História Hunters - Interativa - Capítulo 8


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Palavras 1.377
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Hentai, Lemon, LGBT, Magia, Mistério, Misticismo, Orange, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá gente!

Me desculpem pelo atraso hehehehe Sexta não deu preu acabar e aí ontem eu saí de casa e acabei chegando meio (muito) tarde, então... É.

Mas o capítulo tarda mais não falha, então aí está, com mais um personagem de vocês, dessa vez do clã Frankestein. Espero que gostem ^^

Beijos!

Capítulo 8 - Tendões


Fanfic / Fanfiction Hunters - Interativa - Capítulo 8 - Tendões

Há algo solitário em você
Algo tão são em você
Aproxime-se de mim

Sem suspiros cansados, sem revirar de olhos
Sem ironia
Sem e daí, sem olhares vagos
Sem tempo para mim

 

Hozier - From Eden

 

Londres, Inglaterra

29 de Setembro de 1818

 

Alban encarava o saco amarrado há vinte minutos inteiros.

Depois dos acontecimentos de dois dias atrás, o líder tinha enviado cartas pedindo o retorno mais imediato possível do restante do clã, mesmo sabendo que alguns não conseguiriam chegar tão rapidamente. Achara melhor, até alguém aparecer, deixar o saco com o zumbi esquartejado muito bem fechado, e depois de dormir pelo dia anterior inteirinho, Alban chegou na Torre  no dia seguinte com o espírito mais cansado do que estivera antes.

— Essa é uma cara que eu não via à muito tempo. — uma voz divertida disse, da porta.

Alban levantou o rosto e se sentiu internamente aliviado. Finalmente alguém de seu clã tinha voltado.

— Bem, Senhor Griffith, essa é a cara de alguém que teve que lidar com um zumbi que se levantou depois de caçado. SOZINHO. Por que o meu clã inteiro, que já é bem diminuto, decidiu sair todo da sede ao mesmo tempo por DIAS.

Aaron pareceu um pouco desconfortável, mas riu. Alban se impediu de resmungar. Aaron era muito… feliz, para se incomodar com esse tipo de coisa. E por mais que quisesse bater a cabeça do amigo na mesa até ele virar um cadáver por tê-lo deixado sozinho por tanto tempo, não era como se pudesse culpá-lo. Aaron saia a cada dois meses para ver a família e isso já era um hábito.

— Tudo bem cara, também senti sua falta. — Aaron se aproximou ainda com o sorriso e estendeu a mão para Alban.

Alban manteve a carranca por alguns segundos. Aaron achava que era só voltar com aquele sorriso besta na cara e estava tudo certo? Alban não via uma cama direito há dias, só tinha ido dormir no dia anterior porque se não fizesse isso ia acabar desmaiando de sono no meio do laboratório.

Ah, bem. Era Aaron. Não dava pra ficar bravo com ele, coitado, ele era tão… espirituoso.

O líder apertou a mão de Aaron, e eles trocaram um breve abraço com tapinhas nas costas do outro. Ok. Ok, tinha mesmo sentido a falta de Aaron. Tinha sentido a falta de todo mundo. O clã era sua família em Londres, e ficar longe de todos eles de uma vez havia sido um golpe que Alban não esperava. Um golpe que tinha doído mais do que ele imaginava que iria doer.

— Pronto… Melhor agora? — Aaron perguntou, e Alban conseguiu captar uma nota de preocupação misturada a divertimento na voz do amigo.

— Ah, com certeza. — Alban respondeu, a voz carregada de sarcasmo.

Melhor? Sim. Mas aquilo não resolvia seus problemas.

— Excelente! — e como era de se esperar, Aaron foi incapaz de identificar o sarcasmo na resposta de Alban. — E eu cruzei com nosso secretário na porta e ele comentou que você demitiu ele semana passada. De novo.

Por Cavendish… Alban resistiu à tentação de revirar os olhos de novo e suspirou, se sentando em uma cadeira próxima.

— É mesmo? Bem, ele ainda está aí, não está?

— Está. Mas, Alban, vamos lá, quanto tempo faz que você não fode?

E pronto. Lá estava, de novo. Alban se sentia perseguido pelo assunto. Por que o mundo fazia tanto questão de fazê-lo transar?

— Mais do que você, com certeza.

— É por isso que você tá nervoso desse jeito… Sexo alivia dores de cabeça e deixa a gente relaxado e feliz. Eu estou falando sério. Eu sou médico. Se for por falta de voluntário… — Aaron completou, abrindo um sorriso bem mais largo do que a zona de conforto de Alban permitia.

— Eu ainda não perdi o juízo que nem você, Aaron. Ou a saúde. Minha nossa, o médico é você! Você está vendo os estudos saindo sobre… bem, sobre seu comportamento sexual.

Por um breve instante, o clima pesou, mas Alban desconfiou de que não ficaria assim por muito tempo. Aaron era muito inquieto, e em alguns segundos estava de pé, andando em direção à mesa e abrindo o saco com os restos mortais.

— Então quer dizer que ele se levantou e saiu andando como se fosse dar um passeio à luz do Sol, sendo que eu mesmo cacei esse daqui e me lembro de ter, muito claramente, cortado os tendões dele?

— Ah, sim. — Alban se levantou, grato pela mudança de assunto.

Os dois começaram a tirar os pedaços esquartejados do corpo e espalhar sobre a mesa, remontando o corpo como um quebra cabeças. Alban largou o saco no chão, e Aaron começou a analisar os pedaços.

— O que aconteceu com a pele dele?

Alban olhou para o zumbi. A pele tinha sido parcialmente corroída em vários pontos onde ele tinha jogado o ácido.

— Ele não queria cair, mesmo depois que eu cortei ele. Então eu entrei em pânico e joguei um vidro de ácido sulfúrico nele.

Aaron encarou Alban, surpreso, e o líder deu de ombros.

— Funcionu, não funcionou? — Alban perguntou.

— Bem, acho que esse aqui vai ter um problema se quiser comer frutas cítricas agora. — Aaron disse, rindo. — Entendeu? Ácido, fruta cítrica…

— Você sabe que ninguém gosta das suas piadas, não é?

— Você sabe que isso não é bem verdade, não sabe?

E de repente, Alban desejou que não tivesse dito nada. Sabia bem quem é que tinha um interesse mediano nas piadas de Aaron e isso já era mais informação do que estava interessado em saber. Tinha uma desconfiança sobre um dos casos de Aaron, e enquanto não tinha certeza de que ele estava mesmo saindo com o outro cara, preferia ficar longe do assunto. Pior do que desconfiar seria ter certeza. Alguns detalhes da vida de Aaron certamente eram melhores guardados pra ele mesmo.

— E o corpo, Aaron?

— Certo, certo… Com você também é só trabalho e mais trabalho… Que coisa Alban, você precisa sair um pouco. Enfim, olha só pra isso aqui.

Aaron pegou um dos pés do zumbi e virou para Alban, mostrando a parte de trás do tornozelo para ele.

— O que eu devia estar olhando?

— Exatamente. Não tem nada para se ver. Absolutamente nada. Nenhum corte. Nem mesmo uma cicatriz. E, como eu disse, cortei os tendões direitinhos quando cacei ele. Então… Pra onde meu corte foi?

A boca de Alban se abriu em um pequeno “o”. Como tinha deixado uma coisa dessas escapar?

— Você tem razão. Mas… Como isso é possível?

— Eu não sei. E não dá pra descobrir porque o corpo está todo contaminado com ácido sulfúrico.

Alban rangeu os dentes, contendo uma resposta. Era incrível a falta de respeito que seu clã tinha com ele. Era sempre como Aaron ou pior.

— Desculpe. Da próxima vou deixar o zumbi sair zanzando por Londres afora e então arrancar a cabeça do nosso secretário e de quem mais estiver no caminho dele.

— Credo Alban, não faça isso! É melhor contaminar o corpo mesmo, a gente dá um jeito na análise depois!

Alban conteve a vontade de soltar um grito de frustração. Aaron e sarcasmo, tinha esquecido como não se davam bem.

— Você não tem nenhuma teoria?

— Agora não. E, sinceramente, eu vim direto para cá porque tinha urgência na sua carta, mas cara, é tarde da noite agora. Eu acabei de chegar de viagem, preciso relaxar. E você também. Então porque não esperamos a química voltar e fazer essa análise por nós, hein?

Alban olhou para o corpo e abriu a boca, pronto para responder alguma coisa, mas foi impedido pelo braço de Aaron passando por seus ombros.

— É isso, já chega. Estou te levando para beber algo em um bar e depois dormir. O zumbi não vai sair daí, não nesse estado pelo menos.

— Aaron…

— Não discute. — ele respondeu, já pegando os paletós dos dois e começando a arrastar Alban para fora do laboratório. — Quem sabe você não arruma uma mulher hein? Seu pau ainda funciona?

Alban revirou os olhos, mas abriu um sorriso pequeno. Aaron podia ser um pé no saco na maioria das vezes, mas era seu amigo. E um amigo excelente. Talvez desse ouví-lo pelo menos no que dizia respeito ao álcool. Uma noitada no bar não faria mal a ninguém


Notas Finais


E é isto hahaha Espero que tenham gostado. Especialmente @zyklon, espero ter acertado no Aaron. Ele foi complicado de trabalhar, se eu tiver errado me corrige preu ir acertando tá? <3

Mil beijos a todos :*

Playlist da fic no spotify:

https://open.spotify.com/user/12154242494/playlist/6zidp7b9A1Jwm3ua9kASw3?si=g8NkXEzORjS0Uc4d68Qmtg

Playlist da fic no youtube:

https://www.youtube.com/playlist?list=PL3QOYYdga9YVsY4RFsKHLHvzQ2oFFEw_y


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