História Hunter - Malec - Capítulo 41


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Categorias As Crônicas de Bane
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Catarina Loss, Clary Fairchild (Clary Fray), Jocelyn Fairchild, Magnus Bane, Personagens Originais, Ragnor Fell, Tessa Gray
Tags Alex, Magnus, Malec
Visualizações 118
Palavras 1.679
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Magia, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eita que eu demorei, mas se der posto outro cap ainda hoje.

Boa leitura ❤

Capítulo 41 - O anjo


     A sala grande e vazia tilintava os ecos que os dedos pontilhados de Raphael faziam sobre a parede fria, olhar aquele lugar vazio era de certa forma intrigante, ele odiou Camille, odiou com cada parte do seu ser, mas agora que ela estava morta e ele havia se livrado de tudo que era dela ele se sentia vazio, era impossível esquecer a vampira quando ela fez em séculos sua vida um inferno, um inferno quente e sombrio, mas as vezes aconchegante e bom, não podia esquecer Camille quando no quarto ao lado dormiam três crianças exatamente ruivas como ela, não tinha como esquecer Camille porque Simon sempre o vazia se lembrar.
    
      O diurno gostava de conversar com os bebês, Raphael o ouvia falar dos seus dias, de Clary e seus também cabelos ruivos , de como Luke era bacana, de como Jace era irritante, o quanto ele admirava Alec, o quanto Isabelle era bonita, o quanto Magnus era incrível, e a uns dias ele passou a ouvir Simon contar aos bebês o quão Raphael era importante. Em primeiro momento o mais velho apenas petrificou, ficou lá na porta observando, guardando cada palavra que o mais novo dizia, se praguejando por não poder o olhar nos olhos quanto isso acontecia, mas ainda era bom, o fazia se sentir completo.  Desde a fatídica noite na qual aconteceu o primeiro beijo que Raphael e Simon estavam assim, se olhando mais, sorrindo mais, se ouvindo mais, e por mais que o segundo beijo não viesse tão rápido, Raphael teria a eternidade para esperar, e quando ele pediu para o mais novo ficar consigo recebeu como resposta um abraço, o que foi o suficiente para si.

- Oque tem de tão interessante nesse quarto vazio e escuro ? - Simon perguntou se colocando ao lado do mais velho.

- Lembranças. - Suspirou.

- Boas ou ruins ?

- Apenas lembranças. - Respondeu simplista.

- Admita que sente a falta dela. - Raphael o olhou confuso. - Adimita que sente falta de Camille aqui.

- Eu não sinto. - Pensou. - É só que… Dios…

- Não é errado sentir falta das pessoas. - Disse Simon se sentando no chão. - Eu mesmo sinto falta de muitas pessoas. - Deu de ombros.

- Você quer ir ver sua Mãe e sua irmã ? - Raphael também se sentou. - Eu cuido deles. - Disse se referindo aos bebês.

- Gabriel já está lá. - Sorriu.

- Pra quem não gostava dele vocês estão muito próximos. - Raphael comentou.

- Não é como se eu não gostasse, é que toda aquela coisa de mestre, sim senhor, não senhor, claro, pois não. - Imitou o outro Vampiro. - Era irritante e forçada, mas ele é bom com crianças.

- Gabriel é apenas… Tradicional. - Completou.

     Por um momento ficaram em silêncio, nada irritante ou constrangedor, era apenas confortável, para Simon o silêncio de Raphael era como seus abraços, calmos e aconchegantes.

- Você gosta dos nomes ? - Simon questionou.

- Dos bebês ? - Viu Simon confirmar. - Caleb é um nome forte, Kay é simples e imponente, e Luna me lembra Camille. - Se levantou. - Tem toda a força Bittencourt.

- Você é engraçado. - Simon disse rindo.

     Antes mesmo de mais alguma palavra ser pronunciada, o som e as insistentes vibrações do celular do mais novo se fizeram presentes, e depois de encerrar a chamado Simon estava sério, e com um olhar diferente, Raphael se preocupou.

- Era Lucian. - Simon sussurrou. - Precisamos ir.

                                      ***

     Magnus se sentia quente, as mãos de Alec apertavam sua cintura de maneira possessiva e protetora, distribuindo beijos molhados e viscosos que o arrepiavam a nuca, Alec era assim,  intenso, e o mas velho gostava disso. O quarto já tão conhecido pelos dois parecia diminuir quando estavam juntos, e o corações de Bane ficava pequeno ao cogitar a possibilidade de isso nunca mais acontecer.

    Alec subia as mãos ágeis por dentro da camisa preta do mais velho, dando leves apertos e soltando sorrisos no caminho, o mundo podia desabar lá fora, mas ainda sim ele se perdia em luxúria, amor, e outros sentimentos quando se tratava de Magnus, antes Alec achava Magnus parecido com as estrelas que enfeitam o céu noturno, mas Magnus era Galáxia, grande,magestoso, incomparável, e bonito como nunca visto antes.

    O feiticeiro procurava apoio nos braços do mais novo, apertando e soltando arfares sôfregos, com Alec nunca foi só desejo e prazer, com ele sempre teve amor, teve cuidado, e Magnus sorria ao se lembrar da primeira vez que fizeram "amor", que ficaram unidos que eram um só. Magnus entrelaçou a perna nas cintura de Alec, lhe dando um beijo quente e urgente, cheio de uma saudade que sequer existia, contagiante, com o gostinho típico de café. Os apertos e os beijos estavam frequentes até um certo som incomodar.

- Não se atreva a atender esse celular agora Alexander. - Disse Magnus entre gemidos.

- Pode ser importante. - Alec ponderou enquanto sentia o mais velho lhe morder os lábios.

- Se for realmente importante, eles também ligaram no meu. - Voltou a beijar o de olhos azuis.

   Não demorou muito, para que a música estridente do celular do mais velho ecoasse pelo cômodo inteiro.

- É… acho que é importante. - Disse Magnus por fim atendendo ao telefone.

- Alô?….

     Alec estava agoniado e apreensivo, a cada palavra trocada no telefone com alguém que ele presumiu ser Raphael, o rosto do feiticeiro ganhava uma expressão nova, ora espanto, ora medo, ora raiva, estava difícil para o  maior entender oque estava acontecendo, mas não podia ser algo bom. Alec já pulava da cama, colocando de volto sua camiseta preta e a jaqueta por cima, sua intuição lhe dizia que eles teriam que sair com muito pressa.

-  Magnus  oque ouve ? - Perguntou com cautela.

- Nós temos que ir agora.

                                          ***

       Simon corria ao lado de Raphael em alta velocidade a caminho do cais, a ligação de Lucian foi algo que ele não estava esperando, mas sabia que cedo ou mais tarde algo assim aconteceria, o pior não estava muito longe, o híbrido estava ofegante mas não nervoso, oque de certa forma preocupava o mais novo, Lucian não havia dado detalhes do que estava acontecendo apenas disse ( Tenho novidades sobre Salim, tem alguém precisando de ajuda aqui, peguei Valentin, liga para Magnus e venham até aqui. ) a voz do mais velho era seria e isso de certa forma gerava medo no diurno.

     A porta do galpão estava entreaberta, Simon passava por ela com cautela com medo do que ele podesse encontrar lá, afinal era Lucian, e lucian não poupava sangue, modos, ou circunstâncias para conseguir oque buscava, ele queria vingança Simon sabia, mas tinha medo de que um dia o mais velho viesse a se machucar seriamente.

- Simon... - Lucian disse ao perceber a presença do vampiro mais novo. - Eu acho melhor você não vim até aqui agora.

- Porque ?! Oque você fez?  Oque está acontecendo?   - Gritava Simon.

- Eu fiz oque eu devia, mas Valentin também fez coisas com uma… pessoa. - Lucian exitou.

- Onde está Valentin? - Questionou Raphael.

- Eu o prendi a uma viga depois dos barcos. - Disse um pouco mais alto.

   Lucian estava dentro de um cômodo menor, Simon podia ver de longe, as paredes lá dentro pareciam ferro ou aço,  com muitos símbolos nas paredes, manchas vermelhas estavam no chão, Simon via correntes e por um certo tempo o coração sem batimentos do mais novo pareceu acelerar com a imagem que podia se encontrar lá dentro.
     

-  Lucian… oque tem aí?  - Simon disse por fim.

- Magnus não está com vocês? Eu preciso dele aqui… - Falou como em um suspiro.

- Você se machucou? - Simon disse e ouviu apenas um soluço e um supirar cansado.

      Simon decidiu não mais esperar, se algo tinha acontecido ele tinha que saber, talvez pudesse ajudar. Andou em passos pesados até a porta de ferro com dobradiças arrancadas, sem ouvir os chamados de Raphael que ficava para traz, desviou das correntes no chão, observou o líquido diferente que parecia brotar dali, Simon teve medo, medo de que Lucian não sobrevivesse.

- Lucian você… - Travou ali.

      Lucian segurava no colo um homem, magro, alto,   de aparência fraca, troços diferentes de um americano, Simon não o conhecia mas ainda assim sentiu pena, os pulsos do homem fraco estavam presos a correntes grossas, correntes que possuíam um certo brilho estranho, um brilho que Magnus com certeza saberia oque era, os lábios vermelhos pelo sangue que pendia, os cortes no rosto, nas mãos, no abdômen desnudo, as calças pretas com rasgos profundos que revelavam cortes ainda maiores, o homem suspirava, de maneira pesada e dolorosa.

- Eu disse que não era uma boa hora para entrar aqui. - Lucian falou fitando o mais novo que parecia estático.

      Lucian colou o homem no chão sentado, de frente para Simon, os cabelos compridos semelhantes aos de Lucian caiam sobre seus olhos, Lucian o dava apoio para que ele não caísse, e foi aí que Simon notou, notou marcas no pescoço e ombros do homem ferido, pareciam runas, seria o homem um caçador? Oque ele estaria fazendo ali? Porque ele estava assim.

- Quem é esse homem Lucian ? - Perguntou nervoso. - Oque merda está acontecendo aqui?

- Bom esse… - Foi interrompido.

- Hazazel! - Magnus gritou desesperado ao se abaixar próximo ao homen que se encontrava sentado com o apoio de Lucian. - Oque ele fez com você?

      
      Alec observava, será mesmo possível,  aquele homem de aparência tão humana, e tão frágil, ser o anjo guardião dos portais do inferno?

- Salim… - O homen tossiu, cuspindo sangue em seguida, parecia tão humano. - Salim tirou minhas asas Magnus, eu preciso delas…

- Está tudo bem agora… Nós vamos achar. - Magnus tentou o acalmar.

- Eu decepcionei o meu pai, eu tinha uma missão, eu tinha… eu falhei… eu não sou mais um anjo do senhor...

     



Notas Finais


Comentem e até o próximo.


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