História House of Cards (Imagine Jimin) - Capítulo 62


Escrita por: e AmaLLe

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Colegial, Diversão, Máfia, Romance
Visualizações 117
Palavras 9.834
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olha só quem apareceu! Sentiram saudades? E aí, como estão?

Bom, desculpem-nos por essa imensa demora, mas a vida anda muito corrida e a história vem se desenvolvendo bastante. Por isso uma organização foi importante!

Nome do capítulo é: Nova força.

Desculpem qualquer erro.
Boa leitura📚❤

Capítulo 62 - New force.


Fanfic / Fanfiction House of Cards (Imagine Jimin) - Capítulo 62 - New force.

[...] Você diz que estou estranho, diferente daquele de quem você gostava
Você diz que eu não sou aquele que você conhecia tão bem
Não? Como assim, não? Estou cego
Amor? O que raios é o amor? (É tudo amor falso) [...]



Ainda quero entender o porquê dos momentos bons passarem tão ligeiro. Eles deveriam ser os mais longos, assim nos dando uma esplêndida oportunidade de, minuciosamente, aproveitá-los. Merecemos isso, quer dizer, não sei você, mas eu mereço. Trabalhei muito duro nos últimos meses, na verdade, foram um ano dedicados aos comandos do Namjoon e, por fora todos os ‘negócios que me disponibilizei a fazer sozinha, fazendo um teste em relação aos meus limites. Gosto de alcançá-los, mostrar ao meu ego o quão capacitada estou, exalar opulência nos meus atos e principalmente, comportamento. Não me recordo de quando me tornei oponente desta forma, mas confesso admirar esse lado meu.


Paris poderia ser descrita como um teste final, as férias realizadas e muito bem aproveitadas com direito a joguinhos e muitos rapazes fartos — digamos assim —, trouxeram a confiança que eu precisava para finalizar o teste que propus a fazer comigo mesma. Adquiri novas habilidades, estas nas quais não pensei que tivesse. Bom, como podem perceber, não estou mais na Terra da luz, muito menos em um lugar divertido, como uma boate — essa seria uma ótima opção neste momento. Porém estou mantendo distância do álcool, com o retorno das aulas na faculdade, disse a mim mesma que ficaria longe de bebida alcoólica para que me saísse melhor nos testes.


Mas quem resiste a um ‘copinho sequer de soju? Isso é uma maravilha. Ou melhor dizendo, uma boa cachaça cairia super bem. Não podemos desperdiçar essas valiosas delícias do Brasil, que na minha opinião, é bem melhor que bebida coreana. Contudo é isto que podemos ter nesta noite!


Tudo bem, vou parar de pensar em bebida por enquanto!


Às vezes, na calada da noite, eu penso: poderia estar no meu duplex, muito bem arquitetado e planejado. Convidar o Jeonguuk pra tomar uma bebida comigo, quem sabe terminamos transando loucamente em cada local da minha casa — uma boa ideia seria na sacada —, mas não, estou saindo no frio das ruas de Seul, coberta por uma blusa longa e um casaco por cima. Super animada em reencontrar meu arqui inimigo de todos esses anos. Tudo bem, ele não é tão inimigo assim, entretanto me pergunto se não havia outra pessoa melhor para recuperar minhas notas baixas.


Eu sempre desconfiei que esse professor tinha alguma rixa pro meu lado. Olha só! Tantos alunos inteligentes, admiráveis e muito gostosos naquela turma, e ele escolhe logo o pior deles. É sério? Ainda estou boquiaberta com essa precipitação do mesmo. Vai ver ele é um daqueles videntes que lê cartas ou mãos, quem sabe até expressões. Daí acabou prevendo meu futuro, ao mesmo tempo que relembrou do meu passado horripilante, resolvendo testar minha paciência com um trabalho dificílimo e uma companhia nada agradável.


De quem estou falando? Vocês não sabem? Park Jimin! Este incômodo ser humano foi escolhido para fazer esse trabalho comigo. Eu estava tão maravilhosamente bem em Paris, deveria ter transferido minha faculdade para lá, assim não passaria por esta situação. Culpa disso é o Namjoon! Ele que me fez voltar. Vou adorar esfregar minha raiva na sua cara, quem sabe pego uma das garotas que ele e Jin costumam se divertir, esquartejo colocando em um lindo embrulho e enviando de presente de natal a eles.


Suas reações serão formidáveis!


Mas por que estou assim? Até parece que eu e Jimin acabaremos nos matando no meio da rua. Isso é muito fácil de acontecer, fica bem na cara que seria exatamente isso, mas meu medo, é nós dois acabar por deixarmos as desavenças de lado e cometer uma besteira. Não! Nem pensar nisso.


Apressei meus passos, aliás com a noite fria não daria para desfilar nas ruas nesse horário. Encontro o lugar no qual marcamos para nos encontrarmos e discutir o que cada um faria. Era um restaurante simples, aquelas típicas barracas ao ar livre, com muita carne e o soju a vontade. Pensando assim, lembrei-me que preciso ficar distante do álcool, mas não tenho culpa dele ficar me chamando. Enfim não sei resistir mesmo, não sei porque continuo tentando.


O Park distraía-se no seu celular, parecia ver algo muito importante, cheguei a pensar que fosse a tal da sua esposa, sentindo meu estômago chegar a embrulhar por imaginar que tipo de conversa poderiam estar tendo. Não entendam mal, não há sentimentos por ele, mas seria inegável dizer que acho super magnífico esse casamento. Posso ser tudo, menos hipócrita! Park Jimin ficaria bonitinho na minha cama, se meu ódio por ele não fosse tão grande. Ele ainda é um gostoso, principalmente agora, vestindo uma roupa toda preta.


Uma calça muito justa, acompanhado de uma camisa social preta e por cima uma jaqueta da mesma cor. Ele não parece ter vindo do trabalho. Na verdade, conhecendo-o como conheço, ele tomou um belo banho e se arrumou todo. Ah, Jimin! Alguns hábitos nunca mudam, não é mesmo?


Mais é claro que estou sorrindo! Poxa ele veio todo gato só pra me ver. Eu sei, me tornei muito sádica de um certo tempo pra cá.


Reparo nos seus cabelos repartidos no meio, em seu cinqüenta tons mais loiros, com a franja muito bem arrumada na testa, deixando-o sensual ao extremo. Por minha aproximação, e o vento pairando por todo ambiente, trouxe-me o cheiro inconfundível do seu perfume de marca, pra lá de caro. Ele estava especialmente pronto para o momento. E olha que iremos discutir na maior parte do tempo.


— O que você manda? — Puxei a cadeira a sua frente, sentando. Ele desviou os olhos do celular, me encarando. Não estava afim de ser educada, não com ele!


— Boa noite pra você também, senhorita S/N. — Ironizou. Seus olhos vibrantes, traziam a escuridão de suas orbes. Ele estava muito sério, porém não perdia sua pose esnobe.


— Desculpa deixei meus modos em casa, mas se quiser, posso voltar pra lá também. — Ameacei me levantar, certamente iria dar as costas e retornar de onde não deveria ter saído, mas sua voz soa me relembrando do motivo de estar ali.


— Tanto faz! A nota não é minha mesmo.


Deu de ombros. Seu estilo despreocupado fazia questão de jogar-me na cara que estava sendo eu, a necessitada de ajuda. Agrh! Odeio ter que depender de alguém, mas nesse caso: é aguentar Park Jimin, ou repetir o semestre.


— Pensou em algo? — Falei diretamente, minha vontade mínima demonstrava que não queria prolongar um diálogo com o mesmo.


— Vejamos… — Debruçou-se achegando-se mais perto. O que diabos… — Nos traga duas garrafas de soju! — Exclamou um pouco alto, chamando atenção do dono da barraca, que assentiu e nos serviu rapidamente.


— Não bebo! — Cruzei os braços negando.


— Qual é, S/N, te conheci mais beberrona! Relaxa até parece que vamos perder a noção e acabar na sua cama! — Piscou atrevido, tomando um copo da sua bebida. Fiquei enraivada, pegando um copo também e após me servir, mandei goela abaixo. Diferente dos coreanos, eu não fazia careta ao digerir, simplesmente por não achar muito forte.


— Pronto? — Soei desafiadora, arqueando a sobrancelha.


— Bem melhor, beba mais. — Serviu meu copo, não sabia qual suas intenções, mas percebi estar tensa demais.


Fizemos um brinde singelo, digerindo-o. Jimin derrubou um pouco da bebida no rosto, me arrancando uma risada. Ele sempre foi desastroso.


— Idiota! — Apontei sua face, gargalhando. Ele não se incomodou, me acompanhando.


— Isso relaxe! Vamos. — Nos serviu, e lá estávamos nós enchendo a cara.


Duas horas depois…


— E naquela vez que brigamos por seu ciúmes imbecil! Eu quis te matar. — Gargalhamos alto. Já não tínhamos percepção do que fazíamos ou falávamos. Minha barriga doía.


— Qual é! Seu amigo foi um idiota de dar em cima de ti, sabendo que eu estava ali. Faria tudo de novo. — Ditou firmemente.


— Mentiria pra mim também? Casando-se com outra no final das contas? — Perguntei, ficamos tensos e sérios.


Jimin e eu, caminhávamos pelas ruas escurecidas. Já devia ser quase madrugada, o frio absorto não incomodou, muito menos paramos para atacar um ou outro. Mantemos apenas nossas alfinetadas sem ressentimento.


— Mandaria Hae Soo pra puta… — Tossiu, no instante que iria terminar sua frase, o efeito do álcool parecia estar pior nele.


— Me poupe seus lamentos Park, até parece que iríamos cair chorosos numa calçada qualquer.


— Melhor! Por que não paramos na sua cama… matando a saudade?


Sorriu maliciosamente. Quem o visse, jamais diria que este ser estava muito bêbado, Jimin pelo contrário fica muito animado e solto. Ele estava um gostosinho, porque não… aish! Eu deveria ter ficado longe do álcool.


Por um impulso, peguei a gola da sua camisa; o puxando. Caminhei incerta, mas na direção que eu sabia muito bem onde daria. Eu tinha um apartamento naquelas redondezas, e por mais que meu duplex estivesse longe no momento, aquele pequeno imóvel nos serviria muito bem. Parecíamos loucos andando, cambaleando e provocando o outro no meio da rua.


Quando enfim achei o lugar. Jimin subiu comigo pelas escadas mesmo, nos abraçamos, ele apalpou meu corpo, falando frases desconexas, mas uma delas entendi muito bem o que ele queria dizer. Iríamos cometer uma tremenda burrada. Nossas bocas não conseguiam se achar, por isso recebi alguns chupões no pescoço e outros beijos na clavícula. Aqueles lábios enchinhos me tocaram de novo, muito assanhados por sinal.


Com uma tremenda dificuldade abri a porta. Quase caímos! Consegui ligar o interruptor iluminando todo o local, sorri ao notar que estava muito bem arrumado, mas não tive muito tempo pra pensar. Park Jimin me agarrou, pegando-me em seu colo, enquanto eu retirei meu casaco e blusa que usava. Sentia um calor descomunal, precisava me ver livre dessas peças ou enlouqueceria. Ele sorriu ao ver meus seios a sua mostra, beijou-me no vale entre eles arrancando um arfar prazeroso meu. Puxei seus fios, avançando no pescoço do mesmo. Se iríamos deixar marcas, que fossem muito bem feitas.


Chegamos no quarto insanos, sem ter feito nada de mais. Jimin quase caiu comigo em seus braços, mas me colocou no chão. Retirou sua jaqueta e eu o ajudei a estourar os botões da camisa, mordi meus lábios ao vislumbrar  aquele tronco maravilhoso, juntamente do ‘seu caminho mas abaixo na barriga, fazendo-me ter os piores pensamentos.


Ele se jogou na minha cama, abrindo o zíper da sua calça jogando-a longe, me chamando para ficar por cima dele. Ditando que me deixaria dominar. Resolvi retirar o restante das minhas roupas após sua ideia e em seguida fiquei por cima do seu corpo, senti uma leve tontura na minha cabeça. Minha vista estava escurecendo, relutei mantendo no foco aquele rosto escultural e no corpo exibido a mim.


Nós não iríamos aguentar e no fim, só lembro de ter apagado.


Dia seguinte…


Dor; definitivamente minha cabeça parecia querer sair do meu corpo e seguir um rumo incerto sozinha. Ela latejava, me fazendo grunhir todas às vezes. Não lembro de quase nada sobre a noite anterior, a não ser o fato de ter acordado com peças íntimas, ter vomitado líquido umas três vezes e quase cair com tanta dor de cabeça.


Estava bem melhor do que quando acordei, já se passavam das cinco da tarde e eu não tinha disposição para nada. Só me alimentei de café amargo hoje e muito comprimido pra dor, olhando assim eu poderia acabar tendo uma overdose. Mas estou torcendo pra essa dor infernal passar, assim não precisarei encostar em nenhum remédio mais.


A pior parte é saber se eu e Jimin acabamos fazendo algo. Flashs vem na minha mente da noite anterior, como nós dois bebendo loucamente — rindo também —, teve uma parte de andarmos pelas ruas e depois eu não me recordo de nada. Só percebi hoje de manhã algumas marcas no meu pescoço, indicando que possivelmente tenhamos nos pegado e acabado na cama. Não poderia negar que tinha sido ele, aliás por mais que não estivesse mais no meu apartamento, Jimin esqueceu a jaqueta que eu lembro muito bem que ele usava ontem.


É f*deu! Não acredito que fiz isso!


Mas, olhando por outro lado, bem que posso usar isso ao meu favor… por que, não?


(...)


No outro dia, levantei cedo preparando um café forte para retirar os resquícios da minha ressaca, mantendo-me bem disposta pro decorrer da correria do meu dia e também, das variadas aulas. Tomei um banho longo, relaxando totalmente. Novamente fui vítima dos flashs da noite que bebi com Jimin, algumas cenas desengonçadas rodaram minha cabeça; sorri. Confesso ter achado engraçado, lembrei-me da pior parte: o homem que mais odeio estava me tocando, quase, me tomando pra ele. Isso não foi bom, mas talvez lá no fundo eu ainda seja aquela mesma que pede por Jimin, que o deseja cravando-se no meu íntimo. Mas quem disse que vou deixar ele saber disso? O orgulho agora é uma questão de honra e, prefiro manter isso.


Peguei uma roupa completamente escura, compondo o look com a jaqueta que o Jimin havia deixado. Fiz questão de usar uma camiseta sem gola, expondo meu pescoço preenchido pelas marquinhas dos lábios carnudos do loiro. Prendi meus cabelos em um rabo de cavalo, passando uma maquiagem natural, ao mesmo tempo vibrante.


Hoje eu quero chamar atenção!


Peguei as chaves do meu carro, me retirando do apartamento — o mesmo da noite anterior. Talvez fique um pouco confuso, mas tenho vários imóveis por aí. Pretendo comprar mais, quero ter patrimônios e esse é um excelente investimento.


Alegrei-me ao ver a Mercedes estacionada na garagem da minha casa. Não tardei em entrar, colocando minha mochila no banco de trás, não poupando velocidade na hora de arrancar com o carro. Isso sim é vida! Quem diria que eu, a pessoa mais babaca do mundo, estaria desfrutando de tudo isso, não é mesmo?


Consegui atalhos chegando rapidamente a faculdade, estacionei em uma das vagas, saindo do carro. Encontrei Jeongguk — no seu habitual estilo Daddy Talk — na entrada, nos cumprimentamos com um abraço forte, matando um pouco da saudade, depois de tantos meses sem nos vermos. Ele sempre manteve contato comigo, ligamos frequentemente um para o outro, essa amizade é realmente algo duradouro. Fomos acompanhados pela Sun Hee que chegou em seguida, colocando suas mãos em nossos ombros. Ela tinha um sorrisinho exibido nos lábios.


— Tudo bem com vocês? — Falou, se pondo em nosso meio.


— Sinto que tem coisa aí! — Jeon sussurrou olhando para mim.


— Passou a noite bem senhorita Kim? — Sorri maliciosamente. Sun deu de ombros, exibindo-se.


— Eu pratiquei umas maldades. Do estilo por o cara na cama; prendê-lo e depois matar. — Entreabri os lábios, surpresa com sua confissão.


— Hum, qual foi a reação dele?


— Pavor! — Gargalhou nos incentivando a fazer o mesmo; Sun é contagiante — Mas estou vendo que não fui a única a ter diversão. — Reparou bem no meu pescoço.


— Quem foi, hein? — Jeon esboçou sua expressão carrancuda, fingindo ciúmes.


— Relaxa, bae, nada demais. Apenas diversãozinha enquanto não nos víamos novamente. — Pisquei insinuante, recebendo um olhar quente pelo meu corpo; Jeon sabe como brincar comigo.


— Eu ainda estou aqui, tá! — Sun interviu, chamando nossa atenção.


— Nem tinha visto você.


— Engraçadinha. — Mandou língua.


— Cadê o TaeHyung pra bater nessa sua boca? — Olhei para os lados procurando-o.


Aliás…


— Ele saiu em uma missão a mais de um mês! Você não sabia?


Puta… não acredito que me esqueci dele? Durante esse tempo inteiro, não nos falamos; e essas minhas diversões em Paris, também esse trabalho que fiquei ocupada com Jimin, distraíram-me a ponto de esquecê-lo. Como posso ter sido tão idiota?


— Esqueci… — Cocei a nuca.


— Ah sim. E, você Jeon, fez algo legal? — Voltou-se ao outro, curiosa.


— Faço coisas melhores que você, Sun. — Ele riu.


Os dois engataram uma conversa animadora que não fiz questão de prestar atenção, estava perdida demais por ter esquecido da existência do TaeHyung. Deveria ser algo bom, não é? Clado que sim! Mas temos um porém: eu ainda gosto aquele bruto. Meus sentimentos não esvairam-se. Tivemos muitos momentos juntos, sem esquecer da amizade que construímos. Ele foi um grande treinador, cuidou muito bem para que eu soubesse e fosse como sou hoje. Puxa vida! Nem lembrei de sentir falta dele, daquela sua voz. Lembrando agora, faz tanto tempo desde que o beijei pela última vez.


Sun me retirou daqueles pensamentos com seus gritos de me deixar surda. Mesmo assim não me liguei muito no que ela e Jeon falavam. Só ouvi quando ele se despediu indo pra sua sala, seguindo um rumo diferente do nosso. Ela continuou a tagarelar até entrarmos na sala, mas eu me mantive presa nesses pensamentos do tipo: Será que ele está bem? Que missão o mesmo recebeu? É muito perigosa? Certo! Estou preocupada.


Passamos por um corredor extenso, e acabei encontrando com Jimin, este estava sério e sua esposa agarrava seu braço e falava sem parar. Sempre soube que ele não gostava desse estilo de mulher: grudenta. Sabe que não o deixa fazer as coisas livremente. Pensei que ele fosse jogá-la longe a qualquer momento.


Seus olhos se esticaram para me encarar, quando percebeu que usava sua jaqueta, ele sorriu ladino, mordendo os lábios de canto. Retribui, sendo perfurada pelo olhar matador de Hae Soo, ela ficou chocada, porém não ousou fazer nada.


Não podemos esquecer do meu momento de maldades.


— Ah, garota má!


Exclamou Sun Hee, dando uma leve batida no meu bumbum antes de entrarmos na sala. Rimos nos acomodando em nossos devidos lugares.


Não tinha cabeça pra nada… com certeza ficaria bem longe de tudo e todos. É, Kim TaeHyung mexe muito com ele, mas dessa vez, eu fiz algo muito ruim, pior que qualquer coisa.


Só espero que ele não esteja com raiva.


(...)


— Você ‘tá sabendo da festa? — Sun falou depois que saímos da sala. Ainda bem que tínhamos terminado tudo por hoje.


— Que festa? — Soei interrogativa, um tanto mal humorada.


— Uma turma se graduou e darão uma festa a noite. Você vai? — Perguntou curiosa.


— Não sei, Sun, estou com dor de cabeça.


— Ah qual é! Vai ser legal.


— Não quero.


— Não é questão de querer! Vou buscá-la às nove. — Apontou seriamente o dedo na minha cara.


— Sun morre! Não vou.


Passei em sua frente, andando na direção da saída da faculdade. Só queria um banho e minha cama.


— S/N querida, você vai sim!


Ordenou. Passou na minha frente, andando até seu carro. Bufei irritada, não querendo ir de forma alguma nessa festa.


(...)


Lá estava de frente a mansão badalada. Sun Hee invadiu meu apartamento me obrigando a me arrumar, sua desculpa é que eu precisava curtir um pouco, relaxar quem sabe. Mas eu relaxo! Fico na minha casa de boas, aproveitando um bom filme ou quem sabe recebendo uma boa visita do meu amigo. Ah é! Jungkook também veio nessa festa, ele deve já estar muito louco dentro desta mansão, resumindo, quem eu adoraria pegar durante toda a noite, já deve estar nos braços de várias.


Puxa! Bem que poderiam ser mais fáceis as coisas. Por que fez isso comigo Jungkook? Ainda por cima estou me sentindo péssima por ter esquecido do Tae… Só espero encontrá-lo por aqui — coisa que eu acho extremamente difícil. Suspirei pesado, conferi meu biquíni e arrumei o short curto que estava usando. Eu não estava nada mal, muito bonita por sinal. Trajava um biquini preto e em baixo usava um short na mesma cor. Queria chamar um pouco os olhares em minha direção.


Kim TaeHyung hoje eu quero você, meu amor. Podemos curtir essa festinha, hum? Por que não? Nunca fizemos nada além de nos beijarmos loucamente em qualquer lugar, podemos ir aos finalmente, acabando logo com essa minha ansiedade em ter você.


O que eu estou pensando? Não acredito que tô programando uma noite avassaladora com TaeHyung nos esquentando durante toda a madrugada. Eu bem que quero isso!   


Afastei essas idéias incrivelmente boas da minha cabeça, adentrando a mansão ao lado de Sun Hee. A mesma estava mais empolgada que o habitual, se arrumou inteira e fez uma maquiagem para a ocasião.


Estavam todos por toda parte, a porta já não se fechava por tanta movimentação. Tinha muita gente nas duas primeiras salas, um jogo de luz iluminava o local e haviam pessoas de todo o tipo e cursos da faculdade. Eles dançavam loucamente, outros beijavam-se como se não houvesse o amanhã. Haviam casais espalhados pela escada e provavelmente pelos quartos também. Garçons serviam as mais diversificadas bebidas, porém havia um bar um pouco mais afastado de onde todos dançavam. Mas quando observei, este encontrava-se movimentado.


Sun Hee que olhava na mesma direção que eu, me puxou pelo braço, arrastando-me no meio da multidão. Ela parecia ter encontrado algo, e não tardou em se aproximar. Esbarrei em algumas pessoas e recebi uma cantada tosca, quase vomitei quando um beberrão encostou em mim. Avistei a pessoa que estava no bar, como Sun mantinha-se animada em ir até essa pessoa, notei se tratar do Jeon. Ele tomava um drink e observava algo — ou alguém. Seus olhos pousaram sobre nós; ele usufruindo da visão privilegiada que estava sendo proporcionado do meu corpo.


— Duas Red Bull! — Sun pediu ao garçom assim que chegamos. Olhei Jeon por cima dos ombros dela, este lambia os lábios provocativo.


— Por que um energético, Sun?


— Precisamos nos manter acordadas a noite inteira. — Disse audaciosa, cheia de insinuações.


— Aish! — Revirei os olhos.


— Então, já arrumaram companhia? — Disse Jeon, dando um gole na sua bebida.


— Vou arrumar uma pra S/N agora! — Piscou pra mim — E você?


— Sempre tenho meus focos… — Apontou com um queixo para uma garota que se aproximou, abraçando-o e beijando-o no pescoço.


Jeon estava me olhando daquela forma sexy ao extremo, como se quisesse dizer algo.


— Bom garotas, vou me divertir um pouco. — Falou se levantando e deixando o copo no balcão — Até mais! — Apertou a cintura da garota, com força, sumindo dentre todas aquelas pessoas.


— Vem! — Demorei a tirar os olhos deles, não havia entendido e bem que queria ser eu a ir me divertir com ele. Sun me puxou novamente, levando-me para sei lá onde.


Entramos em uma sala de parecia ser de jogos. Ela se divertiu se intrometendo nos jogos dos rapazes, arrasando na jogada de sinuca. Eles elogiaram super bem a loira, que se exibia um pouco, porém por incrível que pareça manteve uma certa distância dos caras, sem atacar nenhum com suas garras.


Achei graça dos diálogos deles, vendo uma nova partida ser iniciada. Aproveitei para me sentar e beber um pouco do energético, com certeza teria muita coisa pela frente e não iríamos embora tão cedo, por isso se ficasse sentada só observando, pra mim estaria de bom tamanho.


Terminei minha latinha e ela — Sun Hee — ganhou novamente dos caras, recebeu algumas quantias em dinheiro que haviam apostado, assim enchendo seu bolso de grana. Ela é sempre aproveitadora, não perde uma!


— Ei! Você! Por que não tenta? — Um rapaz alto, que não parecia asiático perguntou.


— Não sou boa com isso! Prefiro ficar sentada. — Parece que minha última frase saiu arrastada, saindo um pouco maliciosa. Ele sorriu, descontraído, chegando-se próximo a mim.


— Ah é? — Assinto.


— Não prefere uma bebida de verdade? — Me ofereceu seu copo, com algum líquido alcoólico. Sun Hee deu gritinhos chamando atenção quando o cara ficou de joelhos no meu colo.


Peguei o copo de sua mão, bebendo o líquido inteiro que desceu rasgando. Mordi os lábios com a quentura ocasionada. Um incômodo surgiu e aquele cara não estava facilitando.


— Boa menina… — Movimentou seu quadril sobre o meu, explorando lentamente meu pescoço com alguns beijos. Sua mão afastava os fios do meu cabelo enquanto seus lábios trabalhavam cautelosamente.


Isso é relaxante.


— Toma! — Empurrei o copo na sua barriga, ele grunhiu dando uma mordida no meu pescoço e segurou o objeto com a outra mão.


Tomei impulso o afastando de vez. Não estava afim de muito contato, quem eu queria já estava se divertindo e minha segunda opção — ou primeira antes do Jeon — eu nem mesmo sabia do seu paradeiro e por pura burrice havia esquecido de achar.


— Vamos dá uma volta, Sun! — Ordenei, ela acenou para os rapazes e me seguiu.


— Você é muito burra. — Sussurrou dando um aperto no meu braço.


Dei de ombros seguindo para a parte aberta da casa, vislumbrando os jovens insanos na piscina. Uns estavam tão bêbados que só se jogavam. Haviam algumas garotas exibindo seus corpos esqueléticos, achando que chamariam atenção para si. Dei risadas dos seus modos ridículos, cercando o local com meu olhar. Precisava de uma diversão, essa festa já está começando a me entediar.


— Maninho! — Sun Hee gritou e eu olhei na mesma direção que ela.


TaeHyung saia da piscina, ele estava vestido e suas roupas estavam encharcadas. Fiquei chocada por vê-lo ali, pois quando questionei Sun, ela nem mesmo sabia onde ele havia se metido. Estávamos as duas surpresas! Quando TaeHyung se levantou, passou a mão pelos cabelos completamente sensual e despudorado. O efeito da bebida fez mais efeito no meu corpo, fazendo-o entrar em combustão. Estava louca! Sua roupa marcou cada músculo presente em seu corpo e eu, desejei vê-lo sem nenhuma peça. TaeHyung parecia mais forte, suas coxas torneadas causaram um incômodo forte entre minhas pernas e meus lábios tornaram-se secos. Passei a língua para hidrata-los, porém ao ver o maior sorrir safado para algumas garotas ao redor, senti meu sangue ferver e acabei mordendo o canto dos meus lábios.


Ele pareceu nos ver, pois Sun Hee deu um grito tão alto que algumas pessoas olharam em nossa direção. Ele manteve seu sorriso, encantador, sexy e desprovido de qualquer censura. Se afastou das pessoas que estavam em seu redor, se aproximando de nós duas.


— Tae Tae! — A loira ao meu lado, abraçou o irmão molhado recebendo um beijo nos cabelos.


— Onde se meteu? — Sun socou sua barriga, ele fez uma careta e apertou mais o abraço.


— Trabalhando, você sabe. — Se afastaram.


Meu queixo deveria estar no chão do quanto eu estava babando por TaeHyung, queria muito ter somente ele pra mim. Ah, essa noite não iria passar sem que eu o tivesse como sempre desejei.


— Até que fim! Pensei que nunca mais o veria. — Falei alto, para que ele ouvisse, a música dificultava um pouco.


— Então, Sun, ficou bem? — Seu olhar caía sobre a irmã.


— Claro que sim. Por que não ficaria?


— Cuidei bem dela! — Abracei Sun de lado, a mesma sorriu cúmplice. TaeHyung me ignorou novamente, fitando somente na irmã


— Não andou matando muito, né?


— Você sabe que sim. É com isso que trabalhamos bobinho. — Sun apertou suas bochechas, os dois conversavam ironicamente.


— Idiota! Se cuide, uh? — Ela assentiu e ele assanhou seus cabelos. Tentei mostrar que estava ali, mas fui ignorada.


— Vou pegar uma bebida. — Saiu deixando-me sozinha com ele, mesmo assim TaeHyung não havia me olhando em momento nenhum.


Pigarreei pronta para lhe dizer algo, mas fui interrompida por uma garota que se aproximou sorrindo.


— Oi amor. — TaeHyung sorriu lindamente para esta, agarrando sua cintura e praticamente engolindo seus lábios bem na minha frente.


Bufei. Bati os pés com força no chão, fechando as mãos em punho. Com raiva sai da frente dos dois, batendo na garota que quase caiu no chão, porém foi segurada por TaeHyung que agarrou novamente sua cintura e a beijou. Virei olhando para os dois, e ele, olhava para mim enquanto abocanhava a garota.


Todos berravam com a cena dos dois, marchei para dentro da casa pegando as primeiras bebidas que vinham na minha frente e praticamente engolindo. Não me importei em saber o que eram, muito menos se iria ficar bêbada. Beijei alguns caras desconhecidos que apareceram na minha frente e dancei com outros também. Por fim, fiquei jogada no sofá vendo todos se divertirem loucamente. TaeHyung parecia me escoltar, pois sempre o via passando com uma garota diferente.


E agora, ele se sentou em um sofá de frente ao meu. Duas garotas ficaram ao seu lado e uma terceira, sentou no seu colo. Ele dava atenção para as três que sorriam maliciosamente e o alisavam seu corpo. Senti uma enorme vontade de vomitar, porém maior era a de puxar pelos cabelos todas elas e mostrar a quem ele pertence.


Talvez eu esteja possessiva demais com o que não é meu! O álcool fazia muito efeito… eu disse que não poderia beber.


Eles ficaram um bom tempo nessa troca de carícias. TaeHyung olhava sempre para mim, mostrando algo, ou somente se exibindo. Dizendo que elas tinham mais sorte do que eu. Ai que ódio!


Vi quando saíram para dançar um pouco mais, porém TaeHyung lhe disse algo e se direcionou a escada. Ele com toda certeza iria para o andar de cima, o que deduzia ser algum dos quartos. Me prontifiquei a segui-lo observando que seria exatamente isso. Quando este passou pela porta, eu fiz o mesmo e a tranquei.


Ele não me escapa!


TaeHyung havia entrado no banheiro e fiquei do lado de fora a sua espera. Ele saiu me encarando, estranhando o motivo de eu estar ali.


— O que é? — Perguntou meio embolado. Estava bêbado.


— Seu babaca. — O segurei com toda força empurrando-o na cama. TaeHyung não se mexeu e eu avancei nos seus lábios com todo desejo que me consumia ardentemente.


Forcei meus lábios contra os seus, um beijo completamente selvagem. Ele demorou mais retribuiu, porém o que eu mais queria ele não fez; sua língua não adentrou minha boca como ele havia feito com aquela garota. Mordi seu lábio inferior, arrancando um arfar seu.


— Vamos me beije seu idiota! Eu quero você! Faça melhor do que isso. — Gritei nervosa até demais. Não estava controlando minhas atitudes.


O beijei novamente, dessa vez alcançado o que tanto queria. Explanei seu corpo com minhas mãos elas desciam e subiam por cada parte do seu abdômen e ombros. Eu o queria tanto que poderia fazer isso sozinha se ele continuasse a relutar. Comecei a rebolar em seu colo; estimulando-o.


Sorri quando TaeHyung entrelaçou meu cabelo com seus dedos longos, aproximando meu rosto de sua boca, prontamente gemendo entre sussurros no meu ouvindo:


Alex…


Me enfureci de forma que tirei suas mãos de mim e o estapeei com força. Não sei o que seria capaz de fazer, ele não poderia me desrespeitar desta forma, principalmente da maneira que estávamos. Qual é? Por que gemer o nome dela? O que ela tem a mais que eu? Bati com força em seu peito, suas orbes negras me encaravam e eu não liguei. TaeHyung em um só impulso trocou nossas posições e ficou por cima segurando meus pulsos com força. Seu olhar mortal encontrou o meu, ele flexionou seu corpo colando no meu; minha respiração pesou. Abri a boca para dizer, mas TaeHyung encostou seu nariz na minha bochecha e sua respiração me arrepiou inteira.


Ele sorriu.


— Eu que estou no controle de tudo… — Sussurrou rouco — Do seu corpo, da sua alma… de tudo! Não importa o que faça. Você sempre vai voltar pra mim exatamente como agora, não se esqueça disso. — Após suas palavras excitantes, afastou-se de mim, levantando e saindo do quarto.


Acabei tirando a conclusão de que TaeHyung não estava nada bêbado.


E como ele próprio disse: eu sou uma babaca que deseja ele como nunca.


(...)


Outro dia – Refeitório


Sun Hee conversava animadamente com Jungkook sobre a festa, TaeHyung mexia em seu celular e vez ou outra comentava algo. Exibindo-se ao moreno que estava do seu lado, do quanto pegou todas na noite anterior, muito mais do que ele! Os dois mantinham-se essa disputa sem rumo final. Cada vez mais lançavam argumentos para disputarem, fazendo assim a loira do meu lado rir.


Eu estava com a cabeça doendo, além de beber muito cometi aquela cena toda com o TaeHyung. Pensei que fosse esquecer suas palavras, mas elas continuavam me atormentando. Ficava retornando aquele quarto o tempo inteiro, e nas suas frases sussurradas. Lembrei do quanto ele me deixou irritada ao falar o nome da Alex enquanto estava comigo e por incrível que pareça agia normalmente hoje.


— Junmyeon! — Sun Hee chamou o outro que passou por nós. Virou-se e sorriu para a mesma.


Só uma coisa deslumbrante dessas pra animar meu dia. Arrumei meus cabelos e minha postura.


— Bom dia! — Sorriu, lindamente, exalando sua beleza.


Ouvi TaeHyung bufar, fechando a cara.


— Por que não se senta com a gente? — Ofereci um lugar, ele aceitou sentando ao lado da Sun.


— Como está meu cunhadinho? — Jeon brincou.


— Estou bem! — Sorriu — E a Alex, onde ela está? Nunca mais a vi.


— Alex praticamente sumiu. Estamos há um ano sem notícias dela. — Lamentou o moreno.


— Sério? — Junmyeon arregalou os olhos.


— Você não esqueceu seu amor? — Brincou novamente quebrando o clima pesado.


— A Alex foi a única mulher da minha vida e sempre será! — Ditou seriamente; convicto.


TaeHyung inquietou-se na cadeira, tossindo forçado e levemente incomodado. Ele não estava gostando nada dessa conversa.


— Mesmo que tenhamos terminado, tudo que vivemos sempre retorna na minha mente. — Finalizou.


Sun Hee e TaeHyung estavam praticamente da mesma forma: incomodados.


— E como se conheceram? — Perguntei parecendo curiosa, mas só queria atiçar ainda mais TaeHyung.


— Na escola! Fazíamos o primeiro ano do ensino médio e foi na diretoria. — Riu — Ambos muito pestinhas, sabem? Então acabamos sendo colocados na mesma situação.


— Parece coisa do destino… — Mostrei mais interesse ainda.


— Sim! Fui seu primeiro em tudo. Bom, o primeiro beijo, encontro, namorado… primeira vez… tudo isso foi comigo! Sou seu primeiro e pretendo ser o único amor da sua vida! — Falou firme. Soltei um “uau” e Jeon me acompanhou.


— Ele está apaixonado. — Nós dois rimos.


— Sempre estive. O legal eram nossas brigas, sempre terminavam de uma forma prazerosa… — Disse malicioso, TaeHyung remexia-se na cadeira — Apesar de ser rude, ela era muito carinhosa e fofa!


Sorriu, apaixonado. Jeon zoou um pouco com ele, admitindo que realmente ela era assim.


— E vocês pretendem ficar novamente juntos? — Soltei.


— Claro que sim. Logo estaremos juntos!


Junmyeon mantinha firmeza no seu tom de voz. TaeHyung soltou uma risada irônica quase gargalhando.


— Se era tanto amor assim, por que terminaram? — Ele provocou, rindo sarcástico.


Não acredito que ele disse isso. Quando Junmeyon, pensou em respondê-lo, TaeHyung se adiantou dizendo:


— Sabe ela parecia bem livre quando nos conhecemos… assim como os lábios dela. — Sorriu vitorioso, levantando-se.


Era inacreditável o que TaeHyung havia acabado de dizer. Tentei controlar, mas estava impossível não achar graça da situação. Sun Hee gargalhava praticamente e Jeon não conseguiu segurar seus risinhos.


Junmeyon ficou vermelho de tanta raiva. Achei que fosse matar TaeHyung ali mesmo


— Hoje a noite, Namjoon tem algo importante para nos dizer, não se atrasem! — Ditou por fim, retirando-se da mesa em que estávamos.


Jumneyon fechou a mão em punho, bufando pela provocação do outro. Nesse momento o sinal tocou e ele foi o primeiro a levantar e sumindo entre os alunos. Deixando uma Sun Hee descontrolada de tanto rir. E Jeon acompanhou.


Esses dois não prestam!


(...)


Jeon Jungkook On


Estacionei o jaguar preto em frente a escola, reparando na grande movimentação do lado de fora. As aulas haviam terminado, sendo uma sorte ter chegado a tempo. Digamos que, com esse trânsito enlouquecedor de Seul é um pouco difícil ser pontual na maioria das vezes. Foi tanto tempo sem ver ela, quase um mês sem seu sorriso contagiante ou nossas briguinhas implicantes. Eu queria muito poder vê-la e nada melhor do que usando um pouco das minhas artimanhas de irritá-la facilmente.


Desliguei o carro, saindo e acionando o alarme. Fechei a porta me encostando nele e observando cada aluno saindo pelo grande portão. Praticamente todos eles me encaravam — ou poderia ser meu carro também. Aliás nós dois estávamos chamando atenção, mas não liguei muito para as garotas exibidas que cochichavam umas com as outras. Meu foco era na minha ‘garotinha marrenta e seu jeitinho único de ser.


Como estava com saudades!


Esperei por alguns — poucos — minutos no mesmo lugar, até que, ela surge no meu campo de visão. Seus cabelos curtos estão soltos, repartidos para o lado e ela estava muito bem vestida no seu uniforme amarelo. Fiquei feliz ao perceber que ela usava a mochila do Star Wars que a deixou bastante fofa. Não conseguia controlar minha empolgação ao vê-la, inclusive por estar tão ‘jeitosinha.


Aigoo quero apertar essas bochechas!


Quando ela percebeu minha presença ali, resultado dos resmungos dos outros alunos, colocou a mão no rosto desviando seu caminho. SoJin saiu por um outro lado, fingindo que não me conhecia. Eu sabia muito bem que isso era uma maneira de escapar, mas que essa distância a deixou com saudades de mim também. Cruzei os braços na altura do peito, esperando ela parar com essa brincadeira e vir até mim.


Contei nos dedos os segundos que ela tentou permanecer desse jeito, rumando em outra direção. Parou, pensou e bufou. Conhecia tão bem aquela garota a ponto de saber que ela não faria isso, sua expressão não escondeu o quanto estava emburrada pelo que fiz.


— O que faz aqui? — Disse assim que chegou perto, sorri abertamente fofo, talvez conseguisse melhorar seu humor — Não faz essa cara! — Formou uma carranca e eu parei. É não funcionou.


— Oi pra você também, SoJin! — Falei um tanto magoado, custava ser um pouco legal comigo?


— Nós já conversamos sobre não vir aqui na escola! Você sabe disso. — Resmungou emburrada, um pouco inquieta com tantos olhares à nossa volta.


— Vem cá ‘bebê. — Puxei seu corpo pequeno para um abraço, SoJin afundou a cara envergonhada no meu peito, ela estava se irritando cada vez mais.


— Já disse pra não me chamar assim. — Bateu no meu braço — Me solta!


— Aish! Eu estava com saudades. — Apertei mais seu corpo contra o meu.


— Tá, tá! Mas aqui não. — Me empurrou, afastando nossos corpos daquele abraço tão bom.


— Como você tá? — Perguntei preocupado, acariciando suas bochechas ‘rosadinhas.


— Uau carro novo! Por que não entramos nele e saímos daqui? — Mudou o assunto. Revirei os olhos assentindo e destravando o carro para entrarmos.


— Um jaguar lindão na minha frente! Acho que já posso morrer feliz! — Disse, animada, assim que entramos.


— Vira essa boca pra lá!


Repreendi. Como alguém mais velho, mantinha minha pose de cuidadoso e sabia muito bem que com todo aquele  jeito marrento, ela era uma garota que precisava de cuidados.


— Nossa! Eu só estava brincando. — Riu.


— Não brinque com coisa séria, pequena. — Peguei em sua mão, e de propósito entrelacei nossos dedos. SoJin não reclamou.


— Também senti saudades…


Ela confessou baixinho olhando a forma como nossas mãos estavam. Eu tinha um carinho tão grande por essa garota que parecia não caber dentro de mim. Nos conhecemos de uma maneira tão louca, que jamais pensei que essa amizade fosse surgir.


— Como vai a escola? — Perguntei enquanto dirigia, acariciando sua mão.


— Aquela chatice de sempre, sabe não vamos falar sobre ela. Me conta sobre seu trabalho. — Olhei-a de relance e a mesma fez um aegyo para que eu lhe contasse algo. Ela sabia que meus lances eram fora da lei, mas não tinha lhe contado com detalhes.


— Você sabe que não! Olha só chegamos. — Soltei nossas mãos, estacionando o carro em frente a lanchonete que havia levado ela para comer.


— Por que o Burger King? Você sabe que prefiro McDonald’s! — Reclamou fazendo bico.


— Eu gosto daqui! Vamos lá! Faça algo pelo seu Jeon uma vez na vida. — Dessa vez falei manhoso.


— Meu jeon? — Sorriu maliciosa — Gostei!


Correu toda animadinha para dentro do estabelecimento. Pegou um cardápio e sentou em uma mesa, esperando que eu fizesse o mesmo. Não entendo essa garota, nem a maneira como ela muda do nada, só sei que precisava desses nossos momentos ou iria ficar maluco. Aguenta coração! Eu sei que SoJin faz você ficar agitado.


Nos sentamos e fizemos nossos pedidos. Ela faria meu bolso sofrer um pouco, mas hoje não estava ligando pra isso.


— E a Alex? Como ela está? — Havíamos conversado sobre quase tudo, nesse período que nos tornamos amigos, e principalmente havia lhe contado sobre minha irmã.


— Ela está sumida há quase um ano. — Ditei cabisbaixo, sentia falta da mesma.


— E por quê?


— Isso você não pode saber, So, mas ela está bem. Alex sabe se cuidar. — Sorri, tentando estar animado, mas ela notou e se aproximou me dando um abraço.


Claro que todos estavam nos olhando. Aliás SoJin só tem dezenove anos e eu vinte dois. Mas não nos importamos com isso. Ela afagou meus cabelos e me senti protegido nos seus braços. Ela tinha um cheirinho muito bom.


— Você está tão carinhosa hoje. — Ri baixinho e ela deixou um selar na minha bochecha.


— Você sabe… eu sou um amor de pessoa. — Sorriu sapeca.


— Não mesmo! — Meus olhos caíram sobre seus lábios. Eles chamavam tanto minha atenção, e pareciam estarem ainda mais avermelhados, fazendo-me morder os lábios. Um clima pairou sobre nós e fomos interrompidos pelos pedidos que haviam chegado.


SoJin pegou seu hambúrguer rapidamente dando uma mordida. Reparei no quanto minha pequena se lambuzava de maneira extremamente fofa.


Comemos e conversamos sobre coisas aleatórias, aquele clima tenso ficou para trás e logo ela começou com suas gracinhas, sempre me enchendo o saco e tirando minha paciência. Não posso negar que senti falta disso e estava gostando muito.


No final, paguei a conta e voltamos ao som de “El dorado” no carro, no caminho até sua casa. Ela tinha uma voz terrível, super desafinada, mas nem isso me fazia deixar de ser admirado por ela. Sou louquinho por cada detalhe seu.


— Agora vou jogar até meus olhos arderem. Obrigada pelo lanche. — Sorriu, pegando a mochila no banco de trás.


— Partida juntos hoje? — Sugeri.


— Com certeza. — Sorrimos — Ai quer entrar?


— Não posso, tenho um compromisso daqui a pouco. Mas mande lembranças a sua mãe, diga que qualquer dia apareço para o jantar. — Ela concordou.


— Tudo bem. Tenha cuidado e me avisa quando for jogar. — Falou empolgada.


— Até mais, pequena! — Deixei um beijo na sua testa e ela saiu do carro.


Fiquei reparando em cada detalhe seu enquanto atravessava a rua até sua casa. SoJin e seus encantos.


(...)


S/N On


Fazia uma série de abdominais — agora muito mais fáceis pra mim —, enquanto Sun Hee fazia flexões ao meu lado, ela precisava melhorar ainda mais sua resistência para as próximas missões em duplas que, depois daquela na ilha não havíamos tido mais, porém a qualquer momento poderíamos ser chamados para algo. TaeHyung batia no saco de pancadas como parte do seu treino de força, e o Jeon praticava suas diversas artes marciais. Confesso às vezes me perder nos movimentos que ele fazia com o corpo — muito bem malhado, por sinal —, ele estava a cada dia mais forte e arrancava suspiros meus e da Sun.


Não tinha como não olhar, mas estar nessa academia novamente me lembrou dos beijos que TaeHyung e eu trocamos ali, foi um momento bom entre nós. Mas ele estava tão centrado no que fazia, que não ousei me aproximar, principalmente por estamos trabalhando e eu levava isso muito a sério, assim como os outros.


Vislumbramos um carro chique estacionar na frente da academia, nos chamando atenção. Sun Hee, Jeon e eu fomos os únicos a olhar. Do tal saiu uma mulher, muito bem arrumada; acabei por reconhecê-la: era a mesma que eu vi TaeHyung discutindo quando estivemos naquele navio. Ela vestia roupas elegantes e o óculos que cobria seus olhos foi retirado, seu salto ecoou por todo lugar e quando finalmente estava dentro foi que TaeHyung parou o que fazia para olhá-la.


— Até que enfim te achei! Sabe de onde eu vim? — Indagou, grossa, completamente arrogante.


— Devia ter ficado onde estava! — Respondeu, TaeHyung, simplista.


— Não está feliz em me ver? — Questionou.


— Não. Sabe disso. — Disse rápido.


— TaeHyung você deveria me escutar… Eu tenho muito pra falar… — Sua voz parecia embargada e ele já não estava aguentando.


— Quem é? — Sussurrei para Sun.


— Ex-namorada do Tae. Ela vive correndo atrás dele, mas o mesmo não suporta ela. — Explicou.


— Aish que chata. Será que ela não vê? — Apontei para o TaeHyung que não estava com uma cara boa. Os dois haviam iniciado uma discussão.


— Ele não suporta essa mulher! Não sei porque ela ainda insiste. — Grunhiu zangada, fuzilando a outra.


Não estava gostando, porém ao ver que TaeHyung não estava ligando para os berros da dita cuja, acabei me tranqüilizando. Jeongguk acabava graça da situação, ele é sempre esnobe que não vê seriedade nas coisas.


— Você deveria me ouvir! Olha pra mim. — Gritou, raivosa.


— Qual é! Será que não pode me deixar em paz? — Ele rebateu.


— Sabe que não amo você; eu não amo ninguém. E se amasse não seria da sua conta. Sou um homem livre, e é assim que quero continuar. Não vou voltar pra você! Não iremos nos casar! Eu não te amo! Entendeu? — Foi completamente duro, não poupando as palavras.


— Vamos! Namjoon está nos esperando. — Se dirigiu a nó, que disfarçamos a intromissão e nos ajeitando para sair.


A mulher ficou com cara de ‘tacho enquanto todos nós entramos no carro e partimos para a mansão do Namjoon. Fiquei observando e ela parecia chorar; não de triste. E sim, estava com raiva pela maneira como foi tratada. TaeHyung não estava diferente, ele dirigia rápido; fora do limite permitido apertando no volante com força.


Ofegamos assim que o carro foi estacionado na frente da mansão do Namjoon. Tivemos uma aventura e tanto, TaeHyung ultrapassou o limite da velocidade, os sinais, buzinou para alguns carros e xingou milhares de palavrões quando se metiam em sua frente. Quando Jeongguk tentou intervir, ele simplesmente deu-lhe um grito histérico mandando-o calar a boca. Ninguém o parou, ele dirigiu afoitamente e só parou quando estacionou no ponto de chegada.


Saímos do carro passando mal, Sun e eu quase vomitamos. Jeongguk nem posso falar, ele quase matou o TaeHyung, confesso que senti vontade de bater nele pois não era necessário descontar sua raiva em nós. Não tínhamos haver com nada disso.


Percebemos ter chegado no horário certo — pelo menos algo de bom — assim nos recuperamos um pouco antes de entrar na sala.


— Você é irresponsável! — Jeon gritou, partindo pra cima do Tae.


— Cala a boca e entra logo. Chegamos e todos estão bem! — Passou em nossas frente, praticamente escancarou a sala de reuniões assustando até mesmo Namjoon e Jin.


TaeHyung puxou a cadeira com subitamente, não dando importância aos olhares dos mais velhos para si. Os dois líderes estavam absortos pelo comportamento dele, ninguém nunca o tinha visto tão afoitamente desta maneira. Ele bufou impaciente, apenas esperando para ouvir o que seria dito. Não pensei que aquela mulher fosse causar esse comportamento nele.


— O que está acontecendo aqui?


Namjoon foi o primeiro a perguntar. Nos sentamos cada um em um lugar, e Jungkook demonstrava estar muito furioso pelo comportamento de TaeHyung a poucos minutos. Ele quase matou todo mundo e ainda agia assim! Qual é? Será que ele não percebe o risco que colocou todo mundo?


— Imprevistos! — Sun rapidamente respondeu, desviando a conversa de rumo, sem nem mesmo ter iniciado — Vamos ao que interessa?


— Teremos uma nova missão? — Perguntei.


— Sim! Bom… como posso começar a explicar? — Namjoon passa a mão pelos cabelos aparentemente nervoso.


— Do começo seria mais fácil. — TaeHyung disse um tanto rude.


— Tudo bem! — Se levantou — Fomos atacados por uma máfia e tenho quase certeza que tem dedo do Park nisso. — Falou direto.


— Como assim? — Disse Jungkook confuso.


— Seguinte, houve uma chacina em um bar no centro da cidade, lá estavam homens meus. Estes eu mandei para efetuarem uma pequena missão. Coisa pouca! Sabe dívidas, esses lances irrelevantes que acabamos com um piscar de olhos. Porém o que ninguém esperava é que eles fossem surpreendidos por um outro grupo de mafiosos que os atacaram e mataram brutalmente.


Arregalei os olhos completamente chocada com a situação. Notei que não só eu estava dessa forma, mas Jungkook e Sun também.


— Eles querem nos intimidar e, além disso tomar todo meu poder! Essa é a questão, eles querem acabar conosco e qualquer um de vocês estão sujeitos a serem vítimas.


— Espera, está dizendo para nos alertar ou teremos que fazer algo? — Sun parecia confusa demais e quase perdida.


— Precisamos combatê-los! Armar um ataque silencioso contra os Park’s. — Meu coração apertou um pouco, ao saber que iriam atacá-los, querendo ou não, Jimin também estava envolvido no ataque.


— Por isso os achei aqui! Precisamos arquitetar um plano de ataque e não podemos falhar! Todo cuidado de pouco e eles não estão brincando. — Ditou seriamente.


— Encontramos, também, resquícios de bombas ao redores! — Disse Jin ao se levantar — Eles estão se aproximando cada vez mais e não podemos permitir isso! O lance é: matar ou morrer. Entendem agora?


— Sim! — Falamos em uníssono.


— Temos que nos unir e acabar com o Park o quanto antes ou…


Neste momento, antes mesmo que Namjoon terminasse de falar, a porta do escritório por abruptamente aberta revelando três homens de terno. Alguns do seguranças que estavam escoltando a sala, foram ao chão, completamente sem vida. Um deles — o ruivo — arrumou seu terno, abrindo um sorrisinho de lado. Olhei diretamente para o pálido que é muito bem conhecido por mim; lembro-me do seu nome é… Min Yoongi. Fora ele quem abordou TaeHyung no estacionamento há um ano atrás, falando sobre a Alex e me convidando para fazer parte dos seus negócios.


O terceiro que estava do seu lado esquerdo, era um moreno seriamente bonito. Esse eu também conhecia, ele esteve na casa do Namjoon uma vez, informando sobre o estado da Alex quando ela foi esfaqueada durante a missão.


Eles se colocaram em nossa frente, mantendo uma distância mínima. Namjoon e Jin estavam com seus maxilares trancados, fechando ambas mãos em punho. Enquanto TaeHyung praticamente grunhiu ao meu lado.


— O que fazem aqui? — Namjoon gritou; dava-se para se notar sua impaciência e os olhos quase sangrando de tanto ódio.


— Olá! — Yoongi sorriu cínico — Como você está… parente?! Não sei se deveríamos nos cumprimentar assim. — Ele falava ironicamente.


— Diga o que quer e vá embora! — Ordenou — Aliás como conseguiu entrar?


— Bom, nós somos fortes… quer dizer, basta um de nós para acabar com esses fracotes que você resolveu contratar. Francamente Namjoon, pensei que fosse mais esperto. — Disse sádico.


— Yoongi fale o que quer! O que foi? Você se diz tão forte, mas resolveu chegar pro seu ‘irmãozinho e pedir grana? Olha não duvidaria se isso viesse de você. — Namjoon falou no mesmo tom de ironia.


Espera! Eles são irmãos?


— Não me faça rir! — Gargalhou, juntamente os seus acompanhantes. Eles eram todos muito bonitos, senti a pressão da situação, mas não estava perdendo a chance de apreciá-los — Ah e a propósito nunca serei seu irmão! Não temos o mesmo sangue e olha só, seu pai precisou arrumar uma outra pessoa pra fazer o que o ‘filhinho bastardo de sangue não faz! — Provocou.


— Seu infeliz! — Namjoon se alterou quase partindo pra cima dele, mas Jin interviu e TaeHyung chamou os seguranças.


Estávamos de um lado e eles do outro. Quando o restante dos homens que trabalhavam pro Namjoon entraram; eles — os homens de terno — não se moveram. Yoongi continuou com seu sorriso estampado no rosto, enquanto só um deles — o ruivo — sacou sua arma e efetuou alguns disparos. Em questão de segundos, em uma luta corporal que para ele parecia ter uma facilidade absurda, conseguir derrubar todos os homens do Namjoon. E por mais que pareça algo fácil, todos eles são milimetricamente treinados em todos os sentimentos.


Ao finalizar o trabalho, o ruivo se aproximou para pegar sua arma que veio parar perto de mim e se ajoelhou na minha frente. Levantou seu rosto e pude observar o quando ele era bonito, nunca havia visto alguém tão encantadoramente lindo como ele. Seus cabelos caiam sob a esta e ele sorriu ladino; não deixei de retribuir, aliás não é todo dia que se ver um homem assim.


Ele voltou a ficar do lado do Yoongi rindo juntos a eles. Namjoon estava cada vez mais furioso.


— Estão vendo! Essa é a nossa força. — Disse Yoongi — Por isso, não se metam com os Park’s, e caso façam isso eu serei obrigado a usar nossa arma especial. E se fosse vocês não iria gostar de saber como ela é. — Pronunciou ameaçador.


— Não tenho medo de você, Yoongi! Nós iremos fazer o que acharmos melhor. — Rebateu Namjoon, ele estava quase partindo pra cima do pálido.


— Olha, você sabe muito bem que papai deixou a melhor parte pra mim. Você é um fraco! Nem mesmo consegue controlar suas próprias emoções seus estúpidos. É por isso que eu fui o escolhido!


— Nós iremos atacar! Talvez seja melhor assim, porque desse jeito veremos quem é o melhor. — TaeHyung resolveu intrometer-se. Seu sorriso maldoso fez-se presente.


— Achei que já estava claro. E enquanto a você, vive perdendo jóias raras. — Riu. Yoongi olhou para mim lançando, uma piscadela em seguida mordendo os lábios ao analisar-me — É uma pena! Seria bem melhor se tivéssemos você… bem mais divertido.


Após suas palavras, Namjoon levantou-se brusco caminhando até mim e pegando no meu braço. Colocou-me atrás sentada em seu colo, como se sua vida dependesse disso. Seu olhar ficava no pálido que não parava de rir.


— Você não terá ninguém!


— Ah, verão quando ela se cansar e desejar o lado mais lucrativo. Não adianta tanta proteção! — Indagou, certo de suas palavras.


— Bom, isso já ficou entediante. Meu recado foi dado, não se metam no meu território. — Apontou o dedo em nossa direção, mais precisamente para Namjoon saindo tranquilamente como se nada tivesse acontecido.


— Esse cretino! — Esbravejou TaeHyung.


Eu estava assustada pelo ato de Namjoon, este me soltou depois que tentar acalmar seus nervos e perguntar se eu estava bem. O tranquilizei dizendo que sim e me levantei do seu colo. Um silêncio perturbador se formou, instalando-se um clima tenso.


— Então! Vamos todos pra casa do TaeHyung beber! — Sun gritou chamando nossa atenção.


Ela foi a única a se levantar pronta pra sair.


— Isso é uma ordem! — Estreitou os olhos e rapidamente todos se levantaram.


É ninguém estava com cabeça pra discutir agora.


(...)


22:00 — Apartamento do TaeHyung


Por incrível que pareça durante o trajeto e até mesmo quando chegamos aqui, ninguém falou mais sobre o ocorrido na sala de reuniões. Estava todo mundo apreensivo, mas nada que boas garrafas de soju não resolvessem. Depois iríamos pensar em uma maneira de conseguir pegar os Park’s e espaçar das ameaças do Yoongi. Todos ainda estavam perdidos, mas com Sun gritando e fazendo piadas o tempo todo, juntamente com Jin acabou animando o clima.


Nunca havia vindo no apartamento do TaeHyung. Fiquei completamente admirada com a decoração rústica e o quanto era bem arrumado. Tudo era milimetricamente projetado para se adequar aos cômodos. Muito bonito!


— Você é uma sem graça Omma Jin! — Gargalhou Sun, após uma piada do mais velho.


— Já disse para não me chamar assim. — Lançou um olhar cerrado — Ou…


— Ou o quê? — Ela lhe mandou língua.


— Ah, vou fazer cosquinhas em você. — Ele berrou! Os dois saíram correndo pela sala maior, e o Jin conseguiu pegá-la fazendo cosquinhas na mesma.


Acabei rindo da situação, os dois pareciam uma criança. Namjoon estava quieto na sua tomando sua bebida. TaeHyung havia ido na cozinha pegar algo para comermos e Jeongguk estava sentando no meu lado, ele enviava algumas mensagens no celular e vez ou outra abria um sorrisinho bobo. Nunca o tinha visto dessa forma.


Dei um gole na minha bebida e me levantei, olhando a decoração no apartamento. Entrei na cozinha e TaeHyung estava arrumando algumas coisas que ele tinha comprado, já que este não sabia cozinhar nada. Ele ficava tão sexy concentrado, por mais bonito que sejam os homens a minha volta, eu sempre tenho meu foco em Kim TaeHyung.


— Lembrando das palavras que eu te disse? — Falou sem me olhar, ele terminava de ajeitar os petiscos.


— Você está certo! — Confessei.


— Eu sei. — Sorriu convencido.


Caminhei pela cozinha indo até a geladeira. Queria beber algo e como já estava ali não pedi permissão para tal coisa, senti o olhar de TaeHyung em mim, mas não me importei. Assim que abri tomei um leve susto, vendo que estava super cheia. Ele não sabe cozinhar, muito menos fica em casa. Por que tanta comida?


— Está cheia! — Disse impressionada. Peguei um refrigerante e fechei — Sun que cuidou disso?


— Não fui eu mesmo! — Falou sem me olhar, ele estava concentrado no que fazia — Desde que Alex teve um chilique por não ter comida aqui e me fez passar horas no supermercado e gastar horrores. Meio que fiquei traumatizado. Então não deixo faltar nada.


Fiquei curiosa sobre o assunto dele e da Alex, já que os dois passaram uma semana inteira brigando sobre ela estar ou não grávida. Queria saber se tinha rolado algo entre eles.


— O que foi que rolou entre vocês? — Disparei curiosa.


— Dormimos juntos! No outro dia ela acordou zangada por não termos nos prevenido e achar que estava grávida. Daí deu outro surto por não ter comida e me fez ir no supermercado. Foi muito divertido! Uma velhinha até nos deu apoio como casal, aliás super combinamos, não? No final das contas acabamos fazendo uma bagunça ao tentar cozinhar. — Ele disse tudo isso com um sorriso nos lábios. Parecia alegre ao mencionar sobre ela, o que me deixou enciumada.


Lá vem Kim TaeHyung me afetando novamente.


Não consegui dizer nada, mas nem precisei, ele mesmo fez questão de continuar.


— Por isso sempre tenho comida em casa, vai que ela aparece de novo pra repetir a dose só que dessa vez de forma mais séria! — Sorriu provocando. Passou por mim, deixando-me com uma bela carranca indo atender a porta já que ouvimos a campainha soar.  


Bufei, mas resolvi que não ficaria ali me recomendo, rumei até a sala.Todos estavam — dessa vez — atentos a discussão que ocorria na porta, olhei por uma brecha e era a mesma mulher de mais cedo, dessa vez segurando um garotinho de provavelmente dois ou três anos nos braços.


Ele gritavam sem parar, senti até mesmo pena da criança pois estava no meio da guerra entre os dois. Ela rebatia todas as coisas que ele falava. Novamente TaeHyung estava impaciente.


— Eu já disse, Sunyoung, para não me procurar mais! — Ouvimos ele dizer aos berros.


— Será que não entende?


— Não tem nada para entender! Eu só quero que vá embora.


— Não vou sem antes dizer o que tenho escondido há tanto tempo. — Notei sua voz embargada e o garotinho ficou inquieto nos seus braços.


— Por que não diz de uma vez?!


Ele é seu filho, idiota! — Ela falou alto o suficiente para que todos ouvirmos.


Notas Finais


Eitaaaaaa que o TaeHyug é pai!

O que acharam do capítulo de hoje?

Fiquem ligadinhas para as próximas emoções da história que já está na metade.

Indicação:
Código PF:124 (Jeon Jungkook): https://www.spiritfanfiction.com/historia/codigo-pf-124-13748965

Sigam nosso perfis: @Amalle e @EsterAndJimin

Beijooooooos❤


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