História How could an angel break my heart - Capítulo 1


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Categorias Saint Seiya
Personagens Afrodite de Peixes, June de Camaleão, Mascára da Morte de Câncer, Shaina de Cobra, Shaina de Ofiúco, Shun de Andrômeda
Tags Afrodite, Afroditexjune, Drama, Hentai, June, Romance, Saint Seiya, Shoujo
Visualizações 72
Palavras 1.947
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, amores!

Essa fic já tem uns meses, desde a última vez que postei e vou estender esl um pouquinho mais, pois o resultado dela não foi bem o que eu queria e tals.

Espero que gostem.

Até as notas!

Obs: Fanart não me pertence. Créditos para o artista.

Capítulo 1 - I'm thinking of you...


Fanfic / Fanfiction How could an angel break my heart - Capítulo 1 - I'm thinking of you...

Mais um dia havia se passado e lá estava eu novamente despertando com o alarme que havia programado para não perder a hora. Eu sabia que não podia me atrasar. Um minuto que fosse, seria o bastante para eu me arrepender de ter nascido.


Shina costumava ser rigorosa em seus treinamentos e não fazia distinção entre um e outro, aplicando a punição que tivesse afim de que uma de nós falhasse. Eu mesma, já havia perdido as contas de quantas vezes passei por situações difíceis, pra não dizer humilhantes.


Peguei a roupa de treinamento que havia separado na noite anterior e segui para o banheiro para me arrumar rápido. Enquanto tomava banho, refleti sobre boa parte de minha vida e como tudo poderia ser diferente, começando pela minha ida até a ilha de Andrômeda.


Desde que cheguei lá, me senti um pouco deslocada em relação aos outros e foi assim que notei que havia outro garoto que parecia muito comigo. Embora ele tentasse se aproximar dos outros, sempre o maltratavam de algum jeito e dei um jeito de que isso não acontecesse mais.


Nos tornamos amigos, mas Shun foi muito mais do que isso para mim. Descobrimos uma grande afinidade e passávamos todo tempo juntos. Até confidentes nos viramos um do outro. Entretanto, eu sofria por entender que seus propósitos eram diferentes do outros meninos. Shun era sensível, gentil… humano.


E por entender que isso pudesse vir a prejudicá-lo, tentei de todas formas fazer com ele desistisse. Eu não queria vê-lo machucado, magoado… mas era algo que não estava ao meu alcance. Shun sempre me dizia que tinha um grande motivo para continuar e que só sairia dali com a armadura de Andrômeda. E foi o que aconteceu.


Pouco tempo depois de nos deixar, partiu para o Japão e continuei meu caminho. De começo, confesso que não foi nada fácil continuar sem tê-lo ao meu lado. Descobri com sua partida o quanto eu estava envolvida é só então me dei conta de outra coisa: estava apaixonada por ele.


Dedicada a obter a armadura de camaleão, que hoje é minha, me esforcei ao máximo e usei todo esse amor de escudo para que eu superasse qualquer dificuldade.


Quando vi minha armadura a minha espera, senti pela primeira vez orgulho de mim. Tocava cada parte dela com cuidado, zelo… carinho. Olhei para meu mestre com lágrimas nos olhos e soltei um sorriso. Desejei que Shun também estivesse ali, como eu estava naquele dia que havia passado por aquela prova terrível e conquistou Andrômeda, mas não era possível.


Só os deuses sabem o quanto eu chorei.


Foi então, que tive meu segundo golpe: A ilha de Andrômeda foi atacada subitamente e meu mestre morto. Poucos de nós conseguiram escapar com vida e prometi a mim mesma que definitivamente iria atrás de Shun. Não deixaria que a vida arrancasse outra pessoa da qual eu amava sem que eu fizesse nada novamente. Contudo, novamente falhei.


Soube que o mesmo homem que havia matado meu mestre, havia tirado a vida da pessoa que mais amei em minha vida. Ainda que ele tivesse morrido na mesma batalha, não conseguia apagar toda mágoa e raiva que sentia, mas mal eu sabia ainda o que estava por vir.


Depois que a guerra acabou, muita coisa mudou. O santuário foi modificado depois das muitas batalhas e muitos dos que morreram voltaram a vida. Para minha infelicidade, aquele crápula havia retornado aos outros santos dourados. Não entendia o porquê da deusa reviver alguém como ele. Aliás, ele e aquele outro cavaleiro nojento de câncer. Os odiava.


Outra coisa que mudou foi o fato de Shun ter se afastado de mim. Soube de sua aproximação do cavaleiro de cisne e isso me causou uma decepção muito grande. Embora houvesse indícios de que ele sentia era apenas amizade, eu não quis acreditar. Shun preferiu ele do que eu. Eu não conseguia aceitar.


Agora tudo que me restava era apenas treinar e me superar. Meu foco tinha de ser eu mesma e estava determinada a conseguir meus objetivos. Não queria mais depositar minha felicidade em ninguém e foi o que fiz.


Após me arrumar, saí direto para a arena para encontrar as outras meninas e passei pela arquibancada ouvindo um assovio. Olhei de canto de olho, vendo que era aquele italiano nojento e senti meu sangue esquentar. Resolvi ignorá-lo, como das outras vezes, e segui, ouvindo as risadas deles. Era proibido por Athena que os cavaleiros brigassem entre si, mas eu já estava perdendo a paciência com aqueles dois. Eu não sei até quando iria aguentar.


Ao chegar, Shina me cumprimentou e percebeu o quanto eu parecia incomodada com algo. Enquanto eu enrolava as ataduras em meu punho, vi que se aproximando e olhei para ele seriamente.


– June, eu posso falar com você um instante? – ela perguntou calmamente e achei aquilo um tanto estranho. Assenti com a cabeça e me afaste dali, seguindo-a até um local mais afastado sem ninguém por perto.


Voltei a olhar para ela apreensiva e já fiquei na defensiva, pensando que ela iria reclamar de algo.


– Shina, eu tenho me esforçado bastante… sei que ainda falta muito para que chegue no seu nível ou de Marin, mas eu tô muito focada em nossos treinamentos. Eu vou melhorar. – disse ininterruptamente.


Ela soltou um riso e abaixei a cabeça envergonhada. O que ela estaria pensando agora? Não quero ser piada pra ninguém.


– Calma, June. Eu não chamei você aqui para reclamar dos seus treinamentos. – ela disse e levantei o rosto, olhando para ela, através da máscara.

– Não? Mas por que, então?


– Por que sinto que você não está bem. Aconteceu alguma coisa?


Ao ouvir sua pergunta, senti uma brisa passando por nós, balançando nossos cabelos e olhei diretamente para a arquibancada. Não vou negar que me sentia mal apenas de estar no mesmo ambiente que ele e pra piorar, não conseguia disfarçar o quanto aqui tudo estava me afetando.


– Então? Não vai me dizer? – ela voltou a perguntar e olhei para ela.


– Eu… não entendo.


– Não entende? Não entende o que, June? – ela se aproximou mais e respirei fundo. Não havia mais ninguém que eu pudesse confiar para um desabafo e achei que ela estava realmente querendo me ajudar.


– Como Athena permitiu que homens como aqueles dois…  – apontei com a cabeça – pudessem voltar, depois de tudo que fizeram.


Shina olhou para eles e depois para mim, balançando a cabeça para os lados.


– Não podemos julgá-la, June. Sei apenas que nossa deusa se mostrou misericordiosa o bastante para esquecer tudo que aconteceu e nos perdoar pela nossa traição. Sei que você não estava inclusa nisso, talvez por isso ainda não entenda, mas…


– Não é isso! – a interrompi – Não é disso que estou falando… estou falando das crueldades que eles fizeram, mesmo sendo cavaleiros. Eles não são dignos de respeito. Não são dignos nem de vestirem suas armaduras, o que diria serem chamados de santos! – disse e ofeguei, um pouco trêmula do nervosismo.


– Entendo. Eu acho melhor você tirar o dia pra descansar. Amanhã você volta.


– Mas…


– Isso é uma ordem! Agora vá! Se eu ver você por aqui de novo, não me responsabilizarei pelo que possa acontecer.


Olhei para ele, arrependida de ter falado aquelas coisas e assenti, saindo dali. Passei pelo caminho, notando que me observavam e apressei o passo para sair dali o mais rápido possível.


Enquanto me afastava da arena, pensava nos últimos acontecimentos e resolvi tomar outra rota, desviando do caminho para casa. Segui para os arredores, procurando a trilha que dava para uma das nascentes e continuei o caminho, desviando de alguns galhos já crescidos.


Passado alguns minutos de caminhada, ouvi um barulho do que parecia ser o rio e me apressei para chegar lá. Assim que cheguei às margens, me ajoelhei e fiz uma concha com as mãos, molhando meu rosto. Aquilo foi um tanto revigorante, mas não o suficiente para afastar o calor que fazia. Olhei para os lados, vendo apenas a mata fechada e não pensei duas vezes: me livrei de minhas roupas e dei um mergulho.


Após nadar algumas vezes, fiquei boiando naquela água cristalina e olhando para o céu azul. Estava tudo tão perfeito, que senti minha alma esvaziada. Todos aqueles sentimentos ruins foram embora e não senti mais nada além de paz. Fazia muito tempo que não me sentia assim.


Minutos depois, segui nadando até a margem e tirei o excesso de água dos cabelos ao me sentar no aglomerado de pedras que possuía ali. Cantarolei uma canção baixinho, enquanto puxava a malha para me vestir e terminei de arrumar minhas coisas para voltar.


Ao me virar, vi uma movimentação por trás de algumas árvores e corri até lá, vendo-o fugir. Continuei a perseguição, mas ele se movimentava rápido e se afastava cada vez mais de mim. Pensei em usar meu chicote, no entanto, como estávamos em movimento, aquilo não seria muito eficaz.


Passei por uma trilha, vendo algumas pedras no chão e me agachei para pegar uma, tornando a olhar para o fugitivo. Me lembrei das brincadeiras que fazia com Shun, ao ricochetear as pedras sobre as águas, e mirei na cabeça daquele maldito, ouvindo um gemido de dor em seguida.


Me apressei, vendo-o ainda em pé, tentando fugir e desta vez usei meu chicote. Ele colocou as duas mãos sobre o pescoço para se livrar do nó que o envolvia e caiu. Ainda não havia visto quem era por estar de costas, mas senti um arrepio quando senti aquele cheiro.


Não pode ser… – pensei ao me aproximar devagar, receosa de que realmente pudesse ser quem eu desconfiava.


Deixei o chicote afrouxar ao ver seu rosto e algumas de minhas lembranças voltaram a tona, trazendo de volta todo estresse que havia me sobrecarregado anteriormente.


– O que você quer, seu maldito?!?! – disse e puxei o chicote, vendo-o apertar seus olhos.


– Me… solte…


– Não vou permitir que volte a fazer mal a mim novamente… – disse e queimei meu cosmo – Eu não me importo com o que possa acontecer, desde que você pague por todo mal que me causou e às outras pessoas. Não me importo de morrer, se tiver a chance de te mandar para o inferno! – eu disse e logo fui arremessada para longe, pois não contava que ele estivesse guardado um contra ataque.


Abri os olhos atordoada e quando ouvi seus passos se aproximando de mim, apenas tive o vislumbre de vê-lo em minha frente. Depois dali, apaguei.


Algum tempo depois, abri meus olhos e vi que estava em minha casa. Olhei para Shina, que estava sentada numa cadeira ao lado de minha cama e ela percebeu, sentando na cama, próxima de mim.


– Eu...morri? – perguntei e ouvi um riso.


– Garota, você tem muita sorte de estar viva, depois de ter machucado um dourado.


Inconformada com aquilo, virei rosto para o lado e suspirei.


– Ele pediu por aquilo e eu tive minha chance, mas…


– Fiquei sabendo. – tocou minha mão – Você tem que esquecer do passado, June. Nada do que fizer agora, vai mudar o que aconteceu. Você precisa superar.


Senti meus olhos marejarem e fiquei em silêncio. Ela até podia ter razão, mas não podia entender o que eu sentia. Ninguém podia.


– Bom... – se levantou – Agora que você parece bem, vou providenciar algo pra você comer. – disse e foi até a porta, voltando a olhar para mim – Seja lá o que tenha acontecido de fato entre vocês, eu nunca vi Afrodite preocupado com alguém. – disse e saiu.


– O que? – olhei para ela surpresa – Shina! Volte aqui! Shina! – a chamei, mas foi em vão. O que ela estava tentando me dizer com aquilo? Será que estava brincando comigo?


Ainda dolorida daquele ataque, me ajeitei na cama e decidi descansar mais um pouco. Tiraria minhas dúvidas quando ela voltasse e seguiria seu conselho, deixando tudo que aconteceu para trás.


Notas Finais


Ih, caramba... June até que tentou dar uma lição no Peixão, mas também tomou uma ruim.😣😣😣

Que será que vem por aí, hein?

Obrigada por acompanharem!

Beijos


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