História HP - partir do enigma do Príncipe - Capítulo 7


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Harry Potter, Hermione Granger, Ronald Weasley, Sirius Black
Tags Harmione
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Palavras 2.046
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


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Capítulo 7 - Hagrid


Harry descia rapidamente as escadas da torre de astronomia, se sentia absurdamente bem, com um sorriso não saia de sua cara, passavam-se milhares de coisas em sua cabeça. Ansiosamente, ia rumo a casa de seu amigo, Hagrid, enquanto esbarrava em diversos alunos. Chegando próximo ao corredor que leva a ponte suspensa (lugar onde Harry e Hermione gostavam de ir para refletir ou conversar), notou que seu professor de poções, Horácio Slughorn, esgueirava-se na janela da sala de Herbologia, enquanto tentava capturar alguns tentáculos de mandrágora, sorrateiramente, Harry se aproximava, cada vez mais daquela cena cômica, fazendo, basicamente, seu professor quase morrer do coração, que, em meio a risos - de susto ou de graça - dirigia a palavra ao seu aluno, que estava ao seu lado direito, observando-o.

- Harry! Meu jovem, minha nossa! Digo, você me deu um susto e tanto, sabe, já sou um senhor, não me assuste assim novamente!

- Desculpe, professor, eu deveria ter me anunciado, pigarreado, tossido, de qualquer forma, acho que o senhor pensou que eu fosse a professora de Herbologia, não é?

- Não faz mal, meu jovem. E sim, de fato achei isso - Dizia em meio a uma risada curta mas sincera - sabe, já vivi bastante, inclusive, já ouvi falar que estes tentáculos valem algum punhado de galeão, sabe? Sendo do meu ramo você ouve coisas. Porém, meus fins são meramente acadêmicos, é claro, possivelmente utilizarei isto em aula. Aliás, como checou até aqui? Pensei que os portões estivessem fechados - Dizia o professor enquanto recuava da janela, após recolher o que lhe era necessário.

- Sim, entendo. Bom, estava na Torre de Astronomia, ajudando uma pessoa importante. Saí pela porta da frente, é claro! Se o senhor me der licença, já estou de saída - Dizia Harry enquanto ia em direção à ponte.

- Aonde você está indo, meu caro rapaz?

- ah, sim. Estou indo visitar Hagrid, afinal, ele é um amigo muito querido e não o vejo faz um tempo, agora se o senhor me der licença..

- Espere, Harry, não posso simplesmente deixar você sair assim, sozinho do castelo. - dizia o acompanhando.

- Então venha comigo, espere um segundo aí - dizia Harry olhando por cima de seu ombro, e em seguida gritou - Hermione! - enquanto acenava

- Harry, algum problema? - Dizia Hermione que se aproximou.

- Depende. Você não deveria estar em aula, mocinha? - Dizia Harry em um tom autoritário, porem brincalhão.

- Bem, mocinho - Dizia no mesmo tom - a professora ficou doente, ou algo assim. Deve ser coisa do Fred ou do Jorge.

- Bem, eu e meu caro professor Horácio estamos indo até o Hagrid, vem com a gente! 

- Hum, acho que, ta bom, vamos! - Dizia Hermione que em seguida abriu um largo sorriso e andou ao lado do amigo, enquanto o professor andava mais devagar atrás.

- Harry, meu rapaz, não sei se é uma boa ideia estarmos saindo assim, deveríamos voltar para o castelo! - Disse Horácio, com um tom de preocupação em sua voz.

- Professor, está tudo bem, vamos. - Dizia Harry enquanto batia a porta de Hagrid.

- Harry, o que você está planejando? - Cochichou Hermione.

- Não faço ideia. 

- Harry, Hermione, que bom ver vocês! - dizia Hagrid ao abrir a porta, e em seguida viu o professor logo atrás - Professor Slughorn? É um prazer te-los aqui, vamos, entrem. Querem algo para beber?

- Uma grande dose de conhaque, se for possivel, meu caro amigo - disse Slughorn, enquanto sentava-se junto a mesa, com Hagrid, Hermione e Harry sentaram um ao lado do outro próximos dali.

- Não encontrará nenhum copo pequeno nessa casa, professor, isso lhe garanto! - disse Hagrid - Harry, Hermione, querem algo? Que tal uma cerveja amanteigada?

- Claro! - Disseram os dois ao mesmo tempo.

Passaram-se 1 ou 2 horas, já estava de noite, Hagrid e Slughorn já estavam bêbados com o conhaque, e conversavam alegremente sobre espécies de aranhas e seus venenos. Harry e Hermione estavam levemente afetos com as cervejas amanteigadas, sentados, rindo dos dois a sua frente, que estavam hilários.

- Sabe, hoje, eu enterrei um velho amigo, Aragog - Disse Hagrid meio cabisbaixo - aquela aranha era como um filho para mim.

- Sinto muito, Hagrid - Disseram Harry e Hermione ao mesmo tempo, um pouco tristes ao ver o amigo também triste. 

- Esta tudo bem, ele morreu por velhice, viveu muito, e viveu bem - Dizia Hagrid enquanto sorria e limpava as poucas lágrimas que ele deixou escapar.

Enquanto Slughorn confortava Hagrid, naquela pequena casa, confortados e aquecido pela luz da pequena lareira, Hermione olhou para mão esquerda de Harry, e viu a marca que dizia "Não devo contar mentiras" . sentiu-se mal pelo amigo, e raiva de como ele conseguiu a marca, sentia um ódio de Dolores. Pegou a mão de Harry, que automaticamente olhou pra ela, surpreso e nervoso. Porém ela não o olhava, olhava apenas para a mão de Harry, que ela havia colocado sobre as próprias pernas, enquanto acariciava a pele sob a marca, e em seguida entrelaçou os seus dedos com os dedos dele, e continuava olhando para baixo, envergonhada demais para ver a reação do amigo.

- Sabe, Harry, meu rapaz, eu sei por que você esta aqui - dizia Slughorn, após Hagrid cair no sono sentado na cadeira - sua persistência me lembra bastante a de sua determinada mãe.

- Ela está na sua prateleira, não está? - começou Harry olhando diretamente para o professor, ainda de mãos dadas com Hermione - ela gostava do senhor, o achava um bom professor, e você, por ter ela lá, achava ela uma ótima aluna, não é mesmo?

- Sim.. - Slughorn parecia que ia continuar, mas Harry não o deixou e continuou falando:

- Quer saber como eu consegui isso, no dia em que ela morreu? Quer saber como eu não morri? - disse Harry enquanto passava os dedos da sua mão livre em sua cicatriz na testa, quase hesitou na palavra "morreu" - Por causa dela. O amor dela me protegeu. Era mais forte que Voldemort, ela se sacrificou por mim - Hermione apertou a mão de Harry com mais força, mas carinhosamente. 

- Não diga este nome! - Falou o professor

- Eu não tenho medo do nome professor Disse Harry rispidamente - ele está ai fora, e vai causar um estrago maior do que da última vez, pode apostar nisso. E precisamos da sua lembrança para para-lo, se você não fizer nada, ela terá se sacrificado em vão, assim como meu pai, e mais pessoas morrerão - Dizia Harry, e Hermione que estava sentada ao lado de Harry, se aproximou ainda mais dele, ela se sentia mal por Harry, ele não merecia ter os pais mortos e a vida conturbada dessa maneira, ela sabia que ele era uma pessoa boa.

- Não me julgue mal quando você ver - Dizia Slughorn levando sua varinha até acima de sua orelha direita, tremendo - você já não faz ideia de como ele era já naquela época... - Disse enquanto puxava a memória, uma luz branca estava sendo puxada pela varinha, e com alguma dificuldade, colocou-a no frasco, e estendeu-a a Harry, enquanto lágrimas desciam em seu rosto. Harry e Hermione se levantaram ao mesmo tempo, e Harry se aproximou e pegou a lembrança, e disse - Está tudo bem professor, você está fazendo o que é certo. Muito obrigado. - e se virou em direção a porta, com Hermione ao seu lado, abriram a porta, e após dar uma última olhada na casa de Hagrid, saíram, fechando a porta atrás deles. E foram caminhando em direção ao castelo, era uma.noite bonita, estrelada e de lua cheia, nessa hora, Harry olhou pra cima e disse à Hermione - Como será que está o professor Lupin nesta noite?

- Que maldade, Harry - Disse em meio a risos - espero que ele esteja bem.

Um breve período de silêncio se instaurou, que foi quebrado por Hermione:

- Harry?

- Sim?

- Me conte tudo que ver na penseira, quando leva-la a Dumbledore

- Bem, falarei com Dumbledore, com certeza ele deixará você ver também.

- Não sei, você acha?

- Tenho certeza, Mione - Disse Harry com ânimo na voz, o apelido fez ela ficar sem jeito automaticamente - ele vai querer a opinião da estudante mais inteligente de Hogwarts, quem não gostaria?

- Obrigada, mas acho que você está exagerando - Disse Hermione docemente.

- Eu discordo

- Vamos concordar em discordar?

- Concordo - E ambos caíram em risadas por causa da conversa confusa que acabaram de ter, e em seguida deram de cara com Luna que estava usando um óculos bem esquisito.

- Harry, Hermione! Como estão? Sempre soube que vocês virariam um casal - Disse Luna, sorrindo e indicando com o olhar as mãos de Harry e Hermione, e ainda estavam de mãos dadas e não haviam reparado.

- Nós não.. - Disse Hermione, gagejando

- É..é..eu..nós - Harry também gagejava

- Tudo bem, eu não conto pra ninguém, até mais! - Disse Luna que saiu saltitando dali, em direção à sala comunal de Corvinal.

Em direção a sala de Dumbledore, para tentar puxar algum assunto para acabar com o constrangimento, Hermione disse:

- É... Eu.. Espero que não.. Não tenha nada muito alarmante nessa memória, já estamos com problemas demais com o retorno de Você-Sabe-Quem.

- Eu também, quero muito saber que magia é essa que ele falou.

- Você viu a cara do Horácio quando estava tirando a memoria? De até medo! - Dizia Hermione preocupada, enquanto lembrava da cena.

- Sim, eu vi! Isso me fez pensar que as chances de ser algo realmente serio aumentar! - disse Harry, também preocupado

- Você tambem pensou nisso? Eu tive a mesma impressão, mas a esperança é a última que morre. Bem, nesse caso a esperança morreu primeiro - E os dois riram da piada sem graça da Hermione, enquanto se dirigam a sala de Dumbledore

- Sabe, você me ajudou muito, Mione - Começou Harry

- Como assim? - Perguntou confusa

- Antes de retornar a Hogwarts, eu estava bem mal mesmo, a ponto de não conseguir comer. Voltar pra ca, e ter o pessoal pra me ajudar foi muito bom. Principalmente você! Mesmo sem você ter percebido.

-Você estava tão mal assim, Harry? - Disse Hermione, sentindo-se triste pelo amigo, mas feliz pelo o que acabara de ouvir - a gente sempre vai estar aqui pra você, principalmente eu, sei que você está passando por um momento complicado, mas sempre farei o máximo para ter ajudar, você faz o mesmo por mim. Mesmo quando você esbraveja e xinga eu e o Rony discutindo - disse rindo - eu fico um pouquinho triste, mas entendo pelo o que você está passando, meu bobinho!

- É muito bom ter você aqui! Espera, SEU bobinho? - Disse em tom de desafio

- Exatamente! - Disse Hermione, corando e segurando no braço direito de Harry com as duas mãos, como quase um abraço.

Após um brevê período de silêncio.

- Hermione? - Disse Harry

- Sim?

- Você ainda gosta do Rony? - disse Harry sentindo o coração na garganta, e se arrependeu de ter feito a pergunta logo em seguida.

- Bem, é complicado...Eu não sei ao certo, acho que não, nunca dariamos certo, eu acho.. Brigamos muito.. Porque a pergunta?

- B-bem, só pra sa-saber, queria saber como você estava. Sabe? - Disse Harry, atropelando as palavras. E Hermione caiu na risada

-  Qual é a graça? - disse Harry, confuso, enquanto admirava a risada que estava ouvindo.

- Você fica nervoso fácil demais, até com fazendo simples perguntas. Fica muito fofo desconcertado. - Disse Hermione, que imediatamente percebeu o que havia dito.

- O-obrigado, você também fica - Disse Harry sem saber muito bem o que responder naquela situação estranhamente agradável e desconcertante. E ambos riram timidamente. Aproxmando-se da porta da sala de Dumbledore, Hermione bateu na porta, e ela se abriu sozinha.

- Senhor Potter, Senhorita Granger, como posso ajuda-los? - Disse Dumbledore, sentado em sua cadeira. E Hermione e Harry falaram ao mesmo tempo, animados:

- Conseguimos a Memória!


Notas Finais


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