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História Huntress: A última marota - Capítulo 6


Escrita por: AririR

Notas do Autor


Como dito, os flashbacks receberão um capítulo à parte e começam aqui.
Curiosidade: Esse deveria ter sido o primeiro capítulo da fic!
Boa leitura.

Capítulo 6 - Antes: O encontro com o Fugitivo de Askaban


Fanfic / Fanfiction Huntress: A última marota - Capítulo 6 - Antes: O encontro com o Fugitivo de Askaban

“― Oh! Minha Bela Rapunzel está presa nessa torre terrível! Eu preciso escalar a torre, quebrar a maldição e salvá-la! Mas como?!

― Com um beijo de amor verdadeiro! – A voz meiga e animada gritou e soltou logo em seguida um risinho contido.

Sirius riu consigo mesmo ao escalar as videiras da lateral da casa dos Potter até a janela de onde havia saído o grito infantil, onde Tessa estaria deitada com as roupas de Rapunzel, sua peruca loira comprida e na posição da Bela Adormecida; a menina de oito anos adorava combinar as histórias de suas duas princesas favoritas. E Sirius era sempre o príncipe que a salvava todos os dias. Era sempre o mesmo roteiro e ele adorava segui-lo.

Risadas ecoaram abaixo dele; James ria do seu karma de príncipe encantado, e Remo e Lily observavam com um sorriso de deboche. Ele mostrou o dedo do meio aos três e terminou sua subida, entrando no quarto sem dificuldades.

Tessa estava, como previsto, fingindo dormir em sua cama de dossel encantada por Lily para que fadas dançantes flutuassem pelo tecido branco que a cobria. Ela não conseguia parar de sorrir, e Sirius se aproximou com diversão, derrubando os bichos de pelúcia que a menina havia posto para imitarem monstros.

― Saiam daqui! – ele exclamou alto, causando mais uma onda de risadas em Tessa – Nada me impedirá de salvar minha princesa! – Então, Sirius escorregou em um maldito de coelho de pelúcia e caiu de bunda no chão, fechando os olhos com a dor que irradiou pelo seu ciático; ele com certeza não estava ficando mais novo – Autch. Princesa, uma ajudinha aqui. – Sirius viu Tessa abrir um dos olhos para espionar o que acontecia – Seu príncipe encantado está em apuros.

Tessa não demorou para saltar da cama; ela terminou de derrubar os bichinhos com chutes e socos que Sirius ensinava escondido a ela – James não aprovaria que sua irmãzinha aprendesse a lutar e Lilian fechava os olhos para aquilo porque sabia que seria bom para Tessa saber se defender. Tessa por fim saltou sobre o rio de lava imaginário e se ajoelhou ao lado de Sirius.

Sirius a observava com um sorriso; Por Merlin, como ele adorava aquela garota.

― Não se preocupe meu princípe! Eu vou te salvar!

Abaixando o rosto – e com todos os fios rebeldes de seu cabelo soltando-se da trança apertada e caindo na face de Sirius –, Tessa beijou a bochecha de Sirius com um sorriso tímido, vermelha. Sirius sorriu ainda mais e ergueu o tronco com dificuldade, puxando a menina para um abraço.

― Obrigada, Bela Rapunzel. Eu estou bem melhor agora que sei que tenho você para me salvar.

Tessa pousou as mãos na cintura pomposamente, fez um biquinho arrogante e olhou para Sirius com um brilho em seus olhos azuis vívidos, tão diferentes do dele.

― Eu sempre vou te salvar, Six!

― Vai mesmo, leãozinho?

Tessa sacudiu a cabeça rapidamente em confirmação, ficando de pé e apertando as bochechas de Sirius com força. Havia uma força decisiva nos olhos da menina, e Sirius se perdeu no tempo admirando isso. Quando sua voz convicta saiu, Sirius sentiu o peso de suas palavras reverberarem por todo seu corpo.

― Não importa como, eu vou proteger meu príncipe encantado. Eu sempre vou encontrar você, Six! E sempre vou te salvar!

Sirius sorriu sem nem perceber. Instintivamente, ele afastou os fios rebeldes do rosto de Tessa e beijou sua testa carinhosamente, envolvendo-a em um abraço apertado e sussurrando em seu ouvido com lágrimas incompreensíveis e inesperadas queimando seus olhos.

― Bem, eu posso dormir em paz agora que sei que tenho você pra me proteger. – Tessa deitou a cabeça no ombro de Sirius, e ele conseguia sentir o sorriso convencido dela – E eu sempre vou cuidar de você, Tessie. Para sempre e sempre."

Era uma pena que o para sempre não durasse muito tempo

X______X

Julho, 1994

Tessa sobrevoava as árvores altas.

Estupefaça!

O assassino desviou, abaixando o voo no hipogrifo, que aumentou a velocidade, mas para o azar de Sirius Black, Tessa Potter tinha uma firebolt, e era excelente pilota. A jovem inclinou-se para acelerar seu curso, ambos sobrevoavam o grande território tropical da África, um lugar a ermo, distante das principais cidades, mas logo chegariam na reserva próxima, e ela tinha certeza de que Black usaria a oportunidade para despistá-la. Ela sabia o que tinha que fazer.

Aproximando-se rápido, Tessa não deu tempo para Black reagir; com um feitiço mudo, cordas dispararam de sua varinha, atingiram o alvo, enrolando-o e o desequilibrando. Mas o hipogrifo parecia treinado, pois enquanto Black caía ao chão, o animal deu uma guinada para baixo, amparando seu impacto a meros centímetros da terra.

Não era suficiente, Tessa já estava ali.

Estupefaça!

O corpo de Black disparou para longe, mas ele já estava solto e arranjava uma varinha das vestes, disparando de volta até ela um contrafeitiço. Tessa saltou da vassoura, rolando no chão ao mesmo tempo que o fugitivo, o traidor, a pessoa a quem mais odiava. Os dois se ergueram simultaneamente, apontando as varinhas um para o outro. O homem ofegava, estava magro, mas não parecia com um prisioneiro de Askaban, ele parecia estar passando bem nos trópicos, os cabelos negros característicos da família, caíam sobre seu rosto em ondas, e os olhos azuis se arregalaram quando Tessa limpou a sujeira do rosto, apontou a varinha para cima e gritou.

Protego Diabolica!

Um anel de fogo negro cercou Tessa e Sirius Black.

Ele olhou horrorizado para as chamas e Tessa sorriu.

Ela estava a meio caminho de volta para a Inglaterra, havia passado os últimos meses em uma missão no ministério sul-africano e ao ser liberada, parou em uma pequena cidade bruxa do Congo para descansar, dormir e comprar suprimentos e conhecer a região. Qual não foi sua surpresa ao passear pela vila naquela manhã e se deparar com Sirius Black, agindo como um homem livre, conversando com bruxos nativos como um deles e sem se importar em ser reconhecido?

Ela esperou, pacientemente, e o seguiu em seu caminho de volta; era uma pena que ele fosse um traidor de merda, pois o maldito logo percebeu que estava em risco e correu até o bendito hipogrifo, disparando em fuga ao não conseguir nocauteá-la.

Tessa respirou fundo, várias vezes, recuperando o fôlego, sem deixar o fogo ao seu redor vacilar. Ela se aproximou, a passos firmes e cautelosos. Desde que soube da fuga de Black, ela desejava pela oportunidade de enfrenta-lo, o perseguiu por meses, e por causa de seu trabalho, foi obrigada a sair da Inglaterra na primavera e não estava lá quando ele foi visto em Hogwarts, capturado e fugido novamente.

Mas como um presente dos céus, ali estava Sirius Black, entregue embrulhado para ela.

Ela poderia até mesmo rir da benção que recebera.

― Pela autoridade da Confederação Internacional dos Bruxos e do Ministério da Magia – o homem segurou a varinha com mais força, procurando uma saída das chamas negras – você, Sirius Orion Black será devolvido à Askaban onde receberá o beijo do dementador por confraternizar com bruxos das trevas, pela morte de treze trouxas e do Bruxo Peter Pettigrew, e por trair James e Lilian Potter. Theresa Potter reside sua prisão, e eu espero que se renda Black, pois eu não terei piedade.

No entanto, o homem fez o impensável; abaixando a varinha, Sirius a olhou abismado.

― Tessa?

A jovem crispou os dentes.

― Bem, assumirei isso como uma resistência. Bombarda!

Black desviou e rebateu com outro feitiço; do lado de fora da redoma criada por Tessa, o hipogrifo se agitava, tentando achar uma brecha do anel de fogo e alcançar seu mestre, que ainda tentava encontrar uma saída, mas isso seria inútil, ela nunca o deixaria escapar.

Tessa duelou, não hesitando em lançar feitiços de impacto e dor, lutando com todas as forças. Ele era forte, sabia disso, era comparável a um auror, e ela não sabia por quanto tempo o duelo estava durando.

Estupefaça! – Ele gritou.

Protego!

Expelliarmus!

A varinha de Tessa voou para longe, mas antes que ele processasse a vitória, Tessa havia saltado sobre ele, acertando-lhe o queixo com um murro certeiro. Black cambaleou para trás, mas com o segundo golpe dela – um torcer em sua mão – sua varinha também caiu, e os dois então lutaram, como trouxas.

Tessa rolava, girava e desviava, sem se importar com a respiração acelerada ou em procurar pela varinha; qualquer segundo de distração seria crucial para sua derrota. Agachando-se rapidamente, Tessa girou a perna na grama, passando-a como uma rasteira sob o corpo de Black, que desabou instantaneamente. Antes que reagisse, ela já havia pulado e cercava seu pescoço com antebraço em uma gravata forte, sentindo-o se debater na frente.

― Pa...pare! – A jovem apenas aumentou a força, apressando-se e Black tentou se soltar – Tessa! Droga!

Ela não entendeu muito bem o que aconteceu, em um segundo estava dando um mata-leão no Black, no outro seu corpo havia girado, e se encontrava de cara na grama, o peso do joelho do homem em sua coluna, forçando para baixo. Tessa se contorceu, mas seus braços já haviam sido puxados para trás, e Black segurava com força seus pulsos, impedindo qualquer movimento.

― Você deveria ser mais sábia que isso, fui eu que te ensinei esse golpe, esqueceu? – Black respirava acelerado, ofegante pelo esforço que não tinha há dias, e Tessa praguejou alto. – E ainda tem boca suja.

― Vai me matar?! – Tessa girou a cabeça para o lado, forçando-se a fitar o traidor com esforço pelo canto dos olhos – ACABE LOGO COM ISSO, BLACK!

― Eu não quero te matar.

Tessa se contorceu ainda mais, movendo as pernas para empurrar Black para longe, mas ele já havia percebido; aumentou a pressão do joelho e a força com que segurava suas mãos, agora também agarrava seus tornozelos.

― EU VOU TE MATAR!

― Pode se acalmar?! Eu só preciso conversar!

Tessa conseguiu virar a cabeça para o Black, deixando escapar uma risada sarcástica; seu esforço dificultoso em segurá-la era nítido em sua face pálida e suada.

― Conversar?! Claro, o que vem depois? Um chazinho da tarde em Askaban?

― Vejo que puxou o pior de seu irmão... pare! – Ele havia deitado toda a canela nas costas de Tessa, que havia tentado girar o corpo – Tessa, sou eu, o Sirius.

― Jura? Eu não sabia, estava perseguindo-o unicamente por achar divertido caçar bruxos aleatórios em meus dias de folga. – Black bufou uma risada, balançando a cabeça – E não me chame de Tessa.

― Como prefere ser chamada? Leãozinho, Tessie, princesa... ou quem sabe Bela? – Tessa se contorceu, mordendo os lábios com a dor que sentia com as palavras dele, que pareceu ter sentido sua angústia, pois amenizou a voz – Tessa, eu só peço cinco minutos de seu tempo, cinco minutos para que eu possa explicar tudo a você, cinco minutos e você saberá a verdade.

― Vai se fuder, Black.

― Eu não soltarei você, não a deixarei partir. São cinco minutos agora ou cinco minutos depois de ser nocauteada e presa em outro canto escuro, ainda mais desconfortável. É sua escolha. – Tessa nada respondeu e Black ficou exasperado – Você é uma auror, certo? Você carrega poções consigo.

― Como chegou a essa conclusão? Beedle, o bardo te contou?

― O que significa que pode ter veritaserum com você.

Tessa ficou rígida, e Black sorriu, satisfatório.

― O que quer fazer, Black?

― Eu gostava mais de quando me chamava de Six ou príncipe encantado... – Tessa se moveu, tentando acertar os pés no rosto de Black, mas ele ria ao segurá-la a tempo – Calma, pra que essa violência?

― Black...

― Você foi treinada por Olho-Tonto, o que significa que faz suas próprias poções – Black segurou seus membros só com uma mão, pois a outra remexia o cinto da jovem, vasculhando em busca do estojo de poções – Eu a tomarei, na sua frente, e te direi toda a verdade.

― Como não saberei que está usando métodos de resistência?

― Tessa, você acaba de me dar um bom cansaço, estou ferido, sem minha varinha e certamente não me preparei para isso; não há como eu resistir.

― E porque eu sequer te ouviria?

― Porque poderá descobrir toda a verdade da morte de seu irmão.

Black não esperou por mais. Soltando-a abruptamente, ele se levantou e virou metade do frasco de cristal, que tinha de fato Veritaserum. Ela o assistiu tomar tudo, sem hesitar e se sentar no chão com os olhos já desnorteados. Tessa se levantou, indo até Black com cautela. Só havia uma pergunta que desejava fazer, uma única pergunta que fez a si mesma por mais de dez anos, uma única perguntava que revelaria a verdade.

― Você traiu os Potter?

― Não.

As pernas de Tessa cederam, e a garota caiu de joelhos no chão, de frente a Black, que não mais sorria, seus olhos cinzentos a acompanhavam, a estudavam.

― Você entregou o paradeiro de James e Lilian Potter em Godric’s Hallow ao Lorde Voldemort?

Um sorriso mínimo apareceu no rosto de Black.

― Não. Essa foi esperta, muito mesmo.

Tessa o ignorou.

― Você era um traidor da Ordem da Fênix?

― Não.

― Você trabalhava com Voldemort?

― Não.

― Você era um Comensal da Morte, mesmo sem a marca?

― Não.

Tessa passou a mão pelo cabelo, agitada. Ela sabia os efeitos da poção, sabia que estava funcionando, sabia que aquela era verdade, ou ao menos, a verdade em que ele acreditava.

― Você matou Peter Pettigrew?

― Gostaria muito de ter feito, mas não.

― Porquê gostaria?

― Porque ele é um traidor nojento.

― Ele não está morto?

― Não, esteve escondido em sua forma animaga todos esses anos, com uma família bruxa.

Tessa respirou fundo.

― Quem deu a localização dos Potter a Voldemort? Quem era o traidor?

― Peter Pettigrew.

― Porra.

X_____X

― Sabe, sempre admirei sua elegância.

Tessa sorveu um grande gole de whisky, e com o queimar forte descendo por sua garganta, ela passou a garrafa para Sirius, que ergueu a sobrancelha ao tomar uma grande golada. Estavam sentados frente a frente no chão da varanda que Sirius estava morando.

Após as perguntas essenciais, Tessa desfez a maldição com muito cuidado, os dois montaram no hipogrifo – que se chamava Bicuço – e saíram em busca de sua vassoura. Após acharem-na, intacta felizmente, voaram até a casa afastada de Sirius, onde ficaram sentados pelo resto do dia e pelo advir da noite, enquanto Sirius contava toda a história, desde a descoberta da profecia, do Fidelius ao encontro com Harry.

Sirius esticou a garrafa mais uma vez para ela, que a sacudiu ao apanhá-la.

― Você foi preso, injustamente, estava condenado, e estava rindo, RINDO! Tem ideia do quão legal isso foi?

― Legal? Eu fui considerado maníaco.

― Concordo, mas continua descolado.

Sirius bufou uma risada ao virar uma boa golada da garrafa e os dois se concentraram nos cantos dos passarinhos, que começavam o dia. Nenhum dos dois parecia querer sair dali, nenhum deles conseguia pensar em outra coisa, e para Tessa era especialmente difícil considerar os horrores passados pela pessoa que sempre admirou quando criança. Pelo homem que havia sido um irmão tão bom para ela quanto James.

― Eu estive em Askaban. – Sirius a olhou, surpreso.

― Como?

― Assim que me formei. – Disse com calma ao sorver mais uma boa quantidade de Whisky – Eu sempre quis fazer isso, sabe? Eu havia chorado a noite inteira nos braços de meu melhor amigo quando soube da morte de James, quando a notícia do que você supostamente havia feito chegou. Eu quis vê-lo, queria saber como você poderia ter traído meu irmão, poderia ter traído todo o amor que meus pais deram a você. – Sirius se remexeu, desconfortável, voltando a olhar para as estrelas. – Eu não pude, logicamente, ninguém poderia dar a uma garota de onze anos a chance de entrar em Askaban. E quando entrei no programa de Auror, eu também não pude, era apenas uma aprendiz.

― Mas não falou comigo.

Tessa riu ao balançar a cabeça em negativa.

― Eu entrei com um favor pessoal de Moody, e a cada passo que eu dava, com a presença dos dementadores ali, dos presos loucos, eu percebia que minhas exigências eram inúteis. Eu cheguei a te ver, deitado, dormindo, acabado, e percebi que o que quer que tivesse feito, já estava pagando por aquilo, que pagaria pelo resto da vida.

― Eu gostaria que tivesse me chamado, eu gostaria de ter te visto, ter explicado tudo.

― E eu não poderia fazer isso, pois eu sabia no fundo que não aguentaria olhar para você e ter todas as minhas memórias infantis ainda mais estraçalhadas. – Ela fez uma pausa, necessária para o que tentava dizer – Me perdoe, Sirius.

― Você era uma criança, até mesmo Harry acreditou nisso tudo.

― Harry não te conheceu. Eu sim. – Os dois se entreolharam, momentos compartilhados na casa dos Potter passavam em suas cabeças. – Você era meu príncipe encantado. Eu cresci com você, você me ensinou a lutar, você lia para mim e me levou em segurança para a Andy. Eu deveria ter confiado que você nunca faria isso.

― O que importa é que você está aqui agora, que você, Remo, e Harry sabem a verdade.

Tessa assentiu, devagar, deitando a cabeça no ombro de Sirius, vendo os primeiros clarões da manhã dispersarem a escuridão.

― Como ele é?

― Tão parecido com James – Tessa sentiu o sorriso em Sirius enquanto o maroto falava – Tem a mesma fúria, a mesma coragem, a mesma força, e é ainda melhor, pois possui o coração de Lily. Ele quis poupar Rabicho, para que não fôssemos assassinos.

― Isso soa como ela.

― Com certeza. Ele gostaria de saber que tem você.

― Eu também gostaria que ele soubesse. – Tessa tomou mais um gole de Whisky – Mas Dumbledore sempre dizia o quanto ele era novo, que nunca entenderia.

― Ele entendeu muito bem a minha situação, você deveria ir até ele, contar toda a verdade.

Tessa encolheu os ombros, sentindo a brisa da manhã percorrer seu corpo como gelo. Ela estremeceu, e Sirius passou os braços por seu ombro, puxando-a para seu corpo.

― Eu penso nisso, mas então... penso se já não é tarde demais. – Sentindo o olhar de Sirius nela, apressou-se em explicar – Como posso encará-lo e contar a verdade depois de todo esse tempo? Não posso. Sem falar que agora minha vida é tão perigosa, eu quero mesmo trazer todo esse risco para ele? Só quero que ele fique bem, que esteja protegido.

― Você cresceu.

Tessa riu ao olhar para cima, para o Sirius que sorria ao encará-la.

― Não, Sirius, eu voltei a ser uma criança. – Ela desdenhou de Sirius, que apertou o abraço – É claro que cresci, foram doze anos, esperava o quê?

― Que o tempo tivesse congelado. Que você ainda fosse minha menininha, que Harry ainda fosse um bebê. Que eu pudesse ter protegido vocês dois.

― Eu não preciso de proteção, nunca precisei.

Sirius não respondeu, e Tessa voltou a encarar o horizonte, aconchegada no calor dos braços de seu irmão. Ela poderia não ser mais uma menina, mas ainda apreciava o conforto do lugar onde estava, ainda mais do que antes.

Ela desejava que aquilo pudesse durar para sempre.


Notas Finais


Capítulo prontinho saindo do forno já já!


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