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História How to be a Heartbreaker - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Lies don't suit you


Fanfic / Fanfiction How to be a Heartbreaker - Capítulo 5 - Lies don't suit you

Autora "pov"

Não era um lugar adequado, mas eles não conseguiriam levar tantos alunos para a delegacia, então a sala do grêmio era usada para o interrogatório de alguns alunos, apenas os que mais conviviam com o segurança ou que quisessem contar algo que viram, ali haviam dois policiais que fariam as investigações, Kayn e Katarina, dois policiais novatos dos quais foram designados para a investigação, talvez a parte mais difícil dela, já que teriam que lidar com mais de vinte adolescentes em apenas uma manhã.

~|~

O grêmio estava reunido na sala do diretor com outros dois policiais, que apenas estavam ali para pegar algumas coisas. Charlie mexia em algumas pastas procurando fichas de todos os garotos que estavam naquele andar do dormitório na noite do ocorrido, enquanto Alastor separava alguns papéis de Michael e outros seguranças que tiveram acesso aquela noite ao local, Angel estava na janela olhando para o lado de fora, vendo o corpo ser colocado na ambulância, embalado em um saco preto como se fosse apenas lixo. Nunca teve o estômago fraco, muito menos fora a primeira vez que viu um corpo morto na sua frente, mas pensar que poderia ser ele no lugar daquele homem fez seu estômago revirar.

Até o momento não tinha tanta coragem de contar aos policiais que ele provavelmente foi o último a ver Michael vivo na noite passada, pois sua ficha criminal já tinha alguns delitos e com certeza seria um suspeito. Olhou de soslaio ambos conversando baixo enquanto esperavam para ir embora logo.

Vaggie que estava fora da sala entrou com um pen drive em mãos, havia sido responsabilizada de pegar as filmagens da noite passada e entregar aos policiais.

- Aqui tem filmagem da noite passada toda. Sinto muito pela demora. - Vaggie estendeu o pequeno objeto para a policial mulher que havia ali, ignorando totalmente o homem ao lado dela que havia estendido a mão antes.

A policial loira sorriu agradecendo, mas antes que guardasse no bolso Alastor se pronunciou.

- Tem certeza que são as filmagens corretas? Prefiro que vejam conosco aqui, apenas para ter certeza de que é o da noite certo. - sorriu olhando para Vaggie a vendo com raiva.

- Acha que não sou capaz de pegar a porra de um pen drive?! - Ddsse já pronta para ir pra cima de Alastor, mas foi impedido pela policial.

- Tenho certeza que ele não quis te ofender, Vaggie - falou Charlie se aproximando e colocando a mão no ombro da amiga.

- Não precisa disso, vamos ver se é isso que querem. - pegando Notebook que havia já sobre a mesa e conectando o pen drive ali.

Angel que antes observava ao longe se aproximou, pronto para ver o que havia acontecido, se ele aparecesse nas filmagens já estava pronto para dar qualquer desculpa de um namorado falso.

Conforme a mulher mexia nos arquivos, logo viu que quando abriu o vídeo, não havia nada, nada além de estática e um som alta de chiado por um bom tempo, e apenas no final aparecia o corpo já mutilado.

Ambos os policiais se entreolharam e a mulher guardou o pen drive, também pegando os papéis que estavam já separados olhando para eles.

- Vamos mandar isso para um especialista. A gravação foi alterada e isso dificulta o caso. Vamos voltar a sala das câmeras e ver se tem mais alguma coisa nas outras câmeras.

- O que? Mas como isso pode acontecer? Ninguém tem acesso àquela sala sem ser o diretor, e ele não está aqui! - exclamou Charlie assustada.

- Iremos investigar e encontrar quem faria isso, qualquer envolvido é um suspeito. - disse o homem que abriu a porta para já saírem.

- Acham que foi algum aluno? Que tem algo a ver com os desaparecimentos? - lerguntou Charlie apreensiva, pensar que algum lunático estava a solta lhe fazia se sentir mal.

- Isso não é assunto para vocês.

Ambos saíram da sala, deixando um grande clima nos que restaram. O primeiro a ir até a porta foi Angel, que não aguentava mais ficar ali.

- Eu preciso fumar, não sei o que vão fazer mas deviam aproveitar o dia sem aula.

O de cabelos brancos saiu pelos corredores indo para fora, assim que pisou do lado de fora tirou do bolso uma cartela de cigarros e um isqueiro, colocando logo um entre os lábios o acendendo. Estava um tanto abalado ainda, e precisava conversar logo com alguém para desabafar, e Cherri seria sua melhor escolha.

~|~

Charlie andava para o dormitório ao lado de Veggie, ambas caladas, mas o silêncio foi quebrado assim que entraram no quarto. Charlie trancou a porta e se virou rápido para a amiga.

- Eu quero a verdade! - disse se aproximando rápido da outra.

- O que? Charlie do que está falando? - perguntou confusa, vendo a loira chegar perto até de mais.

- Você viu algo? Ou sabe de algo?

- E porque eu saberia? - Vaggie tentou se afastar, mas Charlie continuava se aproximando.

- Você foi a noite falar com o Husk no dormitório, e o quarto dele é no andar de baixo onde aconteceu o assassinato. - falou apreensiva olhando todas as feições da amiga, tentando ver se tinha algum indício que ela mentia.

- Charlie eu fui ver o Husk não era nem uma hora da manhã! E eu só fui entregar os papéis que ele deixou na sala, a própria Niffty me pediu, e se fosse eu acha mesmo que teria te chamado para ir comigo? Você mesma recusou! - a de cabelos cinzas colocou a mão no rosto de Charlie, tentando a convencer da verdade.

Ambas ficaram assim por alguns segundos, até Charlie suspirar e abaixar o olhar, deu mais um passo a frente e abraçou a amiga deitando o rosto em seu ombro.

- Desculpa, eu só pensei que... poderia ter visto algo suspeito, algo que ajudasse. - Charlie ergueu o olhar ao sentir Vaggie acariciar seus cabelos. - Eu estou assustada, Vaggie. Quando eram sumiços não achava que era algo importante, mas agora, um assassinato, é demais para mim.

- Você sabe que eu contaria se tivesse visto algo, e não se esqueça que eu estou aqui com você, sou sua melhor amiga, Charlie. - Vaggie sorriu levemente, sentindo uma paz interior ao ver Charlie mais calma e sorrindo também.

Lentamente Vaggie levou a mão ao rosto de Charlie, a olhando nos olhos por alguns segundos, até aproximar os rostos juntando em um leve selinho.

~|~

Era já final de tarde quando Angel saiu dos dormitórios femininos e foi para fora, passou o dia todo com Cherri, contando tudo o que havia acontecido, contou da roupa que usou na apresentação, de como Valentino o tratou e principalmente do ocorrido antes da morte de Michael, detalhes não foram poupados, desabafou tudo o que podia para finalmente se sentir melhor, e Cherri o escutou, como sempre fazia, abraçou o amigo e ouviu tudo que ele tinha para falar. Angel nunca poderia reclamar da loira, ela sempre foi e sempre seria a melhor pessoa que ele já teve, claro, sua irmã também era maravilhosa para ele, mas não estava sempre quando ele precisava como Cherri estava.

Colocando o último cigarro que tinha na boca, Angel andava com as mãos nos bolsos do moletom vinho, vendo o sol começar a se pôr, entrou no dormitório e pegou o elevador para o último andar, assim que parou e se abriu, atravessou todo o corredor, indo para a porta que dava para o terraço, subindo alguns degraus abriu outra porta, vendo o enorme lugar totalmente sem ninguém, como sempre.

Andou lentamente até a beirada, se sentando e olhando o sol se pôr enquanto fumava, se perguntava quem fez aquilo, por que fez e como conseguiu fazer sem ninguém notar, sabia que aquilo era trabalho de alguém que havia feito isso muitas outras vezes, mas não imaginava quem naquela escola faria algo assim.

- Parece pensativo, Angel. - disse Alastor atrás de Angel.

O de cabelos brancos arregalou os olhos, se desequilibrado e quase despencando de 10 andares, se não fosse o garoto sorridente atrás dele o segurar pelo ombro rapidamente.

- Porra, Alastor! Quer me matar?!

-Talvez. - falou rindo logo se sentando ao lado de Angel.

Ambos continuaram calados, observando o sol se pôr lentamente, uma linda vista após um dia de tantos horrores, todos estavam estressados e assustados, eram apenas adolescentes que viram o quanto a vida poderia ser cruel, o quanto uma pessoa poderia ser doente. E naquele momento, Angel e Alastor eram apenas jovens pensantes vendo o sol se pôr.

- Não acho que isso combine com você. - Disse Alastor, sem olhar para o garoto ao seu lado.

- Esqueci que você não gosta de cigarros, desculpa. - Angel apenas apagou o cigarro na própria mão e o jogou longe.

Lentamente Alastor se levantou limpando as roupas.

- Não falei do cigarro. - Alastor sorriu.

Angel o olhou confuso, enquanto Alastor arrumava os óculos no rosto e dava as costas para ele.

- Mentiras não combinam com você, Angel. Você nunca soube mentir direito.

Angel arregalou os olhos, Alastor sabia de algo, Angel apenas não se deu conta de qual mentira o radialista tinha conhecimento.

Continua...



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