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História Hurricane - Draco Malfoy - Capítulo 2


Escrita por: ArianaMarshall

Capítulo 2 - Aquela sem escolha


Fanfic / Fanfiction Hurricane - Draco Malfoy - Capítulo 2 - Aquela sem escolha


Africa, Uganda - Residência Russell, 1993



"Aquela sem escolhas" 



Lucian Russell está arquitetando algo.


Só esse simples pensamento fazia o sangue da jovem de fios claros gelarem. Os olhos esverdeados estavam fixos no céu estrelado sobe o teto de seu quarto, um feitiço feito pelo seu pai a muitos anos. 

O fato de nenhum som ecoar pela mansão a deixa apreensiva, o elfo doméstico nem ao menos derrubou um garfo, até mesmo o vento frio que entrava pela janela da sacada era silêncioso.

  Silêncio é sinônimo de perigo na família Russell.

Puxou as cobertas e rapidamente se sentou na cama sentindo a visão ficar turva por alguns segundos. Um calafrio percorreu seu corpo quando os pés descalços tocaram o assoalho frio de madeira. Com alguns passos pegou o robe preto e saiu do quarto em passos lentos e silenciosos.

Toda a sua infância havia sido naquela casa e nos arredores de Uganda, e mesmo tendo nascido na Inglaterra e vivido lá até o desaparecimento da sua mãe pouco se lembrava daquele país.

Sutilmente mexeu os dedos empurrando a porta da sala -sem ao menos tocá-la- onde Lucian bebia um líquido alaranjado, pensou que poderia ser whisky mais não dava a mínima, tem treze anos e nenhum interesse em bebidas alcoólicas, o único interesse que tinha na bebida era que ela o fissese engasgar, mas isso não aconteceu. 

Ele nem ao menos a olhou e agradeceu por isso, não queria encarar o irmão mais velho que a olhava como se fosse a quarta maldição imperdoável. Cruzou os braços procurando por mais alguma presença na sala, porém não havia ninguém, só o fogo da lareira e eles. 

Ótimos,completamente sozinha com esse lunático. 

Estava sozinha com o irmão mais velho, e aquilo era péssimo. Ele era conhecido por ser cruel, pelo menos dentro da mansão e pela família, mais pelo mundo a fora ele era apenas o primogênito da muito nobre família Russell, uma longa linhagem de sangue puros fies aos antigos costumes. Costumes nos quais quais não via nenhum fundamento. Mestiços, nascidos trouxas ou sangue puros, do que importava de qual linhagem você vinha se no fim quando se machucam todos sangravam da mesma forma?

Já havia feito essa pergunta ao irmão mais velho pouco tempo depois de completar dez anos, quando no ano seguinte seria o seu primeiro ano na escola de magia de Uagadou, a resposta a fez crer de uma vez por todas que Lucian Russell Cooper deveria estar em Azkaban.

-Não deveria estar dormindo? – O tom de voz rude a tirou de sua dolorosas lembranças, engoliu em seco antes de responder.

-Não. – Soou mais firme do que espera. Seus olhos a traíram indo diretamente para a tatuagem sobre o braço esquerdo. Não importava quanto tempo passasse nunca se acostumaria com aquela marca, como ele podia exibir aquilo como se fosse um troféu? – Estou sem sono. - Descruzou os braços sobre o olhar meticuloso do irmão.

Ele não dava a mínima se ela estava com o sono desregulado ou não, tudo o que ele não queria era ser incomodado e era exatamente o que Alaska estava fazendo.

-Certo, sente-se temos que conversar. – Pensou instantaneamente na escola enquanto caminhava até o sofá.

As notas estavam ótimas como o de costumes, as detenções nem eram tão graves e como teve que cumpri-las em sua maioria com Elena Forbes, uma sangue puro, então provavelmente ele não daria a mínima pra esse assunto.

Contanto que evitasse qualquer nascido trouxa ou mestiço Lucian a poupava de mais sofrimento entre as paredes da mansão. Se sentou no sofá preto macio se perguntando onde estava Josh quando precisava dele, a resposta veio de imediato provavelmente no décimo sono.

-O que ouve? – Perguntou encarando seriamente o irmão que abriu um sorriso que para muitos seria adorável, sentiu apenas vontade de socá-lo, porém jamais conseguiria.

-O que te faz pensar que “ouve” algo? – Arqueou a sobrancelha dando um gole de sua bebida.

-Nada, você apenas não tem o abito de falar mais de três palavras comigo que não seja uma ordem. – Quis se bater pela astúcia.

Sentiu o coração acelerar tão forte que parecia querer sair do peito, desejou isso seria uma morte menos dolorosa do que as formas que passaram pela mente do irmão mais velho. Mas, ele apenas abriu um sorriso e gargalhou, sem esboçar nenhuma expressão continuou parada o encarando enquanto Lucian mandava a cabeça.

-Querida irmã, mesmo que você me acha uma espécie de mostro tudo o que eu faço e para o seu bem. – Provavelmente ele não conhecia o significado de bem da mesma forma que ela.

-Acho que já recuperei meu sono. – Fez menção de se levantar e apenas um simples gesto com os dedos ele a fez retornar ao assentou abruptamente.

Maldita escola de Uagadou, maldito o dia que inventaram usar magia sem varinha.

-Por favor, não tão cedo. – A frase foi dita com um bom humor que ela odiava, apenas assentiu divagar sem tirar os olhos dos do irmão, castanhos escuros com o do pai, de alguma forma única a herdar os olhos claros na família havia sido ela e o primo Mathias. – Esse ano não irá retornar a Uagadou.

Sentiu como se o ar tivesse sido abruptamente retirado do cómodo, talvez fosse apenas uma brincadeira estúpida, ou talvez ele apenas tivesse tirado o ar do cómodo para ver o sofrimento passar pelos olhos esverdeados da irmã, mais não. 

Sua mão continuava sobre o acento do sofá, e a outra segurando o copo com a bebida, a varinha estava distante, nenhum gesto e nenhum feitiço foi feito. Era apenas o pânico, apenas o mesmo dentro dela.

-Por que? – Foi tudo o que conseguiu dizer, tudo o que realmente importava para Alaska, Lucian bebeu mais um gole, o último, como se aquilo fosse apenas um simples conversa, pelo menos pra ele era.

-Porque querida irmã, vamos retornar para a Inglaterra, será bom pra você conhecer a sua terra Natal, afinal você não se lembra de lá, não é mesmo? – Pensou em gritar "mentira" , quis gritar com todo o ar de seus pulmões. Aquilo não era do feitio do seu irmão, ele não era caridoso e não costumava dar a mínima para que lhe traria felicidade, ou o que a faria bem.

-E qual é o motivo não oficial? – Perguntou tomando uma postura semelhante à do irmão, que sorriu sem mostrar o dentes.

- Quero rever antigos amigos do papai, e também meus é claro. – Papai, a palavra soou sarcástica, não era mistério pra família que ele não fã do pai, assim como nenhum dos outros filhos, além do mais não era como se sequer o conhece.

Charlie Russell viajava constantemente pelo mundo, e já fazia dois anos desde a última vez que virá o pai pessoalmente.

 Ele havia simplesmente deixado os dois filhos ao cuidado do irmão mais velho e então ido embora como se não se importasse, e talvez realmente não importasse com os filhos. Trouxas e nascidos-trouxas tinham mais a sua atenção do que seu próprio sangue.

-Gosto de Uagadou.

-Eu sei. – Respondeu colocando o copo vazio sobre a mesa de centro e se levantando, o corpo de Alaska ficou instantaneamente rígido quando irmão deu a volta pelo sofá e se debruçou sobre o encosto dando aquele típico sorriso que tanto odiava e a encarou com apenas alguns sentimento de distância entre os dois. – A ideia de poder fazer alguns feitiços com as mãos e depois alegar que só estava acenando e nunca quis fazer o queixo de alguém cair é realmente fascinante. – Ponderou, tendo ele já feito tal coisa. – Ao meu ver, Hogwarts será um bom lugar para você, mesmo sendo infestada por sangue ruins. – A palavra tinha um gosto amargo na boca do mais velho. – No entanto terá outros sangue puros para te fazer companhia.

-É o que veremos. – Afirmou o encarando seriamente, com os resquícios de coragem que ainda tinha para contradizer o seu irmão.

- Lix irá organizar a suas malas durante a noite, partiremos após o café da manhã.

-Tão rapidamente assim? Eu nem ao menos comuniquei a diretora sobre minha saída e meu amigos? – Perguntou rapidamente, o moreno colocou a mão sobre seu ombro e disse casualmente.

-Mais eu já. – Sorriu. – Comuniquei no início das férias.

-Isso foi a quase três meses.

-Exato irmã, você continua excepcional em cálculos.

-Não quero ir, e meus amigos...

Não dava a mínima pros amigos, não era exatamente um tipo de amizade saudável, envolvia interesses entre ambas as famílias de unir os sangue puros. Elena era a única que não dava a mínima para o sangue tal como ela, mas ainda sim não era um tipo de relacionamento totalmente saudável. 

-Você não tem escolha. – Respondeu o irmão, aquela era uma frase que saia constantemente de sua boca.

Assentiu sem a mínima vontade de continuar aquela conversa, se levantou lentamente vendo o irmão voltar a sua postura rígida. O odiava com todas as suas forças, como ele pode ser tão cruel e colocar um sorriso no rosto?

Abriu e fechou a boca duas vezes querendo dizer algo, sabia que deveria dizer... mas do que adiantaria?

Lucian não ia a ouvir, ele nunca ouvia. Se sentindo afundar naquele poço ela apenas deu passos apressados até a porta após murmurar um “Boa noite”, o deixando completamente sozinho.

Quando retornou ao seu quarto Lix terminava de organizar a última de suas malas, a elfa se manteve de cabeça baixa quando a ama se sentou sobre a cama exausta.

- Lix, pode ir embora, por favor? – Pediu, vê do que a elfa arregalou os olhos. Não importa quantas vezes ela fosse gentil isso sempre assustava a elfa.

-Minha senhora... O senhor Lucian disse que eu deveria organizar tudo.

-Eu termino, apenas me deixe sozinha. – Respondeu rapidamente lançando um olhar gélido para a elfa que saiu rapidamente.

Tinha que admitir que não era a maior fã de elfos domésticos pelo costumes estranhos e pela forma que eles adoravam ser escravizados, mais nunca disse nada sobre isso e nem os tratou mau como muitos senhores e senhoras, ela apenas evitada Lix o máximo que podia, até porquê tinha a plena consciência de que era espionada por ela a mando do irmão.

Jogou o corpo para trás se deitando na cama enquanto uma lágrima solitária escoria pela lateral do seu rosto, não iria retornar a Uagadou, sua tão preciosa escola de magia sobre a montanha da lua, um lugar que parecia flutuar nas nuvens.

Não veria nenhum de seus colegas e mesmo que não os visem como melhores amigos sentia falta. As lágrimas se tornaram mais grossas conforme as lembranças a atingiam em cheio.

O mensageiro dos sonhos não lhe entregaria a pedra para poder retornar,ela não voltaria... Nunca mais voltaria.

“você não tem escolha.”

A timbre rouco é cruel do irmão foi a última coisa que ouviu antes de ser levada ao mundo dos sonhos.








 




Notas Finais


Lucian Russell e bonito, sarcástico... mas não se deixem enganar ele é o diabo encarnado e o ranço será forte viu.


Pesquisei várias escolas de magia e bruxaria do universo de Harry Potter a que mais me interessou foi a Uagadou, por isso vou deixar algumas explicações sobre ela, todas foram retiradas da Internet obriviamente.

"A escola de magia Uagadou fica localizada na África, no topo das montanhas da Lua, a oeste da Uganda e foi fundada a mais de mil anos, tendo então conquistado uma grande reputação. Os seus estudantes são muito conhecidos por serem bons em Astronomia, Alquimia e Transfiguração.

Os alunos recebem o aviso de que conseguiram entrar no Uagadou por mensageiros dos sonhos, enviados pelo diretor ou diretora do dia. Os mensageiros do sonho aparecem para as crianças enquanto elas dormem e deixam um sinal, geralmente uma pedra inscrita, que é encontrado na mão das crianças quando elas acordam. Nenhuma outra escola emprega este método de seleção estudantil."


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