História How Big, How Blue, How Beautiful - Capítulo 2


Escrita por: e Lostgirl100

Postado
Categorias Florence + The Machine, Florence Welch
Personagens Christopher Lloyd Hayden, Florence Welch, Isabella Summers, Personagens Originais, Robert Ackroyd
Tags Fatm, Flo Welch, Florabella, Florence, Florence & The Machine, Florence And The Machine, Florence Welch, Isa Machine, Isa Summers, Isabella Summers
Visualizações 37
Palavras 1.105
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpas pela demora mdmsmdks <3

Capítulo 2 - A Manhã Seguinte


Fanfic / Fanfiction How Big, How Blue, How Beautiful - Capítulo 2 - A Manhã Seguinte

Levantei minhas pálpebras lentamente, sentindo a luz solar bater no meu rosto. Aquela luz vinha da janela, a janela do quarto de Isa, onde eu havia passado a noite. 

Eu pude notar que era de manhã, mesmo sem ter noção de um horário exato. Isabella estava com seus braços ao redor do meu quadril, ainda dormindo, com seu corpo nu colado ao meu. Por maior que estava minha ressaca, eu conseguia me lembrar de grande parte da noite. Sabia que a tecladista havia me persuadido a ficar em sua casa, e que, de forma mais rápida que eu pudesse imaginar, estávamos nos beijando em sua cama. Naquele momento, porém, eu me recordei que tínhamos ido muito além disso. Isabella e eu havíamos dormido juntas, em um sentido íntimo demais para duas amigas.

Olhar Isabella dormir tão tranquila ao meu lado parecia irreal o suficiente para minha mente pirar em poucos segundos. O que eu havia feito? 

Não que sexo casual fosse algo totalmente estranho para mim, mas, com Isabella, era. Como eu poderia ver ela da mesma forma, ter uma relação normal de duas amigas, depois de algo tão intenso? 

Estávamos bêbadas o suficiente naquela noite, talvez não tenha passado de uma experiência nova para Isa. - sim, talvez tenha sido isso. Eu afirmava para mim mesma um pouco mais do que gostaria para me convencer de que realmente era verdade.

Olhei para a garota dormindo novamente e uma solução veio até minha mente. Deixar o que aconteceu pra lá parecia o melhor a se fazer. Uma parte dentro de mim queria fugir de toda essa situação, e foi esta parte que falou mais forte. Subitamente, levantei-me da cama, tentando pegar minhas roupas o mais rápido e agilmente possível, aguardando ir para a casa sem acordar a loira adormecida. 

Comecei a dar passos leves até a porta e fiquei aliviada ao ver que a chave da casa estava lá mesmo, poupando-me de todo o tempo que eu poderia ter passado tentando descobrir como sair do lugar. Quando estava prestes a sair, notei que não usava o colar do dia anterior. Soube instantaneamente que ele deveria ter caído de meu pescoço quando estava cama da Isabella. Isso significava que eu teria de voltar para a casa dela logo para buscá-lo, caso fosse embora naquele momento, então, achei melhor apenas pegá-lo enquanto ainda estivesse lá. Ao voltar para o cômodo, coloquei minha mão no colchão da cama para procurar o acessório, até que senti a mão de Isa segurar a minha. 

- Aonde pensa que vai? - ela me perguntou, ainda com uma voz sonolenta. Naquele momento, a mistura de sentimentos que senti fez com que tivesse a sensação que meu coração parou.

- Para... Para a casa.

- E você não iria nem dar bom dia? 

- Você estava dormindo, eu não queria te acordar. 

- Não teria tido problema. Nunca imaginei que você fosse o tipo de garota que não liga no dia seguinte. 

Eu não sabia o que responder para ela. Procurei alguma entre todas as palavras que conhecia, mas, naquele instante, eu não parecia conhecer nada. Apenas a encarava, tentando pensar em uma resposta. 

- Eu... Eu não sou. 

- Sei que você não é. Tô brincando para ver sua reação. - ela soltou uma leve risada junto ao comentário. Isabella soltou minha mão vagorosamente, livrando-se do lençol branco que cobria seu corpo e vestindo suas roupas, ignorando completamente o fato de eu estar próxima. 

Ver ela daquela forma despertou novamente as memórias que eu tanto buscava esquecer naquele dia, toda a noite anterior foi passada novamente em minha cabeça. E, por mais que eu não quisesse admitir, aquela memória estava cada vez mais clara e presente. Por alguns segundos, eu tinha esquecido completamente o porquê que queria ir embora daquele quarto, eu estava apenas travada olhando a beleza daquela mulher. Ela alcançou sua camisa jogada no chão, sem a menor pressa. Parecia tão confortável com a situação que isso quase me fez entrar em um estágio de transe, quase. Em poucos segundos do meu devaneio, Isa falou algo que voltou minha atenção ao "mundo real".

- Você vai ficar babando por mim assim para sempre ou vai impedir que eu coloque as outras peças de roupa? - disse. Após isso, saí do mundo dos devaneios e lembrei-me de toda a realidade. Eu precisava parar com meus pensamentos e admirações, pois nós éramos amigas. Apenas amigas. A noite anterior tinha sido algo que já havia acabado e tudo tinha que voltar ao normal. 

Isa ainda me olhava como se quisesse uma resposta e só consegui formular uma única frase.

– Eu não estava olhando nada. - falei.

- Puta merda, Florence. Você não consegue nem mentir para si mesma. – ela riu. – Você ainda está com os olhos vidrados no mesmo lugar e diz que não está olhando?! É sério que você falou isso?

- Você está enxergando coisas, Isa. – eu disse, virando automaticamente meu corpo e achando o colar que procurava. - Aliás, eu estava de saída.

Fui em direção a porta, como se nada tivesse acontecido. Isabella correu para segurar meu braço, impedindo-me de sair.

- Por que você está agindo assim? - perguntou ela, preocupada.

- Assim como, Isa? – respondi, tentando ignorar a aceleração constante em meu peito. – Eu só estou indo pra casa. Eu tenho uma, você lembra?

- Não se faça de sonsa, Flo. Essa sua naturalidade forçada não irá me enganar.

- O que você quer que eu fale? - falei, vendo claramente sua irritação ao meu lado.

- Eu quero que você pare de ignorar o que fizemos! – disse a loira, sem paciência – Você se arrepende de ontem? É isso?

Não sabia o que responder. Arrependimento nunca seria a palavra que eu pensaria quando pensasse na nossa noite, mas não era esse tipo de resposta que eu daria a ela. Não era uma questão de orgulho, eu precisava entender tudo isso ainda. Não estava pronta para essa conversa com ela, então, apenas decidi falar isso.

- Eu não consigo conversar isso com você agora, Isa. Eu preciso ir pra casa.

- Nós somos adultas, Florence. É tão difícil pra você aceitar as coisas que aconteceram?

- Sim, Isabella, é difícil. É difícil porque nós somos amigas, ou, pelo menos, éramos, mas estou com tanta confusão agora que não sei como reagir a isso. – falei, sem paciência. –  Você quer uma resposta, é isso? Então, sim, eu me arrependo da nossa noite.

Minhas palavras saíram impulsivamente. Antes que eu pudesse consertar qualquer ato, apenas caminhei para fora da residência de Isa, sem olhar para seu rosto ou esperar uma resposta.



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