História Hurricane - Capítulo 20


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Categorias A Seleção
Personagens America Singer, Aspen Leger, Carter Woodwork, Celeste Newsome, Elayna Stoles, Elise Whisks, Janelle Stanton, Marlee Tames, Maxon Calix Schreave, May Singer, Olivia Witts, Personagens Originais, Rainha Amberly, Rei Clarkson, Shalom Singer
Visualizações 303
Palavras 1.603
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Acharam que eu tava mentindo quando disse que um dia ia atualizar né? Peguei vocês!
Isso é um capítulo atrasadíssimo, tá meninas?
Bem, os capítulos se tornarão cada vez mais raros (quase em extinção, verdade, como mico-leões :c ) por causa da escola e tudo o mais (Sim, eu entrei em uma escola técnica e não, não tá sendo só diversão, triste).

Espero que gostem esse capítulo e que comentem para mim ver se arranjo inspiração no meio de tantos exercícios e escrevo mais de Hurricane ♥ ~~faço drama mesmo:v

Capítulo 20 - 18. Esquecimento


Esquecimento

Oblivion

  .   

Enquanto você para e espera

As you quietly shut up

eu ando, invado

I walk, I invade

eu abro a porta e entro

I open the door and I get in

Enquanto você cala quieta

While you shut up quietly

Eu brigo, eu falo

I fight, I talk

Eu berro, eu enfrento

I scream, I confront

— Skank, Esquecimento.

.

.

Quando Carter bateu na sua porta no domingo, chamando-a para almoçar, America sabia o que a esperava. Enquanto ela se vestida não pode deixar de rir do amigo, Marlee havia ido pedir a ajuda da ruiva para se arrumar, pois a mesma iria almoçar junto com Carter em um restaurante. America estava acordada quando eles saíram, de manhã, estava acordada também quando voltaram. Ela sabia que não havia almoço algum e tudo não passava de um pretexto para conversarem.

Antes de abrir a porta ela respirou fundo, expulsando qualquer medo ou vontade de voltar e fingir dormir.

São Carter e Marlee, seus amigos. É apenas uma conversa. Apenas.

Quando passou pela porta que dividia seu quarto da cozinha encontrou Marlee cantarolando enquanto remexia em algo dentro da geladeira, na sala Carter estava sentando no chão cercado de papéis.

— Bom dia — falou para ninguém em especial.

— Quer sorvete? — Marlee oferece para ela, aparecendo no balcão da cozinha.

America nega com a cabeça, se aproxima da mesa sentando na cadeira mais próxima, sobre os joelhos, como uma criança pronta para a bronca.

— Problema com a empresa? — pergunta para Carter, que parecia tão concentrado que nem percebeu. — Carter?

— Ah, sim. Estamos tendo uns problemas na filial da Espanha, e... Estou desconfiando que a carga está sendo desviada em algum momento pelo caminho, mas não tenho certeza.

— Sinto muito — America soltou e no silêncio suas palavras se assentaram entre eles.

A ruiva apertou os olhos pois aquilo soara tão patético, como se ela tivesse culpa que lotes de bebidas estivessem sendo desviados, mas então de repente aquele “sinto muito” se encaixou tão bem quanto não fez sentido. Ela sentia muito por diversas coisas e não tinha culpa ou poder sobre nenhuma delas.

— Então, eu odeio momentos estranhos. Podemos ir direto ao ponto? — solta de uma vez, revezando o olhar entre Marlee, que agora acabara de sentar na sua frente, e Carter que ainda estava sentando no chão da sala, perto delas. 

— Como você se sente em relação as crianças? — Carter pergunta, deixando as folhas de lado e olhando para America.

America abriu a boca e fechou logo em seguida.

— Eu-eu não sei, elas... Elas são ótimas e educadas, no inicio foi bem difícil, mas acho que conseguiriam me ver como uma amiga e... — America se calou assim que viu Carter trocar olhares com Marlee.

Lembrou do seus pais e se viu de novo a mesa em uma reunião de família com vários parentes falando coisas desagradáveis, era quando Shalom Singer começa a falar e bastava um olhar da Magda para que ele desviasse do assunto, sempre se entenderam por olhares, tinham códigos e sinais, America cresceu desejando aquilo para ela.

Sempre desejou aquela cumplicidade que vem com o tempo, de entender o que a pessoa quer quando nem mesmo a pessoa em questão sabe. Carter e Marlee tinham isso, essa coisa dos sinais e códigos... de olhares significativos.  

— Meri, somos seus amigos e não estamos querendo que largue seu emprego ou algo do tipo, estamos apenas... — Marlee não encontrou a palavra certa.

— Estamos tentando te proteger.

— Então parem. Eu entendo vocês, mas não são meus pais e eu não sou uma adolescente. — Ela queria que aquilo não tivesse soado tão patético.

— Conheço Maxon — Carter rebate. — Eu trabalho para ele. Estava conversando com outros caras da empresa, você vai se surpreender com quantas babás ele já teve em seis anos e como quase todas foram para cama com o mesmo.

— Carter me contou isso e eu tenho uma amiga no trabalho, ela... Lydia já trabalhou para Maxon como babá dos filhos dele. Ela foi babá de Kaden e seu único erro foi cair na lábia do chefe, porque as crianças adoravam ela. Hoje, quando raramente ela fala das crianças, seus olhos brilham. Ela amava aqueles meninos e os mesmos não devem nem lembrar do nome dela. Não quero isso para você, Meri.

America reprimiu a pontinha de ciúmes que tomou conta do seu ser ao ouvir aquilo de Marlee, sabia que havia diversas outras babás antes dela, mas saber que alguém cuidou de Kaden, foi próximo de todas as crianças, que amou elas e provavelmente foi querida também, fez com que a ruiva se sentisse apenas mais uma. Bobagem, ela é mais uma. America se preparou para ser franca, Marlee e Carter não tinham direito de se intrometer na vida profissional dela, mesmo que fosse com boas intenções, mas sabia que estava apenas irritada porque no fundo tinham razão, por isso respirou fundo e deu um sorriso cansado.

— Eu agradeço por estarem se importando comigo, de verdade. Obrigada. Não vou deixar que nada passe dos limites, confiem em mim. Me apeguei sim as crianças e provavelmente vai ser muito difícil me separar delas, mas já perdi diversas coisas que amava, já me acostumei com a dor. — America respirou fundo, barrando qualquer memória, não era hora para aquilo. — Não vou me proibir de viver isso com elas enquanto eu puder. E tudo que podem fazer é entender e me ajudar.

Carter concordou com a cabeça, suspirando e Marlee se levantou em um salto.

— Vou fazer algo para você comer — logo ela já estava ocupada cantarolando algo enquanto fechava e abria as portas dos armários da pequena cozinha.

Soou um pequeno toque e America observou seu colega de apartamento levantar o celular até os olhos e ler uma provável mensagem. Carter juntou seus papeis calmamente depois de repor o celular no bolso.

— Eu vou ter que deixar as duas damas porque, adivinhem só, estão com um problema nos anúncios.

— Vai pra empresa? — Marlee fecha a cara, desiludida.

— Sinto muito.

America tratou de focar na televisão enquanto Marlee e Carter se beijavam como dois adolescentes.

— Até mais tarde Meri.

— Bom trabalho Carter!

Quando a porta se fechou Marlee fez questão de parar bem na frente da TV.

— O que foi? — os olhos azuis encontraram os verdes e ambas ficaram se encarando em um silencio profundo que durou longos minutos.

— Sinto muito, eu... Nós... A gent- só queremos ajudar America. Eu sei que você é o tipo que gosta de fazer as coisas sozinha e não estou dizendo que você não consegue, mas sabe, nos sentiríamos menos errados se nos deixasse fazer parte da sua vida. Porque, goste ou não, nós já somos parte dela.

Poucas horas depois da conversa uma ligação foi suficiente para tirar todos de casa, já não havia tantos jornalistas cercando o prédio e sair pelos fundos foi fácil e rápido. Havia uma festa de algum amigo da empresa e ninguém pensou duas vezes em simplesmente aceitar o convite em uma tentativa de esquecer os problemas.

***

A segunda feira havia chegado assustadoramente rápido e America já se encontrava entrando na grande casa dos Schreave, Carter havia a levado até ali pois tudo que não queriam era chamar atenção de jornalistas indesejados.

Ao abrir a porta grande e pesada America parou por alguns minutos escutando o silêncio. Provavelmente as empregadas ainda não haviam chegado, era cedo demais e as crianças ainda dormiam. A ruiva pegou o celular e releu outra vez a mensagem do seu chefe após fechar a porta atrás de si, Maxon havia deixado uma lista de compras que deveria ser repassado para Anne, mas o mesmo havia trancado o escritório e levado a chave consigo para o escritório.

Segundo a mensagem embaixo de um dos vasos que enfeitavam a parte de trás da escadaria se encontrava a chave reserva. Enquanto levantava um vaso azul com detalhes brancos de cerâmica ouviu saltos enfurecidos abrirem a porta da frente e batê-la com força. A pessoa provavelmente ficou parada, mas antes que America se atrevesse a olhar quem entrava com tamanha raiva na casa levou um susto que a fez pular.

— Eu não quero ouvir mais nada, chega! — a voz de Eadlyn soou. — Eu não ligo mais, dane-se você e tudo o que lhe diz respeito.

O plano de America era simples: esperar Eadlyn subir as escadas e então sair dali, a garota provavelmente havia achado estar sozinha o que era justificável. O plano da mulher foi por água abaixo quando uma voz tão alta quanto a de Eadlyn soou a esquerda de America.

— Meri, o que faz aí? — a ruiva encarou Gerard. Seus cabelos castanhos encaracolados, os olhos pretos e fundos e o corpo magricelo, parecia frágil demais para ter uma voz tão potente.

 

— Cuidando da minha vida — America não precisou se virar para o outro lado para saber que Eadlyn a encarava com ódio nos olhos. — Parece que a babá esqueceu que é paga para tomar conta dos meus irmãos não de mim.

America nem teve tempo de se explicar, a garota lhe deu as costas e voltou para a escadaria, onde subiu batendo o salto alto no assoalho.

— Desculpe — Gerard pediu, timidamente.

— A culpa foi minha, não devia ter me escondido ao ouvir a porta bater.

— Sabe onde Maxon está?

— Na empresa, eu inclusive estou procurando a chave do escritório dele.

America percebeu a careta que se formou na cara de Gerard, duas linhas se formaram na sua testa. Estava preocupado com alguma coisa.

— O que houve Gerard? — mal terminou de falar e o garoto a encarou assustado. — Pode me contar qualquer coisa, não vou te julgar ou brigar.

— O Ahren sumiu.


Notas Finais


Me adicionem pra gente conversar na tl sz
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