História Hwaiteu Seuta - Capítulo 2


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Sehun
Tags Baekhun, Hwaiteu Seuta, Sebaek
Visualizações 24
Palavras 3.085
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Depois de mil anos, olha quem voltou!!! Desculpem a demora, nesses últimos meses eu passei por tanta coisa e a Charlie acabou ficando sozinha aqui (desculpa, Charlie). Não vou enrolar muito aqui, mas leiam as notas finais!
Boa leitura ~xoxo

Capítulo 2 - Astronauta, parte I


A pior parte de ser uma criança, é que aos olhos dos adultos você é considerado inocente e não tem noção palpável das coisas que acontecem ao seu redor. Mas ao mesmo tempo em que esta é a pior, também é a melhor parte, pois se você não sabe o que se passa a sua volta, não se machuca de alguma forma. O que os olhos não veem o coração não sente, não é isso?

Desde que o Myeon appa voltou de viagem, eu ficava me perguntando onde meu outro pai estava. Eu podia ouvi-lo soluçar no quarto ao lado todas as noites, mas eu não sabia o que havia acontecido, ele não me permitia entrar.

Era reconfortante poder sentir aquele abraço caloroso novamente e eu não podia larga-lo. Nas manhãs de sol, meus braços rodeavam seu corpo quente hora ou outra. Nas noites frias, ele era o único que me aquecia.

Meu pai se manteve forte por todos esses anos, ele quem mais sofreu nesta história. Eu só queria poder pegar sua dor para mim e carrega-la para que ele pudesse voltar a ser feliz. Mas isso era algo que não estava ao meu alcance naqueles tempos, eu era apenas um garotinho.

Hora ou outra, a criança precisa crescer e o mundo a ensina sobre as coisas boas e ruins que nele ocorrem. E ele me ensinou da pior maneira possível.

 

A mente de Junmyeon estava atordoada por tudo o que ocorreu na viagem. Yifan havia saído de manhã cedo para uma reunião com os empresários, deixou o café da manhã de Junmyeon posto à mesa e um bilhete onde estava escrito:

“Tenha um bom dia, meu amor. Logo estarei de volta. Não se esqueça de ligar para Chanyeol, pergunte como as coisas estão e diga que mandei um beijo para o nosso pequeno. Amo você! Ass. Yifan.”

Tal carta ainda jazia em alguma das malas de Junmyeon e este temia encontra-la, aquelas foram às últimas palavras do seu amado para si. Yifan o amou até seu último suspiro e aqueles dizeres só o provaram este fato, o mínimo que poderia fazer era retribuí-lo da mesma forma e querendo ou não, faria.

O amaria até o dia de sua morte.

Pedia aos céus forças para contar a verdade a seu filho, já não aguentava aquela dor e peso que carregava. Pensava em qual poderia ser a reação do pequeno e no quanto a notícia iria afetá-lo. O futuro o assustava, porém, era um mal necessário.

Junmyeon encontrava-se no quarto, na casa de Chanyeol, observando através da janela Sehun brincar sozinho na areia da praia. Seus olhos acompanharam quando ele largou os brinquedos e encolheu-se, abraçando as pernas rentes ao corpo e escondendo o rosto entre os joelhos.

Antes que pudesse ir atrás do filho, Chanyeol adentrou o cômodo com o telefone em mãos. Junmyeon pode perceber, pela expressão abalada do irmão, que alguma coisa havia acontecido.

“Eles acabaram de ligar.” No mesmo instante, Junmyeon entendeu a situação. Seu coração apertou e a visão tornou-se embaçada, esperando que Chanyeol prosseguisse. “O corpo foi encaminhado para o necrotério de Seoul. Vão esperar você voltar.”

As lágrimas escorriam pela face alva de Junmyeon e não fazia questão de impedi-las, sua vontade era de gritar aos sete ventos tudo o que sentia naquele momento. E Sehun? Como contaria ao seu bebê?

“O que eu faço, Chanyeol?” Soluçou. “E o meu filho?”

Chanyeol se aproximou do irmão e abraçou-o, permitindo que chorasse em seu ombro. Afagava as costas e cabelos de Junmyeon, sussurrando em seu ouvido que se acalmasse e não pensasse em nada disso naquele momento, pois sabia que ele não se referia apenas ao agora, mas também ao depois.

Ouviram a porta do quarto se abrir, revelando um pequeno Sehun com o rostinho inchado e os olhos vermelhos. “Appa...” Choramingou.

Chanyeol olhou para Junmyeon, como se dissesse que a hora era aquela, este apenas respirou fundo e limpou as lágrimas, assentindo para Chanyeol deixa-lo a sós com o filho.

“Venha cá, meu bebê.” Abriu os braços e logo Sehun correu para seu colo, acomodando-se no abraço quente. “Por que estava chorando?”

“Eu sinto saudades do Yifan appa.” Sua voz saíra abafada, pois estava escondendo o rosto no peito do pai. O coração de Junmyeon apertou ao ouvir aquilo, e ver o pequeno daquela forma o deixava em pedaços.

“Eu também sinto.”

Sehun pareceu não se incomodar quando Junmyeon o abraçou com mais força, muito pelo contrário, sentia-se mais confortável inalando o cheiro delicioso que apenas ele possuía.

“Quando ele vai voltar, appa?”

Chegou a hora. Era apenas o que se passava na mente de Junmyeon. Conte a verdade. Ele vai descobrir hora ou outra.

“Ele não vai voltar, meu amor.”

Sehun se afastou de maneira brusca, deixando Junmyeon assustado, porém não surpreso com a reação do filho. O garoto estava atônito com as palavras do pai e logo as lágrimas se faziam presentes mais uma vez.

E se Junmyeon já estava em pedaços, agora iria presenciar Sehun desmoronar.

“Por que não?” Choramingou em um murmúrio dolorido, descendo do colo de Junmyeon.

“Hunnie...”

“Ele prometeu, appa!” Bradou. “Ele prometeu que ia voltar!”

Junmyeon tentou se aproximar novamente do filho, mas ele empurrou sua mão que estava estendida para tocá-lo. “Sehun, ouça...”

“Não! Eu quero o Yifan appa!” O pequeno não se importava em estar gritando, também sentia essa dor. Mas nada se comparava ao que Junmyeon tinha de suportar, podia jurar que aquilo o mataria. “Ele me prometeu! Eu o quero de volta!”

“Eu sei, meu amor, eu sei.” Novamente, tentou uma aproximação. Sehun olhava em seus olhos e pôde observar que estes estavam marejados, Junmyeon fazia o máximo para impedir que as lágrimas escorressem.

Ajoelhou-se de frente para Sehun, que o permitiu tocar a face manchada cujo líquido salgado descia de forma descontrolada.

“Mas eu estou com você agora e nunca mais vou deixa-lo sozinho. Em hipótese alguma irei me afastar de você novamente.”

Em resposta, o pequeno agarrou-se a Junmyeon, que não pensou duas vezes antes de apertá-lo conta si, permitindo-se chorar junto ao filho.

 

Foi uma das tardes, de tantas dolorosas, que eu jamais irei esquecer. De todo sofrimento que eu e meu pai passamos, aquela foi à culpada por todas as outras.

Aconteceu há muito tempo e eu era muito pequeno, mas a todo momento eu senti falta. Ainda me lembro do Yifan appa, de como ele fazia todos a sua volta sorrirem com seu humor inabalado, de como ele era cuidadoso e se preocupava com as pessoas a sua volta. Recordo-me claramente do seu amor direcionado à família, mesmo tendo sido rejeitado pelos pais perguntava-se o tempo todo se eles estavam bem.

Lembro-me de tudo.

Chorei por horas no ombro do Myeon appa, não imaginando que o que ele sentia era muito pior do que eu sentia. E durante todos esses anos, a angústia permaneceu. Eu queria apenas ter sido aquele que o consolava.

 

 Aquela manhã nasceu acinzentada, gotículas de chuva escorriam, manchando a janela do carro, assim com as finas lágrimas marcavam o rosto de Sehun. Chorava silenciosamente no banco de trás do carro, a caminho do cemitério onde ocorreria o enterro de seu pai.

Na frente estavam Chanyeol e Junmyeon, o último mantinha o olhar fixo na paisagem se movendo do lado de fora, acreditando que assim prenderia seus soluços mesmo sabendo que não duraria muito, pois logo mais desabaria. Chanyeol novo estava no banco do motorista, apenas prestando atenção na estrada, porém, era evidente sua tristeza.

Todos se mantinham em silêncio e assim ficaram até Chanyeol estacionar o carro do lado de fora do cemitério. Ainda dentro do automóvel observaram as pessoas entrarem, alguns colegas de trabalho e familiares de Yifan. Permaneceram lá alguns minutos até o irmão Chanyeol avisar que já estava na hora de irem, sendo este o primeiro a sair, deixando Junmyeon e Sehun sozinhos.

Junmyeon saiu em seguida, contudo, seu filho permaneceu no carro chorando silenciosamente. Abriu a porta de trás, vendo que o pequeno fitava o chão e abraçava as pernas juntas ao corpo. Respirou fundo, sentando ao lado de Sehun e abraçando o corpo deste.

“Vamos, Hun.” Sussurrou, acariciando os cabelos castanhos.

“E-eu não quero.” Respondeu em um murmúrio, choroso. “Eu quero ir pra casa.”

“Nós temos que ir, meu amor. Yifan appa ia querer que você se despedisse dele.” Doía tanto em si mencionar tal nome, era como se seu coração partisse ao meio toda vez que lembrava-se dele. Mas era preciso, por uma última vez.

Junmyeon saiu, pegando Sehun no colo que, em seguida, abraçou o pai, escondendo o rosto no vão de seu pescoço.

O primeiro a cumprimenta-lo foi o sócio de Yifan, Yixing, dando tapinhas nas costas do Junmyeon e do filho, dizendo o quanto sentia muito e que seu marido sempre foi um ótimo amigo, sendo que eram muito próximos quando estudavam juntos. Mais colegas lhe deram os pêsames e a cada palavra de lamentação, Sehun se apertava mais à Junmyeon.

Depois de anos, viu Yiulin, irmã mais velha de Yifan, que caminhava até Junmyeon com os olhos vermelhos e o rosto inchado.

“Oi, Junmyeon.” Deu um sorrisinho fraco, que logo desapareceu. “Eu sinto muito... Por tudo.” Falava baixo, pois temia que suas lágrimas surgissem novamente, o que de fato foi inevitável. “Eu espero que um dia você possa me perdoar.”

Junmyeon se aproximou da mais velha, limpando os rastros do líquido que escorriam por sua face e aproveitou para deixar um carinho ali com o seu polegar.

“Pode ter certeza, nós perdoamos você há anos.”

Yiulin gostaria de poder abraça-lo forte, mas Sehun ainda permanecia nos braços de Junmyeon. Ele queria poder apresentar seu pequeno à cunhada e ela queria conhecer o sobrinho, porém, ainda estava inseguro e ela compreendeu, acenando e saindo em seguida.

 

 

“É preciso perder para se valorizar.”

Naquele dia eu percebi a verdade de tais palavras. E odiei o fato de que meu pai tivesse que morrer para que eu e o Myeon appa fossemos “aceitos” oficialmente na família Wu. Particularmente, não faço questão de manter alguma relação com essas pessoas que fizeram da vida dos meus pais um inferno. Se não soubesse que a causa da morte do meu patriarca foi um acidente, com toda certeza e ódio que existe em mim, eu os culparia.

Naquela tarde, Myeon appa me segurou em seus braços como sempre fez. Aquilo me mantinha longe da realidade de ver meu pai dentro de um caixão sendo enterrado a metros abaixo da superfície. Naquele momento, como em tantos outros, ele foi forte. Eu não pude ver, mas sabia que seus olhos estavam marejados e que ele prendia suas lágrimas.

O Titanic era o navio que nunca afundava. O muro de Berlin não cairia. O coração do meu pai jamais se partiria...

Até perder a pessoa que ama.

 

 

 

Os físicos dizem que o branco é uma ilusão óptica do reflexo de todas as cores juntas em uma só, mas sempre vemos o branco como uma cor vazia. Quando em uma folha não há rascunhos, quando nossa mente não trabalha da forma que queremos, quando uma tela não possui desenhos, dizemos que está em branco.

Vazio.

Em algumas religiões, o branco é o símbolo da paz, também representa luto; tal cor encontrava-se nas veste e nas flores que todos os presentes carregavam em seus braços.

Junmyeon estava em branco.

Anos atrás, iniciou a faculdade de artes e letras, pois tinha certa paixão por palavras e poesias, seja em forma de música ou até mesmo da arte mais abstrata às que possuíam formas vivas. Pois tudo possuía significados, em todas as artes ele via sentimento.

Para ele, viver era como uma arte escrita e esculpida pelo mais renomado dos artistas. Milhares de histórias, pontos de vista, sentimentos, forças e fraquezas em apenas uma única obra. Um conto onde havia começo e fim, mas também existia um meio onde os próprios personagens traçam o seu destino e fazem as próprias escolhas.

Era isso que Junmyeon pensava. Porém, não foi escolha sua conhecer o garoto que estudava música na mesma universidade que ele, o mesmo rapaz com quem se casara anos depois e adotaram uma criança que tanto amavam. Wu Yifan era seu nome, aquele que o ensinou a verdadeira arte da vida.

O amor.

“Eu concordo com você, Myeon.” Dizia o maior, exibindo seu sorriso que sempre deixava Junmyeon desconcertado. “Mas para mim, é tudo uma folha em branco e cabe apenas ao ser humano escrever seu próprio destino. Tudo há um começo e um fim, de fato, porém, isso não depende apenas de nós. Não podemos prever o dia da nossa morte, mas podemos aproveitar enquanto ainda estamos vivos, não acha? Eu sou apenas uma tela, uma folha em branco e você é a poesia que eu tanto esperei que me marcasse. Você é a arte cheia de significados e sentimentos que eu sempre gostei de apreciar. Então… estou aguardando você deixar seus rastros em mim.”

E assim como ele marcou Yifan, Yifan também o marcou de todas as formas. Entregou-se de corpo, coração e alma para aquela arte que ambos tanto possuíam adoração, eram, sem nenhuma dúvida, almas gêmeas.

“Feliz sou porque amo e sou amado, sem alterar nem ser alterado.” Pois quando amamos alguém, a única coisa que queremos mudar é seu sobrenome. E naquela mesma noite, eles se amaram como se fosse a primeira vez, o que definitivamente não era, e Yifan transformou o Kim em um Wu, como tanto desejou que um dia ele levasse seu nome.

Em meio ao escuro do céu e ao branco nas vestes dos que ali estavam, Junmyeon se despedia de seu amado de forma dolorosa e silenciosa, segurando o filho em seus braços. A respiração do pequeno estava mais calma, então deduziu que este tivesse pegado no sono.

O silêncio dominava o local enquanto todos observavam a terra cobrir o caixão marrom, onde o corpo de Yifan descansaria pela eternidade. Aquela era a última lembrança que os presentes teriam dele; o melhor amigo, o filho imperfeito, o amor que permanece forte.

 

 

Anos depois eu descobri a razão de nunca ter conhecido meus avós. Meu avô por parte dos Kim faleceu quando Myeon appa ainda tinha seus quinze anos e minha avó, por não aceitar a opção sexual do meu pai, o expulsou de casa assim que descobriu.

Por parte dos Wu, meus avós se divorciaram anos depois de expulsarem meu pai de casa também. Não por essa razão, pois meu avô tinha seus desentendimentos com a esposa. Porém, ele considerava Yifan appa uma vergonha para seu nome, sendo assim, decidiu muda-lo. Minha avó permanece com sua intolerância tão viva quanto ela própria.

Não sei como ela teve a decência de aparecer naquele dia. Preferia nunca tê-la conhecido.

 

 

Sehun dormia, novamente, no banco de trás. Aquela cena era familiar para Junmyeon, afinal, aconteceu há poucas semanas atrás. Contudo, quem estava ao seu lado era seu irmão e não seu marido. Chanyeol seguia pelas ruas de Seoul, a caminho da casa de Junmyeon, decidiu passar um tempo com a família, pois sabia que eles precisariam de todo apoio.

Ao chegarem à residência, Junmyeon pegou o filho no colo e assim que adentraram o local, seguiu pelo corredor até o quarto do pequeno e pondo-o na cama. Ficou alguns segundos observando Sehun ressonar baixinho, o rosto inchado e manchado pelas lágrimas derramadas há pouco. Deu um leve sorriso, aproximando-se e deixando um selar na testa do mesmo, em seguida, saindo do cômodo.

Encontrou Chanyeol no quarto de hóspedes, tirando as roupas da mala e pondo dentro do guarda roupa. Logo notou a presença de Junmyeon e sorriu fraco.

“Vou ao supermercado assim que terminar de arrumar minhas coisas.” Anunciou. “Acho melhor preparar um sopa quentinha, levamos chuva e não quero ninguém resfriado.”

“Quando o Sehun acordar, darei banho nele. Acho melhor você também tomar um antes de sair.” Sua voz saía fraca e baixa, estava cansado, triste, e Chanyeol compreendia.

“E você. Descanse um pouco, Jun, não se preocupe com nada agora.” Aproximou-se do irmão, abraçando-o e sendo correspondido, pois era disso que precisava. “Quando o jantar estiver pronto, eu chamo você.”

Junmyeon apenas assentiu e passou a caminhar até o banheiro do corredor. A água levou consigo sua tensão e parte da sua tristeza. Tudo o que pensava naquele momento era deitar em sua cama e descansar.

Seguiu até seu quarto com tal objetivo, arrependendo-se amargamente assim que entrou no cômodo. Estava cheio de memórias; nas fotos, nos móveis, nas paredes, na fragrância, nos lençóis. Em todo lugar. Aquilo era demais para a mente enfraquecida de Junmyeon.

As fotografias mostravam sua família, seu porto seguro, seu único amor que lutou muito para tê-lo. Lembrou-se de todas as dificuldades, os obstáculos, que enfrentaram para ficarem juntos e os que apareceram depois. Aquelas imagens retratavam os melhores momentos da sua vida, os sorrisos, o carinho daquele que tanto amava. Em um piscar de olhos, tudo fora tirado de si.

A cama e o colchão macio eram as únicas testemunhas de todo o sentimento que compartilhavam todos os dias, os lençóis eram a prova daqueles que se amavam todas as noites de todas as formas possíveis.

Tudo, em poucos segundos, fragmentado.

Os vidros dos porta-retratos agora estavam espalhados pelo chão, os móveis revirados e os panos que cobriam a cama, bagunçados. Os gritos de dor e agonia eram audíveis por quase toda a vizinhança e, consequentemente, por Sehun que agora batia desesperadamente na porta do quarto, chamando pelo pai em meio aos soluços.

Chanyeol entrou em casa carregando as compras que havia feito e assim que viu e ouviu seu sobrinho esbravejar no corredor, largou as sacolas e correu afobado até o pequeno.

“Hun, o que aconteceu?” Ajoelhou-se de frente à ele, segurando o rostinho inchado.

“O-o appa.” Respondeu, soluçando. “E-ele...”

No mesmo instante, Chanyeol ficou atônito, levantando-se e tentando forçar a maçaneta do quarto do irmão, podendo ouvir as lamurias do mesmo dentro do cômodo.

“Junmyeon, abre essa porta!” Bradou. “Por favor, Myeon, não faça nenhuma besteira.” Sentia as lágrimas escorrerem pela sua face, era visível o medo de que Junmyeon pudesse tentar algo contra si mesmo. “Pense no Sehun, pense no seu filho! Ele já perdeu um pai, não o deixe sozinho.”

Aquilo foi o suficiente para fazer Junmyeon voltar aos sentidos. Ele não havia perdido tudo, ainda havia uma parte de Yifan que permaneceria viva dentro dele. E esse pequeno pedaço do seu amor, chorava descontroladamente do outro lado daquele pedaço de madeira.

Apressou-se em se levantar do chão - onde estava encolhido- e caminhar até a porta do cômodo, abrindo de forma brusca a procura do seu pequeno. Encontrou-o em prantos ao lado do tio e assim que Sehun percebeu a presença do pai, não perdeu tempo em correr até seu único porto seguro.


Então, esta noite estou chamando todos os astronautas

Todas as pessoas solitárias que o mundo esqueceu

Se ouvir minha voz, venha me resgatar

Você está ai fora?

Porque você é tudo que tenho!


Notas Finais


Por hoje é só, mas a próxima atualização deve sair logo, já que o capítulo já tá preparadinho, bonitinho, pronto pra ser corrigido. Desculpem os erros desse capítulo, apesar de ele ter sido revisado pode ser que ainda tenha alguns erros.
Teve muitas novas fanfics no Insanes, eu sei que vocês vão gostar, então segue o perfil pra não perder nadinha.
Até mais! ~xoxo


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