História Humana ou Ghoul? - BoruSara. - Capítulo 33


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Categorias Naruto, Tokyo Ghoul
Personagens Boruto Uzumaki, Chouchou Akimichi, Hinata Hyuuga, Itachi Uchiha, Jiraiya, Kakashi Hatake, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Shizune
Tags Borusara, Naruto, Tokyo Ghoul
Visualizações 299
Palavras 1.727
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Violência
Avisos: Canibalismo, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 33 - Um novo caminho?


Point of View: Sarada

 

 

 

 

Acordei com uma estranha dor nas costas, como vem acontecido nos últimos dias. Por que isso ta acontecendo? Bom, não deve ser nada importante. 

Quando desci para tomar o café da manhã, já perdi a paciência. Havia um bilhete na geladeira escrito "Fomos para uma reunião" com a letra da mamãe. Mitsuki estava tirando um bolo do forno. 

- De novo?! - perguntei e ele suspirou, tirando as luvas brancas depois de desenformar o bolo. - Isso está muito, muito estranho... 

- Relaxa, eles trabalham com Ghouls, deve estar tendo alguma rebelião ou algo do tipo. - deu uma mordida e eu resolvi pegar um pedaço também. - Não é algo do nosso interesse. - bom, não exatamente, já que sou metade Ghoul... parando pra pensar, é meio estranho meu pai ser um Ghoul que captura Ghouls... ele deve amar muito a mamãe pra fazer isso. 

- Hum... - murmurei. É claro que tem algo por trás e eu vou descobrir o que custe o que custar. 

- Conheço esse seu "hum". Não vai tentar dar uma de detetive, né?! 

- Não, não vou. - na verdade, vou sim. 

 

 

Depois do tédio das aulas e de mais um dia no clube, voltei pra casa acompanhada do Boruto e ele ficou um tempinho jogando video-game comigo mas teve que ir embora. Mamãe e papai entraram em casa, pareciam cansados. Eu corri e abracei eles, afinal, não é porque tenho 16 que tenho que agir como uma adolescente daquelas que desprezam os pais. Conheço muitas assim. 

- Oi, querida. - mamãe me apertou, ela estava com olheiras. Papai não estava diferente, e por sua pele ser muito pálida as olheiras faziam ele parecer um zumbi. Recebi um abraço dele também, e logo em seguida os dois desabaram no sofá. - Tô exausta! Pega um copo de água pra mim? - eu fui até a cozinha e enchi dos copos com água gelada, entreguei pra eles e sentei na poltrona. 

- ...estavam em outra reunião? - perguntei como quem não quer nada, apenas mexendo nas minhas próprias unhas. 

- Sim, muitas ultimamente... - papai suspirou depois de beber a água e deixou o copo na mesa de centro, mamãe fez o mesmo. - Obrigado. 

- Hm... - fingi desinteresse. - E... é algo muito importante? - papai e mamãe se entreolharam antes de responder, o que já é estranho por si só. 

- Ah... não, nada que você tenha que se preocupar. - todo mundo me fala isso, mas que saco! 

- Hm... vocês devem estar bem ocupados... - falar desse jeito, me devagarzinho, sempre me ajudou a arrancar informações deles. Os dois se olharam novamente, e isso prova que estão escondendo algo de mim na cara dura! Arg! - Tem alguma rebelião por aí, ou... 

- Querida, é coisa do trabalho. Assunto chato, de adultos. - papai respondeu deitando a cabeça no ombro da mamãe, estava na cara, praticamente escrito na testa deles, "estamos escondendo alguma coisa e te fazendo de idiota". - Mas então, acabaram suas aulas? - ele mudou completamente de assunto, to pensando em escrever aquela frase de caneta colorida na testa dele mesmo. 

- Não, mas amanhã é o último dia de aula... - resolvi entrar na onda. - Eu estou indo bem, não tive nenhuma "crise" com a fome e acho que consegui adormecer bem meu "lado Ghoul". - mamãe parecia aliviada. - Ah, e falando em Ghoul... vocês podiam me contar sobre o que são essas reuniões... 

- Eles não vão falar nada, nem adianta. - Mitsuki apareceu com os braços cruzados, ele sempre brota sem avisar, e na maioria das vezes é pra me irritar. 

- Cala a boca, urso polar com anorexia. - murmurei irritada e ele mostrou a língua. 

- Mecânica de HotWheels. - EU NÃO SOU TÃO BAIXA ASSIM, TA?! 

- Ei ei, vocês dois! - mamãe interrompeu a "briga" e massageou as têmporas. - Sarada, o Boruto ta te acompanhando quando você vai a escola, não é? - eu assenti e ela respirou fundo. - Ótimo, fala pra ele que amanhã vou conversar com ele. 

- Sobre o que? 

- Sarada, por favor... - mamãe parecia estar estressada então resolvi parar de encher o saco, acabei por suspirar e subir as escadas novamente. 

 

 

No dia seguinte, depois das aulas, acabei por ver meus pais saindo para mais uma reunião. Sim, eu sei, de novo! Eu nunca fui uma pessoa intrometida, longe disso, sempre fui um amorzinho e nunca segui as pessoas por minha curiosidade... Pff, imagina, eu nunca faria isso... haha... 

Quem eu to tentando enganar? É óbvio que eu iria segui-los! 

Pois é, nos filmes de terror eu sempre chamo os protagonistas de burros por entrarem na porta que fez barulho, descerem as escadas quando ouviram um copo quebrar, seguir o som dos passos... mas acho que, se eu fosse a protagonista de um filme, faria a mesma coisa. A curiosidade matou o gato, e nesse caso, eu seria o gato. 

Maldita curiosidade! 

Mas pensa comigo: e se eu ficasse em casa e guardasse minha curiosidade e o Harry aparatasse no meio de uma luta com o Draco no meio da sala de reunião e eu não estivesse lá pra ver?! ÓBVIO que eu vou, só pra garantir, né? Mas... como? Seguindo com um táxi e falar pro motorista "siga aquele carro!"? Não não, só um idiota faria isso de verdade... Pegar uma bike e ir atrás deles? Não não... 

Ir no porta-malas do carro? 

Genial! 

Enquanto mamãe e papai terminavam de se arrumar, eu (totalmente ninja) passei por eles e discretamente saí pela porta. Caraca, nem eu sabia que era tão 007 assim! 

- Ei, onde você vai? - mamãe perguntou. Droga, fui descoberta! 

- Ah... na... na casa do Boruto! - inventei. 

- Mas ele acabou de sair daqui, filha. - ela pareceu confusa. Vish! 

- É que... é que ele levou meu livro ontem e eu esqueci de pegar de volta, sabe? Bom, já vou indo, tchauzinho! - antes que ela perguntasse mais alguma coisa, eu saí correndo de lá. Abri o porta-malas e me enfiei lá dentro, fechando em seguida e me escondendo bem, beem no fundo e beem encolhida. Se me verem, são espiões de filme, só pode! Ou tem visão raio-laser. Ah, não viaja, Sarada!

Logo ouvi passos, e em seguida as portas do carro serem abertas e depois fechadas. 

- Eu não acredito... de novo? - Sakura suspirou. 

- Eu sei, eu sei... eles não vão desistir. 

- Mas nós já dissemos que não! Que tipo de mãe eu seria? - opa, opa. 

- Esses Ghouls tem problemas, só pode. Claro, Sarada vai ser muito poderosa... 

- Mas ela não vai se tornar um monstro!! Apenas por ser meio Ghoul... Arg! Já me da nos nervos... - ouve um pequeno silêncio. - Ei, que cara é essa? 

- Não podemos descartar a possibilidade de ela ter... hm... "peculiaridades"... 

- Sasuke!! 

- Não, eu nunca a entregaria!! Está louca?! Mas isso não quer dizer que ela não seja uma...

- Sasuke, não ouse completar essa frase. 

- Desculpa, desculpa! - que frase?! 

- Se você ousasse chamar minha filha de... arg, nem quero falar... eu ia te bater tanto que nem a luz tua ia ver, descia direto! - credo, mãe! 

- Credo, Sakura! 

 

 

O resto da viagem foi feita em silêncio (tirando alguns murmúrios de reclamação da mamãe) até que paramos, e eles desceram. Esperei um pouquinho e desci também, mas já tinham entrado no hospital. Uma pessoa normal pararia por aqui. 

Mas eu não! 

Entrei e cumprimentei a recepcionista Carol, o doutor Sasori e até a esposa dele, que tem o cabelo rosa (mas o da mamãe é bem mais bonito). Eu sei onde fica cada sala desse hospital, já que vim muito aqui quando era criança. Mas teve uma sala da qual nunca entrei, a sala do diretor, onde acontecem as reuniões. 

O nome dele? Bem, eu sabia, mas esqueci. 

É um senhor muito simpático, porém aqueles olhos puxados aparentam poder ler os pensamentos das pessoas, da até medo! Ta amarrado! 

E, para minha ilustre surpresa, vi o tio Itachi entrando na sala também. Mas ele nem é medico!! Pelo que eu vi até agora, provavelmente tem haver comigo. Mas eles fariam tantas reuniões apenas para mim? Ou a resposta é não, ou eu to famosa! Mas quando encostei o ouvido na parede (e ativei meus sentidos Ghoul que tinha acabado de descobrir que tinha) vi que não era nenhuma das duas, apesar de eu realmente ser o assunto. 

- Senhor e Senhora Uchiha, eu sei que é um pedido impossível quando se trata de sua filha, porém tentem entender que... 

- Entender?! Vocês querem que eu use minha filha como uma espiã e eu tenho que "entender"?! - a voz inconformada de mamãe interrompeu o chefe (do qual ainda não lembro o nome) e eu levantei as sobrancelhas. Espiã? Olha só, eu já tenho habilidades super ninjas, e não faria mal um pouquinho de ação! 

- Senhora Uchiha, sabe bem o que aconteceria se houvesse uma outra guerra entre nós humanos e os Ghouls! - uma voz desconhecida soou. 

- Mas minha filha?! 

- Eles com certeza a aceitariam, entende? Ela é uma meio-a-meio, e isso com certeza despertaria o interesse de seu líder. A garota já tem 17 anos, sabe se cuidar! 

- Ela tem 16! - meu pai corrigiu. - e o que a idade tem haver com isso?! Ela continua sendo nossa filha! Meio-a-meio ou não, não autorizamos! 

- Nós deixaríamos Karui na cola dela, caso qualquer coisa ocorresse! E o fato é que ficamos sabendo de várias organizações que estão de olho na garota. - reconheci como a voz de Sasori. - Além disso, Sarada poderia aprimorar suas habilidades e... 

- Não! N-Ã-O! Quer que eu desenhe também?! 

- Sabe, não iremos parar de lhes chamar aqui até que aceitem. - o velho disse. - E temos que falar com a garota. 

- O quê?! Claro que não! Ela nunca aceitaria isso. - mamãe respondeu, e eu sorri. É a minha hora de brilhar! 

Abri a porta com tudo e mantive os braços abertos, mamãe e papai me olharam com os olhos arregalados e todos ali pareciam surpresos com a minha ilustre presença. 

- E quem disse que não? 



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