História "However Long It Takes" - Capítulo 15


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Categorias Buffy, a Caça-Vampiros, The Originals, The Vampire Diaries
Personagens Caroline Forbes, Klaus Mikaelson
Tags Fantasia, Hot, Klaroline, The Originals, The Vampire Diaries, Tvd
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Palavras 6.563
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fantasia, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente! Me perdoem pela demora. Espero que gostem :)

Capítulo 15 - Capitulo 15


Fanfic / Fanfiction "However Long It Takes" - Capítulo 15 - Capitulo 15

Pov Caroline

Eu fechava os olhos e as cenas da carnificina que eu e Klaus protagonizamos se passavam como um filme na minha cabeça várias e várias vezes. O quão violentos nós fomos naquela casa. O quão foi física e emocionalmente fácil matar todos aqueles bruxos e mais fácil ainda ficou quando vi que não havia outra opção. Era eles ou eu. Lembrei do quanto Klaus se divertia com tudo aquilo, dava pra ouvir ele rindo e se satisfazendo sem um pingo de peso na consciência, enquanto eu me sentia aliviada com cada bruxo morto, porque eles nos atacavam e nos causavam dor, mesmo munidos da proteção que Bonnie nos deu. A minha sede de sangue aumentava a cada mordida naqueles pescoços tão frágeis. Tudo aquilo me perturbou. E eu sabia que acabaria assim, comigo lembrando o tempo todo de toda aquela loucura e me perguntando a que ponto cheguei, pra agir como se gostasse de matar incontrolavelmente. Depois de tudo o que houve, voltamos pra minha casa e a primeira coisa que fiz foi correr pro banheiro. Eu queria me limpar. Precisava me purificar de tudo aquilo. E lá estava eu com a cabeça debaixo do chuveiro, os olhos fechados, deixando a água morna cair sobre mim e relembrando tudo o que fizemos em eterno looping. E buscando um ponto de equilíbrio que não me permitisse surtar.

Mas não foi só nisso que pensei. Pensei em Klaus. Pensei em mim desejando ele de forma animal. Quando o vi ali, encharcado com o sangue alheio, se divertindo muito naquele cenário macabro, rodeado de corpos... eu o desejei intensamente e não conseguiria me controlar nem se eu quisesse. Desejei aquelas mãos sujas de sangue arrancando minhas roupas. Desejei seu corpo inteiro colado em mim, se tornando um comigo. Desejei ele dentro de mim desesperadamente. Desejei sua boca, suas mãos, seu corpo todo cuidando de mim. Me tirando daquela realidade. Me distraindo da culpa que estava começando a se manifestar na minha cabeça. E ele conseguiu. Ele sempre consegue. Eu tomei a iniciativa, lambendo o canto da sua boca, provocando-o, até que ele tomou o controle da situação e fez tudo o que eu queria sem eu precisar pedir. E o prazer que ele me proporcionou foi tamanho que o cenário em volta de nós e todos aqueles corpos mutilados perdiam importância a cada beijo, a cada toque. O quanto Klaus me amou naquela casa, o quanto me priorizou e o quanto aquele momento foi prazeroso pra ele também, me estimulou a tomar o controle da situação. Eu sentava nele com força e a cada enterrada era um arrepio diferente subindo pela minha espinha e me fazendo me dar por inteiro a ele. Quando Klaus me pôs de bruços e continuou me penetrando, roçando sua barba em minha nuca, me cobrindo de beijos nas costas e ombros, dizendo coisas ao meu ouvido que ficarão pra sempre só entre nós, cheguei ao ápice. E quando ele se deitou ao meu lado, notei pura satisfação em seu olhar e em seu sorriso. Eu também me sentia assim. E não era só porque conseguimos derrotar os bruxos nem só por termos transado muito e ter sido perfeito, mas principalmente porque estávamos nessa juntos. E naquele momento, com ambos nus e largados no chão sujo de sangue, nos olhando nos olhos, eu tive mais certeza ainda de que eu o amo. Muito.

Nem sei quanto tempo levei naquele banho, mas me senti mais limpa que qualquer coisa. Quando voltei pro quarto, encontrei Klaus um pouco irritado ao telefone, de costas pra mim, conversando com Freya. Detalhe: ele ainda não tinha tomado banho, enquanto eu estava cheirosa, enxugando os cabelos com uma toalha e vestida com um roupão branco e macio.

- Freya, você precisa nos ajudar! Eu já conversei com a Bonnie, ela disse que vai investigar e que logo vai entrar em contato, mas eu não vou esperar por ela. Precisamos saber logo o paradeiro dos bruxos que estão fazendo todo esse inferno!

Deu pra ouvir Freya suspirando do outro lado do telefone, parecendo cansada.

- Klaus, eu estou longe! Posso até ajudar um pouco daqui, mas não posso fazer muito.

Ele não quis escutar.

- Por que você tinha que viajar logo agora??

Cobrou, irritado. Klaus e seu jeito delicado de lidar com a família dele.

- Klaus, não começa. Como assim "logo agora"? Eu já estou viajando há quase uma semana, e você sabia que eu ia viajar há mais de um mês!

- Pois eu não lembro disso.

Não aguentei o drama desnecessário do Klaus e me meti.

- Mas eu lembro!

Klaus me encarou assustado, como se não tivesse notado que eu estava bem atrás dele, o que eu duvido muito. Acho que o que ele não esperava era que eu fosse me meter na conversa. Virou de costas pra mim de novo, trocou ainda algumas palavras com a irmã, se despediu e desligou.

- Freya não vai poder ajudar dessa vez. Não do jeito que deveria.

- Klaus, está tudo bem. Bonnie não disse que vai investigar e nos ajudar? Vamos esperar por ela.

Klaus me olhou com uma cara, como se estivesse tentando se controlar pra não descontar em mim.

- Caroline, nós não temos tempo a perder! Matamos aqueles bruxos, mas os líderes ainda estão por aí, torturando nossas filhas mentalmente.

- Klaus, eu não acho certo você descontar os nossos problemas na Freya. Ela sempre esteve a disposição e sempre nos ajudou, agora não pode, mas Bonnie pode e já está nos ajudando! Calma. Não precisa ficar assim, tudo aconteceu há poucas horas atrás. Além disso, quando saímos de lá, você parecia tão calmo...

Olhei pra ele meio irônica e ele entendeu a mensagem. Chegou perto de mim, tocou meu rosto suavemente, depois fez um carinho em minha nuca, começando a me arrepiar. Ele fez de propósito.

- Isso é o que sempre acontece quando estou com você. Me sinto calmo, de bom humor...

Afastou um pouco o roupão e começou a beijar de leve o meu ombro indo até o pescoço. O cheiro de sangue impregnado nele e em sua roupa suja ainda me deixava excitada. Mas eu precisava me controlar um pouco, pelo bem da minha sanidade. Pus a mão em seu peito e o empurrei.

- Tem três banheiros nessa casa, não entendi porque você ainda não tomou banho.

- Eu acabei ligando pra Bonnie e depois pra Freya e deixei o banho pra depois.

- Eu devo ter passado meia hora debaixo do chuveiro, não deu tempo de fazer tudo?

- Não, Caroline, eu passei boa parte do tempo explicando pra Bonnie o que aconteceu e depois repetindo tudo pra Freya. E você passou 40 minutos.

Me olhou com aquele sorriso de lado. Eu acabei rindo do comentário dele. Klaus me puxou pra sentar na cama e sentou do meu lado com uma expressão preocupada.

- Está tudo bem? Como se sente depois de tudo o que aconteceu?

Klaus se referia a tudo o que passamos horas antes, a toda a matança. Ele me conhece e sabe que aquilo que fizemos não é uma coisa que eu faria em outras circunstâncias. É tão bom perceber a preocupação dele comigo e com meu bem-estar! Segurei em suas mãos.

- Estou bem. Não foi a melhor coisa que aconteceu. Mas foi necessário.

Ele continuava me encarando, como se estivesse lendo minha mente, algo que ele poderia literalmente fazer se quisesse. Mas eu realmente me sentia calma naquele momento. Não feliz. Apenas calma.

- O que foi? É sério, Klaus. Eu estou bem! E agora...

Me levantei e o puxei, fazendo ele se levantar.

- Você precisa realmente tomar banho, de preferência 40 minutos também, pra ver se para de tanto nervosismo desnecessário e consegue por a cabeça no lugar.

Sorri pra ele e ele sorriu de volta e se encaminhou pro banheiro. Meu sorriso se desfez depois que ele fechou a porta. Matar toda aquela gente foi um dos momentos em minha vida que eu preferia que não acontecesse. Pela proteção das minhas filhas eu vou até o fim, mas cada atitude tomada sempre tem consequências. A minha é ter que encarar o fato de que tenho um lado obscuro que despertei, mas que agora terei que fazer dormir novamente. Só não sei quando eu conseguirei isso. E o que serei capaz de fazer até lá.

Pov Klaus

A água quente batia em minha nuca e descia pelas minhas costas, massageando meu corpo tenso e me relaxando, pelo menos um pouco. Muitas preocupações na mente. Nenhuma relacionada ao fato de eu ter matado várias pessoas poucas horas antes. Eu não me importo. Quem povoava minha mente era Caroline. Estou preocupado com a cabeça dela, com a forma como ela vai lidar com as coisas. É muita pressão, filhas sendo manipuladas, a escola sofrendo atentado, ela mesma foi sequestrada e torturada. O que mais pode acontecer? Além disso, ainda tenho que lidar com o fato de que Hope está sendo manipulada também, sofrendo abuso mental. Ela já sofreu tanto e por tantos anos e ainda não conseguiu ter em uma vida próxima do normal, ainda está tentando lidar com a morte da mãe e eu não sei se estou conseguindo dar todo o suporte necessário a ela como pai. São tantas coisas ruins acontecendo ao mesmo tempo que eu fico aliviado por saber que Caroline está por perto. Por mais que estejamos enfrentando problemas sérios, pelo menos estamos juntos, apoiando um ao outro. Isso não conserta as coisas, nem as torna tão fáceis assim de lidar, mas pelo menos tira um pouco do peso em meus ombros.

Saí do banheiro no quarto da Caroline e a vi sentada, arrumando os cabelos em frente ao espelho da penteadeira. Eu vestia um roupão branco. Ela tinha trocado o roupão por um vestido solto, um pouco acima dos joelhos. Depois se levantou e foi até o armário pra dar uma última olhada no espelho maior. Foi quando me aproximei e a abracei por trás, roçando meu nariz em seu pescoço.

- Cheirosa...

Ela de fato estava. Seu cheiro natural, que sempre me atraiu, estava misturado ao cheiro dos seus cabelos recém lavados e do sabonete que ela usou no banho. Caroline olhou em meus olhos através do espelho.

- Hummm, obrigada, quanta gentileza!

Depois me olhou com um olhar julgador.

- O que você quer?

Eu continuava abraçado a ela por trás, com os braços envolvendo sua cintura e murmurei com a boca colada em sua pele.

- Bem... Eu quero passar o resto do dia colado em você, sentindo seu cheiro...

E nesse momento Caroline deu uma gargalhada. E era tão gostosa de se ouvir, que mexeu comigo. Senti meu coração palpitar e se encher de amor. Me senti feliz com a alegria dela, mesmo sabendo que foi uma alegria momentânea e que daqui a pouco iríamos voltar a nos preocupar com nossas filhas.

- Eu estava com saudade do seu sorriso, sabia?

- É graças a você.

- Como assim?

- Esse sorriso. Ele só existe, porque depois de tudo o que eu tenho passado... você ainda está aqui, Klaus. Você é o motivo do meu sorriso.

Quando Caroline disse isso, eu a encarei através do espelho. Senti meu coração palpitar mais ainda e a abracei com mais força, enquanto ela acariciava meus braços e me dava mais um sorriso. Trocamos olhares profundos e emocionados, ambos tentando disfarçar, mas com os olhos marejados. Eu sou o motivo do sorriso dela. Um sorriso que sempre, sempre iluminou os cantos escuros da minha alma. Desde quando eu fazia de Mystic Falls meu espaço pra todo tipo de crueldade, descontando no mundo todas as minhas frustrações, o sorriso de Caroline era luz pra mim e continuou sendo quando nos reencontramos anos depois. O sorriso dela me ilumina até hoje. Mas hoje eu sou o motivo do sorriso dela. Ficamos uns segundos nos encarando no espelho em silêncio. Dentro de mim havia um mundo de coisas a dizer. Esse momento entre nós foi muito especial. Por mim o mundo pararia apenas pra podermos aproveitar melhor aquele momento. Eu ficaria preso nele pra sempre. Senti uma vontade enorme de dizer algo que queria dizer há tempos. Colei minha boca em seu ouvido e murmurei.

- Caroline, eu...

E fui interrompido pelo celular de Caroline que tocou estridente em cima da penteadeira. Definitivamente o mundo nos odeia, porque não é possível sermos interrompidos o tempo todo. O olhar dela era de quem queria ouvir o que eu tinha a dizer. Colei mais ainda em seu corpo e a apertei mais pela cintura, com a esperança de fazer ela desistir de atender, uma tentativa vã e meio infantil, confesso.

- Klaus, preciso atender o telefone.

Apesar da frustração em seu olhar por eu não terminar a frase, seu sorriso lindo ainda estava ali. Mas enfim, acabei soltando-a, sob protesto.

- Precisamos de um mundo só nosso, onde não sejamos interrompidos.

Caroline respondeu antes de atender o telefone:

- Você tem razão, mas acho que hoje ainda não estaremos nesse mundo...

E dedicou sua concentração à ligação que recebeu. Que não era nada relacionado aos nossos problemas, não era Freya vindo nos ajudar, não era Bonnie com alguma informação nova, nem era Hope nos dando alguma notícia sobre a manipulação que as gêmeas estão sofrendo. Era só Alaric tratando de assuntos burocraticos da Escola, o que me deixou mais ansioso. Eu sei que a coisa toda aconteceu no mesmo dia, horas antes e não deu tempo de surgir nenhuma novidade, mas não acho que deva relaxar totalmente. Não há tempo a perder, porque além das gêmeas ainda estarem nessa situação, Hope corre sério risco de ser descoberta pelos bruxos e ser punida por ter nos contado. Só de imaginar eles tocando na minha filha, me sobe um ódio em quantidade suficiente pra matar o dobro da quantidade de bruxos que matei mais cedo.

Caroline desligou o telefone e eu tomei uma decisão.

- Vou pra New Orleans buscar alguma ajuda, Caroline. Preciso ir e não sei quando volto. Mas qualquer coisa de anormal que aconteça por aqui, por favor me avise. Seja o que for! Principalmente se for algo relacionado à Hope.

Caroline percebeu a que me referia. Ela não me contou q Hope mexeu com magia negra junto com as filhas dela, e isso me deixa preocupado. Colocou o telefone de volta na penteadeira, se aproximou de mim e tocou em meu rosto, com um olhar de preocupação também. Acho que ela entendeu o quanto é importante eu saber de tudo o que acontece com a minha filha.

- Te devo um pedido de desculpas. Eu não tinha o direito de esconder de você algo tão grave. Me perdoa.

Eu toquei em seu rosto de volta.

- Tudo bem, amor. Foi inesperado e você ficou sem saber o que fazer. Mas se algo estranho acontecer de novo enquanto eu estiver longe, me chama. Por favor.

Então ela me abraçou sem responder nada. Apoiou a cabeça no meu ombro, como que encaixada no meu pescoço e suspirou. É como se ela não quisesse que eu fosse embora. Murmurou, quase não deu pra ouvir.

- Me liga quando sentir saudade...

Eu a abracei de volta, beijei seu ombro e por lá fiquei, sentindo seu cheiro maravilhoso de novo.

- É claro que vou ligar, amor.

Passei os últimos dias em Mystic Falls, num momento péssimo, com Caroline ainda se recuperando, coisas terríveis acontecendo... Mas mesmo assim foi perfeito dormir e acordar todo dia ao lado dela. Caroline era a primeira e a última imagem que eu via todos os dias ao acordar e antes de dormir e isso foi um refrigério pra mim. Lembrar disso e pensar que a partir de amanhã não teremos mais por um tempo esses momentos tão simples e ao mesmo tempo tão bons, me desanima. Eu só vou embora porque preciso realmente ir, estamos praticamente sozinhos nessa luta, precisamos de mais ajuda. Apesar de que, afinal de contas, minha casa fica em New Orleans, não em Mystic Falls. Mas Caroline mora aqui. E naquele momento estava abraçada a mim, pendurada em meu pescoço e em silêncio. Demonstrando com o corpo o quanto sentiria minha falta. Sentir seu abraço, me transmitindo calor e tristeza, me fez repensar algumas coisas que vou precisar resolver depois. Agora, eu só quero me perder dentro desse abraço...
***

Pov Caroline

É estranho acordar e não ver Klaus dormindo ao meu lado. Não escutar sua voz rouca me dando bom dia. Klaus foi embora há apenas dois dias e eu já sinto sua falta. Sinto falta do seu corpo envolvendo o meu, seus braços em torno da minha cintura. Eu me sinto protegida quando durmo com a cabeça apoiada em seu peito enquanto ele faz carinho em meus cabelos. Eu não sabia que ia sentir falta disso até ele voltar pra New Orleans depois de vários dias aqui comigo. A falta que sinto dele tem sido muita. Nem parece que normalmente nossa rotina é essa mesma, a gente se vendo alguns dias na semana e depois cada um em sua casa. A presença de Klaus na minha vida tem sido mais intensa, ele passou mais dias aqui do que o normal devido aos problemas e além disso tem se dedicado tanto a nós dois que quando ele disse que voltaria pra New Orleans eu fiquei meio tonta. Claro que disfarcei imediatamente. Me senti uma idiota por ficar triste. O fato é que eu não queria que ele fosse embora. Mas é necessário. Precisamos de toda a ajuda possível pra achar aqueles miseráveis porque eles sumiram de novo. Eu e Alaric temos conversado sobre como abordar esse assunto com as nossas filhas Mas ainda não conseguimos pensar em nada eficaz. Devemos contar a elas que estão sendo manipuladas? Quebrar o feitiço primeiro? Mas se quebramos o feitiço os bruxos não vão notar? Será que eles já sabem que matamos o exército deles naquela casa? Há muito o que fazer pra livrar minhas filhas desses bruxos. E Hope, que descobriu o que está acontecendo, continua em contato com os bruxos como se ainda estivesse compelida por eles, porém nem ela consegue descobrir onde eles realmente estão.

Levantei da minha cama, tomei banho, me arrumei e fui pra Escola. Nem sequer me alimentei. Estou ansiosa demais com toda essa situação. Entrei no escritório e encontrei Alaric me esperando. Ele veio com algumas ideias sobre como contar pras nossas filhas toda a manipulação que elas estão sofrendo. A ideia dele era ocultar essa situação de alguma maneira dos bruxos. Eu tive dúvidas quanto a isso, achei arriscado. Me pergunto se eles já não notaram que Hope sabe de tudo e estão preparando alguma armadilha. Estou em um beco sem saída, porque é inadmissível também eu permitir que minhas filhas continuem sofrendo. Ficamos ali debatendo sobre o que fazer e nossas ideias começaram a ficar repetitivas o que me mostrou que não estávamos chegando a lugar nenhum.

Minutos depois de uma conversa exaustiva, ouvimos alguém bater na porta. Alaric foi atender e era Hope.

- Hope...? Bom dia! O que está fazendo aqui, está muito cedo ainda.

- Bom dia... Eu... queria conversar com vocês.

Ela estava muito séria. Fiquei pensando no que poderia ser tão sério assim pra ela estar na nossa porta, ao invés de estar tomando seu café da manhã com os outros alunos. Só pode ser sobre a farsa que ela está mantendo pra enganar os bruxos. De dentro do escritório, eu conseguia ver seu olhar e ela parecia preocupada.

- Entra, Hope.

Chamei ela pra dentro antes que os outros alunos notassem que ela estava ali. Hope entrou e se sentou na cadeira em frente a minha mesa e começou a falar, enquanto Alaric trancava a porta e eu sentava na minha cadeira atrás da mesa.

- Tenho pensado em como fazer Josie e Lizzie acordarem. Eu sei que vocês estão preocupados com isso, mas não acho uma boa ideia vocês tomarem qualquer atitude agressiva.

Alaric se aproximou dela.

- Você estava ouvindo nossa conversa atrás da porta?

Hope o olhou com uma cara de surpresa, de quem foi pega em flagrante, mas acabou assumindo.

- É... eu meio que ouvi.

E então ela voltou a olhar pra mim.

- Aliás, não achei boa nenhuma das ideias de vocês.

Tive que rir da ousadia dela. Eu olhava a postura decidida de Hope sentada naquela cadeira e lembrava do primeiro dia que a vi na Escola Salvatore. Uma menina ainda. Tão inocente, tão cheia de sonhos! Mas ao mesmo tempo esperta, esperta demais e infinitamente poderosa. Os anos foram passando e aquela menina doce que conheci, foi sendo forjada por sofrimento atrás de sofrimento até chegar na menina forte e destemida que estava bem na minha frente. Inconsequente? Sim, ela era. Muito, até. Mas Hope é mais do que isso, ela é mais do que os erros que cometeu. Igual ao pai dela. Pedi sugestões, afinal nenhuma das nossas ideias era boa mesmo.

- Ok, Hope, se você não gostou de nenhuma das ideias que tivemos aqui, o que sugere? Tem ideia melhor?

Ela se ajeitou na cadeira, buscando uma postura mais reta, tentando transmitir seriedade ao que ia dizer.

- Minhas memórias voltaram e eu tomei consciência da manipulação através de um sonho. Imagino que alguma coisa que vi ou vivi na vida real, tenha dado um gatilho em mim que de alguma forma, me estimulou a lembrar de tudo. Então a minha sugestão é alimentarmos a mente delas de alguma maneira, fazendo as memórias delas voltarem de forma indireta.

Eu e Alaric olhamos um pro outro e acho que nós dois pensamos a mesma coisa: Essa ideia faz sentido! Ele se sentou na cadeira ao lado dela.

- Você faz ideia do que causou o gatilho em você?

- Na verdade, não. Eu acredito que a experiência que tive com a Hollow pode ter me deixado mais sensível, mas não sei se foi só isso. De qualquer forma eu não descobri a manipulação em mim do nada, algo aconteceu pra que eu lembrasse. E eu estou disposta a tentar fazer com que isso aconteça com Lizzie e Josie até elas se lembrarem também. Acredito que assim será mais seguro pra elas.

Eu e Alaric tornamos a nos olhar em silêncio. Estamos sem saída. Não conseguimos pensar em nenhuma solução eficaz e segura, que nos desse a certeza de que daria certo. Me levantei da cadeira e fui pegar um uísque no armário que ficava no canto do escritório, porque toda essa conversa estava sendo demais pra mim. Eu tenho medo. Hope é esperta, inteligente e forte, mas ainda é uma menina, pouco mais velha que as minhas filhas. Me preocupo com ela também. Então a questionei.

- Hope, que garantia você nos dá de que essa sua ideia não vai se voltar contra você e as minhas filhas? Quero dizer, nada garante que vai dar certo, até porque você nem sabe o que despertou a consciência em você mesma quanto mais nelas...

Hope olhou pra mim e seu olhar não transmitia a menor dúvida.

- Eu não sei agora, mas posso descobrir. De qualquer maneira, não vou deixar que elas continuem sendo manipuladas. Elas precisam acordar.

- Eu sei disso e desejo isso mais do que qualquer um, Hope, eu sou a mãe delas! Mas você tomando essa atitude pode se expor de alguma forma aos bruxos que estão fazendo isso com vocês.
 

Alaric interferiu.
 

 Alias, Hope, como você está conseguindo enganar os bruxos? Já faz alguns dias...

Ela pareceu um pouco resistente pra falar, mas acabou contando.

- Olha... Eu tenho testado alguns feitiços, digamos...diferentes...

- Traduzindo, você continua mexendo com magia negra, não é??

- Caroline, eu posso explicar...

- Hope, por favor, você já está consciente agora, por que você continua com isso???

Eu podia sentir minha paciência se esvaindo de mim e a vontade de gritar aumentava. Depois do que vi naquele dia, as três tentando me atacar, completamente inconscientes do que estavam fazendo, fico apavorada só de imaginar minhas filhas e Hope mexendo com essas coisas. Me desespera. Alaric tentou me acalmar.

- Caroline, vamos ouvir a Hope, porque eu realmente quero saber como ela está enganando os bruxos. Por favor, se acalma.

Ok, eu também estava curiosa, apesar de bastante irritada. Respirei fundo e decidi ouvi-la.

- Eu tenho testado alguns feitiços daquele livro que pedimos emprestado a vocês. O livro que você nos flagrou usando naquele dia, Caroline. Tem uns bem interessantes, de ocultação de outros feitiços, alterações de consciência e alguns que disfarçam situações.

Não entendi muito bem onde ela queria chegar.

- Como assim "disfarçam situações"?

Hope me olhou com uma cara de quem fez algo ótimo e estava muito orgulhosa disso.

- Eu consegui me cercar de uma aura que bloqueia o acesso total dos bruxos à minha consciência, sem eles saberem. Então eles acreditam que eu ainda estou hipnotizada. É por isso que continuo mantendo contato com eles.

Alaric arregalou os olhos e seu rosto chegou a se iluminar.

- Hope!!!! Esse é o feitiço que precisávamos!!! Pode fazer também com Lizzie e Josie e aí podemos contar pra elas!

Hope não achou uma boa ideia.

- Não Alaric!!! Não funciona assim! Até porque foi uma tentativa minha eu não sabia se daria certo ou não. Felizmente por enquanto está. Mas só funcionou comigo, porque eu tomei consciência do que estava acontecendo de forma involuntária. Ninguém me contou. Além disso, eu mesma fiz esse feitiço de proteção. Então é arriscado eu fazer pra elas e pior, contar pra elas. Isso não vai acabar bem...

Eu que estive calada o tempo todo, tomei minha decisão, ainda que me doesse e me preocupasse. E mesmo não falando nada, notei que Alaric também. Nós acabamos cedendo à ideia de Hope. Resolvemos arriscar, mesmo não sabendo se iria ou não dar certo.

- Hope, escuta bem o que eu vou te falar. Tudo bem, nós vamos permitir que você faça essa experiência. Mas tem umas regras: Não demore, faça com que elas se lembrem de tudo o mais rápido possível. Tente não se expor demais, porque não se sabe até quando esse tal feitiço q bloqueia o acesso deles na sua mente vai funcionar.

Alaric também impôs sua regra.

- Nos mantenha informados de qualquer coisa que aconteça com você e com elas, mesmo que não pareça importante.

E eu concluí.

- Volte viva dessa experiência que você cismou que quer fazer. Você iria fazer mesmo que nós não permitíssemos, então pelo menos tem o nosso aval e estaremos aqui quando precisar. Não nos esconda nada. E... traga minhas filhas de volta!

Meus olhos a essa altura já estavam marejados. Confiei a uma menina algo extremamente importante e perigoso pra ela e pra Josie e Lizzie. Mas por mais que eu tema que algo pior aconteça, a verdade é que Hope é capaz sim! Meu instinto de proteção fala mais alto quando se trata das três, mas aqueles bruxos viram potencial nelas. Por isso as manipulam, porque sabem que elas são muito poderosas.

- Eu vou fazer isso. Só peço a vocês que confiem em mim.

Hope se levantou da cadeira como quem iria embora. Mas antes, veio em minha direção e me deu um abraço apertado. Ela viu o quanto eu ainda estou abalada com tudo isso. Ainda abraçada repetiu, falando baixinho.

- Confie em mim.

Depois, deu um abraço em Alaric e saiu do escritório. Eu e ele ainda estamos abalados, apavorados com tudo isso, mas não temos outra opção. Precisamos mesmo confiar em Hope.

***

Pov Klaus.

Estou em New Orleans há uma semana. Na minha cidade preferida. Dentro da minha casa. Acabei de acordar e estou escutando um som de um saxofone solitário vindo da rua. Como eu queria estar aproveitando o que o meu lugar tem de melhor. Queria eu estar apenas rodeado da minha família, sem preocupação alguma. Queria que minha filha não passasse por tantas coisas ruins ao mesmo tempo. Queria andar de mãos dadas com Caroline por aí, sem rumo, só apreciando a beleza desse lugar. Como fizemos uma vez, quando achamos que eu iria morrer. E depois aconteceu mais algumas vezes depois que começamos a namorar. Não importa quantas vezes fizemos isso, eu sempre tenho saudade e quero que aconteça de novo. Quando estou com Caroline, mesmo rodeado de problemas, parece que nada mais importa. Apenas a presença dela me acalma. Às vezes, não precisamos nem conversar pra sentir o quanto é importante pra mim que ela esteja comigo.

Nesses dias que passei na casa dela em MF, me pegava admirando Caroline enquanto ela dormia. Eu acordava assustado, com pesadelos que estão sempre me perturbando e aí olhava pro lado e lá estava ela. Dormindo como um anjo. Seu corpo perfeito (e as vezes nu) enrolado em um lençol, seu rosto às vezes tenso, demonstrando que não estava dormindo bem, mas as vezes sereno, como se estivesse mergulhada no melhor dos sonhos. Aliás, coincidentemente, esse era o seu rosto nos últimos dias em que estive lá. Um rosto sereno. Mesmo com toda essa confusão em que enfiaram nossas filhas, parece que finalmente Caroline tem dormido melhor. Eu quero muito acreditar que seja por causa da minha presença, porque esse era o efeito que a presença de Caroline tinha sobre mim também. Meu pesadelos são algo grande demais pra sair de mim, são incuráveis, mas sempre que acordava e via que ela estava ao meu lado, e enquanto eu velava seu sono... era como se a paz finalmente atingisse a minha alma. Mas agora estou longe dela. Não era pra eu me sentir tão solitário e deslocado, afinal estou na minha casa e saí de Mystic Falls não tem tanto tempo assim. Mas olhei pro lado e Caroline não estava lá. Sinto saudade. Uma saudade que não acaba. E não é por falta de contato, nos últimos três dias, temos falado bastante um com o outro. Mas pra mim não é o suficiente. Quero ela por perto, quero sentir ela em mim. Me impregnar dela. Me embriagar dela. Sinto falta das mínimas coisas. Da sua voz me dando boa noite bem baixinho no meu ouvido antes de dormir. Do seu cheiro. Até das grosserias que ela me faz de vez em quando, principalmente quando está estressada.

Ainda estava deitado na cama quando ouvi meu celular tocando sobre o criado mudo. Estendi o braço pra pegar o telefone. Era Caroline. Abri um sorriso involuntário e atendi.

- Eu estava pensando em você agora.

Deu pra notar que ela riu do que eu disse e eu senti saudade de ver aquele sorriso de perto.

- Eu também estava pensando em você. Não paro de pensar na verdade. Mesmo a gente se falando quase todo dia.

Meu sorriso se abriu e parece que tomou conta do meu rosto.

- Bom saber disso, amor. Irei recompensá-la quando nos vermos de novo.

Minha voz saiu mais rouca do que eu pretendi. Meu corpo começou a reagir só em pensar o tipo de recompensa que quero dar a ela. Caroline ficou em silêncio por alguns segundos e deu pra ouvir sua respiração ficar um pouco ofegante mas ela se controlou.

- Bem, eu só te liguei pra saber se você conseguiu alguma coisa por aí que possa nos ajudar.

Eu fechei os olhos e respirei fundo, porque a notícia não era boa.

- Ainda não. Conversei com Vincent, tentei convencer ele a ir comigo pra Mystic Falls, mas ele não aceitou. No máximo me emprestou algum material que possa ser útil. E com Freya viajando e sem notícias de algum avanço nas investigações de Bonnie eu não sei mais a quem recorrer.

Caroline suspirou de puro desânimo.

- Klaus eu estou preocupada. Hope tem feito um trabalho de formiguinha, tentando despertar a consciência de Josie e Lizzie há uns 5 dias, mas até agora não obteve resultado. Não quero que isso demore muito, não sabemos quanto tempo o feitiço que Hope fez vai durar e além disso...

Caroline parou de falar repentinamente, como se tivesse lembrado de algo importante. E voltou a falar.

- Espera... Como não pensei nisso antes?

- Não pensou em que, Caroline?

- É... lembra do Sebastian?

Ah não... O "amiguinho" da Caroline. Aquele que gerou uma briga que quase fez a gente romper algo que nem tinha começado ainda. O que aquele idiota tem a ver com isso? Respirei fundo de novo, dessa vez pra não quebrar o celular e não o jogar pela janela e continuei conversando.

- Lembro sim. O que tem ele?

Minha voz soou meio ríspida. Caroline notou, mas continuou falando.

- Ele tem amplo conhecimento sobre o mundo sobrenatural, isso inclui bruxaria de todo tipo. Ele pode ajudar.

- Caroline eu conheço muita gente assim, mas isso não é suficiente. Precisamos de gente capaz de verdade, não um humano qualquer que se aventura em mexer com o que não deve.

- Klaus, você não precisa se referir a ele desse jeito. Sebastian é meu amigo!

- Vocês têm mantido contato? Porque você nunca mais mencionou ele pra mim desde quando começamos a namorar.

- E por que eu teria que mencionar ele pra VOCÊ??? Klaus, por favor, FOCO!!! As meninas estão em perigo! Precisamos livrar minhas filhas desses desgraçados, precisamos acabar com eles pelo que fizeram a mim, às minhas filhas, à sua filha. É só isso que interessa agora!

Caroline tem razão. Preciso controlar meu ciúme e colaborar.

- Tudo bem, amor. Faça o que for preciso.

- Ok, vou ligar pra ele e depois ligo pra você de novo.

Me despedi e desliguei. Aquele cara estará por perto da minha mulher. E a impressão que tive quando o vi junto dela pela primeira vez continua em mim. Algo me diz que esse cara... não sei não. Me levantei, tomei banho troquei de roupa e pensei. Acho que por enquanto eu já fiz o que pude por aqui. Conversei com Vincent e consegui material dele. Cheguei a conversar com outros bruxos, mas nem sequer contei a situação toda, porque não confio em nenhum deles. Não consegui nada de tão eficaz assim. Enquanto isso, Caroline vai entrar em contato com esse tal amigo, ele vai estar perto dela, vai poder tocá-la...

Não preciso nem dizer que no dia seguinte eu já estava de volta em Mystic Falls. Nesse meio tempo, Caroline não entrou mais em contato comigo como prometeu que iria. O que aumentou minha ansiedade. Cheguei na Escola Salvatore em torno de 10 da manhã e fui direto ao escritório dela. Fui entrando e vi Caroline lá, linda e simpática demais diante do amiguinho. Quando me viu, seus olhos se arregalaram um pouco.

- Ah... oi Klaus!! Não sabia que você tinha voltado...

Caroline me olhava com um certo receio, mas eu sei que não é por causa dela mesma, ela com certeza não tem nada a esconder. Ela estava era preocupada com a minha reação ao rever o cara que eu odiei a primeira vista. E se for levar em consideração o que eu fiz no dia em que o conheci, ela tem uma certa razão. Então, dessa vez, fui menos neurótico aparentemente e me controlei pra tratá-lo um pouco melhor.

- Oi amor. Tudo bem, Sebastian?

Falei enquanto me aproximava de Caroline e a beijava na boca. Depois me plantei ao lado dela e agarrei sua cintura, puxando-a pra ficar bem colada ao meu lado. Marcando território. Caroline olhou pra mim, entendendo bem minha atitude. Não garanto que ela tenha gostado disso. Sebastian estendeu a mão.

- Tudo bem, Klaus? Não nos falamos há muito tempo.

A vontade de arrancar aquela mão estendida voltou com força, mas apenas a apertei. Ele pareceu se surpreender com isso e sorriu. Caroline começou a falar.

- Conversei com Sebastian e contei tudo o que tem acontecido, inclusive sobre o dia em que quase fui atacada pelas meninas e o que a Hope nos contou, que esse dia foi uma tentativa de trazer demônios pra dentro da escola e... a situação pode ser pior ainda, Klaus...

Sebastian completou o raciocínio.

- Pois é... Pelo que Caroline me contou, acredito que há demônios aqui dentro exatamente agora. Ou estão a um mínimo passo de entrar.

Olha que ótimo, ao invés de vir ajudar, esse idiota só vem trazer notícias mais preocupantes ainda. Me virei pra Caroline.

- Certo, mais um problema a se resolver quando nem conseguimos libertar suas filhas ainda, amor, que ótimo...

Minha ironia exalava. Eu queria descontar tudo nesse cara e simplesmente matar ele. Eu sei q é um ódio cego e gratuito, mas a gente não precisava de uma notícia ainda pior enrolando tudo mais ainda.

- Calma, Klaus, Sebastian está aqui pra ajudar.

- Sim, pois é, quando eu notei o risco de já ter demônios aqui pensei em chamar um amigo meu que pode ajudar muito. Ele é sobrenatural e tem muita experiência e convivência com demônios de todo tipo. Na verdade, eu já o chamei. Ele estará aqui em poucos minutos.

Ok, então Sebastian trouxe ajuda de verdade. Vamos esperar então. Caroline teve alguma dificuldade pra se soltar de mim, porque agarrei sua cintura com uma certa força e não queria soltar de jeito nenhum. Ela estava começando a perder a paciência.

- Klaus...

Acabei soltando-a e ela foi servir bebidas pra nós três. Minutos depois, Sebastian recebeu uma ligação. Era a tal ajuda que chegou na Escola. Ele saiu do escritório pra buscá-lo e logo estava de volta. Atrás dele entrou um cara branco, cabelos loiros descoloridos num rosto anguloso, com um olhar demonstrando um eterno deboche. Tinha um ar misterioso, todo vestido de preto, usava um grande casaco como uma capa, que ia ate quase os seus pés e transmitia mais mistério ainda.

Mas eu o reconheci imediatamente.

Spike.

- VOCÊ!!!!

Rosnei e antes dele se dar conta, eu o agarrei pelo pescoço e o prensei na parede do escritório, afim de asfixiá-lo até a morte.

Maldito!!!

Caroline se assustou com a minha agressividade repentina.

- Klaus!!! O que está acontecendo? Solta ele!!!!

Eu a ignorava. Minha raiva me deixou surdo.

- O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI, SPIKE?

Eu praticamente cuspi essas palavras. E esse estupido não parava de rir, como se estivesse assistindo a um standup, quando deveria apenas chorar e implorar pela própria vida. Sebastian olhava pra mim completamente assustado. Spike tossia e se engasgava cada vez mais, enquanto eu apertava seu pescoço com toda a força.

Caroline insistiu pra que eu o soltasse. Falou de uma forma que deu pra notar que ela mesma provavelmente estava doida pra apertar meu pescoço também, por causa do meu comportamento. Ela respirava fundo enquanto falava.

- Klaus. SOLTA. ELE.

Eu olhei pra Caroline. Olhei nos olhos dela. Vi que estava falando sério. Claro. Ela não o conhece. Eu soltei o infeliz, que caiu no chão e simplesmente continuou gargalhando, enquanto tomava fôlego.

- Cof cof cof Hahahhahh cof cof cof cof... Aiai cof cof... Niklaus Mikaelson... você não mudou nada!

Precisei controlar a minha raiva que veio à tona com toda a força do mundo.

Não consigo acreditar. Finalmente chegou alguma ajuda.

Mas virá de um dos meus piores inimigos.


Notas Finais


Gostaram do capitulo? Da volta do Sebastian? Da chegada do Spike? Dos momentos de klaroline?

Bjs e ate o proximo!


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