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História Humanos, afinal - Capítulo 13


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Notas do Autor


Bom dia, pessoal!
Segue o capítulo de hoje... eu mesma fiquei surpresa com o curso da história dessa vez XD
Escrevi o capítulo em dois dias (costumo usar a semana inteira haha), achando que não ia conseguir... mas aí está!
Divirtam-se!!

Capítulo 13 - A Calmaria precede a Tempestade


Escola de heróis U.A.. Segunda-feira, 1:00 P.M.

Um clima calmo permeava toda a cidade, inclusive a instituição. Passadas uma semana desde o início da narrativa, os alunos se empenhavam nas atividades que lhe eram comuns: tanto aqueles que cumpriram seus afazeres no feriado, quanto os que não fizeram o mesmo, estavam abarrotados de atividades e treinos.

Embora houvesse certa paz nos últimos dias – era notório que poucos ataques de vilões ocorreram: vez ou outra, algo de minúsculas proporções –, isso não significava que os malfeitores estivessem inativos. Pelo contrário: à essa altura, poder-se-ia desconfiar de que algo de proporções desconhecidas estivesse para acontecer. Podemos dizer, com bastante certeza, que no mundo dos heróis, a calmaria precede a tempestade.

Faltavam alguns minutos para o início das aulas vespertinas. A classe 1-A estava programada para fazer um treinamento de campo dessa vez: no lugar de treinarem no território da escola, iriam rondar pela cidade, tal como faziam nos estágios com os heróis profissionais. Liderados por Eraserhead e observados por All Might (que ainda os apoiava como professor), eles se dividiriam em grupos para realizar as atividades. Os professores conheciam as qualidades e limitações de cada estudante, e já tinham em mente quais alunos se ajuntariam para cumprir as missões.

Já na área de treinamentos, os instrutores e estudantes faziam os preparativos para a saída. Eles foram divididos em 4 grupos, cada qual com a mesma quantidade de integrantes. A cada grupo foi delegada uma área da cidade, baseando-se na divisão dos pontos cardeais: Nordeste, Noroeste, Sudeste e Sudoeste. Essa divisão geográfica serviria também para a identificação de cada equipe.

Finalizada a missão, os heróis deveriam reunir-se no ponto definido como Centro. “Como medida de segurança”, disse Aizawa, “cada um de vocês estará equipado com um localizador. Em caso de emergência, basta acionar o botão vermelho”. Era de extrema importância que os professores e alunos mantivessem contato entre si: desde o sequestro de Katsuki, as medidas de proteção aos alunos passaram a ser levadas mais a sério do que nunca.

No meio-tempo em que a a composição de cada equipe era decidida, muitos alunos ansiavam por estarem juntos, por questões de afinidade. Logicamente, eles não questionariam as decisões de seus superiores: mas é deveras agradável trabalhar com quem você já conhece – ou gosta.

Desses, não podemos deixar de citar Yaoyorozu e Todoroki: por infelicidades do destino, não conseguiram parar um momento para conversar e estarem juntos durante uma semana completa. Dessa vez, havia uma probabilidade de fazerem parte do mesmo time. Seria a perfeita – talvez não a mais tranquila – oportunidade de se verem novamente. Mas… como nem tudo são flores, não poderiam contar com a sorte. E, de fato, o destino os separou mais uma vez: o consolo residia no fato em que Momo e Shouto estavam nas equipes Sudoeste e Sudeste, respectivamente. Pelo menos a probabilidade de se verem não fora de todo excluída.

*Para fins de informação, detalharemos os componentes das equipes das quais os protagonistas fazem parte. São eles:

→ Sudoeste: Momo, Uraraka, Asui, Izuku e Tokoyami;

→ Sudeste: Iida, Shouto, Kaminari, Jirou e Sero.

[Momo e Iida foram escolhidos como líderes de suas respectivas equipes.]

Acabada a etapa de organização, chegou a hora de prosseguirem com a missão. Os grupos seguiram para as direções predefinidas e iniciaram as investigações.

Focando-nos nas equipes que descrevemos, descreveremos ao longo desta narrativa o que cada um veio a encontrar. Abreviaremos Sudoeste para SO e Sudeste, para SE.

O time SO partiu para uma área comercial-residencial da cidade. Sendo tarde de uma segunda-feira, o movimento era relativamente escasso. A maioria dos trabalhadores e estudantes encontravam-se em seus devidos locais de serviço; outros descansavam no horário pós-almoço. Vendo que havia relativa paz e nenhum movimento suspeito, os estudantes focaram em criminosos “normais”.

Rondando por cerca de uma hora, os estudantes fizeram uma breve pausa para descanso. O tempo estava agradável: o sol irradiava um calor confortável, que contrabalanceava o vento mais ameno.

Os heróis assentaram-se em uma praça, e para não jogar o tempo fora – visto que estavam em aula – fizeram uma recapitulação do que puderam observar na primeira parte da ronda. Depois, como adolescentes que eram, conversaram livremente por alguns momentos.

Yaoyorozu sentou-se ao lado de Ochako. Não pode deixar de notar a felicidade de Uravity ao fazer parte do mesmo time que Deku. Ele – e Bakugou, mas isso é segredo – era um grande suporte para ela enquanto heroína. Sabendo da paixão que rolava entre a vice-representante da classe e o Todoroki, Uraraka iniciou uma conversa. Ambas falavam mais baixo.

— Ei, Yaoyorozu!

— Sim, Ochako?

— Como andam as coisas? – disse levantando as sobrancelhas e com um sorriso “característico”.

— Sniff… tristes!

— Ahh!! Por quê?

— Não tenho visto ele faz um bocado de tempo… e olha que estudamos na mesma escola.

— Caraca, Yaomomo! Que azar…

— Eu até tive esperanças de estarmos no mesmo time, mas não deu… – ela suspirou – Confesso que, vendo você e o Deku juntos… fico feliz, mas sinto um pouco de inveja! – ambas riram.

— Fica tranquila, Yaomomo! Eu garanto que as coisas vão melhorar! Pode ser que melhore pra pior, mas vão melhorar!

— Obrigada pelo consolo!

Pouco tempo depois, a equipe SO voltou à patrulha.

No outro canto da cidade, vemos a equipe SE bastante focada – e não poderíamos esperar menos, visto que seu líder era Tenya Iida. Ingenium não era um ditador no comando, mas sua atitude energética – quase obsessiva – contagiou os outros membros, que estavam bastante determinados a cumprir seu dever. Mesmo Kaminari, com seu semblante mais despojado, tomou ares de um herói veterano e demasiado responsável.

O local que eles estavam a observar era congruente ao da equipe SO: diferia-se no fato de que haviam mais casas do que pontos de comércio. Andaram com seus olhos e ouvidos atentos durante todo o tempo e não viram nada muito fora dos conformes. Desconfiados, procuraram por locais onde poderiam haver esconderijos – valendo-se da peculiaridade de Jirou –, e ainda assim, não encontraram nada.

Passadas uma hora e meia após o início da patrulha, o grupo de “Iidas” – se assim podemos dizer – resolveu parar um pouco. Os membros aos poucos retornavam à suas respectivas “personalidades” e o cansaço começou a bater.

Como esperado de seu líder, a pausa durou pouco. Entretanto, não foi algo ditado por Iida: todos concluíram que faltava pouco tempo para que o “expediente” se encerrasse. Sendo assim, não era um enorme sacrifício prosseguir com a vistoria.

Ainda não comentamos sobre as conversas que haviam no grupo. Não que elas não existissem… mas Shouto buscava não se incluir em nenhuma delas. Falava pouco; no máximo, um “sim” ou “não”. Ultimamente, estava bastante pensativo. Poderíamos dizer que seu semblante exalava leve tristeza. Por que o destino não permitiu que ele e Yaoyorozu se encontrassem por tanto tempo? Ele queria muito poder reunir-se novamente… abrir-se com ela – dessa vez, de maneira apropriada. Gostaria de acalmar o coração da moça – o qual desconfiava estar aflito pelo “telefone-sem-fio” narrado.

Sem ver, o fim da aula prática chegou. Ajuntando-se no Centro, os grupos relataram detalhadamente aquilo que puderam observar. Todos concluíram que a cidade estava demasiadamente tranquila. Não sendo pessimistas, mas as lutas têm tido tamanha frequência que um período de paz provoca estranhamento nos heróis.

Apesar de tudo, os professores ficaram satisfeitos com o desempenho de seus alunos. O que mais lhes gerou alegria, no entanto, foi ver que estavam todos bem até aquele momento.

Cumpridas as burocracias, a atmosfera adquiriu um ar mais despojado. Os instrutores conversavam com alguns alunos, discutindo diversos assuntos – nem todos relacionados à academia; paralelamente, alguns alunos conversavam entre si.

Nem precisamos dizer que nossos pombinhos se aproveitaram desse momento para se rever, não é mesmo?

Ambos foram para um lugar um pouco mais reservado que os demais, embora não estivessem tão distantes da “aglomeração”. Respiraram fundo. Ambos estavam com muita vontade de abraçarem, bem forte… mas não queriam ser invasivos – ainda mais Shouto, que era ainda mais introvertido com garotas, principalmente Yaoyorozu.

A garota iniciou a conversa.

— Tempo que a gente não se vê, né?

— Sim…

— Como foi a ronda?

— Nada fora dos conformes, felizmente. E a sua?

— Digo o mesmo. Tudo bem tranquilo… está bom demais pra ser verdade!

Os dois riram.

— Verdade – ele completou – Nem lembro de viver um tempo assim…

— É mesmo… – suspirou – Como você está, Shouto?

— Estou melhorando… estava com muitas saudades de você, Yaomomo – falou, diretamente, o que corou a garota. No fundo, ele sabia que aquilo não a incomodaria. O sentimento era recíproco.

— Parece que ficamos anos sem nos ver… senti muito a sua falta, Shouto!

Num piscar de olhos, a garota o abraçou. A reação instantânea foi de estranhamento; porém, segundos depois, a estranheza foi trocada por conforto. Sentira-se aquecido. O calor era totalmente diferente daquele que produzia com suas chamas; sentiu que jamais se queimaria com aquilo. Produzia-lhe um sentimento muito bom. Sentia-se acolhido por alguém. Amado.

Como se estivessem invisíveis, ou sozinhos no local, ninguém veio importuná-los. Por estarem com outras pessoas, pode ser que alguém tenha reparado naquilo. Mas os possíveis observadores, sabendo da situação do par – que não era tão secreta assim – ficaram tão felizes que preferiram deixá-los à vontade. Algum problema poderia acontecer caso um dos professores presenciasse a cena, mas felizmente, não foi o caso.

O abraço prolongou-se por um bom tempo. Era tão bom que ambos desejavam que aquele momento durasse para sempre. O menino rompeu o silêncio.

— Yaomomo…

— Sim?

Eu… te… amo… – falou nos ouvidos da moça.

Com aquela frase, os dois coraram. Lentamente desfizeram o abraço e se encararam por alguns instantes. Os dois não sabiam exatamente o que dizer. Nem sabiam se precisavam dizer alguma coisa. Como se possuíssem uma peculiaridade telepática, experimentaram a sensação de conversar entre si mentalmente. Tudo estava tão claro, que palavras já não eram necessárias.

A jovem gesticulou como se fizesse um pedido. Os dois aproximaram seus corpos, em especial suas faces. As mãos dele se encontraram com as dela, e se entrelaçaram. Lentamente, eles aproximaram seus lábios… em um beijo. Um suave beijo.

Por receio de serem vistos, o ato não durou mais do que alguns segundos. Porém, esse minúsculo espaço de tempo valeu toda a semana – uma eternidade de semana. Quando terminaram, novamente se abraçaram. E a garota não tardou em dizer:

Eu te amo, Todoroki Shouto.

Poderiam muito bem ficar daquela maneira por mais tempo. Palavras jamais expressariam o que os dois sentiram naquele momento. Não diremos que “tudo o que é bom dura pouco”; em vez disso, diremos que “tudo o que é bom marca a gente”. E foi isso que ocorreu. Embora em curtos instantes, foram momentos que marcaram. Os dois desejavam – e fariam o possível – não para que ocasiões como aquela se repetissem, mas para que as ocasiões à sós fossem tão boas, ou melhores, do que a que acabamos de ditar. Que sejam sempre marcantes.

Com sensações indescritíveis e evidentes sorrisos em suas faces, os dois aproximaram-se do grupo, agora próximos uns dos outros. Tudo o que precisavam fazer naquele dia foi concluído. Aizawa e Toshinori estavam a dispensar os alunos, visto que as atividades do dia acabaram por ali.

Estava tudo calmo. Não exageremos, dizendo que parecia um paraíso na terra… mas tendo em vista todos os problemas que os heróis enfrentam diariamente, era como se fosse um pedaço do descanso final. Entretidos em suas conversações, o grupo esquecera da peculiaridade daquela calma.

Infelizmente, o terror não tardou em dar as caras. Aproveitando-se de que haviam heróis e estudantes reunidos em um só ponto, os vilões – de alguma forma – conseguiram esconder-se durante todo esse tempo. Nem os olhos mais atentos da U.A. foram capazes de detectá-los na ronda vespertina dos alunos.

— Ora, ora! Nos encontramos novamente, escola U.A.! – gritou em alto e bom tom Shigaraki, que apareceu juntamente a seus associados (e mais alguns).

Os heróis se colocaram de prontidão. Os adultos se preocupavam com a integridade de seus estudantes, mas sabiam que eles haveriam de passar por situações como aquela no futuro.

Eles fariam o melhor para contornar aquela situação… e serem vitoriosos.


 


 


Notas Finais


Boa semana, pessoal! Se cuidem!!


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