História House of cards - Capítulo 3


Escrita por: e myeternalpau

Postado
Categorias Mortal Kombat
Personagens Johnny Cage, Kitana, Kung Lao, Liu Kang, Major Jackson "Jax" Briggs, Personagens Originais, Sonya Blade
Tags Angst, Kitana, Liu Kang, Liutana, Mortal Kombat, Prayforliuzinho, Prayforyoshitoo, Vvictory
Visualizações 9
Palavras 907
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


antes de mais nada:
não, eu não mudei de ideia. essa história ainda vai ficar assim, descontinuada, por mais doloroso que seja pra mim.
apenas vim aqui do nada postar de novo porque, enquanto estava viajando recentemente, achei esse capítulo pronto no meio dos meus rascunhos, simplesmente mofando lá. eu decidi postá-lo para ele não ficar só “existindo” no meio dos meus rascunhos sem ter um motivo e, então, aqui estamos.
ao ver esse rascunho de novo, eu me lembrei do quão empolgada eu estava para desenvolver o universo dessa fanfic e escrevê-la e, de certa forma, isso doeu um pouco em mim. esse universo era quase um dos meus xodós, mas eu tive que abandoná-lo.
eu gostava tanto desse universo por ele ser meio “diferente” dos outros que eu tenho por explorar temas mais pesados, por ser um pouco mais dark. mas, apesar disso, eu também sentia que o plot dessa fanfic simplesmente não combinava com a categoria de mk. mesmo mk tendo muito “material” para histórias abordando temas mais pesados e/ou obscuros, eu sinto que fanfics assim quase não tem espaço nessa categoria, o que me deixa bem triste e fez com que eu acabasse tomando a decisão de dropar tanto essa fanfic quanto what if.
falando em what if, aliás: eu estava pensando desde o final do ano passado de postar o que seria o “final” dessa fanfic como uma one-shot, mesmo ficando um pouco apreensiva quanto a isso. vou ver se consigo fazer isso caso o temor não me vença, mas vou dar um aviso prévio: eu não prometo que esse final venha a ser totalmente feliz.
ok, já devo ter falado demais, vamos logo para o capítulo.
e, novamente, peço perdão a todos vocês.

Capítulo 3 - Tribus


Pelo que deveria ser a vigésima vez naquele intervalo de quase uma hora, Liu coça seus olhos com as costas de uma das mãos, soltando um grunhido que mais pareceu um choramingo. Estava com os olhos vermelhos e ardendo de tanto que já havia chorado e seu corpo inteiro doía, principalmente sua cabeça e seu peito. Era um mistério o motivo de ele ainda estar conseguindo andar naquelas condições, mas não era como se naquele momento ele ligasse.

Ele era um homem andando pelas ruas no meio do que presumia ainda ser a madrugada e apenas com uma camisa de manga longa, calças e botas, sem qualquer tipo de agasalho em pleno inverno, por um acaso parecia que ele estaria ligando pra algo?

Brincava com o frasco de analgésicos que sempre carregava no bolso, tentando-se a tomar mais uma daquelas pílulas, mesmo que no seco, para tentar aliviar a dor de seu corpo; mas sabia que tomar uma pílula extra não aliviaria aquela dor, apenas bagunçaria ainda mais o seu organismo que já era um caos por si só.

Parou de andar por um momento e bagunçou seus cabelos com as mãos com certo desespero, soltando um suspiro trêmulo e em seguida alguns xingamentos em draconiano, seus olhos começando a humedecer novamente. Sentia que estava a ponto de colapsar, que aquela seria sua queda definitiva. Naquele segundo, lembrou da nicotina, que fazia qualquer problema e qualquer dor sumir, seu eterno placebo.

Embora aquele problema não fosse tão simples assim...

Respirou fundo, limpou seus olhos e se dirigiu para um lugar onde poderia conseguir um pacote de cigarros, que ficava irônica e relativamente próximo do hospital do qual havia saído. Entrou naquela lojinha, de cara avistando uma máquina que vendia pacotes de cigarro e pensando no quão assustador aquilo era, venderem cigarros igual se vendiam inofensivas latinhas de refrigerante, antes de comprar um daqueles pacotes para si e sair do estabelecimento.

Já do lado de fora, em um lugar consideravelmente isolado, Liu começa a encarar o pacote que segurava em suas mãos trêmulas e, com certa hesitação, pega um cigarro entre seus dedos, encarando-o por um certo tempo.

Havia parado de fumar há tempos, alguns poucos anos antes do nascimento de Yoshi, e reabilitação havia sido um puro inferno, iria mesmo jogar todo o tempo que havia passado sofrendo por aquela maldita substância fora?

Claro que sim.

— Que se foda... — murmurou, colocando o cigarro entre seus lábios e se preparando para acender o mesmo com seus dedos, mas foi interrompido por uma mão gentil em seu pulso.

— Ei, por que está fazendo isso? — questionou uma voz gentil, em um tom baixo. — Por que está fazendo isso consigo mesmo? Você disse que essas coisas eram ruins.

— Quem é você? — Liu pergunta, desconfiado, examinando a pessoa que estava à sua frente. Era um jovem, alguns poucos centímetros mais baixo, de pele morena e cabelos lisos curtos da cor castanha, com uma franja cobrindo seus olhos. Não usava um agasalho sequer, apenas roupas normais, mas não parecia estar se incomodando com todo aquele frio.

— Árni. — o jovem sorri, mas o sorriso rapidamente se esvaiu. — Por que está fazendo isso se essas coisas são ruins?

— Eles podem ser coisas ruins, mas são as únicas coisas que me acalmam e me distraem. — o maior solta um suspiro pesado, voltando seu olhar para o chão. — E eu preciso me distrair agora.

— Mas não acha que ela ficaria triste vendo você desistir assim?

Liu volta seu olhar para o jovem a sua frente, incrédulo.

O quê?

— Ela ficaria triste te vendo desistir assim, depois de ter te acompanhado lutando contra esse vício, não acha? — Árni pergunta, com certa curiosidade. — Você é o campeão dela, Kitana ficaria muito triste vendo você assim.

A vontade de chorar do draconiano havia voltado ao lembrar-se do motivo de estar ali, querendo se esquecer a todo custo de sua nova e cruel realidade por ao menos um momento. Só de ouvir o nome da princesa seu peito doía, lembrando-lhe de que nunca mais poderia vê-la, que havia perdido um dos seus pilares e porto seguro.

— Não importa mais. — respondeu, sua voz saindo quebrada. — Ela morreu, Árni, o médico disse.

— Ele se enganou ou mentiu. — o menor diz, determinado, como se essa fosse realmente a verdade. — Kitana é forte, você sabe disso. Ela deve estar bem, o médico não deve ter te dito a verdade, médicos mentem.

— Meu irmão é um médico. — riu de maneira ácida. — Eles não podem mentir, se o fizerem eles levam uma punição, e eu mesmo sei algumas coisas de medicina, poderia saber se o médico estava mentindo ou não, o que não era o caso.

— Era. — o jovem insiste. — Se enganaram, ela está bem, está viva, e acabaram te enganando, também. Ela vai voltar, e vai ficar tudo bem.

Liu olha para Árni, ainda meio desconfiado e dolorido, e solta um suspiro pesado, guardando o cigarro que estava entre seus dedos dentro do pacote novamente.

— Tem razão. — diz, guardando o pacote de cigarros em seu bolso. — Não posso fazer isso comigo, tenho que continuar forte para quando ela voltar.

Árni sorri, e Liu faz o mesmo, e em seguida começaram a caminhar pela rua em meio à escuridão da madrugada que já iria acabar.

O draconiano sabia que o que Árni havia dito não era verdade, a realidade não era assim, mas, no momento, parte de sua mente queria acreditar naquilo.

Queria iludir-se, assim não doeria.



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