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História How I Met Your Mother - Fanfic - Capítulo 19


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Notas do Autor


Eu não vou falar nada hoje, mas... Boa tarde!!!

Capítulo 19 - Anchor


Fanfic / Fanfiction How I Met Your Mother - Fanfic - Capítulo 19 - Anchor

- Ele não pode fazer isso... - Um único sentimento a havia tomado naquele momento e era ódio, muito ódio. Wanda se sentou no braço do sofá e cobriu o rosto que já começava a ser regado pelas lágrimas. - Ele não pode!

- Infelizmente pode. - Natasha queria matar o sujeito, era ainda esse sentimento que a dominava, mas sabia que não daria coisa boa assim como da última vez que o confrontou, então decidira esperar. Contou ainda na noite anterior ao marido sobre o que estava havendo e Steve a proibiu terminantemente de enfrentar Willians pessoalmente, mas algo precisou fazer após receber naquela manhã uma mensagem de Sharon com o áudio de Cannon. - Pelo que Sharon me disse ele pode te processar por várias violações diferentes, dentre as quais estão alienação parental, homicídio doloso, negligência no trânsito com as crianças dentro do carro...

- Era um momento de emergência e eu já fui inocentada por ter matado aquele imbecil. Estava tentando proteger as crianças e o Victor, que estava gravemente ferido. - Tentou segurar o choro e encarou a amiga. - Natasha... Eu preciso que me diga: posso perder a guarda dos meus filhos por causa disso?

- É complicado, tem... Uma série de questões que o juíz levaria em conta, isso supondo que ele já não esteja comprometido. Se o processo já estiver em andamento, você deve receber uma notificação hoje. E estando ou não, eu pego o caso.

- Você não está de...?

- Se falar a palavra "licença" vou dar com a mão na sua cara. - Wanda acabou rindo entre lágrimas com o que a ruiva disse porém não conseguia disfarçar o quão abalada estava. - Vou te ajudar a sair dessa, amiga. Ele não vai pegar meus sobrinhos.

- Eu o mato antes que pegue.

- Não vá dizer uma merda dessas no tribunal.

Ela não diria mas era exatamente o que queria fazer. As noites ficavam frias naquele apartamento quando Victor não estava, ela havia subido pelas escadas para não encontrar a síndica, que queria lhe dar um sermão pelo que as crianças haviam aprontado com Brennan Banner, ela falaria com eles depois, apesar de saber que Sarah havia mandado o menino para o hospital com o joelho quebrado. Mas naquele momento não estava com o menor humor para começar uma discussão ou qualquer outra coisa. A conversa com Victor ao telefone antes de ir finalmente dormir foi deveras forçada. Por vezes ficava em silêncio, engolia o choro e quando o namorado indagava o que estava havendo, ela mentia descaradamente dizendo não ser nada. Okay, talvez fosse melhor do que dizer que havia arrastado a vida o dia inteiro após a conversa que tivera com Natasha pela manhã. Que queria cometer um homicídio doloso não contra um mero capanga mas contra o próprio Eric Willians, que seu desejo era de passar mil ou mais vezes com o carro em alta velocidade por cima do desgraçado, óbvio que não diria aquilo.

- Você vai ficar bem? - Victor parecia saber perfeitamente que ela escondia algo, mas não gostava de invadir seu espaço pessoal. Ela confirmou sem abrir os lábios. - A gente se vê então... Wanda, não se esquece de que eu amo você.

- Eu sei... Também te amo.

Desligou o telefone antes que seu cérebro enviasse um maldito impulso nervoso e tivesse que dizer o que realmente queria naquele momento. Se jogou na cama, deixou as lágrimas rolarem, dessa vez em silêncio, dessa vez no escuro, deixando-se ser levada por aquela onda melancólica e fria que preenchia a noite. Era novamente a garota indefesa e deprimida de onze anos atrás, quando sua melhor amiga havia sido enviada de volta à rússia e tinha sozinha que lidar com a traição do ex namorado. Aquilo havia sido tranquilo de se aturar e ela o fizera bem para uma jovem de dezessete anos, mas a possibilidade de perder seus filhos... Queria que alguém lhe dissesse o que no mundo poderia ser pior que aquela sensação.

- Mãe? - William havia acordado no meio da madrugada. Em algum tempo no passado aquilo acontecia com frequência, mas ele estava crescendo, não tinha mais pesadelos constantes, não passava tanto tempo grudado com a mãe, o que talvez fosse bom. - Mãe? - A porta estava aberta e ela não abriu os olhos, mas sentiu um vento frio adentrar ao quarto, o feixe de luz incomodou os olhos fazendo com que os abrisse. - Pensei que estivesse dormindo.

- Não, meu amor... Eu não consigo dormir.

- Eu também não. - Wanda se sentou na cama, enquanto o ouvia. - Ouvi a coordenadora brigando com um homem hoje de manhã sobre... Eu e o Tommy. Aquele homem que disse ser irmão do nosso pai. Ele disse que vai tirar a gente de você, isso é verdade?

Ah, ótimo! Tinha filhos muito mais inteligentes do que pensava. Ela negou com a cabeça relutante, mas a marca das lágrimas em sua bochecha lhe contradizia. O menino não queria questionar a respeito disso também, parecia tão abalado quanto a mãe, que o abraçou e o apertou entre seus braços, sentindo não só as suas como as lágrimas daquele pequeno loirinho que molhavam a blusa de seu pijama.

- Mamãe...? - Thomas entrou logo depois e sorriu ao vê-los abraçados. Mas será que ninguém dorme nessa casa? Bom, pelo menos o Loki estava dormindo embaixo de uma das camas dos gêmeos. - A gente não quer se separar de você nunca.

- Vocês não vão... - Aquilo era uma pontada de insegurança em seu olhar? Ignorou completamente aqueles pensamentos negativos, então jogou-se novamente na cama e chamou os meninos para que lhe fizessem companhia. - Nada vai separar a gente, somos um time, certo? Vocês são minha âncora...

A correspondência chegou na sexta e com certeza declarava guerra. Wanda estava em seu consultório. Sim, seu mesmo era ela quem cuidava daquele hospício e o infeliz do Samson não viria pois estava de ressaca. William e Thomas foram passar a tarde com o tio. Só eles mesmo que aguentavam o humor de Pietro, tanto que Luna vivia falando que faria dezoito anos s sumiria da vista dos pais. Wanda não concordava nem discordava, no final das contas estava irritadiça demais para opinar. Pietro não sabia sobre seu namoro de quase três meses com Victor, o que era bom visto que seu gêmeo tinha implica com tudo e com todos. Não que ela se importasse seus olhos estavam focados agora na carta que acabara de receber.

- O que diz aí? - Ah, sim e tinha Ágatha. Ela vinha conversar todas as sextas após o expediente e não precisava ter três doutorados diferentes em psiquiatra e psicologia para notar que o simples papel com selo do Supremo Tribunal de Justiça Internacional de Nova York, não continha informações agradáveis.

- O maldito desgraçado do Eric Willians quer jogar sujo de todas as maneiras. Eu não sei o que fazer, Ágatha...

- Claro que sabe, você é minha aluna mais brilhante! Você sempre sabe o que fazer. - Harkness puxou a carta das mãos da mais nova e leu algumas exigências da intimação. - Que filho da mãe!

- Eu disse... - Jogou-se no sofá do consultório, sentindo suas forças irem por água abaixo. - Todas as soluções que me vêm a mente são destrutivas, irracionais e provavelmente me colocariam em mais problemas. Não quero me separar dos meus filhos... - Uma lágrima solitária escorreu em seu rosto.

- E você não vai. Confia em mim. - Ela olhou o relógio de pulso. Precisava ir. Despediu-se de sua pupila após mais um caminhão de palavras animadoras então saiu, notando que o sol já se punha.

Um rapaz alto de cabelos negros cruzou com Ágatha no elevador, desejou-lhe que tivesse uma boa noite, então seguiu seu caminho pelo corredor do prédio, seguido pelos olhos da mulher, que o viu entre a porta descerrada do elevador, entrar no consultório de Wanda. Seria mais um paciente? Mas a uma hora dessas?

O olhar de Maximoff no entanto se enegreceu ao ver o homem adentrar em seu consultório. Sabe aquela sensação de estar pocessa e querer matar certa pessoa apenas por estar respirando próximo a você? Foi isso o que Wanda sentiu, queria que ele engolisse aquele olhar convencido e o sorriso vitorioso de quem era dono do mundo.

- O que quer aqui? - Ela não fez rodeios. Não havia motivo, não havia paciência...

- Vim barganhar. Sua rendição, ou... Destruição. - Willians permaneceu em pé de frente para a mulher que parecia querer fulmina-lo. - Eu encerro o processo, Wanda, mas quero que você jogue com as minhas regras, é só o que peço.

Ela não respondeu. Levantou-se e deu a volta pela escrivaninha antes de acerta-lo em cheio no rosto com os punhos fechados, um soco forte o suficiente para arrancar sangue do lábio inferior, outro no queixo, e o terceiro, Eric segurou, apertando seu braço e fazendo com que se aquietasse.

- Você é um desgraçado, um egoísta filho de uma...

- Eu não terminaria essa frase se fosse você, Wanda. - Segurou o rosto dela com apenas uma das mãos. - Eu vim em missão de paz. Já disse e vou repetir, não vou perder aquela empresa por sua culpa e nem por culpa de ninguém, vou ter o que quero custe o que custar.

- Não faça isso, Eric... - Wanda segurou uma lágrima que insistia em sair. - Você sabe que eu não posso aceitar o que está pedindo.

- E por que não? Não é muito sacrifício. - Ele envolveu com um dos braços a cintura da mulher, que tentou se afastar, porém sem sucesso. - Mas se apenas estiver com medo, posso te dar algum incentivo.

- O que você pensa que está...? - Porém antes que dissesse qualquer coisa, Eric a puxou forçando um beijo tão indelicado quanto inoportuno naquele momento. Seus olhos se arregalaram no susto enquanto tentava empurra-lo para longe, mas sei desespero se tornou ainda maior quando a porta do consultório se abriu e seus olhos se encontraram com os de outra pessoa, que parecia tão surpreso quanto ela...


Notas Finais


Tradução do capítulo: Deu ruim!


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