas. Só mais um pouco e é apenas isso.

Algumas horas apenas. Foi isso que deu a seu corpo antes de voltar a trabalhar no equipamento que se encontrava conectado aos seus dínamos. Correções de cálculos de parábolas temporais e curvas de erros.  As infinitas variáveis que poderiam colocar medo em qualquer outro, eram apenas questões simples para o albino, que atravessava por todos os algarismos com facilidade.

I never valued minutes I burned through


Is that just how it goes?


Seconds I wasted, I was fixated


Mais uma vez. A esperança parecia iluminar a sua alma com a possibilidade de estar certo por, pelo menos, uma vez. Caminhando lentamente pelo novo portal, sente aquela dor mais uma vez. Dessa vez parecia não ceder mais.

You're devastated, sorry to say

Caminhando levemente encurvado, procura por um lugar do outro lado onde poderia descansar um pouco. Os arredores eram extremamente familiares em sua visão.

Uma realização o atinge com uma grande força, fazendo-o se esquecer da dor. Aquele era o laboratório de seu pai. O mesmo onde sofreu durante anos.

Correndo por entre os longos corredores e memórias fluindo como se revivesse cada segundo que havia passado dentre aquelas paredes. Quando conseguiu deixar a construção, sorri ao encontrar a estufa de sua mãe logo a frente. Seus pés passam apressados pela grama recém cortada, até que em um determinado momento, sua visão desfoca junto de uma grande pontada de dor agora em sua cabeça.

Como se suas pernas travassem, seu corpo foi de encontro imediato ao chão. Alguns segundos se passam antes que conseguisse se levantar para seguir seu caminho. Sua respiração curta, apressada e sonora deixava transparecer todas as suas emoções que insistiam em colidir naquele instante.

I can't fix it, is this where I give in?

Parando na frente da entrada da estufa, se depara com as portas abertas e duas pessoas logo na entrada. Um pequeno garoto de cabelos brancos chorava agarrado à blusa da mulher, também albina, que acariciava sua cabeça. Os olhos dela estavam fechados.

Não soube quanto tempo havia ficado ali, parado. Apenas notou que lágrimas escorriam pelo seu rosto quando sentiu delicadas gotas de água salgada atingirem as mangas de sua roupa especial.

Um sorriso fraco, porém sincero, após anos surge em seus lábios trêmulos. A dor parecia querer dividir seu corpo em minúsculos pedaços. Mas ele já não ligava. Passo após passo, facadas de dor após facadas de dor. O jovem se aproxima da dupla sentindo cada vez menos o seu eu para sentir o nada, como se pouco a pouco estivesse se desfazendo.

Em um último simples gesto, abraça as duas pessoas ali, mesmo que assustando a dupla. E então, desaparece, caindo em uma escuridão eterna de vazio.

 Após um tempo indefinido, que poderia ser correspondido a séculos ou a apenas um segundo, a sensação de nada foi substituída por uma pressão leve sob seus pés. Sim, parecia que a sensação de infinito e vazio havia sido substituída pela de um corpo novamente.

Sem noção do que fazer, começa a fazer o que acreditava ser andar. A escuridão densa que o cercava, parecia fazer com que não saísse do lugar. Mais daquela sensação de tempo estranha, mais uma vez algo mudou.

Sua mente confusa insistia em passar por perguntas como "quem sou eu?" ou "onde eu estou?". De forma desavisada, uma enorme projeção se forma a sua frente, assustando-o um pouco. Cenas familiares demais passavam naquela imagem, apenas despertando ainda mais sua curiosidade.

De maneira semelhante, outras projeções apareceram, formando um enorme corredor que o levava para o desconhecido. Com passos receosos avança, lembrando cada vez mais quem era e, cada vez mais, sentindo um sentimento de angústia crescer em seu peito.

I'm falling through the hourglass


And I don't think I'll ever make it back


Após o que poderia corresponder a anos ou a apenas minutos, chegou ao que parecia ser o fim, onde as projeções já eram mais escassas e apenas uma se encontrava em frente a sua cabeça. Esta era aquele último momento antes de ter se tornado tudo e nada.

Por fim, apenas uma questão restava na mente do jovem: "o que ele era?".

Mais uma vez. Estava perdido no nada. Se seu corpo havia sido desmaterializado, o que era ele? Nada mais fazia sentido. Por algum motivo seus dínamos se encontravam ali, a seu alcance. Mas o que faria? Não havia o que ser feito. Não havia como lutar. Mesmo assim, em toda a irracionalidade humana, não custava nada tentar. Aquele já não era mais o seu corpo normal, isso já era de plena certeza.

So I throw stones at walls I'll never climb


Victim to the sands of time

Não sabia mais quantas tentativas já haviam falhado, mesmo assim, continuava tentando todos os meios de viagens interdimensionais ou temporais que conhecia, mas nada funcionava. Seu peito parecia afundar sob o peso da frustração. Encarando mais uma vez todas aquelas experiências, uma ideia insana lhe ocorre. Não era impossível, porém bem ilógico ser a resposta.

Concentrando energia mais uma vez, um último ataque seria lançado. Não tinha certeza de quanta força seria necessária, mesmo assim, não queria correr o risco acertando o que não devia. Já bastava de ter de sacrificar aquela.

Seus dínamos concentravam uma absurda quantidade de energia, chegando próximo ao seu ponto de fusão. Mesmo assim, a pressa não existia. Nada poderia o impedir ali.

- Moonlight... - Começa a dizer pela primeira vez em muito tempo, sentindo a energia já tão familiar voltando a correr sob sua pele. - Breaker!

O raio extremamente carregado e poderoso de energia roxa com explosões concentradas é liberado pelas máquinas, atingindo em cheio a memória no fim do corredor, gerando uma grande explosão de luz branca, que acaba por nocautear o albino.

Piscando rapidamente para aliviar a sensação de queimação nos olhos, sente uma sensação estranha, que logo nota ser a luz do sol novamente sob a sua face. Um capuz roxo em preto logo se forma a partir de sua roupa especial e é usado pra cobrir a sua face. Um sorriso maníaco se forma em seus lábios enquanto se levanta e se põe a caminhar.

Falling through the hourglass


The hourglass



Notas Finais


Agradeço por terem lido esse pequeno conto (?) que já faz uns bons anos que eu venho tentando escrever, mas só esse ano que houve essa maravilha do Set It Off para me inspirar.
Agradeço também pela paciência em me receber nesse novo fandom :'3
Link: https://youtu.be/OI65pLrIfdk


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