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História Human. - Capítulo 30


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Notas do Autor


Ooie, Gente! 💕

Cheguei com mais um capítulo e sem atrasar dessa vez. Mereço estrelinha na testa? 🥺👉🏻👈🏻

Eu tô caindo de sono, então não revisei o capítulo, nem vou me demorar muito! Só vim avisar que tem hot e que espero vocês nos comentarios!

Beijos e façam uma boa leitura!

Capítulo 30 - Reconciliação.


Quando Steve conseguiu fazer Eva ligar para Emma para saber a hora que ela ia chegar com a desculpa de que Chloe queria saber, o difícil foi controlar a ansiedade provocada pelo relógio que passava devagar demais. 

 

Mas no fim, conseguiu não morrer até o fim da tarde e se convencer de que, se Emma entendia mesmo que ele estava inseguro, ia desculpar ela. Certo? 

 

No fim, apenas saiu de casa, andando pelo centro de olho no relógio em seu pulso. Procurava pelo presente ideial. Claro que sabia que isso não era solução, mas talvez, derretesse um pouquinho do coração de Emma. 

 

Enquanto caminhava pela rua, procurando uma loja específica, Steve esbarrou no ombro de alguém e quase derrubou a pessoa no chão, mas seus reflexos rápidos fizeram com que ele a segurasse, sentindo um choque enorme percorrer seu corpo ao reconhecer Margot. 

 

-Erick?! Minha nossa… Estamos sempre nos encontrando, não é? 

 

Margot se equilibrou nos saltos enormes e sorriu, apoiando uma mão no braço de Steve, que levou alguns segundos para se recuperar da surpresa e sorri de volta, fingindo simpatia. 

 

Dois podiam jogar aquele jogo, afinal, da mesma forma que Steve sabia quem ela era, ela também sabia quem ele era.

 

-É, pois é, Né? Sabe que outro dia eu estava lembrando de você? Nunca mais te vi… 

 

-Eu precisei sair de Liverpool. Minha família mora em Londres e eles precisaram de mim. 

 

-Ah, sim… - Steve pôs as mãos nos bolsos, olhando ao redor. - Sabe, Margot… Eu estive pensando… 

 

Ela sorriu, em expectativa, levando a mão ao cabelo loiro e jogando para trás da orelha. Os olhos verdes de Steve fitaram os azuis da garota na sua frente e ele suspirou, se obrigando a sorrir de volta para ela. 

 

-Existe alguma forma de eu te chamar para sair? Sei lá… A gente podia se conhecer melhor, não é? 

 

Margot abriu um sorriso tão largo que Steve até achou que ela poderia ser bonita. 

 

-É claro que sim! Você quer meu telefone? Pode me ligar a hora que quiser… 

 

Steve franziu a testa, concordando. Tão fácil e rápido assim? Devia ser algum tipo de pegadinha… 

 

Margot catou uma caneta e um pedacinho de papel dentro da própria bolsa pendurada no seu ombro direito. Ela escreveu o telefone com pressa e assinou um "Margot ♡", antes de dobrar e esticar para ele, ainda sorrindo. 

 

-É sério! A hora que quiser, é só me ligar. Costumo deixar ele acesso quase 24 horas… 

 

-Tudo bem. Eu vou ligar, sim, Margot! - Steve sorriu e esticou o braço se despedindo da mulher com um beijo na bochecha. - Até mais! 

 

Ele esperou, parado na calçada, como se fosse trocar o lado dela, até perder Margot de vista. Então, começou a andar pela calçada e puxou o telefone do bolso, de cabeça baixa. 

 

-Oi, Doritos! 

 

-Pode falar agora? 

 

-Eu estou na minha oficina, em casa e sozinho. Posso? - A voz de Tony soou alta. 

 

-Preciso que investigue um telefone para mim. É da Margot, eu acho. 

 

-Okay. Me passa o número? Devo ter o resultado em uns cinco dias… 

 

Steve repassou o número e aguardou, enquanto Tony o anotava. Andando pela rua, achou a loja que procurava e parou na porta, olhando ao redor. Ninguém prestava atenção nele. 

 

-Tony, posso te fazer uma pergunta? 

 

-Já fez. Mas sim, pode fazer outra. O que foi, Picolé? 

 

-Cordão ou pulseira? 

 

-Que?! 

 

-Só responde! 

 

Steve quase podia ver Tony revirando os olhos e encarando o teto enquanto pensava. Steve bateu o pé, olhando o relógio de novo. Estava ficando atrasado. 

 

-Pulseira. Mas o que…? 

 

-Obrigado. Tchau, Tony! 

 

Sem esperar respostas, Steve desligou o telefone e o guardou no bolso, entrando na loja a seguir, onde passou cerca de vinte minutos até achar o que queria.  

 

Então, correu para outra loja, que por sorte, era mais perto de seu destino final e teve que escolher rapidamente entre as mil opções. Então, para não parecer tão ridículo, enfiou tudo dentro da mochila. 

 

Nunca tinha pisado, naqueles meses todos, na loja onde Emma trabalhava. Era simples, mas grande e bem iluminada. Pelo que percebeu da vitrine, as sessões eram separadas por gênero e idade. Emma atendia, nos fundos, duas garotas que escolhiam vestidos e ele conseguiu perceber a desanimação dela. 

 

Saber que ele era o motivo, quase fez ele correr para fora da loja, em pânico, mas venceu o orgulho e a vergonha e entrou, como quem não quer nada, parando próximo à alguns casacos masculinos, tomando o cuidado de manter o boné sobre o rosto e os óculos bem rentes aos olhos. 

 

-Olá, em que posso o ajudar, Senhor? 

 

A voz de um jovem de, no máximo, 17 anos, soou alta perto de Steve. O rapaz era gordinho e tinha longos cabelos compridos com uma pele cheia de acnes. 

 

-Haaam… Na verdade, sim. - Steve forçou um sotaque britânico péssimo. -Eu estou procurando por uma vendedora. O nome dela é Emma Mayers. Eu sou o namorado dela… 

 

-Uau! Você existe mesmo? Incrível! - O rapaz riu, se apoiando na arara. - A Emma sempre fala do vizinho gato que ela começou a namorar, mas sei lá… 

 

-Ela fala, é? - Um sorriso bobo surgiu no rosto de Steve. Mas logo em seguida, ele suspirou. - Bem… Ela sai agora, não é? 

 

-Aham. Inclusive, acabou de entrar para ir pegar as coisas dela. Fica aqui. Vou avisar que você está aqui. - O Rapaz andou dois passos, depois voltou e sorriu. - Eu tenho um óculos igualzinho a esse! 

 

-Que maneiro! 

 

Steve riu, lembrando do momento em que Natasha e ele passaram por uma situação parecida anos atrás, quando ainda tentavam acabar com a Hydra. 

 

Observou o rapaz se afastar para dentro da loja e foi até a porta. Afinal, se levasse um fora, não seria na frente do clientes. 

 

Steve Rogers esperou, pacientemente, por longos vinte minutos, até Emma aparecer. Primeiro, ela vasculhou a loja com o olhar, parada perto do balcão, enquanto o segurança analisava a mochila dela. Depois, ela o encontrou e Steve sentiu o coração falhar várias batidas enquanto ela vinha andando em sua direção, decidida. 

 

Talvez, nunca se acostumasse com a beleza dela. Era uma garota comum, mas poderia muito bem ser uma deusa. 

 

-Oi… - Steve coçou a nuca quando ela parou ao seu lado, séria. - Você tem um minuto?

 

-Depende. Vai acusar que demorei lá dentro porquê podia estar me agarrando com o Daniel? 

 

-Emma… - Steve suspirou, cansado, sabendo que mereceu. - Cinco minutos. Por favor. 

 

-Tá. 

 

Emma saiu para fora da loja e segurou a porta para Steve sair, enquanto ele criava coragem. 

 

-Quer ir conversar em algum lugar? 

 

-Tanto faz. A Chloe já está em casa? 

 

-Já. Inclusive, ela tem um presente para você. Está animada desde ontem para te dar e foi ela mesma quem teve a idéia. 

 

Emma parou na calçada e encarou Steve, com os braços cruzados. 

 

-Jura? E o que é? 

 

-Bem, e se você fosse lá para casa? Ela te mostra. - Steve deu de ombros. - Deu um trabalhão para locomover… 

 

Emma assentiu, voltando a andar. Steve sentiu o coração falhar uma batida e seu estômago se derreter, quando ela segurou em sua mão e entrelaçou seus dedos.  

 

-Eu… 

 

Emma ergueu o olhar para ele, franzindo a testa, enquanto caminhavam devagar, sem pressa. 

 

-Ainda estamos namorando?- Emma perguntou, rápido e de uma vez, desviando o olhar. 

 

Steve esperou até ter que parar em um semáforo e puxou Emma pela cintura, forçando o rosto dela para cima, pelo queixo. 

 

-Depende. Você pode me desculpar pela forma imbecil que eu agi? 

 

-Eu entendo sua insegurança, tá? - Emma suspirou, dando de ombros. - Mas preciso que você entenda que eu não sou o tipo de garota que vê a conquista como um jogo, Steve! Se eu estou com você, é porque eu gosto de você e ninguém mais me interessa. 

 

-Eu sei, Emma, mas… - Steve suspirou, ignorando o sinal verde para eles. - É que… O Bucky é era um galinha e… 

 

-O Bucky tem namorada! 

 

-Eu sei, mas eu não sabia disso até horas atrás! 

 

Emma franziu a testa, confusa. Steve, a soltou, dando a mão a ela novamente e explicando, enquanto eles caminhavam mais um vez. 

 

-Ele não tinha dito um "A" sobre a Shuri. Eu achei que ele estava meio apaixonadinho, mas não achei que ele estava namorando! 

 

-Ah… - Emma assentiu e sorriu de lado. - Você tem que ver o jeito que ele fala dela, Stee! E tão bonitinho! 

 

Steve assentiu. Eles ficaram em silêncio por alguns instantes. Steve limpou as mãos nos bolsos da calça, disfarçando o suor de nervoso. 

 

-Eu desculpo, tá? - Emma suspirou, o encarando. - Mas por favor, Steve, não faz isso de novo! Não tem motivo para você desconfiar de mim, nem dele! É você que eu am… 

 

Emma calou a boca, ficando vermelha, enquanto Steve a encarou, surpreso. Ela desviou o olhar e continuou o puxando pela mão. 

 

-Enfim, nós estamos bem? 

 

-O que você ia dizer? 

 

-Nada, Steve! Estamos bem ou não? 

 

-Tá, tudo bem. Estamos! 

 

Steve não insistiu no assunto, afinal, não queria contrariar a namorada. Mas não conseguia conter o sorriso. Ela ia falar que amava ele? Mas em que sentido? Como amiga ou…? 

 

Steve, apesar de ir comentando com Emma sobre o encontro com Margot e sobre o favor que pediu ao Tony, os pensamentos do homem estavam longes. Tanto que se surpreendeu quando Emma fez uma curva para a direita, entrando no prédio. 

 

Mas percebeu o sorriso e a postura de Emma e como mudaram depois que eles se resolveram. E ele não tinha nem mesmo entregado o que estava na mochila! 

 

Quando se despediram, na porta de Emma, Steve não pretendia entrar, mas a verdade é que foi obrigado por Chloe já que ela, sozinha, não ia conseguir tirar o coelho gigante de cima da cama, onde Sam tinha posto, quando a levou. 

 

-Não olha, Emma! - Chloe pediu, segurando os olhos de Emma, que estava sentada no sofá. 

 

Eva sorriu para o homem quando ele apareceu, segurando o coelhão. Chloe sorria, empolgada, ainda tampando os olhos da irmã. 

 

-Eu já posso olhar? 

 

-Espera! 

 

-Eu tenho que esperar mais o que? 

 

-Espera! - Chloe repetiu, observando Steve que lutava com as orelhas do bicho. - Pronto! 

 

Chloe saiu da frente de Emma, que vasculhou a sala até achar o bicho de pelúcia na sua frente. Ela franziu a testa, surpresa, enquanto sorria. 

 

-Nossa, Chloe! Que lindo! 

 

-Né?! - Chloe sentou do lado da irmã e abraçou o braço dela, falando baixo. - Você me deu seu ursinho quando a mamãe morreu. Eu quis te dar um. Mas ele tinha que ser do tamanho do meu amor por você! 

 

Eva e Steve trocaram mais um olhar, emocionados. Emma arfou e até tentou não chorar, mas quando Chloe ajoelhou na frente dela e a puxou para um abraço, ela desabou, abraçando a irmã com tanto afinco, que Chloe reclamou que estava sendo sufocada. 

 

-Eu te amo tanto, Chloe! - Emma encheu o rosto da irmã de beijos. 

 

-Tá! Chega! Tá amando demais! Que nojo! 

 

-Chloe! - Eva riu. - Para de implicar com a sua irmã, menina! 

 

-Deixa ela, Eva! - Steve riu. - A Chloe estava morrendo de saudade da Emma… 

 

Chloe cruzou os braços e murmurou um "Não estava, não!", o que fez todo mundo rir. 

 

Steve saiu do apartamento quando Chloe estava contando sobre o carrossel. Eles se despediram com um rápido beijo e, como estava cansado, nem mesmo insistiu para falar com Emma. Apenas guardou as coisas no fundo do armário até o dia seguinte. 

 

Somente teve oportunidade de falar com Emma após Natasha ter saído do apartamento para encontrar Bruce e Sam e Bucky terem ido para algum tipo de barzinho em uma "Trégua da Implicância Para Encher a Cara". 

 

Quando a campainha soou alta, Steve já sabia quem era, então, apenas pediu para que Emma entrasse e trancasse a porta, afinal, estava lutando contra uma massa de lasanha que estava embolando na panela. 

 

-Minha Nossa! Me diz que a Lasanha está pior que você! 

 

Steve ergueu o olhar da panela, vendo Emma entrar na cozinha e tirar os tênis, os deixando no canto. 

 

-Com certeza, a lasanha está pior que eu! - Steve retrucou, irritado. - Parecia tão simples quando minha mãe fazia! Que merda… 

 

Emma riu e caminhou até ele, se pendurando no braço de Steve para depositar um beijo casto em sua bochecha. 

 

-Deixa eu ver… - Emma pegou os talheres da mão de Steve e o afastou, o empurrando do fogão com o próprio quadril. - Ah, você pôs muita massa de uma vez! Dá para reverter! 

 

Steve suspirou e mordeu a boca, enxugando as mãos em um pano de prato. A visão que tinha do corpo de Emma era linda e saber que não havia ninguém em casa, deixava o homem com vontade de ignorar a Lasanha e se servir apenas da mulher.  

 

Seu olhar passeou pelas pernas de fora e pelo short de malha que valorizava a curva leve da bunda dela, subindo para a blusa larga. Ele estreitou os olhos. 

 

-Hey, essa blusa é minha! 

 

-Aham. - Emma concordou. - Você esqueceu na máquina de lavar da Eva quando precisou, mas agora, sinto muito, ela é minha. 

 

Steve riu, negando com a cabeça e andando até ela,  envolvendo em um abraço, por trás. Sua boca parou na curva do ombro de Emma, enquanto suas mãos passeavam pelo quadril dela, a puxando contra si. 

 

Steve ouviu quando Emma arfou, tentando se concentrar na lasanha. 

 

-Acho que você fica melhor sem a blusa… 

 

-Acha, é? - Emma reuniu forças para enfiar o cotovelo nas costelas de Steve. - E acho que você fica melhor quando me deixa resolver a lasanha! Sai! 

 

Steve riu e soltou Emma. Em cerca de dez minutos, a lasanha estava no forno, e enquanto eles esperavam por ela, Steve pegou uma garrafa de vinho, recém-comprada, da geladeira. Serviu em duas taças e andou até a frente do balcão em que Emma estava sentada, digitando algo no telefone. Desa vez, ela não tampou a tela e Steve pôde perceber que era com Sam que ela falava. 

 

Inclusive, Emma digitou: " Preciso desligar agora. Se eu não tentar controlar o fogo que o vizinho esquisitão está, o apartamento vai explodir!". 

 

Ele riu, sem graça, enquanto entregava a taça na mão dela, se encaixando entre as pernas da garota. 

 

-Estamos comemorando algo? 

 

-Que tal nós dois? - Steve sugeriu, erguendo a taça dele. - Eu acho um ótimo motivo para comemorar. 

 

Emma assentiu, batendo com a borda da taça na borda da taça dele e fazendo um barulho agudo soar pela cozinha. Eles beberam um longo gole, antes de, enfim, Steve puxar Emma pela nuca e beijar completamente, do jeito que queria. 

 

Os dois largaram as taças do lado de seus corpos, sem interromper o beijo intenso. Steve encaixou a mão na curva da cintura dela, puxando para a beirada do balcão, ao mesmo tempo que Emma o puxava pelo cabelo para perto de si. 

 

Mas, por mais que estivesse com vontade de Emma naquele minuto e seu corpo implorasse para deitar ela e a possuir naquele instante, Steve se afastou de supetão, percebendo a careta de Emma. 

 

-O que foi? 

 

-Eu tenho uma coisa para você. Eu já volto! 

 

Emma assentiu, indo verificar a lasanha. Nesse meio tempo, Steve pegava a caixa de bombos e o presente dentro do armário, ao mesmo tempo que passou mais perfume, ajeitou o cabelo, e verificou a quantidade de preservativos presentes na cômoda e na carteira. 

 

Quando Voltou, Emma bebia mais um taça de vinho, de costas para ele. Entrou na cozinha e suspirou. 

 

-Escuta, comprei isso ontem para você. E se você não gostar, está tudo bem, tá? - Steve anuncio, fazendo Emma se estremecer e encarar ele, curiosa. - É só trocar. 

 

Emma sorriu e pegou a sacolinha. 

 

-Vai ser impossível eu não gostar de algo que você me dê, Stee. Mas é sério, não precisa gastar seu dinheiro comigo, tá? Eu só… Ai, que coisa linda! 

 

Steve sentiu o ar escapar de seus pulmões, aliviado, quando percebeu o sorriso de Emma ao pegar a pulseira dourada na mão. Ela era simples e fina, bem discreta. Mas havia uma plaquinha de ouro no centro, em formato de uma estrela de cinco pontas. Bem no centro, Steve mandou gravar a frase "You are my Sunshine ♡", mesmo achando brega. 

 

Emma não achou. Na verdade, quando o encarou, tinha lágrimas nos olhos e a única coisa que fez, foi envolver o pescoço de Steve em um abraço forte. O homem a segurou, firme contra si. 

 

-Essa foi a coisinha mais linda que já ganhei na vida! De verdade, Stee! Eu amei! 

 

-Achei que você ia achar brega, sei lá! - Steve deu de ombros, abraçado a Emma. 

 

-É brega! - Emma o soltou, rindo. - Mas eu gosto dessas coisinhas bregas, amor. 

 

O coração de Steve falhou uma batida, mas ele tentou não demonstrar, quando Emma ergueu o pulso e pediu ajuda para colocar a pulseira. Steve uniu os dois elos da corrente e puxou a mão de Emma, a beijando. 

 

-Gostou mesmo? 

 

-Eu amei! E os bombons também! - Emma tinha um sorriso de ponta a ponta do rosto. 

 

Eles ficaram conversando sobre vários assuntos quando a lasanha ficou pronta. O jantar foi regado a flertes, carinhos, conversas e risadas. 

 

Minutos após acabarem de comer tudo e ficarem, enfim, sem assunto, Steve puxou as duas pernas de Emma e as pousou em cima das pernas dele, percorrendo as mãos por lá, em um carinho. 

 

-Você precisa voltar para casa? - Steve questionou, em um fio de voz. 

 

-Depende. Você tem planos melhores do que eu aproveitar a minha cama? - Emma riu, chegando mais perto de Steve e brincando com os fios loiros da nuca do homem. 

 

-Na verdade, meu bem, eu tenho. 

 

-E quais seriam? - Emma provocou, mordendo a boca e alternando o olhar entre a boca e os olhos de Steve, o deixando tonto. 

 

O homem sorriu e a puxou mais para perto, correndo as mãos pelo quadril de Emma e ouvindo ela arfar quando Steve levou os lábios até a orelha dela. Prendeu a carne macia entre seus dentes, sugando levemente. Emma chegou a ficar mole e gemer, abafado. 

 

-Aproveitar a minha cama. 

 

-E como? - Emma questionou em um fio de voz, fraco. - Me conta o que você está planejando. 

 

-Você não vai querer saber… 

 

-Quero. - Emma o encarou, séria. - Me conta o que quer fazer, Capitão. 

 

Steve notou que não foi um pedido. Foi uma ordem. E como um bom soldado, Steve apenas deu pequenos chupões pelo pescoço da mulher, as mãos invadindo a blusa larga, subindo pela barriga. 

 

-Eu quero te deitar na minha cama, tirar a sua roupa e te provar inteira… 

 

Emma fechou os olhos, forte, apertando os joelhos um contra o outro. Ela mordia a boca, a cabeça jogada para trás, uma expressão de prazer. Steve começou a ficar muito excitado, mas tentou se controlar. 

 

-E depois? 

 

-Depois, eu quero te fazer ficar suada. Molhada. Fazer você implorar para me ter e depois de… 

 

Steve engoliu em seco. Emma abriu os olhos e riu, correndo uma mão pela perna dele. 

 

-Completa o raciocínio, Capitão. Eu estou gostando desse seu lado safado. 

 

Como qualquer pedido de Emma era uma ordem, Steve voltou a orelha dela. 

 

-Depois de te colocar embaixo de mim, eu quero te foder se uma forma que você vai implorar para eu parar. E eu não vou parar até você ficar com as pernas bamb… Ah… 

 

A mão de Emma achou o ponto mais sensível de Steve e ela passeou as unhas, de leve, sobre a ereção visível. Steve jogou a cabeça para trás quando Emma começou a dar beijos em seu pescoço, ao mesmo tempo que suas mãos abriam o zíper e o botão da calça dele. Steve se segurou na mesa, assim que a mão de Emma invadiu sua calça, o acariciando por cima da cueca. 

 

A tensão da briga, a saudade de estar dias fora, tudo contríbuia para que Steve estivesse tão excitado que chegava a estar dolorido. O alívio vinha em ondas com os movimentos de Emma, mas ele queria mais, então levantou da cadeira, com pressa. 

 

-Fica calada, está bem? - Steve apontou para ela, sério, enquanto se livrava da roupa, deixando bem claro quem estava no comando naquela noite. - E vai tirando a roupa!  

 

Ou ao menos, era isso que ele achava. Emma sorriu, maliciosa, enquanto observava o corpo de Steve ir aparecendo mais a cada camada. Primeiro a calça, depois a blusa, até sobrar a cueca tensionada pelo tamanho da ereção de Steve. 

 

Antes que ele pudesse Reclamar, Emma se levantou e tirou a blusa e o short, ficando apenas de langerie vermelha de renda. Steve sorriu, percebendo que ela já queria isso tanto quanto ele. 

 

Mas Steve não teve tempo de dizer nada antes de Emma o empurrar contra a bancad da cozinha e ajoelhar na sua frente, prendendo o cabelo castanho em um rabo de cavalo. A cena foi tão excitante que Steve quase teve um orgasmo apenas de olhar. 

 

Emma abaixou a cueca branca dele, fazendo ela cair pelas pernas, enquanto encarava Steve, ao mesmo tempo que suas mãos brincavam com o membro dele. 

 

-Eu nunca fiz isso, então, pode ser sincero se não estiver gostando, está bem? 

 

Steve, incapaz de responder qualquer coisa, apenas se segurou com mais força na bancada, sentindo a língua de Emma brincar coma sua glande encharcada antes da boca dela o envolver. 

 

Um gemido alto e rouco escapou de Steve quando Emma começou a sugar o membro dele, devagar, atenta a cada reação. Suas mãos brincavam com as coxas desnudas do homem, o quadril forte, a bunda músculosa. Steve, em um determinado momento, a puxou pelo cabelo, auxiliando no ritmo que queria, até chegar perto do ápice. 

 

Explodiu em prazer minutos depois, mas não precisou nem mesmo se recuperar antes de abaixar e pegar Emma no colo, a levando para o quarto, entre beijos e gemidos. 

 

A jogou na cama e subiu por cima dela, esfregando o membro ainda duro e latejante na intimidade dela, enquanto sua boca mordia os seios que Emma tinha acabado de expor, tirando o sutiã vermelho e jogando em algum canto. 

 

As respirações pesadas e os gemidos sofridos eram as únicas coisas que se escutavam no quarto. Os dedos de Steve substituíram seu membro e passaram a excitar ainda mais Emma, que já estava encharcada. Steve sorria por saber que ela estava assim por ele. 

 

Ela se contorcia embaixo dele, após retirar a calcinha, com dificuldade, já que Steve estava dificultando o trabalho, sem tirar os dedos de dentro dela, ao mesmo tempo que seu dedão acaríciava o clítoris inchado e quente. 

 

-Steve… - Emma o puxou pelos cabelos, até que ele a encarasse. - Por favor… 

 

-O que? - Steve riu.

 

Uma mão acariciava os cabelos de Emma que estavam espalhados em seu travesseiro, fazendo o cheiro da garota impregnar alí. A outra, ainda alternavam movimentos de vai e vem dentro da intimidade dela. 

 

-Desgraçado! - Emma revirou os olhos, arqueando o corpo. 

 

Então, Steve parou, se equilibrando sobre os joelhos e uma mão, buscando a boca dela. Emma teve pressa em erguer as pernas e encaixar seus quadris, causando uma fricção intensa entre ambos. 

 

-Me fode. - Emma o encarou, vermelha igual um pimentão. - Quer dizer.. Eu … Bem… 

 

Steve riu a calando com mais um beijo. Foi o tempo de pegar a camisinha na cômoda e abrir para se proteger, Steve se posicionou na entrada da garota e investiu, arrancando um gemido sofrido e alto. 

 

Por uns segundos, nenhum dos dois se mexeu, apenas sentindo suas intimidades pulsando uma contra a outra. Então, Steve começou com movimentos lentos e fortes, o que fez Emma se ajeitar embaixo dele, gemendo forte. 

 

O som do quadril de Steve contra o seu e os gemidos abafados do homem em sua orelha, alternados com as safadezas que Steve Rogers dizia, faziam Emma achar que estava no céu. 

 

Enquanto lutava para não se descontrolar, Steve sentiu o corpo ser empurrado para o lado, vendo Emma se ajeitar na cama, depois e o encarar nos olhos. Ela virou de costas para ele, as pernas semi abertas em um convite que Steve aceitou na hora. 

 

O quadril dele foi aumentando de intensidade, enquanto suas mãos brincavam, ora com os seios, ora com a intimidade de Emma. Ela gemia mais alto a cada estocada, o que fez Steve ter que tampar a boca dela com a mão. 

 

Quando sentiu que estava chegando próximo  ao ápice, Steve saiu de dentro de Emma, deitando ela na cama, quase na mesma posição, enquanto separava suas pernas e a lambia inteira. 

 

Emma não demorou para gritar mais alto, abafando o som no travesseiro, ao se desfazer na boca de Steve, que ainda não estava satisfeito. E diga-se de passagem: Nem Emma. 

 

Dando um tapinha na bunda dela, Steve se ajeitou na cama e observou enquanto Emma se encaixava em cima dele, dando as duas mãos a Steve para começar a rebolar. 

 

Talvez, Emma o encarasse com uma cara safada. Mas Steve não conseguiu fazer nada a não ser, segurar ela pelo quadril e a obrigar a ir mais devagar para que ele não se desfizesse novamente. 

 

Sentou na cama, abraçando Emma que segurava a cabeceira atrás dele, com força. O próprio Steve ditou o ritmo, a erguendo e abaixando pelo quadril, em cima dele. 

 

Talvez, fosse o álcool no sangue de Emma. Talvez, a tensão pela briga. Ou talvez, fosse só a própria Emma que já tinha se soltado. Mas Steve estava tendo a melhor noite da vida dele e não queria parar. 

 

Emma aumentava mais ainda os gritos que sua boca produziam contra o pescoço do homem. As unhas estavam cravadas nas costas dele e o dentes, no pescoço. O corpo inteiro de Emma se retesou, segundos antes dela gritar mais alto e estremecer por completo, pulsando contra Steve. Ela ficou tão mole que Steve teve que voltar a posição original e a penetrar por mais alguns minutos, enquanto Emma ainda sentia os efeitos do orgasmo. 

 

Então, quando Emma estava prestes a dizer que não aguentava mais, Steve deixou o corpo relaxar, explodindo em ondas de prazer intensas contra a camisinha. 

 

Os dois ficaram, exautos, na mesma posição por longos segundos, apenas sentindo sua respirações acalmarem, os corações desacelerarem e seus dedos entrelaçarem. 

 

Steve sabia que não era a melhor hora. Mas era a hora que seu coração implorava para ser honesto. Ergueu os olhos e acariciou o rosto de Emma, a chamando, antes que ela pegasse no sono. 

 

-Hm? Que foi? 

 

-Preciso que olhe para mim. 

 

Emma suspirou, abrindo os olhos. Steve a encarava de uma forma tão intensa… Ela sorriu, envergonhada. 

 

-Eu amo você. 

 

Emma arregalou os olhos e o encarou, mas Steve apenas tampou a boca dela, sorrindo. 

 

-Eu amo você, Emma. Demais. E desculpe só ter percebido depois dessa briga. Mas eu te amo tanto! E eu sei que eu vou sair magoado dessa história quando eu tiver que ir embora, mas eu não me importo de ter o coração partido por você. Porque eu prefiro te amar verdadeira e intensamente por pouco tempo, do que não te amar a vida toda. Você é quem eu passei a vida procurando, Emma. É o motivo do meu sorriso, da minha vida. E eu sinto que tudo que vivi, foi para me trazer a você. E, acredite, meu amor: Eu faria tudo de novo. Porquê eu amo você. 

 

Emma não precisou dizer nada. Na verdade, chorava tanto que nem mesmo conseguiu responder, mas conseguiu achar uma forma de demonstrar o quanto o amava na segunda rodada da noite. Dessa vez, em um ritmo lento, intenso, com juras de amor ao pé do ouvido e carícias extremas. 

 

Mas foi só quando se ajeitaram para dormir novamente, exauridos, que Emma tomou coragem e, assim como Steve, falou o primeiro "Eu amo você" de sua vida. 



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