História Hybrid Hearts - Capítulo 4


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Amizade, Long-fic, Não Vou Revelar Os Ships, Slice Of Life, Troye Sivan
Visualizações 4
Palavras 1.528
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Pansexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Saindo um pouco da cabeça do Jungkook.

Capítulo 4 - O recomeço


Fanfic / Fanfiction Hybrid Hearts - Capítulo 4 - O recomeço

Nunca gostei de mudanças. Quando me estabeleço em algum lugar, acostumo ao ambiente e dificilmente faço alterações. No entanto, depois do ocorrido entre Jimin e Jungkook, fui obrigado a me mudar.

É horrível pensar que amizades de anos chegaram ao fim.

Companheirismos de anos foram destruídos por uma noite de imprudência.

Almas gêmeas? Que piada.

Admito que talvez eu tenha exagerado e agido errado. Fui rígido com Jungkook ao falar tais coisas. Ele não tem culpa dos sentimentos que nutre por Jimin, assim como eu também não consegui me controlar sentindo além da camaradagem.

O Park é alguém que não dá para resistir. Seja no seu jeitinho meigo, sua voz gostosa de ouvir, suas atitudes provocantes e seu belo rosto e corpo. A mania que ele tem de mexer no cabelo com aquelas mãozinhas, o biquinho que faz quando algo o incomoda, o hábito de sempre manter contato físico com alguém, seu jeito manhoso de falar quando está recordando de algo, sua risada infantil jogando a cabeça para trás, seus olhos que muito se fecham quando sorri...

Mesmo tentando esquecê-lo por quase dois meses, sua essência em minha mente permanece viva.

Eu queria poder me reconciliar com eles, mas sei que iriam se reprimir por minha causa e esperariam o momento mais adequado para revelarem o relacionamento. Não me perdoaria por limitá-los para me agradar.

Então, me afastar foi a melhor escolha. Meus amigos do trabalho me ajudaram a escolher um apartamento mais próximo do hospital veterinário – inclusive durante meu aniversário e o ano novo, coitados –, já que eu morava bem longe. É mais caro que o antigo.

O bom de morar em cidade grande é que você pode sumir sem que te encontrem com facilidade.

O melhor é, no dia da mudança, deparar-se com um velho conhecido.

Kim Seokjin e eu tivemos aula de bioquímica, doenças infecciosas, parasitárias e dermatologia, e técnica cirúrgica juntos na faculdade. Mesmo fazendo cursos diferentes, os alunos de biológicas sempre se uniam. E ver alguém daquela época é como lembrar dos anos dourados de minha inocência, onde descobri muitas coisas e percebi estar nutrindo sentimentos por Jimin.

Seokjin mora a dois quarteirões do meu atual prédio. Voltava andando da academia na outra rua quando eu orientava o caminhão de frete para dentro. Ele ficou parado um bom tempo, pensando de onde me conhecia até inclinar a cabeça, se sobressaltar e vir em minha direção apressado erguendo os braços e dizendo repetidas vezes meu nome como se nunca mais quisesse esquecê-lo.

Senti-me revigorado. O hyung me faz deixar de remoer as coisas. Conversamos sobre diversos assuntos de maneira despreocupada seja pelo celular ou pessoalmente. Ele se tornou uma companhia agradável nesse meio tempo sem o Park e o Jeon. Mas não é como se eu não me incomodasse em dias de folga imaginando se eles não estariam se divertindo mais entre si do que comigo.

Se Jimin conseguiu se recuperar com Jungkook o terrível termino de namoro que teve.

Se o mais novo está trazendo felicidade a ele.

Quando noto, já estou chorando e acabo adormecendo de cansaço.

Esses dois continuam rondando minha mente quando menos espero.

Em momentos depressivos assim, busco falar com Seokjin. Entretanto, nem sempre nossas folgas batem.

Hoje é um caso à parte.

– Está tudo bem, Taehyung? – perguntou antes de encher a boca com bulgogi. Seu cabelo negro brilhava a luz ambiente do restaurante. – Tenho reparado que algo te abate. Pensei que era passageiro, mas já faz um tempo. O que foi? – os olhos grandes de preocupação me atravessavam enquanto mastigava. – Se for algo pessoal, tudo bem não querer contar.

– Ah, hyung – por mais que eu quisesse falar, um nó se formava em minha garganta. – É uma desilusão amorosa, sabe. – disse com dificuldade. – Estou tentando seguir em frente. Nada demais.

– Isso não é algo para dizer “nada demais”. Que eu me lembre, você sempre foi sensível com essas coisas. Algo nisso mudou? – questionou bebendo um gole de vinho.

– Não – ri para tranquilizá-lo. – Mas está tudo bem.

Ele colocou mais comida na boca e me estudou. Também voltei a comer um pouco constrangido.

– Essas olheiras não são de longos plantões – acomodou-se melhor no assento. Passou um dedo na testa para afastar a franja dos olhos sem desviar sua atenção sobre mim, movimentando seus lábios carnudos de um lado para o outro. Como cardiocirurgião, conhece bem sinais de cansaço causados por longas jornadas de trabalho. Em outras circunstâncias, estaria honrado em ser encarado dessa forma pelo belo Kim Seokjin, contudo, minha posição é desfavorável. – Tem saído com seus amigos ou tem negligenciado a companhia deles?

– Não é sempre que eles têm tempo e disposição para a curtição. – falei simplista.

– Para, Taehyung. Se você consegue ter disposição pra sair comigo, então pelo menos um dos seus amigos também consegue.

– Não é tão fácil, okay?

– Vá se divertir sozinho, então! – exclamou cutucando um filete de carne com os hashis. – Conheça pessoas novas. Você sempre foi bom se socializando. Dificuldade zero para conseguir alguém.

– Eu vou pensar... – considerei.

– Não pense, faça! Se pensar muito, ficará estagnado – apontou os pauzinhos em minha direção.

Realmente ponderei quanto a isso. Talvez renovar meu circulo de amizades seja a resposta. Assim como reintroduzi o hyung em minha vida, posso encontrar uma pessoa e, quem sabe, me apaixonar novamente.



– ⛬ –



Tive o azar de folgar com Park Seojoon e Kim Minjae. O experiente doutor que trabalha demais e o estagiário-escravo. Ambos muito cansados para saírem comigo. Justo quando reuni toda a pouca vontade que me restava para fazer uma social.

Decidi ir sozinho como Seokjin-hyung havia me dito. Não tenho que depender de terceiros.

Peguei um táxi e desci no centro de Seul. Queria ficar num lugar tranquilo, então, procurei um bar mais afastado da grande movimentação de pessoas.

Andei e andei e andei mais no frio. A imagem de uma pequena figura correndo a minha frente veio a mente. Parou diante de uma vitrine e acenou admirado, o casaco grosso balançando. Quase senti um braço em meus ombros e o rosto sereno de meu dongsaeng sorrindo para mim. Ele olha para cima surpreso com a neve que começava a cair e o castanho menor puxa uma de minhas mãos animado com os pontos brancos que nos cobriam. Mas, na realidade, os flocos iniciaram quando achei um pub afastado das luzes berrantes das ruas. Parecia pequeno por fora, porém era grande e aconchegante com madeiras bem polidas e decorações vintage.

Sentei-me nas cadeiras do balcão, pedi um cocktail de morango ao atendente e olhei ao redor para reparar melhor nas pessoas. Tinha um grupo de garotas bonitas no canto rindo e me observando. Não sabia se deveria tentar puxar assunto com elas, no entanto todos os meus pensamentos se desvirtuaram quando um indivíduo alto se pôs a meu lado. Através da jaqueta de couro escuro que usava, pude notar que era alguém de grande porte, talvez tanto quanto Seokjin.

O que mais me impressionou foi seu cabelo cor escarlate. Brilhava como se tivesse vida própria, tinha um caimento sedoso cobrindo parte de sua orelha, entretanto ainda era capaz de ver a lateral aparada também vermelha, assim como o brinco prateado de argola.

Logo me lembrei da época em que fiquei tão ruivo quanto ele. Foi depois de me graduar. Jimin dizia que eu não conseguiria emprego desse jeito e que seria desonerado no estágio. Não liguei apesar de ter mantido por pouco tempo com a cor e, mesmo reclamando, o Park a imitou depois que tingi de louro claro. Agora meu cabelo está com o tom de mel.

Sinto falta dele vermelho...

Um par de olhos negros me encarava com estranheza. Nem tenho ideia de quanto tempo passei fitando-o. Meu drinque já me aguardava no balcão.

– O que tanto está admirando em mim? – perguntou. Sua voz era poderosa.

É possível sentir tesão por alguém só com isso?

– Gostei da cor – falei indicando as invejáveis madeixas rubras.

– Eu também – concordou.

Depois dessa, fiquei quieto. Não sabia como puxar assunto. E, também, algo nele me parecia familiar. O rosto redondo, os lábios volumosos, até a voz...

Tirei minha atenção sobre o estranho tomando meu doce cocktail. Não queria que me interpretasse mal. Direcionei-me para o grupo de garotas que continuava conversando e rindo. Talvez eu devesse ir até lá. E de novo fui afastado de tal ação só que dessa vez por alguém que não via a um tempo e não pretendia voltar a ver.

Park Jimin mirava-me abismado, mas seu olhar ia de mim a algo ao meu lado. Segui-o e era o ruivo que devolveu a encarada.

Ah, eu não acredito.

Terminei minha bebida, deixei o dinheiro na madeira e saí passando pelo Park que pouco conseguiu se mexer até eu atravessar a porta esbarrando em alguém. Desculpei-me e continuei andando. Isso deu a Jimin tempo de me ver sinalizar para um táxi na rua ao lado.

– Taehyung! – chamou.

Não vou olhar para trás. Simplesmente não posso olhar.

Ouvi seus passos se aproximando, contudo, o veículo já havia parado. Entrei e fechei a porta na cara dele. Vi sua expressão de desespero que tanto conhecia, mas a ignorei dizendo ao motorista meu endereço.

Os dias sendo trouxa por Park Jimin acabaram. 


Notas Finais


Taehyung... :/


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...