História How we Collide - Capítulo 2


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Sehun
Tags Baekhyun, Hunbaek, Mpreg, Sebaek, Sehun, Side!suchen
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Palavras 1.523
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


b dia ;)

meio cedo para uma atualização, mas eu adoro chegar sem aviso, então... boa leitura!

Capítulo 2 - 1. pretty in blue


9B.

Estava chovendo bastante naquele dia. Era outono, e outono sempre trazia chuvas pesadas. Não parecia um bom momento para estar diante daquela porta, principalmente quando eu tinha tanto a dizer, mas não era como se eu pudesse realmente virar as costas e fugir antes que fosse tarde demais.

Pensei, mais de uma vez, que ele abriria a porta, ouviria meia-dúzia de palavras e então suspiraria, me diria que não é da conta dele porque já sou grandinho para lidar com meus próprios problemas. Então ele bateria a porta na minha cara e eu saberia, com certeza, que estava fodido.

Fodido e sozinho.

E era por isso que eu estava hesitando tanto. Não tinha certeza de querer essa confirmação, porque eu não sabia o que eu poderia fazer se a reação dele fosse negativa. Eu não tinha ideia de como ia lidar com aquilo sozinho, e eu também não queria.

Achava justo que nós dois entrássemos no barco furado, porque nós dois fomos responsáveis. Ao mesmo tempo, eu não podia cobrá-lo ou mesmo obrigá-lo a me ajudar. Porque no fim das contas, talvez realmente não fosse um problema dele. E todo mundo me diria isso se eu perguntasse.

Era essa a ideia que eu tinha, e meu medo era ter de ouvi-lo dizer isso na minha cara.

Podia ser qualquer pessoa. Eu só não queria que fosse ele.

“Você tá parado aí há uns vinte minutos.” A porta se abriu de repente. Ele parecia entediado, o cabelo bagunçado e a expressão de desinteresse que costumava carregar substituída por curiosidade. “Entra logo.”

Baekhyun não dividia apartamento com ninguém. Era só ele, morando numa espécie de conjunto habitacional, onde as instalações eram precárias e não tinha muita gente para chamar de vizinhança. Acho que ele gostava dali porque não tinha incomodação; apesar de seus amigos terem fama de quase criminosos, ele era mais quietinho. Irritável, desinteressado e talvez um pouco arrogante às vezes, mas quietinho.

Entrei no apartamento, fechando a porta atrás de mim com cuidado.

“E então?” Baekhyun se abaixou para juntar uma calça jeans do chão. “O que cê quer?” Fiquei em silêncio por um tempo e ele se voltou para mim, erguendo a sobrancelha. “E aí? Não vai dizer por que tá na minha porta às três e vinte da manhã?”

Coloquei a mão no bolso do moletom automaticamente. Eu escondia as mãos quando estava nervoso, mas, daquela vez, havia outro motivo.

Meus dedos agarraram o teste, e a imagem das duas barrinhas azuis voltou para mim como um furacão.

“Eu to grávido.” Eu disse, não sabendo se olhava para ele ou para o chão. As palavras foram rápidas, porque eu tinha medo de falar devagar e parar na metade.

Baekhyun deixou o silêncio preencher o espaço entre nós. Eu via latas de cerveja espalhadas pelo carpete gasto, junto com algumas roupas e papéis, apostilas da faculdade e panfletos de pizzarias. Me arrependi, um pouco, de contar para ele. Um cara que não conseguia organizar a própria casa ia me ajudar a cuidar de uma criança como?

Não éramos muito diferentes, no fim das contas.

Quando olhei de volta para ele, já estava sentado na beirada do sofá, uma long neck de cerveja na mão e a expressão relativamente tranquila para alguém que havia acabado de descobrir que seria pai.

“Você ouviu o que eu disse?” Perguntei, caminhando até ele com o teste em mãos. “Deu positivo, Baekhyun. Eu to grávido.”

Ele suspirou, se inclinando para trás.

“Certo, eu já entendi.” Resmungou de qualquer jeito, bebendo um gole da cerveja, antes de deixar a garrafa de lado, olhando para ela com uma careta. “O que eu não entendi é o motivo de cê tá falando isso pra mim.”

Franzi as sobrancelhas, internamente me perguntando se ele era algum tipo de idiota. Não queria que fosse, mas estava além do meu controle.

“Você é o pai.” Esclareci, recebendo uma expressão de desdém da parte dele. “O que foi?”

“Por que você acha que fui eu quem te engravidou, gracinha?”

Busquei espaço para sentar na frente dele, na mesa de centro cheia de coisas, tão acumuladas umas sobre as outras que eu mal sabia dizer o que eram. Apesar da bagunça, não era exatamente sujo, o que me fazia pensar que Baekhyun talvez só não gostasse muito de organização; das outras vezes em que estive ali, não era exatamente organizado e limpo, mas também não era tão caótico como naquele momento. Além de tudo, era época de provas, ele deveria estar estressado com um monte de coisas.

Provavelmente não tanto quanto eu, mas…

“Eu só transei com você.” Afirmei, esperando que ele olhasse para mim. “Você tirou minha virgindade, e eu só transei com você, Baekhyun.”

O vi dar de ombros, como se o que eu havia acabado de falar não fosse nada demais. “Hum. Sinto muito por você, mas não é meu.”

Então ele se levantou, levando a garrafa de cerveja para a cozinha. A casa estava escura e eu mal conseguia enxergá-lo no breu; imaginei que ele não pudesse me enxergar também, agradecendo mentalmente por isso, porque assim ele não veria minha cara de quem estava prestes a chorar. Meus olhos ardiam e eu estava triste pelas palavras dele, não sabia de que outra forma poderia me sentir sobre aquilo. Raiva talvez fosse mais significativo, mas era difícil até pensar em odiá-lo, principalmente quando eu estava muito ocupado me perguntando como eu faria para sustentar uma criança sozinho.

A resposta dele não fugiu às minhas expectativas, mas eu ainda não conseguia acreditar nela, queria que fosse só uma brincadeira idiota dele, que estivesse só tirando uma com a minha cara e que ele iria, sim, pelo menos conversar um pouco comigo sobre aquilo.

“Como você pode ter tanta certeza?” Resmunguei, irritando-me comigo mesmo quando minha voz tremulou no meio da frase. Não queria parecer fraco, mas eu estava fragilizado e ele podia, pelo menos, me dar algum apoio moral. Um abraço que fosse já seria suficiente. Eu precisava de um ombro para chorar, e pensei que ele poderia ser meu pilar, já que era em parte o responsável pelas minhas lágrimas. “Por que acha que esse filho não é seu?”

“Porque eu sou estéril, Sehun.” A frase saiu meio suspirada, e na minha cabeça a expressão que ele carregava no rosto ao dizer aquilo era de exaustão.

Minha presença ali estava lhe deixando cansado.

“Bom, eu acho que não, porque eu só fiz sexo com você esse tempo todo.”

Ele suspirou, e eu percebi que estava perto de mim. Havia um copo de água em sua mão, que ele me entregou antes de sentar de novo no sofá. Até mesmo sua silhueta era um borrão para mim. Por mais que eu tentasse segurar o choro, era difícil para caralho. Eu estava contando com ele para me dar um Norte.

“Desde quando?” Questionou, parecendo um pouco mais cansado a cada segundo.

Eu não ficaria muito surpreso se ele me mandasse embora, mas rezava para que tivesse pelo menos a decência de me ouvir até o fim. Eu havia descoberto sobre a gravidez uns dias antes, e cheguei a fazer o teste mais de uma vez antes de me desesperar, porque, na minha cabeça idiota, eu achava que poderia ter dado algo errado. Mas não. O que eu tive foram duas confirmações, dois pares de barrinhas azuis para me dizer que todas as vezes que passei mal não era pelo nervosismo da semana de provas chegando ou de algum tipo de problema pela quantidade de porcarias que eu comia ou pelas refeições que eu pulava, e sim devido ao fato de estar carregando uma vida dentro de mim.

Eu chorei muito, sozinho, até decidir que conversaria com Baekhyun, porque se eu era responsável por aquilo, pensava que ele também deveria ser. Um filho não se faz sozinho, afinal de contas.

De qualquer forma, eu fui ali esperando uma reação negativa. Não era o que eu queria, mas era o que esperava. E isso me deixou ainda mais abalado, porque além de não demonstrar preocupação com a minha situação, ele ainda estava negando qualquer possibilidade de ter relação com aquilo.

“Desde a primeira vez. Eu não dei para mais ninguém.” Respondi num resmungo, apoiando a cabeça na mão, massageando minha têmpora para tentar me acalmar. “Olha, eu não tenho porque vir até aqui para mentir para você, Baekhyun. Eu não sei até onde vai esse seu… problema, mas acredita em mim. Eu to com o teste aqui, só fui para cama com um homem a vida inteira e não tenho motivo nenhum para querer jogar isso no seu colo, eu só…”

“Faz um teste de paternidade.” Ele me interrompeu. Apertei o copo entre os dedos com força, querendo jogá-lo na cabeça dele, querendo gritar e chamá-lo de um monte de coisas, mas eu não me sentia psicologicamente capaz nem mesmo de erguer a cabeça, imagina começar uma discussão. “Depois a gente vê no que isso vai dar. Tá?”

Coloquei o copo em cima da mesa de centro, entre uma caixa de pizza vazia e o controle remoto da televisão.

Então me levantei e fui embora.


Notas Finais


**correndo pra não chegar atrasada na aula mood** foi isso. Capítulo curtinho, eu sei, mas estamos só no começo, então tenham paciência (muita, muita paciência), principalmente comigo rsrs

até a próxima! <3


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