História How to Save a Life II: Doctors Unite - Capítulo 17


Escrita por:

Postado
Categorias Grey's Anatomy, The Originals, The Vampire Diaries
Personagens Aurora de Martel, Caroline Forbes, Damon Salvatore, Davina Claire, Elena Gilbert, Elijah Mikaelson, Enzo, Hayley Marshall, Joshua "Josh" Rosza, Katherine Pierce, Klaus Mikaelson, Kol Mikaelson, Lucien Castle, Malachai "Kai" Parker, Personagens Originais, Rebekah Mikaelson, Rose-Marie, Stefan Salvatore, Tristan de Martel
Tags Caroline Forbes, Delena, Grey's Anatomy, Klaroline, Klaus Mikaelson, Romance, The Originals, The Vampire Diaries
Visualizações 298
Palavras 4.212
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi oi genteeeee <3 Tudo bem com vocês? Espero que sim! Prontos para o capítulo??

Tradução do título: "Nunca Deixe-me Ir"

Capítulo 17 - Never Let Me Go


Fanfic / Fanfiction How to Save a Life II: Doctors Unite - Capítulo 17 - Never Let Me Go


"[...] Sem oxigênio, mal consigo respirar
Meu pecado mais escuro, você ergueu a libertação
E é tudo por causa de você, tudo por causa de você
Eu não sei o que é, mas você me puxou para dentro
Ninguém se compara, nunca poderia nem começar
A me amar como você ama, e eu não quero que eles amem

Porque ninguém vai me amar como você
[...]

Eu não quero mais nada
Não quando eu tinha o melhor
Eu não quero mais nada
Porque você me mostrou o melhor [...]"


Nobody — Selena Gomez

As palavras de Klaus ecoaram em nossas mentes. Levou cerca de dois segundos para que entrassem pelos nossos ouvidos e fossem processadas pelos nossos cérebros. Quando me dei conta, senti meus olhos se encherem de lágrimas e, involuntariamente, levei uma das mãos até a boca.

Depois disso, meu primeiro instinto foi olhar para a esquerda. Havia esquecido completamente que Damon estava ao meu lado e que era eu quem estava tentando mantê-lo calmo diante de toda aquela situação.

Ao olhar para o Salvatore, percebi que as lágrimas já enchiam seus olhos e que ele apertava minha mão com força. No mesmo segundo, me inclinei e abracei-o. Isso foi o suficiente para fazer Damon desabar em lágrimas. Mantive ele com a cabeça encostada em meu peito e olhei para trás, a fim de olhar Klaus. Quando nossos olhares se encontraram, vi que Kol e Elena estavam ao lado dele. Klaus estava paralisado, parecia estar em estado de choque.

— Klaus... — eu murmurei

Ele balançou a cabeça e se sentou em uma das cadeiras. Olhei para Elena e percebi que ela também estava chorando.

Ninguém ali parecia acreditar no que havia acontecido. Kol estava com as mãos posicionadas sobre as costas de Klaus – que cobria o rosto com as mãos, ainda processando a informação –, Elena encostada na parede, chorando muito, e Enzo, Katherine e Cosima estavam cabisbaixos.

— O que houve? — Elena perguntou, incapaz de controlar o choro

— Aparentemente... — Klaus descobriu o rosto e engoliu em seco — Bateu um vento, o helicóptero perdeu o controle, caiu, pegou fogo e... Stefan e o piloto morreram... carbonizados.

— Meu Deus... — Katherine desviou o olhar

— A-alguém precisa contar para a Rebekah. — Cosima falou pela primeira vez

— Não podemos contar para ela! — eu exclamei

— Não temos como esconder, Caroline. — Elena respondeu — Ela já sabe sobre o acidente. Se ficarmos calados, ela irá desconfiar. E nunca nos perdoará por termos tentado esconder.

— Mas... — suspirei — Se contarmos, ela pode... Ela está grávida de seis meses! É muito arriscado... — balancei a cabeça

— Então... quem contará para ela? — perguntou Enzo

Todos nós nos entreolhamos, até que, em um certo momento, todos os olhares se fixaram em Klaus. E ele ficou cabisbaixo.

— Não, não irei contar para ela. — negou — Elijah está com ela. Acho que ele consegue lidar melhor com isso.

Me levantei da cadeira em que estava sentada e dei um longo suspiro, enxugando as lágrimas que escorriam pelo meu rosto.

— Vou atrás deles e aviso o Elijah. — me voluntariei — Elena... — ao olhar para a morena, pedi com os olhos para que ela cuidasse de Damon. Ela assentiu e eu tirei com cuidado a mão de Damon da minha.

Caminhei pela sala e passei pela porta, deixando o local. Caminhei pelos corredores à procura de Rebekah e Elijah, enquanto tentava me conformar com o que tinha acontecido.

Stefan morreu. Ele estava morto. E só de pensar que pouco antes de entrar no helicóptero ele esteve comigo fazia meu corpo ter calafrios. Eu odiava a verdade que, em um milésimo de segundo, algo em sua vida pode mudar. É um pensamento que sempre me deixou assustada. Em um minuto Stefan estava aqui e no outro...

E então, pensei em Klaus. Sei que ele estava chateado. Ele e Stefan se conheciam há anos e eram muito amigos. Apesar de Klaus ainda estar um pouco bravo e irritado com tudo o que aconteceu entre eu e Stefan, era obvio que ele ainda gostava do Salvatore. É difícil se esquecer de uma grande amizade como essa.

Quando entrei no pronto socorro, dei de cara com Rebekah sentada em uma das camas e Elijah bem ao seu lado, conversando com ela. Quase como se tivesse sentido minha presença ali, Elijah olhou para o lado e me viu parada, a poucos metros deles. Com o olhar preocupado, apenas inclinou a cabeça, obviamente querendo saber se eu tinha alguma notícia sobre Stefan. E assim, meus lábios ficaram em linha reta e eu balancei a cabeça negativamente, sentindo as lágrimas encherem meus olhos. Sem saber se ele tinha entendido, eu mexi os lábios, sem soltar a voz:

— Ele morreu. Conte para ela.

Elijah desviou o olhar e deu um longo suspiro. No segundo seguinte, ele se virou para Rebekah – que não tinha percebido minha presença e nem minha rápida comunicação com Elijah – e se sentou na cama ao lado dela, pousando uma das mãos sobre suas costas.

E então, olhar de Rebekah foi de calmo para desesperado. Ela começou a chorar descontroladamente, enquanto Elijah a abraçava e tentava acalmá-la.

Aquilo me destruiu inteira. Pelo o que eu tinha ficado sabendo, Stefan ainda não havia recebido o perdão de Rebekah pela traição. Eles apenas conversavam sobre o que era essencial e estavam voltando ao normal aos poucos.

E agora, isso tinha acontecido.

Olhei para Rebekah e meu coração se destruiu ao vê-la naquele estado. Eu estava prestes a chorar, quando algo chamou minha atenção: a cama na qual Rebekah estava deitada estava cheia de sangue.

— Elijah! — gritei e corri até eles — Ela está sangrando.

Elijah se levantou da cama e deitou Rebekah.

— Elijah... — ela murmurou

— Há algo errado, Rebekah. Tente ficar calma. — pediu ele

Chamei toda a equipe médica para o leito de Rebekah, enquanto Elijah foi avisar Klaus e Kol sobre a situação dela. Poucos minutos depois, eu já tinha internos, residentes e enfermeiros comigo, além de Josh. Quando todos já estavam presentes, levamos Rebekah até uma sala de trauma.

— O que houve? — Josh me perguntou, enquanto eu preparava a máquina de ultrassom

— O Stefan.... — olhei para Josh e não completei a frase, pois tinha certeza que ele já sabia sobre o acidente de Stefan

— Droga... — ele olhou para Rebekah, que estava deitada na cama e com os olhos cheios de lágrimas — Rebekah, você sente o bebê mexer?

— Sim... — ela suspirou e respondeu — Deus, eu estou com muita dor. Caroline... eu acho que estou tendo contrações...

Ao terminar de preparar a máquina de ultrassom, coloquei o transdutor no abdome de Rebekah e comecei a movimentá-lo, olhando a imagem que aparecia no monitor.

— A pressão arterial dela elevou quando recebeu a notícia e houve um descolamento de placenta. — eu disse olhando a imagem

— O que você prefere fazer? — Josh me perguntou

— Acho que...

— Doutora Forbes... — ouvi alguém me chamar e olhei para o lado. Era uma das residentes. — O bebê está bradicardíaco.

— O bebê não está recebendo oxigênio. — Josh bufou

— Vamos ter que fazer uma cesárea de emergência. — falei, tirando o transdutor da barriga de Rebekah

— O quê?! — exclamou Rebekah — Ela é muito nova, Caroline. É muito cedo...

Me aproximei de Rebekah e pousei uma das mãos sobre seu rosto.

— Não tenho outra opção, Rebekah. Me desculpe.

— Caroline, por favor...

— Quanto mais tempo perdemos aqui, menos seu bebê ganha oxigênio.

E então, a levamos rapidamente para uma sala de cirurgia.

[***]

Eu estava em frente ao espelho do meu banheiro, encarando a imagem de mim mesma bem à frente. O que estava errado comigo? Como foi possível eu não ter conseguido salvar a filha da Rebekah?

Sim... eu não consegui.

Depois da cesariana de emergência, o bebê ainda continuou sem receber oxigenação no cérebro. E eu tentei de tudo. Duas horas depois, Taylor Alison Salvatore-Mikaelson acabou vindo à óbito, sem ao menos ser segurada por Rebekah.

Quando isso ocorreu, corri pelo hospital atrás de Klaus, e acabei descobrindo através de Elena e Enzo que ele estava irritado demais com a morte de Stefan para falar com qualquer pessoa, mesmo que essa pessoa fosse eu.

Sem opções, acabei tendo que ir conversar com Elijah. E eu lhe perguntei como que contaria isso para Rebekah. Ela já havia perdido Stefan. Como ela reagiria se soubesse que a filha recém-nascida também não havia sobrevivido?

E Elijah nada disse, apenas pediu para que eu contasse, pois nada que eu fizesse poderia trazer a pequena de volta.

No momento em que contei à Rebekah, pude ver com meus próprios olhos o mundo dela desabando. E então, me preparei para receber todos os tipos de xingamentos. Eu tinha traído Rebekah e não consegui salvar sua filha, o que era a minha única obrigação naquele momento. Porém, não foi isso o que aconteceu. Ela apenas pediu para que eu a deixasse sozinha porque precisava pensar.

E aqui estou eu. Pronta para ir o funeral de Stefan e da pequena Taylor.

Ao sair do meu quarto, encontrei Jessie e Lucca rapidamente na sala. Me despedi dos dois e caminhei até a porta de meu apartamento.

Cerca de vinte minutos depois, eu cheguei até a igreja onde a cerimônia em homenagem à Stefan seria realizada. Estava em cima da hora, portanto, quando entrei no local, todos já estavam sentados e o padre já se preparando para iniciar a missa. Caminhei pelas laterais e me sentei na primeira fileira, onde Damon, Elena, Klaus, Cosima e Enzo estavam. Acabei sentando na ponta, bem ao lado de Damon, que matinha uma expressão triste no rosto, mas, aparentemente, já conformado com a situação.

Dei uma boa olhada no local e vi que a igreja estava lotada. Logo na frente, uma grande foto de Stefan sorrindo estava apoiada em um suporte e, bem ao lado, estava seu caixão, completamente fechado. Um pouco mais do lado, estava o caixão da prematura filha de Stefan e Rebekah, que eu falhei miseravelmente ao tentar salvar.

O padre iniciou a missa, que durou cerca de meia hora. Pouco tempo depois, no final, ele acabou anunciando que Damon queria dizer algumas palavras, algo que imaginávamos que não fosse acontecer.

Damon se levantou, passou por mim e caminhou até a parte da frente do local, chegando até o palanque. Ao se aproximar do microfone, ele deu um leve suspiro e começou:

— Primeiramente, gostaria de agradecer a todos que vieram para prestar essa homenagem ao meu irmão. Stefan... sempre foi o irmão mais sábio. O mais honesto, humilde, pé no chão... E também o mais chato. — todos riram de leve — E isso tudo e mais um pouco são qualidades e defeitos que o faziam ser especial. Quando éramos mais jovens, Stefan adorava fingir que era um super-herói. Sempre que algo de ruim acontecia, seja uma briga, alguém se ferir, ou até em uma discussão, ele sempre aparecia, dizendo que estava sempre pronto para resolver o problema. Até mesmo na adolescência, ele adorava se meter em todos os tipos de situações para tentar resolvê-las. Acho que esse foi um dos motivos que o levou até a faculdade de medicina. Stefan sempre amou bancar o herói. Ele vivia por salvar vidas. E sempre que salvava uma, ou até mesmo quando perdia uma, ele saia com um sorriso no rosto, sabendo que tinha dado o melhor de si. E é assim que esperamos que se lembrem dele: com um sorriso no rosto... Obrigado.

Todos aplaudiram e, pouco a pouco, começaram a sair da igreja. Rapidamente me levantei, sem esperar pelos meus amigos, e segui o fluxo de pessoas até a saída da igreja. Já no lado de fora, me sentei em um banquinho de madeira e percorri os olhos pelo local. O cemitério era um lugar cheio de árvores, que possuía uma linda grama verde e era cercado de flores coloridas. Mal parecia um cemitério.

Ao olhar entre as árvores, vi que uma figura encapuzada preta estava olhando bem na minha direção, mas não consegui ver seu rosto. Olhei para trás, para me certificar se era para minha direção mesmo que essa figura estranha olhava, mas não havia ninguém atrás de mim, apenas as pessoas que saiam rapidamente da igreja. Me virei novamente para encarar esse estranho e tentar ver seu rosto, e percebi que a pessoa vestida de preto e toda encapuzada já não estava mais ali.

Será que isso foi coisa da minha cabeça?

— Care?

Escutei uma voz e olhei para o lado.

— Oi, Elena. — sorri

Elena se aproximou e se sentou ao meu lado.

— O discurso do Damon foi emocionante. — suspirei e olhei para ela — Ele até que está bem.

— Sim... ele está conformado com o que aconteceu. Arrasado, mas conformado. Foi um acidente, não havia nada que pudesse ser feito. — ela olhou para mim — E o Klaus, como está?

— Não faço ideia. Quando fui avisá-lo sobre a bebê da Rebekah, ele não queria falar com ninguém, lembra? Depois, quando fui para minha casa, liguei para ele, mas não ele não atendeu. Tentei ligar outra vez hoje de manhã, mas também não obtive resposta.

— Ele está muito chateado. Stefan era um dos melhores amigos dele, mesmo com o que aconteceu entre vocês dois.

— Esse é o momento que Klaus mais precisa de mim. Ele precisa de mim ao lado dele. Tenho que dar um jeito nisso. — bufei — Ele só tem que parar de me afastar.

— Nunca entendi o porquê dele fazer isso. — Elena balançou a cabeça

— Elijah e Esther já me contaram que... uma coisa aconteceu que mudou Klaus para sempre. — Elena imediatamente olhou para mim — Não sei o que é, eles não quiseram me contar. Disseram que Klaus precisa contar. E que ele só irá fazer isso quando estiver pronto.

— Então, é isso que você deve fazer, Caroline.

— Se eu apenas soubesse o que é... poderia tentar ajuda-lo de todas as formas.

— Klaus sabe disso, Care. — Elena pegou minha mão — E se ele não lhe contou, é porque não está pronto para que você saiba. E você deve respeitar essa escolha dele.

— E o que eu faço agora?

Elena se levantou, deu um suspiro e fixou seu olhar em mim.

— Tente falar com Klaus. Ele não pode ignorá-la para sempre e você sabe disso. E além do mais, ele está agindo como se não quisesse companhia e um ombro amigo para chorar. Mas bem lá no fundo, vocês dois sabem que isso na verdade é o que ele mais precisa. Então, vá consolá-lo um pouco. É o mínimo que pode fazer pelo Klaus.

Eu assenti e sorri.

— Obrigada, Elena.

— Bom, vou encontrar o Damon. Vejo você depois.

Joguei um beijo no ar para Elena e a observei se afastar de mim e ir até a entrada da igreja. Quando me virei para frente, vi que Rebekah estava parada a alguns metros de mim. Ela vestia uma calça jeans clara e regata preta, matinha os braços cruzados sobre o peito e uma expressão triste em seu rosto.

Suspirei, me levantei do banquinho de madeira e me preparei para sair dali, até que escutei ela me chamar:

— Caroline.

Me virei de costas.

— Oi... — murmurei — Pensei que estava no hospital.

— Josh me deu alta hoje de manhã. Por que estava indo embora?

Abri os braços, em rendição.

— Eu transei com seu falecido noivo e não fui capaz de salvar sua prematura filha. Nesse momento, você me quer morta.

Fui me virar para me afastar de Rebekah, mas ela me impediu ao falar:

— Não. Caroline, acho que você esquece que eu também sou médica. Às vezes, realmente não há nada que se possa fazer. Pacientes morrem sem que a gente queira. Pessoas morrem contra a nossa vontade. E o que nos resta fazer é aceitar. Eu preciso é lhe agradecer.

— Pelo o quê? — eu quase gritei, com os olhos cheios de lágrimas e inconformada

— Por ter cuidado de mim quando minha placenta descolou. E por tentado salvar a vida da Taylor. Preciso lhe agradecer porque se eu tivesse ido parar nas mãos de qualquer outro médico, eu nunca me perdoaria por não ter ido até você. Não me perdoaria por não ter deixado que um médico melhor cuidasse de mim e da minha filha. Então, obrigada. Sei que você fez tudo o que pode.

— Obrigada, Rebekah...

— Mesmo com tudo o que vêm acontecendo nessas últimas semanas, pensei que nós fossemos amigas.

— Nós somos amigas.

— Ah, sério? É por isso que estava indo embora sem ao menos falar comigo?

— Isso não tem nada a ver com a gente. Eu estou com a cabeça em outro lugar. Tem a ver com o seu irmão.

— Foda-se o Nik! Ele faz todo mundo perder a cabeça. Não faça isso, Caroline... eu preciso de você em minha vida. Eu te perdoo por tudo o que aconteceu.

— Você...

— Sim. Você não faz ideia do quanto sinto sua falta.

Desabei em lágrimas e me aproximei de Rebekah, abraçando-a. Nós duas choramos por muito tempo, até que nos desvencilhamos e limpamos nossas lágrimas.

— Deixe essa poeira baixar e, mais tarde, vá falar com o Nik. Ele precisa de você.

Assenti e sorri para Rebekah.

[...]

Deixei o local e acabei indo para casa, passando o restante da tarde com Lucca. Quando eram sete horas da noite, decidi que era hora de me encontrar com Klaus, caso ele goste ou não.

— Jessie, eu vou sair. Prometo que não vou demorar. — disse pegando minha bolsa

— Tudo bem. — ela apareceu na sala — Pode me dizer onde vai? — colocou as mãos na cintura e me olhou com um olhar curioso

— Vou ver um amigo.

Ela revirou os olhos, deu uma leve risada e voltou para a cozinha. No mesmo momento, Lucca se aproximou de mim.

— Onde você vai, mamãe?

— Trazer uma pessoa muito importante para nossas vidas.

— Quem? — ele franziu o cenho

— É surpresa. Você vai ver.

— Me conta... — ele suplicou

— É surpresa, você irá gostar. Se não fizer mais perguntas, eu prometo que deixo você comer muitos cookies amanhã de manhã.

— Tudo bem. — ele sorriu e se sentou novamente no sofá — O que eu não faço por cookies...

Ri com o comentário dele e andei até a porta. Pouco tempo depois, já estava dirigindo até o condomínio onde Klaus morava, pensando em tudo o que diria para ele. Com Klaus, todo cuidado era pouco. Ele estava machucado e triste, ainda mais porque sua amizade com Stefan não estava em um dos melhores momentos. Isso deve estar acabando com ele, sem dúvidas.

Os seguranças já me conheciam, por isso me deixaram passar pela portaria. Dirigi pelo condomínio, até chegar em frente à casa de Klaus. Estacionei na rua, desci do carro e caminhei até a varanda da casa. Pude perceber que as luzes estavam acesas, sinal de que ele já estava lá.

Sem hesitar, toquei a campainha. E não demorou muito para que eu escutasse passos do lado dentro. Pouco tempo depois, a porta foi aberta e eu vi Klaus parado em minha frente. Ele vestia uma calça de moletom cinza e estava sem camisa.

— Oi... — cumprimentei

Ele suspirou e se virou de lado, me deixando entrar na casa. Dei um passo para frente e entrei, logo atrás de mim ele fechou a porta e caminhou até a sala, onde pousou as duas mãos sobre um dos sofás, ficando de costas para mim.

— O que você está fazendo aqui, Caroline?

Dei levemente de ombros e balancei a cabeça.

— Pensei que talvez você fosse precisar de mim, assim como precisei de você quando minha mãe faleceu.

— Bom, você pensou errado. — ele disse se virando de frente para mim. Seus olhos estavam cheios de lágrimas.

— Por que você está se fechando outra vez? Por que está me afastando? — perguntei indignada

— Caroline, eu perdi um dos meus melhores amigos e não tive a chance de pedir desculpas por tê-lo tratado como lixo.

— Bem, eu perdi um dos meus melhores amigos também e eu não sei o que fazer! E eu gostaria muito de um abraço. — disse quase chorando

Ele balançou a cabeça e, no mesmo momento, caminhou até mim. Klaus me pegou pela cintura e colou meu corpo no seu, envolvendo-o com seus braços. Apoiei minha cabeça em seu ombro e o abracei. Uma das coisas que eu mais odiava no mundo era vê-lo naquele estado.

Quando nos desvencilhamos, eu dei um longo suspiro e pousei uma das mãos sobre sua bochecha.

— Eu estou aqui... Me deixe ficar com você.

— Você sabe que minha intenção nunca foi afastá-la. — ele tocou minha mão — Não suportaria que ficasse longe de mim. Eu só... precisava pensar e tentar processar tudo o que aconteceu. Me desculpe.

— Não precisa se desculpar, eu entendo. Mas não afaste as pessoas que ama, Klaus. Isso só irá lhe fazer mal.

— Você sabe que nunca deixei de amá-la. Mesmo quando quis odiá-la, eu não conseguia. Porque meu coração chama por você vinte e quatro horas por dia, Caroline. E isso me apavora. Por favor, nunca mais faça o que fez comigo outra vez. Eu não suportaria...

— Eu sei, eu sei... Eu prometo. — me aproximei dele

— Caroline... tem algo que preciso te contar.

— O quê? — perguntei, já sentindo meu coração começar a palpitar

— Durante o tempo que ficamos separados, eu...

— Você... — tentei fazê-lo completar

— Eu me envolvi com outras mulheres. — ele não tirou os olhos de mim por nem um segundo — Precisava extravasar, estava muito nervoso e odiando tudo e todos. Eu..

— Eu sei... eu entendo.

Era difícil acreditar, mas eu entendia. Klaus estava puto, triste e de coração partido. É compreensível.

— Eu tentava odiá-la, mas não conseguia. Tentava te esquecer, e isso acabava me deixando pior. Porque você nunca irá esquecer uma pessoa se tiver tentar esquecê-la. E eu decidi que precisava ocupar minha mente com alguma coisa que não fosse o meu trabalho.

— Eu entendo, não se preocupe.

— Eu sou um idiota, Caroline...

Dei uma leve risada e Klaus ficou me encarando.

— O quê? Se está esperando que eu discorde, então essa noite será bem longa. — brinquei

Nós dois rimos e Klaus se aproximou de mim, beijando-me pela primeira vez em semanas. Ah, como eu tinha sentido falta de seu beijo. Ter os lábios de Klaus encostados nos meus fez como que meu corpo todo se enchesse de alegria e paixão. Meu coração estava acelerado e eu sentia um grande êxtase percorrer pelo meu corpo, quase como se não acreditasse que isso estava realmente acontecendo.

Klaus me pegou no colo e, ainda aos beijos, caminhamos até o quarto dele. Ao entrarmos, ele me colocou no chão e bateu a porta com o pé. Ele percorreu as mãos pelo meu corpo e levantou minha blusa, fazendo com que eu imediatamente levantasse os braços. Klaus tirou minha blusa e a jogou num canto do quarto. Pouco tempo depois, nós dois estávamos de roupa íntima.

Ele desceu os beijos pelo meu rosto, chegando no meu pescoço e então, no meu busto. Pouco tempo depois, ele desabotoou meu sutiã e desceu lentamente pelos meus ombros e depois pelos meus braços, me livrando da peça. Klaus brincou um pouco com meus seios e depois me deitou com cuidado na ponta de sua cama. Ele se agachou no chão, e deslizou minha calcinha pelas minhas pernas. Pouco tempo depois, ele já estava com a cabeça entre minhas pernas, me fazendo explodir de prazer.

— Merda... — eu gemi — E-eu te odeio por isso. — falei com dificuldade

Eu não vi, mas conhecendo Klaus, podia jurar que ele havia dado aquele maldito sorriso de vitória. Aquele sorriso que me tirava do sério e que ao mesmo tempo me fazia amá-lo.

Klaus se levantou e ficou por cima de mim. Quando eu menos esperei, ele me beijou e disse:

— Eu amo você, amor.

Eu sorri e respondi:

— Também amo você.

— E preciso te contar uma coisa.

— Ai, Deus... o quê? — esperei pelo pior

— Semana passada, eu quebrei o seu iPad.

— O quê?! — eu exclamei

— Foi sem querer. Caiu no chão.

— E você me diz isso agora por quê?

— Porque sabia que você iria esquecer em poucos segundos.

— Seu filho da...

Não consegui terminar a frase, pois Klaus atacou meus lábios e me beijou. E ele estava certo, em menos de dez segundos, eu já havia esquecido completamente sobre isso.

Paramos de nos beijar e Klaus ficou de pé, enquanto eu permanecia na beirada da cama. Ele tirou a cueca, se posicionou entre minhas pernas e eu o prendi com elas. E então, sem que eu esperasse, Klaus me penetrou, fazendo-me ter o prazer que apenas ele me proporcionava.  

Ele começou com estocadas lentas que se tornaram rápidas e contagiantes. Meus gemidos ecoavam pelo quarto e eu sei que faziam Klaus delirar.

Pouco tempo depois, nós dois gozamos, e ele se aproximou, dando-me um beijo e caindo do meu lado na cama, completamente exausto. Eu me levantei e engatinhei até a parte de cima da cama, encostando minha cabeça no travesseiro, e Klaus acabou fazendo mesmo. Quando ele se deitou ao meu lado, eu me virei de bruços e apoiei um dos braços no peito dele. Klaus começou a massagear meus cabelos e sorriu.

— Agora é para sempre, Klaus. Você precisa estar de acordo disso. Sem mais brigas horríveis...

— Sem fugir...

— Sem mentiras.

— Sem traição.

— Não precisa ser perfeito. Eu só preciso de você ao meu lado.

Klaus sorriu e então, eu me deitei e o abracei. Poucos segundos depois, também senti ele me abraçando.

E enquanto tentava dormir, rezava para que as coisas não demorassem para ficar boas novamente... 


Notas Finais


AAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHH AKDNHASJIDUSBADUSAJDBPAS
Calma calma calma
É, gente... baby Taylor também não resistiu :( Como será que agora vai ficar vida da Rebekah?
Rebekah e Caroline fizeram as pazes, finalmenteeeeeeeeee ♥
Esse discurso do Damon foi lindo, né?
Palpites de quem está atrás da Caroline????
RECONCILIAÇÃO KLAROLINE DO MELHOR JEITO POSSÍVEL AISUHAUISHAIUSASA GOXXXXXXXXXTO
Será que é errado colocar cena de sexo no mesmo capítulo de um funeral? Talvez. Mas foi legal? Foi. UHEUEHUEHEU

E meu Deussssss, me PERDOEM por nao ter respondido os comentários do capítulo anterior. Li todos e ADOREI a reação de todos vcs hahahah Obrigada pelo carinho e por estarem gostando da fanfic.

E agora, o que será que rola?

ENTRAMOS NA RETA FINAL DA FIC.

5 CAPÍTULOS PARA O FIM!

NÃO terá terceira temporada!

Are you ready for it? Palpites sobre o que vai acontecer???

XOXO e até quarta que vem

Bia


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...