História How long - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~cantastix

Visualizações 81
Palavras 950
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Musical (Songfic), Slash, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OI
Tudo bem?
2 contas no projeto, não tenho tempo de explicar rs
Fiquei sem postar uns três(?) dias mas aqui compensa, amém.
Link do hino nas NFs.

Capítulo 1 - I will love you?


Tossiu outra vez. Estava terrivelmente cansado.

Min Yoongi fitou o teto branco do hospital, cheio de melancolia. Estava preso, doente, e entre quatro paredes que o causava arrepios e o deixavam mole.

Em sua cabeça, só havia um pensamento: Ele não ficou para se despedir.

Tudo dependia de seu humor no momento. Taehyung não desistiria fácil mesmo que Yoongi estivesse em seu fim. Sabia que seu marido iria lutar por si, mas que quando chegasse a hora, ele não iria querer o ver ou dar adeus.

Estava doendo.

A saúde ainda brilhava nos olhos do Kim. Ambos velhos e cansados, mas parecia Tae sempre teria um motivo para sorrir. Era bonito de se ver como os olhos dele brilhavam e suas mãos trêmulas seguravam as do mais velho com tanta intensidade.

Yoongi se recusou a fechar o olhos enquanto ele ainda não houvesse chegado.

E, quando Taehyung entrou no quarto e se sentou, sob o olhar do velho a mercê da morte, no espaço vago da cama, Yoongi sorriu.

— Pensei que não fosse vir — disse, com certa dificuldade — Mas você nunca me abandona, não é?

— Eu não quero te ver ir.

Um silêncio se instalou no lugar enquanto o Min caçava a mão do parceiro e, suspirando, a apertou entre as suas.

—Eu te amo, nem a morte vai nos separar.

— Mas eu não gosto da morte — disse Taehyung, o tão belo Taehyung, encarando o chão fielmente — Eu queria voltar no tempo, quando ninguém podia nos separar.

Yoongi tentou se sentar para abraça-lo, mas, quando falhou em sua missão, respirou fundo e sorriu fraco.

— Eu já disse, ninguém vai nos separar, nunca.

— Eu amo você.

— Eu também amo você.

O mais novo suspirou, sentindo as lágrimas que tanto evitou começando a despencar de seus olhos brilhantes.

Foram por essas orbes que Yoongi o conhecera. Estava trabalhando quando o viu entrar e se acomodar em uma das mesas da lanchonete. Passeava as belas iris pelo cardápio e isso fez Min se desconcentrar do que estava fazendo para observa-lo.

Exatamente como fazia agora.

— Eu prometo que não vou demorar para acompanhar você — Tae o encarou de relance, nunca gostou que lhe vissem chorando — Não vou demorar...

— Quero que demore — Yoon o cortou, apertando novamente a mão dele — Quero que você viva.

— Eu não posso viver sem você! – encarou-lhe frustrado — Não posso!

— É claro que pode — Yoongi disse, acariciando a bochecha do marido, que já não era tão lisa quando antes — Você prometeu.

— Não me lembro disso...

— Nove de dezembro de mil novecentos e noventa e quatro, você prometeu que aguardaria a sua vez mesmo que a minha já tivesse chegado.

— Prefiro morrer feliz por estar com você do que triste por ter te perdido — o ignorou, fingindo não ouvir. Seu grande orgulho dando as caras.

— Eu prefiro morrer sabendo que você vai continuar sendo feliz sem mim — retrucou Yoongi, antes de soltar uma risada — Não vou deixar você ganhar essa, meu amor.

Taehyung riu junto, antes de se deitar lentamente ao lado de seu namorado, marido, amante, o abraçando — Teimoso.

— Lindo.

Tae sorriu, sem graça, como sempre fazia.

— Você é um idiota, sempre acha que pode me ganhar assim.

— E não posso?

— Pode.

Os dois riram juntos, antes do mais novo suspirar outra vez — Vai doer, eu não quero.

— Vai doer mais em mim, meu amor — beijou o topo da cabeça de seu amado — Eu também não quero te deixar.

— Então não deixe — Taehyung passou os olhos pelo quarto, tentando não criar esperanças e não tendo muitas melhoras. Sempre foi tão otimista, o pobre coitado.

— Não sou eu que decido isso.

— Eu sei — Kim, desnorteado, soltou um bufar — O que faremos?

— Esperamos.

Então ele assentiu e fitou suas mãos entrelaçadas. O destino que negou desde o início de sua velhice parecia ter se tornado mais intenso.

— Você se lembra do verão de mil novecentos e trinta e sete?

— Como eu poderia esquecer? Foi nosso primeiro beijo.

— Éramos tão jovens.

— Ainda somos — ele sorriu — Você sabe que somos.

Taehyung riu soprado, antes de beijar a bochecha do parceiro.

— Você era tão baixinho.

— Não, você que era alto demais!

— Verdade, ainda sou — Taehyung balançou a cabeça — Te amo.

— Também te amo.

O coração de Kim Taehyung doía como nunca enquanto viu Min Yoongi fechar os olhos.

As lágrimas começaram a cair com mais força enquanto seu interior se contraía. O bolo em sua garganta aumentava a cada milésimo de segundo e els segurou o rosto de Yoongi entre os dedos, trêmulo.

Aproximou seus lábios lentamente, fechando os olhos e se vendo naquele dia de verão.

Por quanto tempo o amaria mesmo que ele tivesse ficado? Talvez enquanto os sorrisos existissem e as memórias ainda estivessem vivas. Por quando tempo precisaria dele e estaria ali? Talvez enquanto soubesse que ele o ama também, antes de cair no esquecimento e acabar da mesma forma que ele.

Mas por quanto tempo iria querer ele? Era eterno? Então por que estava se despedaçando agora?

Sentiu o tocar de suas bocas e as lágrimas caindo livremente. Lembrou-se daquele primeiro beijo e de todos os outros, o amaria para todo sempre.

E, surpreso, sorriu grande quando o sentiu retribuir ao carinho. As lágrimas começaram a cair com mais intensidade e o alívio o invadiu por completo quando Yoongi os separou minimamente para soltar um riso discreto.

— Será que eu posso morrer só amanhã?



Notas Finais




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