História House of Cards (Imagine Jimin) - Capítulo 48


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Colegial, Diversão, Máfia, Romance
Visualizações 93
Palavras 4.650
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Queria começar me desculpando por toda essa demora. Mas, andei ocupada e a fic precisou ter alguns ajustes.

Música para leitura: Sweets Lies - EXO.

Desculpem os erros.
Boa leitura📚❤

Capítulo 48 - Fourty-Seven- Rescuing?


Fanfic / Fanfiction House of Cards (Imagine Jimin) - Capítulo 48 - Fourty-Seven- Rescuing?

"Um momento estamos de um jeito, e no outro, tudo muda completamente. Na verdade, a vida está em constante mudança, paralelamente as coisas fluem e acontecem de forma gradativa.


Mas, o que não se pode esquecer, é que o destino sempre tem algo preparado. Seja bom ou ruim, ele sempre ataca de um forma ou de outra. Não adianta correr e nem mesmo fugir, talvez isso piore. 


O melhor a se fazer é: encare tudo da melhor forma, assim será mais fácil.


- Cara já estou cansado de te vencer! - o agente de chapéu, apoiou as costas na poltrona confortável.


- Você me vencendo? Nunca. - o de bigode riu, dando uma piscadela para o outro a sua frente. Enquanto tinham no meio uma mesa e o tabuleiro.


- Deixe de ser idiota, sabe que isso é verdade. - ajeitou seu chapéu e endireitou-se na poltrona.


- Ei, o que acha da Sun Hee? - perguntou-lhe  curioso.


- Ela é uma gracinha! - sorriu - Mas, eu não confio que seja totalmente inocente. - tomou sua forma seria.


- Vamos brincar com ela? - perguntou o de bigode - Assim, só um pouquinho? - sorriu maligno.


- Só se me vencer na próxima partida! - os dois gargalharam e logo voltaram a jogar."



Alex me olhava seria e tediosa, entendi bem o seu recado, bem era o que eu estava tentando fazer. Não sei os motivos de terem me escolhido, mas, se me dispus a fazer de tudo pela vida da Sun, o jeito é aceitar e tentar acertar pelo menos. E por mais que eu negue, de uma forma ou de outra, ela vai me fazer participar disso.


- Por que ela? - Jeongguk perguntou - Ela nem está treinada para isso.


- Não sei se notou. - Alex ainda permanecia me olhando - Isso é o que a torna perfeita para o plano. - sorriu estranhamente, o que me causou arrepios.


- Veja só Jeongguk, ela poderá passar pelos seguranças com mais facilidade. - disse TaeHyung olhando para o mais novo.


- Concordo com isso! - disse Namjoon. 


Legal viraram um complô contra mim!


Percebi o olhar de Jeongguk para mim, e vi que ele não queria que eu estivesse participando disso, entendia sua preocupação, mas, ninguém poderia fazer nada.


- Você irá fazer o seguinte... - se pronunciou TaeHyung, se pondo a minha frente - Terá que ir como representante dos Kim's, para deixar o dinheiro do resgate, já que foram ordens implícitas, de que não poderia ser nenhum de nós. - apontou para todos ali presentes - Você só precisa manter o disfarce e manter os seguranças distraídos, já que eles irão te acompanhar até o portão principal, e é nesse momento que dará o sinal. - finalizou simplista, voltando para perto da Alex.


- Meu plano já está pronto - retornou à falar e agora com todos - Só preciso checar algumas coisas. - sorriu sem mostrar os dentes.


- Bom, agora todos já podem sair. - disse Alex - E você fica, S/N. - não havia nem me dado o trabalho de levantar, se fizesse isso com certeza cairia e com a cara no chão, minhas pernas estavam trêmulas de tanto nervosismo.


- Você tem poucas horas para prepara-la, acha que pode fazer isso? - perguntou TaeHyung, quando estávamos os três na sala.


- Está me achando incapaz? - ela arqueou a sobrancelha.


- Nossa, não está aqui quem falou. - soltou uma risada.


- Saia TaeHyung! - disse seria e ele saiu.


- Eu quero ir para bem longe. - assim que ele saiu, coloquei todas as minhas preocupações, medos e insegurança para fora, relevando minha face aflita e assustada.


- Sou muito fraca, não irei conseguir...


- Alex tem certeza disso?


- Olha eu não sou capaz... - senti as lágrimas virem e não me importei.


- Você sabe disso né? Olha pra mim. - mostrei toda minha fraqueza.


Mas, ela não esboçou nenhuma reação, apenas ficou me olhando com tédio, e sim aquilo me decepcionou ainda mais.


- Será que não se importa? - indaguei um tanto irritada.


- Da pra calar a boca? Ou tá difícil? - se pronunciou já demonstrando impaciência. - Puxa vida! Você nunca vai crescer S/N? - gritou.


- Aigoo... - resmunguei logo me calando. 


- Odeio pessoas que se fazem de coitadinha. - bufou - Irei fazer um treinamento relâmpago com você, assim sairá viva para contar história.


- Entendi, mas, iremos treinar aqui? - tentei parecer calma, mas estava bem nervosa.


- Pegue tudo necessário para passar uma tarde fora. Vamos sair! - foi o que disse, antes de me deixar sozinha na sala e sair.


Sinto que minha pele tá em risco!


Fui para meu quarto, e numa bolsa coloquei tudo que iria precisar. Ajeitei meu cabelo e coloquei um tênis, já que não sabia que tipo de treinamento seria. Depois de tudo pronto, sai o quarto e encontrei com TaeHyung passando pelo corredor.


E agora? Eu preciso tentar...


- Tae...Hyung... - tentei manter minha voz firme, mas, ela saiu falhada e um pouco baixa.


Fiquei na frente dele e senti seus olhos sob mim, no mesmo instante me lembrei da nossa última conversa, quando o beijei e ele simplesmente não correspondeu e me recusou. Fiquei bem mal, mas, eu tinha errado com o mesmo. E ainda teve a vez que ele me pegou na cozinha com o Jeongguk, realmente não sei se é certo conversar com ele, nesse momento, porém, não posso ficar adiando isso, sem ao menos tentar.


Puxa... Nos tínhamos uma boa amizade, por que eu fui fazer burrice?!


Nem percebi o bom tempo que fiquei pensando, enquanto tinha ele me encarando sem reação alguma, me fazendo ter certo receio em falar, tudo o que precisava. 


- Bom, eu queria me desculpar... - levantei meu rosto para olha-lo e sua expressão continuava a mesma - Aquele dia na cozinha, tudo o que viu... - dei uma pausa - Não é o que está pensando, eu e Jeongguk... A gente, bom... Nós não temos nada, e aquilo aconteceu por impulso. - falei tudo um pouco dificultosa, pois quase não consigo dizer.


- Não tenho nada haver com isso! - disse totalmente frio - Você já deixou tudo bem claro, quando admitiu ter me usado, para esquecer o Jimin. - notei mágoa em suas palavras.


Resolvi não dizer mais nada, apenas sai de cabeça baixa e segui meu caminho. Desci as escadas completamente indignada, eu sei o que eu fiz e estou tentando concertar. E realmente tudo o que houve entre mim e Jeongguk foi algo impulsivo, não custa ele tentar me dá uma chance de mudar.


As lágrimas desciam, e por mais que eu tentasse me manter forte, a cada vez que Kim TaeHyung aparecia, eu simplesmente não sabia onde colocar tanta tristeza, que venho guardado esses últimos tempos.


Resolvi enxugar minhas lágrimas e afastar todos os pensamentos ruins, aliás teria que me recompor para meu treinamento, tenho uma amiga para salvar e sou capaz de qualquer coisa, para tê-la de volta.


Sai para fora da mansão, encontrando um carro a minha espera, onde vi a janela aberta e pude notar que Alex estava nele, andei rapidamente e adentrei, onde a mesma nem olhou para mim.


- O que você pretende fazer? - perguntei, mas ela não me respondeu. Apenas ligou o carro e seguiu caminho.


No caminhou a tensão voltou a me tomar, ver TaeHyung me olhando daquela forma, o fato de Sun ainda está em perigo, todas os acontecimentos me fizeram, ficar perdida em pensamentos, me deixando ainda mais triste.


Vamos se recompor né? Tá feio já!


Quando notei, Alex já havia parado o carro e já estava saindo, fiz o mesmo.


Ela passou a caminhar para algum lugar, no qual eu não sabia. Apenas acompanhei, sem entender praticamente nada. Alex era o tipo de pessoa misteriosa, e quanto mais ela fosse assim, mais com pé atrás você teria que ficar, pois nunca se sabe o que ela irá fazer e mesmo se fizer, é mais difícil ainda escapar.


Depois de muito andar, paramos em frente a um estabelecimento, o lugar parecia receptivo e bem aconchegante.


- Espere aqui. - ordenou e eu assenti, ficando parada de frente ao lugar. 


Minutos depois ela saiu com fichas pretas na mão, não havia entendido no começo, até ver ela se aproximando de uma máquina de garra, colocando uma ficha ali e tentando pegar um pinguim de pelúcia.


Não acredito que ela me trouxe aqui, apenas para vê-la tentando pegar um bichinho de pelúcia. Quanta genialidade da pessoa.


Permaneci olhando, sem dizer nada. E se foram, uma, duas, três, quatro horas. Praticamente uma tarde inteira, olhando para ela tentar pegar aquilo, e fora que ainda não tinha conseguido. Perdi a conta de quantos cafés tomei ou quantos pacotes de doce comprei.

E era sempre assim, quando as fichas acabavam, ela entrava no estabelecimento e comparava mais. Me deixando ali esperando.


- Vai me fazer muito de idiota, ainda? - disse completamente agoniada e irritada de tanta infantilidade.


- Como se você já é uma! - deu de ombros continuando o que estava fazendo.


- Até quando isso vai continuar? - bati com força na maquina, chamando a atenção dela.


- O quanto eu quiser. - me afastou e colocou outra ficha - Aish, você me desconcentrou. - disse após não conseguir - Vamos! - começou a andar novamente, revirei os olhos e acompanhei.


Estava completamente nervosa, pois Alex andava sem parar e não falava nada.


- Quer saber o que está acontecendo com TaeHyung? - perguntou, depois de um bom tempo.


- Sim, quero. - respondi sem pensar duas vezes.


Sentamos em uma praça, de frente para um emaranhado de prédios, no meio de toda a correria da cidade, ela olhou a movimentação e suspirou.


- Bom, ele está sofrendo muito... - iniciou contando que depois que TaeHyung viu a foto de Sun, ele praticamente caiu no choro, fora que a muito tempo vinha se culpado por todo acontecido. Disse também, que o pegou várias e várias vezes distante, por minha causa, e com tudo isso acontecendo só piorou ainda mais seu estado. Resumindo suas palavras, ele praticamente se tornou alguém depressivo, onde só ela poderia ver esse lado e que para ele já estava bem claro.


E como eu me sinto? Destruída é muito pouco para me descrever. Sinto-me a pior dos seres humanos, e eu ainda me revoltei com ele, por conta de ter me tratado mal. Cai aos prantos ali mesmo, não me importei com a Alex, ou com as pessoas que passavam e me olhavam. Simplesmente queria esvaziar toda dor que havia em meu peito, de uma forma totalmente falha, eu queria tirar aquilo de mim, mas não foi possível. Acabei por chorar muito e não tirar nem metade do que sentia.


- Para de chorar! - Alex gritou - Isso é muito irritante. Tudo o que aconteceu, por esta nesse nível decadente, a culpa é sua. Tem que concertar e não ficar chorando. - despojou tudo em cima de mim. E ela tinha razão.


- Me desculpe... - ainda chorosa, limpei minhas lágrimas - Eu estou disposta, quero salvar Sun e ajudar o TaeHyung. - digo decidida.


Depois do que eu disse, novamente o silêncio tomou conta, olhávamos para os prédios enormes a nossa frente, que haviam telões passando alguns noticiários, sobre coisas aleatórias, até começar a exibir uma notícia importante.


- Chacina de cinco homens, em um bar muito famoso no centro da cidade. - disse a apresentadora do noticiário.


- A forma mais fácil de vencer alguém, é manipulando e descobrindo sua fraqueza. - Alex se pronunciou - No caso da manipulação, isso é uma arma da mídia, ela pode transformar qualquer um em herói ou vilão, fazendo os otarios que assistem acreditarem cegamente. Esses homens que morreram não são boas pessoas, mas, a mídia os fez ser e assim todos acreditaram. Isso só depende se você pega um fato, ou uma mentira e a transforma em uma verdade absoluta. - a raiva era nítida em suas palavras.


Isso foi bem estranho, a forma como ela olhava para o noticiário e falou sobre isso.


- Você...


- Sim, eu os matei. - disse fria e totalmente despreocupada.


Fiquei completamente pasma.


- Posso perguntar o por quê? - indaguei uma tanto receosa e ela negou.


- Está vendo aquele homem ali? - apontou para o mesmo logo a frente. Ele fazia empréstimos.


- Sim. - assenti.


- Ele vive de fazer as pessoas acreditarem, que estão fazendo o certo, para se livrar de suas dívidas e preocupações. Mas, isso é só uma armadilha, na real estão pegando um empréstimo que talvez nem precisem, e com os juros altíssimos será duas vezes mais o valor que pegou, se não mais. Para aquele homem o que basta, é conseguir enganar alguém nesse mundo "atualizado" dos golpes, e somente descobrir uma fraqueza na pessoa: uma viajem, contas pagas, compras. É só disso que ele precisa, tem faro para isso, quando ele percebe sua fraqueza, vai usar e na maioria das vezes vai se dar muito bem, e lá vai mais uma pessoa enganada e endividada. - disse seriamente, olhando fixa para o homem.


- O que quer dizer com isso? - perguntei ainda sem entender.


- Que enquanto existirem pessoas de mente fraca, sempre existirão golpes, dos mais simples, até os mais elaborados. O que basta para você conseguir, fazer o quiser e saber manipular e descobrir a fraqueza do adversário. Para muitas pessoas acham que é a força, também é, porém, não tem força alguma que possa vencer uma mente forte. - finalizou e olhou-me com um sorriso de lado. - Fim de treinamento! - se levantou e caminhou em direção a onde havia estacionado o carro.


Tentei saber mais de algumas coisas, mas, ela nem me ouviu, continuou como estava e seguimos de volta à mansão.


(...)


~Quebra de tempo...


Lá estava eu dentro do carro, a caminho do local do sequestro da Sun. Olhava a paisagem do lado de fora, tentando me manter calma, mas, aquilo não estava funcionando. Meu nervosismo estava além de querer coisa, porém, precisava me manter calma ou pelo menos tentar, para que tudo pudesse da certo. 


Preciso colocar tudo que aprendi com a Alex, só assim irei conseguir executar o plano como deve ser. 


Aliás tenho motivos para me manter um pouco tranquila.


Flashback On.


Após adentrar a mansão, totalmente pensativa com tudo que a Alex me ensinou, resolvi ir para o meu quarto. Pois descansar seria o melhor para mim, assim não estaria cansada para amanhã. Mas, nem mesmo tive chance de subir um degrau na escada, meu braço foi puxado e com leveza fui arrastada para uma parte afastada, assim vendo que tinha sido Jeongguk que me arrastou.


- Você está bem? - perguntou visivelmente preocupado.


- Estou sim. - indaguei um tanto perdida, com tudo que vinha acontecendo.


- Toma! - ele me entregou uma arma e acabei arregalando os olhos.


- Para que isso? - o olhei sem entender.


- Para que se sinta mais segura. - esboçou um sorriso, me passando tranquilidade - Por favor, se cuide. - me puxou para um abraço e afagou meus cabelos.


Como aquilo era bom...


- Obrigada. - sorri e ele me deu um selinho demorado.


Flashback Off.


Sorri ao lembrar da atitude de Jeongguk, ele realmente demonstrava gostar de mim e se preocupava também. Assim que me arrumei mais cedo, tratei de colocar a arma na minha cintura e podia me sentir mais confiante por tê-la ali.


Depois que chegamos, Alex me passou as últimas instruções. Estávamos eu, ela, Jeon e Jin dando suporte no carro. Não havia visto TaeHyung e Namjoon estava cuidando dos seus homens, que iriam ajudar no resgate.


Recebi um abraço do Jin, e Jeongguk acenou com a cabeça, sai com a maleta em mãos e segui o caminho até o galpão.


Em todo o momento, o medo e o frio intenso, estavam comigo, mas, tive que passar por cima de tudo e seguir com o plano.


Os seguranças me receberam, logo pegando minha identificação e permitindo minha entrada no local, vi eles me darem as costas, enquanto me guiavam para dentro e nesse momento mandei uma mensagem, dando sinal de que tinha conseguido.


(...)


Sun Hee On.


Está em um cubículo cheio de canibais, nos quais querem sua carne a todo custo, parece algo muito assustador e perigoso. Mas, qual o motivo de eu estar tão calma assim? Simplesmente cresci vendo violência diante dos meus olhos, trabalhei desde minha adolescência com armas e torturas de todos os tipos, mas, para meu péssimo carma, jamais imaginei que passaria por tal coisa.


Jogada no chão eu estava, e ali mesmo permaneci. A exatos duas semanas, DUAS SEMANAS, estou em um cativeiro, onde a única coisa que vejo são as paredes imundas e a pouca claridade que entra de uma fresta de alguns buracos na parede.


Se eu estou comendo? Caras leitoras isso é um sequestro relâmpago e não um passeio de férias. Claro que não estou comendo, quer dizer, eles me dão um pouco de comida e esse pouco eu toco em um tantinho e pronto, passo fome o restante do dia/semana.


Meu corpo se encontra dolorido, aliás foram uma sessão de socos desfeitos, juntamente com os maltratos por falta de água e comida, bom, resumindo o negocio pra mim esta mais preto que tabaco.


- Olha só minha princesa, apareci para vê-la. - aquele homem que me causa repucias, com seu sorriso diabólico, simplesmente surgiu.


Desgraçado, tu vai ver o que vão fazer contigo!


Não disse nada, permaneci como estava e elevei um pouco do meu olhar sôfrego em sua direção, vislumbrando toda sua maldade enquanto me parecia pensar.


Coisa boa não é!


- Rapazes venham cá! - chamou dois homens com a mão e os mesmos logo surgiram.


- Eu sempre fui um homem muito, ligado à coisas antigas. - desatou a andar de um lado para o outro, sorrindo ao ter tais lembranças - E uma grande fascinação minha é tortura. Ah, sempre achei incrível as mais antigas técnicas usadas e para hoje, tive uma grande idéia! - estalou os dedos, permanecendo com seu sorriso.


Uma calafrio subiu a minha espinha, minhas pernas tremeram na base, meu coração quis ser vomitado numa tentava de me salvar desse crápula. Novamente meus olhos arderam e eu me assustei com tais palavras proferidas daquele desgraçado.


Não pode ser, ele não pode fazer isso...


- Amarrem essa corda no topo, entre as madeiras. - ordenou aos seus capangas, por ser um cubículo abandonado, haviam madeiras no teto, e uma cobertura de algum material desconhecido fazendo assim um "teto" aquele lugar.


- Agora seu oppa, vai se divertir bastante contigo... - aproximou-se de mim, e acariciou meu rosto, por esta imóvel a única coisa que fiz foi virar o rosto.


Suas mãos desceram e acariciam meus seios por cima da blusa, me remexi e tentei lhe dá uma mordida, mas ele prontamente afastou sua mão desviando do meu ataque.


- Não se atreva a fazer nada, sua estúpida! - desferiu um tapa forte em minha pele já recém machucada, causando-me mais ardência no local.


- Anw... - soltei um gemido de dor.


- Calma meu amor, só irei fazer uma coisinha com você... - sorriu maléfico, voltando a seu ato de antes.


Suas mãos passearam por todo meu corpo, não deixando nenhuma parte de fora e muito menos desperdiçando a oportunidade de me acariciar em certos lugares. Nesse momento, senti nojo de mim, não por aceitar aquilo, mas por não ter forças para afasta-lo e retirar suas mãos imundas de mim. Derramei algumas lágrimas, e solucei baixinho enquanto minha tortura apenas estava começando.


Minha roupa por inteira foi tirada, e ao sentir o contado do chão extremamente frio, com minha pele machucada e sensível, grunhi de dor o mais alto que pude, e pela primeira vez meu choro saiu, de uma forma desesperada como se alguém pudesse escutar.


Imaginei meu irmão entrando por aquela porta, ou simplesmente explodindo a parede, matando todos aqueles homens e me retirando dali. Queria que alguém me ouvisse, por isso gritava em um choro incessante.


- Shhhhh... - suas mãos acariciavam meu rosto - Vamos só nos divertir um pouco. -em um ato pegou-me nos braços, totalmente despida e me sentou em uma cadeira, amarrou uma corda em meu braço e logo fui erguida.


Qual a sensação?


Gritei, gritei, gritei. Não sabia de onde tinha voz para isso, apenas senti aquela dor insuportável me correr por todo o corpo e nesse momento, tive a certeza de que queria morrer, para que meu sofrimento ao menos chegasse ao fim e eu pudesse quem sabe em uma vida futura viver em paz.


- Que corpo lindo... É uma pena que esteja machucado... - fez um falso lamento enquanto me analisava.


Sorria ao ver minha dor, gargalhava com meus gritos de súplica, emanava ruindade em seu cheiro, demonstrava total contentamento ao me ver naquele estado.


- Cadê o melhor? - perguntou entre risos a um dos capangas, que logo lhe entregou um chicote.


- Está vendo isso aqui? - disse calmo e próximo a mim, fechei os olhos tentando me manter forte naquele momento terrível.


- Abra os olhos sua maldita!!!! - berrou e por susto acabei por abri-los - Ele irá fazer coisas nada boas com você, meu amor. - sorriu sádico - Isso, se não colaborar comigo. Espero que seja uma boa menina. - bateu fortemente o chicote no chão.


- Então, querida... Linda... - novamente suas mãos sujas tocaram meu corpo, fazendo-me querer me desvecilhar sem ter como - Onde está Taehyung? - disse próximo ao meu ouvido.


Permaneci calada, chorando e clamando mentalmente por ajuda, se alguém pudesse me ouvir e me socorrer, agradeceria eternamente.


Céus alguém pode me ajudar?!!!!


Novamente cai aos prantos, mas não daria aquele homem repugnante o que queria, ele poderia me matar mas, não diria onde meu irmão se encontrava.


- Vamos! Fale agora! - gritou ao pé do meu ouvido, me fazendo estremecer.


- J-ja d-disse q-que n-não sei... - respondi dificultosa e totalmente dolorida.


- Sabe sim, você sabe. Pare de acobertar aquele bastardo. - lascou a primeira chicotada em minhas costas, me fazendo gritar.


- Ahhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!! - esbravejei com a dor que aquilo causava, sentindo minha morte chegar antes da hora.


- Vai dizer agora? - tentou outra ver.


- Nem morta seu maldito! Vá para o inferno! - juntei forças e cuspi em seu rosto.


Ele irou-se e desferiu várias e várias chicotadas, meu interrogatório só estava no começo, minha dor não terminaria tão cedo e minha vida... Essa eu não tinha mais, mesmo se saísse dali com um pequeno resquício de vida ou ar em meus pulmões, se ao menos meu coração batesse, jamais seria a mesma de antes. Viveria marcada pela dor e sofrimento de ter sido brutalmente violentada.


- Olha... Minha bebê está tão entregue a mim... - ditou manhoso, enquanto analisava meu corpo machucado.


Não tinha mais forças, e sabia muito bem o que ele faria após a tortura, seus olhos não escondiam isso é muito menos a forma como me rondava. Seria abusada, e dessa vez ninguém iria me salvar.


Chorava mentalmente por não possuir mais lágrimas, e vários flashs de quando era criança, vieram em minha mente, me fazendo fechar os olhos.


Meus olhos estavam lacrimejando e os abri para tentar ver algo, ou simplesmente esperar para que o tal cometesse o ato, que me condenaria pelo resto de minha vida. Mas, não houve, a única coisa que vi foram todos o capangas no chão e o homem que me sequestrou sendo esfaqueado, diversas vezes e o semblante da pessoa que fazia isso, era de total ódio, como se descontos se toda sua ira nele, até vê-lo caído quase sem vida.


- Morrer seria luxo demais para você! - cuspiu na cara do mesmo e o deitou se debatendo de tanta dor.


Levantei meu rosto e vislumbrei um anjo... Aquele que me protegeria sempre,  não importa o que houvesse, ah ele apareceria e me salvaria quantas vezes fosse necessário.


- Novamente em maninha?! - ouvi claramente a voz de Taehyung, fazendo meu coração aliviar e praticamente esqueci de toda minha dor naquele momento.


Obrigada!!!!!!

(...)


Jimin On.


Poder está no lugar desejado e sentir leveza, é uma das melhores coisas na vida. Não terei meu pai me acusando, minha esposa enchendo minha paciência, obrigações, pessoas cobrando de mim. Na verdade minha pressão vai ser muito menor, da que tenho presenciado e vivido todo esse tempo.


Principiante com essa idéia da Hae Soo de querer ser mãe, confesso que tenho até a evitado, para não correr o risco dela me enganar e depois aparecer com a surpresa. Não me julguem, eu quero sim e adoraria ser pai, mas, nesse momento não é algo que caia bem.


Estacionei meu carro na garagem, retirando do banco de trás meu material e minha mochila, travei tudo e sai andando tranquilamente. Minha felicidade não estava cabendo no meu rosto, e simplesmente não estava a fim de estava esconder.


Vislumbrei a entrada da faculdade, e logo caminhei até sua entrada, vendo alguns alunos fazendo o mesmo caminho que eu. Cumprimentei alguns que reconheci e sorri, finalmente estava iniciado meu mestrado.


Até que fim, paz!!!!!


(...)


S/N On.


Estávamos todos em um espaço reservado para festas, ele ficava no meio do jardim da mansão, tudo banhado a muito luxo. Namjoon não dispensava uma boa decoração e bebida sempre eram as melhores e obviamente importadas dos mais diversos lugares.


Sun estava sentada ao meu lado, enquanto ria do TaeHyung que havia apostado uma espécie de luta com Jin, mas, os dois estavam completamente bêbados, o que deixava tudo mais engraçado. Não acertavam um golpe sequer.


Namjoon zoava os dois e ria alto, enquanto Alex fazia suas gracinhas como sempre. Finalmente tudo havia passado, Nam contratou os melhores médicos para cuidarem de Sun, pois seus ferimentos haviam sido graves e precisava se recuperar.


Mas, nem ao menos esperou o médico sair, disse que queria aproveitar ao lado de todos, seu sorriso se alastrava e podia ver a tranquilidade, por esta novamente segura. Podia ter a sensação de está em uma família, o que era estranho, pois quando cheguei aqui, praguejei aos quadro ventos e agora estou me divertindo muito.


- Estou mais rica que antes! - Alex gritou animada, fazendo todos a olharem. A mesma jogou um bolo de dinheiro para o ar, pois como tudo tinha ido como planejado, voltamos com o dinheiro.


- Isso tudo por minha causa, de nada viu. - disse Sun, com sua cara de tédio, aquelas duas nunca iriam se dar bem.


Alex deu de ombro, e foi irritar TaeHyung que estava zangado por ter levado um soco do Jin, o Hyung não era besta, podia ser quieto, mas, lutava muito e até o vi treinando sua mira. 


Me sentia orgulhosa por ter consigo e ver que tudo estava como antes.


Alex e TaeHyung riam sem parar, o que me fez ter alguma lembranças da noite anterior.


Flashback On.


Estávamos paradas dentro do carro, de frente para a mansão, já ia sair do quando Alex começa a falar:


- Você precisa cuidar de TaeHyung, ele tem feridas muito grandes, que não vão cicatrizar sem ajuda. - sua expressão era seria.


- Por que eu? - me virei e a olhei fixa. 


- Porque você é o veneno dele... Mas, também é o remédio para a cura. - indagou e dessa vez me olhou - Tudo será a calmaria, antes da grande tempestade que virá, e ele precisa de alguém honrado. - disse e saiu do carro.


Flashback Off.


O que será que ela quis dizer, com o que está por vir?


Notas Finais




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