História How Many Loves - Capítulo 38


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Categorias Alfredo Flores, Danielle Campbell, Danielle Panabaker, Justin Bieber, Mason Dye, Ryan Guzman, Selena Gomez, William Moseley
Personagens Danielle Campbell, Danielle Panabaker, Justin Bieber, Mason Dye, Ryan Guzman, Selena Gomez, William Moseley
Tags Drama, Dream, Ficção Adolescente, Justin Bieber, Misterios, Romance, Universo Alternativo
Visualizações 44
Palavras 3.864
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olha quem está aqui, mesmo super doente, não deixou faltar capitulo nesse sabadão.
Espero que vocês gostem.
E bora para a fic.

Capítulo 38 - Let's make a snowman?


Fanfic / Fanfiction How Many Loves - Capítulo 38 - Let's make a snowman?

25 de Dezembro de 2018 00:01 da noite

Um minuto tinha se passado deste que senti os lábios do Justin nos meus, e nós dois continuava se encarrando, sua mão ainda estava na minha nuca, a minha vontade era de beija-lo novamente, mas infelizmente isso não aconteceu já que ouvimos a voz de uma mulher perto de nós e nos separamos, era a tia do Justin. Ela nos desejou feliz natal nos abraçando. A minha ficha caiu e olhei para o lado, os amigos do Justin já tinham saído. Eu me afastei do garoto, e outras pessoas vieram me desejar feliz natal.

Horas se passaram e já eram 03:50 da manhã, e todos os convidados já tinham ido embora, a neve lá fora já tinha parrado de cair deixando as ruas e gramados completamente brancos. Agora eu estava no meu quarto, já tinha tirado a maquiagem e tomado banho.

Eu estava encarando a janela que tinha a cortina afastada, vendo algumas estrelas no céu escuro, a sensação dos lábios do Justin ainda permanência nos meus, toquei de leve com as pontas dos dedos nos meus lábios entre abertos.

-Não Angelique!  Vocês não podem ter nada, lembre-se do contrato. –eu repetia várias vezes até que peguei no sonho.

Canadá 10:31

Fazia 31 minutos que estava encarando o teto, essa noite não colaborou muito comigo, já que sonhei que beijava o Justin novamente. A imagem do Justin se aproximando, e a sensação dos seus lábios nos meus , não sabiam da minha cabeça, porque não saiam da minha cabeça?! Seria possível eu estar me apaixonando pelo Justin Bieber?! Não, não, não! O menino é famoso, só fica com modelos, mulheres altas, magras, bonitas e eu não tenho 1 terço disso. Eu sei que não sou feia, mas poxa, comparadas com todas as mulheres com que ele já ficou, sou um patinho feio, ele nunca iria olhar para mim de outra maneira. Ele me beijou, sim, mas foi por pressão e não por livre e espontânea vontade. Depois de todos esses pensamentos torturantes, levantei-me indo para o banheiro.

-Oi queria, já está acordada? –perguntou Pattie, ao me ver entrando na cozinha, ela estava vestindo um pijama verde com renas, algo bem natalino.

-Aham, eu não consegui dormir muito... Precisa de ajuda? –perguntei vendo a mulher tirar uns pães em formato redondo do forno.

-Não, está tudo pronto! –ela colocou a bandeja na bancada abandando os pãezinhos. -cinnamon rolls, você gosta?

-Eu nunca cheguei a comer.... –disse sem jeito. Na universidade tinha, mas sempre tinha cobertura de açúcar, e eu passava longe dos doces no café da manhã.

-Sempre temos uma primeira vez para tudo. –ela disse sorrindo. –Você pode chamar o Justin para o café? Aquele ali, se deixar, só acorda no dia seguinte.

-Tudo bem. –disse e a cada passo que eu dava sentia o meu coração se acelerar. –Justin? –perguntei depois de bater na porta 3 vezes e não ouvir nenhuma resposta. Coloquei minha mão na maçaneta e a porta se abriu. –Justin? –não tinha ninguém na cama, que estava completamente desarrumada, as suas roupas estavam todas no chão. A porta que dava para o banheiro estava aberta, mas eu não escutava nenhum barulho de água. Aproximei-me com cautela até o banheiro. –Justin? –mais uma vez chamei o garoto, e assim que pisei no banheiro me arrependi amargamente.

-Angel! –disse Justin enrolando a toalha em volta do seu corpo, parece que ele tinha acabado de tomar banho, mas não sei por que raios ele não me ouviu?! Sai de lá tampando a minha visão com as mãos, e Justin veio atrás de mim. –Por que você não bateu?

-Eu bati, eu chamei por você e nada! –disse ainda com as mãos no meu rosto. –Pensei até que tinha acontecido algo com você.

-Desculpe, eu não escutei, mas você poderia gritar pelo menos, vai ver assim eu escutava. –ele disse rindo, é serio que ele estava achando graça da situação, enquanto eu morria de vergonha!

-Sua mãe me pediu chamar você para o café. –disse saindo do seu quarto sem esperar uma resposta.

-Ele estava acordado? –perguntou a mãe do garoto assim que eu apareci na sala de jantar.

-Sim, ele já está descendo. –sentei-me, na mesa e ela disse que já podíamos começar a comer. Minutos mais tarde Justin aparece já vestido, continuei de cabeça abaixada sem direcionar meu olhar ao garoto que se sentou na minha frente.

-Eu vou para a casa dos meus pais mais tarde, vocês vão querer ir também? –perguntou Pattie, depois de um tempo.

-Sim, vai ser uma oportunidade de conhecê-los melhores e fazer o meu relatório do estágio. –disse olhando para a Pattie.

-Sim é verdade, quase que me esqueço disso. –ela disse dando um sorrido e voltamos a comer em silêncio, de vez em quando ela e o Justin conversavam entre si, e tentavam me colocar no assunto.

O café acabou, e eu ajudei a Pattie a arrumar a mesa e com a pequena louça que tinha se formado, depois fomos para a sala. Justin que estava no seu quarto, tinha acabado de descer, e se sentou do meu lado no sofá, eu ainda estava morrendo de vergonha do que eu vi, ele parecia não querer colaborar.

-Esse é para você. –Pattie disse entregando uma caixa de presente para o Justin. –E esse outro é para você Angel. –olhei para a mãe do garoto franzino o cenho, e pegando a caixa com um embrulho verde de suas mãos. –É só uma lembrancinha, não se preocupe.  Antes de vir para casa, depois do mercado, eu passei em uma loja, então espero que você goste.

-Obrigada, mas não precisava. –disse abrigando o embrulho, a caixa não era muito grande nem muito pequena. Olhei surpresa para o conteúdo da caixa, lá tinha 4 esmaltes, preto, vermelho, nude e um fortalecedor de unhas, uma pequena lixa, cortador de unha e alicate, tudo em tamanho reduzido. Também contava com um dois cremes, um de mão e outro de corpo, um pequeno shampoo a seco, uma paleta de sombra com 6 cores, todas neutras, um lip balm e dois batons, um vermelho e outro nude rosado. –Eu amei Pattie, muito obrigada. –disse me levantando e lhe dando um abraço.

-Que isso, você vai ficar seis meses em turnê com o meu filho, pode ter certeza que essas pequenas coisas vão salvar a sua vida, como salvou a minha quando ele era mais novo. –ela disse sorrindo, e voltando para perto da árvore.  –Parece que o papai noel passou aqui e deixou mais dois presentes para você, Angel. –ela disse me entregando dois embrulhos, uma pequena caixinha vermelha, e uma caixa em tamanho retangular, ele tinha o papel azul com alguns flocos de neve.

Na pequena caixinha vermelha com um laço, tinha uma pulseira de ouro com alguns pingentes, um da torre Eiffel, do Big Bem, uma bailarina, duas notas musicais, a parte do teclado do piano, e o símbolo da psicologia. Olhei mais atentamente para o símbolo da psicologia e tinha alguma coisa escrita, “Para a minha psicóloga favorita”, olhei para o Justin que tinha um sorriso no rosto.

-Foi você? –perguntei não acreditando que tinha sido ele quem me deu aquele presente.

-Feliz natal! Agora abre o segundo. –ele disse colocando a caixa retangular no meu colo.

-Não você não fez isso... –disse descrente, na minha frente tinha um colar igualzinho do da Rose do Titanic.

-É uma replica lógico, mas as pedras são verdadeiras. –abri a boca chocada.

-Não acredito que você vai me forçar a colocar isso no banco! Pois eu não vou poder levar na viagem, e nem deixar na universidade, sendo que nos dois tem risco de ser roubado ou perdido.

-Faça o que quiser com ele, guarde na onde você quiser, ele é seu, e só seu, olhe atrás do coração... –peguei o colar em minhas mãos, virando para a parte traseira do coração azul, “Love can touch us one time. And last for a lifetime. And never let go till we're one” “For My Angel”, era um trecho da música tema do Titanic.

Eu estava totalmente sem reação, não estava acreditando que ele tinha mesmo feito aquilo, e nem queria imaginar o quanto aquilo tinha lhe custado. Coloquei o colar do coração do oceano de volta na caixa a fechando, e pulei nos braços do garoto.

-Muito obrigada, eu amei! –disse ainda abraçada com o garoto que tinha seus braços em volta de mim.

-Que bom que gostou, fico feliz só de ver esse brilho no seu olhar. –ele disse me apertando um pouco mais com os seus braços, antes de me soltar.

-Agora estou me sentindo mal por não ter comprado nada para vocês... –disse olhando para o garoto do meu lado e para a sua mãe.

-Querida, não se preocupe com isso, só são coisas materiais... Você nem sabia que iria vir para cá, e também nem teve a oportunidade de sair deste que chegou. –disse Pattie que estava abrindo uma caixa de presente e encontrando uma blusa rosa.

-Sim, e para falar a verdade, eu iria dá-los a você quando fosse a nossa primeira consulta, mas como o destino resolveu nos juntar nesse feriado, pude entrega-los antes do prazo previsto.

-Obrigada Pattie por ter me acolhido aqui... Obrigada Justin por tudo. –o garoto me deu uma piscadinha, enquanto a mais velha sorriu.

A neve estava a cair do lado de fora, e eu estava indecisa com qual roupa eu iria para a casa dos avós do Justin. Por fim optei por uma calça jeans escura, bota over the knee, camiseta, blusa de moletom preta da série Friends, outra blusa de lã vinho, um sobretudo bege, cachecol preto com vermelho, luvas pretas e touca da mesma cor, eu não era muito fã dessa ultima peça do vestuário, mas só a touca do sobretudo não iria me ajudar contra o frio, e não esquecendo da roupa segunda pele, pois sem ela congelamos. Fiz uma maquiagem leve, o suficiente de BB cream e corretivo para tirar qualquer vestígio de noite mal dormida, rímel, um delineado simples, e claro, batom vermelho.

Desci as escadas depois de pronta, encontrando o Justin largado no sofá e conversando com alguém, parecia ser por chamada de vídeo ou algo parecido. Ele notou a minha presença e se despediu de alguém, se sentando e colocando o celular de lado.

-Estava fazendo live no instagram com os meus fãs. –assenti e ele deu batidinhas no sofá pedindo para me sentar do seu lado, caminhei com passos lentos até o garoto. –Eu sei que você vai me perguntar muito isso no ano que vem, mas eu quero ser o primeiro a fazer. Então, Angel, como você está? –soltei uma risada anasalada.

-Depois de tudo que aconteceu, eu estou ótima, e você? –ele fez algumas caretas como se estivesse pensando e a respostas não eram boas.

-Eu poderia estar melhor, se não existisse um muro entre mim... –ele disse sério.

-Entre você...? –perguntei com cautela.

-E entre mim e a pessoa que eu gosto... –ele disse sem olhar para mim e meu coração se apertou.

-E porque você fala que tem um muro entre vocês?

-Porque no momento ela é inalcançável para mim. Irônico não? Logo eu que “posso” ter quem eu quiser, não posso tê-la... –ele olhava em direção da janela.

-Ela é comprometida?

-Não que eu saiba... Mas com toda a certeza ela tem muitos pretendentes. –essa enrolação dele só me deixava mais ansiosa, mas eu não poderia o forçar a falar, ele teria que dizer por livre e espontânea vontade.

-Ela sabe que você gosta dela?

-Talvez sim... Talvez não... Eu só sei que não podemos ficar juntos, eu vou entrar de turnê, então será praticamente impossível. –isso só poderia dizer que definitivamente ele não estava falando de mim, se ele iria entrar em turnê, quer dizer que ela ficaria no país. O meu coração estava tão apertado que a vontade de chorar era grande. Não, eu não poderia me apaixonar por ele!

-E vocês são amigos?

-Pode dizer que sim. –ele parecia pensativo.

-Eu não vou dizer o que você pode ou não fazer, mas apenas um conselho, se você gosta mesmo dela, não deixe ela ir, aproveite cada minuto que você tem ao lado dela.

-Chaz fala coisas semelhantes... –ele soltou uma risada anasalada.

-Então escute os conselhos dele, mesmo que de vez enquanto pareça um pouco doido, ele deve saber o que está falando, pois está vendo algo que você não vê provavelmente. –ele assentiu.

-Vejo que vocês já estão arrumados... Podemos ir então? –Pattie apareceu na sala, assentimos e nos levantamos.

Eu estava no banco de trás, enquanto mãe e filho estavam no banco da frente, Justin dirigia bem de vagar com a palheta do limpador de para-brisa ligado por causa da neve que continuava caindo. Pattie disse que a casa dos pais dela era perto mais parecia uma eternidade que estava naquele carro. Depois de longos 30 minutos (Pattie disse que só levava 10 minutos) nós chegamos a casa do Bruce e da Diana, sai do carro sentindo o vento gelado, e gotículas de gelo caírem no meu rosto. A avó do Justin abriu a porta rapidamente e adentramos na casa quentinha, que tinha cheiro de biscoitos. Tiramos os nossos casacos e botas a pedido da Diane, que nos cumprimentou seguindo se Bruce.

-Querida, vamos até a cozinha lá você poderá fazer melhor as suas perguntas sem sermos interrompidas pelo meu filho. –disse Pattie sussurrando ao ver Justin se afastar com o avô, eles pareciam ter uma conversa animada sobre hóquei.

-Acho que você vai precisar disso... –disse Diane colocando um caderno e uma caneta na bancada da cozinha.

-Obrigada. –sorri ao ver que a Pattie já a tinha preparado. - A primeira pergunta é... com quem o Justin foi criado?

-Eu fui mãe solteira, o tive ainda na adolescência, e os meus pais me ajudaram a cria-lo. –respondeu Pattie, depois de algumas perguntas mais leves, chegamos à parte das complicadas, que eu não saberia muito explica-las.

-Por causa das turnês constantes Justin mostrou algum comportamento diferente?  -a pergunta na verdade era, “se o paciente já tinha mostrado sinais da doença antes”, mas nem eu sabia o que ele tinha.

-Por um tempo ele se envolveu com pessoas não muito... –começou Pattie, escolhendo bem as palavras.  

-Pessoas mandadas pelo diabo. –respondeu Diane séria.

-Mal caráter... –respondeu Pattie sem jeito. –E por conta disso, ele usou alguns tipos de drogas, começou a beber, e se você viu as noticias na época, ele chegou no ponto de ser preso ao dirigir alcoolizado. Depois disso ele me procurou e me pediu ajuda, em segredo da mídia ele foi para o centro de reabilitação, e frequentou durante algum tempo a psicóloga, ela me disse, que por causa da pressão, ele tinha crises de ansiedades e depressão, e que os términos frequentes com a mesma pessoa, os shows, a mídia, o ajudaram a adquirir essas coisas. –Pattie mantinha um olhar triste ao se lembrar do passado. –Então não, no começo ele não mostrou nenhum comportamento, mas ao decorrer sim. –o que ela tinha dito respondia as 3 seguintes perguntas. Depois de um tempo terminei o relatório.

-Bom isso é tudo... Eu posso? –perguntei apontando para a folha com as respostas, elas assentiram e eu destaquei as dobrando e guardando na minha bolsa.

-Agora você está preparada para cuidar do meu neto? –Diane perguntou olhando fixamente para mim.

-Sim, estou preparada para cuidar do seu neto. Sabe, fazer o que eu estou fazendo não é nada comum se você for em qualquer psicólogo, mas como eu ainda estou no primeiro ano, eu tenho que fazer isso para ter uma base do que perguntar no futuro para os pais ou familiares.

-Nós sabemos, não se preocupe. –disse Pattie. –Se ele ti fez a psicóloga dele, ele deve ter uma boa razão para isso.

-É isso que eu ainda estou tentando descobrir. Ele poderia continuar com a outra, ou contratar a melhor do mundo, mas não, ele preferiu logo uma estudante que se estivesse no Brasil já teria terminado o primeiro ano. –disse soltando uma risada anasalada e uma saudade de casa bateu no meu peito, eu tinha mandado mensagens para a minha família e amigos desejando feliz natal, mas não era a mesma coisa.

-A saudade de casa está grande, não é?-perguntou Diane com um sorriso no rosto.

-Sim... Eu tentei não pensar muito tempo neles ontem, mas é inevitável.

-Seus pais devem estar com saudades não? –perguntou Pattie.

-A minha mãe deve estar, com certeza, já o meu pai... Eles se separaram já faz alguns anos e ele literalmente nos abandonou. –disse com amargura.

-Eu sinto muito... –disse Pattie.

-Não precisa, na última vez que eu o vi, ele apareceu de surpresa na minha festa de despedida. Eu o perdoei por ele ter feito isso conosco, mas vê-lo novamente trouxe todas as lembranças das dificuldades que passamos e ele não moveu um dedo para ajudar.

-Você é filha única? –perguntou Diane.

-Não, eu tenho um irmão mais novo, ele se chama Iago.

-Veja o lado bom, sem ele vocês conseguiram provar que no meio de todas as dificuldades, vocês venceram e por causa dele, você se esforçou, dedicou-se e hoje está aqui. –disse Pattie, e eu assenti, por um lado ela tinha razão.

-Hey, a comida já está pronta? –disse Justin aparecendo na cozinha.

-Sim querido. –disse Diane saindo da cozinha com uma travessa de legumes, seguindo da Pattie que levava uma travessa com purê de batatas.

-Angel, eu não sei do que vocês estavam conversando, mas antes de chegar na cozinha ouvi alguma coisa que deva ser relacionado ao seu pai, não é? –eu assenti. –Você está bem?

-Sim Justin, eu estou bem, não se preocupe ok?! –disse tocando o seu braço. –Não é como se todas as vezes que eu falar sobre ele vai me afetar, pois não vai! Ele é parte do meu passado e deve continuar lá. –ele sorriu assentindo e fomos para a sala de jantar.

Durante todo o almoço foi bem divertido, nós conversamos sobre várias coisas aleatórias. Quando terminamos de comer Justin e o seu avô foram obrigados a lavar a louça, enquanto a Pattie, Diane e eu ficamos na sala conversando. As horas foram passando e já estava de noite, e a neve já tinha parado de cair, nós voltamos para a casa da Pattie depois que as ruas foram liberadas por um caminhão que tirou o gelo acumulado.

Era 9:23 da noite, e estava arrumando algumas coisas que estavam espalhadas no quarto, quando escuto alguém bater na porta. Pedi para entrar e Justin pareceu, fechando a porta atrás de si.

-Mas já está arrumando a sua mala?! Por acaso está querendo fugir? –ele perguntou ainda perto da porta, eu soltei uma risada anasalada.

-Não... É que a bagunça já estava começando a se acumular, e resolvi arrumar, só isso. –disse me virando para a mala, fechando-a e a colocando no chão.

-Terminou? –balancei a cabeça confirmando. –Espero que você tenha deixado os seus agasalhos do lado de fora da mala, se não vai ter que desfaze-la... –olhei para o garoto franzino o cenho.

-Por quê? –ele sorriu de lado.

-Só se preocupe em pegar roupa de frio, de preferencia uma jaqueta impermeável se você tiver, luvas, e essas coisas e me encontre na sala, estarei esperando. –ele saiu fechando a porta, deixando-me confusa.

Ainda um pouco hesitante, fiz o que ele pediu, vesti as roupas segunda pele, uma blusa de moletom cinza e uma blusa de tricô preta, ambos sem estampa, um casaco longo preto, com toca, que ia até o joelho, calça jeans escura, botas que imitavam couro, preta que tinha um forro fofo por dentro, luvas e cachecol. Sai do quarto encontrando Justin já arrumado para escalar o Everest, ele estava com um casaco amarelo com cinza, e aquelas calças de esqui cinza, e uma bota bege que lembrava das pessoas que faziam trilhas.

-Então... Por que você me pediu para me vestir como eu fosse esquiar?

-Hoje nós não vamos esquiar, quem sabe amanhã... –ele disse se levantando do sofá com um sorriso no rosto. Ele saiu na frente abrindo a porta, percebi que estava nevando de novo, mas dessa vez mais fraco.

Justin me chamou até lá fora com um aceno de cabeça. Assim que sai de dentro da casa, senti o vento gelado bater na parte do meu rosto descoberto, e meu pé afundar na neve fofa depois de alguns passos, o jardim inteiro estava coberto por uma camada grossa de neve, a luz do lado de fora, junto com os piscas-piscas iluminavam o jardim, já que a luz da rua era mínima, pois em alguns postes não estavam funcionando por causa da neve.

-Eu ainda não entendi o do porque você me chamou para vir aqui fora... –disse chegando próxima do garoto.

-Não é obvio ?! Vou tornar o seu natal completo, com direito a boneco de neve e... –ele se afastou alguns sentimentos e foi ai que percebi que sua mão esquerda estava nas suas costas, sem que eu pudesse reagir ele tacou uma bolinha de neve em mim.

-Ah é assim! –peguei um punhado de neve amaçando e jogando no garoto que tinha se abaixado. Ficamos brincando de guerrinha de neve por longos minutos até cansar. Começamos a fazer um boneco de neve, que não se parecia nada com o dos filmes e era mais difícil do que imaginava, Justin me deixou sozinha por um tempo finalizando o boneco, enquanto ia dentro de casa, ele voltou com uma cenoura de plástico, uma gravata de borboleta de cetim grande, e alguns botões.

-Minha mãe comprou essas coisas quando eu ainda era criança, dá para acreditar que ela guarda isso até hoje!  -ele disse me entregando a caixa, e começamos a colocar os botões fazendo o rosto e colocando alguns no corpo, Justin me entregou a cenoura de plástico, enquanto ele colocava a gravata borboleta. E estava pronto o nosso boneco de neve, que definitivamente não era nada bonito, mas a intenção era a que contava. –Agora temos que dar um nome para ele... Quais vão ser as opções?

-Tuqui ou Kodaline. –disse olhando para o boneco de depois para o loiro que estava do meu lado.

-Kodaline é um nome de uma banda... E porque Tuqui?

-Tuqui era o nome do papagaio da minha avó. –disse rindo. –Não sei, é só porque não tenho muita ideia de nome...

-Ok, então ele faz se chamar tuqui. –ele disse rindo, eu espirrei e ele me olhou parecendo um pouco preocupado. –Já está tarde, e nós estávamos molhados por causa da neve, é melhor entrarmos. –assenti entrando na casa, tiramos as nossas botas molhadas, deixando na entrada. –Toma um banho quente, se não você pode ficar resfriada.

-Ok doutor. –disse rindo franco, enquanto subíamos a escada. –Boa noite Justin e obrigada. –disse sorrindo.

-Boa noite Angel. –ele disse caminhando para o seu quarto e eu entrei no meu. Mesmo com um sorriso no rosto, o meu coração parecia frustrado, respirei fundo antes de tirar as minhas roupas e entrar no banho.


Notas Finais


Já passamos das 2.000 visualizações e muito obrigada pelos 27 favoritos. Comentem o que acharam favoritem muito, para assim liberar os POV dos boys que de passagem está ficando melhor que a fic principal...
Já curtiram a página da fic no face? Não! O que está esperando?! Curtem lá que meia noite do dia 16 para o dia 17 de junho vou liberar uma coisa especial para vocês.
https://www.facebook.com/ByAngelLovegood/?ref=bookmarks
Espero que vocês tenham gostado, não esqueçam de favoritar.
Isso é tudo pessoal, até a próximaaaaaaa....


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