História Human (A Detroit: Become Human History) - Capítulo 10


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Categorias Detroit: Become Human
Personagens Connor, Markus, Personagens Originais
Tags Detroit: Become Human, Personagens Originais
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Palavras 3.228
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Luta, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ooolá pessoinhas, tudo bem com vocês?
Dessa vez eu tentei demorar um pouco menos para postar, espero que tenha dado certo ajskaiaka, bem, sem mais delongas eu vou deixar vocês lerem.
Beijinhos e até mais!

Capítulo 10 - Capítulo Dez: Despedidas.


(Daisy POV’s)

-Anda, Daisy!- Disse a loira mais à frente.

Eu estava com as mãos nos joelhos fazendo um sinal de tempo, desde que eu disse para Meg que eu precisava de aptidão física para entrar na polícia ela vem me massacrando, não vou mentir, deu bons resultados, mas em compensação meus dias de sossego foram junto com o peso que perdi. Olhei para a androide enquanto enxugava uma gota de suor do meu rosto, eu odiava ficar impregnada de suor, e embora ainda fosse primavera, o sol radiante já era presença fiel nas últimas semanas.

Por sorte amanhã recebo o resultado dos testes físicos, faço os testes de conhecimento e fico livre de exercício durante um bom tempo... Pensando bem é melhor continuar me exercitando antes que eu engorde de novo!

Meg retornou alguns passos com a garrafa d’água em mãos, a mesma nada disse, apenas me entregou, bebi de imediato o líquido, sentindo minha garganta agradecer por isso.

Desde que eu me engajei nesse plano de entrar para a polícia eu tenho tido cada vez menos tempo para tudo, como o horário do meu trabalho no bar não atrapalhava o meu horário na academia de polícia de Detroit, eu continuei durante esse período trabalhando lá, e posso dizer que foi a melhor e a pior ideia que eu já tive, a melhor porque eu não ficava tão compenetrada em tudo o que se passava na academia, e a pior porque muitas vezes eu tinha que estudar enquanto trabalhava ou reduzir o meu horário de sono.

Mas em compensação isso me rendia boas notas nos testes! Não é todo dia que se ouve um :”... você é uma das melhores aqui”.

-Obrigada, Meg.- Agradeci me levantando enquanto à entregava a garrafa, a mulher deu um sorriso singelo e guardou a mesma.

Meg começou a andar e eu a acompanhei, a mulher nada disse, aliás Meg andava muito calada nessas últimas semanas, e embora ela me dê um sorriso feliz e me apoie, não posso negar que vejo ela triste e pelos cantos muitas vezes, eu não sei direito o que pensar ou dizer quando essas coisas acontecem, a loira normalmente está sempre tão alegre que quando se vê ela triste acaba se tornando uma situação delicada, eu sei que em grande parte a culpa é minha, já que eu não estaria mais tão disponível assim para ela depois que eu começasse no novo emprego.

Suspirei um pouco cansada, o clima quente do verão começava à despontar no meio da primavera, já estávamos em maio e os dias eram bem quentes, e mesmo me exercitando no final da tarde, eu ainda sentia essa diferença climática.

Chegamos no prédio vermelho escuro no mesmo silêncio de antes, Meg abriu a porta e me aguardou entrar, assim que entrei a mesma fechou a porta e foi andando rumo ao elevador, mordi meu lábio percebendo a atitude da loira, a segui em silêncio, mas senti minha língua coçar para a perguntar o que estava havendo, não me segurando mais soltei logo e comecei:

-Tá tudo bem?- Perguntei com uma leve preocupação, Meg voltou seus olhos para mim.

-Sim, por que?- Devolveu a pergunta com um sorriso, estreitei meus olhos de leve, eu sabia que aquele sorriso era falso.

- É que você anda muito quieta ultimamente.- Falei, o sorriso de Meg se desfez, e ela ficou séria.- Meg, tem alguma coisa acontecendo?- Perguntei colocando minha mão em seu ombro.

-Não tem nada acontecendo, Daisy.- Disse com um sorriso forçado enquanto retirava a minha mão de seu ombro.

A loira saiu um tanto apressada do elevador, a segui rapidamente e peguei seu braço.

-É por que eu vou sair do bar, não é?- Perguntei a soltando, Meg mudou o peso de uma perna para outra enquanto cruzava os braços, a mesma pareceu desconfortável.

Meg ficou calada, olhei para ela um tanto triste mas com um sorriso compreensivo, dei um abraço na mulher e senti a mesma corresponder.

-Eu sei que isso não te agradou totalmente.- Afirmei me afastando da mulher.

-Eu não...- Começou tentando negar a afirmação, a cortei.

-Tudo bem, Meg.- Disse com um sorriso dócil, Meg mordeu o lábio e evitou meu olhar durante um pequeno momento.

-Eu tenho medo que você me esqueça...- Meg disse sincera e meio cabisbaixa, arregalei levemente meus olhos e entendi o porquê da mulher estar daquela maneira.

Ela foi vendida como mercadoria, praticamente escravizada e isso é que eu não conhecia muito do seu passado, já que a mesma quase nunca dizia sobre isso, seus antigos donos a abandonaram com as crianças e agora eu também estaria meio que “saindo da sua vida” na concepção dela. Senti um leve aperto no peito assim que eu percebi esses fatos, a mulher mesmo com medo me ajudou em tudo que podia para que eu ingressasse na polícia, e mesmo com medo, como ela estava agora, ela disfarçava para não me preocupar com algo “inútil” como suas emoções.

Mas eu não pensava assim.

-Ah, Meg...- Disse um pouco emocionada enquanto lhe dava outro abraço, dessa vez mais apertado e longo que o outro.- Eu não vou te esquecer, eu prometo isso. -Disse, senti a loira relaxar um pouco.

-Promete?- Perguntou se afastando o suficiente para me olhar nos olhos.

-Prometo.- Disse fazendo um “x” no peito, Meg deu um sorriso diante da atitude.

Ficamos mais um tempinho assim, depois disso Meg se despediu um tanto mais leve de ter posto para fora o que a afligia, o sentimento de leveza era mútuo, suspirei e dei um sorriso alegre, Átila pulou em meu colo assim que entrei no apartamento, fiz um carinho animadamente em sua barriga assim que a mesma se deitou, acariciava a cadela enquanto falava com ela daquele jeito ridículo que todo dono de cachorro/gato faz.

Andei enquanto deixava um caminho com as roupas que vestia pela casa em direção ao banheiro, assim que cheguei liguei o chuveiro e senti a água fria resfriar meu corpo, retirei todo aquele suor que o exercício havia me proporcionado e assim que me senti satisfeita me retirei do banheiro.

Fui para o meu quarto pegando as roupas que havia espalhado pela casa, assim que entrei as coloquei no cesto de roupa suja, vesti a roupa do trabalho, me olhei no pequeno espelho com um sorriso meio triste, como o tempo passou rápido!

Olhei a pequena mancha na roupa branca, culpa de Vitor que jogou um prato de qualquer maneira e ele acabou caindo, sujando eu e Meg, por sorte o colete disfarçava aquela mancha!

Meu último dia no bar...

Assim que me senti satisfeita voltei novamente para a sala, rumei até a cozinha à procura de um pequeno lanche, encontrei pão integral e queijo de búfala, passei manteiga no pão e dei uma leve tostada nele, na panela já que minha torradeira tinha me feito o favor de queimar justo do fim do mês, assim que o pão ficou levemente dourado, cortei uma rodela do queijo junto com uma rodela de tomate, salpiquei um pouco de orégano por pura frescura gastronômica, enchi um copo com o restante do suco de abacaxi e fui até a sala.

Comi calmamente enquanto assistia televisão, minha série favorita passava nesse momento, era um pouco clichê gostar de romances e suspenses, mas eu adorava, e aquela série tinha exatamente isso.

Continuei assistindo que nem vi o tempo passar, quando dei por mim já era hora de trabalhar, só que no caso era a hora de eu estar chegando no trabalho, dei um salto do sofá que fez Átila olhar atentamente para mim e latir, corri em direção à cozinha e pus apressadamente o copo e o prato que eu havia comido, fui em direção ao banheiro e escovei meus dentes, e assim que fiquei pronta, fechei a porta e desci as escadas quase que correndo, não tive tempo de chamar por Meg, mas acredito que a mesma já foi para o trabalho, devido a hora.

Andei pelas ruas à passos rápidos, às vezes eu tropeçava em algumas pessoas, o que me rendeu alguns pedidos de desculpa durante o trajeto, cheguei um pouco ofegante à porta do bar, já entrei me desculpando pelos 20 minutos de atraso.

-Desculpe pelo atraso pessoal, é que eu tive um probleminha e...- Falei enquanto entrava, fui olhando para o local e o que eu vi me deixou emocionada.

Todos falaram um “surpresa” bem animado quando entrei, haviam feito uma pequena festa de despedida para mim, as paredes tinham alguns balões azuis e brancos decorando-as, uma faixa amarrada no local havia escrito um “sentiremos sua falta!”, Samuel tinha um bolo em mãos onde me desejava boa sorte, senti algumas lágrimas se formarem nos meus olhos diante da surpresa.

-Ah, gente...- Falei com a voz falha, Meg veio ao meu encontro e me deu um abraço.

Samuel colocou o bolo no balcão do bar e veio se juntar ao abraço, Vitor soltou um resmungo descontente, mas logo depois o moreno também veio ao encontro do abraço em grupo.

-Queríamos fazer alguma coisa para nos despedirmos... Espero que tenha ficado bom.-Disse Samuel com um sorriso que evidenciou as rugas do seu rosto.

-Se ficou bom? Ficou ótimo Sam!- Falei alegre o apertando mais um pouco.

Ficamos algumas horas ali, apenas conversando, comendo bolo e bebendo alguma bebida cítrica que juntava maravilhosamente bem com o doce do bolo, coloquei um pedaço generoso do bolo em minha boca quando Vitor se aproximou.

-Parece que você tá gostando do bolo que eu fiz.- Disse irônico com uma sobrancelha levantada.

Engasguei na hora que ouvi que ele tinha feito o bolo, Vitor riu alto diante disso.

-Ai, ai, eu sabia que você ia fazer isso!- Disse o homem com a mão na barriga.

-Ha ha ha, muito engraçado!- Falei limpando um pedaço de comida do meu rosto.

-Fica tranquila, garota, a gente comprou em uma confeitaria aqui perto.- Disse dando um tapinha em minhas costas.

-Fico impressionada que você tenha se metido nisso também.- Falei me referindo à pequena festa.

-Não se engane, não foi fácil para mim tirar esse dinheiro das minhas economias, mais um pouco e meu sonho de ir pra Itália ia pro saco!- Disse em um tom meio rabugento e sarcástico.

-...Obrigada.- Falei com um sorriso depois de uma pausa.

Vitor deu um sorriso meio carrancudo, mas vindo dele eu até entendia.

-Boa sorte, menina.- Falou colocando a mão em meu ombro.

Dei mais um sorriso com os lábios diante do comentário do homem, Vitor meneou com a cabeça e logo depois foi procurar um pouco mais de bebida para ele.

Samuel, Meg e eu ficamos conversando e rindo enquanto Vitor vez ou outra entrava na conversa, naquele momento eu me sentia bem, me sentia especial, fazia um certo tempo que não me sentia daquele jeito, eu não queria simplesmente esquecer aquelas pessoas, de repente sair dali pareceu um pouco mais difícil do que eu pensava.

Eu sentiria saudades dali...

::::::::::::

(Connor POV’s)

Eu me sentia estranhamente mais irritado aquele dia, e eu sabia o porquê.

Era o penúltimo dia do tenente ali, tudo que ele vai fazer amanhã será pegar suas coisas e me apresentar para o meu novo “parceiro”, um que Hank havia dito muito bem sobre, mas isso não me animava em nada.

Eu não queria que o tenente saísse da corporação, de algum modo eu meio que entendia agora como foi para o tenente quando eu entrei, eu não me sentia nem um pouco animado para que um novato viesse substituir o posto do tenente, mesmo que ele “tirasse boas notas” e tivesse “total aptidão para exercer o cargo”.

Olhei para a sala de Fowler, o moreno discutia mais uma vez com Hank, eu sabia o porquê, nas últimas semanas era isso o que Fowler vinha tentando fazer, mas convencer Hank a ficar parecia cada vez mais difícil, Hank parecia decidido a se aposentar e isso não havia agradado nem um pouco os ouvidos do capitão.

Hank saiu massageando a ponte entre os olhos, logo depois passando a mão no cabelo, nervoso, o homem se jogou na cadeira de qualquer maneira, soltando o ar pelos lábios.

-O que foi dessa vez?- Perguntei por educação, mas eu já sabia da resposta.

-Dessa vez ele não tentou me convencer a ficar, mas me disse que levaria minha saída como umas “férias”, pois eu posso regressar essa decisão em até um ano e seis meses e blá blá blá.- Falou irritado movendo a mão como uma boca no final.

-E você vai?- Perguntei em um tom neutro, mas eu sabia que minha expressão denunciava minha alegria de pensar na possibilidade.

-... Eu não sei, eu preciso de um tempo pra me organizar, muita coisa mudou e eu não sei se eu acompanhei isso, mas a princípio eu não pretendo voltar.- Disse Hank, senti minha alegria se esvair, dando lugar à uma expressão de nervoso.

-Tenente, você tem certeza que é isso que você quer?- Perguntei tentando persuadir o homem, o mesmo prensou os lábios, sacando minha tentativa.

-Eu sei que você não quer que eu vá embora, e muito menos que alguém me substitua, mas eu já não sou mais o cara novo e cheio de energia que entrou para a polícia, eu fiquei velho, Connor, eu tenho que aproveitar ao menos um pouco a minha velhice antes de morrer.- Disse Hank, o olhei sério, a ideia do tenente morrer me parecia tão irreal e ao mesmo tempo dolorosa.

-Eu não sei se eu consigo, para mim parece que eu vou te substituir por um você mais novo, tipo um...- A última palavra parecia não querer sair da minha boca.

-Um androide?- Perguntou.

-...Isso.- Disse sincero.

-Bem, não é assim que funciona, eu realmente acredito que você vai se adaptar muito bem, sua nova parceira é uma boa pessoa, além de ser capacitada pra me substituir.- Respondeu Hank de maneira convincente, ele parecia acreditar totalmente em suas palavras.

Me dei por vencido, Hank não iria mudar de ideia, pelo menos era o que aparentava.

Graças à saída de Hank, estávamos pegando casos mais curtos e superficiais, havíamos recebido uma denúncia de roubo de uma loja de conveniência, o dono da loja não soube identificar se eram apenas humanos envolvidos ou se tinha algum androide junto, o que não me assustaria se tivesse, ultimamente é isso o que vem acontecendo, parece que nem todos os androides tem “senso de justiça”, o que não passa batido pelos humanos.

Chegamos à loja de cor branca e salmão, identifiquei o dono da loja de cara, já que o mesmo gritava desesperado para uma policial, a mesma pacientemente anotava qualquer coisa que fosse útil.

Hank andou na frente, acompanhei o homem logo atrás, assim que entrei já percebi que a porta de vidro tinha sido estourada, a marca de uma explosão era bem evidente na entrada da loja, os meliantes realmente haviam sido descuidados e tinham pressa.

Olhei para o chão e vi uma pequena marca de sangue, peguei um pouco em meus dedos, quando fui para colocar a amostra em minha língua, ouvi a voz de Hank:

-Pelo amor de Deus, Connor você sabia que a gente tem um laboratório?!- Perguntou Hank com nojo olhando a situação.

-Mas é mais rápido.- Afirmei dando ênfase aos dedos.

-Mais rápido e nojento!- Rebateu.

Dei um sorriso divertido e abri minha boca, levando os dedos em direção à língua vagarosamente , Hank fez uma cara enorme de nojo enquanto dizia não repetidamente, dei uma risada disfarçada em resposta à sua reação.

-Calma, Hank, eu vou pegar a amostra.- Falei retirando um pequeno frasco do bolso da minha calça.

-Bem melhor...- Disse aparentemente mais relaxado.

-Não sei por que você ainda age assim, você sabe que eu tenho um sistema de autolimpeza, certo?- Perguntei em tom irônico vendo a reação do homem.

-É, mas isso não justifica você ficar lambendo todo o sangue que vê por aí, isso é nojento.- Disse incomodado.- Não fica fazendo essas coisas com seu parceiro, tô te pedindo.- Falou, dei uma risada diante disso.

-...Certo.- Disse.

Não havia muito para se procurar na cena, aparentemente eles limparam o caixa, levaram um televisor, bebidas e alguns lanches, pelas coisas que foram roubadas, deveriam se tratar de adolescentes, ainda mais com o sangue próximo da porta, evidenciando a inexperiência de fazer isso.

Olhei nas câmeras de segurança e fiz o reconhecimento dos rostos, que estavam encapuzados, mas não era muito difícil de os reconhecer, havia uma androide no meio, mas a maioria ali não tinha mais que 19 anos, eram cinco pessoas no total, três homens e duas mulheres, contando com a androide.

Mostrei para Hank o resultado das gravações, o mesmo fez mais algumas suposições, de que pela pressa e total despreocupação em serem discretos, os mesmos não deveriam viver muito longe dali.

Bem, mais um dia normal de trabalho...

:::::::::::::

Se ontem eu não estava muito contente, hoje eu realmente não estava nem um pouco contente, as coisas de Hank na estavam empacotadas, só aguardando para o dono as buscar.

Estava havendo uma pequena despedida para o tenente, aparentemente o Hank era muito respeitado ali no departamento, e até querido por alguns ali, é claro, Gavin Reed com toda a certeza não era uma dessas pessoas.

Ajeitei minha roupa na frente do espelho e me dirigi novamente para a sala de refeições, Hank parecia genuinamente feliz enquanto se divertia com alguns colegas de trabalho, uma pessoa falava animadamente com ele, mas não consegui identificar quem era.

Dei um suspiro e resolvi deixar o homem se divertindo, voltei novamente para minha ilha onde dei uma olhada rápida nas coisas que Hank havia passado para o meu domínio, na verdade eu não estava realmente prestando atenção, apenas passava as anotações rapidamente em completo desinteresse.

Por entre a transparência da tela eu consegui ver o grisalho andando em minha direção, Hank veio com um sorriso brilhante enquanto segurava um copo de refrigerante.

-O que faz aqui?- Perguntou Hank.

-Eu estou repassando algumas informações que você me mandou ontem à noite.- Respondi.

-Bem, antes de ir eu queria te apresentar a sua nova parceira.- Disse um tanto animado.

-Hank, eu não...- Tentei inventar uma desculpa para não ir, mas o tenente me cortou.

-Anda, Connor, não tem mais como adiar.- Disse me levantando da cadeira.

Suspirei vencido vendo o homem andar na frente, eu andava mais devagar que o normal, tentando adiar mais aquele momento, conhecer meu novo parceiro significava deixar o antigo de lado, de vez, e eu não queria isso.

Por que Hank foi inventar de se aposentar?!

Hank me levou até uma sala onde a luz entrava pela janela, deixando a mesma mais clara que o restante da delegacia em um tom amarelo-alaranjado, isso porque era um final de tarde, dentro da sala uma silhueta feminina vestida com o uniforme policial se levantou da cadeira, o chapéu não me permitiu identificá-la de primeira.

-Connor, conheça a senhorita Goodwin.- Disse Hank com um certo orgulho ao pronunciar o nome da mulher.

Dei minha mão em sua direção.

-Prazer, me chamo Connor.- Disse tentando soar o mais amigável possível.

Assim que a mulher levantou o rosto, nossos olhos se arregalaram em uma expressão de choque, eu não conseguia acreditar que aquilo estava realmente acontecendo, até mesmo o sorriso que havia dado ficou morto diante da surpresa.

Não é possível!

-Daisy?!


Notas Finais


E é isso gente, espero que tenham gostado, eu vou tentar postar agora todo o domingo, já que eu acho que vai ficar mais fácil pra mim, mas caso eu termine algum capítulo antes, vou postar antes também.
E é isso gente, um beijinho e até o próximo!


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