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História How to date a Monster - Capítulo 3


Escrita por: Ghostgirlmind

Notas do Autor


Voltei! Atrasei um dia, desculpa! Com a páscoa passei o dia ajudando minha mãe, que é confeiteira, a embalar ovos de páscoa para entrega, demorou bem mais do que eu esperava, então achei melhor postar hoje de tarde para manter o horário de sempre.
Enfim, boa leitura.

Capítulo 3 - I still hate you


 

How to date a Monster

 

 

Capítulo 3 – I still hate you

 

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Narrador POV’s on

 

 

 Izaya suspirou encarando as últimas mensagens recebidas em seu celular, no dia anterior, domingo. Estava preocupado com Shizuo estudando sozinho todo o final de semana, então perguntou se ele queria ajuda, já que as provas começariam segunda, no caso, hoje.

“Você não tem que vir aqui o tempo todo” –10:07

“Eu me viro” – 10:07

“Eu ainda te odeio” – 10:08

 A última em especial apertava seu peito, era verdade, sempre soube... Mas nunca deixou de machucar. A facilidade como ele dizia isso lhe incomodava, acaba dizendo também, mas sempre em tom de brincadeira, diferente de Shizuo, que sempre lhe ofendia ou lhe rejeitava facilmente.

 Sentiu seus olhos arderem e logo sua visão estava turva das lágrimas, continuou deitado em sua mesa, encarando o celular ao máximo que podia, precisava ler aquilo até não se sentir mal com isso, seria ruim se Shizuo soubesse que conseguiu lhe magoar.

 Tudo bem que havia feito tudo do jeito errado, mas era por desespero, por não ver nenhuma possibilidade dele aceitar um namoro tendo a opção de não aceitar, queria acreditar que podia usar a oportunidade criada para se aproximar dele de verdade, e parecia estar funcionando... Até sexta de noite, quando mandou uma mensagem para ele e foi ignorado, no sábado a mesma coisa, mas deduziu que ele estivesse ocupado estudando, no domingo tentou de novo e era assim que era tratado.

 A verdade era que Shizuo o via como um inimigo, uma ameaça, não importava o que fizesse, ele sempre acabaria chegando a conclusão de sempre “É o Izaya, ele não presta”.

— Izaya, você está chorando? – Kadota de aproximou surpreso.

 O viu guardar o celular no bolso e enxugar as lágrimas com as mangas do uniforme, sorrindo para si.

— Eh? Você está alucinando? Isso é ruim Dotachiin...– Forçou.

 Kadota estava e choque, o viu levantar e sair da sala. Sequer sabia o tipo de coisa que o faria chorar, não tinha a menor noção do motivo e nem tinha coragem de insistir até ele contar.

 Izaya respirou fundo entrando na sala de Shizuo, ele ainda não estava ali, sentou no lugar dele pegando seu canivete gravando na mesa “Eu também te odeio, Shizu-chan <3” e sentando-se na mesa cobrindo sua declaração, guardando o canivete e esperando pacientemente ele chegar.

 O Heiwajima entrou na sala atrás de Shinra, parando ao vê-lo em sua mesa, respirou fundo tentando manter a calma. Havia pensado muito sobre ele no final de semana, no final não conseguiu chegar a uma conclusão diferente da habitual, ele estava usando a desculpa do namoro para perturbá-lo sem consequências, claramente era uma provocação, queria que o loiro começasse a acreditar nele e então teria mais isso para zombar da sua cara a qualquer momento, isso o irritava.

 Mas na escola estavam namorando, talvez suportasse isso por um mês, no máximo, talvez fosse o bastante para desfazer a imagem de rivais que todos tinham deles. Se aproximou o vendo sorrir de canto, o sorriso provocativo de sempre.

— Bom dia, Shizu-chan. – Izaya sorriu o vendo colocar a mochila e se sentar na cadeira.

— Bom dia, Izaya. – Resmungou.

— Conseguiu estudar para as provas? Eu fiquei preocupado, você não quis a minha ajuda. – Disse em tom magoado, deslizando o indicador no rosto dele.

— Sim, está tudo bem. – Shizuo disse.

 Viu o moreno se inclinar e aproximou os lábios dos dele, os tocando brevemente, o bastante para o seu coração acelerar e se sentir um idiota manipulado. Izaya desceu encarando o loiro, aproximando os lábios de sua orelha.

— Eu vou te odiar de volta se você prefere assim. – Sussurrou mordendo-o levemente antes de se afastar.

 Shizuo o seguiu com os olhos arregalados. O que ele quis dizer com aquilo? E aquele tom... Parecia magoado? Virou-se para a sua mesa lendo a mensagem, suspirou frustrado, era sobre a sua última mensagem, só não sabia dizer se ele estava encarando como mais uma briga ou se estava realmente magoado e agora usava a raiva para lhe alfinetar de volta... Não sabia de mais nada.

 Por que se sentiu tão culpado depois de ter enviado a maldita mensagem? Era algo que sempre falou para ele e nunca se sentiu mal por isso. Tinha quase certeza que estava sendo manipulado, mas uma parte sua continuava jogando na sua cara o que ele havia dito antes, Izaya disse que gostava dele, na hora não pareceu mentira, mas tinha medo de acreditar, era muito mais provável que fosse uma farsa também.

 

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 Era intervalo, Shizuo levantou seguindo Shinra, apesar de não estar ouvindo uma palavra do que ele dizia, sabia que era algo sobre Celty, mas não estava concentrado o bastante nisso agora, estava com sono, havia dormido bem tarde estudando pelo material feito por Izaya.

 Subiram para o telhado, como já havia se tornado rotina, o loiro viu Kadota sentado almoçando e Izaya apoiado na grade de segurança, apreciando a brisa fraca enquanto observava o movimento no pátio. Mas não tinha o sorrisinho irritante de sempre de quem está julgando as pessoas de cima, tinha um olhar entediado e parecia frustrado, irritou-se consigo mesmo por ir na direção dele, se apoiando na grade também.

— O que é? – Izaya perguntou sem olhá-lo.

— Nada, só achei estranho você com essa expressão estranha. – Disse.

— Ah, desculpa, eu saí do papel por um momento, assim está melhor... Shi-zu-chan? – Sorriu provocativo o puxando pelo blazer azul aberto.

 Shizuo o encarou irritado, ele insistia em usar aquele apelido, mas por algum motivo, não teve vontade de se afastar quando ele lhe puxou para baixo, aproximando seus rostos, sentia a respiração dele em seu rosto, mas o que o chocou foi o olhar triste, viu as sobrancelhas franzindo e jurou que ele fez cara de choro por um instante encarando sua boca, antes de fechar os olhos e rir baixo, o olhando com os olhos provocativos de sempre. O problema é que não conseguiria apagar aquela expressão de sua mente, e por algum motivo, não saber o motivo dela o incomodava.

— O que foi, pulga? Amarelou agora? – Sorriu provocante, aproximando-se e falando contra os lábios dele.

— Eh... O Shizu-chan quer tanto assim me beijar? – Sorriu de volta mordendo o lábio inferior o olhando malicioso.

— Mas que porra... – Kadota murmurou olhando em um misto de choque, confusão e constrangimento.

 Estava falando com Shinra, e de repente, quando olhou para o lado estava assistindo uma cena de pura tensão sexual, estava começando a temer que eles fossem simplesmente esquecer dele e de Shinra ali. Francamente, não estava interessado em assistir esse tipo de coisa.

— Por que você é tão irritante? – Shizuo sussurrou acariciando o rosto macio.

— Eu sou? Parece que você gosta. – Sussurrou na orelha dele, afastando-se e abrindo um botão da camisa social, sabia que ele odiava quando fazia isso do nada.

— Er... Kadota, acho melhor a gente sair daqui. – Shinra sussurrou o vendo concordar.

 Pegaram seus lanches e saíram de fininho, mesmo suspeitando que se saíssem batendo a porta eles nem notariam.

— Por que você está fazendo isso? É divertido me ter na palma da mão sem poder quebrar a sua cara? – Shizuo perguntou.

 O moreno riu divertido, mordendo seu queixo levemente, o vendo soltar o ar que sequer notou ter segurado.

— Você não acreditou mesmo na minha declaração, não é? Tudo bem por mim, se quiser acreditar que isso tudo é só para te perturbar, vá em frente... Mas acha mesmo que eu estaria disposto a te beijar só por brincadeira? – Sorriu.

 Shizuo o encarou fixamente, ele não parecia mentir, mas não conseguia realmente acreditar que alguém como Izaya conseguiria se apaixonar, e muito menos por quem vivia brigando com ele... Mas ao mesmo tempo, não fazia muito sentido deduzir que era só por brincadeira, se ele lhe odiasse seria um pesadelo beijá-lo.

—Pensei que você me conhecesse melhor, Shizu-chan... Estou decepcionado! Eu gosto de te ver perdendo o controle por minha causa, qual a graça de te impedir com esse plano? – Fez cara de mágoa e o loiro revirou os olhos.

— Só não dá para acreditar nisso... Você me amar... É meio absurdo. – Falou hesitante.

— Não ligo se você acredita ou não, eu só quero te beijar quando eu bem entender, se quiser descontar sua raiva na minha boca eu agradeceria, monstro. – Sorriu deslizando os dedos nos lábios dele, sendo observado por olhos irritados e ao mesmo tempo, curiosos.

 Shizuo o segurou pela cintura notando o quanto era fina, apertou-a gostando da sensação de como seria fácil parti-la no meio, tomou os lábios macios o forçando a entreabri-los, explorando sua boca sem a menor delicadeza, dificultando até para o moreno corresponder.

— Mm! – Izaya gemeu abafado pelo beijo.

 Gostava dessa sensação, a intensidade de Shizuo era sempre fascinante para si, jamais perderia a graça, teve vontade de sorrir se perguntando se ele estava tentando lhe devorar ou lhe sufocar, chegando a conclusão de que ele não havia decidido esperava para ver o que viria primeiro, partiu o beijo respirando ofegante assim como ele, desviando de um segundo beijo, levando o indicador aos lábios do loiro.

— Temos prova daqui a pouco. – Izaya lembrou o vendo suspirar e assentir.

 Pareciam ter pensado na mesma coisa, e foi o que aconteceu. “Mais um desses e eu perderia o controle” – Pensaram aliviados por não terem que sair dali com um problema nas calças. Izaya se sentou e o loiro fez o mesmo, de frente para ele.

— Se você quiser, eu ainda posso te dizer que te odeio. – Izaya sorriu.

— Acho que faz mais o seu estilo. – Shizuo rebateu.

— Shizu-chan... Eu te odeio~ – Sorriu o moreno, o vendo corar.

 O loiro engoliu em seco tentando ignorar seu coração disparado, não conseguia controlar quando ele sorria de verdade.

— Que pervertido! Quem reage assim a uma declaração de ódio? – Izaya provocou.

— Você reage. – Sorriu e o viu parar para pensar.

— Bem, as coisas que você diz para me ameaçar soam com duplo sentido na minha cabeça. – Izaya disse o vendo começar a rir, sorriu.

— Tipo o que? – Shizuo o olhou desafiador, o vendo corar.

— Tipo “se eu te pegar vou te quebrar no meio”. – Corou mantendo o sorriso de canto para diminuir a vergonha.

— Que mente poluída... Nem me surpreendo. – Shizuo disse suspirando.

 Izaya riu.

 

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Izaya POV’s on

 

 

 Parei nos armários, assim que troquei de sapatos, não dava para ir embora ainda, estava chovendo e estou sem guarda chuva, me encostei no meu armário tirando o celular do bolso, eu havia acabado a prova meia hora antes... O Shizu-chan ainda está na sala ou saiu primeiro?

 Suspirei encarando meus pés. Ele não me odeia de verdade, não é? Como poderia beijar alguém de odeia daquele jeito? Talvez ele só não saiba expressar nada sem violência, é um monstro, era de se esperar.

 Tudo bem, eu posso aguentar mais insultos e declarações agressivas, tudo bem usar o “eu te odeio” no lugar do “eu te amo”. Quem sabe ele não entenda os meus sentimentos no futuro... Estamos namorando, podemos nos conhecer de verdade agora e aí sim ele vai poder decidir se realmente me odeia ou se retribui.

— Ainda aqui? – Shizuo se aproximou, ganhando a atenção dos olhos castanhos.

— Sim, vou esperar a chuva passar. – Falei o vendo abrir seu armário e trocar de sapatos.

— Eu trouxe o meu, você vai comigo. – Não sugeriu, ele avisou.

 Sorri ao concluir que ele conseguia soar hostil até oferecendo ajuda.

— Sim senhor~ – Provoquei.

— Se me irritar eu te largo na chuva e vou sozinho. – Avisou me olhando desconfiado.

— Tudo bem, eu não planejava isso mesmo. – Menti.

 Mas eu iria provocá-lo sutilmente, não perderia a chance. Fui com ele, ele pegou um guarda chuva azul, abrindo. Segurou a minha mão, senti meu rosto esquentar um pouco e desviei o olhar para ele não notar, mas pelo riso dele, ele notou. Saímos da área coberta, atravessando o pátio, sendo olhados pelas pessoas que também estavam saindo, ainda era muito estranho nos ver juntos daquele jeito, eu entendo o choque.

— Você está me irritando. – Shizuo soltou.

 Deixamos a escola, seguindo a passos calmos em direção à minha casa.

— Por quê? – Sorri, incrédulo.

— Você está agindo como uma pessoa normal agora. – Shizuo me olhou desconfiado.

— Eu sei que eu pareço um Deus, mas eu sou humano, Shizu-chan. – Ri satisfeito com o revirar de olhos dele.

— É difícil acreditar que exista humanidade em você. – O loiro me disse.

— Cruel. – Suspirei, mantendo um sorriso de canto.

 

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Narrador POV’on

 

 

 Caminharam em silêncio por algum tempo, Shizuo olhava de relance para o informante, notando cada traço do rosto dele e achando, surpreendentemente, mais atraente. Talvez o fato dele estar de boca fechada ajudasse nessa percepção.

— Como foi na prova? – Izaya perguntou.

— Eu acho que bem... E você? – Shizuo perguntou hesitante.

— Fui bem, claro. – Sorriu de canto.

— Você devia parar de ser tão convencido. – Shizuo brincou.

— Por que eu faria isso? É um dos meus charmes. – Izaya rebateu sorrindo em provocação.

— Fico surpreso de você achar que tem algum charme. – Shizuo provocou.

— Claro que eu tenho, você só não quer enxergar. Ainda. – Izaya sorriu sinceramente.

 O loiro se calou, surpreso com a afirmação honesta dele. Ele andava lhe mostrando um lado mais honesto desde a ameaça do namoro... Só não sabia se era realmente uma boa ideia acreditar nele, mas uma coisa era inegável... Ele era muito convincente, ao ponto de lhe fazer querer acreditar. A chuva diminuiu a intensidade, até parar por completo, fazendo o loiro fechar o guarda-chuva.

— Digamos que a sua confissão seja verdadeira... Como se apaixonou por mim? – Shizuo perguntou, hesitante.

 Se fosse tudo uma mentira, isso ficaria óbvio agora.

— Interrogatório? Assim, do nada? – Izaya brincou.

— Só... Responde. – O olhou sério.

 O moreno suspirou, decidindo dizer de uma vez.

— Desde o início do ano, eu comecei a te observar quando você chegava na escola com aquela expressão de raiva, me perguntava o motivo... Aí você surtou algumas vezes e eu vi a sua força. Aquilo foi... Incrível, meu coração disparou e eu me lembro de sorrir vendo você jogar uma cadeira pela janela. Eu descobri que Shinra era seu amigo e comecei a pedir para ele nos apresentar, eu te achava interessante, era um desperdício não sermos próximos... Shinra me enrolou por um tempo, mas ele nos apresentou. – Izaya sorriu, seus olhos brilhavam e encarava o caminho, sem olhá-lo.

 O loiro ficou sem palavras, não restavam dúvidas, aqueles olhos brilhantes diziam tudo. De repente notou que o seu coração estava disparado, suspirou tentando se acalmar, engoliu em seco, voltando ao normal. Izaya subiu em um muro baixo, equilibrando-se e ainda segurando a mão dele. O loiro olhava para cima, estranhamente fascinado por ele.

— Minha vez de perguntar. Por que você me odiou de cara? – Izaya perguntou, firme.

— Eu senti. – Disse sem graça.

— Sentiu? Como assim? – Izaya perguntou curioso.

— Não sei! um instinto, ou algo assim! Senti que você era perigoso, senti que deveria me manter longe de você. – Shizuo resmungou, sem graça pelo próprio motivo.

— Ah, que fofo... Um verdadeiro monstro~– Izaya provocou.

 Em resposta, Shizuo puxou-o pela mão, o fazendo desequilibrar do muro, caindo em sua direção, em um movimento rápido, o segurou em um abraço. Izaya começou a rir e logo o loiro fez o mesmo, encararam-se, cessando o riso, vendo o brilho nos olhos alheios. Um miado fez os dois saírem do transe, olhando em volta.

 Izaya viu uma caixa de papelão encharcada e se aproximou trazendo o loiro consigo, viram dois gatinhos filhotes, totalmente molhados, miando. Não podiam adotar, mas queriam fazer algo.

— Na rua de trás tem uma moça com vários gatos. – Izaya sugeriu.

— Certo. – Pegaram os gatinhos, mudando um pouco o trajeto.

 Os deixaram na calçada em frente à casa da mulher, voltando a caminhar em direção ao seu destino.

— Acho que eles vão ficar bem. – Shizuo disse notando o olhar hesitante do moreno.

— É, acho que vão. – Sorriu.

 Continuaram andando mais um pouco, chegando à casa de Izaya, parando na porta.

— Obrigado por me trazer, Shizu-chan. – Sorriu.

— Tchau. – Shizuo o roubou um beijo, deixando Izaya em choque.

 Virou-se e saiu, deixando o moreno tocando os próprios lábios com o coração na mão. Shizuo lhe beijou? Por vontade própria?

 


Notas Finais


Um cap um pouco mais sério para variar, me digam o que acharam nos comentários! Vejo vocês domingo.


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