1. Spirit Fanfics >
  2. Hunting the past >
  3. Capítulo 14

História Hunting the past - Capítulo 14


Escrita por:


Notas do Autor


Bom diaaa

Espero que gostem
Até la embaixo
Boa Leitura 🌼

Capítulo 14 - Capítulo 14


Desde que contei a verdade pra ela não conversamos mais, preferi deixa-la sozinha e me afastar pra não assusta-la mais do que já assustei.

Foi difícil ter que observa-la de longe, eu sentia sua insegurança de se aproximar e isso me machucava tanto. Não queria que ela sentisse medo de mim.

Me sentei perto do lago que ficamos naquele dia e me deixei levar pelos pensamentos.

Comecei a chorar pensando em meus pais e naquele dia em que minha vida mudou, no dia em que a conheci e no tempo que estamos passando juntos, de como ela virou alguém importante pra mim e que agora provavelmente não queira mais olhar na minha cara.

- Suas covinhas não estão aparecendo - A encarei e sequei minhas lágrimas.

- Elas não querem aparecer hoje, não existem motivos - Respondo olhando pro lago e ela se sentou.

Ficamos em silêncio e senti sua mão pegar a minha, a encarei e ela sorriu.

- Eu te adoro - Disse baixinho fazendo suas bochechas ficarem rosadas - Você precisa de carinho.

- Pequena - Ela me abraçou me fazendo voltar a chorar.

A puxei pro meu colo e apertei seu pequeno corpo contra o meu.

- Eu não posso te julgar por algo que aconteceu no passado e hoje você é outra pessoa - Sussurrou - Você é o meu caçador.

Se afastou o suficiente pra observar meu rosto e secou minhas lágrimas.

- Meu caçador - A beijei com volúpia e a deitei ficando por cima de seu corpo.

Parei o beijo e observei seu rosto corado, sorri acariciando sua bochecha.

- Eu fiquei com tanto medo de te perder - Sussurrei - De você não querer mais olhar na minha cara, eu te decepcionei.

- Eu fiquei assustada, não esperava por isso - Confessou.

- Eu sei, me perdoa - Encostei nossas testas - Me perdoa, baixinha.

- Não preciso te perdoar, caçador.

- Eu não sou um caçador, meu anjo.

Ela sorriu.

- Você caçou meu coração - Gargalhei - Sua flecha acertou ele.

Maneei a cabeça e acariciei seu rosto.

- Eu te adoro - A beijei e ela sorriu, me deitei ao seu lado e comecei a afagar seu cabelo observando o céu em silêncio.

Ela se levantou animada e eu me sentei sem entender

- Olha!

- O que? - Pergunto confuso olhando ao redor.

Ela pulou no lago e eu me levantei assustado.

- Violetta! - Observei ela voltar a superfície e dar uma risada animada.

- Vem, caçador - Sorri e tirei minha camiseta pulando no lago, a peguei pela cintura e juntei nossos corpos.

- Você é terrível - Sussurrei.

- Eu não sei nadar - Sussurrou - Me segura.

- E você pulou? Você é maluca, sabia? - Ela sorriu - É lógico que sabe.

A beijei.

- A sua sorte, é que o lago não é fundo ao ponto de você se afogar - Me afastei e ela fez um bico.

- Mas eu quero ficar assim - ri.

- Então não inventa desculpas, seja sincera - Ela assentiu - Vem cá.

Ela se aproximou e me abraçou, beijei sua cabeça e ela respirou fundo.

- Sabia que é a primeira vez que eu faço isso? - Confessou levantando o rosto.

- É? - Acariciei seu rosto - Tem muita coisa que você fez a primeira vez, não é?

- É, tudo com você - Escondeu o rosto em meu pescoço me fazendo rir.

- Não precisa ficar envergonhada, pequena - Ela me encarou vermelha.

- Você vai rir de mim? - Neguei - Você é o primeiro garoto que eu gosto.

Sorri lhe dando um selinho.

- E serei o último também - Sussurrei e ela riu envergonhada - O que foi?

- Eu tô com vergonha - Encostei nossas testas.

- Eu adoro seu jeitinho, sabia? - Ela sorriu.

- Festinha no lago e ninguém me convidou? - Olhamos pra ele assustados - Estou chateado.

- Vem, Fede - Ela se afastou.

Ele me encarou.

- Eu vim aqui ver se esta tudo bem - Sorriu - Vou buscar toalha pra vocês e terminar algumas coisas, aproveitem aí.

Me deu um olhar malicioso antes de sair me fazendo revirar os olhos.

Ela jogou água em mim e eu a encarei incrédulo.

- Ei! - Ela gargalhou e se desequilibrou caindo.

- Isso se chama karma - Digo rindo do bico que se formou em seus lábios.

- Não tem graça - Cruzou os braços emburrada.

A puxei pra mim e beijei, me afastei vendo que ela estava de olhos fechados e comecei a jogar água em seu rosto, ela gritou de susto e tentava me acertar, ri e ela tropeçou, a segurei a tempo e sequei seu rosto.

- Cuidado - Sussurrei beijando sua testa

Ela sorriu e deitou sua cabeça em meu peito.

Encarei as toalhas perto do lago e respirei fundo.

- Você e o Fede conversaram?

- Vocês eram melhores amigos - Fechei meus olhos - Ainda podem recuperar a amizade.

- Isso é muito difícil pra mim.

- Mas não é impossível - Me olhou - Você sente falta dele.

- Você também pode ler mentes? - Brinco fazendo ela rir.

- Infelizmente não, mas eu queria saber o que passa na sua mente.

- Minha mente tá mandando eu te beijar agora.

- Deveria obedece-la.

- Você tem razão - Sussurrei antes de juntar nossos lábios - Vamos sair?

- Tá bom - Ajudei ela a sair do lago e lhe entreguei uma toalha - Acha que a Olga vai brigar com a gente?

- Por que acha que ela brigaria?

- Não sei - Deu de ombros - Viviam brigando comigo quando eu me divertia no orfanato.

- Como você se divertia?

- Eu ficava no jardim e deixava minha imaginação mandar, mas sempre me mandavam entrar e uma vez proibiram que eu ficasse lá, passei dois dias trancada no quarto.

A abracei.

- Isso deve ter sido horrível.

- Foi, mas eu sobrevivi - Deu um sorriso triste - Eu tô ficando com frio.

- Sobe aí - Me agachei e ela subiu nas minhas costas, comecei a correr sob o som de sua risada e sorri e seguindo pra casa da Olga que assim que nos viu deu um sorriso.

- Se divertiram? - Ela assentiu enquanto eu a colocava no chão - Vão tomar um banho quentinho, vou preparar um lanche pra vocês.

Ela correu pro banheiro do quarto e eu fui no do corredor tomando um banho rápido, sai e fui atrás do Feiticeiro que me encarou.

- O que foi?

- Só queria saber o que você disse a ela.

- Sobre?

- Sobre nós dois.

- Não contei do nosso caso, fica tranquilo - Bati em sua cabeça e ele riu - Ela perguntou se éramos amigos, eu disse que sim.

- Você não tem raiva de mim?

- Por que eu teria raiva de você? - Perguntou enquanto preparava alguma coisa.

- O que é isso?

- Insumo para uma possível infecção - Franzi a testa - Estudei os ferimentos aquele dia e descobri algumas coisas que podem nos ajudar, como por exemplo, Se a Violetta for ferida por eles, aplico isso aqui na ferida e ela ficará bem.

- E por que só tá fazendo isso agora?

- Eles sumiram depois daquele ataque, mas podem voltar por causa dela.

- Não acha isso estranho? Eles voltarem justamente por ela.

- Um pouco, inclusive, não entendo o fato desse vilarejo estar intacto, todos aqui são humanos.

- E se eles só atacaram uma parte da floresta porque queriam algo lá.

- O que eles queriam?

- A Violetta!

- E por que querem a Violetta?

- Não sei Federico, é uma suposição.

- É que faz sentido, ela foi dada como morta e eles sumiram, agora ela tá aqui e o Antônio falou que eles podem mata-la.

- Ele não te disse mais nada?

- Não, ele não quer me dizer.

- E por que não lê a mente dele?

- Já tentei, ele bloqueia os pensamentos, aquele senhor é esperto.

- A Olga tá chamando vocês pra comer bolo - A encaramos - Se não vierem, eu como tudo sozinha.

- Gulosa - Ela riu e saiu nos deixando sozinhos - Você não me respondeu, por que eu teria raiva de você?

- Eu tentei te matar - Digo óbvio.

- Esqueceu que eu leio mentes? Você não consegue bloquear seus pensamentos, é inevitável - Passou por mim - Você me ama.

- Filho da puta - O escutei gargalhar no corredor e sorri maneando a cabeça.


Notas Finais


Espero que tenham gostado
Não deixem de Comentar
Um beijo
Adíoss ♥️


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...