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História Humiliation (Jeff The Killer) - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Capítulo 06


- Ele sentiu meu cheiro? - perguntei mentalmente, recuando em dar o primeiro passo para fora do banheiro.  



Eyeless Jack's POV 



Eu estava certo, Jeff era realmente um ômega. Por sorte, eu apareci antes do mesmo quase ser estuprado. Se isso tivesse ocorrido, provavelmente, o adolescente correria alto risco de estar com uma marca de dominância diferida pelo alfa. 


Naquele momento, as reações de Jeff foram excitantes para um simples toque. O menor até deixava escapar alguns gemidos. Ele é tão sensível assim? 


Pensando sobre os desejos de um ômega, Jeff tendo um ego tão grande, seria difícil marcá-lo como a propriedade de um alfa. Porém se ele não tomar cuidado, uma hora ou outra isso pode acontecer, mesmo contra a sua vontade.


- Eu não sei o porquê, mas já me dá uma dor de cabeça só de pensar nisso - suspiro. 


Enquanto alguns pensamentos negativos rodeavam em minha mente, escuto alguns gemidos vindo da primeira porta no corredor. 


Me aproximo sem fazer barulho, pondo o ouvido na porta. Escuto sons molhados junto de alguns gemidos, que pareciam estar sendo abafados por uma mão. 


- Jeff...seria o que eu estou pensando? - pergunto a mim mesmo.


Sinto um cheiro intensificado aguçar minhas narinas. Era um aroma doce, com certeza o cheiro do ômega. Mesmo não estando tão forte quanto se o mesmo estivesse em um cio, mas ainda é o seu cheiro. Me sinto agitado. 


- J-jack - escuto um gemido mais alto. Eu realmente escutei isso? 


Então Jeff estava pensando em mim. Minha agitação começou a aumentar, meu instinto gritava para que eu arrombasse logo essa porta e arrancasse o ômega daí de dentro. Mas não seria a hora certa, eu teria que esperar.


Seguro minhas vontades, e com um movimento rápido, me afasto da porta, indo para o único quarto da casa. Ouço Jeff praguejar do banheiro. 


Posso até dizer que isso me surpreendeu um pouco. O mesmo sempre esteve mantendo uma postura contrária a de um ômega, tentando provar que não era o que sempre foi. Mas então ele cedeu, se entregando ao seu desejo. Isso é novo para mim.


- Quero saber o que Jeff tentará quando estiver no cio - sorrio fraco para mim mesmo. Toda essa situação é o que torna tudo mais interessante. 



Jeff's POV



Saio cautelosamente do banheiro, olho para o lado direito. Jack não estava na sala. Sigo meu caminho no corredor. 


- Então ele já tinha saído antes de eu ter feito aquela merda - suspiro aliviado. 


Vou direto ao quarto. Vejo Jack em pé, vasculhando alguns papéis.


- Nós vamos ir atrás daquelas gangues, né? - pergunto a Jack.


- Vamos daqui a uns dez minutos - O maior responde, ainda mexendo nos papéis. 


Saio do quarto, voltando ao banheiro. Pensamentos começam a surgir novamente. 


- Ele não deve nem se importar com o que eu falei na sala - abaixo a cabeça - Ah, que merda! Eu gritei aquilo sem pensar. 


Entro no banheiro, tirando as minhas roupas. 


- Preciso de um banho. Me sinto grudento, ugh - lembro do acontecido de minutos atrás. Sinto meu rosto esquentar. 


- Então ele nem faz ideia do que aconteceu aqui, né? - entro no box, ligando o chuveiro. 


O contato com a água fria faz meu corpo tremer. Mas em questão de segundos, eu me acostumo com a temperatura baixa.


- Ele queria saber se aquele porco estúpido tinha me marcado - a água escorria pelos meus cabelos, descendo para o resto do corpo.


Ainda pensando em Jack, encosto a testa na parede do box, enquanto eu deixava toda a água cair sobre mim. 


- Se algo acontecesse comigo, também prejudicaria a missão. Então faz sentido ele querer saber - suspiro. 


Minutos depois tomando banho, saio do banheiro com a mesma roupa. 


Reparo que depois do banheiro tinha uma segunda porta, que eu não havia reparado anteriormente. Parecia um escritório minúsculo, onde havia uma mulher caída e morta com o a barriga aberta, parecendo vazia.


- Hm, isso não me lembra algo? - penso. 


" - Onde você estava? - pergunto a primeira frase que veio em mente. " 


" - Dissecando uma mulher - Jack responde. O mesmo segura meus ombros, me levantando do chão, antes de quebrar as algemas. " 


- É, então tinha outra pessoa na casa. Porém eu tive o azar de ir atrás daquele bastardo - penso, ainda lembrando do que aconteceu naquele momento. 


- Jack quebrou aquelas algemas com as próprias mãos? - eu poderia ficar preso com aquela merda o dia inteiro, argh. Isso é injusto. 


Chego no último cômodo do corredor, entrando no quarto. O canibal não estava lá. Apenas aqueles papéis, que estava em cima de uma cômoda. Pego um deles. 


Vejo uma lista de nomes e informações de desconhecidos, certamente sobre uma das gangues. 



# 0009

Nome: John Ahlers 

Idade: 28 

Posição: Líder 

Área: -



# 0008

Nome: Christian Kramer 

Idade: 34 

Posição: Co-líder 

Área: Referente à função administrativa 



# 0007

Nome: Mair Dutra 

Idade: 29 

Posição: Cargo superior 

Área: Referente à funções superiores e inferiores 



Esses eram os nomes que estavam no topo. Devia ter mais uns seis depois desse, mas eu não estou com saco o suficiente para ficar lendo isso. 


- Como se essas merdas de informações importassem. Eu vou matar todos do mesmo jeito - falo, revirando os olhos. 


- Elas são mais do que importantes - alguém sussurra atrás de mim, me assustando e me fazendo virar para trás - seria uma péssima ideia invadir uma facção, sem ter ideia do que você espera lá dentro.


Antes de eu rebater a fala, Jack continua. 


- Os nomes estão em ordem de acordo com o nível de habilidade - o canibal se vira, indo para a porta. 


- Leva esses papéis com você - ele diz, antes de sair do quarto. 


- Eu já ia levar antes de você falar - murmuro com grosseria, enquanto seguia o mesmo. 



Fora da casa  



A rua estava bem escura, provavelmente já eram quase meia-noite. 


- Essa merda de casa não tem carro nenhum - falo, após ter dado uma volta inteira pela casa. 


Jack não responde, apenas se afasta de frente da casa, observando ao redor. Olho para onde o canibal mirava - a casa ao lado da anterior, só que maior e com um carro. 


- Nós matamos quem estiver dentro, e depois pegamos as chaves do carro - digo, indo até a entrada principal. Giro a maçaneta, mas a porta estava fechada. Dou uma olhada na lateral da casa. Tinha uma janela aberta nos fundos - suspiro. 


Como era uma casa maior, as janelas também eram maiores e mais altas. Olho para Jack indo em direção a janela, vou logo atrás. 


- Fica na minha frente, eu vou te levantar - Jack diz, esperando que eu fizesse. 


- Eu não vou ser carregado de novo. Eu vou subir sozinho - falo com rispidez. 


Jack encosta de lado na cerca alta, cruzando os braços.


- Por que você não sobe? - pergunto, enquanto olhava para Jack.


- Eu quero ver você subir primeiro - responde o canibal, me encarando - rosno baixo. 


Tento escalar a janela de várias maneiras, mas a parede lisa da casa me faz escorregar e cair. Mais uma tentativa, e caio no chão novamente - suspiro.


- Já desistiu da sua infantilidade? - Jack pergunta, observando as minhas tentativas. 


Ah, foda-se.


- Vai logo - falo, esperando que o maior me levantasse. Porém nada aconteceu. 


- Eu não ouvi, poderia repetir? - pergunta Jack - Ah, como eu odeio esse cara. 


- Me ajuda a subir, por favor? - argh, abaixo minha cabeça para esconder o leve rubor que surgiu em minhas bochechas. 


Duas mãos seguraram forte a minha cintura, me levantando até a janela. Apoio no parapeito com o pé direito, pronto para estar totalmente em cima da mesma. Até que eu perco o equilíbrio e escorrego. 


- Porra! - grito, antes de sentir alguém me segurar nos braços. 


Encaro Jack, que me encarava de volta. Percebo que eu estava com meus braços envolta de seu pescoço. Sinto meu rosto esquentar. 


- Você pode me soltar - Jack ignora, e sobe comigo em seus braços. Já dentro da casa, o mesmo me coloca no chão. 


Antes que eu falasse algo, olho ao redor de onde estávamos. Era um quarto de parede rosa pastel. Logo no canto havia uma cama, onde uma garota pequena dormia. Por acaso ela não ouviu meu grito de antes. 


Pego minha faca do bolso, me aproximando da cama. A menina se mexe, parecendo incomodada. Ela abre os olhos lentamente, arregalando-os por completo quando me vê encostado em sua cama, segurando minha faca. 


Antes que ela tente gritar, tapo sua boca com a minha mão. Sorrio, vendo a garota paralisada pelo medo. 


- Sua mãe não te disse que monstros também escalam janelas? - a menina tremendo, balança a cabeça, negando. 


Enquanto mais eu me aproximava, mais a garota tremia. Até ela encostar sua mão na minha, como se quisesse falar algo. Tiro minha mão de sua boca. Nesse estado, ela não teria voz para gritar. 


- P-por que vai me matar? - com dificuldade, pergunta a garota.


- Por que não? - pergunto, encarando-a. A garota fez uma expressão de pavor, e estava pior do que antes. Ela vai tentar gritar. 


Tapo sua boca novamente, me aproximando mais. 


- Shhh - lágrimas começaram a rolar em seu rosto. 


- Go to sleep - acerto-a com a faca, abrindo um corte profundo do nariz até seu estômago. 


Me afasto da cama, olhando a bagunça. Tinha sangue por toda a cama, escorrendo até o chão pela quantidade. Passo os olhos por todo o quarto. Jack não estava no mesmo cômodo. 


Saindo do quarto, havia um corredor, só que maior que o da outra casa. Todas as portas estavam abertas, e com o mesmo cenário - sangue espalhado pelo local e uma pessoa morta, ou quase. 


- Jack realmente já matou quase todo mundo? - penso. 


Chego em uma sala. Jack, inclinado, encarava um homem deitado no sofá, que o olhava - paralisado. Em um movimento rápido, o canibal perfura o pescoço do homem com suas garras, fazendo-o se engasgar pelo próprio sangue. Sem poder gritar, o homem se contorce por alguns segundos até a morte.


- Devia ter deixado alguns para mim - me encosto na parede, observando o alfa. 


Jack pega seu bisturi, cortando do tórax até o abdômen, abrindo toda essa área do homem morto. O mesmo arranca um rim de dentro, levando-o em sua boca e mastigando. 


- Nojento, como ele pode sentir gosto nisso - murmuro baixo. 


- Quer provar? - Jack vira em minha direção, segurando o outro rim - debochado. 


Apenas rosno como resposta, virando meu rosto para outra direção. Jack volta a devorar aquela merda nojenta. 


Olho para o balcão da cozinha, que separava a mesma da sala. Tinha uma madeira presa com um prego, suportando algumas chaves. Uma chave em específica chama a minha atenção, provavelmente era a do carro. 


Vou até o balcão, pego a chave do carro e outra com uma etiqueta escrito "principal". Volto a sala, Jack ainda se concentrava no cadáver. 


- Esse deve ter um tipo especial de sangue, argh - penso. 



Author's POV



Jack termina com o cadáver, limpando uma tira de sangue no canto da boca com o dedão. O mesmo segue para fora da casa. Jeff, emburrado, já esperava a alguns minutos dentro do carro. 


- Ele sempre foi impaciente - pensa Jack. O canibal abre a porta do motorista, sentando no banco e dando partida. 



Uma hora na estrada 



Jeff já estava entediado. E só piorava mais, quando o adolescente lembrava que ainda tinha mais duas horas de estrada. 


De repente, o menor dá um pulo no banco do carro, fazendo Jack olhar para o lado. 


- Porra! - Jeff põe a mão em todos os seus bolsos, procurando por algo. Porém sem sucesso. 


- O que houve? - pergunta Jack, voltando a olhar para a estrada. 


- Eu esqueci a merda do bloqueador e umas pílulas - Jeff responde, puxando seus cabelos.





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