História Hunters - Capítulo 4


Escrita por: e Ruiva2000

Postado
Categorias Supernatural
Personagens Chuck Shurley, Dean Winchester, Lúcifer, Personagens Originais, Sam Winchester
Tags Dean, Jack, Romance, Sam, Suspense, Winchester
Visualizações 22
Palavras 1.903
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Famí­lia, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oie -)
Fizemos mais um capítulo e esperamos que gostem :)
Vamos ler?

Capítulo 4 - Antes do sol se pôr


Safira acorda e não encontra a irmã em casa. Ela percebe que Holly deixou a caixa com a suposta foto dos pais no mesmo local de antes, no sofá. Provavelmente a morena espera que a irmã acredite e que vá junto com ela nessa aventura louca.

– Holly não tem jeito mesmo – Ela suspira e vai preparar seu café.

Enquanto Safira come ela olha para o enorme e solitário apartamento. Percebe que todas as brigas idiotas com Peter não lhe deixaram melhor, pelo contrário, a deixou ainda mais para baixo. Ela toma uma decisão, pega seu celular e disca o primeiro número da lista dos mais chamados.

– Alô? Oi, é sou eu mesmo. Precisamos conversar. Não, sem brigas. Tenho certeza que não vai se arrepender de vir. Pode ser depois do almoço? Ótimo, até mais tarde – Ela desliga e se levanta. Ainda tem muita coisa para fazer até às 17 horas da tarde.

Safira retira o carro da garagem e dirige até o hospital infantil UCSF Benioff. Ela sente uma profunda tristeza com o que está prestes a fazer, mas sente que precisa fazer isto.

Safira e Peter estudaram juntos na Universidade da Califórnia de São Francisco e cursaram enfermagem.

– Safira? O que está fazendo aqui? – A atendente gorda questiona, assim que Safira põem os pés no local – Achei que você tinha pedido licença.

– Oi, Sharon. Sim, eu pedi – Ela se aproxima do balcão de informações – Acontece que eu precisava resolver algumas coisas no R.H.

Sharon olha com desconfiança para a loira.

– Você não está me dizendo que vai...

– Sim, isso mesmo – Afirma – Depois a gente se fala, Sharon – Ela se afasta e continua seu caminho.

– Safira, não sabia que você estava de plantão – Safira olha para a mulher que puxou assunto. Ela parece uma modelo, quanto no corpo quanto na beleza. Safira sente vontade de esbofeteá-la.

– Você tá me vendo de uniforme verde, por acaso, Alice? – Ela respira fundo.

– Nossa, parece que alguém está de mal humor - Alice sorri, porém a expressão de Safira continua séria – Que bicho de mordeu?

Safira se aproxima da colega de trabalho e a encara.

– Eu não sei que bicho me mordeu, mas sei quem anda te mordendo – Dispara, recendo uma expressão surpresa de Alice – Não precisa nem se explicar, não quero ouvir mais nada que venha de você. Aproveite ele bem, enquanto pode, tenho certeza que Peter vai cansar rapidinho de você – Ela sussurra próxima ao ouvido de Alice e logo depois vai embora.

Safira precisou ter bastante paciência para responder todos que a abordaram perguntando sobre sua vida e seu trabalho. Assim que pediu demissão para o chefe do departamento, Safira resolveu visitar as crianças e bebês nas UTI's e UCI's neonatal, ela trabalhava na parte de pediatria e com certeza sentiria saudades das crianças. Algumas crianças disseram que o hospital não seria o mesmo sem ela e Safira teve que se segurar para não chorar. Depois se despedir de alguns amigos que ela encontrou de plantão no hospital, Safira resolveu ir embora, isso tinha levado praticamente a manhã toda e ela ainda precisava organizar algumas coisas.

Assim que está passando pela recepção, Safira encontra Peter escorado no balcão, conversando com Sharon. Sharon lança um olhar para Safira e Peter se vira para ver, ele se ajeita rapidamente.

– Tá ocupado? – Pergunta. Ele nega, surpreso por ela puxar assunto com ele – Será que podemos conversar agora? – Ele assente – Vamos naquele restaurante aqui perto, é melhor. Tchau, Sharon. Foi bom trabalhar com você.

– Até mais, garota. Vou sentir sua falta – A mulher com voz grave pisca para Safira, que sorri.

Peter acompanha Safira, ambos quietos. Ele não sabe como iniciar uma conversa, tem medo da forma como ela possa reagir. Por outro lado, Safira aproveita o silêncio para refletir, tentando aproveitar cada momento que lhe resta fazendo aquela rotina que não faria mais parte de sua vida.

Eles se sentam numa mesa fora do restaurante, Safira gosta de sentir o sol em sua pele.

– Então... – Peter pigarreia – O que você queria conversar?

– Peter, eu decidi te dar o apartamento – Peter arregala os olhos, não acreditando – Eu sei que briguei por ele, mas não acho que vale mais a pena. Na verdade ele nunca foi meu, sempre achei que o apartamento combina mais com você – Confessa, com um sorriso – Eu estava chateada, brava, com sangue nos olhos. Acontece que eu não me sinto mais assim, você me magoou muito, mas não te desejo mal. Por muito tempo dividimos uma vida juntos, foram anos de companheirismo que acabaram por erro seu.

– Não foi só minha culpa – Peter intervém.

– Não começa – Safira corta logo – Eu estou sendo legal com você. Enfim, não deu certo, vida que segue. Espero que você seja feliz no apartamento. Leva a Alice pra morar com você, ela sempre sonhou em morar num apartamento daqueles. Agora você pode realizar o sonho dela.

– Safira... eu nunca levaria ela pra morar no apartamento – Peter comenta.

– Engraçado que você não deve ter pensando nisso, quando levou ela pra transar na nossa cama – Ironiza.

– Quantas vezes eu vou ter que pedir desculpas?

– Nenhuma. Não vou acreditar mesmo, não perca seu tempo. Bom, era só isso mesmo que eu queria dizer, vim te entregar o apartamento. Só vou passar lá pra arrumar minhas coisas, depois vou deixar a chave de baixo do carpete, como a gente sempre fez.

Safira se levanta.

– Você pediu mesmo demissão? Mas pra onde você vai? – Peter quis saber.

– Sim, eu pedi. Eu decidi ficar ao lado da minha família, coisa que eu deveria ter feito faz tempo – E com isso ela vai embora.

O resto do dia passa voando, Safira arruma suas coisas e resolve doar aquilo que ela não vai usar e que nem pode levar. Ela resolve mandar por correio para a avó, um álbum de fotos da família que tinha guardado, acredita que a velha Lannah irá gostar. O restante ela arruma em uma pequena mala, apenas roupas simples e confortáveis. Quando Safira percebe a hora, já são quase 17 horas, ela pega a caixa no sofá e sai do apartamento, trancando-o, deixando para trás toda uma vida.

Ela nem imagina o que o futuro reserva pra ela.

...

Holly se acorda cedo. Antes do nascer do sol.

Pega seu bom e velho canivete e dele uma chave mestra. Abre a porta, quando sai do apartamento fecha a porta atrás de si e logo em seguida se retira daquele prédio, ao qual ela dizia ser de burgueses. Guarda seu velho amigo com um beijo e um sorriso. Lembrou que seu pai havia lhe dado aquele canivete quando tinha oito anos para fazer uma cabana no quintal. Nesse dia sua mãe havia brigado com os dois e pego o canivete de Holly, que ficou muito triste, mas que no dia seguinte veria seu pai, sentado na beira da sua cama lhe entregando o canivete. Era uma das melhores lembranças que tinha dele.

Ela vai até o seu apartamento, onde encontra novamente Kurt, só que dessa vez o garoto está deitado em frente ao seu apartamento, aparentemente arrombado. Kurt está jogado no chão com a boca aberta e um golfo branco caindo sobre seu pescoço e indo para a sua roupa.

Holly estava acostumada com aquele tipo de coisa. Ela fica parada analisando o corpo do garoto e nota uma embalagem de um hambúrguer na sua mão. Era o hambúrguer que havia ganho de uma mulher que resolveu pagar para ela na lanchonete que sempre ia. Fica á alguns quarteirões dali.

Ela pega um pano e abre a porta do seu apartamento. Vai até o seu escritório/sala e pega suas luvas, as coloca e volta até o local onde o corpo de Kurt está, para ver seu pulso e não se surpreendeu quando percebe que o mesmo estava morto não fazia muito tempo, pois seu corpo estava quente. Mas ela se surpreende quando nota uma mancha negra se formando devagar sobre seu corpo.

Ela se levanta e olha ao seu redor.

O local estava deserto. Mas não é algo incomum. Aquele lugar parece cenário de filme de suspense ou terror. Principalmente o andar em que ficava o apartamento dela. Não há moradores naquele andar, além dela e de Kurt. Bem, agora só havia ela... talvez nem ela.

Ela suspira e vira de costa enquanto guarda suas luvas.

Overdose., pensa ela.

Holly vira novamente para o corpo morto e magricela de Kurt e se assusta quando vê o mesmo virando pó preto.

Ela coloca novamente suas luvas, pega as suas malas já prontas e um envelope fechado. Depois saí, mas antes pega a bolsa de Kurt, onde há todo e qualquer tipo de drogas ilícitas. Ela sentia que iria precisar dessas drogas.

– Vai em paz Kurt. – Disse antes de ir embora por aquele corredor mal iluminado e com algumas lâmpadas piscando e balançando um pouco, fora do lugar.

Ela coloca suas malas no carro e depois entra. Seu próximo destino era uma boate de estripes.

***

Chegando lá ela se depara com Beth, a estrela do local. Ela é a estripe mais bem paga daquele lugar imundo. Beth também é lésbica, mas tem um caso com o dono para ganhar ainda mais do que merece e se apaixonou por Holly desde a primeira vez que a viu.

– Holly! – Disse ela sorrindo.

– Oi Beth. – Disse fria. – Cadê o Carlos?

– Ele está no escritório dele, mas se quiser um pouco de diversão – ela umedece seus lábios de um jeito sexy. – Já sabe onde fica meu camarim. – Ela da uma piscadela.

– Já disse que não gosto de garotas Beth. – Fala Holly revirando os olhos e depois começa a andar. – E caso gostasse pode ter certeza que não pegaria uma vagaba feito você. – Ela olha para Beth por cima de seu ombro e pisca, despois entra no escritório de Carlos.

– Ora, ora se não é a minha detetive favorita. – Diz sorrindo e mostrando seus dentes de ouro.

– Toma. – Ela joga o envelope na mesa dele.

Carlos pegar o envelope e logo sua expressão muda ao ver as fotos que estavam nele.

– Parece que sua estrela anda fazendo bico por ai. Se é que me entende. – Ela se joga na cadeira na frente dele.

– Não acredito que aquela puta me traiu. – Disse entre os dentes.

– Ah! – Ela levanta o dedo indicador. – Parece que não é só você quem ela trai.

Ele passa para a próxima foto, onde ela estava se agarrando com uma outra mulher.

– Como já concluí meu trabalho, acho que só vou pegar meu dinheiro e sair.

Carlos abre uma gaveta e tira uma envelope de lá e entrega para Holly.

– Acrescentei mil.

Holly sorri com a generosidade.

– Agora sei como acabar com essa vagabunda.

Ela se levanta e sai de lá sorridente.

Entra no carro e dá a partida. Dessa vez ela foi até o local de encontro com a sua irmã.

Entra em uma lanchonete, pede um hambúrguer com fritas e um refrigerante. Faz amizade com a garçonete e bota alguns caras que estavam assediando sua nova amiga, para fora do local.

Volta para o carro e fica esperando sua irmã. Quando dá dezessete horas e um minuto ela liga o motor do carro. Já estava pronta para dar partida, quando se assusta ao ver sua irmã em frente ao carro com sua bagagem, pronta para viajar.

Holly arqueia a sobrancelha e dá um sorriso ao ver que sua irmã havia, de uma certa forma, acreditado nela.


Notas Finais


Esperamos que tenham gostado :)
Nos vemos nos comentários ;)
Bjosss ♡
Até a próxima :3


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