História How to Be a Heartbreaker - Capítulo 10


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Categorias Justin Bieber, Selena Gomez
Personagens Justin Bieber, Selena Gomez
Tags Jelena, Justin Bieber, Selena Gomez
Visualizações 323
Palavras 4.433
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 10 - É de idiotas que você gosta?



Justin Bieber POV. 
Domingo 

— Então, já conseguiu pegá-la? — a forma como ele sorri é a que me faz rolar os olhos e encarar Ryan ao meu lado. — Eu pensei que ela fosse acabar comigo ontem. — Chris gargalha e beberica sua cerveja. 

— Opa! — Ryan se intromete. — Ela é assustadora. Gostei! 

— Pois é! — rio sem jeito e encosto-me à madeira rígida, observando Ashley do outro lado do terreno, por trás da barraca do beijo. — Ela está mesmo naquela barraca? 

— Eu não vou falar nada, cara, sinceramente, nada! — Ryan parece nervoso, no entanto, começa a encarar o chão. — E ela ainda quer que eu tente entender. Minha namorada vai beijar um bando de marmanjos por cinco dólares, e eu tenho que entender e aceitar isso numa boa. — ele ri sarcástico, dando uma bela passada de olhos pelo lugar cheio de pessoas animadas. 

— Vocês terminaram? — pergunto. 

— Justin, se eu vê-la beijando outro cara, acaba tudo. Não me importo se é para ajudar as criancinhas. Eu não vou fazer papel de corno diante toda a universidade, nem mesmo pela Ashley. — ele se explica e encara a loura com cara de poucos amigos. Lucy está ao seu lado e ambas parecem conversar. — Estou aqui só para ver se ela cai na real, mas acho meio difícil sua prima se tocar. 

— Quer que eu fale com ela? — minha voz está embaraçada, porém não me importo. Noto que Chris presta bastante atenção em seu celular dourado. — Você sabe como ela é bobinha e não vê maldade em nada. 

— Não, irmão. Ela precisa perceber isso sozinha. Deixei claro que não aceito minha namorada beijando outros, se ela não se coloca no meu lugar, é melhor terminarmos. 

— Vocês são os reis do drama. — diz Chaz, aproximando seu corpo com rapidez. Ele come tacos de macarrão e transborda felicidade em sua feição de garotinho mimado. — Atravesse esse espaçamento e vá tirar sua namorada daquela merda de barraca. Fim de papo. 

— Acho interessante a forma como você acha que tudo é simples demais. — diz Ryan, cruzando seus braços e fitando minha prima coberta por roupa roxa. Saia roxa, uma mini blusa roxa e um fofo arco roxo em seus cabelos louros. — Vá arrumar uma namorada e para de dar palpite no meu relacionamento. 

— Vish, hoje ele está de mal humor. — fala Chris, guardando o celular no bolso de sua blusa xadreza azul. — Sua namoradinha chegou, Justin. A irmãzinha gata dela acabou de me mandar um torpedo dizendo que estão na barraca ao lado da roda gigante. 

— Você está mesmo trocando torpedo com a irmã mais nova da Selena? — questiono indignado. 

Embora eu conheça Christian e saiba que isso é do seu gene, não acho ideal que ele faça qualquer tipo de sacanagem com Julie, ainda que não tenhamos intimidade ao ponto de eu sequer ter a obrigação de defendê-la. 

— Cara, ela é a maior gata. E o melhor de tudo: ela é virgem. — ele ri malicioso e lambe os esboços de sua boca. — Eu preciso ganhar algo com essa aposta também, não acha? E você sabe, a melhor coisa do mundo é uma garotinha virgem. 

— Você não vale nada, cara. — Chaz quase berra e ambos os garotos batem suas palmas direitas, quase como se eles comemorassem algo. 

— Cansei de vocês. — rio e me afasto, andando de costas e passando minhas mãos para dentro dos bolsos. — Eu vou ir namorar um pouco. — debocho. — Sabem como é: a melhor coisa do mundo, para mim, são os dois lindos seios da senhorita “não me toque”.  

O trio ri alto, embora eu veja o mau humor evidente na expressão de Ryan, uma vez que o mesmo desvia seu olhar e encara Ashley rindo com suas duas amigas tão mais enfeitadas quanto a mesma. 

Ando por poucos minutos, encarando os lados repletos de pessoas, umas tão diferentes de outras. Crianças correm ao meu redor, impossibilitando de meus passos se intensificarem cada vez mais, ainda que eu procure Selena com os olhos tão arregalados quanto o sol forte de hoje. 

Assim que meus olhos encontram seu rosto fechado, eu sorrio para mim mesmo, me lembrando do último segundo que passamos juntos, sentindo o rubor forte espairecer por cima de suas bochechas inchadas, porém ainda assim, as mais lindas vistas por mim. 

Após encostar meu braço esquerdo por cima da madeira comprida e enfeitada, desperto sua atenção com uma arranhada na garganta. Seguidamente, digo em um tom irônico: 

— Oi, gata.   

Selena vira seu rosto e eu observo seus cabelos balançarem por cima do ar fresco. 

— Oi. — ela responde em um tom fechado, ainda que eu mantenha um sorriso em meus lábios. 

— Está linda hoje. — ela ri, mas não é de uma maneira meiga ou até mesmo grata, é quase como se ela estivesse tirando uma com a minha cara. 

— É meu visual de quem não lava o cabelo há três dias. — responde a garota, pegando o dinheiro de uma das crianças, proporcionando que a mesma adentre a barraca e pegue alguns pinceis. Seu corpo miúdo para à frente de um mediano telão branco. — O que faz aqui? 

— Eu disse que viria lhe ver. Esqueceu-se disso enquanto pensava no nosso beijo? — Selena ri e nega com a cabeça. — Eu não parei de pensar em você essa noite. 

— Cara, foi apenas um beijo. — diz ela, passando as mãos em seus cabelos compridos. 

— E que beijo, hein?! — brinco. — Eu não pensei que você beijasse tão bem. 

A curva de seus lábios se intensifica e ela sorri da maneira mais meiga que pode, inclusive, tenho a possibilidade de olhar em seus olhos por quase dez segundos. O contato visual que tínhamos foi quebrado pela voz fina de Alex. O mesmo me olha e bate sua mão na minha como um simples modo de saudação. 

— E aí, Justin! — ele ri e dá um pulo. 

— Fala aí, carinha do cabelo maneiro. — passo minha mão em seus fios louros e os bagunço com rapidez. 

— Selena, eu posso comprar ingressos? Callan irá à roda gigante comigo. — ele pergunta e a irmã se vira, caminha até a mochila preta perto de um dos telões brancos e recolhe uma nota de sua carteira de couro preto. 

— Não gaste tudo com besteiras, e não se esqueça de comprar algo para comer. — ela fala após entregar o dinheiro ao garotinho. Ele logo corre em direção contrária. — CUIDADO, ALEX! — Selena grita colocando suas mãos nos arredores da boca. 

— Você merece um troféu por ser a irmã do ano. — brinco com a morena, ela ri mesmo não tendo um pingo sequer de graça em minha piadinha. — Acho legal o relacionamento que você tem com seus irmãos. 

— Valeu! 

Ela se afasta por um tempo, fora orientar algumas crianças. 

Apesar de eu fazer parte da Highway, não me voluntariei a participar da feira anual de caridade, com os lucros voltados ao grande orfanato da cidade. As barracas ficam no terreno do imenso parque, o mais frequentado. Embora eu não sinta algo egocêntrico em mim, não me sentiria bem por detrás de uma barraca, ainda que sejam por bons e almejados motivos. 

— Então... Que tal almoçarmos juntos? — proponho, vendo-a me olhar por trás do ombro e arquear a sobrancelha direita. — Estou disponível até as dez. — ela ri. 

— O que fará depois? — Selena pergunta humorada. 

— Coisas de homem. — digo. — Sabe como é... — eu rio de volta, lambendo meus lábios posteriormente. — Podemos ter outro encontro hoje, mas se rolar um sexo, estará tudo bem, largo absolutamente todas essas merdas de homem.   

— Primeiro. — ela simula com a mão. — Não vai rolar sexo. — cruzo os braços, eu já esperava uma resposta como essa. — Segundo: eu estou livre só depois das seis, então se você quer marcar um encontro comigo ainda hoje, terá de ser paciente. 

— E você não pretende comer nada? 

— Tenho quinze minutos para almoçar, mas meu irmão me trouxe um sanduíche velho e uma latinha de Pepsi. Acho que consigo acabar com isso em cinco segundos. — ela soa irônica, mas isso para de me deixar irritado. 

— Adoro sanduíches velhos. 

— Eu não tenho a intenção de dividi-lo com você. — ela responde rindo. 

— E é por isso que eu tenho um plano “B”. — eu me afasto um pouco e entrego uma nota para um ruivo alto, recolhendo o algodão doce azul de suas mãos. — Me entupir de doces... — completo e como um pouco, soltando um gruído saboroso de minhas cordas vocais. 

Selena se inclina um pouco e puxa um bocado do doce, colocando-o em sua boca. 

— Amo algodão doce. 

— Eu também. — murmuro rindo. — Bom, eu vou dar uma volta... Passo aqui as seis. 

Giro meu corpo e, apesar de não olhá-la, sei que Selena está sorrindo. Descobrir o significado desse gesto é uma das coisas mais difíceis dentro dessa aposta, afinal de contas, ela é tão imprevisível e... Maluca, demais. 

Passam-se algumas horas e eu as gasto com Chaz, bebendo e vendo-o paquerar algumas garotas. A preferência do meu amigo sempre foi àquelas com lindos e grandes cabelos alaranjados. Em seu rosto há de ter inúmeras sardas amarronzadas, e é exatamente por esse motivo que Chaz permanece solteiro. 

 
Algumas horas depois 

— EU NÃO QUERO SABER. — Ryan grita e Ashley empurra seu corpo. 

— Não grita comigo, Ryan! — a loura aperta seus punhos e os bate no busto do namorado, ou ex, sei lá. 

— Você vai vir embora comigo agora. — ele puxa seu braço e a arrasta de trás da barraca, sendo alvo de um público assustado. 

— Ei, pega leve! — digo quando ambos se aproximam. 

— A gente vai embora, Justin. Amanhã nos vemos. — meu amigo me responde e eu olho para Ashley, vendo seus olhinhos brilharem devido ao choro preso. — Eu vou acabar com esse nosso namorinho. 

— Não... Por favor, não termina comigo. — ela suplica e eu começo a encarar o céu. Sei o quanto Ashley é apaixonada por Ryan, mas mesmo que ela seja minha prima, não concordo com o fato de a mesma ter aceitado beijar garotos por cinco dólares. — A gente briga, mas nós sempre ficamos bem, não é mesmo? 

— Vamos embora, Ashley. — ele a responde e larga seu braço, caminhando contra nossos corpos. 

Ashley corre em sua direção. 

— Vou te contar, sua prima é mais tola do que eu pensava. — olho para o lado e vejo Chaz com um burrito em suas mãos. Ele o abocanha e, logo mais, completa com a boca cheia: — Desde quando um cara vai aceitar ver a namorada beijando outros? Pior ainda... Por cinco dólares. — ele gargalha. 

— Eles que se entendam. Eu os conheço e sei que amanhã mesmo estarão se agarrando. — Chaz ri após ouvir-me respondê-lo. 

Está escurecendo e, por essa razão, sigo em direção à barraca ao lado da roda gigante, lugar onde Selena permanece desde o momento em que cheguei ao parque. 

Entretanto, ao pisar no gramado de frente à madeira, observando-a orientar mais algumas crianças, noto o tom cansativo em sua voz rouca e, ao mesmo tempo, nasal. O engraçado é que ela parece tão disposta. 

— E aí, gatinha? — eu falo e ela se vira assustada; observo tinta azul sobre sua bochecha, uma macha verde em sua roupa e algumas cores claras entre alguns de seus fios de cabelo. — Cheguei bem na hora, estou certo? 

— Dez minutos antes, ou seja, sente e espere. — ela diz e volta a dar atenção às crianças. 

Dessa vez, sentindo a impaciência exposta em minha mente, pulo o balcão e adentro à barraca iluminada por lâmpadas fluorescentes. 

Preciso fazer algo para não me sentir tão enjoado. 

O que uma aposta não me faz fazer...? 

— O que está fazendo? Não pode ficar aqui dentro, Justin. — ela xinga tentando não  gritar. 

— Posso sim, se eu pagar, certo? — recolho minha carteira do bolso do meu jeans preto e arranco duas notas da mesma, apoiando-as sobre o balcão de madeira. — Onde está meu telão, afinal de contas? Vou fazer uma maravilhosa pintura em sua homenagem. 

Selena ri e me entrega um pincel, logo apontando o indicador em direção ao último telão branco. 

— Será impróprio caso eu lhe pinte nua? — as crianças riem, mas Selena me olha irada. — Tudo bem, eu vou pintar outra Selena nua. 

— Meu Deus, como você é idiota. — ela gargalha e para ao meu lado. 

— Mas me diga, é de idiotas que você gosta? 

Ela balança sua cabeça e ri sem jeito, desviando o olhar e mordendo seu lábio inferior. 

— Tudo bem, foi mal, eu não vou mais deixá-la sem graça... Pelo menos, não por hoje. 

— Vá desenhar. Você pagou para isso. — em seu tom há deboche, creio eu que tenha dito dessa forma apenas por saber que só crianças pagam por isso. 

Notando a seriedade em sua feição e jogo tinta azul sobre o papel, sentindo que algumas crianças me olham agora.   

Então, Selena se inclina um pouco e... Digna bunda, Selena, como eu não havia te notado antes? 

Logo mais, vejo-a dar atenção a um garoto mediano, o mesmo conserta seus óculos e morde os lábios enquanto mantém contato visual. 

— Ei, minha filha, dá para parar de dar mole para garotos e vir dar atenção aos clientes? — eu digo alto, arrancando a atenção dela e a do garoto. O mesmo aprofunda seu olhar para poder me encarar melhor. — Eu não estou satisfeito. — cruzo meus braços e ela encara o papel branco ao meu lado... Intacto. 

Selena deveria saber que estou nessa merda para poder ficar mais tempo com ela, carinha nenhum vai atrapalhar isso. 

A morena anda em minha direção e respira fundo um pouco antes de sorri cinicamente. 

— O que você quer? — pergunta-me impaciente. 

Ah, você acha que eu me importo com sua falta de humor? 

— Eu quero atenção. Foi para isso que eu aluguei um boliche para nós dois, não acha? — ela cruza seus braços, não está contente por eu ter jogado isso em sua cara. Ainda assim, eu rio, esperando que ela acabe rindo de volta. 

— Eu não sei se você notou, mas eu estou meio que trabalhando. — nenhum músculo de seu corpo se move além dos lábios enrugados da garota. Inclusive, acho que ela quer me matar nesse mesmo segundo. — Não tenho por que dar credibilidade apenas para você. 

Viro meu rosto e mexo minha mão esquerda, passando a ponta do pincel sobre a tinta azul. Ela ainda está me olhando, mas pelo meu ato rápido, seus olhos se arregalam e ela descruza os braços, esperando com que eu termine o que acabara de fazer: passar o pincel com tinta sobre sua boca, desenhando uma curva em seus lábios, seguindo quase em direção às orelhas por baixo de seus cabelos soltos. 

As crianças riem alto, enquanto ela permanece me olhando. 

— Você fica bem melhor sorrindo. — quebro o gelo que há entre nós. 

Selena engole o seco e dá dois passos. Suas mãos pegam o vidro de tinta azul e eu já espero o que está por vir. Sobretudo, ela volta a me olhar e, em um movimento rápido e, até mesmo brusco, a tinta é despejada por cima dos meus cabelos. Sinto o líquido (não tão ralo) escorregar pelo meu rosto e pingar sobre o chão de terra. 

— Azul cai bem em você. — a garota diz esnobe, as pessoas riem e eu apenas assinto com a cabeça. 

— E sabe o que fica bem em você? Preto. — rapidamente caminho até o vidro com tinta preta, jogando-o em seu rosto, rindo junto com as crianças. 

— Você não deveria ter feito isso. — seu tom é grosso, eu fico até com medo... Fala sério. 

— GUERRA DE TINTA! — berro e é nesse momento que eu vejo as cores voarem diante meus olhos. 

As crianças gritam e riem, enquanto sujam umas as outras. Eu estou mais focado em Selena, vendo-a gargalhar e tentar jogar tinta em mim mais uma vez.     

A brincadeira não dura muito, pois logo ouvimos a repreensão de nossa diretora. As crianças saem da barraca e eu e Selena recebemos nossa punição... Sermão que dura quase por trinta minutos. 

Blah, blah, blah! 

Quando saio de dentro da barraca, vejo meus amigos virem em minha direção. Selena para ao meu lado e eu posso ver seu rosto escuro, completamente sujo por tinta preta. 

— Então, Justin... Você pinta com meu pinto? — debocha Chaz... Começou as piadinhas. 

— Como você é engraçado, Chaz, estou até chorando uma lágrima. — ele ri junto a Chris e se manda logo depois. — Preciso renovar minhas amizades. 

Nós começamos a andar; o parque está ainda mais cheio. As luzes dos brinquedos deixam tudo bem mais bonito, eu consigo ver o brilho dos olhos de Selena. Ela está linda, apesar dos apesares. 

— Você está parecendo um Smurf. — ela começa um assunto. 

Levando em consideração, talvez faça sentido, já que me encontro coberto por tinta azul. 

— E você está parecida com um Walking Dead. — Selena gargalha alto e joga sua cabeça para trás. 

— Não acredito que me fez fazer isso. — ela abraça seu corpo enquanto caminhamos. — Essa foi a coisa mais radical que eu já fiz na minha vida. 

— Uau, então eu acho que você precisa de diversão. Estou começando a achar que não entrei em sua vida por acaso. Convenhamos, eu sou incrível. 

— Você é a pessoa mais modesta que já conheci. E ouça, eu conheço muitas pessoas, sou uma conhecedora... Me pagam para conhecer. — gargalho junto a sua risada engraçada que agora exala todo o ambiente aberto em que passamos. 

— Fazemos um lindo casal. 

— Então quer dizer que agora somos um casal? 

— Palavras da Ashley. — eu dou uma profunda pausa e percebo que acabamos de sair do parque. — Ela adorou você, e pode acreditar isso é incomum.  — Selena me olha agora. — Ela nunca gosta das minhas namoradas. 

— Então quer dizer que agora eu sou sua namorada? 

— Não precisamos de um rótulo, não concorda comigo? 

— Eu odeio rótulos. 

Vejo meu carro estacionado no final da rua. Selena para de andar e eu a encaro completamente confuso. 

— Eu te levo para casa. — tento convencê-la a entrar no meu carro, já que isso não dá muito certo. — Não vou tentar nada. 

O caminho foi silencioso. Ela parecia sem jeito ao meu lado e eu comecei a me perguntar se isso tudo é fruto de um constrangimento causado desde a noite de ontem, depois de eu, nitidamente, beijá-la. 

Eu paro o carro e Selena me encara confusa. 

— Eu não moro aqui. — diz ela. 

— Eu sei, eu menti para você... Não quero entregá-la aos seus irmãos parecendo um personagem zumbi de uma série. 

— E o que pretende fazer a respeito? Me dar um banho no banheiro da sua casa? 

— Não tenho por que te dar tanta credibilidade. — sou esnobe e logo abro a porta do carro, descendo do mesmo e seguindo até a casa imensa à frente. Embora Selena não fale nada, sei que a mesma está me seguindo. 

Após chegarmos à parte detrás da casa, desabotôo minha calça e a escorrego por minhas pernas. Posteriormente, arranco a camisa e pulo na piscina, vendo a tinta azul fluir pela água já movimentada. 

Quando chego à superfície, eu vejo Selena parada ao lado das minhas roupas. 

— A água está demais, você deveria pular também. — eu falo alto e meus dentes batem um ao outro. 

Menti para ela, essa porra está gelada pra cacete. 

— Você quer mesmo que eu adentre? — ela parece surpresa. 

— Vai ficar me assistindo nadar? — eu pergunto óbvio. 

Selena cede depois de alguns segundos. Vejo-a tirar sua calça jeans suja, revelando sua calcinha preta, não tão grande, não tão pequena. 

Suas mãos são prensadas à barra de sua blusa larga, eu a vejo subir a peça e soltá-la ao lado das minhas. Encaro bem seu corpo, esses seios são maiores do que eu pensava. 

— Por que não tira o sutiã? Vai se sentir melhor. 

— Nem nos seus sonhos. — ela pula na água depois de responder-me. 

Quando Selena sobe à superfície, noto que seu rosto não está mais sujo, a água limpara rapidamente, assim como deixara escorrer a tinta por cima da piscina, sujando o líquido cada vez mais. 

— Só para constar... Nos meus sonhos você já fez até mesmo um strip-tease. — Selena ri e joga água sobre meu rosto. Sinto a mesma apossar meus olhos; os mesmo ardem no mesmo momento. — Você fica linda molhadinha, sabia disso? 

— Pare de usar duplos termos. — balanço meus ombros e me abaixo um pouco, deixando a água tocar meu queixo trêmulo. — Justin... Por que está tão interessado em mim? 

Engulo o seco ao terminar de ouvir sua pergunta. Eu poderia dizer várias coisas, dar a ela várias desculpas. Creio eu que até as esfarrapadas colariam nesse caso, mas eu, mesmo sendo um mentiroso incurável, não consigo encarar Selena e não parecer um idiota enquanto minto. 

Então, com uma voz rouca e sem quebrar o contato visual, eu a respondo: 

— Há sempre pessoas especiais nas ruas... Creio eu que você seja uma delas. 

Ela sorri e é o sorriso mais lindo que já vi. 

Aproximo nossos corpos. Selena está tremendo; seus lábios estão roxos e acho que os meus estão da mesma forma. 

Ela pisca calmamente e para suas mãos por cima dos meus ombros. Acho engraçada a forma como nossos corpos estão por baixo da água gelada. Seus cabelos, mesmo jogados para trás, deixam com que uma mecha caia por cima de seus lábios. Eu sinto a mesma sensação que senti quando a beijei no carro, entretanto, levo minha mão direita em sua bochecha esquerda e a deslizo até seus lábios arredondados, tateando-os logo em seguida. 

— Está pensando no quê? — pergunto, pois estamos em silêncio há quase dois minutos. 

— Que eu não quero que essa noite termine sem você me beijar antes. 

Sorrio de lado e, após acariciar seus lábios novamente com meu polegar, aproximo meu rosto e a beijo outra vez, sugando-a para mim, sentindo Selena abraçar minha nuca e impulsionar seu corpo um pouco para cima. Eu envolvo sua cintura em meus braços, ela está cheirosa, apesar do dia longo. 

Quando cortamos o beijo, colo nossas testas uma na outra e sorrio ao vê-la me olhar. 

Então, ouço um barulho e vejo um dos cômodos da casa se iluminar. Me assusto no mesmo segundos e solto Selena com pressa. 

— Temos que ir. Os donos chegaram. — nado até a escada e subo a mesma rapidamente, vendo Selena fazer o mesmo. 

— O quê? Você não mora aqui? — ela parece amedrontada em saber que estamos na casa de pessoas que não conhecemos. 

— Por que achou que eu morasse aqui? 

— Sei lá, talvez porque você entrou como se fosse o dono de tudo. Tirou as roupas e pulou na piscina como se mandasse. É um bom motivo? — ela está vestindo sua calça com dificuldade, já que seu corpo se encontra molhado. 

— Não importa, vamos embora. 

Coloco minha camiseta e puxo Selena com rapidez, após vê-la já vestida. 

— O dono dessa casa é maluco, se ele nos vir, ele nos queimará vivos. — assim que falo, Selena gargalha, ela não parece mais o tipo arrogante. Está rindo muito hoje, embora tenha estado séria em alguma das partes. 

— A única pessoa maluca aqui é você. 

Abro a porta do carro e adentro-o, observando Selena fazer o mesmo. Assim que ligo o veículo, piso no acelerador e dou a partida até o final da rua, sem sair do quarteirão. Pisco os faróis e aperto o botão ao lado do imenso portão dourado de grades. 

A voz por trás do aparelho soa rouca. É Henry. 

— Quem gostaria? 

— É o Justin! 

— Tudo bem, senhor Bieber. Mandarei abrirem os portões. 

— Só, “Justin”, Henry. — xingo-o. — Sem formalidade. 

Selena está calada, então, todavia acabo com o silêncio. 

Os portões são abertos e eu volto a pisar no acelerador, adentrando com o carro para dentro do imenso terreno. 

— Essa é a sua casa? — Selena pergunta após se inclinar na porta e colocar sua cabeça para fora da janela. — Meu Deus, eu acho que estamos na casa do Michael Jackson. Olha o tamanho desse lugar. 

Paro o carro após dar a volta na fonte. Arranco a chave da ignição e me mexo um pouco. A garota encara a casa branca com algumas luzes acesas. 

— Sua casa faz lembrar que a minha parece um pequeno buraco. — eu rio de seu comentário, pois Selena está séria e com seus olhos arregalados. 

— Eu prefiro a sua casa. — respondo rindo, virando meu corpo para encará-la melhor. 

— Você não sabe o que diz. Pessoas ricas nunca sabem o que dizem. — ela ri e me olha agora. 

Eu me inclino um pouco e a beijo novamente, recolhendo seu rosto com minha mão direita. Selena sorri entre o beijo e morde meu lábio, fazendo-me gruir em reprovação. 

— Justin? — quando ouço sua voz desgastada, me afasto um pouco de Selena e encaro a mulher baixa perto da porta central. 

— Droga! — resmungo baixo e Selena me olha. — Eu achei que ela já estivesse dormindo. — penso alto. — Ouça, não ligue para nada que ela disser, ok? Às vezes minha mãe é inconveniente demais. 

— Sua mãe? — ela parece nervosa, mas não estressada. 

— Quem está aí com você? — Pattie pergunta alto e cruza os braços devido ao vento forte que acabara de tocar sem corpo miúdo e frágil. 

Abro a porta do carro e desço do mesmo. Selena permanece por alguns segundos a mais dentro no veículo, mas logo eu a vejo ao meu lado. 

— Boa noite. — mamãe fala quando nos aproximamos. 

— Mãe, essa é Selena... Ela é uma amiga minha. — Selena sorri e se encara toda. — Selena, essa é minha mãe Pattie. 

— Eu queria poder abraçá-la, mas estou molhada... — mamãe ri da garota ao meu lado e assente com a cabeça. — É um prazer conhecê-la, senhora. 

— O prazer é meu. — Pattie responde e sorri gentil. Ela é receptiva, apesar da dupla personalidade; uma rígida e outra um tanto meiga. Ela é apenas “culta” demais e isso me incomoda. — Entrem, está frio aqui fora. 

— Não, é que... — Selena gesticula com os braços e tenta dizer algo, mas falha. Sua voz sai embaraçada e ela gagueja. — Justin ficou de me levar embora, então eu acho melhor irmos antes que eu comece a falar idiotices e acabe estragando tudo. 

Eu rio e encaro meus pés. 

— Eu insisto. Estou curiosa sobre você. Afinal, Justin quase nunca traz garotas aqui. — Pattie sorri de uma maneira sarcástica. Começou! — Denise fez o jantar, tenho certeza que está uma delícia. Entrem! 

Pattie gira seu corpo e caminha para dentro da casa. 

— É melhor entrarmos ou ela te odiará por isso. — sussurro baixinho, vendo Selena me olhar séria e bufar logo em seguida. 

— Obrigada por isso, Justin, com certeza é o melhor quarto encontro de todos. — debocha ela. — Inclusive, sua mãe vai me odiar essa noite. 

— Ela só é... — estremeço um pouco, logo fecho a posta após adentrarmos. — Relaxe, ela é legal na maioria das vezes. 

Ela balança a cabeça e sorri... É, eu estou meio que gostando desse sorriso. 


Notas Finais


Olá, gente!
Eu notei que minha escrita parece MUITO diferente nessa história. E que ela melhorou bastante desde então. Sério, eu estou morrendo de vergonha, porque a escrita me soa tão forçada e terrivelmente ruim. De toda forma, a vida que segue. E como prometido, mais um capítulo hoje. E o próximo será publicado na sexta.
Obrigada pelos comentários.
Beijos


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