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História How Deep Is Your Love? - Capítulo 5


Escrita por: e mtaeilx


Notas do Autor


Olá, chamegos. Cá estou eu com finalmente o último capítulo.

Gente, esse capítulo na verdade era dois, mas não estava aguentando a demora dessa fanfic então mudei muita coisa, tirei muito coisa, ent espero que não esteja corrido e que faça sentido. Sendo assim, ignorem ou me avisem sobre possíveis erros e/ou palavras confusas.

E outra, estou postando pelo cel porque meu not deu chá de fazer piada com minha cara, ent a formatação não deve estar tão agradável.

Aliás, sei que o aniversário do Ty é em julho, mas relevem que aqui é ficção.

Enjoy!!

Capítulo 5 - Keep Me Alive




 “ (...) Ainda é cedo e eu preciso de amor. 

Só um pouquinho de amor.

 (...) Quero que ele veja o quanto mudei por causa dele, 

na esperança de que seu riso congelado saia do automático

 e eu ganhe um único sorriso verdadeiro. “

 (  Tati Bernardi





Novembro, dia 16 de 2011, 02:23 AM



Fazia um pouco mais de uma hora desde que Taeyong havia sumido da escola, e nesse meio tempo Jaehyun sentia que estava enlouquecendo. Não aguentava mais andar por aquela praça de uma lado para o outro inquieto -o que chamava a atenção das poucas pessoas por ali-, ou olhar de cinco em cinco minutos para o celular a espera de alguma mensagem do ruivo. 

Pouco tempo depois do outro ter deixado a escola o moreno havia achado melhor não deixá-lo sozinho, para que nada comparado a algum ataque de pânico voltasse a atingi-lo, então correu em direção a casa do amigo, no entanto, ao chegar lá a porta estava trancada e apenas foi capaz de ouvir os gemidos altos e agudos de Sumin vindos de algum cômodo da casa. Por míseros segundos chegou a cogitar a possibilidade do ruivo estar trancado dentro da casa, mas sabia que este não suportava ouvir Sumin transando, e que até mesmo ela não gostava da presença do ruivo na casa quando levava algum amante nela.  

Respirando fundo sentou-se em um banco próximo e apoiou  os cotovelos nas coxas e o rosto nas mãos, esfregando as palmas sobre sua face.

Descansando o rosto nas mãos, começou a pensar novamente em qual lugar Taeyong poderia estar. Jaehyun sabia que conhecia qualquer um desses possíveis lugares, então por que não conseguia pensar com calma? 

E ainda tinha que lidar com o fato de que Sumin estava tendo relações com um qualquer e mais uma vez pouco se importava com o filho, tanto que soube que ao ser chamada naquele dia para ir a escola, a mulher simplesmente havia dito para a diretora que Taeyong tinha idade suficiente para resolver seus problemas sozinho e que se fosse um homem de verdade lidaria com a situação, diferente de agir como um fraco que se escondia debaixo da saia da “mãe”, antes de desligar o telefone na 'cara' da diretora.

A praça onde estava era um dos lugares que costumava frequentar com o ruivo, e bem, ali também não o encontrou. 

Forçou um pouco mais sua mente cansada até que em um choque de realidade pulou do banco e apressado correu. Droga! Como não havia pensado nisso antes? Era mesmo um idiota. Havia se lembrando de um outro lugar onde muito possivelmente o ruivo poderia estar, já que lá era um tipo de refúgio para ambos desde o começo da amizade deles.

Corria de forma afobada pelas ruas e não parou até que avistou o grande lugar, abriu o enorme portão, vendo que este já se encontrava semi-aberto. 

Adentrou o lugar olhando desesperado para os lados, foi então que, em questão de segundos seu mundo caiu, assim como suas lágrimas de alívio, incredulidade e medo. Não demorou para correr em direção ao corpo caído no chão de qualquer jeito, avistando que envolta do mesmo várias pílulas estavam caídas. Pegou o corpo inconsciente em seus braços trêmulos.

— Por favor, n-não. —  sussurrou acariciando o rosto do outro  —  Estou aqui, Ty. — pedia baixinho enquanto discava o número da emergência. Assim que percebeu que a ligação havia sido atendida, continuou — Preciso d-de uma ambulância.

Esperava  não ter chegado muito tarde, caso contrário não sabia se podia lidar com a perda de Taeyong.

Seu pequeno mundo. 


“Não é que eu não sinta dor

Apenas não tenho mais medo de me ferir

E o sangue nessas veias

Não está bombeando menos do que um dia esteve

E essa é a esperança que tenho

A única coisa que eu sei é que me mantém viva

 ( —  Last Hope - Paramore

 

Novembro, dia 22 de 2011, 18:06pm

A mente em branco aos poucos se clareava, e seus olhos se apertaram tentando se acostumar com a claridade do ambiente onde estava. Esperou um pouco mais para abrir as pálpebras novamente e quando o fez parecia que a pequena ação havia tirado toda a pouca força que possuía em seu corpo. A luz atingiu seus olhos, mas nada que o fizesse fechá-los outra vez. Suas orbes se fixaram no teto branco e franziu o cenho.

— Hm. — grunhiu ao tentar se mover mas não havia sido nada mais que uma tentativa falha.

— Ty. — ouviu uma voz baixa, mas bem conhecida demonstrar surpresa. Olhou na direção de onde ela havia vindo e se deparou com os olhos cansados e com profundas olheiras, além de avermelhados, Viu os olhos alheios se encherem de emoção junto do que parecia ser alívio, enquanto o dono dela se levantava— V-vou chamar o médico. 

— J-Jaehyun... — disse com a voz arranhada pela falta de uso, mas antes de completar a frase foi interrompido suavemente.

— Não se esforce. Irei sair agora para chamar o médico. — explicou com calma, olhando fixamente nos olhos quase opacos que encarava-o de volta — Irei voltar em breve. Tem minha palavra. — finalizou se arriscando a um minúsculo sorriso. Então afastou-se da cama apressado seguindo para fora do cômodo. 

***

— Bom, foi por pouco, sr.Lee. — afirmou o médico após anotar algo na prancheta que segurava, completando — Se tivesse demorado um pouco mais para chegar aqui certamente não estaríamos conversando nesse momento. É mesmo um sortudo. — deu um sorriso fechado profissional, demonstrando já estar acostumado á situações como aquela. Disse que receitaria algumas medicações e descanso, além de calmamente dizer que seria bom o ruivo procurar um psicólogo que pudesse ajudá-lo, acrescentou que o próprio hospital disponibilizava um, caso aceitasse; 

 

“Não importa o que entre no meu caminho

Contanto que tenha ainda vida em mim

Não importa o que aconteça, lembre -se

Eu sempre virei por você”


— Como se sente? —  perguntou assim que se encontravam sozinhos no quarto, sentou-se na cadeira ao lado da cama hospitalar onde o ruivo estava deitado, um pouco mais pálido que o normal, mas nada que precisassem se preocupar já que faziam alguns dias que havia acordado do pequeno coma e se encontrava em observação desde então.

Quando havia acordado, Jaehyun lhe contou, mesmo a contragosto -já que não queria chatear o ruivo que ainda estava em uma situação delicada-, que sua mãe havia ido apenas uma vez ao hospital apenas para assinar alguns papéis para que não tivesse complicações com a justiça, e que fora esse dia não teve nenhum outro que pusera os pés no local.

Não era como se o ruivo estivesse surpreso, mas ainda sim se sentiu machucado pois mesmo quando estivera entre a vida e a morte, sua progenitora não havia se importado, não havia lhe visitado. Apenas continuou sua vida como se o próprio filho nunca tivesse existido nesta, bem como era seu desejo. Talvez esta até tivesse torcido para que não acordasse.

 — Não sei se já estive melhor. — mesmo com o tom sério do ruivo, o moreno não conseguiu conter um pequeno riso que escapou por entre seus lábios. 

O silêncio reinou por alguns segundos, até que Jaehyun aproxima sua mão da do ruivo aos poucos e a pega entre seus dedos, e para sua surpresa o outro não havia repelido seu toque, como normalmente faria.  

— Não sabe como me preocupou. — sussurrou sentindo sua voz embargar. Taeyong continuou em silêncio apenas olhando o teto branco acima deles — E-eu… Pensei que desta vez te perderia. — passou a ponta da sua língua sobre seus lábios ressecados tentando conter a emoção, mas era impossível.

— Ty-ah —  chamou baixinho, mas o moreno balançou a cabeça e respirou fundo segurando as lágrimas.

“Por mais ninguém, sim eu viria por você

Mas só se você me dissesse pra vir

E eu lutaria por você”

— Por favor, apenas me deixe falar. —  pediu educadamente, erguendo a cabeça que nem mesmo havia percebido que tinha abaixado e olhou para o ruivo que já tinha o rosto virado em sua direção, o olhando com a mesma intensidade que era encarado, e isso fez o  coração do moreno acelerar — Taeyong, percebi que não importa quantas vezes eu diga ou demonstre, sei que dificilmente algo que sair da minha boca ou das minhas ações te fará entender o quanto te amo e que não saberia lidar com o fato de continuar a viver caso te perdesse. —  escolheu com calmas as palavras, apertando leve a mão contra a sua  — Sei que em nenhum momento me pediu para ficar, iludiu ou me deu esperanças de que as coisas iriam melhorar. Foi bem ao contrário, desde o começo você tentou me impedir de me aproximar. No entanto, para mim, foi  realmente difícil me manter afastado já que algo parecia me ligar a você desde o primeiro dia que te vi. — suspirou e sorriu pequeno — Mas eu também te disse desde o começo que tentaria de tudo para te salvar, e acredite, sei bem que falhei muitas vezes e ainda tenho falhado. E que ainda teremos muito o que enfrentar. — fechou brevemente os olhos antes de abri-los novamente, agora úmidos —  Ty, quando te disse que daria minha vida para ver ao menos um mínimo sorriso em seus lábios nunca passou por minha mente desistir, porque amo você. E não importa quantas vezes eu tenha que dizer, sempre irei lutar por você. Você enfrentou muitos problemas e por isso sempre entendi que sua maneira de se defender foi essa barreira que criou em volta do seu coração. Foi a sua maneira de mostrar que está machucado e que não quer que mais ninguém cause isso em você. —  percebeu os olhos do ruivo trêmulos — Porém, Ty, preciso que você me permita entrar de vez, que você me ajude a te ajudar.  — olhou profundamente nos olhos úmidos —  Por favor, me deixe te levantar. — sussurrou deixando um soluço escapar.

“Então se você alguma vez se perder e se encontrar completamente sozinho

Eu procuraria pra sempre só pra te trazer pra casa

Aqui e agora, isso é uma promessa” 

Taeyong confessava que todas as ações do maior faziam uma chama se acender em seu coração frio, lhe dando esperanças de que existia algo bom no mundo. Sabia que o sentia pelo moreno não era dependência, era algo a mais, tanto que seu mundo desabou quando pensou que finalmente o moreno lhe deixaria. Afinal, Jaehyun era sua pequena esperança de sair desse buraco escuro que havia se tornado sua vida.

“Não importa o que entre no meu caminho

Eu atravessaria o mundo rastejando por você


— Jae, eu… Eu sinceramente havia tomado a decisão de desistir… Tenho andado tão cansado e sufocado, saeng… Não entendo porque toda essa carga foi jogada em cima dos meus ombros. Não sei porque sou odiado e indesejado… Nunca fiz nada para que as pessoas me odiassem dessa maneira. — sussurrou com sua voz rouca —  Mas, agora, toda vez que olho em seus olhos depois que acordei, me pergunto como pensei que o melhor seria encontrar a paz indo embora, quando minha única paz é ouvir sua voz e olhar em seus olhos todos os dias, ter a certeza de que alguém me ama e me quer bem. Tenho pensado tanto sobre isso, afinal, já me tiraram tudo, como pensei em te entregar também? — negou com a cabeça enquanto as lágrimas já haviam manchado seu rosto — Jaehyun, não prometo que apartir de hoje tudo será um mar de rosas ou que conseguirei lidar com o mundo sem problemas. Não te prometo nada disso. Mas… Mas dessa vez quero tentar. Realmente, Jae-ah, porque por mais que esteja cansado de viver, estou de me submeter e aceitar. Preciso de você. —  olhou em seus olhos firmemente — Preciso que continue sendo meu sol, minha esperança e minha força nos dias ruins, e darei meu melhor para ser tudo isso para você também.

 

“Minha mente estava se fechando, agora eu estou acreditando

Eu sei finalmente o que significa deixar alguém entrar

Pra ver o lado de mim que ninguém nunca viu nem verá”

— Hyung, você apenas precisa entender que não há necessidade de lidar com suas dores sozinho. —  apertou a mão do menor e sorriu, sendo retribuído como há muito não era.

— Obrigado. — se inclinou e envolveu os braços envolta do pescoço do maior, que envolveu sua cintura em um abraço apertado.

— Ah, hyung, quase me esqueci. —  se afastou com cuidado do mais velho o olhou em seus olhos sorrindo grande.

—  O que? — questionou confuso.

— Amanhã é seu aniversário, Ty!! —  exclamou como se fosse óbvio.

—  E? — arqueou as sobrancelhas ainda sem entender.

— Você fará 18 anos, e não precisará mais estar sobre os cuidados de Sumin. Pode finalmente se ver livre. —  arregalou um poucos os olhos explicando entusiasmado.

— Oh, certo, isso é fato, saeng, no entanto não é tão fácil assim. Aliás, nem mesmo tenho para onde ir.

— Não se preocupe. —  encostou sua costa no encosto do sofá — Conversei com a vovó e ela aceitou que fosse morar conosco, Ty.

—  Como? Mas, Jaehyun, não quero que se incomodem-.

— Qual é?! Tu sabe que a avó gosta de você, ela jamais se incomodaria. Taeyong, estou aqui para te ajudar, e para termos um bom avanço o melhor é te tirar daquele ninho de cobra que foi onde tudo começou. 

Bem, sim, um bom começo seria realmente sair daquela casa. Daquele lugar que deveria ser seu lar e seu aconchego, mas se tornou seu pior pesadelo. Tudo porque aqueles que lhe colocaram no mundo não pensaram que uma vida não é um brinquedo para ser jogada à própria sorte, para viver com seus próprios pés quando nem mesmo sabia andar sozinho.

Tudo começou com aquela gravidez indesejada, mas afinal, que culpa tinha Taeyong disso? Ele não tinha culpa das feridas de sua mãe, não tinha culpa do crápula que seu pai era, mas então, por que deixar uma criança crescer sem amor ou carinho, quando está nem mesmo pediu para vir ao mundo? 

Aqueles que deveriam amá-lo haviam sido o mesmo a acabar consigo, mas felizmente a vida não havia sido de todo ruim, afinal. Depois de tanta dor e sofrimento, apareceu em sua vida aquele certo moreno sorridente e olhos brilhantes disposto a tirá-lo do poço.

 

Quão profundo é seu amor?

Eu realmente quero aprender

Porque nós vivemos num mundo de insensatos

Nos passando para trás

Quando deveriam nos deixar ser

você e eu

Eu acredito em você

você conhece a porta para minha alma

Você é a luz em minhas horas mais escuras e profundas

Você é minha salvação quando eu caio

E você pode pensar que eu não me importo com você

Quando sabe bem no fundo que eu realmente me importo

( - How Deep Is Your Love - Bee Gees




Notas Finais




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