1. Spirit Fanfics >
  2. House of Cards >
  3. And you will never feel so pretty

História House of Cards - Capítulo 17


Escrita por:


Notas do Autor


Ciao fiori!!!!
Mil desculpas por não postar igual havia prometido eheuheuehe minha vida deu um giro de 180º recentemente, mas beleza.
Espero que gostem!

Capítulo 17 - And you will never feel so pretty


O Rio de Janeiro era, no Brasil, minha cidade favorita. Com todas as mazelas e defeitos, com toda sua beleza, com toda sua história... Existia melhor lugar para ir? As ruas coloridas, o mar gelado, o funk, o pagode, os morros; Deus, eu adorava aquela cidade.

Eu estava estirada em uma esteira de sol na praia de Joatinga, curtindo meu segundo dia no paraíso. Ouvi meu irmão mais novo e Jimin conversando, as vozes se afastando.

-Aonde vão os dois? – perguntei à Nicola.

-Para o mar. – respondeu. – Rocco quer mostrar algo para ele.

-A piscina natural? – ergui a cabeça, procurando por eles. – ah, sim, a piscina.

-É muito bonita, Chi. – ela sorriu. – nadamos nela ontem, eu e Rocco.

-As águas são diferentes das italianas, né. – ri. – não sei me decidir de qual gosto mais.

-Gostaria de dizer que são as italianas, mas sou do Piemonte, então não temos mar.

-Vocês têm o Lago D'Orta que é tão delicioso quanto. – voltei a me deitar. – ma va bene, nada se compara às praias brasileiras, vero?!

-Estou aqui faz uma semana só, mas posso dizer que concordo.

Minha família chegou ao final de novembro, enquanto eu cheguei ao início de dezembro.  Era gostoso me encontrar com todos depois de muito tempo, e, principalmente, poder ter a companhia de Jimin. Meus pais já o adoravam, então, a família toda também o acolheu como se já fosse meu marido e futuro pai dos meus filhos.

Mimi me mantinha informada da situação em Hong Kong, pois pedi que ela investigasse quem poderia ter tirado uma foto minha com Jimin... Aliás, quem sabia quem era Jimin. Os CEOs eram famosos, pessoas de elite, mas Jimin era muito novo em HK para que já fizesse tanto sucesso. Havia algo que não ligava um fato ao outro, como Bei Hu e a escrita desprezível. Ela falava de assuntos chulos, mas sua escrita era o motivo de todos lerem, não as fofocas em si. O texto da matéria parecia feito por um amador.

-E andaremos de bondinho pelos arcos da Lapa! – Olivia pediu manhosa, na hora do jantar. – se vamos à Santa Teresa, por que não podemos andar de bondinho?!

-Porque não vai dar tempo. – Rocco rolou os olhos. – eu e Chi queremos pegar a aula de capoeira do fim de tarde, então se formos à Lapa depois das quatro, não teremos tempo.

-Chi não luta capoeira faz séculos, por que ela gostaria de ir?!

-Porque eu gosto de capoeira. – falei brava. – pratiquei capoeira a vida toda, anta.

-Mãe! – Olivia resmungou. – vamos mais cedo, então.

-Eu não posso ir mais cedo! – Edo estava indignado. – falei mil vezes que combinei com os meninos de jogar futevôlei na praia do Pepê.

-Cazzo! Che palle! – Olivia cruzou os braços, oficialmente emburrada. Edo, em resposta, começou a discutir com ela, fazendo Rocco querer participar da briga... E o barulho italiano aumentou. Jimin os encarava com um pequeno sorriso, parecendo bem interessado em toda aquela confusão familiar.

-São escandalosos, mas eu os amo. – brinquei, encostando-me em seu ombro. – quer dar uma volta? Ir para o quarto assistir um filme e aproveitar o ar-condicionado?

-A segunda opção, porque está um calor dos infernos.

-Você não viu nada, amore. – ri. – então vamos.

Jimin estava mexendo em minha gaveta, procurando por blue-rays que gostasse. Eu observei as costas delineadas e alguns arranhados (de minha autoria), depois encarei a nuca com alguns chupões abaixo do cabelinho escuro. Meu coração levava um tombo toda vez que o olhava, batendo forte e feliz por saber que ele gostava de mim e estava comigo apesar de tudo. O termo "namoro" já não me incomodava mais, porque compreendi que meus sentimentos por Jimin eram maiores que qualquer outra coisa, e que a "liberdade" que tanto busquei também podia ser encontrada ao lado dele.

-O que foi? – a voz de Jimin me trouxe à realidade.

-Nada. – dei de ombros. – só estava observando esta obra prima chamada Park Jimin.

-Ela está romântica. – ele sorriu. – vamos de Cartas para Julieta, então?

-Eu adoro Cartas para Julieta. – sorri em resposta.

E não menti. Eu realmente gostava do filme, o achava muito leve e relaxante. Gostava da mensagem que ele transmitia sobre o amor verdadeiro durar anos, sobre encontrarmos o amor em qualquer idade, etc., etc. Mas a melhor parte era assistir filmes com Jimin, ficar escondida naquele abraço quente sentindo as mãos dele fazerem um carinho delicioso em minha barriga e apoiada no torso delineado. A necessidade de tocar Jimin e de ter certeza que ele estava ali era assombrosa. Nem mesmo com o meu celular vibrando feito louco eu consegui me afastar. Quem quer que fosse poderia esperar até o outro dia.

-Assim não dá. – Jimin pausou justo na hora em que ela chegava para o casamento. – esse celular apitou o tempo todo! Você postou algo no Instagram ou o quê?

-Não fiz nada. – suspirei, afastando-me um pouco para pegá-lo. – é Mimi, claro.

Mimi: Descobri algo muito importante. Está podendo falar?!

E uma sequência de "Maria Chiara", "Marie!", "Pica", "Rola", "Foder", e outras palavras para chamar minha atenção. A última mensagem foi mandada às 22h50min, o que significava que eram quase dez da manhã em Hong Kong. Que diabos Mimi tinha para falar comigo que a tirou da cama tão cedo em pleno sábado (lá, porque no Brasil ainda era sexta-feira).  Respondi com um "O que aconteceu?" em cantonês, frisando a preocupação com o assunto em questão.

-Ela está bem? – Jimin se ajeitou na cama, parecendo confuso.

-É o que pretendo saber assim que ela me responder.

Mimi não digitou, mas gravou um áudio de 2 minutos. Eu teria me recusado a ouvir se não estivesse tão preocupada. Entre uma contextualização desnecessária e alguns elogios mascarados para as habilidades de hacker de Harry, Mimi jogou a bomba. Eu jurei não entender, respirando acelerada e com pouca certeza de minhas habilidades no cantonês.

"(...) Harry hackeou a caixa de e-mails de Bei Hu, como já sabe. Encontramos aquele e-mail com suas fotos e a matéria pré-escrita, além do pseudônimo '八卦婆'. Então, com todas as habilidades maravilhosas que Harry possui, desvendamos o endereço de IP e descobrimos que a vadia é ninguém mais, ninguém menos que Chang Liu Le."

-Eu provavelmente ouvi errado. – tossi nervosa. – você também ouviu?

-Não entendi o pseudônimo. "Po" com o quarto tom significa "mulher velha", então por que seria Liu Le? – Jimin franziu o cenho.

-Ai meu Deus, Jimin! Você está preocupado com isso? – rolei os olhos. – aquela filha da puta, não, isso é quase um elogio... Aquela coisa armou para nós dois, Jimin!

O português tinha mais de 400 mil palavras e demorei alguns segundos para encontrar a que descreveria Liu Le perfeitamente: recalcada.

"Recalcado é o indivíduo que tem recalque, termo utilizado popularmente como sinônimo de pessoa invejosa e que reprime os desejos e felicidades alheios."

Depois que recobrei a calma, expliquei para Jimin que 八卦婆 (baatgwaapo) poderia ser usado como uma gíria para indicar uma vadia fofoqueira, na melhor das traduções. Eu fiquei sem chão ao constatar que Liu Le tinha destruído minha carreira por causa de um ciúme infundado, afinal Jimin e ela haviam terminado fazia anos! Primeiro ela recorre à minha sogra, depois, ao meu emprego. Qual seria a próxima tentativa para nos separar?

-Vou processá-la por difamação. – Jimin disse do nada. – e depois farei o processo público, para que todos saibam o quão baixo ela foi para te machucar.

-Tem certeza? – o encarei. – isso vai voltar a chamar atenção para nós e pode te prejudicar, Jimin. Acho que consigo lidar com isto sozinha.

-Jamais! Ela te ofendeu, então me ofendeu também!

-Promete para mim que se for te prejudicar você não vai fazer nada.

-Não posso prometer isto, Ma. – ele balançou a cabeça em negação. – vou proteger você de todos os modos que eu conseguir; e claro, prometi te ajudar a conseguir um trabalho, portanto, limpar seu nome é nossa primeira tarefa.

-Uau, Park Jimin quer me proteger. – sorri satisfeita. – podemos discutir isto mais para frente? Não estou com vontade de estragar minha viagem com isto.

-Sem problemas, mas peça a Mimi que nos mantenha informados.

Jimin ainda ficou com uma careta por alguns minutos, até que resolvi amenizar o clima. Comecei a distribuir beijinhos por todo o tronco dele, demorando mais nos mamilos e na clavícula. Ele soltou uma risadinha e eu soube que estava fazendo certo. Levantei a cabeça e o olhei, esperando a permissão para continuar, ganhando apenas um sorriso malandro em resposta. Arrumei minha posição ao me sentar em seu quadril, querendo que ele se excitasse logo e que pudéssemos esquecer a conversa anterior.

-Você está tentando me distrair com sexo? – Jimin perguntou com a voz rouca.

-Não chamaria isto de tentativa. – sorri maliciosa.

-Eu amo você. – seu olhar era pura luxúria, alimentando a pequena faísca dentro de mim.

Puxei o vestido de malha e o joguei para fora da cama, retirando meu sutiã logo depois. Jimin me avaliou com olhos pesados, parecendo bem satisfeito com o que via. Suas mãos subiram da minha cintura até a nuca, ocupando-se rapidamente em meus seios, e depois me puxaram para baixo, colando nossas bocas. O beijo era todo língua, urgente, sedento.

-Você é linda. – ele falou em português, mordendo meu lábio inferior e esticando-o. – sei belíssima. – foi a vez do italiano. Meu coração bateu ainda mais forte, amando os elogios.

Jimin me empurrou com cuidado, ficando por cima. Ele deu a devida atenção aos meus peitos, a boca sugando e mordendo meus mamilos do jeito que eu gostava, enquanto se desfazia do short de dormir. Não havíamos feito sexo desde que chegamos de Hong Kong, então meu corpo estava ansioso e necessitado dele. Jimin apoiou o joelho entre minhas pernas, ficando com a perna dobrada e endurecendo a coxa. Eu entendi de imediato o que tinha que fazer; na verdade, era uma fantasia que eu planejava executar assim que possível. Senti o músculo duro contra meu clitóris e puxei o ar, engolindo o gemido. Minha família estava espalhada pelos quartos da casa, então não seria legal que eles me ouvissem gemendo igual uma atriz pornô por qualquer safadeza que Jimin fizesse.

Meu quadril se movimentou por vontade própria, procurando uma saída para o turbilhão de sensações prazerosas que eu sentia com aquilo. Os olhos de Jimin estavam fixos em mim, o mar castanho em uma tempestade de luxúria e amor. Eu estava encharcada, para ser sincera. Aumentei o ritmo à medida que o puxão em meu estômago se intensificava, evitando gemer muito alto e me ocupando com beijos pelo pescoço de Jimin. O orgasmo veio mais rápido do que planejei, me fazendo apertar os braços dele e soltar um gritinho de contentamento.

-Merda Ma, eu estou uma rocha. – ele apertou o maxilar, parecendo dolorido de tesão.

Puxei minha calcinha para baixo, jogando-a para o lado da cama e passei dois dedos em minha entrada, verificando a umidade. Antes que eu pudesse fazer outra coisa, Jimin pegou meu pulso e lambeu meus dedos.

Certo, eu estava mais molhada que as Cataratas do Iguaçu.

Jimin afastou minhas pernas e usou o polegar para pirraçar meu clitóris. Eu estava hipersensível do orgasmo anterior, mas como a putinha que era, não me mexi e deixei que ele me excitasse outra vez. Ele pegou dois travesseiros e os colocou embaixo de minha lombar, me deixando levemente inclinada e facilitando a penetração. Jimin esticou as mãos para pegar a caixa de camisinhas, porém eu o impedi. Ele me lançou um olhar confuso, porque nunca havíamos feito sexo sem proteção... O grande "problema" era que eu finalmente estava preparada para senti-lo por inteiro. Confiava nele e o amava; nós éramos saudáveis e "limpos", portanto, eu poderia abrir mão dela. Seus olhos brilharam com a constatação do que eu sugeria, e ele não perdeu tempo. A glande espalhou meu suco e entrou, fazendo-me apertar os lençóis em resposta. Era outra sensação, outro sexo. Levava a intimidade em um nível superior, sublime. Perfeito. Jimin olhou para nossa junção e sorriu malicioso, entrando até a metade. Eu suspirei de deleite, sem saber o que fazer para que ele continuasse com o movimento. Sua glande saiu e voltou novamente, forte e obstinada. Jimin estocou tudo, o som do baque de quadris sendo a melhor coisa que ouvi na semana. Encontrei seus olhos e me entreguei de verdade. Transar com Jimin era o mais próximo do paraíso que já havia chegado.

Jimin ondulava o corpo conforme investia contra mim, a força não mais do que eu aguentava, mas não menos do que era o correto para me fazer gemer baixo. Olivia e Nicola poderiam estar ouvindo, porém eu não sabia como diminuir o tom. Era impossível diminuir enquanto ele fazia mágica com minha vagina. As unhas que apertavam seus braços subiram pelos ombros e pararam na nuca, puxando-o para perto de meu rosto e trazendo a boca carnuda até a minha. Beijar Jimin enquanto ele me comia era sensacional.

Utilizei as técnicas de pompoarismo para contrair meus músculos vaginais e aumentar o prazer para ambos. Jimin parou o beijo para rosnar algo incompreensível, me penetrando com mais força e rapidez. Continuei com a pompoarte até ele gozar, soltando um grunhido sensual e rouco, que quebrou o meu resto de autocontrole.

-Puta que pariu. – Jimin soltou o ar. – puta que pariu, Ma.

-O que? – ri baixo.

-Aquilo de contrair... Você nunca fez aquilo. – ele me encarou com alguns fios grudados na testa pelo suor e as bochechas rosinhas do esforço.

-Pompoarismo? Eu sempre faço, carinho, mas é bem sútil. – sorri despreocupada. – hoje era minha meta, devido à novidade.

-Meu Deus, foi maravilhoso. – ele confessou. – faz outra vez?

-Agora? – perguntei confusa.

-Agora. – assentiu. – quero sentir com calma.

-Outro dia. – comecei a brincar com seu cabelo. – agora não tem graça.

Jimin fez um biquinho delicioso e eu sorri divertida, não me importando com a manha. Ele voltou a apoiar a cabeça em meus seios e apertou nossos corpos em um abraço, ainda dentro de mim, sem barreiras e sem pressa de sair.

-Amei sentir você por inteiro. – falei. – acho que quero aposentar a camisinha.

-Por favor. – pediu. – sem camisinhas e com mais pompoarismo!

-Você está muito exigente. – brinquei. – gostava mais quando você estava tímido.

-Bobagem, você adora quando eu mando. – Jimin me observou com uma expressão arrogante. Para acabar com a graça dele, contraí meus músculos e ele arregalou os olhos.

-O que foi? – meu tom de voz era cínico e a carinha inocente.

-Malandra. – ele riu baixo, erguendo o tronco e ficando com os lábios pertos do meu. – e eu achando que não aguentava um encore.

-Que ingênuo de sua parte, Sr. Park. – sorri maliciosa.

●●●

Ficar com Jimin no Rio de Janeiro foi paradisíaco. Eu nem senti saudades de Hong Kong, muito menos pressa para voltar. Jimin destrancou o apartamento e tudo estava como deixamos. Havia alguns livros meu na sala de estar, minha bolsa do dia-a-dia na mesa de jantar e uma agenda onde guardei os documentos da viagem... Parecia nossa casa.

-Banho e restaurante ou banho e cozinha? – Jimin perguntou assim que deixou as malas no quarto. Olhei para ele, vendo as pequenas olheiras e o cansaço estampado no rosto.

-Banho e cozinha.  – sorri. – podemos criar algo... Ou fazer um bibimbap.

-Estou morrendo por um bibimbap. – ele assentiu.

 

Passamos uma noite tranquila, mas a manhã veio junto com a realidade. Eu estava desempregada e quase ilegal em Hong Kong. Precisava arrumar um emprego com urgência, ou senão seria deportada e teria que ficar com Jimin à distância... Se o relacionamento sobrevivesse, claro. Santa Bosta, eu estava ferrada!

-Vejo você à noite. – Jimin me beijou ao largar a xícara na pia. – o que vai fazer hoje?

-Espalhar currículo e essas coisas. – dei de ombros, aparentando calma. – e você?

-Tenho um almoço de negócios e a supervisão do projeto a longo prazo. Eu ligo assim que surgir um tempinho para saber do emprego. – sorriu. – boa sorte, linda.

-Obrigada. Para você também. – sorri em resposta.

-Não quero ir. – ele fez bico. – ficamos juntos por mais de um mês... Todos os dias, entende? E agora eu tenho que sair e você também...

-Mas vamos nos ver à noite. – beijei o bico. – relaxa, vai passar rápido.

-Que inveja do Gabriel Saint John, que pode ficar ao lado da esposa todo dia porque é um desocupado. – suspirou teatral. – e eu, mero mortal, preciso ficar longe de você.

-Para de drama, Jimin. – ri alto. – vai logo antes que se atrase.

-Tudo bem, tudo bem. – ele me beijou outra vez. – linda. Te amo.

-Também te amo. – sorri boba e o observei deixar a cozinha.

Eu dei uma organizada no apartamento e me preparei para o desafio do dia. Tentei manter a positividade, afinal, fazia um tempo desde o "escândalo", então eu poderia estar com alguma chance boa. Pesquisei na internet para saber onde procurar, se eu poderia enviar tudo por e-mail, se eu deveria ir na empresa, etc. Acabei encontrando um escritório que precisava de uma tradutora de cantonês/inglês para italiano e vice-versa. Era um milagre, na verdade. O escritório trabalhava com transporte de carga para o porto de Gênova! Seria um sinal de Deus?

Meu celular tocou pouco antes do almoço.

-Amiga... Precisamos conversar. – era Mimi.

-Aconteceu alguma coisa?

-Vamos almoçar juntas? Precisamos conversar e não quero que seja por telefone.

-Mimi? O que foi? Foi Harry? – arregalei os olhos pelo tom sério.

-Chang Liu Le. Serei liberada daqui a pouco, onde iremos?

-Pode vir aqui na casa de Jimin, assim teremos privacidade. – peguei minha carteira e calcei uma sapatilha para ir até o shopping no andar de baixo.

 

Quando Mimi chegou, eu estava arrumando a mesa para comermos nosso fast-food. Se o assunto era a demônia Liu Le, eu preferia comer algo bem gordo para me manter calma.

-O que aconteceu, afinal? – perguntei curiosa.

-Não brigue com Jimin, primeiramente. – ela pediu. – estava com saudades de você! – me abraçou. – voltando ao Jimin... Ele só está querendo te proteger. Sério, não brigue com ele. O problema da Liu Le é completamente com você, então foi o melhor a se fazer, entende?! Jimin está desesperado e com medo de você ser deportada...

-Caralho Mimi, o que aconteceu? – perguntei impaciente.

-Ele processou Liu Le. – ela suspirou. – o almoço de negócios é com um advogado. Hoje eu fui até a sala dele levar o que eu e Harry conseguimos recolher durante o mês que vocês passaram fora. Houve mais posts sobre você, só não contei antes porque estragaria a viagem e eu também acho o tema ruim, afinal, você é minha BFF. – nós nos sentamos. – aparentemente você é o assunto preferido de Bei Hu e todas as desmioladas que leem a coluna dela querem ser você; é quase como se fosse uma heroína.

-Mereço. – rolei os olhos. – e agora?

-Agora o medo é que Liu Le use a influência do marido para prejudicar Jimin.

-Mas se o problema dela é comigo, por que diabos usar Jimin?

-Para te atingir em cheio. – Mimi estalou os dedos. – não consegue perceber, Marie? Ela vai te machucar de todos os modos possíveis para que você suma do mapa por causa da pressão e dos ataques... E então, ela vai consolar Jimin.

-Puta que pariu. – soltei em português. – puta que pariu.

-Deixe Jimin te proteger, Marie. Hoje quando o vi, ele parecia quinze anos mais jovem! O sorrisão no rosto, os olhos brilhando... Sério, eu não quero ver vocês dois separados.

-Eu não quero ficar separada dele. – retruquei. – mas... E se isso o prejudicar?

-Vocês têm que se apoiar e não deixar que isso tudo estrague a relação, entendeu?!

Suspirei cansada. Eu nunca havia enfrentado uma ex-namorada obsessiva, porém saberia lidar com tudo se o foco fosse só em mim... Mas, ela envolveria Jimin. E eu não aguentaria ver Jimin sofrendo por "culpa minha". Essa garota estava passando dos limites!

Jimin: Estou me lembrando do quão linda você ficava lutando capoeira...

Marie: Pensou isso do nada?

Jimin: Estou vendo nossas fotos no Rio, por isso.

Marie: Para de mexer no celular e vai trabalhar! Quando você voltar para casa a gente conversa melhor. O que quer para o jantar?

Jimin: Você e um copo de vinho.

Ri da mensagem, sentindo as bochechas corarem. Jimin me fazia uma mulher muito feliz, eu me sentia linda e invencível ao lado dele. Então, por que a vagabunda da Liu Le tinha que estragar tudo? Respirei fundo, procurando uma solução para este problema.


Notas Finais


Beijos!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...