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História Hurricane: Um Amor Proibido (Alec and Izzy) - Capítulo 34


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Notas do Autor


Boa leitura ❤

Capítulo 34 - Capítulo 34: Bring Me to Lfe


Fanfic / Fanfiction Hurricane: Um Amor Proibido (Alec and Izzy) - Capítulo 34 - Capítulo 34: Bring Me to Lfe

₪Alec₪

"Como você pode ver em meus olhos como portas abertas?


Levando você para dentro do meu núcleo onde eu me tornei tão insensível


Sem alma, meu espírito está dormindo em algum lugar frio


Até você encontrá-lo e levá-lo de volta para casa

(Me acorde)


Me acorde por dentro


(Não consigo acordar)


Me acorde por dentro


(Me salve)


Chame meu nome e me salve do escuro


(Me acorde)


Faça meu sangue correr


(Não consigo acordar)


Antes que eu me desfaça


(Me salve)


Salve-me do nada que me tornei

Agora que eu sei o que estou sem


Você não pode simplesmente me deixar


Respire em mim e me faça real


Traga-me à vida

(Me acorde)


Me acorde por dentro


(Não consigo acordar)


Me acorde por dentro


(Me salve)


Chame meu nome e me salve do escuro


(Me acorde)


Faça meu sangue correr


(Não consigo acordar)


Antes que eu me desfaça


(Me salve)


Salve-me do nada que me tornei

Traga-me à vida


(Eu tenho vivido uma mentira, não há nada dentro)


Traga-me à vida

Congelado por dentro sem o seu toque


Sem o seu amor, querida


Só você é a vida entre os mortos

Todo esse tempo eu não posso acreditar que não pude ver


Fiquei no escuro, mas você estava lá na minha frente


Eu tenho dormido mil anos parece


Tenho que abrir meus olhos para tudo


Sem um pensamento, sem voz, sem alma


Não me deixe morrer aqui


Deve haver algo mais


Traga-me à vida

(Me acorde)


Me acorde por dentro


(Não consigo acordar)


Me acorde por dentro


(Me salve)


Chame meu nome e me salve do escuro


(Me acorde)


Faça meu sangue correr


(Não consigo acordar)


Antes que eu me desfaça


(Me salve)


Salve-me do nada que me tornei

Traga-me à vida


(Eu tenho vivido uma mentira, não há nada dentro)


Traga-me à vida"


O amor é como o fogo, uma chama que queima em nosso interior e nunca se apaga. O amor é a unica coisa que pode te manter vivo pela eternidade, pois ele te conserva na mente e no coração da pessoa que te ama ou amou verdadeiramente. A felicidade é feita de momentos passageiros, por isso devemos aproveitar ao máximo cada momento de nossas vidas ao lado de quem amamos sem ter que encarar a morte junto ao arrependimento por nunca ter vivido aquilo que tanto desejou e nunca pode ter. Só devemos dizer que amamos alguém quando estivermos certos de que esse sentimento é recíproco, e no meu caso eu sei que é... Isabelle é o que mais amei em toda vida, e continuarei amando após a morte. Ela é a razão pela qual eu me levanto da cama todos os dias, a razão pela qual eu respiro, a razão pela qual meu coração ainda bate... Ela é minha razão para tudo. Pena que não poderei a amar uma última vez para carregar comigo uma última lembrança dela em meus braços.


Eu não tinha noção de quanto tempo já tinha se passado desde que cheguei ao Instituto. Acordei na enfermaria com Izzy e Jace de pé ao lado da cama e Magnus próximo a porta. Achei que a essa altura já estava morto e que eles eram apenas uma miragem, mas quando Isabelle tocou minha mão, pude sentir que era real. Uma dor alucinante percorria todo meu corpo, mas agora era um pouco mais suportável graças a Magnus e seus poderes. Eu quis me sentar mas a dor me impediu me fazendo puxar uma grande quantidade de ar para conseguir a suportar. Jace me olhou com um olhar repreencivo me fazendo entender que eu não deveria realizar grandes feitos. Maryse entrou no quarto de forma apressada com os olhos marejados vindo em minha direção. Robert entrou em seguida com Max que pareceu um pouco assustado ao me ver naquele estado. Eu queria dizer algo para os confortar e acalmar seus corações aflitos, mas era doloroso demais falar. Consegui apenas apertar a mão de minha mãe antes de Catharina entrar dizendo que tinham pessoas demais no quarto e que eu precisava descansar. Puxei mais uma vez o ar tomando coragem para falar, e Jace rapidamente se aproximou para ouvir. Muitas coisas tinham acontecido de forma tão rápida e confusa, mas em meio a tudo isso eu não conseguia parar de pensar nos olhos de Andy e se ela ainda estava viva depois de tudo,

<Alec>


-An... dy... Andy... ela mo... morreu? -nunca foi tão difícil e doloroso falar.  Foram as três palavras mais difíceis que já falei em toda minha vida. Meu coração se acelerou enquanto aguardava uma resposta de Jace. Eu não conseguia compreender o porque era tão importante para mim saber como ela estava. Por um momento cheguei a sentir medo de ouvir a resposta de meu Parabatai, mas não foi preciso ele responder.-

<Andy>


-Não deveria se preocupar comigo, arqueiro. Passei aqui só para ver como você estava e para dizer que seus amigos estão indo buscar o antídoto para o veneno. E te aconselho a ficar paradinho para evitar que o veneno se espalhe, ok? -entrei no quarto após ver Isabelle se retirar junto com seus pais e seu irmão mais novo deixando apenas Alec, Jace e Magnus que permaneceu na porta. O arqueiro pareceu extremamente feliz em me ver, e ao mesmo tempo se demonstrou bastante confuso. Seus olhos buscaram cruzar com os meus novamente, mas logo tratei de desviar minha atenção para Jace evitando contato visual com Alec.-Jace, é melhor ir se preparar pois deve ser você junto com a Isabelle a buscar o antídoto para o Alec.-me virei para Magnus que estava estranhamente quieto no canto ao lado da porta.-Magnus, talvez seja melhor o transferir para o quarto dele para que ele fiquei mais confortável.- Catharina concordou comigo e completou dizendo que seria melhor para ele. Magnus apenas concordou balançando a cabeça e em um.estalar de dedos lá estávamos nós no quarto de Alec. Jace se despediu de seu Parabatai e partiu para encontrar Isabelle que tinha pedido ajuda de Melliorn para ver a Rainha. Magnus estava incomodado com a situação de Alec, embora não quisesse demonstrar na presença de terceiros, então ele se retirou nos deixando sozinhos.-

<Alec>


-Vo... você está... bem? -ela estava me evitando pois sabia que eu questionaria. Ela estava tão ferida quanto eu e agora parecia que nada tinha acontecido a ela. Ela me evitava olhar nos olhos pois não queria que eu voltasse a tocar no assunto sobre a cor deles. Era estranha a sensação de tê-la por perto, como se ela sempre devesse estar ali, perto de mim. Aos poucos ela se aproximou e se sentou a beira da cama. Ela levou a mão delicadamente até minha camisa e a levantou com cuidado até que meu ferimento estivesse exposto sob um curativo. Mesmo não tendo quase tocado minha pele a dor foi inevitável, mas por um instante me esqueci dela e me concentrei em Andy que retirava meu curativo para olhar a ferida que aquela altura estava negra e toda a carne ao redor parecia podre. Em seu semblante vi uma lasca de preocupação que me intrigou pois ela era sempre fria com tudo ao seu redor. Era estranho o que estava acontecendo comigo, mas ela, por um instante, me fez esquecer que o anjo da morte estava sentada aos pés de minha cama apenas aguardando o momento certo para me levar.-

<Andy>


-Sim, estou bem, e você também ficará. Seus irmãos vão cuidar de você, Alexander.-uma leve batida na porta foi ouvida e logo a mesma se abriu dando passagem para Maryse, Robert e Max, que parecia mais tranquilo.-Bom, acho melhor eu me retirar para que vocês fiquem mais a vontade...-disse já me levantando um pouco apressada. Maryse veio em minha direção e segurou meu braço. Em seus olhos havia ternura e gratidão assim como em seu toque.-

<Maryse>


-Nós não fomos apresentadas mas certamente deve saber que sou a mãe do Alec. Enfim, eu quero apenas te agradecer por ter cuidado do meu filho e ter dado as instruções de como achar o antídoto para o curar. Você se chama Angeline, certo? Acho que me lembro de você quando era pequena... Você mudou tanto...-ela parecia querer se livrar rapidamente daquela conversa. Tinha algo estranho com ela que eu não consegui identificar, mas sabia que ela era uma boa pessoa. Ela agradeceu minhas palavras com um educado sorriso e eu a deixei ir voltando minha atenção inteiramente para Alec que acabara de adormecer.-


₪Izzy₪

"Eu não quero saber


Quem somos sem ter um ao outro


É tão difícil


Eu não quero sair daqui sem você

Eu não quero perder parte de mim


Vou me recuperar?


Aquele pedaço quebrado


Deixe ir e liberte todos os sentimentos

Já vimos isso acontecer?


Será que consigo deixá-lo ir?

Estamos enterrados em sonhos quebrados


Estamos atolados sem um fundamento


Eu não quero saber


Como é viver sem você


Não quero conhecer


O outro lado do mundo sem você

Isso é justo, ou é o destino?


Ninguém sabe


As estrelas escolhem seus amantes


Salve a minha alma


Isso machuca do mesmo jeito


E eu não consigo me afastar

Já vimos isso acontecer?


Será que consigo deixá-lo ir?

Estamos enterrados em sonhos quebrados


Estamos atolados sem um fundamento


Eu não quero saber


Como é viver sem você


Não quero conhecer


O outro lado do mundo sem você

Eu não quero saber


Eu não quero saber


Eu não quero saber


Eu não quero saber


Eu não quero saber


Eu não quero saber


Eu não quero saber


Eu não quero saber

Estamos enterrados em sonhos quebrados


Estamos atolados sem um fundamento


Eu não quero saber


Como é viver sem você


Não quero conhecer


O outro lado do mundo sem você


Não posso viver sem você"


Meu medo de magoar as pessoas ao meu redor me fez perder a oportunidade de ficar ao lado de quem eu mais amo, e só agora pude me dar conta de que nada disso importa, mas pode ser que tenha descoberto isso tarde demais. Eu escolhi pegar a saída mais fácil ao invés de lutar pelo meu amor e agora estou pagando por isso. Ele sempre foi tão forte, mas agora estava ali, mais morto do que vivo. Seu corpo ferido, estendido sobre a cama, pele pálida e fria, respiração lenta e sofrida. A cada batida, seu coração se afastava um pouco mais da vida. Os ponteiros do relógio pareciam correr mais rápido, era como se buscassem, apressadamente, chegar a contagem regressiva para o fim. Eu queria apenas dizer para ele, mesmo que fosse pela última vez, o quanto eu o amava. Na enfermaria não teve muito o que ser feito pois não estávamos preparados para esse tipo de veneno, que é muito raro, raro ao ponto de já termos nos perguntado se ele verdadeiramente existe, e pelo visto existe.


Lá estávamos eu, Jace e Melliorn indo até a Rainha para buscar um antídoto que nem sabíamos se iria funcionar. A rainha aceitou de bom grado nos receber, causando estranheza em todos. Ela nos questionou o motivo da visita, e Jace, de forma apressada, contou a ela envolto em angústia pois a cada segundo ele sentia que Alec estava mais perto de partir. Cheguei a pensar que poderia ser fácil conseguir o que queríamos devido as circunstâncias, mas é claro que não seria. A rainha me propôs uma troca que era a seguinte: Jace receberia o antídoto para salvar seu Parabatai e, em troca, eu e Alec deveríamos retornar até ela, após a recuperação dele, é claro, e deveríamos cumprir uma tarefa, que seria determinada por ela, é claro, como forma de retribuir o favor. É claro que ela já sabia exatamente o que iria pedir, e eu estava disposta a pagar o preço que fosse para salvar Alec. Voltamos o mais rápido possível para o instituto. Fui diretamente ao quarto para ver como Alec estava enquanto Jace preparava o remédio seguindo as instruções da rainha. Ao chegar me deparei com Magnus usando seus poderes para tentar aliviar um pouco mais da dor de Alec que estava envolto em um sono perturbado

<Izzy>


-Acho que não será mais preciso, Magnus...-ele me olhou com um sorriso nos lábios demonstrando seu alívio.-Jace está preparando a fórmula como a Rainha instruiu. Catharina está o ajudando, e logo Alec estará bem. Muito obrigada! - o feiticeiro não gostava de dirigir a palavra a mim, mas, pela primeira vez em tempos, ele pareceu deixar de lado as mágoas para um bem maior.-

<Magnus>


-Quando eu estive doente o Alexander cuidou de mim e eu estou apenas retribuindo. Já que tudo está sob controle, eu irei me retirar...-não aguardei uma resposta, nem sequer um "tchau", abri um portal e parti para meu apartamento os deixando sozinhos.-


<Klaus>


-Izzy...-disse ao me aproximar da porta do quarto que estava aberta. Ela pareceu se assustar com minha chegada silenciosa mas logo se recompôs. Seu olhar aflito logo se voltou para seu irmão, e eu me aproximei lhe estendendo os braços,  a acolhendo.-Eu lamento pelo que aconteceu... Só fiquei sabendo do ocorrido agora a pouco e vim direto para cá para ver como ele estava. Me disseram que o estado dele é crítico e que se o antídoto não funcionar dentro de poucas horas ele irá... Enfim, vai dar certo, fique tranquila.- beijei sua testa tentando a acalmar e então Alec se mexeu e abriu os olhos tossindo. Seu nariz começou a sangrar e ele começou a se debater tendo uma convulsão. Isabelle se livrou de meus braços e correu para ele. Ela gritou seu nome desesperadamente enquanto segurava a cabeça do mesmo para evitar que ele se machucasse. Jace entrou correndo com uma seringa em mãos e após a crise passar, ele injetou a mesma na ferida de seu Parabatai, que gemeu de dor.-

<Jace>


-Alec? Alec! Olha, eu sei que você consegue me ouvir, então, por favor, te peço que não me deixe pois eu não suportaria te perder também...-ele estava inconsciente, mas eu sabia que ele podia me ouvir e sentir. Ele segurava a mão de Izzy com força como se isso o ajudasse a suportar a dor. Sua ferida voltou a sangrar, mas depois de alguns minutos pareceu ter uma leve melhora. Ele estava suando frio e com tremores nas mãos. Klaus se retirou e chamou nossos pais para ficar conosco. As horas que se seguiram foram de pura agonia para todos, mas principalmente para mim que conseguia sentir uma parte da dor dele.-

>>>>>HORAS DEPOIS<<<<<

<Izzy>


-Por fabor não me deixe! Eu não quero saber como é viver sem você, meu amor... - sussurrei em súplica com a cabeça repousada sobre seu peito ouvindo o lento badalar de seu coração. Todos estavam exaustos e então começamos a revezar para que pudessem descansar. Robert tinha levado Max e Jace tinha levado Maryse para descansar. Magnus retornou para ver como Alec estava, mas não quis ficar muito tempo. Era minha vez de ficar com ele. Catharina tinha vindo a pouco para ver como ele estava, e parecia que estava pior do que antes. O antídoto parecia não estar fazendo efeito. Talvez tenhamos demorado demais para consegui-lo, e isso deu tempo suficiente para o veneno se espalhar. Era doloroso admitir, mas ele estava morrendo e eu não podia fazer nada para impedir. Eu o beijei e ele abriu os olhos e mexeu uma das mãos. Meu coração se encheu de esperança, mas não passou de um reflexo involuntário. Logo ele voltou a dormir novamente e eu me sentei na poltrona ao lado da cama segurando sua mão. Fiquei o olhando, observando seu sono enquanto aguardava algum sinal de melhora que não veio. Ele era nosso irmão mais velho, nosso protetor, sempre disposto a dar a vida por nós, e agora estava ali, entregue a sorte. Tão lindo... Ele estava ali, deitado, como se fosse acordar a qualquer momento com aquele péssimo humor de sempre, mas talvez isso só voltaria a acontecer em meus pensamentos, e antes que eu pudesse me dar conta, eu já tinha adormecido segurando sua mão.-


₪Andy₪

"Eu me lembro das lágrimas escorrendo pelo seu rosto


Quando eu disse: Não te deixarei morrer sozinho


Quando todas as sombras quase acabaram com a sua luz


Eu lembro quando você disse: Não me deixe aqui sozinho


Mas agora todos estão mortos, e tudo acabou naquele dia

Apenas feche seus olhos


O sol está se pondo


Você ficará bem


Ninguém pode machucá-lo agora


Ao chegar a luz da manhã


Nós ficaremos sãos e salvos

Não se atreva a olhar pela janela


Querido, tudo está em chamas


A guerra do lado de fora continua devastando


Agarre-se a essa canção de ninar


Mesmo quando a música tiver terminado

Apenas feche seus olhos


O sol está se pondo


Você ficará bem


Ninguém pode machucá-lo agora


Ao chegar a luz da manhã


Nós ficaremos sãos e salvos

Apenas feche seus olhos


Você ficará bem


Ao chegar a luz da manhã


Nós ficaremos sãos e salvos"


As coisas estavam confusas para mim e para Alec. Eu vim para cá sabendo que não deveria me aproximar tanto dos Shadowhunters para evitar problemas futuros, mas isso foi algo inevitável. Esse contato com Alec estava me fazendo fazer tudo que eu jurei não fazer. Eu estava me deixando ser vulnerável e ultrapassando meus limites ao ponto de começar a me revelar sem perceber. Lá estava eu em um canto escuro do corredor observando os movimentos de cada um ao entrar e sair do quarto de Alec até que só restou Isabelle. Já era tarde e o antídoto parecia ter sido administrado tarde demais pois até então ele parecia estar pior. A porta estava entreaberta me permitindo ver através da fresta que me guiava até a cama onde ele estava com Isabelle ao seu lado. A morena se entregou ao cansaço , me dando assim, a oportunidade perfeita para entrar sem ser vista. Tive o cuidado de fechar a porta sem fazer barulho para não os acordar. Alec estava tendo um sono agitado e doloroso, e Isabelle deixava suas lágrimas correrem por seu rosto mesmo enquanto dormia. Parei por um instante ao questionar o que eu iria fazer. Eu sabia muito bem que estava entrando em um caminho sem volta, mas eu não podia arriscar que ele perdesse a vida assim, ainda mais agora. Saquei meu punhal ao me aproximar da cama enquanto sugava uma quantidade de ar suficiente para encher meus pulmões como se aquilo me trouxesse coragem. Ergui uma das mãos, que estava um tanto trêmula, e usei o punhal para fazer um corte, não muito profundo, rasgando a pele da palma de minha mão de uma ponta a outra me aproximei um pouco mais de Alec tomando cuidado para que meu sangue não pingasse para que não tivesse rastro algum de minha passagem por ali. A dor era suportável e fácil de ser ignorada. Meu coração acelerou e eu engoli em seco. Em sua boca, entreaberta, eu derramei meu sangue, uma quantidade que julguei ser suficiente para ele, e então ele abriu os olhos repentinamente e seu olhar se cruzou com o meu. Ele tentou dizer algo e até mesmo segurar uma de minhas mãos, mas eu me afastei buscando em meu bolso um lenço para cobrir o corte em minha mão. Alec se agitou, quis se levantar, e até mesmo tentou acordar Isabelle, mas ela estava muito cansada para acordar. Sua mão livre estava trêmula como as minhas. Ele se esforçou mais uma vez tentando dizer algo, mas então seus olhos se fecharam novamente o levando ao estado anterior. Sai correndo de lá indo diretamente para o meu quarto. Bati a porta com força e me encostei nela colocando as mãos sobre meu rosto e me lembrando do que tinha acabado de acontecer. No que eu estava pensando quando fiz aquilo? Será que daria certo? Será que ele iria sobreviver? Ouvi um barulho que me chamou a atenção e fez com que meus pensamentos fossem para longe. O quarto estava escuro e o interruptor da luz estava longe demais para o alcançar sem correr o risco de ser atacada. Meu corpo se colocou em alerta, pronto para qualquer sinal de ataque, e foi então que a luz do abajur se acendeu dando forma a silhueta de alguém que logo identifiquei ser Klaus.


<Andy>


-O que você quer? Porque está no meu quarto a essa hora e no escuro? -ele inclinou a cabeça para o lado e cruzou os braços. Sua curta risada sacana foi apenas o que eu ouvi. Caminhei calmamente até o interruptor e acendi a luz. Senti seu olhar me acompanhar e não o encarei até ele se pronunciar.-

<Klaus>


-Espero que você tenha plena consciência de que suas atitudes nos trará problemas, garota. Nós viemos aqui com um objetivo e você está desfazendo tudo que combinamos. Será que não percebe ou é burra o suficiente para não perceber? - me aproximei dela e segurei em seu pulso levando sua mão cortada para perto de meu rosto. Fechei os olhos e puxei o ar com vontade me deleitando com o cheiro de seu sangue.-Espero que ninguém além de mim saiba o que você fez...-apertei seu pulso com certa força para a intimidar. Abri os olhos e ela estava me encarando como se nada importasse. Ela puxou seu braço para si e se afastou abrindo a blusa deixando exposta uma marca de corte próximo ao seu coração. Quase não dava para ver a marca por conta da cicatrização acelerada.-O que é isso? Como conseguiu esse corte?

<Andy>


-"O que é isso?" "Como conseguiu esse corte?" Você precisa fingir melhor, sabia? Isso aqui é a marca que a adaga que me atravessou deixou. E sabe o que é estranho? Isso aconteceu faz horas e a marca ainda não sumiu completamente... Agora, mais do que nunca, eu preciso de todos eles vivos, entende? Caso contrário todos morrem, inclusive você, e eu irei cuspir no seu cadáver com muito prazer. Agora ao invés de ficar me enchendo, você deveria ir atrás da sua namorada pois ela chora enquanto dorme, você sabia? Agora sai do meu quarto e só volte se eu permiti que você entre, ouviu bem? E se eu fosse a Rubi, já teria ido ver como o Alec está. Agora some daqui... -fiz uma leve pausa para o encarar e ele pareceu furioso. -Agora! -ordenei e ele obedeceu como um cachorrinho treinado. Respirei aliviada e me certifique de que a porta estava trancada. Me sentei a beira da cama e olhei para o corte em minha mão.-Espero que sobreviva, Alec...


Notas Finais


Até logo ❤


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