História Human Anatomy - Interativa - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Grey's Anatomy
Tags Grey's Anatomy, Interativa
Visualizações 48
Palavras 5.357
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Orange, Policial, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá! Apareci!
Desculpem a demora por esse capítulo, mas finalmente chegou e vou explicar tudo por vocês.
Primeiro Motivo: Eu sou inseguro com minha escrita e colocação de ideias e acabo reescrevendo muitas coisas e nunca fico satisfeito e confesso que ainda não estou muito satisfeito com esse capítulo, mas eu já havia demorado tempo demais para posta e aqui estou eu.
Segundo motivo: ENEM, sim de ultima hora eu resolvi fazer um resumão para ver se os estudos valeram a pena e isso custou grande parte do meu tempo.
Outra coisa pessoal, vocês vão notar que nesse começo eu não estou dando muita importância as cenas de cirurgia e nem detalhando as mesmas, pois o foco esta sendo a relação entre os personagens, porém logo, logo eu irei começar a detalhar mais, explicar mais e etc..
Mais uma coisa, estou introduzindo os eprsonagens pouco a pouco, não pensei que estou dando prioridades, mas também não vou fazer nada apressado e acabar me perdendo né? Todos terão sua vez assim como na série original.
ATENÇÃO SPOILER DO ULTIMO EPISÓDIO DE "G.A"
Quem assistiu o episódio 14X07 de Grey's Anatomy? Gente eu estou todo choroso, pois para quem não sabe meu personagem favorito da série sempre foi O'Malley e esse ultimo episódio trouxe a tona os mesmos sentimentos que eu tive quando ele morreu, quando vi o Gregory logo me lembrei dele :'( quando ele morreu demorou muito tempo para eu voltar a assistir a série novamente, mas agora estamos seguindo em frente né.
Espero que gostem <3

Capítulo 5 - 01x02 - Apenas Outro Dia


Fanfic / Fanfiction Human Anatomy - Interativa - Capítulo 5 - 01x02 - Apenas Outro Dia

“Passamos toda a vida nos preocupando com o futuro. Fazendo planos para o futuro. Tentando prever o futuro. Como se desvendá-lo fosse aliviar o impacto. Mas o futuro está sempre mudando. O futuro é o lar dos nossos medos mais profundos e das nossas maiores esperanças. Mas uma coisa é certa: quando ele finalmente se revela, o futuro nunca é como imaginamos.”

Meredith Grey

***

01X02 – Apenas Um Dia

Steve havia notado o clima pesado entre Thomas e Hector e resolveu sair para deixar os dois a sós, mas sua curiosidade estava a todo o vapor e a duvida ficou martelando em sua cabeça. Que havia algo alem da descoberta que o médico fez sobre o QI era fato, mas ele sabia que tinha algo a mais.

Pedido em seus pensamentos ele não prestou atenção em nada que Amanda disse.

— Planeta terra chamando – disse a mulher estalando os dedos para ele.

— A... Desculpe-me – ele coçou a cabeça – você pode me chamar de intrometido ou fofoqueiro, mas preciso te falar uma coisa – disse ele não se aguentando mais.

— Prossiga.

— Hoje chegou um paciente, um médico aposentado, mandei chamar o Thomas e quando ele chegou na sala descobriu que os dois se conheciam, ele foi o médico que diagnosticou o QI elevado, mas o clima estava muito pesado. Posso estar sendo muito enxerido, mas tem algo sobre os dois que está mal resolvido.

— Concordo você é muito enxerido – riu a mulher – pois bem, esqueça isso, deve ser alguma injeção que ele tomou e doeu muito e até hoje ele não perdoou o médico – disse rindo.

— Pode ser. Quem será seu residente hoje? – perguntou o cardiologista parando na frente do quadro de cirurgia.

— Adivinhe? – perguntou ela – Noah Fray.

— Não! Sério? – Steve ria.

— Esse deve ser o meu carma, sempre ter um Fray por perto.

— Pense pelo lado positivo, ele pode ser bem diferente do irmão.

— Tomara meu amigo, tomara – disse ela seguindo em frente deixando o médico sozinho.

— Mais que tem algo ai tem.

***

— Doença de Parkinson? – Thomas encarou o prontuário – já faz quanto tempo?

— Um ano – disse o outro médico deitado na cama analisando o médico a sua frente – quanto tempo você não vê os seus pais?

Fray ignorou totalmente a pergunta do mais velho.

— Porque me escolheu para os eu caso?

— Fiquei sabendo que você desenvolveu um método cirúrgico para a cura.

— Ainda é experimental – rebateu.

— Eu sei e me voluntariei – ele pegou um papel que estava sem eu colo e entregou para o outro – sou um voluntario do seu experimento.

Thomas analisou o papel.

— Como queira...

— Não me respondeu ainda.

— O que?

— Há quanto tempo você não vê os seus pais?

— Isso não é assunto para se tratar no meu âmbito profissional.

— Pare com isso Thomas, você não pode culpá-los por quererem o seu bem.

— Logo mandarei alguém aqui para os exames pré-cirúrgico – Thomas olhou mais uma vez para Hector – talvez nossos conceitos de “querer bem” não sejam os mesmos.

***

Um grupo de residentes se encontrava na recepção esperando para saberem com quem ficariam, enquanto isso eles comentavam sobre o dia anterior quando conheceram os atendentes.

— Ele é tão antipático - comentou Annabeth, uma das novas residentes.

— Ele pode ser um porre, mas devemos concordar que ele é muito inteligente. Li os artigos publicados por ele e são todos incríveis – comentou Austin, também residente e o irmão mais velho de Annabeth.

— O irmão dele também é um residente – disse Izzie.

— Sério? – perguntou Austin surpreso.

— Sim, e já tinha gente falando que com certeza ele teria passe livre sendo irmão de quem é – comentou a loira.

— Você – chamou alguém por trás da loira – ela se virou para olhar e era a enfermeira que ficava no balcão com um tablet em sua mão – na emergência com o doutor Fray.

Ela olhou para os dois apreensiva, e os dois riam dela.

— Que os anjos te protejam, literalmente – disse Austin.

Izzie revirou os olhos e foi pegar o tablet.

A garota começou a andar até avistar o coreano e se aproximou cautelosamente. Ele olhava atentamente para o computador.

— Bom dia Doutor. Estou com o senhor hoje – disse a garota.

Ele ignorou totalmente a presença dela e minutos depois ele finalmente olhou para ela entregando uma folha.

— Quero que peça esses exames com urgência. Tem de estarem prontos até depois do almoço – ele entregou um teblet para ela pegando o que estava em sua mão.

Quando ela olhou o diagnostico do paciente não entendeu muito.

— Mas... Não existe cirurgia para a Doença de Parkinson.

Thomas suspirou e olhou novamente para ela, dessa vez fazendo a garota ficar apreensiva.

— Não me lembro de pedir a sua opinião – disse e voltou ao que fazia.

Ela ficou desconcertada e decidiu fazer o que foi pedido.

No caminho acabou encontrando Annabeth que também seguia para pedir alguns exames.

— Você é muito sortuda – disse a ruiva sorrindo.

— Você fala de estar com Thomas? Sorte onde? Me responda quem pede exame pré-operatório para um caso de Parkinson?

— Você não esta sabendo ainda?

— Do que?

— Thomas ira executar a primeira cirurgia que pode curar a doença, sinceramente? Não vou com a cara dele, mas se fosse para isso eu até aguentaria aquela carranca dele.

Izzie processou a situação. Sua primeira cirurgia como residente com a chance de fazer historia ao lado de um gênio com grandes chances de ter seu nome no artigo sobre o futuro sucesso.

— Eu amo isso aqui – disse ela sorrindo e saindo correndo para agilizar os pedidos.

***

Thomas retornou novamente para o quarto de Hector, ele não teria mais nenhum paciente e algo ficara martelando todas às vezes em sua cabeça. Uma duvida que por anos ele guardou para si.

— Porque eles nunca foram me visitar? – perguntou ele entrando no quarto e fechando a porta.

— Eu os aconselhei. Você naquele momento era a criança mais inteligente do mundo, seu QI estava muito acima do que o comum dos superdotados e a melhor coisa para você era te privar de qualquer mimo que poderia ter. Isso te faria mais forte, e provavelmente mais esforçado. Isso foi o que pensei na época.

— Durante um ano eu esperei a visita deles, no ano seguinte eu já não me importava mais. Quando me formei fui direto para a faculdade e aos dezoito sai de casa. Eu não reconhecia os dois como pais, se eles realmente tivessem me amado um dia jamais teriam aceitado tal absurdo.

— Thomas, eles são pais. Queriam apenas o seu bem. Se for culpar alguém culpe a mim, quem começou isso fui eu. Você querendo ou não eles são seus pais e não deve odiá-los.

Steve de longe observava discretamente os dois homens no quarto.

— Eu não os odeio, o que eu sinto é desprezo, porém devo agradecer a eles, mas principalmente a você. Você teve toda razão. Eu me tornei forte, aprendi que amar é machucar. Esforcei-me muito, tirei as melhores notas na escola e na faculdade, me formei antes de todos e é graças a isso que hoje eu tenho um nome, tenho uma carreira de sucesso.

— Tudo isso a custas dos seus sentimentos. Valeu a pena?

— Valeu, oras olhe para nossa situação. Eu vou te curar, afinal eu sou o melhor.

— Não infle seu ego tanto assim, não acredito em promessas.

— Mas eu não prometi nada, apenas afirmei o obvio.

— Cuidado para não se afundar com seu ego.

— Não se preocupe.

O médico foi em direção à porta abrindo-a.

— Você é melhor do que isso Thomas.

— Logo será levado para fazer os exames.

— Já marquei os exames e já irão vir busca-lo – Izzie disse surgindo atrás do médico.

— ótimo, não saia de perto dele. Quando finalizar os exames e sair os resultados me procure, estarei por ai – dizendo isso ele saiu andando.

O médico olhou seu relógio que já marcava meio dia e treze minutos. Sem nada para fazer ele decidiu fazer sua refeição. Foi até a cantina, pegou algumas coisas e se sentou em uma mesa afastada.

— Posso me sentar com você Hyung? – o médico reconheceu a voz de imediato.

— Claro – disse o médico – está com quem Noah?

— Amanda – disse ele começando a comer.

Thomas notou que ele comia como se aquela bandeja fosse a ultima da terra repleta de comida.

— Está há quanto tempo sem comer?

— Err... – ele oscilou por alguns segundo – umas doze, treze horas.

— Noah, você não poderia estar trabalhando sem comer. Você mais do que ninguém deveria saber disso como médico – disse o mais velho.

— Desculpe, mas eu já estava atrasado, se parasse para comer algo eu não chegaria a tempo.

O médico olhou para a bandeja do mais novo e balançou a cabeça em negação ao ver apenas uma barra de cereal, o lanche que ele já comia, e um suco.

— Tome – pegou seu sanduiche e colocou na bandeja do seu irmão – você precisa se alimentar – colocou também um pontinho com salada de frutas e pegou a barra de cereal da bandeja.

— Mas Hyung, você não vai comer?

— Eu já comi algo mais cedo agora coma.

Thomas iria ficar esperando ele comer tudo, mas algo lhe chamou a atenção – Izzie sentada na mesa com alguns residentes comendo uma salada e rindo de algo.

— O que foi? – Noah seguiu o olhar do irmão.

— Coma tudo, vou resolver uma coisa.

Ele se levantou e foi na direção da mesa.

— Vocês viram? Noah vai ser o protegido, típico filinho de papai – dizia um dos residentes alto o suficiente para o médico escutar. Todos riram.

O choque veio quando um deles percebeu que p médico estava perto e avisou os outros que e viraram imediatamente seguindo o olhar do outro. Izzie foi a primeira a se pronunciar

— Doutor eu estava apenas come... – mas ela parou de dizer quando viu a cara de poucos amigos do homem.

— Se eu mando você não desgrudar de um paciente você não sai de perto – disse ele encarando um – ao invés de ficarem falando de um colega de trabalho deviam se preocupar mais com a sala de emergência, cuidem das vidas dessas pessoas, é muito mais emocionante.

Sem esperar alguém se pronunciar ele saiu andando.

— Droga! – Izzie se levantou apressada seguindo o médico.

***

Amber havia acabado de ver um de seus pacientes quando ouviu burburinhos sobre uma tal cirurgia que ia ocorrer no hospital. Acabou encontrando a residente que estaria com ela, Annabeth.

— Que cirurgia é essa que está todo mundo comentando?

— O Doutor Thomas irá fazer uma cirurgia para curar o Mal de Parkinson de um paciente – disse a garota sorrindo.

— Eu soube que estavam tendo alguns estudos para a primeira cirurgia, mas nunca me empenhei em saber mais sobre isso – ela sorriu – Thomas é muito bom, com certeza terá sucesso.

— Porque você é a única que parece gostar dele nesse hospital?

— Minha querida, você é muito jovem ainda, às vezes o que demonstramos ser não é quem somos verdadeiramente. Todo ser humano um dia veste uma mascara, o problema é que alguns as tornam permanentes.

—Entendi – disse a garota não colocando muito crédito no que ela dizia.

— Me disseram que hoje vocês tomaram uma dura dele, é verdade? – Anna suspirou lembrando-se do episodio mais cedo.

— Parece que ele havia pedido para Izzie uma residente não sair de perto do tal paciente que será operado nos exames e ela pegou um tempo livre para comer alguma coisa bem na hora que ele decidiu fazer o mesmo – ela acabou por omitir a parte em que falavam do irmão do mesmo.

— Os antigos residentes o chamavam de coringa – riu a mulher.

— Por quê?

— Muito inteligente, mas dava medo em todos os residentes, no começo ele traumatizou todos, mas todos conseguiram sucesso.

— Os compreendo.

—Um conselho para você sobreviver a ele. Ele parece mal, ele fará de tudo para te levar ao seu limite, e você ira até acreditar que não é capaz, vai pensar em desistir. Ele vai ser sádico, chato, grosso a ponto de fazer todos vocês odiarem ele. Ele vai elevar o nível ao ultimo o que fará você se perguntar se não deveria desistir, mas não desista. Ele faz isso, pois quer tornar vocês pessoas fortes, ele realmente não liga para vocês e nem vai sentir a necessidade de decorar seus nomes, porém se ele não acreditasse no potencial de vocês ele ao menos perderia seu tempo ensinando.

— “Anotação, marcar consultas com um psicólogo” – pensou a residente.

***

Thomas estava na sala onde se podiam ver os exames neurológicos em grande escala. Atrás dele estava Elliot, Harriet, Amanda e os dois residentes dos respectivos médicos Izzie e Noah.

— Normalmente eu faria um implante no sistema de estimulação cerebral profunda – disse o médico colocando a seta no mouse no lugar – só que isso apenas aliviaria os sintomas – ele passou a imagem revelando outra – descobri que se trabalharmos com um contra choque...

— Poderia fazer as duas compulsões se colidirem – completou Amanda.

— Exatamente, seria ai que entraríamos com um novo medicamento fazendo o próprio organismo com pequenas ondas de choque parar a doença.  Claro que ainda terá mais um procedimento, mas estou estudando como utilizar ele da forma mais eficaz.

Os dois residentes olhavam de um lado para o outro captando tudo o que podiam.

— Não é muito arriscado? – perguntou Harriet apreensiva.

— Talvez para os outros, não para mim – disse Thomas não tirando os olhos da tela.

Elliot logo disse.

— Todo procedimento é arriscado e se esse der certo será uma grande revolução na medicina.

— Sem contar na visibilidade que o hospital ira ganhar com isso – completou Thomas.

— É isso, residente reserve uma sala para as seis horas – disse Thomas.

— Ok Doutor – disse a garota saindo da sala.

— Amanda poderia nos ajudar e rever a papelada para garantir que tudo esteja certo? – perguntou Harriet.

— Sim, Noah só faça uma ronda nos meus pacientes e pode ir se preparar para a cirurgia – disse ela se retirando junto com Harriet e Elliot.

— O nome dela é Izzie – disse o mais novo.

— Como? – questionou Thomas olhando o computador.

— O nome da residente é Izzie.

— Noah se você não viu estou ocupado, não tenho tempo para ficar decorando nome de residente.

— Então não fique arranjando discussões em meu nome. Já soube do episodio da cantina.

Thomas suspirou e pela primeira vez olhou para o outro.

— Isso é um hospital Noah, não é a redação de uma revista de fofoca. Se eles querem ficar perdendo o tempo deles falando mal de alguém que seja na folga deles ou quando estiverem lá fora – ele se virou para o computador – não tem algo para fazer?

— Sim, desculpe-me Doutor Thomas Fray – disse o mais novo ríspido e saiu da sala.

***

— Esse é August Miller, dezessete anos, possui um tumor na cabeça e deu entrada na emergência desacordado e a mãe disse que minutos antes dele desmaiar ele relatou fortes dores na cabeça – disse a Residente.

Thomas analisou todo o prontuário.

— Mamãe usou todas suas economias para me trazer aqui – disse o garoto sem graça.

— Isso não importa Gus – disse a mulher fazendo cara feia – gastaria isso e muito mais pela saúde dos meus filhos – sorriu.

— A senhora tem mais filhos? – perguntou Izzie curiosa.

— Sim, um mais novo e uma linda garota cursando direito – sorria ela orgulhosa.

— Porque não o trouxe antes? – perguntou o médico cortando o assunto.

— Eu o levei em outros hospitais que eu poderia pagar, mas nenhum médico quis pegar o caso e me mandou vir procurar por Thomas Fray, mas eu não poderia pagar então fiz minhas economias e empréstimos...

— Mãe! Eu disse para não fazer empréstimos – bradou o menino.

— Foi para o seu bem – dizia ela.

A residente se comoveu com a situação do garoto e olhou para Thomas praticamente suplicando para que ele salvasse o garoto.

— Mande chamar a pediatria – a residente suspirou e acatou a ordem do mesmo – mande chamar Elliot e a Avery – pediu ele.

Minutos após todos estavam presente como o médico havia lhe pedido.

— Se você mandou nos chamar é porque realmente algo acontece – disse o chefe.

Thomas olhou para o paciente e sua mãe.

— Só um momento – ele pediu com o olhar para que todos o seguissem para fora do quarto.

— O que está acontecendo? – perguntou Harriet.

— O garoto tem um tumor no cérebro e sua mãe usou todas suas economias para conseguir uma consulta comigo e...

— Ela se esqueceu dos custos de uma cirurgia e do tratamento – completou Elliot.

— E eu vou operar ele – disse Thomas – arranjem alguma forma de cobrir essa cirurgia, pois esse garoto não sai daqui sem eu abrir sua cabeça e removido aquele tumor.

— Essa decisão não é sua – disse a Avery séria – existem vários fatores que devemos levar em consideração.

— Com licença – disse a mãe do garoto interrompendo a discussão – não pude deixar de ouvir o que diziam.  Não se preocupem com os custos, apenas façam o que tem de ser feito que eu vou pagar, nem que eu penhore minha casa e carro apenas salvem meu filho.

Todos ali ficaram estáticos, menos Thomas que manteve sua cara habitual de tédio.

— Ótimo – outro médico se pronunciou, o pediatra, Archie Kim, um homem que quem olhasse lhe daria uns vinte anos, mas o mesmo já passava da casa dos trinta e assim como Thomas também tinha a aparência coreana e não pense que isso fazia deles pessoas próximas, Archie apesar de mais velho tinha medo do outro, não conseguia nem contar quantas vezes trocou de corredor apenas para não ter de encontrar o Doutor Fray.

— Mande remarcar a cirurgia de Hector e depois quero que acompanhe junto com outro residente o estado do garoto, pois caso aconteça algum imprevisto vocês já estarão aqui.

A residente que até então estava quieta acenou com a cabeça.

— Obrigado doutor – disse a mãe do garoto sorrindo minimamente.

— Agora o Doutor Kim ira acompanhar o caso também, ele é o pediatra – disse o coreano.

— Olá! – acenou Archie.

Thomas então acompanhou a consulta com o pediatra e logo se retirou, ainda teria que assinar alguns papeis para quando voltasse levar o garoto a cirurgia.

Quando ele voltou ao quarto só estava à mãe do garoto e o mesmo que olharam para os mesmos.

— Onde estão os residentes?

— Fui comprar algo para comer e quando voltei já não estavam mais aqui – disse a mãe.

— Só um momento, os enfermeiros já estão vindo para preparar você parar a cirurgia – Thomas saiu do quarto e deu de cara com Izzie e seu irmão andando rindo, mas quando viram o mesmo perderam o riso o que faria qualquer um rir, menos Thomas Fray.

— Th... – Noah iria começar a dizer algo, mas fora interrompido.

— Qual o problema de vocês em seguir uma misera ordem? – bradou Thomas analisando os dois residentes e sua frente.

— Izzie precisava ir ao banheiro e eu a cobri, mas Amanda acabou me chamando – explicou Noah – se for culpar alguém culpe a mim.

— Eu pedi explicações? Seu eu dou ordens, vocês a seguem – Thomas soou mais ríspido que o normal – se algo assim se repetir novamente teremos problemas.

Os dois olhavam para o Thomas sem conseguirem dizer nada, principalmente o irmão dele o que fez o mesmo pensar “então esse é ele”.

Ele começou a andar.

— O paciente esta pronto doutor – disse uma enfermeira surgindo em seu caminho.

— Estou indo – ele olhou para a loira e já foi o bastante para ela entender e acompanhar ele. Olhou para seu irmão e virou-se.

— Devo remarcar a cirurgia do Doutor Hector? – perguntou a enfermeira.

— Sim – disse.

Quando eles entraram na sala de preparação Archie já estava devidamente vestido e quando viu o médico e os dois residentes entrando logo tratou de apressar o que fazia.

Todos se arrumaram devidamente, lavaram as mãos, colocaram as luvas e entraram na sala de cirurgia.

Thomas se posicionou atrás do garoto. E logo solicitou a lamina para iniciar. Fez um pequeno corte próximo a nuca e logo pediu a serra para cortar o crânio.

Izzie que estava ao lado dele observava tudo com cautela.

— Está vendo?

— Perguntou o médico sem desviar seus olhos.

— O tumor – disse ela com seus olhos brilhantes. Claro, era algo trágico, mas a loira também levava aquilo como um aprendizado. Ela estava tensa, de certa forma havia se envolvido com o paciente e torcia mais que qualquer um para a sua recuperação.

Thomas parou e olhou para todos na sala, a residente não entendeu a ação do médico que parou bruscamente.

— O que está acontecendo? – perguntou o pediatra vendo que havia algo de errado.

— Chegue se tem algum reflexo em suas pupilas.

O médico pegou sua pequena lanterna checando o que o médico pediu.

— Quem estava responsável por cuidar desse paciente? – perguntou ele.

Uma enfermeira se prontificou e levantou a sua mão.

— Eu doutor.

— Quando o preparava o que aconteceu?

— Ele estava reclamando de dores na cabeça. Deduzi que eram os sintomas agindo e ele estava um pouco sonolento. Mas não fora nada com devêssemos nos preocupar – disse a mulher como se tudo o que ela disse fosse a coisa mais obvia do mundo.

— Então porque estou operando um cérebro morto?

Todos se surpreenderam com as falas do médico.

— Mas... – a mulher havia ficado sem palavras.

— Sim – Archie disse – o garoto teve morte cerebral.

Thomas tirou os óculos que usava e colocou-o em cima de uma mesa ao seu lado.

A residente ficou chocada com a noticia. Ela havia se comovido com os esforços da mãe por seu filho e acabou se lembrando de seu irmão mais novo o que foi o suficiente para ela se apegar ao garoto e agora ele estava morto?

— Hora do óbito, cinco e vinte e dois, pode fechar? – perguntou ele olhando para o outro médico.

— Claro.

O médico se retirou do local e foi seguido por uma garota ainda tentando entender tudo aquilo. Os dois tiraram os equipamentos descartáveis e saíram da sala.

— Bom veja com a mãe se ela vai querer doar os órgãos dele e mande remarcar a cirurgia – disse ele calmo saindo da sala.

Dessa vez foi a residente que parou bruscamente.

— Você não tem sentimentos? – exclamou a garota entre lagrimas fazendo o doutor olhar para ela – isso é a medicina? Focar na doença e se esquecer de que lá fora existe uma mãe esperando uma boa noticia? A medicina também tem de se importa com o sentimento do paciente e de seus familiares.  Pelo menos na medicina mais humanizada eu acredito que deva ser assim. Olha sua indiferença, você pode até ser o maior gênio do mundo, mas como pessoa é podre – Izzie havia se esquecido totalmente de com quem estava falando e quando o olhar frio do médico caiu sobre si ela tremeu finalmente dando-se conta do que havia feito.

Alguns médicos, enfermeiras e residentes haviam parado para observar a cena e nem eles acreditaram quando tais palavras foram proferidas pela loira.

— Quer emoção? Vá fazer uma telenovela mexicana que eu garanto que sentimentos serão mais ardentes.  De que adianta eu ficar lamentando a morte de um paciente? Existem ainda outros lá fora para serem salvos. A emergência está cheia deles e agora se eu parasse para ter uma crise existencial toda vez que alguém morresse. Isso é medicina, sinto muito de desapontar e destruir seus sonhos de adolescente. Não gosta do meu jeito? Eu não ligo, mas você vai me respeitar e vai respeitar esse hospital calando sua boca e se pondo no seu lugar residente.

Dizendo isso o médico começou a andar. A garota ficou paralisada no mesmo lugar com os olhos arregalados.

Pero dali estava Amber que assistiu toda a discussão e até mesmo ela não acreditou quando viu uma interna falando daquele jeito com o médico. Ela se doeu com as palavras da garota que disse tudo aquilo sem realmente conhecer o médico então ela foi atrás dele.

Ele já se encontrava novamente na ala da pediatria.

— Antes mesmo de eu abrir sua cabeça ele já estava morto – disse Thomas fazendo a mulher se surpreender – eu vi você me seguindo – ele disse ainda de costas para ela.

— Exatamente a culpa não foi de ninguém, mas aquela jovem é inexperiente e foi a primeira morte dela, sei que as palavras foram duras, mas não deixe ninguém dizer que você não é incrível.

— Ninguém diz – disse ele – aquelas palavras não me afetaram em nada. Era apenas uma residente desesperada para nãos e sentir culpada e assim acabou descontando toda sua carga no primeiro que viu. Ela vai superar.

Amber sorriu em sem dizer nada abraçou o jovem médico que manteve seu tronco ereto sem retribuir. Thomas não gostava de ser abraçado, isso era um fato incontestável.

— Agora me deixe ir, apenas vim ver como você estava – disse a médica largando ele e começando a andar.

Ele voltou a andar, ainda teria de mandar remarcar a cirurgia de Hector, mas no momento ele queria apenas andar e foi nessa caminhada que ele viu Noah vindo em sua direção com alguns papeis. Quando o mais novo viu seu irmão ele olhou apreensivo pelo desentendimento mais cedo e também por sabe do ocorrido há alguns minutos atrás.

— Você esta bem? – perguntou por impulso fazendo Thomas notar a presença do mais jovem ali.

— Sim – disse o maior analisando o homem a sua frente – sobrecarregado?

— Um pouco, estava separando alguns prontuários para a Doutora Amanda – Noah olhou bem nos olhos de Thomas e se perdeu no castanho de sua Iris – eu te amo – disse ele inconscientemente logo se dando conta do que havia dito ele se sobressaltou.

— Eu também meu irmão – disse o maior beijando a testa dele e seguindo em frente.

“Eu também irmão” como essas palavras doíam para ele. Noah sabia que não deveria ligar para isso, afinal sabia dos sentimentos sinceros do outro, mas ele ligava, e como ligava;

Era tão errado assim esse amor?

Ele seguiu pelo caminho e quando viu a primeira porta entrou sem nem mesmo olhar para trás.

— Você é um idiota Noah – o garoto estava em um dos quartos designados aos residentes – ele jamais ira olhar para você, lide com isso.

Esse sentimento que invadia o peito de Noah era totalmente estranho e desproporcional, ele amava seu irmão, não que houvesse problema nisso, afinal, ele era adotado, mas sabia que o mais velho jamais olharia para ele da mesma forma. Ele sempre seria o irmão mais novo, o maldito irmão mais novo.

A fama de seu “irmão” também lhe afetava. Sempre era visto como o irmão mais novo do “Doutor Thomas Fray, o gênio da medicina”, mas Noah não queria isso, ele queria ser conhecido por ele mesmo, por seus feitos e conquistas e não as sombras de uma reputação que não era dele.

Ele enxugou seu rosto com uma pequena toalhinha que estava por ali. E saiu da sala determinado a se esquecer desse amor, afinal, Thomas era o seu irmão e agora ele iria levar isso a sério.

***

A galeria da sala estava cheia, todos queriam ver o procedimento do médico que poderia ser mais uma revolução para a medicina.

Na sala de operação estavam também Izzie e Noah que acompanhariam o procedimento e no fim caso a cirurgia fosse concluída com êxito teriam o seu nome em um artigo médico que renderiam a eles um feito que poucos residentes iniciantes conseguiam, alias um feito que muitos médicos com anos de experiência ainda não tinham.

Izzie ainda estava meio sem graça na presença do médico, ainda batida, mas extremamente sem graça.

A cirurgia foi iniciada, cada um prestava atenção em cada movimento de doutor.

Alia estava o passado e o presente que poderiam definir o futuro de Hector. E o mais peculiar era que o maior erro de um causou um efeito dominó que fez nascer um novo homem e como o destino adora pregar peças era esse homem que poderia transformar esse erro em sua vida em um acerto que melhoraria a vida não só de um paciente, mais de muitos outros que poderiam ter mais esperanças em uma vida melhor.

—Tudo aconteceu da forma errada, eu cometi erros e o pior deles foi com vocês – disse o paciente acordado como era de praxe nesse tipo de cirurgia – seus pais não tiveram culpa. Sou o único culpado pequeno Thomas – todos ali na sala não entendiam nada o que estava acontecendo a não ser Thomas – um erro meu, custou...

— Pare de falar de erros – disse Thomas – não trabalho com erros. Um erro seu pode ocasionar um grande acerto então para de se martirizar. Não sinto magoas, nem ressentimento pode ficar sossegado com isso.

O tempo foi passando, todos aguardavam. Novas pessoas entravam e saiam da galeria.

— É isso? – perguntou Noah.

— Sim – sorriu Izzie.

— Deem o bisturi para ele – disse Thomas. O bisturi foi colocado em sua mão – agora levante a mesma. Quando ele levantou conseguiu segurar o mesmo firme, tem tremer e sem espasmos.

Hector sorriu e chorou. Todos na galeria começaram a bater palmas.

— Obrigado! Obrigado – dizia o paciente entre lagrimas.

— Eu avisei que eu conseguiria. Afinal foi uma boa troca não?

***

A mulher andava pelo corredor ao lado do seu residente, estava indo para a sala de cirurgia.

— Mas é algo de errado com o coração? – perguntou Austin.

— Sim, esse será o segundo transplante dele em menos de dois anos – a mulher era Érica, a chefe da cardiologia. Sem duvidas uma das melhores médicas dentro do hospital e isso era perceptível a todos.

Érica é o tipo de pessoa que é apaixonada pela inovação e adora se superar em seus desafios e isso a faz se destacar entre os outros. A sua perspicácia é de dar inveja em qualquer um, ele precisa de apenas poucos detalhes para formular tudo em sua cabeça e chegar a uma conclusão. Isso é juntando tudo e mais um pouco temos uma mulher incrível capaz de fazer grandes feitos.

Os dois chegaram à sala de cirurgia onde o paciente ainda estava sendo preparado.

— Você esta pronto Dom? – perguntou a mulher sorrindo para o jovem.

— Infelizmente sim – disse ele sorrindo.

Domic  O’Conner era um paciente antigo da Doutora Herrera, havia dado entrada quanto tinha apenas dezesseis anos com sérios problemas em seu coração que necessitava de um transplante, foi quando a mulher moveu céus e terras para conseguir um coração, colocou até mesmo sua reputação em jogo para isso e no final conseguiu, Agora com dezoitos  anos o garoto havia voltado apresentando os mesmos problemas, seu corpo estava rejeitando o órgão.

— Hoje o Doutor Austin é quem estará comigo – ela apresentou os dois formalmente.

Depois de algum tempo os dois saíram da sala para se prepararem. Austin percebeu que a mulher estava bem mais séria que o comum e a mesma percebeu essa preocupação nos olhos do residente.

— A um risco maior de rejeição – disse – o coração dele já não funciona mais direito.

Por fim eles entraram e deu-se inicio a cirurgia.

Érica fazia tudo com a maior cautela fazendo Austin admirar mais ainda a mulher.

— Segure essa pinça firme sem se movimentar – pediu ela. Então retirou o coração colocando em uma bandeja – leve e pegue o outro – pediu ela trocando de posição com o residente lhe entregando a bandeja. Austin fez isso, minutos depois a médica tinha colocado o coração e feito todo o procedimento – vamos lá garoto.

Os aparelhos começaram apitar.

— O que esta acontecendo? – perguntou ele sem entender.

— Os anticorpos estão atacando o coração – disse a médica tentando vários procedimentos, mas, no fim apenas um barulho foi ouvido.

— Hora do óbito, seis e vinte e dois da noite.

~~~

"A vida humana é feita de escolhas. Sim ou não. Dentro ou fora. Em cima ou embaixo. E também há as escolhas que importam. Amar ou odiar. Ser um herói ou um covarde. Brigar ou se entregar. Viver. Ou morrer. Essa é a escolha importante. E nem sempre ela está nas suas mãos."

Grey's Anatomy

HUMAN ANATOMY

***

Glossário:

*Rejeição de órgãos:

A rejeição ocorre quando o sistema imunológico do receptor não reconhece o novo órgão ou tecido e inicia a produção de anticorpos. Esse processo pode ocorrer em qualquer transplante, variando apenas em intensidade. Em casos graves, os anticorpos podem iniciar um grande ataque contra o material transplantado, causando sua destruição e até mesmo a morte do paciente receptor (ocorrência mais rara).

Fonte: Site Mundo Educação

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Opinem, digam o que acharam, podem dar ideias também.
Até mais!


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