História How I Met Your Father - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Baseado Em Fatos Reais, Hey Jude, How I Met Your Father, Original
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Palavras 1.496
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Pansexualidade, Transsexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - 4 de Julho


Meninas, sempre saibam que eu e seu pai te amamos muito, vai ter dias que você dúvida do que as pessoas digam para você, mas o amor de pai/mãe e filhos nunca acaba, até porque somos ligados um ao outro para sempre, claro que nesse mundo tem casos onde acontece de quebrar essa conexão, mas na nossa família, isso não vai acontecer, se um dia, lá no futuro eu e seu pai nos separarmos ( o que é muito improvável de acontecer) eu e ele teremos uma ligação eterna, que são vocês, não sei se conseguem entender, mas eu vou ser mãe de vocês para a vida toda e ele pai, sendo assim eu e ele teremos que nos ver uma hora ou outra por causa de vocês, tipo, quando ele for visitar vocês e etc, mas isso não vai acontecer e por que eu tenho tanta certeza? Eu e ele temos o chamado Akai Ito, que basicamente, é uma lenda de origem chinesa que diz que ao nascer os deuses amarão uma corda vermelha invisivel nas almas gêmeas, deste modo, aconteça o que acontecer, passe o tempo que passar, essas duas pessoas que estiverem interligadas fatalmente irão se encontrar

***

Dia 4 de Julho de 2018 - 21:31

São Paulo, Capital.

Seu pai anda muito cansado, estou preocupada com ele, eu já estou de férias mas ele ainda não está e fica acordado até tarde comigo e então tem que acordar cedo e ainda ir de bicicleta para o colégio. Ele diz que faria tudo por mim, mas eu não quero que ele se prejudique por minha causa.

Meninas, eu sempre fui trancada em uma bolha sabe? Quando tinha uns 9/10 anos, achava que fora de São Paulo não existia vida ou que todas as crianças tinham a minha condição financeira, até porque minha família nunca teve que se preocupar com dinheiro, tem a aposentadoria do meu avô que é muito dinheiro, pois ele era do exército e de cargo alto, meu pai é rico, ele sempre que vinha comprava tudo o que eu queria, de bonecas a.... Bonecas, sim, meu pai só me dava bonecas, eu tenho uma coleção enorme de Barbie ou de diferentes ursos de pelúcia, mas por causa disso, eu nunca dei valor, nunca entendi o quão aquilo valia, claro que para meu pai não fazia diferença alguma, mas, mesmo assim, eles tinham que ter me ensinado a dar valor a coisas que eu tenho ou ganho, por isso crianças, dêem valor a cada coisa que você ganha de mim, do seu pai, ou de qualquer outra pessoa, o mundo hoje em dia e até quando vocês nascerem giram em torno do dinheiro, apenas do dinheiro.

Continuando, eu só fui aprender que existem diferentes tipos de pessoa, quando falei com as pessoas online, conheci gente pobre, conheci gente que tinha maiores condições que as minhas, tipo, rico mesmo, era engraçado ver que todas elas tinham problemas, a menina rica que conheci a maioria das pessoas não a entendiam, mas eu entendia, os pais dela a tratavam como uma boneca de porcelana que ninguém podia tocar, perdi contato com ela mas fiquei sabendo que ela foi estudar em um colégio interno, hoje em dia ela já deve ter se formado e tem 18 anos.

Das pessoas pobres que conheci, posso citar uma amiga minha, ela tem problemas com ela mesmo e financeiramente, o pai dela sofre de alcoolismo, ela tem muito medo de um dia faltar comida para casa dela (se é que já não falta), enfim crianças, cada pessoa tem uma condição diferente da outra, não podemos julgar os outros pela condição, ninguém escolheu estar onde está, a sorte não tem olhos e muitas das vezes vai para pessoas más e as pessoas boas sofrem, mas é a vida. Porém, mesmo com tudo isso, vocês ainda tem o direito de sonhar, mesmo que falhe mil vezes, um dia você chega lá.

***

Já que comecei a falar um pouco dos meus pensamentos de crianças, quero contar a vocês coisas que a maioria dos meus amigos já sabem, mas eu acho que não terei contado a vocês por aínda serem novas.

Eu fui fruto de um relacionamento abusivo com traição e várias mentiras, vocês já devem saber o que é um relacionamento abusivo não é? Se não sabem, é quando o seu parceiro te impede de fazer coisas que você ama, é totalmente possesivo, entre outras coisas.

Vou dizer como seus avós se conheceram (segundo sua avó):

Minha mãe fez algumas faculdades, e uma delas foi educação física, ela dava aula em academia e tudo mais, por isso, minha mãe sempre teve um corpo bem bonito, coxão (que é de família, infelizmente) e ela estava em Garça, cidade do interior de São Paulo, que é um ovo de tão pequena, minha família é muito conhecida por lá, tanto a de mãe como a de pai, minha tia (por parte de mãe) já foi do governo de lá e meu pai tem o maior escritório de contabilidade da cidade, okay.

Naquele tempo minha mãe havia engordado uns quilos e como lá é cidade de interior, ela fazia caminhadas pelo lago que tem na cidade (o qual tem praças do lado), um naqueles dias ela estava caminhando e meu pai deixou cair um papel no chão, minha mãe viu e como ela não é curiosa, colocou o papel em cima de um banco para caso ele voltasse. Até ai tudo bem.

Mais tarde minha mãe descobriu que aquele papel estava com o número do telefone do meu pai, o qual ela não viu e obviamente não ligou. Então meu pai começou a Stalkear-la (persegui-la), SIM SEU AVÔ FEZ ISSO. Ele é meio louco do cabeça, mas continuando... Ele descobriu o ônibus que minha mãe ia para a faculdade, descobriu onde minha mãe morava e o número de telefone dela. Mas para ligar sem parecer um psicopata ele tinha que se apresentar, não é? Como ele fez isso? Simples, pediu para uma amiga dele (que ia no ônibus da minha mãe) pedir o telefone dela e falar que era para ele, sua vó sendo ela respondeu o seguinte "Não, se ele quiser meu telefone, ele que venha pedir". Beleza, ele ligou para casa da minha mãe, e começaram a sair.

Sua vó diz que ele era como um príncipe no começo, era fofo, romântico, cuidava dela e do meu irmão ( que já era nascido), quando ela me contou umas coisas sobre ele, ela até chorou, diz que seu avô foi a pessoa que ela mais amou nessa vida- nunca mais conseguiu amar outra pessoa igual.

Mas meu pai se transformou, quando descobriu que minha mãe estava grávida de mim, foi aí que começou o terror, ele gritou com ela na frente do escritório inteiro dele, disse que se a prova de amor que ela deveria fazer para ele, era me abortar, bom, o desejo dele ia se realizar, não porque minha mãe iria me abortar, mas sim porque eu nasci morta, pois é crianças, eu não tinha vida, o que é bem estranho não acha?

Bom, apenas sei que de alguma forma, eu voltei a vida, minha mãe conta que foi depois de uma discussão entre eles e que no dia seguinte, ela fez outra ultra-som e tarannn, eu estava com vida. Mas, crianças, não pensem que foi tudo fácil depois daí, bom... Quando eu nasci, eu nasci com três problemas:

1- Sem céu-da-boca (o que logo com um ano fiz uma plástica e ganhei um)

2- Eu tinha um Furo no meu coração ( o que sumiu, até hoje não sabemos o que aconteceu)

3- Eu era surda ( o que apenas foi descoberto depois)

Logo que nasci, no primeiro um ano, minha rotina era de hospital para casa, sempre. Não conseguia mamar, por causa do céu-da-boca, pois tudo que eu ingeria de líquido, saia pelo nariz depois ( o que é até meio engraçado, falando assim), eu não chorava a noite, pois, eu não ouvia nada então, seguindo pela logica, eu não fazia barulho algum.

Eu emagreci por causa de não conseguir ingerir nada, foi um problemão. Logo após minha plástica, eu só podia comer sopa, e para tomar banho eu tinha que colocar uns ferro nos braços (coisa que sua vó tem guardada até hoje) para não colocar a mão na boca sabe? Enfim, deu tudo certo, eu usei carretéis, que é uma coisa para fazer voltar a ouvir sabe? Então, plástica deu sucesso, eu já ouvia e o buraco no meu coração havia sumido. Minha mãe conta também que eu tinha medo de homens, todo homem que tentava me pegar no colo eu dava chilique, até com meus tios, o único que eu deixava chegar perto foi meu irmão por parte de mãe, porque o de parte de pai me rejeitou.

Com 4 anos, eu fui finalmente aprenderá falar ( e nem falava muito bem não), mas tudo bem, as únicas cicatrizes que ficou dessa história toda foi minha voz terrívelmente ruim, mas isso eu aprendi a lidar com os anos.



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